sexta-feira, outubro 13, 2023

Com um “acordão” para blindar militares, a CPI do Golpe decepciona e chega ao fim

Publicado em 12 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

Jeferson Miola: General Tomás Paiva reitera à CPMI versão farsesca do Exército sobre o 8 de janeiro - Viomundo

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Bernardo Mello Franco
O Globo

A CPI do Golpe antecipou o fim dos trabalhos. Vai terminar um mês antes do prazo, esvaziada pela oposição e pelo governo. “Na próxima semana, não haverá mais nada”, informou o presidente Arthur Maia. Ele descartou novas votações até a leitura do relatório, prevista para terça-feira, dia 17.

Um acordão cancelou o depoimento de Braga Netto, que estava marcado esta semana. Ninguém protestou. Os bolsonaristas queriam blindar o general, e os lulistas não estavam interessados em novos atritos com a caserna.

PRESERVAR IMAGEM – O comandante do Exército, general Tomás Paiva, atuou pessoalmente para esfriar a CPI. Ele procurou parlamentares e alegou que era preciso preservar a imagem das Forças Armadas. É impossível entender a tentativa de golpe sem apurar a participação de militares, mas o discurso convenceu quem já estava convencido a blindar a farda.

Em agosto, a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) afirmou que “a instituição Forças Armadas impediu um golpe no país”. Ela disse ter se expressado mal, mas a declaração expôs a estratégia do governo: culpar o capitão e inocentar os generais.

O relatório da senadora deve apontar Jair Bolsonaro como chefe da trama golpista. Apesar disso, o Planalto não moveu uma palha para convocá-lo.

OUTRA ALEGAÇÃO – “Bolsonaro está inelegível. Tudo o que ele quer é ficar em evidência”, justifica o deputado Rubens Pereira Júnior.

Faz sentido, mas é raro ver uma CPI abrir mão de ouvir seu principal alvo.

Um senador próximo ao presidente Lula admite que a ordem era jogar pelo empate. Ele sustenta que a investigação que importa é a da Polícia Federal. Por essa lógica, o 0 a 0 na CPI seria um bom resultado para o governo.

TERMINAR LOGO – A sessão mais recente deu outros argumentos a quem quer acabar logo com a comissão. Enquanto o depoente se recusava a falar, um deputado e uma senadora trocaram provocações sobre botox e desenho de sobrancelhas.

Diante desse espetáculo, fica difícil reclamar das interferências do Supremo na CPI.

E o ministro Kassio Nunes Marques acaba de aprontar mais uma. Anulou a quebra dos sigilos de Silvinei Vasques, o bolsonarista que mandou a Polícia Rodoviária Federal bloquear as estradas para tumultuar a eleição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Tudo termina bem quando acaba bem… Mas é vergonhoso esse tipo de “acordo” político destinado a blindar criminosos. Era melhor nem ter convocado a CPI, que termina propiciando um acerto entre as quadrilhas. (C.N.)


O tempo passa, a ciência avança e os homens continuam se matando em nome de Deus…

Publicado em 13 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

Palestinos fazem novo dia de protestos após a matança em Gaza |  Internacional | EL PAÍS Brasil

Nada de novo na Palestina, num sofrimento que não tem fim

Carlos Newton

A vida é feita de tragédias. Como diz a oração católica, o mundo é um vale de lágrimas, em perdas que se sucedem e precisamos superar. Quando há um genocídio em massa, como esse organizado pelo Hamas, o mundo inteiro sofre, ao mesmo tempo. Torna-se o assunto obrigatório e deveria levar as pessoas a raciocinar sobre o ocorrido, ao invés de seguirem trocando ódios em favor de israelenses e palestinos.

É preciso lembrar que muitas guerras ocorrem por motivos terrenos, disputas disso ou daquilo, mas essa desgraça permanente no Oriente Médio ocorre sempre em nome de Deus, o que a torna ainda mais grave e desnecessária.

MELHOR SER ATEU? – Sem a menor dúvida, seria melhor se todos fossemos ateus, como John Lennon imaginou, antes de sofrer aqueles tiros no meio da rua. Mas certamente iriam encontrar outro motivo para fazer guerra e matar inimigos.

Sempre tive muitos amigos e colegas ateus. Eu mesmo sempre fui ateu, desde criança, me recusei a fazer a primeira comunhão, meus pais nem insistiram. Mas fui me modificando com o tempo e a convivência com a espiritualidade, sou cada vez menos ateu e tenho respeito por todas as religiões.

