sábado, outubro 15, 2022

Bolsonaro tem maior rejeição que Lula | Atores morrem afogados | Oscar Schmidt desiste de tratamento contra câncer

 

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Candidato excluído de eleição em Sergipe não deve recuperar votos anulados

 https://www.conjur.com.br/2022-out-14/candidato-excluido-pleito-nao-recuperar-votos-anulados

Homenagem dos nossos alunos aos Professores da Faculdade ANASPS. Agradecemos de coração o carinho

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Brindes fiscais e orçamento secreto amparam Bolsonaro - Editorial




Verbas para o Centrão e projetos eleitoreiros reequilibram disputa que parecia perdida

O orçamento secreto e sua contrapartida, a liberdade que a base governista deu ao presidente Jair Bolsonaro para que ampliasse gastos eleitorais, produziram o resultado desejado. As legendas do Centrão avançaram em todo o país, não só na Câmara dos Deputados e no Senado, mas também nas Assembleias Legislativas até nos Estados em que a votação do candidato de oposição, Luiz Inácio Lula da Silva, foi muito maior que a de seu oponente. Bolsonaro, por seu lado, não garantiu a reeleição, mas mostrou força suficiente para ameaçar o favoritismo de Lula.

O orçamento secreto foi peça fundamental para que o Centrão não apenas dominasse a coordenação política do governo Bolsonaro e se tornasse eixo necessário de aprovação dos projetos econômicos de interesse comum, como também para barrar todas as tentativas de retirar o presidente do cargo por meio de impeachment. Como contrapartida, as legendas fisiológicas foram mais longe do que seu “centrismo” até hoje fez supor ao apoiar um candidato tão radical à direita para manter-se na Presidência.

Esse acordo, feito nos momentos mais difíceis para Bolsonaro, entre uma e outra onda mortífera de covid-19, revelou-se sólido, eficaz e proveitoso para todos os envolvidos.

Mesmo que o fundo eleitoral tenha mais que duplicado, para R$ 4.9 bilhões, o orçamento secreto manipulou mais que o triplo desse montante. Como não é democrático, nem transparente, as emendas do relator não beneficiam por igual todos os partidos, nem todos os parlamentares, nem sequer todos os que pertencem a uma mesma legenda. A elite da cúpula governista do Congresso escolhe quem vai receber o dinheiro das emendas e os beneficiários, que indicam aonde o dinheiro será gasto.

O início das investigações sobre mau uso do dinheiro público pela Codevasf, dirigida e loteada entre políticos do Centrão, mostra um dos efeitos lógicos dessas emendas feitas nas sombras: suspeitas de superfaturamento de bens, desperdício e desvio de recursos, enriquecimento ilícito.

Uma montanha de dinheiro fluiu, assim, para bases eleitorais de partidos do Centrão, cuja cúpula tinha, pelos fundos eleitoral e partidário, o poder de selecionar como e com quem gastar os recursos. Boa parte dos eleitores que votam em Lula reconheceram com votos os candidatos ao Legislativo que propiciam melhorias a suas cidades - e, nesse caso, ninguém teve tanto poder financeiro quanto os partidos do Centrão.

Um dos principais objetivos de PL. PP, Republicanos foi atingido: ter influência política determinante para delimitar a capacidade dos Executivos de governar e aprovar seus projetos. No Congresso, seu poder cresceu e se tornará decisivo se Arthur Lira permanecer no comando da Câmara. No Senado, bolsonaristas e fisiológicos cobiçam abertamente o cargo de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com vários pretendentes.

Bolsonaro, por seu lado, recebeu do Centrão um cheque em branco para melhorar sua “competitividade”. Sucederam-se uma série de medidas eleitoreiras, desde as que beneficiaram clientelas de voto específicas, como auxílio aos caminhoneiros, até as amplas, para turbinar a economia e melhorar a avaliação do governo às vésperas do pleito. As previsões de crescimento encostaram nos 3% como resultado de estímulos de todo o tipo, que somaram cerca de R$ 300 bilhões, sendo os principais o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, furando o teto de gastos com a PEC Kamikaze, e a retirada de impostos federais, e diminuição dos estaduais, sobre combustíveis, comunicações e transportes.

