segunda-feira, novembro 14, 2022

Alckmin minimiza viagem de Lula em jato de empresário

 PAULA SOPRANA

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.11.2022 - O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.11.2022 - O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) tentou minimizar nesta segunda-feira (14) o fato de o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter viajado ao Egito em um jatinho de um empresário.

"A informação que tenho é que não é emprestado, [o empresário] está indo junto para COP. Não tem empréstimo, estão indo indo juntos no mesmo avião, estão indo mais pessoas, ex-governador, lideranças políticas ambientais, todos juntos", disse Alckmin ao ser indagado sobre o tema em entrevista em São Paulo.

Como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Lula viajou ao Egito a bordo de um avião do empresário José Seripieri Junior, fundador da Qualicorp e dono da Qsaúde.

A aeronave do modelo Gulfstream tem capacidade para transportar 12 pessoas e autonomia para voar direto ao país africano, que atualmente sedia a COP27.

Lula e Seripieri são amigos há cerca de dez anos. Durante a campanha eleitoral deste ano, o empresário foi um dos primeiros com quem o petista concordou em se reunir para tratar de suas propostas de governo.

O dono da Qsaúde promoveu jantares reservados em sua casa, reunindo nomes do empresariado como Cláudio Ermírio de Moraes, do grupo Votorantim, e o banqueiro Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Na época, protagonistas do mercado apresentavam grande resistência ao nome do ex-presidente e até mesmo em participar de encontros com ele. Em 2019, Seripieri vendeu metade de suas ações da Qualicorp e, posteriormente, deixou os cargos executivos que ocupava

YAHOO

“É muito feio Lula prometer desmatamento zero”, afirma o governador de Mato Grosso

Publicado em 14 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Ipec: Em Mato Grosso, Mauro Mendes lidera com 60% | Eleições 2022 | Valor Econômico

“Mato Grosso é exemplo ao Brasil e ao mundo”, diz Mendes

Nathalia Passarinho
BBC News Brasil

Reeleito no primeiro turno com quase 70% dos votos, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), vai à COP 27, a cúpula do clima das Nações Unidas, com a seguinte mensagem: “Não podemos aceitar que o Brasil seja transformado no bad boy ou o patinho feio do ambientalismo internacional”.

Para o governador, que é forte apoiador de Jair Bolsonaro, o Brasil faz “mais” que a maioria dos demais países na preservação do meio ambiente. E, apesar de ter piorado todos os seus indicadores ambientais na gestão do atual presidente, não merece, segundo Mendes, ser criticado pela comunidade internacional.

DIZEM OS DADOS – Nos últimos três anos, o Brasil registrou os maiores índices de desmatamento em 15 anos, de focos de incêndios em 10 anos e da emissão de gases poluentes em 16 anos.

A destruição recorde da Floresta Amazônica, considerada crucial para o combate às mudanças climáticas, deteriorou a imagem do Brasil no exterior e travou negociações comerciais do país com nações europeias.

Mas Mauro Mendes diz que vai à COP27 cobrar “respeito ao Brasil” e que os países ricos cumpram a promessa de entregar US$ 100 bilhões por ano para financiamento de ações de combate a mudanças climáticas em nações em desenvolvimento.

DIZ O GOVERNADOR – “Eu sou contra o desmatamento ilegal. O que eu acho é que nós, brasileiros, não podemos aceitar que eles fiquem constantemente apontando o dedo para os nossos problemas quando os deles são muito maiores”, disse o governador, em entrevista à BBC News Brasil.

Mendes integra o consórcio de governadores dos nove Estados que abrigam floresta amazônica. Eles vão se reunir com o presidente eleito, Lula da Silva, nesta quarta-feira (16), na conferência da ONU.

Mas essa reunião não deve ser só de afagos. Desde a vitória nas urnas, Lula vem prometendo zerar o desmatamento na Amazônia, tanto o legal quanto o ilegal. Atualmente, a legislação brasileira permite o desmate de 20% das propriedades privadas nas áreas de floresta e exige a preservação de 80%.

DIVERGÊNCIAS CLARAS – A maior oposição aos planos de Lula pode vir dos próprios governadores de territórios onde há floresta amazônica, sobretudo os que apoiam Jair Bolsonaro e reproduzem as ideias do presidente. Em Mato Grosso, Estado governado por Mendes, 65% dos eleitores votaram em Bolsonaro no segundo turno.

