quarta-feira, setembro 14, 2022

Na campanha, Bolsonaro e Lula dão lances para ver quem compra o voto dos pobres

Publicado em 14 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Charges: Nada para um rico!

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Deu no Estadão

Em uma das edições do programa eleitoral veiculada há alguns dias, o presidente Jair Bolsonaro se comprometeu a viabilizar um pagamento adicional de R$ 200 aos beneficiários do Auxílio Brasil que arrumarem emprego. “Os mais de 20 milhões de brasileiros que recebem Auxílio Brasil de no mínimo R$ 600 agora receberão mais R$ 200 se começarem a trabalhar. Vai ser R$ 800 mais o salário do trabalho”, diz o locutor.

META ILUSÓRIA – A promessa é, evidentemente, inviável, mas nem por isso deve ser ignorada. Ela expõe uma tentativa de compra do voto da parcela mais vulnerável da população, revela uma visão absolutamente distorcida sobre a realidade vivenciada por essas pessoas e demonstra o quanto o governo subestima a inteligência da maioria da sociedade.

A proposta de Orçamento enviada pelo governo ao Congresso é pública. Nela, o Executivo admitiu oficialmente não haver recursos suficientes para manter o piso do Auxílio Brasil em R$ 600 no ano que vem e, por isso, fixou um valor médio de R$ 405,21.

Não havendo verba disponível para R$ 600, tampouco haverá para R$ 800. Logo, é possível inferir que, quando Bolsonaro faz essa promessa, sua única intenção é superar o compromisso de seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

LULA FAZ O MESMO – Líder nas pesquisas de intenção de voto, sobretudo entre os eleitores de menor renda, Lula anunciou a intenção de incrementar o benefício social com o pagamento de um bônus de R$ 150 por criança de até seis anos de idade, um dos pilares do antigo Bolsa Família.

É sob essa lógica, semelhante à de um leilão a viva voz, que tem se pautado a atuação social do governo nos últimos anos. Ela foi inaugurada nas discussões do Auxílio Emergencial, no início da pandemia de covid-19. À época, o ministro da Economia, Paulo Guedes, propôs um pagamento de R$ 200, mas a Câmara dos Deputados considerou o valor insuficiente e o elevou a R$ 500.

Foi somente depois disso que o governo contrapôs o valor de R$ 600 – não por uma genuína preocupação com os mais carentes, mas para impedir o Legislativo de ficar com os méritos do programa.

OFERTAS INÓCUAS – Superar um adversário político deveria passar longe dos objetivos de qualquer política pública consistente e orientada pelo combate à pobreza. Mas para um presidente beligerante e que se sustenta na base do conflito, essa talvez seja a única razão a justificar a generosa oferta bolsonarista.

A contraposição fica ainda mais clara em outro trecho do programa eleitoral de Bolsonaro veiculado nesta semana. Nele, o locutor afirma que o bônus é um incentivo ao trabalho e faz críticas à política do petista, o Bolsa Família, que, segundo o programa, suspendia os pagamentos quando os beneficiários encontravam emprego.

Ora, num programa social com foco, em um país com enormes desigualdades sociais e um orçamento apertado, a prioridade sempre deve ser atender os que mais precisam; manter a assistência a um beneficiário que tem condições de obter renda de outra forma é contraproducente e ineficaz.

LEITURA ERRADA – Pagar um bônus para o beneficiário que encontrar trabalho, ademais, atesta uma leitura profundamente enviesada e determinista da realidade socioeconômica brasileira, segundo a qual o desemprego – e a pobreza, em última instância – é fruto de escolhas individuais, e não consequência de uma educação de péssima qualidade, da falta de políticas públicas para promover a qualificação profissional e da omissão do Estado em ofertar vagas em creches e em escolas de ensino integral.

Quando um programa social tem entre as mulheres a maioria de chefes de família, esperar que elas tenham condições de assumir postos de trabalho formais sem proporcionar uma rede de apoio para suas crianças beira a ingenuidade.

Ao contrário do que pensa Bolsonaro, a porta de saída para uma situação de miséria, muitas vezes, não está na empregabilidade dos adultos, mas na educação de seus filhos e no acesso às oportunidades que foram negadas às suas mães. As mulheres de baixa renda sabem disso e, pelo que dizem as pesquisas, não parecem dispostas a vender seu voto por migalhas.


Dilma continua vetada na propaganda de Lula, mas já consegue discursar nas palestras dele

Publicado em 14 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Dilma Rousseff

PT acha que Dilma Rousseff tira votos, ao invés de atraí-los

Paulo Cappelli e Guilherme Amado
Metrópoles

Dilma Rousseff não apareceu nos programas de Lula desde o início da propaganda eleitoral. Por ser se tratar de uma ex-presidente, eleita em 2010 e reeleita em 2014, a omissão chama a atenção. A própria Dilma, contudo, não demonstra incômodo com o fato. Pelo contrário.