Bolsonaro antecipou o pagamento do Auxilio Brasil de outubro para cair no intervalo da votação em segundo turno, criou crédito consignado para os cadastrados no Auxilio Brasil. O ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida, prometeu que a conta de luz cairá em 10% em breve, sem dizer como. Bolsonaro usou festas cívicas para fazer campanha eleitoral sem rebuços e várias de seus atos estão na fronteira, ou já a cruzaram, do abuso de poder político e econômico, mas a Procuradoria Geral da República, a quem cabe verificar a adequação legal da blitzkrieg eleitoral do presidente, preferiu o mutismo.

O presidente se queixa de perseguição do Supremo Tribunal Federal e do TSE, mas não sofreu o menor constrangimento em obter do Congresso recursos de duvidosa conformidade com as boas práticas administrativas para tentar obter as boas graças dos eleitores. Com isso, reequilibrou uma disputa que parecia perdida.

Valor Econômico

Orçamento secreto vai deixar Mensalão ‘no chinelo’, avalia Tebet




Terceira colocada na eleição presidencial, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) analisou que o orçamento secreto - mecanismo utilizado pelo Executivo para angariar apoio no Congresso - deve se igualar ao esquema do Petrolão, mas que irá deixar o escândalo do Mensalão "no chinelo". Após classificá-lo como um dos "maiores esquemas de corrupção da história do Brasil", ela justifica tal avaliação ao dizer que houve uma tentativa de se institucionalizar a corrupção nos Poderes.

Em conversa com jornalistas após palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta sexta-feira, 14, a senadora declarou: "O orçamento secreto vai se mostrar um dos maiores esquemas de corrupção da história do Brasil. Se igualando ao Petrolão e deixando no chinelo o Mensalão."

Para ela, a tentativa de institucionalização da corrupção através do orçamento secreto se evidencia a partir do envolvimento de mais de uma esfera do Poder. Nesta manhã, a senadora havia comemorado, via redes sociais, as primeiras prisões ligadas ao esquema. As prisões foram feitas pela Polícia Federal (PF) no Maranhão, em que o escândalo de corrupção, supostamente, atinge o Sistema Único de Saúde (SUS). "É a ponta do iceberg; vai virar uma anedota em livro de histórias", disse Tebet.

Na palestra realizada nesta tarde na FGV, a senadora reforçou sua postura a favor das instituições e declarou que seu apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como foco a defesa da democracia. Segundo ela, o discurso de combate à corrupção não deve ser tão decisivo na escolha entre o petista e o presidente Jair Bolsonaro (PL). "Corrupção por corrupção, sim, aconteceu no Mensalão e está acontecendo nesse governo", disse.

Estadão / Dinheiro Rural

***

Quando Bolsonaro se sente ameaçado nas pesquisas, ele não se contém, diz Tebet

A terceira colocada na disputa presidencial, senadora Simone Tebet (MDB), avaliou que os novos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o chefe do Executivo se sente ameaçado pelas pesquisas de intenções de voto. "Ninguém consegue enganar todo mundo o tempo todo", disse a parlamentar.

"Toda vez que o presidente Bolsonaro se sente ameaçado pelas pesquisas, e por um possível resultado das urnas adverso ao seu projeto de poder, ele não consegue se conter", declarou Tebet. Em conversa com jornalistas após palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta sexta-feira (14), a senadora avalia que a retomada dos ataques ao presidente da Corte, Alexandre de Moraes, mostra que o presidente não consegue segurar um personagem pacífico.

Para a emedebista, a "verdadeira cara" de Bolsonaro é de "alguém que não entende o que é a democracia, um Estado de direito, em que todos, a começar pelo presidente da República, tem que estar submetido à vontade da Constituição, que é a vontade do povo brasileiro". "De respeitar o resultado das urnas, ser o primeiro a declarar se foi vencedor ou derrotado, que aceita o resultado das urnas, respeitar os Poderes, que são independentes e precisam da independência e da harmonia para bem servir a sociedade", emendou.

Os novos ataques do chefe do Executivo nacional a Moraes ocorrem após o presidente do TSE ter suspendido a abertura de procedimentos para investigar empresas responsáveis pela elaboração de pesquisas eleitorais. Depois do posicionamento de Moraes, o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Cordeiro, cumpriu a decisão de suspensão do inquérito.

