quarta-feira, novembro 16, 2022
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Postado há 8 hours ago por Brasil Soberano e Livre
Conselhos de Ética de Câmara e Senado encerram legislatura sob marca da paralisia
por Danielle Brant, Ranier Bragon e Renato Machado | Folhapress

Os conselhos de ética da Câmara dos Deputados e do Senado concluem no próximo mês uma das legislaturas mais ineficientes da história.
Na Câmara, o órgão foi esvaziado por uma decisão do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que deu ao plenário o poder de modificar completamente qualquer parecer aprovado no colegiado. A única cassação ocorrida no período foi a da deputada Flordelis (RJ), condenada neste domingo (13) no Tribunal do Júri da Comarca de Niterói (RJ) pelo assassinato do marido.
O Conselho de Ética do Senado, por sua vez, não precisou de nenhuma manobra política. O órgão teve apenas uma sessão nos últimos quatro anos.
Além da decisão de Lira, a Mesa Diretora da Câmara paralisou processos contra parlamentares acusados de corrupção e só os liberou para análise do Conselho de Ética no primeiro semestre, o que deve resultar no arquivamento de todos eles.
Entre eles está o caso de Wilson Santiago, que, em 2019, teve o mandato suspenso por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) nas investigações de desvio de verbas públicas de obras contra a seca no sertão da Paraíba.
O plenário da Câmara derrubou a decisão do tribunal sob o argumento de que era questão interna a ser resolvida pelo Conselho de Ética. O processo ficou parado por mais de dois anos na Mesa Diretora. Até hoje o parecer preliminar, elaborado pelo deputado Alexandre Leite (União Brasil-SP), não foi apreciado pelo colegiado.
O episódio mais recente envolvendo um parlamentar tampouco deve resultar em qualquer punição. Um dia antes do segundo turno, a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) sacou uma arma após ser xingada e saiu correndo nas ruas de São Paulo atrás de um apoiador do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O PSOL chegou a protocolar uma representação contra Zambelli, mas a reunião do Conselho de Ética que poderia instalar o processo não aconteceu na última quarta-feira (9) por falta de quórum. A expectativa é que o próximo encontro ocorra somente na semana de 21 de novembro.
As representações contra parlamentares costumam ser arquivadas ao fim de uma legislatura. No entanto, um parecer formulado para responder a uma questão de ordem sobre crimes cometidos antes do mandato abre brecha para que a ação volte a tramitar na legislatura seguinte.
O Senado, que em toda a recente história democrática brasileira só cassou o mandato de três parlamentares, praticamente não teve seu conselho funcionando na atual legislatura. O órgão teve as atividades suspensas antes mesmo da pandemia do novo coronavírus, embora a Covid-19 seja apontada pelo comando da Casa e por senadores como o real motivo para sua inoperância.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado se reuniu no dia 25 de setembro de 2019 para a sua instalação. Na ocasião, foram eleitos o presidente e vice do órgão, respectivamente os senadores Jayme Campos (União Brasil-MT) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Desde então, não realizou nenhuma sessão.
Por isso, muitas representações contra os senadores nem sequer chegaram ao Conselho de Ética, ainda aguardando nas gavetas da advocacia do Senado. Há atualmente 33 petições solicitando a abertura de processos contra os mais variados senadores, governistas e de oposição.
Aguardam na fila petições contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo escândalo das "rachadinhas", contra o então vice-líder do governo Chico Rodrigues (União Brasil-RR) pelo episódio em que tentou esconder dinheiro na cueca e contra membros da CPI da Covid por abuso de poder.
Embora senadores falem publicamente que querem ver as petições tramitando, existe entre as bancadas um acordo informal para que o Conselho de Ética siga inoperante. Aliados do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmam que ele já enviou dois ofícios após o primeiro turno das eleições, pedindo para que os partidos políticos indiquem os nomes para integrarem o conselho.