A petista avalia que Lula tem lhe dado um bom palanque em agendas pelo país. Na semana passada, em agenda conjunta no Rio de Janeiro, ela discursou por cerca de 10 minutos, ganhando um protagonismo considerado até mesmo exagerado por pessoas da campanha. O petista elogiou o caráter da aliada e sustentou que Dilma foi vítima de injustiça ao sofrer o impeachment.

PROTAGONISMO – Esses momentos de protagonismo da ex-presidente são gravados, mas não vão parar na propaganda de Lula e tampouco nas redes sociais do ex-presidente, comandadas por marqueteiros e estrategistas do PT. Eles têm sido, contudo, o suficiente para Dilma se sentir contemplada.

Gustavo Mendes, ator que interpreta a ex-presidente Dilma Rousseff, concorrerá a deputado pelo PT. Na foto, ele está caracterizado como a personagem e faz sinal de coração, sorrindo - Metrópoles

Gustavo Mendes é ator e faz campanha imitando Dilma

Ainda impactada pelo quarto lugar na eleição para o Senado em 2018, este ano Dilma não quis ser candidata. Mesmo assim, estará presente na campanha. O ator Gustavo Mendes, humorista que há anos interpreta a personagem Presidenta, está concorrendo a deputado pelo PT.

A exibição da personagem começou no Casseta & Planeta e seguiu como um sucesso no YouTube. Filiado ao partido em Minas Gerais, o ator faz campanha caracterizado.


Nunca digas que desta água não bebereis...

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Ontem muitos do grupo de Deri do Paloma  com o dedo sujo criticaram Tista de Deda porque retornou para onde sempre esteve, com ACM Neto, não pssou vnte e quatro horas e o  " rei do gado", engoliu o que havia vomitado, é  simplesmente a lei do retorno.
Não tecerei muitos comentários apenas citarei:

Maquiavel e sua influência na política contemporânea 

Para Rousseau, filósofo francês e teórico político de prestígio, o escrito de Maquiavel permitiu que a sociedade identificasse as estratégias utilizadas pelos príncipes para se defender.

As ideias de Maquiavel são atemporais e adaptáveis a qualquer época porque contêm aspectos fundamentais da civilização humana. Ao comparar seus escritos com a política na contemporaneidade, podemos observar o fato de muitas figuras conseguirem a posição que almejavam aparentando serem ideais para tal. 

Parecendo serem bons, justos, incorruptíveis e fazendo promessas que o povo quer ouvir, mas dada certas circunstâncias de certo momento, se mostrarem totalmente diferentes das promessas que fizeram. ". https://www.politize.com.br/maquiavel/


Nota da redação deste Blog - Ontem um site da região publicou criticando o grupo de Tista de Deda:


Só que no jogo da política, principalmente pra quem não tem mais a máquina na mão, os interesses pessoais falam mais alto do que os interesses coletivos. Um pulo desses na altura do campeonato, não existe muitas delongas para outra justificativa. 

Ex-prefeitos e vereadores deixaram o time de Jerônimo e Rui Costa, a ver navios, após muitos anos com a parceria com o governo do estado.  No dia de hoje, muitos questionaram  na cidade quais seriam os reais motivos desta mudança tão repentina." (https://www.manoelalves.com.br/)

                                       Foto Divulgação You Tube

 

terça-feira, setembro 13, 2022

Lira disputará sua eleição amparado em decisão provisória que se eterniza

Publicado em 13 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Arthur Lira: “O Brasil precisa aprovar as reformas estruturais” | VEJA

Memo condenado, Lira continua tranquilamente na política

Ranier Bragon e Danielle Brant
Folha

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deve disputar a sua segunda eleição amparado em uma decisão provisória que obteve em 2018 e que está de pé há mais de quatro anos sem que a Justiça se posicione sobre a questão.

A Lei de Inelegibilidades estabelece que o julgamento desse tipo de caso deve ser prioritário, mas, desde o final de 2020, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) analisa, sem conclusão, um recurso especial apresentado pelo deputado.

DESVIO DE RECURSOS – Lira e outros parlamentares foram condenados pela Justiça de Alagoas em decorrência da Operação Taturana, da Polícia Federal, que investigou suposto esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa. O hoje presidente da Câmara foi deputado estadual de 1999 a 2010.

Nessa ação, Lira foi condenado por pagar empréstimos pessoais com recursos de verba de gabinete e utilizar cheques emitidos da conta da Assembleia para garantir financiamentos também pessoais.

A acusação apresentada pelo Ministério Público trazia ainda outras suspeitas, como movimentação financeira atípica de R$ 9,5 milhões (em valores não corrigidos) e desconto na boca do caixa de cheques emitidos pela Assembleia em favor de servidores fantasmas e laranjas.

ÂNSIA INCONTROLÁVEL – A sentença condenatória afirma que Lira e os demais parlamentares tiveram “uma ânsia incontrolável por dilapidar o patrimônio público, corroeram as entranhas do Poder Legislativo Estadual, disseminando e institucionalizando a prática degenerada de corrupção, proselitismo e clientelismo”.