Há pouco, o Datafolha divulgou pesquisa em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto no segundo turno, com 49%, contra 44% de Bolsonaro. De acordo com o instituto, o resultado mostra cenário de estabilidade na disputa pela Presidência da República.

Estadão / Dinheiro Rural

Quando precisou de homem no Supremo, ele conseguiu, diz Bolsonaro sobre Lula




O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a fazer uma nova rodada de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a live 'Mulheres de Minas com Bolsonaro', a tarde desta sexta-feira, 14, o chefe do Executivo reclamou que a maioria do colegiado tenha sido indicada por adversários, e voltou a sugerir que a Corte trabalhou ativamente para inocentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu rival nas eleições.

"Quando Lula precisou de homem no Supremo, ele conseguiu. Ele curtiu mais de dois anos de cadeia, daí reinterpretaram a prisão em segunda instância e foi colocado na rua. Mas não era esse objetivo, não era dar liberdade para o Lula para ele se casar com a Janja a socióloga Rosângela da Silva e serem felizes para sempre", disse.

"Ele tinha de voltar ao governo porque eu acabei com a harmonia em Brasília, onde muita gente fazia besteira e vivia em paz, metendo a mão no dinheiro público. Teve de descondenar o Lula sic", afirmou o presidente, sobre a restituição dos direitos políticos do adversário.

Segundo o presidente, constantes decisões contra ele - citando o ministro Alexandre de Moraes - têm como objetivo tirá-lo do sério. "Para você cometer deslizes, deixar você chateado, mais hipersensível. Estou suportando um montão de coisas pelo meu Brasil, dentro das quatro linhas da Constituição".

"Eu peço a Deus uma reeleição para trazer todo mundo para dentro das quatro linhas. Quero editar um montão de decreto copiando artigos da Constituição. Todo mundo vai ter de cumprir", disse o chefe do Executivo.

Estadão / Dinheiro Rural

***

‘Quero multiplicar ricos e não dividir riqueza’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a se colocar contra a possibilidade de se taxar o agronegócio. Usando o Pix como exemplo, o chefe do Executivo declarou, durante live na tarde desta sexta-feira, 14, que o objetivo do seu governo é "multiplicar os ricos e não dividir riqueza". "Não tenho política para ricos e contra pobres, é para todo mundo", afirmou o presidente.

"Falam 'o agronegócio não paga imposto'. Qual problema? Podiam cobrar um tiquinho. Zero, não vai cobrar nada. Igual PIX. 'Ah, vou colocar uma taxinha de 1 centavo no PIX'. Não, é zero. Estamos arrecadando demais. Ah, o pessoal do campo está ganhando muito. Quero que ganhe mais", afirmou o presidente durante live 'Mulheres com Bolsonaro'.

"Eu quero multiplicar os ricos e não dividir riqueza. Eu não tenho política para ricos e contra pobres, é para todo mundo. Se acabarmos com patrões, não vamos ter mais empregos no Brasil", continuou.

Bolsonaro ironizou ainda propostas de governos defendidos pelo adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Eu quero cumprimentar o PT. Realmente ele traz a igualdade: na miséria", disse.

Ele voltou a criticar políticas adotadas em países vizinhos, como a Argentina, e disse que o País não deve experimentar "as dores do comunismo".

Estadão / Dinheiro Rural

Delegados saem em defesa do chefe polícia de AL em inquérito das rachadinhas




Os delegados de Polícia Civil de Alagoas saíram em defesa de Gustavo Xavier do Nascimento (foto), delegado-geral de Polícia de Alagoas citado no inquérito da Operação Edema - investigação sobre suposto esquema de 'rachadinha com 93 funcionários fantasmas liderado pelo governador afastado Paulo Dantas (MDB). Em razão de relato da delegada Mariana Cavalcante, sobre uma ligação recebida de Nascimento, a Polícia Federal alegou 'interferência' o delegado-geral da Polícia Civil da apuração, o que foi visto pela ministra Laurita Vaz, relatora do inquérito no Superior Tribunal de Justiça, como um 'atrevimento'.

Em defesa do colega, os delegados da Polícia Civil de Alagoas veem 'evidente tentativa de criminalizar o diálogo institucional' com base nas declarações da delegada da PF. Segundo eles, foi apresentada 'versão falaciosa' sobre o diálogo travado entre a delegada e Nascimento, com o 'objetivo de atender seus próprios fins, configurando uma afronta à verdade e à Polícia Civil de Alagoas'.