Lula vai à COP 27 prometer guinada na política ambiental, mas vai também se reunir com governadores de Estados com floresta amazônica que se opõem à proposta de desmatamento zero.

Perguntado pela BBC News Brasil o que acha da proposta de Lula de desmatamento zero na Amazônia, Mendes disse que é um “atentado contra a nação” não permitir a exploração das “riquezas da floresta”.

PROPOSTA ILEGAL – “É muito feio um presidente fazer uma proposta que é ilegal. Ele está fazendo uma proposta ilegal”, afirmou o governador de Mato Grosso, acrescentando:

“Nós temos enormes riquezas minerais na região amazônica. Será desmatamento zero? Nós vamos deixar 1 milhão de brasileiros passando fome sem poder explorar essas riquezas. Se o Brasil fizer isso, é um atentado contra nossa própria nação. Nós não podemos cometer um crime contra o nosso país.”

Mauro Mendes disse também que está fazendo um esforço muito grande para reposicionar a verdade a respeito daquilo que nós fazemos no Mato Grosso e que nós fazemos no Brasil. Mas eu não posso falar pelo Brasil, falo pelo meu Estado. Nós somos uma região com grande capacidade de produção de alimentos. Nós somos o maior produtor brasileiro das commodities agrícolas e preservamos 62% do nosso território.

PRINCIPAL MENSAGEM – “Nenhuma região do planeta produz tantos alimentos como nós produzimos no Brasil e tem tanta preservação. Então, essa é a principal mensagem”, disse Mendes, assinalando: “E nós queremos exigitr mais respeito ao Mato Grosso e ao Brasil. Outras partes do planeta precisam fazer pelo menos a metade do esforço que nós fazemos para preservação ambiental”.

Destacou que Mato Grosso tem a melhor tecnologia hoje no Brasil para detectar e rapidamente aplicar aquilo que a lei brasileira estabelece para esses infratores, que são as penalizações administrativa e a responsabilização civil pelo Ministério Público.

“Hoje nós conseguimos detectar no meu Estado em 48 horas qualquer desmatamento acima de um hectare. Se ele é ilegal, nós fazemos a autuação administrativa imediatamente e em tempo real”, acentuou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mauro Mendes é uma revelação entre os governadores. Ele dá exemplo ao Brasil e ao mundo em matéria de preservação ambiental. O que falta é que o governo federal e os demais Estados da Amazônia também adotem a moderna tecnologia que Mato Grosso já utiliza, para emparedarmos os desmatadores e executantes de queimadas. E o resto do mundo que aprenda a respeitar meio ambiente, seguindo o exemplo do Brasil, que tem a legislação ambiental mais avançada e vive levando pancada de países que estão destruindo ou já destruíram seus ecossistemas. Mas quem se interessa? (C.N.)

“Democracia foi atacada, mas sobreviveu no Brasil”, afirma Moraes em Nova York


Democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu, diz Moraes em NY

Moraes acredita que a situação já está sob controle absoluto

Pedro Venceslau e Aline Bronzati
Estadão

No momento em que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) fazem protestos pelo Brasil contra o resultado das eleições e em defesa da intervenção militar, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre Moraes, afirmou nesta segunda-feira, 14, que a “democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu”.

A declaração foi dada durante o Brazil Conference, evento promovido em Nova York pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), organização criada pelo ex-governador de São Paulo João Doria, que reuniu também os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli.

DESINFORMAÇÃO E ÓDIO – Primeiro a falar, Moraes pautou seu discurso na falta de regulamentação das redes sociais, nos ataques à democracia e nos questionamentos em torno da credibilidade do sistema eleitoral. “A desinformação e o discurso de ódio vêm corroendo a democracia”, afirmou.

Para Moraes, o fato de não haver regulamentação das redes sociais é um problema mundial. “Não é possível que redes sociais sejam terra de ninguém e milícias digitais ataquem impunemente”, avaliou, acrescentando que é necessária “liberdade com responsabilidade”.

 “Sob falso manto de liberdade sem limites. o que se pretende é corroer a democracia”, criticou Moraes, dizendo que nas redes sociais “supostos jornalistas se misturam à imprensa tradicional e hoje a população não sabe mais o que é notícia verdadeira”.