Nenhum partido com direito a assento no conselho fez a indicação até o momento. Senadores consideram improvável que as atividades sejam destravadas agora, a pouco mais de um mês do início do recesso parlamentar e o consequente encerramento da atual legislatura.
Escândalos para serem tratados pelos Conselhos de Ética, das duas Casas, não faltaram na legislatura. Além do caso de Wilson Santiago, a Câmara tampouco analisou o caso envolvendo o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), suspeito de desvio de recursos de emendas para a Saúde.
O episódio mais emblemático envolveu o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).O Conselho de Ética aprovou duas recomendações que, somadas, representariam oito meses de suspensão do mandato do parlamentar --ele tinha representações contra si por ter gravado reunião do PSL e ameaçado e xingado ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Silveira foi condenado a oito anos e nove meses pelos ataques verbais e ameaças a integrantes da corte, mas teve a pena perdoada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
Uma decisão tomada em junho pelo presidente do conselho, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), também tem o potencial para deixar o colegiado ainda mais figurativo. Ele determinou que o presidente do colegiado tem prerrogativa para fazer exame de aptidão das representações que forem apresentadas por partidos antes da instauração do processo político-disciplinar.
Ou seja, caso ele decida que a representação não tem justa causa, a ação é arquivada sem que o colegiado delibere sobre o caso.
Azi usou o mecanismo para barrar representação apresentada pelo PL contra a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), por ter dito que tinha "vontade de dar um tapa" em manifestante que protestava contra o presidente eleito Lula. O presidente do conselho também arquivou ação do PSOL contra Lira por ter discutido com o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) em plenário.
No Senado, o caso do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente da República, é apontado como o real motivo para a inoperância do Conselho de Ética. Partidos de oposição apresentaram petição pela cassação do mandato do parlamentar acusando-o de lavagem de dinheiro, corrupção e associação com milícia.
A acusação de lavagem de dinheiro é relacionada com a denúncia de "rachadinha" em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio decidiu arquivar a denúncia contra o senador. A medida foi tomada em razão da anulação das provas que embasaram a acusação.
Outra ação contra aliados de Bolsonaro foi o pedido de cassação do senador Chico Rodrigues, que foi flagrado tentando esconder dinheiro supostamente ilícito em sua cueca durante uma operação da Polícia Federal. O senador era suspeito de desviar recursos destinados para o enfrentamento à pandemia, acusação que sempre negou.
Chico Rodrigues, que era vice-líder do governo Bolsonaro, pediu licença e ficou mais de quatro meses afastado do Senado.
Por outro lado, bolsonaristas apresentaram uma série de pedidos de abertura de investigação e cassação contra a cúpula da CPI da Covid, que atuou entre abril e outubro de 2021. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu a cassação do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), por supostamente ter vazado para a imprensa informações sigilosas.
A mesma acusação foi feita por Flávio Bolsonaro, que acusou o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), de divulgar informações sigilosas do inquérito dos atos antidemocráticos durante uma sessão pública do colegiado.
LIRA CITA INDEPENDÊNCIA DE CONSELHO, E SENADO, PANDEMIA
Por meio de sua assessoria, Lira afirmou apenas que as representações disciplinares não fazem parte da competência e não sofrem qualquer interferência por parte da presidência da Câmara dos Deputados.
"O conselho é um órgão da Câmara que goza de independência no exercício das suas atribuições, tanto é que os seus membros são designados para mandatos de dois anos e o seu presidente e os dois vice-presidentes são escolhidos por meio de votação interna."
A assessoria de imprensa do Senado atribuiu à pandemia do novo coronavírus a inoperância do Conselho de Ética.
"O mandato de dois anos da última composição do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar encerrou-se em setembro de 2021, ainda com o Senado sob impacto da pandemia e trabalhando de forma remota. Aguarda-se a eleição dos novos membros para reinício dos trabalhos", informou, em nota de setembro.
O presidente do Senado, por sua vez, afirmou em setembro que os planos eram reativar o Conselho de Ética após o primeiro turno das eleições.