Aliás, seguir uma religião, não importa qual, é sempre positivo, embora ser ateu não signifique que a pessoa se torne menos caridosa, solidária e prestativa, muito pelo contrário.

JUDEUS E ISLAMITAS – No caso da guerra eterna entre judeus e islamitas, o premier Netanyahu aproveitou a tragédia para formar um governo israelense que vai administrar um matadouro de palestinos, sejamos francos, porque ele não consegue fazer outra coisa.

Netanyahu não tem a grandeza de líderes anteriores que procuravam a paz. É hora de um cessar-fogo, de devolução de reféns e de uma trégua negociada. Aparentemente é impossível, mas Yasser Arafat e Ytizak Rabin não pensavam assim e quase chegaram lá.

A vingança não leva a nada, a não ser a uma vingança contrária. A ONU precisa enviar os boinas azuis para a ocupar a Faixa de Gaza e cessar as hostilidades. Mas quem se interessa?

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P.S. 1 
– Sempre que penso em amigos e colegas ateus, lembro de Paulo Francis, com quem trabalhei na Tribuna da Imprensa e na Última Hora – no Pasquim, quando entrei, ele já tinha saído. Francis é exemplo de uma vítima do acaso. Teve problemas cardíacos em Nova York, o médico diagnosticou bursite. Sem tratamento adequado, sofreu um enfarte e morreu. Na mesma época, Henry Kissinger foi vítima do mesmo erro. O médico quis operar-lhe o ombro, ele procurou uma segunda opinião, foi direto para mesa de operação e ganhou algumas pontes de safena. Já tem mais de 100 anos e recentemente esteve novamente na China, para ver como as coisas estão indo por lá, e foi recebido por XI Jiping.

P.S. 2 – Quanto a Paulo Francis, ele não tem ideia da falta que está fazendo ao Brasil, assolado hoje por uma verdadeira epidemia de cientistas políticos, que nada entendem nem de ciência nem de política. (C.N.)  

Golpe foi planejado após Moraes multar PL por ter pedido invalidação das urnas mais antigas


Inelegibilidade de Bolsonaro abre disputa por sucessão na direita |  Política: Diario de Pernambuco

Multa de R$ 22,9 milhões revoltou Bolsonaro

Cézar Feitoza
Folha

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mudou a estratégia de contestar o resultado eleitoral e passou a consultar chefes militares sobre a possibilidade de um golpe após o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, multar o PL por tentar invalidar urnas eletrônicas de modelo antigo. A mudança de postura ocorreu em uma reunião entre Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas em 24 de novembro, no Palácio da Alvorada.

Na véspera, Moraes havia rejeitado o relatório do PL que pediu a invalidação de votos de urnas de modelo antigo. O ministrou também condenou a campanha de Bolsonaro a pagar R$ 22,9 milhões por “litigância de má-fé”.

DELAÇÃO DE CID – Irritados com a forma como Moraes reagiu aos relatórios de fiscalização feitos pelas Forças Armadas e pelo PL, alguns militares da ativa e da reserva e aliados passaram a incentivar Bolsonaro a liderar uma ruptura para reverter a eleição de Lula (PT).

O tema é alvo de investigação da Polícia Federal, e o encontro do dia 24 foi relatado pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid em sua delação. O tenente-coronel indicou que foi nesse dia que Bolsonaro consultou se os chefes militares apoiariam uma intervenção no TSE, com possível prisão de ministros e convocação de novas eleições.

O foco principal, segundo militares e auxiliares do ex-presidente ouvidos pela reportagem, seria a decretação de uma operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para que as Forças Armadas cercassem o TSE, com limitações de entrada de pessoas e preservação de documentos.

NOVAS ELEIÇÕES – Uma comissão formada por militares e civis seria criada para investigar possíveis irregularidades no sistema de votação. Caso a comissão indicasse algo nesse sentido, seriam convocadas novas eleições. Trata-se de estratégia semelhante à sugerida na minuta de decreto encontrada pela PF na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

O entorno de Bolsonaro se valia de uma interpretação distorcida da Constituição para justificar uma eventual operação de GLO contra o Tribunal Superior Eleitoral — que, se ocorresse, seria uma tentativa de golpe de Estado.

Aliados do ex-presidente citavam o artigo 142 da Constituição, que trata das atribuições das Forças Armadas. Na visão dos militares palacianos, o dispositivo daria margem para uma ação se fossem relatados os abusos do Poder Judiciário nas considerações do decreto.

BOLSONARO NEGA – Em nota, a defesa de Bolsonaro afirmou que o ex-presidente “atuou rigorosamente dentro das quatro linhas da Constituição”.