SISTEMA ELEITORAL – Ao falar sobre os questionamentos em torno do sistema eleitoral, o ministro destacou que “pouco importa se o voto é impresso, se são urnas eletrônicas ou voto por correio, o que importa é desacreditar o voto”.

Segundo Moraes, a Justiça é hoje o principal alvo desses ataques. “O Judiciário é o grande cliente de milícias digitais. No Brasil, o poder Judiciário não foi cooptado, foi barreira para qualquer ataque à democracia e à liberdade.”

No domingo, Moraes, Lewandowski e Gilmar foram hostilizados por manifestantes bolsonaristas na porta do hotel onde estão hospedados em Nova York. Já Barroso foi perseguido na Time Square.

MAIS PROTESTOS – Nesta segunda-feira, um grupo de manifestantes se posicionou em frente a entrada do Harvard Club, onde acontece a conferência, o que levou os ministros a usarem uma entrada lateral. A segurança foi reforçada.

Em sua fala, Gilmar Mendes também foi enfático contra manifestações antidemocráticas. “É preciso perguntar se não há um cenário de absoluta dissociação cognitiva, principalmente quando lunáticos pedem intervenção militar e a prisão do inventor da tomada de três pinos”, disse.

O ministro alertou para a necessidade de se questionar o que há por trás dos pedidos de intervenção militar em manifestações que acontecem após o fim das eleições presidenciais no Brasil. Ele chamou a atenção para a necessidade de união em prol da democracia no País e ainda para o foco na inclusão no “novo capítulo sobre responsabilidade fiscal”.

DISCURSOS LUNÁTICOS – ”A erosão constitucional revelou que o Brasil é resiliente. É preciso indagar se há algo mais por trás dos discursos lunáticos e histéricos que pedem intervenção militar”, enfatizou Mendes.

Para o ministro, a democracia precisa recrutar esses cidadãos para lutar pela democracia e não destruí-la. “Estamos no mais longo período de normalidade democrática do Brasil”, avaliou.

Ao comentar sobre a situação fiscal do País, jogou luz ainda no lado social. “O novo capítulo sobre responsabilidade fiscal deve conter ideia de inclusão”, recomendou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Enquanto isso, em Brasília, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estão mobilizados para testar mais uma vez a democracia. Será realizada neste feriado de terça-feira (Proclamação da República) uma megamanifestação diante do Quartel-General do Exército em Brasília, para anular a eleição presidencial através de intervenção federal (leia-se: intervenção militar). Assim, vamos torcer para que a irrequieta democracia brasileira supere mais esse obstáculo. (C.N.)

Indígenas não deram carta branca a Lula e querem indicar o nome de seu ministro

Publicado em 14 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Watatakalu atua na Associação Terra Indígena do Xingu

Deu na BBC Brasil

Enquanto caminha entre fotos históricas do Xingu e retratos de líderes indígenas da região na mostra “Xingu: contatos”, do Instituto Moreira Salles em São Paulo, a líder indígena Watatakalu Yawalapiti aponta para cada imagem de alguém de sua família e conta suas histórias.

Ela chama a atenção para sua irmã, Ana Terra Yawalapiti, e para as colegas que, ao seu lado, organizaram o movimento Atix-Mulher, um braço da Associação Terra Indígena do Xingu, que desde 1995 representa 16 povos que vivem no território. Diz que foram as mulheres as responsáveis por reunificar as comunidades após um atrito entre alguns líderes homens na época da construção da usina de Belo Monte durante os governos Lula e Dilma.

SOLUÇÃO FEMININA – “Os caciques brigaram naquela época por causa desses projetos. A gente tinha contato uma com a outra. Então a gente pensou: a gente não está brigando, então temos que resolver essa situação dos nossos homens”, diz ela.

Se havia divergências sobre como combater o projeto para a região nos governos petistas, o posicionamento das comunidades se tornou praticamente unânime durante o governo Bolsonaro, conta ela: todos se uniram para fazer oposição às políticas do presidente que afetaram a região e os povos que ali vivem.

Watatakalu foi uma das inúmeras lideranças que fizeram campanha para Lula em 2022 e ficaram muito felizes e aliviadas com sua vitória. Mas o apoio não significa ‘carta branca’ para o presidente eleito fazer o que quiser, diz ela.