Em 2016, o Tribunal de Justiça de Alagoas confirmou a condenação do então já deputado federal por improbidade administrativa, o que incluía determinação de ressarcimento de R$ 183 mil aos cofres públicos (em valores da época) e a suspensão dos direitos políticos por dez anos.

Dois anos depois, porém, o desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas Celyrio Adamastor Tenório Accioly liberou a candidatura de Lira à reeleição ao conceder efeito suspensivo a um recurso especial apresentado pelo deputado.

DANOS IRREPARÁVEIS – O argumento do magistrado foi o de que o parlamentar poderia sofrer “danos irreparáveis” caso fosse impedido de participar das eleições antes do julgamento final de seus recursos.

O Ministério Público recorreu, mas o STJ à época rejeitou rever a medida do desembargador. Lira foi reeleito e, em 2020, coordenou o apoio do centrão a Jair Bolsonaro (PL) no Congresso, conseguindo se eleger presidente da Câmara em fevereiro de 2021.

Apesar de o efeito suspensivo ter sido concedido pelo desembargador do TJ-AL em abril de 2018, o recurso especial só chegou ao STJ, em Brasília, dois anos e meio depois, em dezembro de 2020. Passado um ano e oito meses, ainda não houve decisão do STJ.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Impunidade, teu nome é Brasil. A Folha enviou perguntas ao ministro Og Fernandes, relator do recurso, mas a assessoria do tribunal disse que o caso tramita em segredo de Justiça. Por que há segredo de Justiça em processos dessa natureza, de real interesse público?  A Procuradoria Regional Eleitoral de Alagoas deu parecer favorável à candidatura de Lira, afirmando que, embora seu caso se enquadre de forma “evidente e indiscutível” em inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa, a norma se tornou “praticamente ineficaz”. Como se vê, no quesito corrupção, muitas vezes dá vergonha de ser brasileiro, especialmente quando se assiste a algum filme estrangeiro em que o criminoso se livra fugindo para… o Brasil. (C.N.)

Ministério da Defesa desmente notícias sobre o tal “acordo de apuração paralela” com TSE

Publicado em 13 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Ministro cita "lisura" em compra de Viagra pelas Forças Armadas

Ministro da Defesa desmente acordo, mas a Folha insiste

Carlos Newton

O Ministério da Defesa divulgou nota oficial nesta terça-feira em que esclarece a participação das Forças Armadas na fiscalização do sistema eletrônico de votação. A mensagem do ministro Paulo Sérgio Nogueira confirma as informações da Tribuna da Internet, único órgão da imprensa que esclareceu tratar-se de um erro do repórter da Folha, que mencionou  equivocadamente “um acordo” com o TSE para acesso diferenciado aos dados da apuração.

Conforme a TI anunciou, com exclusividade, jamais houve esse “acordo”, até porque os dados da apuração estão disponíveis na internet com total transparência, não é preciso ter autorização do TSE para acessá-los.

MAL ENTENDIDO – Fica claro que ocorreu um mal entendido, mas o pior é que a Folha de S. Paulo, em matéria publicada após a nota de esclarecimento da Defesa, resolveu fazer um papel ridículo, publicando artigo sob o título “Moraes escanteia fiscais das eleições e negocia com militares a portas fechadas no TSE”, dizendo que “o ministro diverge de Fachin, ex-presidente do tribunal, que havia fechado o diálogo com as Forças Armadas.

A equivocada matéria da Folha , que publicaremos a seguir, é altamente fantasiosa e cultiva uma “teoria conspiratória” verdadeiramente patética, que teria a participação de Alexandre de Moraes.

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NOTA DO MINISTÉRIO DA DEFESA

Sobre a matéria veiculada pela Folha de São Paulo nesta segunda-feira, 12/9, intitulada “Forças Armadas farão apuração paralela em tempo real com 385 urnas”, o Ministério da Defesa esclarece que, em relação à apuração das eleições 2022, as Forças Armadas não solicitaram qualquer permissão de acesso diferenciado em tempo real aos dados enviados para a totalização do pleito eleitoral pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), cuja realização é competência constitucional da Justiça Eleitoral.

Com base na Resolução nº 23.673-TSE/2021, as Forças Armadas têm atuado como uma das entidades fiscalizadoras, legitimadas a participar das etapas do processo de fiscalização do sistema eletrônico de votação.

Por fim, cabe ressaltar que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas não demandam exclusividade e tampouco protagonismo em nenhuma etapa ou procedimento da fiscalização do sistema eletrônico de votação e permanecerão pautando a sua atuação pela estrita observância da legalidade, pela realização de um trabalho técnico e pela colaboração com o TSE.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Daqui a pouco publicaremos a matéria da Folha, que merece inscrição no Troféu Piada do Ano. (C.N.)

Polêmica fala racista de Bolsonaro | Escândalo do orçamento secreto

 

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