A reportagem do Estadão teve acesso à gravação de tela com mensagens trocadas entre os delegados. Aliados do chefe de Polícia de Alagoas e do governador afastado sustentam que a gravação derruba as suspeitas de que Nascimento teria agido para interferir no inquérito das rachadinhas.

O relato da delegada Mariana Cavalcante que foi remetido ao STJ trata de uma ligação, por ela recebida, de Nascimento, no dia 19 de agosto. Nas palavras da ministra Laurita Vaz, o delegado da Polícia Civil teria 'forçado uma nova oitiva' de um dos operadores do esquema de 'rachadinha' sob investigação no STJ - José Everton, apontado como operador do esquema, que 'confessou' participação na suposta organização criminosa após ser flagrado, quando deixava uma agência da Caixa Econômica Federal, com R$ 32 mil e diversos cartões de supostos 'fantasmas' da Assembleia Legislativa do Estado.

Segundo a delegada da Polícia Federal, Nascimento teria lhe dito que um 'advogado' estava acompanhado de pessoa que queria prestar 'depoimento complementar' - no caso suposto operador José Everton. Ele então teria pedido que a PF fosse até sua sala para proceder a nova oitiva, possibilidade negada pela delegada da Polícia Federal em Alagoas, que 'esclareceu que não seria esse o procedimento'.

A PF ainda sustentou ao Superior Tribunal de Justiça que, no dia 22 do mesmo mês, recebeu um oficio da delegacia geral da Polícia Civil de Alagoas, encaminhando um novo termo de declarações de José Everton, com uma versão diferente daquela apresentada no dia em que ele foi conduzido à Polícia Federal.

Os delegados da Polícia Civil em Alagoas sustentam que, 'ao contrário do que se quis demonstrar', o delegado Gustavo Xavier do Nascimento 'cumpriu com seus deveres funcionais quando foi procurado pelo investigado José Everton e seu advogado para prestar depoimento na sede Polícia Civil'.

"Ao tomar conhecimento de que o depoimento seria sobre abuso de autoridade na condução de José Everton para a Polícia Federal, o delegado Xavier imediatamente manteve diálogo por Whats App com a delegada Mariana para informá-la. Pediu que ela comparecesse ou mandasse representante para acompanhar o depoimento. Diante da negativa, comunicou que tomaria o depoimento, adotaria as providências legais no âmbito da Polícia Civil, instaurando o inquérito policial de atribuição da Polícia Civil, e encaminharia cópia do termo para a delegada da Polícia Federal, o que fez pelos canais oficiais", relatam.

LEIA A DECLARAÇÃO DOS DELEGADOS DE ALAGOAS EM SOLIDARIEDADE AO DELEGADO-GERAL DE POLÍCIA

NOTA DE ESCLARECIMENTO E SOLIDARIEDADE

A Associação dos Delegados de Polícia Civil de Alagoas e o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Alagoas manifestam a mais absoluta indignação diante das insinuações levianas e inverídicas contra o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, citado no inquérito da Polícia Federal que apura denúncia de irregularidades com recursos da Assembleia Legislativa.

Tomando como base declarações da Delegada de Polícia Federal Mariana Cavalcante, numa evidente tentativa de criminalizar o diálogo institucional e assim estabelecer uma suposta ingerência política nas investigações, a ministra Laurita Vaz do STJ foi induzida a concluir que o governador do Estado, Paulo Dantas, teria interferido no processo que determinou o seu afastamento.

É preciso esclarecer que, ao contrário do que se quis demonstrar, o Delegado Gustavo Xavier cumpriu com seus deveres funcionais quando foi procurado pelo investigado José Everton e seu advogado para prestar depoimento na sede Polícia Civil. Ao tomar conhecimento de que o depoimento seria sobre abuso de autoridade na condução de José Everton para a Polícia Federal, o delegado Xavier imediatamente manteve diálogo por Whats App com a delegada Mariana para informá-la. Pediu que ela comparecesse ou mandasse representante para acompanhar o depoimento. Diante da negativa, comunicou que tomaria o depoimento, adotaria as providências legais no âmbito da Polícia Civil, instaurando o inquérito policial de atribuição da Polícia Civil, e encaminharia cópia do termo para a delegada da Polícia Federal, o que fez pelos canais oficiais.

