sábado, março 11, 2023

Exército gastou quase R$ 400 mil durante atos golpistas no QG de Brasília

Sábado, 11/03/2023 - 09h00

Por Redação

Imagem sobre Exército gastou quase R$ 400 mil durante atos golpistas no QG de Brasília
Foto: Vinícius Schmidt / Metrópoles

Além de peça-chave para a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro, o acampamento de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, trouxe prejuízos financeiros aos cofres da União. O Comando Militar do Planalto precisou colocar 200 homens a mais em prontidão e realizar patrulhamentos na área do QG para controlar o ato, o que gerou um custo adicional de quase R$ 400 mil. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

Os manifestantes começaram a ocupar a área do Setor Militar Urbano em 31 de outubro, um dia após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter sido escolhido presidente da República pela maior parte da população. A partir daquela data, os radicais foram ampliando o acampamento com ajuda de financiadores e apoiados por discursos de políticos aliados ao candidato derrotado nas urnas. Foram 70 dias de ato, com custos acima de R$ 5 mil por dia ao Exército.

 

Os valores são referentes às ações operacionais e logísticas para a segurança da área do SMU, da Praça dos Cristais e do perímetro do QG. Durante os mais de dois meses de manifestações pró-golpe, a Força precisou manter a tropa diariamente aquartelada, em condições de ser acionada em caso de necessidade. O custo exato foi de R$ 376.043,64.

 

Mesmo com a grande mobilização de segurança, o ato bolsonarista foi marcado por um clima hostil e criminoso. No relatório elaborado pelo interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, após a tentativa de golpe, há, em média, registros de uma ocorrência criminal por dia na área.

 

Foram 73 ocorrências criminais durante a manifestação no Setor Militar. O QG foi palco de crimes contra a honra, de furtos e de agressões, principalmente. Nas datas mais próximas à posse de Lula, bolsonaristas passaram a caçar infiltrados no acampamento e agredi-los.

 

Além desses casos diários, o ato final da manifestação — a tentativa de golpe — fez com que a Polícia Federal prendesse em flagrante 2.151 pessoas. Ainda permanecem encarceradas 522. Desse total, 440 são homens; e 82, mulheres.

Cada vez mais livre, leve e solto, Cabral ganha direito de sair à noite e viajar por até oito dias

Publicado em 10 de março de 2023 por Tribuna da Internet

A internet não perdoa: 'Prenderam o índio; Cabral está solto' - Revista Oeste

Fotocharge reproduzida do Arquivo Google

Fabio Grellet
Estadão

Condenado em 20 processos a penas que ultrapassam 375 anos de prisão na versão fluminense da Operação Lava Jato, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral ganhou na semana passada os benefícios de ficar até oito dias em qualquer lugar do Brasil e de poder passar a noite fora de casa também aos finais de semana e feriados. Antes, tinha de ficar em casa à noite durante esses dois períodos.

A decisão foi tomada em 3 de março pelo juiz federal Eduardo Fernando Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tramita um dos processos de que Cabral é réu.

MENOS RESTRIÇÕES – Acusado e condenado por liderar um esquema de corrupção no governo do Estado do Rio, Cabral ficou preso por seis anos e um mês, de 17 de novembro de 2016 a 19 de dezembro de 2022.

Passou, então, a cumprir prisão domiciliar, que vigorou até 9 de fevereiro passado, quando o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) revogou a ordem. Agora, não pode sair do Brasil, não pode ficar mais de oito dias fora do município do Rio, precisa usar tornozeleira eletrônica permanentemente, tem que comparecer em juízo mensalmente, não pode manter contato com corréus de alguns dos processos e está proibido de promover festas ou quaisquer eventos sociais em sua casa. Cabral mora em um apartamento na zona sul do Rio.

JUIZ ATENDEU – O juiz da Vara de Curitiba atendeu pedido da defesa de Cabral, representada pelos advogados Patrícia Proetti, Daniel Bialski e outros seis profissionais, para que as restrições impostas fossem as mesmas aplicadas a Cabral pelo TRF-2 em 9 de fevereiro. Apesar da posição contrária do Ministério Público Federal, Appio atendeu parcialmente ao pedido e cancelou a determinação para que o ex-governador ficasse em casa aos fins de semana e feriados.

