quarta-feira, fevereiro 22, 2023

Deputado Zé Trovão dá cargo para demitido da Embratur por acusação de assédio sexual


Zé Trovão Deputado Federal | Florianópolis SC

Apoiado por Bolsonaro, Zé Trovão se elegeu deputado

Guilherme Seto
Folha/Painel

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) nomeou como secretário parlamentar de seu gabinete Marcus Thiago de Oliveira Figueiredo, que em 2020 foi exonerado de seu cargo de coordenador-geral de Tecnologia da Informação da Embratur após ter sido acusado de assediar uma funcionária de 21 anos da agência de turismo.

No começo do 2023, a exoneração foi convertida em destituição, penalidade que proíbe a ocupação de cargo público federal por cinco anos. A defesa de Figueiredo recorreu da decisão.

PRESO EM 2021 – Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, ficou conhecido como líder dos caminhoneiros em 2021, quando foi preso após impulsionar pedidos de intervenção militar e de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) nos atos bolsonaristas do 7 de Setembro.

Reportagem do site Metrópoles mostrou diversas mensagens de WhatsApp de Figueiredo em que ele faz insinuações e convites sexuais à subordinada, que se diz compromissada e revela desconforto com as investidas de caráter obsceno.

Nessas mensagens, Figueiredo diz que tem desejo pela funcionária, pergunta se ela sente o mesmo (ela nega) e relata sonhos eróticos com ela.

TIRADAS DO CONTEXTO – A defesa de Figueiredo, que passou a responder a processo administrativo, disse à época que as conversas haviam sido recortadas e tiradas de contexto e que o fato de que a funcionária ter continuado a trabalhar com ele depois da troca de mensagens mostraria que a relação entre ambos era amistosa.

O então presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, que depois seria ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro (PL), disse na ocasião ter determinado o afastamento de Figueiredo até a elucidação do caso.

Ainda em 2020, logo após ter deixado a Embratur, o ex-coordenador foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto como membro da associação Médicos Pela Vida, que incentivava o uso preventivo de medicamentos como cloroquina contra a Covid-19, contrariando o consenso científico, que diz que eles não têm eficácia contra a doença.

VETADO POR 5 ANOS – Em 27 de janeiro de 2023, a Corregedoria-Geral da União converteu a exoneração de Figueiredo em penalidade de destituição de cargo em comissão. Da forma como foi caracterizada, essa destituição proíbe que o servidor ocupe novo cargo público federal pelo prazo de cinco anos.

Procurado pelo Painel, o gabinete do deputado Zé Trovão não enviou resposta.

Em nota, a defesa de Figueiredo diz que apresentou recurso administrativo e que segue confiante no arquivamento do processo administrativo disciplinar.

Mundo fica mais perigoso com Rússia suspendendo tratado Start, diz secretário da Otan




Tratado entre Moscou e Washington limita o número de ogivas atômicas que as duas maiores potências nucleares do mundo podem usar

BRUXELAS – O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse nesta terça-feira que a decisão da Rússia de suspender a participação no mais recente tratado bilateral de controle de armas nucleares Start tornou o mundo um lugar mais perigoso e pediu a Moscou que reconsidere.

Ele falou em uma coletiva de imprensa realizada na sede da Otan em Bruxelas depois que o presidente russo, Vladimir Putin, fez um alerta ao Ocidente sobre a guerra na Ucrânia e anunciou sua decisão sobre o novo tratado Start.

O tratado entre Moscou e Washington, assinado em 2010, limita o número de ogivas atômicas que as duas maiores potências nucleares do mundo podem usar e deve expirar em 2026.

“Mais armas nucleares e menos controle de armas tornam o mundo mais perigoso”, disse Stoltenberg, ao lado do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e do chefe de política externa da UE, Josep Borrell, a repórteres.

Respondendo às acusações de Putin de que o Ocidente estava tentando destruir a Rússia, Stoltenberg disse que Moscou foi o agressor na Ucrânia, onde lançou uma invasão há quase um ano.

“Foi o presidente Putin quem iniciou esta guerra imperial de conquista… Como Putin deixou claro hoje, ele está se preparando para mais guerra… Putin não deve vencer… Seria perigoso para nossa própria segurança e para o mundo inteiro”, disse Stoltenberg.