SEM CARTA BRANCA – “Todas as decisões precisam ser pensadas junto com o movimento indígena. Ele precisa visitar algumas aldeias e ouvir primeiro antes de fazer”, afirma a líder indígena, acrescentando:

“Ele prometeu o ministério indígena. Tá, mas não é ele que indica. Tem que ser uma pessoa sugerida por nós para eles. Senão não adianta nada”, diz Watatakalu. “Esse presidente eleito tem a oportunidade de sentar com a gente e conversar. Na nossa região tem vários projetos gigantes, que até podem acontecer. Mas precisa sentar com a gente para conversar.”

“Claro que a gente vai continuar lutando, mas estamos abertos para contribuir para esses projetos sustentáveis pro Brasil”, afirma a ativista.

DEPUTADA É FAVORITA – Esse acordo com as lideranças indígenas sobre o nome para o Ministério dos Povos Originários parece estar sendo mais fácil para Lula do que a concordância de diversos aliados sobre as outras pastas. Segundo O Globo, já existe consenso para indicação da deputada eleita e presidente da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Sonia Guajajara, enquanto os nomes para os outros ministérios ainda estão sendo decididos.

Watatakalu enxerga como prioridades o fortalecimento de instituições que tiveram verbas, funcionários e atuação cortados por Bolsonaro.

“Temos que ver como vai ficar a questão da Funai (Fundação Nacional do Índio), que foi desmontada no governo Bolsonaro, rever as demarcações de território e retomar a Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), que desde o início do governo Bolsonaro praticamente não existe mais pra gente.”

MP assina nota técnica para evitar abusos nos pedidos de material escolar

 

segunda-feira, 14/11/2022 - 12h40

por Redação

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Foto: Rede Amazõnica/Reprodução

O Ministério Público estadual (MP), em parceria com a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado da Bahia (Procon), Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon) e a Defensoria Pública do Estado (DPE), apresentou uma Nota Técnica para alertar os consumidores quanto a possíveis abusos praticados pelos estabelecimentos de ensino para o ano letivo de 2023.


O documento foi assinado na sede do MP estadual, no CAB, pelos promotores de justiça Solon Dias, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (Ceacon), e Thelma Leal; pelo superintende do Procon, Tiago Venâncio; pela defensora pública Eliana Reis; Eva Pestana, gerente da Codecon; e Iratan Boas, diretor de fiscalização do Procon. Também esteve presente no evento de assinatura a analista técnica do Ceacon Gabriela Marins.

 

“Essa é a primeira Nota Técnica assinada conjuntamente pelos órgãos que atuam na defesa do consumidor com o intuito de alinhar procedimentos de atuação, orientar os consumidores acerca dos seus direitos e subsidiar os promotores de Justiça, defensores públicos e os serviços de proteção ao consumidor nos municípios baianos acerca das regras que poderão adotar sobre o que é ou não permitido quanto à cobrança de material escolar”, afirmou o promotor de Justiça Solon Dias. Ele destacou a importância das reuniões prévias realizadas entre as instituições que culminou na elaboração do documento que traz orientações acerca das violações aos direitos dos consumidores.


De acordo com a Nota, as unidades de ensino não poderão vincular a aquisição de materiais escolares em estabelecimentos específicos ou na própria escola, se outros fornecedores ofertarem tais produtos. Além disso, essa proibição aplica-se também aos materiais escolares comercializados e fornecidos por meio de plataformas digitais, de modo que o estabelecimento de ensino deve permitir e informar aos alunos que o material poderá ser adquirido diretamente nas editoras. O documento informa ainda que não deve haver restrição à reutilização de material didático-pedagógico adquirido no ano anterior ou material já utilizado por irmão, exceto nos casos de publicações desatualizadas e plataformas digitais.


“É de suma importância a atuação conjunta porque o melhor meio é a prevenção”, destacou a promotora de Justiça Thelma Leal. Com relação aos alunos que repitam o ano letivo, estes poderão utilizar o material adquirido no ano anterior, bem como utilizar as plataformas e materiais digitais contratados, devendo a escola e as editoras disponibilizarem todo o conteúdo sem cobranças adicionais. Também é importante que a tradicional lista de material escolar venha acompanhada de um respectivo plano de execução referente ao processo didático-pedagógico, contendo informações quanto à utilização e aplicabilidade de todos os materiais escolhidos pela instituição de ensino.