DEPUTADOS CASSADOS PELO PLENÁRIO DA CÂMARA
Jabes Pinto Rabelo (PTB-RO) 1991
Nobel Moura (PTB-RO) 1993
Onaireves Moura (PTB-PR) 1993
Takayama (então PFL-MT) 1993
Carlos Benevides (MDB-CE) 1994
Fábio Raunheitti (PTB-RJ) 1994
Féres Nader (PTB-RJ) 1994
Ibsen Pinheiro (MDB-RS) 1994
José Geraldo (MDB-MG) 1994
Raquel Cândido (PTB-RO) 1994
Sérgio Naya (sem partido-MG) 1998
Hildebrando Pascoal Nogueira Neto (sem partido-AC) 1999
Talvane Albuquerque (então PTN-AL) 1999
André Luiz (sem partido-RJ) 2005
José Dirceu (PT-SP) 2005
Roberto Jefferson (PTB-RJ) 2005
Pedro Corrêa (PP-PE) 2006
Natan Donadon (sem partido-RO) 2014
André Vargas (sem partido-PR) 2014
Eduardo Cunha (MDB-RJ) 2016
Flordelis (PSD-RJ) 2021
SENADORES CASSADOS PELO PLENÁRIO DA CASA
Luiz Estevão (PMDB-DF) 2000
Demóstenes Torres (sem partido-GO) 2012
Delcídio do Amaral (sem partido-MS) 2016
Bahia Notícias
PGR pede fim do empréstimo consignado do Auxílio Brasil
terça-feira, 15/11/2022 - 19h00
por Redação

O procurador-geral da República, Augusto Aras, defende no Supremo Tribunal Federal (STF) a inconstitucionalidade de trechos da Lei 14.431/2022 que, entre outros pontos, autorizou a realização de empréstimos consignados a cadastrados no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a beneficiários de programas federais de transferência de renda, como o Auxílio Brasil. A manifestação se refere à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.223, ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).
O processo está sob relatoria do ministro Nunes Marques. No pedido, o partido alega que a lei oferece potenciais danos à população menos favorecida – idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de miséria.
No entendimento do PGR, ao permitir que um grupo de alta vulnerabilidade econômica comprometa percentual significativo de sua renda mensal, o ato normativo abriu caminho para o superendividamento das famílias, configurando violação dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da defesa do consumidor.
No parecer, Augusto Aras lembra que a defesa do consumidor é princípio da ordem econômica, previsto no artigo 170 da Constituição Federal. Segundo argumenta, a Carta Magna reconhece a assimetria existente entre o consumidor e o fornecedor do produto ou serviço, o que possibilita ao Estado intervir nessa relação, a fim de proteger o hipossuficiente contra eventuais danos.
O PGR ressalta, ainda, que o Supremo já decidiu que o princípio da livre iniciativa não proíbe o Estado de atuar subsidiariamente sobre a dinâmica econômica para garantir o alcance de objetivos indispensáveis para a manutenção da coesão social, entre eles a proteção do consumidor, desde que haja proporcionalidade entre a restrição imposta e a finalidade de interesse público.
“O que fez a lei impugnada, ao aumentar os limites para (ou possibilitar) a contratação de empréstimos com pagamento descontado em folha pelo INSS ou pela União (crédito consignado), foi retirar uma camada de proteção a direitos da população hipossuficiente”, pontuou Aras. Na avaliação do procurador-geral, no cenário de graves crises econômica e social, ocasionadas pela pandemia de Covid-19 e pela guerra na Ucrânia, essa parcela da população brasileira estará ainda mais vulnerável às instituições financeiras credoras.
Bahia Notícias
Equipe de transição insiste em R$ 175 bi do Bolsa Família fora do teto por prazo indefinido
quarta-feira, 16/11/2022 - 09h00
por Idiana Tomazelli, Thiago Resende e Julia Chaib | Folhapress

Articuladores políticos da equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pretendem apresentar nesta quarta-feira (16) a minuta da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição para retirar R$ 175 bilhões em despesas previstas com o Bolsa Família do alcance do teto de gastos.