“Lamento a decisão da Rússia de suspender a sua participação no programa New Start”.

Em Atenas, na terça-feira, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que a decisão da Rússia foi irresponsável e que os Estados Unidos observariam cuidadosamente para ver o que Moscou realmente faria.

Reuters / InfoMoney

Governando com o fígado - Editorial




Lula parece se sentir credor do Brasil. Não se governa um país com sede de vingança.

O Diretório Nacional do PT aprovou há poucos dias uma resolução eivada de ressentimentos e mentiras, cujo único objetivo parece ser reescrever a história recente do País para lavar a alma da militância depois de uma série de reveses políticos e judiciais sofridos pelo partido. Quem lê aquele documento sai com a nítida impressão de que o Brasil tem uma dívida praticamente impagável com os petistas, sobretudo com a sra. Dilma Rousseff e com o presidente Lula da Silva.

Ora, todos sabemos que Lula da Silva é hoje muito maior do que o PT. Ao longo de mais de quatro décadas, o lulismo se firmou como um movimento político de expressão muito mais relevante que o petismo, se é que, de fato, existe essa distinção. É óbvio, portanto, que o teor da resolução aprovada pelo partido reflete exatamente o que sente e pensa o presidente da República hoje. E isso não é nada bom para o País.

No universo paralelo de Lula e do PT, Dilma Rousseff era a timoneira de um país que ia de vento em popa rumo ao inescapável encontro com seu futuro de paz social e prosperidade econômica até sofrer um “golpe”, em 2016, perpetrado pelas “elites”, pelos “inimigos do povo brasileiro” ou coisa que o valha. Já o partido, nessa visão mendaz da história, teria sido vítima de “falsas denúncias” de corrupção à época dos escândalos do mensalão e do petrolão.

Não é o caso, aqui, de contrapor com uma enormidade de evidências factuais as grosseiras lorotas difundidas pelo PT em sua resolução, até porque seria um trabalho inútil. Petistas fanáticos jamais aceitariam o fato, de resto incontestável, de que o impeachment de Dilma foi conduzido estritamente segundo a Constituição – salvo quando, em seu desfecho, preservou os direitos políticos de Dilma em vez de cassá-los, numa maracutaia típica daqueles tempos esquisitos. Os fiéis da seita lulopetista igualmente ofendem-se quando se demonstram os inúmeros crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro cometidos pela patota.

A questão de fundo é menos a resolução do PT – que, afinal, é uma organização privada e pode defender o que bem entender – e mais o que ela representa: os humores de Lula da Silva.

Seja pelo que se depreende do texto da resolução, seja pelos discursos do próprio presidente, que se recusa a descer do palanque mesmo tendo sido eleito para governar no interesse de todos os brasileiros, este terceiro mandato presidencial do petista, o quinto do PT, parece orientado a reparar as “injustiças” que teriam sido cometidas contra o partido e alguns de seus próceres, e não a reconstruir o País e o tecido social após a tragédia que foi o governo de Jair Bolsonaro.

Ao que parece, o triunfo eleitoral de Lula da Silva na difícil eleição presidencial passada, aos olhos dos petistas, tem o condão de autorizar o presidente a privilegiar os interesses particulares do PT e a trair a aspiração maior de muitas forças políticas que o apoiaram no segundo turno da eleição de 2022: a construção de uma frente ampla pela democracia não só para derrotar Bolsonaro, mas também para governar o País.

Se os ressentimentos de Lula da Silva e a sede de vingança que parece animar as lideranças petistas são genuínos ou nada mais que tática para manter a militância mobilizada a despeito de certas decisões impopulares que o governo logo terá de tomar, pouco importa. O fato é que não é assim que se governa um país. Menos ainda um país que precisa tanto se reconciliar e se reunir em torno de consensos mínimos como o Brasil.

O presidente Lula da Silva precisa ser magnânimo e reconhecer a existência de um centro liberal democrático que foi fundamental para sua vitória, por entender que era ele, e não Bolsonaro, a pessoa mais indicada para governar o Brasil pelos próximos quatro anos. Voltar as costas para essas forças políticas é, na prática, aniquilar as chances de reconstrução nacional já no nascedouro.