“O juiz reconheceu ser desnecessária a restrição de recolhimento domiciliar noturno nos fins de semana e feriados. Isso significa que o ex-governador pode transitar por até uma semana em todo território nacional sem qualquer limitação”, afirmou em nota a advogada Patrícia Proetti, que representa a equipe de defesa de Cabral.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É como diz Martinho da Vila: “Devagar, devagarinho”, Sérgio Cabral vai ficando cada vez mais livre, leve e solto. Já alega não ser corrupto e diz que a fortuna que esbanjava era apenas fruto de sobras do Caixa 2. O objetivo é dar uma entrevista a William Bonner e ser considerado tão “inocente” quanto Lula, seu grande amigo pessoal, que tanto o ajudou nas campanhas eleitorais para governar e saquear o Estado do Rio de Janeiro. (C.N.)


Dois anos da morte de Helio Fernandes, um jornalista que honrou a profissão

Publicado em 10 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Documentário mostra perseguição do regime militar ao jornalista brasileiro Hélio Fernandes - LatAm Journalism Review by the Knight Center

Nenhum jornalista foi tão perseguido e censurado como Helio

José Carlos Werneck

Quero hoje aqui lembrar o grande jornalista Helio Fernandes, que nos deixou em 10 de março de 2021, aos 100 anos, tendo se mantido ativo como jornalista até o fim. Sua trajetória profissional confunde-se com a própria história da “Tribuna da Imprensa”, título de que era proprietário desde 1962.

Helio foi pai dos jornalistas Rodolfo Fernandes e Helio Fernandes Filho e irmão do notável jornalista e humorista Millôr Fernandes, todos já falecidos. Deixou também outros três filhos – Bruno, que é cineasta, Isabela, produtora cinematográfica, e Ana Carolina, premiada fotógrafa, que trabalhou na IstoÉ e na Folha.

NASCEU JORNALISTA – Helio começou sua exitosa carreira prematuramente, pois tinha apenas 13 anos quando começou a trabalhar na extinta revista “O Cruzeiro”, onde entrou a pedido do tio, gráfico de profissão, permanecendo lá por aproximadamente 16 anos, junto com seu irmão mais novo Millôr Fernandes.

Depois foi para o “Diário Carioca”, onde chefiou a Editoria de Esportes, tendo depois chegado ao cargo de secretário, semelhante ao de chefe de redação. Foi também diretor da revista Manchete.

Com o fim da ditadura de Getúlio Vargas, em 1945, Helio Fernandes cobriu a Assembléia Constituinte de 1946, quando conheceu o jornalista Carlos Lacerda, com quem teve longa relação profissional e de amizade.

CENSURADO POR JK – Foi assessor de imprensa de Juscelino Kubitschek durante a campanha à presidência da República em 1955, quando viajou por todo o País, em companhia do então candidato. Após a campanha, polêmico como sempre, voltou ao jornalismo de oposição ao governo que ajudara a eleger.

Trabalhou, também, na televisão, no programa Noite de Gala, líder de audiência, onde atuou brilhantemente, comentando o cenário político, até ser proibido de aparecer na TV junto com o irmão Millôr, por ordem expressa de Kubitschek.

Em 1962, Helio Fernandes adquiriu de Francisco Nascimento Brito o controle do jornal Tribuna da Imprensa, fundado em 1949 por Carlos Lacerda, que tinha se desligado do jornalismo e era então o primeiro governador eleito do recém-criado estado da Guanabara. Vários jornalistas importantes dessa época ganharam destaque na Tribuna da Imprensa, como Paulo Francis, Sebastião Nery, Carlos Chagas e Pedro do Coutto.

PERSEGUIDO POR JANGO – Sempre polêmico e fazendo oposição, Helio Fernandes foi perseguido pelo então presidente João Goulart, que tentou prendê-lo, mas foi derrotado no Supremo.

No início do regime militar, lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB e liderava as pesquisas, quando teve seus direitos políticos cassados em 1966.

Em meio à censura à imprensa imposta principalmente com o AI-5, em 1968, foi preso quatro vezes, inclusive no DOI-CODI, e afastado compulsoriamente do Rio de Janeiro sendo obrigado a passar períodos de confinamento em Fernando de Noronha, Pirassununga (SP) e em Campo Grande (MT).