Em setembro, em entrevista à Folha, o ex-presidente afirmou que desde que assumiu seu mandato foi “constantemente acusado de querer dar um golpe”, mas que nunca agiu fora da lei. “Não seria depois do segundo turno [das eleições de 2022] que eu iria fazer isso [tentar liderar um golpe]. Muito menos no 8/1.”

Bolsonaro mudou sua estratégia pós-eleitoral ao longo dos meses de novembro e dezembro do ano passado. O relato feito à Folha por militares e auxiliares do ex-presidente aponta que, em novembro, o ex-presidente apostava nos relatórios das Forças Armadas para questionar formalmente o TSE.

NÃO DEU CERTO – O relatório das Forças, porém, não apontou nenhuma irregularidade. Enviado ao TSE em 9 de novembro, o documento mostrou que os procedimentos estatísticos ocorreram sem ressalvas. A análise dos boletins de urna tampouco identificou divergências.

A expectativa no Palácio da Alvorada, depois, passou a ser um relatório contratado pelo PL. Em 22 de novembro, o partido pediu a invalidação de votos de urnas de versão antiga, mesmo sem mostrar provas de fraude. Eles argumentaram que 279,3 mil urnas eletrônicas “apresentaram problemas crônicos de desconformidade irreparável no seu funcionamento”.

Apesar de os mesmos equipamentos terem sido usados no primeiro turno, quando o PL elegeu a maior bancada da Câmara, o partido pediu a anulação dos votos somente para o segundo turno.

MORAES MULTA PL – Em 23 de novembro, Moraes negou a ação do PL e condenou a campanha de Bolsonaro ao pagamento da multa milionária.

No dia seguinte, Bolsonaro convocou os comandantes das Forças para uma reunião. Participaram o general Marco Antônio Freire Gomes (Exército), o almirante Almir Garnier (Marinha) e o brigadeiro Carlos Baptista Junior (Aeronáutica).

No encontro, Almir Garnier mostrou-se disposto ao golpe, conforme relatado por Cid em sua delação. Já Freire Gomes informou que a cúpula do Exército era majoritariamente contra a investida. Baptista Júnior teve postura parecida, segundo os relatos obtidos pela reportagem.

MINUTAS DO GOLPE – Foi após a reunião que diversas minutas de decreto de GLO contra o TSE surgiram no Palácio da Alvorada. Um deles foi apresentado pelo assessor Filipe Martins, segundo delatou Cid.

Outra minuta golpista foi encontrada no celular do ex-ajudante de ordens. O documento foi enviado pelo tenente-coronel de um telefone para outro, como se estivesse fazendo uma cópia, em 28 de novembro.

O documento foi obtido pela Polícia Federal e apresentado ao STF em um primeiro relatório da análise do celular de Cid. O texto dizia que o Judiciário teria tomado decisões inconstitucionais que colocam em “evidência a necessidade de restauração da segurança jurídica e de defesa às liberdades em nosso país”.

GENERAL VILLAS BÔAS – Bolsonaro recebeu diversos militares das cúpulas das Forças para discutir a adesão que teria após a derrota no segundo turno das eleições.

O general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, foi duas vezes ao Palácio da Alvorada, em 7 e 20 de dezembro, segundo registros obtidos pela Folha da agenda confidencial do ex-presidente. Os encontros foram relatados em e-mails trocados entre os militares da ajudância de ordens de Bolsonaro.

O ex-presidente ainda recebeu mais de uma dezena de vezes os comandantes das Forças, em reuniões conjuntas ou separadas, e generais alinhados ao bolsonarismo — como o chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, general Estevam Theophilo.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A grande novidade da reportagem são essas duas visitas do general Villas Bôas, que está muito doente e praticamente não sai de casa. Como ele foi o principal responsável pela eleição de Bolsonaro, essas visitas são bem significativas. Vamos voltar ao assunto. (C.N.)


quinta-feira, outubro 12, 2023

O exemplo de Roselma Santos é realmente inspirador e destaca a importância do trabalho voluntário na comunidade de Jeremoabo.


Jeremoabo está precisando de gente assim. A cidadã Roselma Santos é um exemplo de como o trabalho voluntário pode fazer a diferença na vida das pessoas.

O seu trabalho na área da saúde, com crianças de área de risco, é fundamental para garantir o bem-estar dessas crianças e suas famílias. A sua atuação como coordenadora da pastoral das crianças também é importante para promover a educação e a formação de valores nas crianças.
A sua ajuda às famílias carentes do município também é um gesto de solidariedade e amor ao próximo.