O rancor nunca foi um bom guia. Do presidente Lula da Silva se espera a grandeza de compreender que, nesta quadra da história do País, é justamente a diversidade que deve prevalecer, não o espírito de corpo.

O Estado de São Paulo

Mais do que balões: como espionagem chinesa testa novos campos na disputa global com EUA




O Exército de Libertação Popular, o braço militar do Partido Comunista Chinês, apontava em 2018 a necessidade de investigar as mais diversas camadas atmosféricas por razões de segurança

Por Shin Suzuki, em São Paulo

A saga do balão chinês que entrou no espaço aéreo dos Estados Unidos entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro evidenciou a escalada da tensão entre as duas potências e também jogou luz no projeto de Pequim de sofisticar cada vez mais seus aparatos militares e de espionagem.

Apesar de Washington ter descartado que outros três objetos voadores avistados entre 10 e 12 de fevereiro apresentassem sinais de "esforços de coleta de inteligência externa", as fricções entre representantes chineses e norte-americanos não cessaram.

No último sábado (18/2), o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, se encontrou na Alemanha com Wang Yi, chefe da diplomacia chinesa, mas declarações dadas por ambos não serviram para baixar a fervura.

Blinken disse que não será tolerada "nenhuma violação de nossa soberania" e que "este ato irresponsável nunca deve ocorrer de novo".

Wang, por sua vez, afirmou que o episódio é uma "farsa política fabricada pelos EUA" e que são "usados todos os meios para bloquear e suprimir a China".

Pequim, no entanto, tem se preparado de fato nas últimas décadas para diminuir a distância para Washington em termos de poderio militar e inteligência.

Ao fim da Guerra Fria, na década de 1990, os EUA se posicionaram bem à frente de potenciais rivais.

Mas mesmo nesses tempos em que a disputa pelo poder global arrefeceu com o domínio americano, a espionagem praticada pelos Estados Unidos permaneceu em ação — e incluiu até nações consideradas "amigas".

Basta lembrar que o Brasil teve a ex-presidente Dilma Rousseff e outros membros do seu governo grampeados pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês).

Segundo vazamento do site WikiLeaks, o avião presidencial, residências de diplomatas e até o Banco Central brasileiro foram alvos de escutas por agentes americanos. A revelação causou uma crise diplomática entre Washington e Brasília.

O que ocorre agora é que o desenvolvimento econômico e tecnológico da China, além da consolidação do poder e do projeto do presidente Xi Jinping, despertaram ambições para entrar numa disputa de poder global com os EUA que passa por espionagem e operações militares.

"O objetivo é superar o poder americano, neutralizar o Ocidente e colocar novamente o foco do mundo na China. Ao longo da história, através de uma clássica percepção estratégica chinesa, o país deve estar unido, unificado e no centro do mundo", diz à BBC News Brasil Emmanuel Véron, especialista em China contemporânea pelo Instituto Nacional de Línguas e Civilizações Orientais (Inalco), da França.

"A diferença em relação à história imperial [chinesa] está nos modelos de governança. É o Partido Comunista que está no poder e seu desejo de expansão é real."

Para Amanda Hsiao, do think tank Crisis Group, "o incidente com o balão demonstra o quão frágil é o relacionamento entre EUA e China e com um pequeno incidente para rapidamente escalar para um evento político que tira dos trilhos qualquer tentativa de estabilizar a relação".

A guerra pela informação

A coleta de informações via objetos voadores como balões seria mais uma fronteira explorada pela inteligência chinesa. Um artigo de março de 2018 veiculado por um jornal patrocinado pelo Exército de Libertação Popular, o braço militar do Partido Comunista Chinês, já apontava a necessidade de investigar as mais diversas camadas atmosféricas por razões de segurança.

"Com o rápido desenvolvimento da alta tecnologia moderna, o espaço de confronto de informações não está mais limitado à terra, ao mar e à baixa altitude. O espaço próximo também se tornou um novo campo de batalha na guerra moderna e um elo importante no sistema de segurança nacional", dizia o artigo.

A publicação acrescentava: "como um elo eficaz que conecte o campo de batalha aeroespacial, os próximos veículos espaciais desempenharão um papel crucial nas futuras operações integradas do espaço aéreo e serão altamente valorizados por mais e mais países, e seu desenvolvimento e aplicação também terão um impacto importante no futuro para estilos de combate."