SEMPRE PERSEGUIDO – O diretor da Tribuna da Imprensa continuou a ser perseguido durante todo o regime militar de 1964. Seu jornal foi o único a sofrer censura prévia em caráter permanente, durante dez anos, de 1968 a 1978.

Ao contrário de outros proprietários de jornal, jamais aceitou a censura e nunca deixou de tentar publicar as notícias naquele conturbado período da história política brasileira. Depois, foi redator do manifesto pela Frente Ampla, lançado por Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e João Goulart.

Implacável em seus textos, o que fazia parte do seu gênio e integrava seu DNA, Helio Fernandes foi um apaixonado pelo que fazia e era extremamente polêmico, como Carlos Lacerda, seu amigo e outro grande nome do jornalismo brasileiro.

EM NOME DA VERDADE – Sabia-se que Helio Fernandes perdia o amigo, mas não abria mão da verdade, embora não guardasse ódios pessoais. Suas divergências eram sempre no campo das ideias.

No final do regime militar, a sede da Tribuna da Imprensa sofreu um atentado a bomba, em 26 de março de 1981, poucos dias antes da explosão no RioCentro. Mesmo assim, o jornal continuou a circular e no dia seguinte já estava nas bancas.

Helio Fernandes só deu motivos de orgulho a quem com ele conviveu. A este querido amigo, quero aqui reiterar minhas sinceras homenagens e grande admiração por sua bonita história de vida, que serve de exemplo a todos os brasileiros. Helio Fernandes não passou pela vida. Ele viveu realmente a vida. E isso é fundamental.

Grande abraço, Helio, e continue brilhando como sempre!

Servidora depõe e diz que a ordem era lançar joias no acervo pessoal de Bolsonaro

Publicado em 10 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro pede para não assumir batalhão do  Exército, após veto do Planalto - Estadão

Bolsonaro mandou Cid lançar as joias no acervo pessoal

Valdo Cruz, Andréia Sadi e Camila Bomfim
G1 Brasília

Uma servidora da Presidência da República que trabalhava diretamente com o ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Barbosa Cid, depôs à Polícia Federal nesta semana sobre o caso das joias da Arábia Saudita apreendidas pela Receita e destinadas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A funcionária pública disse que recebeu ordens para pedir ao Departamento de Documentação Histórica do Gabinete da Presidência da República para lançar antecipadamente as joias apreendidas – mesmo sem elas terem sido liberadas pela Receita.

GRAVOU A ORDEM – A servidora entregou à PF um áudio que recebeu no dia 29 de dezembro sobre o tema. A voz é atribuída a um tenente de nome Cleiton, que estaria de plantão na coordenação da Ajudância de Ordens da Presidência.

Na gravação, ele determina que os ofícios enviados ao Departamento de Documentação Histórica fossem excluídos do sistema. Motivo: a operação para resgate das joias havia fracassado.

Ou seja, o gabinete da Presidência pediu ao departamento o lançamento antecipado das joias, antes mesmo de o primeiro estojo ter sido liberado, no dia 29 de dezembro, na véspera de Bolsonaro deixar o país.

DEU TUDO ERRADO – A equipe de Bolsonaro tinha convicção de que a operação seria um sucesso – o que não aconteceu, obrigando o servidor determinar à funcionária a exclusão dos ofícios.

Os documentos sobre as operações de inclusão e exclusão também foram entregues à Polícia Federal, que investiga a entrada irregular dos presentes da Arábia Saudita dados a Bolsonaro e sua mulher.

O ex-presidente tem dito que não fez nada de errado e seguiu a lei, por considerar que as joias eram um presente de natureza personalíssima, o que é permitido pelo Tribunal de Contas da União.

TCU NÃO ACEITA – Só que o TCU não considera joias, principalmente as de elevado valor, como presente personalíssimo. O primeiro estojo tinha joias avaliadas em R$ 16,5 milhões. O segundo, R$ 400 mil, no mínimo, mas não chegou a ser avaliado. Na próxima semana, o plenário do tribunal vai analisar o caso e deve determinar a devolução dos presentes.

O blog entrou em contato com a ajudância de ordens para falar com o tenente Cleiton, mas não teve retorno. Servidores do órgão dizem que ele e a servidora estavam apenas cumprindo ordens superiores e não fizeram nada de ilegal.