Há a expectativa de que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), que coordena os trabalhos da transição, se reúna com o grupo que trabalha no texto e também com o relator-geral do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI).
A minuta do texto não deve impor um limite temporal à medida, mas integrantes do PT sabem que uma ala importante do Congresso defende que ela seja válida apenas em 2023, primeiro ano do governo Lula. Por isso, a ideia dos articuladores do novo governo é negociar um prazo de quatro anos, o que é visto como um meio-termo para acenar a setores que temem um "cheque em branco".
Nesta terça-feira (15), a Folha de S.Paulo mostrou que Lula defendeu o prazo de quatro anos ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em conversa reservada no Egito, onde participam da COP27, a conferência do clima das Nações Unidas.
O modelo de exclusão do Bolsa Família do teto de gastos segue sendo defendido pela ala política que tem conduzido as negociações nas últimas semanas, apesar dos alertas vindos do mercado financeiro -que vê no tamanho da fatura um risco de descontrole das contas públicas- e do próprio grupo de economistas da transição.
Nesta terça-feira (15), o economista Persio Arida disse que criar "excepcionalidades" e vinculações de despesas não são o melhor caminho para resolver o impasse no Orçamento de 2023. Ele é um dos coordenadores do grupo técnico de Economia na transição e é próximo ao vice eleito. Arida também é cotado para ocupar o cargo de ministro da Fazenda.
As declarações públicas de Arida chamaram atenção pelo fato de criticar um ponto em negociação pelos políticos da transição. Pessoas próximas a Alckmin, porém, buscam minimizar qualquer eventual diferença de visões sobre o tamanho da licença para gastar e dizem ser natural a discussão entre a ala política e econômica na transição.
Até agora, os economistas não participaram formalmente das negociações da PEC. Na segunda-feira (14), o grupo divulgou uma nota dizendo que solicitou acesso ao texto da proposta e aos dados que a embasaram.
"Assim que disponibilizadas, as informações solicitadas serão analisadas e debatidas pela equipe de transição em novas reuniões", diz a nota.
O tamanho da chamada licença para gastar tem gerado ruídos e incertezas. Uma notícia divulgada pela agência de notícias Bloomberg alimentou a expectativa do mercado sobre a possibilidade de uma PEC mais conservadora, com gastos de R$ 130 bilhões fora do teto -R$ 45 bilhões abaixo do previsto com a retirada do Bolsa Família do teto- animou o mercado.
O Ibovespa, índice de referência da Bolsa brasileira, subiu 0,81%, fechando o pregão de segunda-feira (14) aos 113.161 pontos. O dólar comercial à vista caiu 0,41%, cotado a R$ 5,3030, em um movimento que foi na direção contrária da alta da moeda americana perante outras divisas globais.
"Eu sei que há possibilidades mais amplas, que é aquela que chega até R$ 175 bilhões, e há possibilidade de discussões de um número menor também", afirma o deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP), que integra a transição e aliado próximo a Lula. Ele confirmou à reportagem que uma das alternativas de menor valor é a de R$ 130 bilhões.
"Está sendo discutido internamente [na transição] e também com o Congresso. O Congresso tem que participar dessa decisão", afirma.
Políticos que estão na linha de frente das negociações, porém, reafirmam a intenção de prosseguir com a PEC que retira o Bolsa Família do teto de gastos. Essa foi a versão discutida com líderes do Congresso e anunciada pelo senador eleito Wellington Dias (PT-PI), representante da transição nas negociações do Orçamento.
"Todos que participamos temos aí um comandante, o comandante que foi escolhido pelo povo, que é o presidente Lula. E foi com ele que foi batido o martelo, das opções que tinha, qual a que a gente deverá seguir", disse Dias em entrevista ao Roda Viva, programa da TV Cultura, na noite de segunda.