O exemplo de Resolma Santos é realmente inspirador e destaca a importância do trabalho voluntário na comunidade de Jeremoabo. O trabalho voluntário é uma forma valiosa de contribuir para o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento da sociedade como um todo. Aqui estão algumas maneiras adicionais de se envolver e se inspirar no exemplo de Resolma Santos:

Participe de Programas de Voluntariado Locais:
Pesquise por organizações ou programas de voluntariado em Jeremoabo que estejam alinhados com suas habilidades e interesses. Há diversas áreas em que você pode oferecer sua ajuda, como educação, saúde, assistência social, meio ambiente e mais.

Organize Campanhas de Arrecadação de Recursos:
Além do tempo, muitas organizações precisam de recursos financeiros para continuar suas atividades. Você pode organizar campanhas de arrecadação de fundos para apoiar instituições de caridade locais ou nacionais.

Mobilize a Comunidade:
Converse com membros da sua comunidade sobre a importância do voluntariado. Organize reuniões, palestras ou eventos para sensibilizar as pessoas sobre as necessidades da comunidade e como podem contribuir voluntariamente

Incentive Empresas a Adotarem Programas de Voluntariado Corporativo:
Converse com empresas locais sobre a implementação de programas de voluntariado corporativo. Estes programas permitem que os funcionários dediquem parte do seu tempo para atividades voluntárias, fortalecendo o senso de responsabilidade social.

Ofereça Suas Habilidades Profissionais:
Se você tem habilidades profissionais específicas, considere oferecer essas habilidades como voluntário para ajudar organizações sem fins lucrativos. Isso pode incluir habilidades em marketing, contabilidade, design gráfico, entre outras

Participe de Mutirões e Atividades de Limpeza:
Engaje-se em iniciativas que promovam a limpeza e conservação da sua comunidade, como mutirões de limpeza de praças, ruas ou praias. Essas ações contribuem para um ambiente mais saudável.

Eduque Sobre Voluntariado:
Realize palestras em escolas, universidades ou eventos locais para educar as pessoas sobre a importância do voluntariado e como ele pode impactar positivamente a vida de outros.

Cada pequena ação pode fazer uma grande diferença na vida das pessoas e na comunidade. O voluntariado é uma via de mão dupla, trazendo benefícios tanto para quem oferece quanto para quem recebe ajuda.



Com um rastro de milhares de mortos, feridos e destruição, a guerra no Oriente Médio se agrava

Publicado em 12 de outubro de 2023 por Tribuna da Internet

Frentes de terror se voltam para milhares de inocentes

Pedro do Coutto

Em cinco dias de batalha, que começaram com o ato terrorista do Hamas, o rastro sinistro já deixou milhares de mortos, feridos, mutilados e destruições tanto em Gaza quanto em Tel Aviv. Tragicamente não surgiu ainda um sinal voltado para o cessar fogo, preservando outras milhares de vidas humanas em risco diante dos bombardeios que agora se estendem a Israel pelo Hezbollah, a partir do Líbano. São duas frentes de terror, portanto, e uma terceira que se volta para dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza de onde opera o Hamas.

O governo Lula iniciou a repatriação de brasileiros que se encontram em risco tanto em Israel quanto em Gaza, e infelizmente o resgate não chegou a tempo para vítimas fatais registradas no conflito, principalmente, na madrugada de sábado. Os combates prosseguem sem uma definição além do objetivo de destruir e matar, exatamente o contrário do que inspira a existência humana que se volta naturalmente para a vida e, nos casos extremos, como no Oriente Médio, para tolerância entre os opostos.

CONCILIAÇÃO – Para isso, inclusive, é que existe a lei no mundo. Uma conciliação e uma convergência entre os contrários.  Mas nada disso foi ou está sendo observado. O governo brasileiro, no caso da Faixa de Gaza, teve que recorrer à chancelaria do Egito para fornecer uma passagem às pessoas que precisam deixar a região.

Os Estados Unidos deram total apoio a Israel. A China se pronunciou a favor do cessar fogo. A Rússia deixou no ar uma aceitação quanto às ações do Hamas e agora também do Hezbollah.

As estatísticas apontam no momento em que escrevo,para 1800 mortos. A maioria de israelenses. Mas há que considerar o número de feridos mutilados. Os conflitos começaram em 1948, no alvorecer do estado de Israel e se repetem décadas depois. A preservação de vidas e de territórios está sendo substituída por uma avalanche destruidora que não leva em conta nem o presente e nem o futuro.


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