E que, se havia uma determinação oficial para incluir os bens no acervo pessoal do presidente, essa ordem veio de “alguém de cima” e não poderia ser ignorada ou descumprida.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Os servidores precisam ser ouvidos, para apontar “alguém de cima” que deu as ordens irregulares, ao mandar incluir no acervo pessoal de Bolsonaro as joias que estavam (e ainda estão) apreendidas pela Receita Federal. (C.N.)

Inflação acelera e a desigualdade social aumenta — este é o retrato de um país dividido

Publicado em 11 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Desigualdade social cresce mais no Brasil do que em outros países, aponta  FGV

Desigualdade social vem aumentando progressivamente

Carlos Newton

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anuncia, pela enésima vez, que a inflação oficial do Brasil aumentou. Desta vez, acelerou para 0,84% em fevereiro, com a pressão dos reajustes da área de educação. É o que apontam os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta sexta-feira. A oscilação do índice oficial de inflação veio acima da mediana das projeções do mercado financeiro.

Segundo o repórter Leonardo Vieceli, da Folha, analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam inflação de 0,78% em fevereiro, e o IPCA havia subido 0,53% na divulgação anterior.

ACIMA DA META – Para tentar conter a inflação, o BC vem deixando a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. Ao esfriar a demanda por bens e serviços, a medida busca frear os preços e ancorar as expectativas para o IPCA. Mas não está dando resultados, e o próprio presidente da República exige que o Banco Central aumente a meta de inflação e reduza os juros.

No caso atual, trata-se de inflação generalizada, porque, dos 9 grupos de produtos e serviços do IPCA, 8 tiveram alta em fevereiro, informou o IBGE. E o problema maior veio da educação.

Esse segmento foi responsável pelo maior impacto no índice, de 0,35 ponto percentual, e pela maior variação, de 6,28%. É a taxa mais alta desde fevereiro de 2004 (6,70%), disse o IBGE. Dentro do grupo, os cursos regulares subiram 7,58%, puxados por ensino médio (10,28%), ensino fundamental (10,06%), pré-escola (9,58%) e creche (7,20%), tudo subindo acima da inflação.

EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO – Normalmente, essa alta de educação fica indexada ao próprio IPCA, ou seja, o reajuste das mensalidades era baseado na inflação do ano anterior”, afirmou Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE. Mas desta vez não foi isso que aconteceu, porque a expectativa de inflação é um dos fatores mais importantes para alta de preços, e Lula foi criticar o BC em péssima hora.

Em tradução simultânea, sempre que o governo rompe o teto de gastos, como Bolsonaro fez no final do mandato, com o pacote de bondades eleitorais, e Lula repetiu no início de sua gestão, com a PEC da Gastança, o Banco Central tem de aumentar os juros para conseguir vender títulos e financiar o consequente aumento da dívida pública.

Governantes sem conhecimento econômico e desclassificados como Bolsonaro e Lula não conseguem entender essa equação simples. E suas assessorias tudo fazem, menos contrariar as asneiras presidenciais.

ONDE ESTÁ A SAÍDA? – Não há alternativas. Só existe uma saída, que é enxugar a máquina estatal, reduzir drasticamente as despesas, para acumular superávits primários que possam diminuir a dívida pública e aumentar investimentos, para possibilitar que o governo melhore a qualidade de vida da população.

O problema é que os três Poderes defendem seus privilégios salariais e funcionais com unhas e dentes, pouco se interessam pelo que acontece ao resto do país, e a desigualdade social só faz aumentar, ampliando cada vez mais a enorme distância entre os maiores salários e os menores.

Além disso, os políticos brasileiros não vivem sem cargos públicos e sem verbas públicas, levando os governantes a incharem a máquina administrativa.

###
P.S. – A superlotação dos três níveis de governo e os altíssimos salários dos servidores públicos de elite são problemas gravíssimos, que precisam ser discutidos. Porém, isso jamais acontece, porque ninguém se interessa. (C.N.) 

Abalo no mercado sinaliza que taxa Selic vai recuar mais cedo do que se pensava

Publicado em 11 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

Os juros da Selic, na base de 13,75% ao ano, devem recuar na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional como reflexo do abalo que atinge o mercado financeiro. Renan Monteiro e Vítor da Costa, em reportagem no O Globo desta sexta-feira, focalizam o tema, acentuando que também influi para essa decisão a crise das Lojas Americanas que despertou uma insegurança nas aplicações do mercado de capitais. Os bancos elevaram as suas provisões, o que atingiu o valor dos ativos no mercado de títulos privados.