Vale ressaltar que quando José Everton compareceu espontaneamente à delegacia, o conteúdo de seu depoimento anterior à Polícia Federal não era de conhecimento do delegado-geral, devido ao caráter sigiloso da investigação.

Entendemos que a versão falaciosa da delegada Mariana sobre o depoimento prestado à PC e, sobretudo, acerca do diálogo mantido com o delegado-geral, cuja cópia integral acompanha a nota, teve o objetivo de atender seus próprios fins, configurando uma afronta à verdade e à Polícia Civil de Alagoas, que sempre manteve cordial relacionamento com a Polícia Federal.

Nossa integral solidariedade, apoio e confiança no trabalho do Delegado Gustavo Xavier do Nascimento. As entidades de classe informam que estão estudando as medidas administrativas e judiciais cabíveis que serão adotadas contra a mencionada delegada.

Rubens de Andrade Martins

Presidente da SINDEPOL/AL

Antônio Carlos Azevedo Lessa

Presidente da ADEPOL/AL

Estadão / Dinheiro Rural

Bolsonaro acusa Lula de esconder nomes: ‘É uma caixa preta’




O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou, durante reunião com prefeitos mineiros, nesta sexta-feira, 14, a ausência de nomes apresentados pela campanha petista para uma possível gestão. "É uma caixa preta", disse Bolsonaro, que afirmou que seu adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não esconde apenas as gestões da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-governador de Minas Fernando Pimentel (PT), mas "esconde todo mundo". "Ele não apresenta um nome sequer", emendou.

Bolsonaro participou nesta tarde de um encontro com prefeitos filiados à Associação Mineira de Municípios (AMM), entidade que reúne 786 municípios. Em pedido de apoio aos presentes no evento, o presidente reforçou que o que está em jogo na disputa presidencial não é apenas o nome que vai administrar a nação, mas "aquele que vai dizer se vamos viver em liberdade ou não" e que "vai dizer se vai ter equipe de pessoas técnica ou pessoas sem qualificação".

Em um discurso característico de aceno ao agronegócio, crítico ao Movimento dos Sem Terra, em defesa da família e da pauta de costumes, o presidente pediu aos prefeitos que "refresquem a memória de quem votou no PT" para "trazer o voto para o nosso lado e conseguir virar Minas Gerais".

Bolsonaro discursou ao lado do governador mineiro Romeu Zema (Novo), que foi escalado para coordenar a campanha de reeleição do presidente em Minas. Até a primeira rodada, o governador se manteve neutro e evitou sinalizar apoio com receio de que a alta rejeição do chefe do Executivo contaminasse seu projeto de reeleição.

Dois dias após ser eleito, Zema não só anunciou apoio público a Bolsonaro, como embarcou na campanha e endossou as críticas ao PT. "Temos de trabalhar única e exclusivamente em prol do nosso candidato a presidente", disse o governador reeleito.

"Vocês, prefeitos, são testemunhas da tragédia que o PT causou em Minas Gerais. Esses prefeitos aqui são heróis", continuou Zema. Em sua crítica às gestões petistas, o governador disse que o partido tenta "esconder" seu passado na campanha, referindo-se aos governos de Dilma e Pimentel.

"O que acontecer no Brasil nos próximos anos depende daquilo que fizermos nos próximos 15 dias. Precisamos trabalhar arduamente, pedir voto a voto, refrescar a memória do mineiro de como foi trágico a gestão do PT aqui. E como foi trágico as pessoas que estão escondendo", disse. "Fica muito claro, eles não mostram o que fizeram", continuou.

A campanha de Bolsonaro aposta em uma virada do presidente em Minas com a mobilização de Zema e de uma rede de prefeitos. A avaliação de aliados do chefe do Executivo é que apoios regionais valem mais na eleição do que o endosso de partidos ou de ex-candidatos à Presidência como Simone Tebet (MDB), que decidiu fazer campanha para Lula.

O chefe do Executivo também conta com a mobilização do senador eleito Cleitinho (PSC) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que foi o mais votado do País nestas eleições, com 1,492 milhão de votos. Nikolas participou do encontro de hoje.