Mas Pequim disse que o balão abatido no começo de fevereiro pelos EUA tinha propósitos de uso civil, para monitoramento meteorológico, e que adentrou o território norte-americano "completamente por acidente".

Declarou também estar havendo uma reação exagerada por parte de Washington e que a China teria registrado a presença de balões espiões americanos no seu espaço aéreo mais de 10 vezes desde o começo de 2022.

"O caso do balão mostra o quão real é a rivalidade sino-americana e como ela pode ser observada em diversos níveis. Aqui, o interessante é entender que a rivalidade se dá em uma camada superior da atmosfera, ou seja, a estratosfera", diz Véron.

Espionagem industrial

A maior batalha atual, no entanto, está em limitar o acesso à informação em qualquer campo sensível.

Da parte dos Estados Unidos, o governo Joe Biden vem proibindo recentemente a venda de tecnologia americana para companhias chinesas. Há pouco mais de dez dias foi anunciada a inclusão de mais cinco empresas e um instituto de pesquisa da China em uma lista de vetos.

A preocupação é que negócios privados chineses vêm sendo incentivados a trabalhar com mais proximidade e sinergia com os militares desde a ascensão de Xi ao poder. Por sinal, um modelo baseado nas parcerias estabelecidas entre o Pentágono e companhias privadas americanas.

Mesmo com esses canais oficiais e legais agora travados pela Casa Branca, a coleta de informação sensível pode ocorrer por meio de espionagem industrial.

O engenheiro Zheng Xiaoqing, um cidadão americano que trabalhava na General Electric Power, foi preso após codificar e esconder dados sensíveis relacionados ao design e a produção de turbinas de gás e vapor e avaliados em milhões de dólares.

Os dados, que poderiam ser úteis para o desenvolvimento da indústria da aviação, eram enviados para uma pessoa na China. Zheng foi condenado a dois anos de prisão no começo deste ano.

Atualmente, a espionagem industrial chega a outras áreas importantes como o setor farmacêutico, a nanotecnologia e a bioengenharia.

"No geral, todo o espectro da espionagem chinesa está mobilizado: do ciberespaço ao espaço, incluindo equipamento militar em terra ou no mar. Tudo é parte de uma perspectiva de intimidação e pressão", afirma Véron, especialista do Inelco.

O exército de hackers chineses

Outra frente importante desenvolvida nos últimos anos está exatamente no espaço cibernético. Hackers chineses têm empregado táticas ousadas para explorar vulnerabilidades online.

Em depoimento ao Congresso americano no ano passado, Winnona DeSombre, pesquisadora de Harvard, disse que as capacidades da China na área rivalizam ou já superam as dos EUA.

De acordo com DeSombre, o presidente Xi ordenou a partir de 2015 uma mudança de prioridades militares com foco em informação.

Outro participante da audiência congressual sobre segurança nas relações entre EUA e China, o pesquisador Dean Cheng, afirmou que o Exército para a Libertação Popular chinês analisa que "vitória ou derrota em guerras futuras ocorrerão em função da habilidade de explorar informação".

Segundo Cheng, inteligência artificial e machine learning serão aplicados a um grande escopo de operações militares.

"O desenvolvimento sustentado e colocado em prática da tecnologia da informação, incluindo inteligência artificial, big data e computação em nuvem, tudo isso foi combinado para criar 'novas circunstâncias' em operações militares."

Uma pesquisa da empresa de segurança online Mandiant disse que a ação de hackers chineses comprometeu as redes de computadores de ao menos seis Estados americanos entre 2021 e 2022.

'Especialistas em tecnologia da informação dizem que a capacidade da China em ataques cibernéticos cresceu muito nos últimos anos'

A preocupação com as habilidades da China no ciberespaço foi manifestada também em uma inédita declaração conjunta no ano passado dos chefes do FBI, a polícia federal americana, e o MI5, do serviço secreto britânico.

Segundo Christopher Wray, diretor do FBI, o programa chinês de hackers é maior do que todos os similares de grandes potências combinados.

Wray também disse que o desafio lançado pela China é "imenso" e o classificou como "a maior ameaça de longo prazo a economia e segurança nacional" dos Estados Unidos.