Para os analistas, o episódio reforça a percepção de que o Banco Central pode começar a reduzir a taxa Selic. A crise das Lojas Americanas causou um recuo na colocação de debêntures, que são títulos de crédito privado, recurso de empresas para obtenção de capital. Esse mercado de títulos privados em janeiro atingiu R$ 18,6 bilhões, mas em fevereiro o movimento recuou para R$ 6,6 bilhões.

ONDA DE RESGATE – A reportagem cita notícias divulgadas pelo Bloomberg apontando uma onda de resgate no sistema de crédito privado e também segundo o Itaú BBA, investidores retiraram R$ 66 bilhões líquidos dos fundos de aplicação. O caso das Americanas produziu incerteza e desconfiança, sobretudo porque o problema era antigo e somente veio a público no mês de janeiro deste ano.

A redução da Selic influi para reduzir os juros que o governo brasileiro paga pela rolagem da dívida interna na escala de R$ 6 trilhões. O Estado de S. Paulo focaliza a crise do crédito e também o seu reflexo provável na taxa Selic através de reportagem de Cícero Cotrim e Thaís Barcelos, edição também de sexta-feira.

INADIMPLÊNCIA –  O tema da inadimplência, que envolve 70 milhões de brasileiros e brasileiras, retorna ao noticiário em reportagem de Márcia de Chiara e Luiz Guilherme Gerbelli, o Estado de S. Paulo, na média de R$ 4.600 por pessoa envolvida no mar das dívidas. O aumento da inadimplência começou em setembro de 2021 e vem crescendo  num ritmo que supera o da inflação, mas que se agravou com a inflação de 10,2% encontrada pelo IBGE para o exercício daquele ano em que o endividamento atingia 62 milhões de pessoas.

O endividamento se eleva ao total de R$ 245 bilhões. As principais fontes de endividamento, como não poderia deixar de ser, são os cartões de crédito e os cheques especiais. Ambos, inacreditavelmente, cobram juros anuais estratosféricos de 401%, o que torna impossível, na prática, o resgate das dívidas.

RECUO – Reportagem de Mauro Zafalon, Folha de S. Paulo, revela que as produções tanto do arroz quanto do feijão recuaram em 2022. E, por isso mesmo, também uma rotina, os preços nos supermercados subiram 20% de ambos os produtos. Interessante os fenômenos que ocorrem em nosso país. Se a produção diminui, os preços avançam para que os supermercados possam fazer uma seleção de compradores com base em seu poder aquisitivo.

Mas quando a produção cresce, os preços sobem também e as desculpas repousam nas exportações. No caso do arroz, entretanto, a produção anual, que era de 6,8 milhões de toneladas, recuou 9%. Os preços dos supermercados são uma referência fundamental para se medir, de fato, o verdadeiro grau de inflação que atinge sobretudo as faixas sociais de menor renda.

CASO DAS JOIAS –  O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque sejam convocados a depor no inquérito relativo ao segredo das joias da Arábia Saudita e, ao mesmo tempo, estabeleceu que Bolsonaro fica proibido de usar as joias recebidas, no caso a caneta, as abotoaduras e o terço, que levou consigo, conforme ele próprio declarou, ao deixar o Palácio da Alvorada. Aliás, incluiu-se também um relógio.

Com base num parecer do procurador-geral da União, Augusto Aras, Bolsonaro torna-se responsável pelas peças na qualidade de fiel depositário até a deliberação final do TCU. Não poderá dispor ou alienar qualquer peça, e o conjunto que chegou em suas mãos terá que ser incorporado ao patrimônio da União. O ministro Augusto Nardes quer que o ex-ministro Bento Albuquerque diga quais foram os presentes recebidos e como foram trazidos em sua bagagem até o Brasil.

O episódio vem causando forte desgaste ao ex-presidente Jair Bolsonaro e também ao almirante Bento Albuquerque. Tanto que segundo matéria de Bela Megale, O Globo de ontem, mais uma vez, Bento Albuquerque deverá mudar a sua versão sobre as joias.

Em destaque

Senado impõe sigilo sobre entradas de nomes ligados ao escândalo do Banco Master

Publicado em 10 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Ouvidoria do Senado é comandada por Ciro Nogueira Ra...

Mais visitadas