AMM

A AMM elaborou um documento consolidado com as reivindicações dos municípios mineiros para ser entregue tanto a Lula quanto a Bolsonaro. A entidade aguarda uma iniciativa da campanha do PT para promover um evento com o ex-presidente.

"A AMM é uma entidade apartidária, ela não se envolve politicamente, eleitoralmente. Os prefeitos que têm decisões individuais de cada. Como entidade, nós vamos entregar essa pauta ao candidato do PL que pediu um encontro para entregar essa pauta", declarou Luciano Pereira, diretor de comunicação da AMM, ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Apesar do discurso em nome da entidade, o presidente da associação, Marcos Vinícius Bizarro (PSDB), que também é prefeito do município Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, anunciou apoio público à reeleição de Bolsonaro. Em vídeo publicado no Twitter, ao lado de Zema e Bolsonaro, Bizarro declarou postura a favor do chefe do Executivo. "Minas tem que avançar", disse. "É um encontro que a gente está pensando na gestão pública, e é isso que a gente quer."

Questionado sobre a espera da AMM para um encontro, o presidente estadual do PT, Cristiano Silveira, declarou que há intenção de realizá-lo, seja com a presença de Lula ou com algum representante. "Mas honestamente não creio neste argumento deles AMM", disse.

Estadão / Dinheiro Rural

Remédio para diabete pode reduzir em 22% o risco de demência, aponta estudo




Estudo publicado na revista científica americana BMJ Open Diabetes Research & Care nesta semana revela que alguns medicamentos contra a diabete podem reduzir em até 22% o risco de demência em pacientes. Segundo os pesquisadores, as descobertas ajudam a planejar melhor a seleção de medicamentos para pacientes com diabete tipo 2 e com alto risco de demência, quadro clínico que afeta as funções cerebrais.

A demência é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que afetou 55 milhões de pessoas em todo o mundo em 2015 e aumenta em quase 10 milhões de casos por ano. O diabete tipo 2 está associado a um risco elevado de demência por todas as causas, incluindo seus dois subtipos principais, Alzheimer e demência vascular.

Os cientistas compararam o risco de aparecimento de demência em pacientes com diabete tipo 2, a partir dos 60 anos, tratados com três classes de medicamentos: sulfonilureia (SU), tiazolidinediona (TZD) e metformina (MET). Segundo eles, os resultados trazem contribuição significativa à literatura sobre os efeitos de medicamentos contra diabete s para a demência. Trabalhos científicos anteriores tiveram conclusões inconsistentes.

Para a seleção de participantes da pesquisa, foram utilizados registros médicos eletrônicos do Sistema de Saúde para Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos entre 1º de janeiro de 2001 e 31 de dezembro de 2017 envolvendo 559.106 pessoas com diabete tipo 2.

Os participantes foram submetidos ao tratamento pelo período de pelo menos um ano. Após este período, o grupo que tomou tiazolidinediona teve um risco 22% menor de ter qualquer tipo de demência em comparação aos participantes que usaram apenas metformina.

Ainda conforme os dados obtidos pelo estudo, o tiazolidinediona diminuiu em 11% o risco de desenvolvimento de Alzheimer e em 57% a incidência de demência vascular. O estudo aponta ainda que as doenças vasculares aumentam o risco de Alzheimer. Portanto, o uso de tiazolidinediona parece oferecer riscos menores de demência vascular, auxiliando de forma preventiva no desenvolvimento da doença.

Combinado com metformina, o tiazolidinediona reduziu em 11% o risco de demência por qualquer causa. Por outro lado, o uso isolado de sulfonilureia aumentou esse risco em 12%. Ou seja, conforme o estudo, a suplementação de SU com MET ou TZD pode minimizar os potenciais efeitos protetivos dos outros dois medicamentos contra a demência.

Ainda segundo a pesquisa, os efeitos protetores do uso de tiazolidinediona em pacientes com diabete tipo 2 foram mais significativos em pacientes com menos de 75 anos e em pessoas com sobrepeso ou obesas.

O estudo é considerado de caráter observacional. Isso porque faltam detalhes como, por exemplo, sobre a função renal ou informações de genes de risco dos participantes no banco de dados. No entanto, acreditam os pesquisadores, estudos futuros podem redirecionar agentes antidiabéticos orais para a prevenção de demência e podem considerar priorizar o uso de tiazolidinediona.

Estadão / Dinheiro Rural

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