Bahia Notícias

Dia Mundial da Diabetes: Saiba como tratar a doença que afeta 16 milhões de brasileiros

 


por Redação

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Foto: Marcello Casal Jr. / EBC

É celebrado o Dia Mundial do Diabetes nesta segunda-feira (14), data escolhida para aumentar a conscientização sobre a doença como um problema de saúde pública global e sobre o que precisa ser feito para a prevenção, diagnóstico e gerenciamento da condição. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

“Não basta ter o diagnóstico. Precisa ter um bom controle e acompanhamento”, afirmou a diretora sênior de assuntos corporativos e sustentabilidade da Novo Nordisk, Simone Tcherniakovsky, no webinar “Ozempic e Rybelsus: tudo sobre GLP-1 e o tratamento do diabetes”.

 

O descontrole da doença aumenta o risco de ataques cardíacos, derrames, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. O diabetes também é uma das principais causas de amputação de membros inferiores.

 

“Dois terços dos pacientes com diabetes morrem por doença cardiovascular. O nosso grande objetivo ao tratar esses pacientes é evitar que eles enfartem”, afirma o cardiologista André Feldman, coordenador do Serviço de Cardiologia dos Hospitais Rede D’Or e Cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

 

O Brasil é o 5º país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), perdendo apenas para China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. A estimativa da incidência da doença em 2030 chega a 21,5 milhões. Os dados estão no Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF).

 

TRATAMENTOS
A semaglutida é comercializada no Brasil nos medicamentos Ozempic (caneta injetável) ou Rybelsus (pílula). Estudos clínicos mostram que ela tem um papel multifatorial no pâncreas, fígado, cérebro e trato gastrointestinal, além de controlar a produção de insulina, diminuir a de glucagon – hormônio produzido pelo pâncreas, responsável por aumentar os níveis de glicose no sangue – e agir no hipotálamo como um inibidor de apetite.

 

As doses semanais de Ozempic garantem mais simplicidade no tratamento e estabilidade no controle da doença. Na avaliação da médica endocrinologista Paola Wyatt, do Eco Medical Center em Curitiba, a semaglutida subcutânea é o maior avanço disponível atualmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. 

 

Nos Estados Unidos e na Inglaterra, o remédio também tem aprovação para tratamento de obesidade. No Brasil, o uso para perda de peso é feito por indicação off-label.

 

“Ela reduz em média 15% do peso em estudos voltados para a população com obesidade e melhora significativamente a hemoglobina glicada, marcador do controle glicêmico em indivíduos com diabetes”, explica Paola.

 

A versão oral, mais recente, é de uso diário, sempre em jejum. Embora tenha propriedades semelhantes ao Ozempic, o Rybelsus tem absorção no estômago e é comercializada em três dosagens. Os desenvolvedores acreditam que, ao retirar a necessidade do uso de agulhas, a adesão ao tratamento aumentará.

 

A médica endocrinologista Priscilla Mattar, diretora médica da Novo Nordisk, fabricante dos dois remédios, alerta que os pacientes que optam pela versão oral devem ser disciplinados para garantir a absorção correta do medicamento.

YAHOO

Saiba quem deve presidir STF e TSE sob Lula e quando cada ministro se aposenta

 

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / EBC

O ministro Ricardo Lewandowski será o primeiro a sair STF (Supremo Tribunal Federal) e abrir vaga para nova indicação do presidente eleito Lula (PT). Ele completa em maio 75 anos, idade em que os juízes precisam se aposentar compulsoriamente.
 

Em outubro, será a vez de Rosa Weber, atual presidente do tribunal, chegar à idade-limite para atuar no Supremo. Essas são as únicas duas vagas que Lula poderá preencher nos seus quatro anos de mandato, caso nenhum outro ministro decida antecipar a aposentadoria.
 

QUEM DEVE COMANDAR O STF NO 3º MANDATO DE LULA?
 

A praxe é que o tribunal escolha o ministro mais antigo que ainda não foi presidente.
 