Nesta terça, o senador eleito reafirmou o posicionamento à Folha de S.Paulo. "Proposta com a necessidade e amparo técnico da transição e sinal positivo do presidente é excepcionalidade para o novo Bolsa Família, com valor para crianças. E o valor é de fácil cálculo: para manter os R$ 600,00, são necessários R$ 157 bilhões, e para o pagamento de R$ 150,00 por criança, mais R$ 18 bilhões."
O relator do Orçamento também ressaltou que não foi procurado para tratar de eventuais mudanças no rumo das articulações da PEC.
"Foi acertada uma coisa, e estou esperando que na quarta-feira eles entreguem aquilo que foi pactuado", disse Castro. Ele lembrou que, na semana passada, Alckmin e Dias participaram de uma série de reuniões com parlamentares para debater uma solução para o Orçamento.
"O que nós decidimos lá é excepcionalizar do teto de gastos o Bolsa Família, e não um valor determinado. Como é um princípio, não tem por que diminuir o valor", afirmou o relator, que também é cotado para assumir a relatoria da PEC da Transição no Senado. "O que foi acertado com vários líderes partidários, a equipe de transição capitaneada por Geraldo Alckmin, foi isso aí."
A exclusão do Bolsa Família do teto de gastos liberaria R$ 105 bilhões previstos no Orçamento para o programa social. O dinheiro poderia então ser redistribuído a outras ações, para recompor gastos hoje comprimidos (com Farmácia Popular e a rede de assistência social, por exemplo) e para bancar as promessas eleitorais de Lula, como o aumento real do salário mínimo (acima da inflação) e a ampliação de investimentos públicos.
Só para a Saúde, devem ser redirecionados R$ 22,7 bilhões. A lógica é assegurar a manutenção do piso mínimo de recursos para a área.
O prazo da retirada da despesa do teto é considerado um ponto em aberto. A cúpula de partidos do centrão, que se aliaram ao presidente Jair Bolsonaro (PL), querem limitar a abertura de espaço no Orçamento apenas ao ano de 2023.
A avaliação é de que uma autorização ampla, válida durante todo o novo governo Lula, vai tirar das mãos do Congresso poder de barganha nas negociações com o petista.
Integrantes da equipe de transição, porém, dizem que pretendem insistir com a proposta de retirar o Bolsa Família do teto por quatro anos. A duração maior daria tempo à equipe de Lula para conseguir elaborar uma proposta mais consolidada de reformulação das regras fiscais.
A PEC deverá começar a ser analisada pelo Senado. O presidente da Casa espera que a proposta seja votada até o fim do mês pelos senadores.
Aliados de Lula já traçaram um plano para também acelerar a tramitação da PEC na Câmara. A ideia é juntar o texto a uma proposta que está pronta para ser votada em plenário pelos deputados, evitando etapas obrigatórias como a passagem pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e pela comissão especial.
Bahia Notícias
Montando o time para governar Sergipe
em 16 nov, 2022 8:33
Adiberto de Souza
O governador eleito Fábio Mitidieri (PSD) passará os últimos dias deste ano atarefado com a montagem do time que o ajudará a administrar o estado a partir de 2023. Por conta disso, Sergipe inteiro especula sobre o futuro secretariado do pessedista. Alguns dos atuais auxiliares do governo devem ser preservados por Mitidieri, que também pensa em trazer técnicos de outros estados. O fidalgo já pediu, inclusive, sugestões de nomes ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Até parece que em Sergipe não existem profissionais competentes para ajudá-lo na empreitada administrativa. Portanto, enquanto o novo secretariado não for oficialmente anunciado, muitas especulações continuarão sendo feitas, com nomes “plantados” na imprensa por quem deseja ser lembrado nessa hora pelo futuro governador. Marminino!
Abaixo o racismo
Aracaju será palco da Marcha da Consciência Negra, que visa unir forças contra o racismo e defender a democracia. Será no próximo sábado, com saída da Comunidade da Maloca, no bairro Getúlio Vargas. Organizado por sindicatos, frentes e coletivos dos movimentos sociais, o evento também vai protestar contra as tentativas de golpe antes e durante as eleições. Segundo os organizadores da Marcha, as manifestações antidemocráticas após o resultado eleitoral comprovam que o Brasil vive numa situação de retrocesso democrático depois dos quatro anos do governo Bolsonaro. Desconjuro!