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que essas afirmações querem "promover a teoria da ameaça chinesa" e aconselhou "deixar de lado os demônios imaginários".

"A China se tornou em poucos anos o principal tema de reflexão nos círculos políticos, financeiros e estratégicos dos Estados Unidos. Isso não significa que uma guerra vá acontecer amanhã de manhã", diz Véron.

"Entretanto, os Estados Unidos estão atentos à situação na Ásia e a possibilidade de Xi Jinping ordenar um ataque contra Taiwan. Militares americanos e, mais recentemente, o diretor da CIA lembraram que o cenário de guerra é real e pode ocorrer dentro de alguns anos. Isso não é uma simples postura alarmista, mas uma forma de alerta para políticos e para a opinião pública", acrescentou.

BBC Brasil

Ruy Castro encontra Machado de Assis na Casa das palavras e dos eternos temas da vida


Ruy Castro é um passageiro da história, revelador e tradutor do passado

Pedro do Coutto

O jornalista e escritor Ruy Castro assumirá na noite do próximo dia 3 de março, a cadeira da Academia Brasileira de Letras, que tem como patrono Francisco Otaviano, e que foi ocupada por Sergio Paulo Rouanet, Na sequência de seus titulares encontra-se também o Visconde de Taunay e o historiador Francisco de Assis Barbosa.

A presença de Ruy Castro na Casa de Machado de Assis, como a ABL também é chamada, vai acrescentar muito de vitalidade e modernidade a uma instituição tradicional da vida brasileira. Agregará certamente uma face que julgo essencial a uma era de rejuvenescimento marcada pelo sentido inevitável de que a história é também o presente.

VASTA OBRA – Ruy Castro é autor de uma vasta obra de comunicação imediata  com o público, com a população e com os leitores em geral através dos livros que produziu e por intermédio de sua coluna na Folha de S. Paulo.

Seus personagens desfilam diante de nós com as suas características, qualidades e defeitos, seja pela convergência, seja pela divergência, parcial ou não, diante da lente dos nossos pensamentos tocados pelas traduções do autor. Como já disse uma vez, Ruy Castro é um passageiro da história, revelador e tradutor do passado. A palavra passado sempre distancia todos nós de um acontecimento que inúmeras vezes não vimos ou não tomamos conhecimento por intermédio da leitura de épocas passadas.

TRADUÇÃO – A obra de Ruy Castro e as biografias imortais que produziu, de forma leve e profunda ao mesmo tempo, vai ao encontro das alma dos que desejam saber sempre mais sobre alguma coisa. Neste ponto é que entra a tradução, presente em todas as comunicações humanas em que a linguagem funciona em diversos estágios e degraus da compreensão e da sensibilidade.

A obra de Ruy Castro, muito extensa e muito agradável de ser lida, inclui-se entre as que chegaram tanto ao pensamento quanto ao coração. A sua presença na cadeira dourada, vestindo o fardão, tradicional e tradicionalista, representa, a meu ver, a literatura dinâmica e a capacidade de em poucas horas perceber aquilo que gerações demoraram muito tempo para compreender e aceitar. A presença de Ruy Castro na ABL certamente já é por si um efeito dinamizador e de uma modernidade que se transforma diariamente.

FOTOS: Confira registros do Bahia Notícias no último dia de Carnaval


Por Redação

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Foto: Moskow / Bahia Notícias

Saudade tem nome: Carnaval de Salvador. A folia se encerrou oficialmente nesta terça-feira (21) e o Bahia Notícias registrou tudo. No Circuito Dodô (Barra-Ondina), Bell Marques, Claudia Leitte, Babado Novo - com participação de Juliette -, Luiz Caldas, Xamã, Escandurras, Timbalada e Léo Santana comandaram a festa. 

 

Já no circuito Osmar (Campo Grande), os destaques foram Olodum, Durval Lelys, Saulo, Psirico, Daniela Mercury, Xanddy Harmonia, Carlinhos Brown e O Poeta.

 

O Batatinha (Pelourinho), por sua vez, trouxe Filhos De Nanã, Korin Nago, Os Negões, Swing Do Pelô e Todo Menino É Um Rei. Confira as fotos: 

 

Foto: Kleber Lobo / Bahia Notícias

 

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