2023 - Rosa Weber e Luís Roberto Barroso
 

2024 - Luís Roberto Barroso
 

2025 - Luís Roberto Barroso e Edson Fachin
 

2026 - Edson Fachin
 

E O TSE? Tribunal tem rodízio na presidência entre integrantes do Supremo
 

2023 - Alexandre de Moraes
 

2024 - Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia
 

2025 - Cármen Lúcia
 

2026 - Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques

 

GOVERNO LULA (2023-2026)
 

Ricardo Lewandowski (mai.23) Rosa Weber (out.23)
 

GOVERNO 2027-2030
 

Luiz Fux (abr.28) Cármen Lúcia (abr.29) Gilmar Mendes (dez.30)
 

GOVERNO 2031-2034
 

Edson Fachin (fev.33) Luís Roberto Barroso (mar.33)
 

GOVERNO 2039-2042
 

Dias Toffoli (nov.42)
 

GOVERNO 2043-2046
 

Alexandre de Moraes (dez.43)
 

GOVERNO 2047-2050
 

Kassio Nunes Marques (mai.47) André Mendonça (dez.47)

Bahia Notícias

É lamentável, diz Gilmar sobre atos de bolsonaristas contra ministros do STF em Nova York


***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.09.2021 - O ministro Gilmar Mendes, do STF. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.09.2021 - O ministro Gilmar Mendes, do STF. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Um grupo de bolsonaristas passou parte da tarde do domingo (13) protestando em frente a um hotel em Nova York onde estão hospedados seis ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), reunidos para um evento promovido pelo Lide, grupo da família do ex-governador paulista João Doria.

"Agressão não encontra abrigo na Constituição, é lamentável", afirmou o ministro Gilmar Mendes, questionado sobre os atos.

"Polarização é útil, mas a radicalização, não. Lamentavelmente, isso ocorre neste instante, aqui em Nova York", disse no começo da conferência do Lide o ex-presidente Michel Temer (MDB), que também foi hostilizado à frente do hotel no domingo.

No domingo, uma mulher chegou a xingar o ministro Luís Roberto Barroso num passeio pela Times Square, ponto turístico da cidade.

"Não seja grosseira", respondeu o magistrado, antes de dizer: "Passe bem". Outros três ministros, Gilmar, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes deixaram o hotel sob xingamentos, com escolta de seguranças.

"Ei, Xandão, seu lugar é na prisão", gritaram os manifestantes para Moraes, usando um de seus apelidos. Ele preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e é um dos maiores antagonistas do bolsonarismo.

A Lide Brazil Conference ocorrerá nesta segunda (14) e terça (15) no New York Harvard Club, que fica a poucos metros do hotel, no centro de Manhattan.

Os bolsonaristas cantaram o hino nacional e rezaram um Pai Nosso ao longo do dia, entre crítica à derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições deste ano.

Uma mulher que se identificou como Maria afirmou que estava presente, enrolada numa bandeira brasileira, para "denunciar ao mundo a farsa" que teria ocorrido na eleição. Os manifestantes se apoiam em teses falsas de que o sistema eleitoral é fraudado e que o TSE ajudou Lula.

O Lide pediu auxílio à polícia de Nova York, que colocou dois carros com equipes na frente do hotel. Não houve incidentes, contudo. Em redes sociais, os manifestantes pediram para que um ato maior ocorra nesta terça, feriado da República no Brasil.

Estão presentes no evento de Doria, além de 260 empresários, políticos e convidados, os ministros Barroso, Moraes, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

O jornalista Igor Gielow viaja a convite do Lide

yahoo 

Democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu, diz Moraes em Nova York

 IGOR GIELOW

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF - O ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF - O ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou nesta segunda (14) que "a democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu".

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, em seu gabinete Pedro Ladeira/Folhapress **** Ele fez uma breve fala na abertura da Lide Brazil Conference, organizada pelo grupo Lide, da família do ex-governador paulista João Doria, em Nova York. Do lado de fora do local do evento, no centro de Manhattan, há manifestantes criticando os ministros do Supremo e o sistema eletrônico de votação do Brasil.

"Se pretende não substituir o sistema político", disse, sobre o que chamou de milícia digitais. "O que se pretende é substituir o sistema político. O que se pretende atacar é a própria democracia", afirmou.

Segundo Moraes, sem nominar o presidente Jair Bolsonaro (PL) ou seus apoiadores, "não é possível que as redes sociais sejam terras de ninguém". "Isso começou aqui nos EUA, na extrema-direita, chegou ao Leste Europeu e depois ao Brasil", disse.

O ministro defendeu o Judiciário. "O Poder Judiciário atuou para chegarmos às vésperas do final do ano com a democracia garantida. A democracia foi atacada, aviltada, mas sobreviveu. O Judiciário não foi cooptado, não foi aumentado, foi uma barreira a qualquer ataque à liberdade", disse.

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