Batendo pernas
Dois dos três senadores de Sergipe estão batendo pernas por esse mundão de meu Deus. O tucano Alessandro Vieira deu com os costados no Egito para participar da Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). Já o petista Rogério Carvalho está nos Estados Unidos, onde participa do Fórum de Legisladores sobre Inovações na Democracia. Em fim de mandato, a senadora Maria do Carmo Alves (PP) preferiu permanecer no Brasil. Ah, bom!
Nome lembrado
Militantes dos movimentos sem terra e quilombolas, além de outros segmentos sociais, trabalham a indicação do engenheiro agrônomo Carlos Antônio Fontenelle para a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Sergipe. Fontenelle, que é servidor do Incra, já dirigiu o órgão no período de 2003 a 2007, no primeiro mandato do presidente eleito Lula da Silva (PT) e foi referência para todo o país. Esta informação é do blog Primeira Mão.
Figurino de policial
Danielle Garcia (Pode) perdeu a disputa para o Senado, mas a população ganhou de volta uma excelente delegada de Polícia. Presidente estadual do Podemos, a ilustre teve 206.135 votos nas últimas eleições, porém não conseguiu se eleger, tendo ficado atrás do eleito Laércio Oliveira (PP) e dos concorrentes Valadares Filho (PSB) e Eduardo Amorim (PL). Há quem entenda que Danielle Garcia fica melhor com o figurino de policial do que com o traje de senadora. Há controvérsias!
Educação desigual
A situação educacional de jovens com idade entre 15 e 29 anos é um misto de avanços, problemas e desafios, de acordo com estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. A pesquisa alerta que o processo de escolarização da maioria dos jovens ainda é marcado por oportunidades limitadas e que, no Brasil, prevalecem expressivas desigualdades educacionais entre ricos e pobres, brancos e não brancos, e moradores de áreas urbanas e rurais e das diferentes regiões. Cruz, credo!
Escurinho do Congresso
Por que será que a maioria dos congressistas não quer ouvir nem falar na hipótese de se revelar o destino dos bilhões do Orçamento secreto? Conforme se comenta por aí, esse suspeito escurinho do Congresso permite que determinados parlamentares engordem as próprias contas. Alguns congressistas até tentaram instalar uma CPI sobre o estranho segredo do orçamento, porém a maioria abortou a ideia. Enquanto isso, as más línguas continuem espalhando que tem muita gente se aproveitando desse escandaloso sigilo para botar a mão grande no dinheiro do contribuinte. Misericórdia!
Covid preocupa
E quem anda preocupada com o crescimento da Covid-19 em Sergipe é a vereadora aracajuana Emília Corrêa (Patriota). A distinta lembra que em apenas um dia foram registrados 21 novos casos da doença no estado, numa clara demonstração que o vírus voltou a se propagar entre nós. Segundo a parlamentar, a prevenção deve ser constante e o uso de máscaras indispensável. Emília tem razão: a média móvel de casos da Covid-19 nos últimos dias no país foi de 9.128, voltando a se aproximar da casa de 10 mil diagnósticos diários registrados recentemente. Creindeuspai!
E a reforma política?
Quando será que o Congresso vai se debruçar sobre a tão prometida reforma política? Enquanto isso não ocorrer, persistirão os elevados índices de abstenção nas eleições. A recusa de parte da população em ir às urnas é uma reação às bodegas em que se transformaram os partidos. Seus ‘donos’ enxergam o eleitor como simples mercadoria, vendida abertamente nas campanhas eleitorais. Lamentavelmente, ainda existem aqueles que condenam a reação popular contra a malandragem dos políticos. Quem age assim deseja que tudo continue como está para seguir se locupletando. Só Jesus na causa!
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