segunda-feira, setembro 12, 2022

Candidatos exploram dilema do eleitor para dar ou não a vitória a Lula no primeiro turno

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

A boca do jacaré

O segundo turno funciona como se fosse uma nova eleição

Merval Pereira
O Globo

Do jeito que as coisas vão, tudo indica que o eleitor que não é fanático por Lula nem Bolsonaro terá que enfrentar dilemas éticos e políticos na escolha de seu voto, até mesmo na decisão de anular ou votar em branco. Como o que conta para definir a vitória é ter 50% mais um dos votos válidos, o eleitor que invalidar seu voto estará permitindo que o vencedor precise de menos votos para se eleger.

Como diz o jargão das pesquisas eleitorais, a “boca do jacaré está fechando”, isto é, a diferença entre Lula e Bolsonaro está diminuindo desde o início da campanha, é possível que a reta final desencadeie nos eleitores um dilema que será explorado pelos candidatos. Dar uma vitória ao ex-presidente no primeiro turno seria uma resposta contundente contra Bolsonaro, mas também dar um cheque em branco a Lula.

FALSO INOCENTE – Se ele hoje se proclama “inocentado” pela Justiça sem que isso tenha acontecido, o que não poderá dizer depois de eleito num primeiro turno, o que nunca aconteceu desde que disputa eleições para presidente em 1989?

Essa concessão popular poderá desencadear uma sensação de invencibilidade que leve a que um terceiro governo Lula possa ser mais marcado pelo autoritarismo de quem se verá como o salvador da pátria que volta nos braços do povo.

Diz-se que Lula é maior do que o PT, o que é verdade, mas só quando quer. A máquina petista é azeitada para boicotar os intrusos que entram em seus domínios, como aconteceu com Henrique Meirelles no Banco Central e diversos economistas ligados aos tucanos que Antonio Palocci foi buscar para dar consistência à política econômica do primeiro governo Lula.

ESTRANHO NO NINHO – Levar a eleição para o segundo turno pode obrigar o PT a aceitar um acordo mais amplo. Um “estrangeiro” como Geraldo Alckmin não conseguiria fazer um movimento para o centro tão forte, e dificilmente terá uma função importante num eventual ministério.

Além do mais, Alckmin está exagerando tanto na sua conversão que, após ouvir a Internacional Socialista sem corar, foi para a televisão dizer que quando se referem às suas críticas anteriores à corrupção do governo petista, querem confundir o eleitorado. Ele hoje diz que foi enganado pela Lava Jato, e que ficou provado que Lula não tinha culpa de nada.

Não é verdade, os eventuais erros da Operação Lava Jato não invalidaram as acusações de corrupção no governo petista, como aliás Lula já admitiu, e também não inocentaram o ex-presidente de nada.

HAVIA PROVAS ABUNDANTES – Considerar o ex-juiz Moro parcial, e mudar o local do julgamento fez apenas com que os processos recomeçassem do zero, sem tratar do mérito. Muitos foram arquivados, por decurso de prazo, com base na decisão do STF, poucos por falta de provas.

A outra razão para votar em Lula logo no primeiro turno seria impedir que, indo para o segundo turno, Bolsonaro explicite uma realidade que as pesquisas estão mostrando: a extrema-direita brasileira pode chegar aos 40% dos votos, com a ajuda do centro, o que é muito.

O PSDB passou anos, até 2014, representando esses 40% do eleitorado, e quase ganhou com Aécio Neves. Só não persistiu como uma segundo força política no país porque não tinha um grande líder para guiar o partido, como Lula faz com o PT e Brizola fazia com o PDT.

SEM LIDERANÇA – Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes no primeiro turno derrotando Lula, não tinha esse talento, nem queria ter. Se políticos como Sérgio Motta ou Luiz Eduardo Magalhães não tivessem morrido, esse legado tucano poderia estar vivo até hoje. Um partido de muitos caciques acabou se desvirtuando e perdendo a força.

Bolsonaro, apesar de inexplicavelmente não ter conseguido formar seu próprio partido – talvez porque não acredite em partidos, como bem lembrou o Demétrio Magnoli – continuará dominando esse eleitorado de centro-direita que se posiciona contra o petismo.

O Elio Gaspari já relembrou outro dia o sarcasmo de Marco Maciel ao receber a informação de seu marqueteiro de que a distância entre o seu candidato e o adversário estava se estreitando, e as linhas se cruzariam em algum ponto: “Antes ou depois da eleição?”.

ÚLTIMA CHANCE – Bolsonaro está na mesma situação, e levar para o segundo turno é sua última chance de tentar uma reversão que a história mostra ser improvável. Fernando Henrique em 1998 dormiu na noite da reeleição preocupado com o crescimento de Lula, temia que um segundo turno pudesse mudar o quadro. Ganhou com 53% dos votos.

Nunca quem venceu o primeiro turno presidencial perdeu, garantem os pesquisadores. Mas há exemplos regionais, como a formidável reviravolta na campanha de 1995. O candidato Hélio Costa venceu o primeiro turno com 48,8% dos votos, e Eduardo Azeredo reverteu o resultado no segundo turno, tornando-se governador mineiro. Os eleitores decidirão.

Se militares fiscalizarem a votação eletrônica, isso “iguala o Brasil a republiquetas”, diz Ciro

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

 (crédito: Reprodução/Youtube @Ciro Gomes)

Notícias erradas levaram Ciro Gomes a cometer um equívoco

Victor Correia
Correio Braziliense

O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta segunda-feira (12/9) que permitir a participação das Forças Armadas na apuração das urnas eletrônicas iguala Brasil a “republiquetas”. Esta foi sua resposta a uma indagação sobre suposto acordo entre militares e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apuração em tempo real das urnas, o que foi negado hoje pela corte.

“Isso vai nos transformando gradualmente naquilo que o preconceito internacional chama de ‘República das Bananas'”, comentou o pedetista durante encontro com jovens no Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) em São Paulo.

DISSE CIRO – “Quando você começa a dar prevalência a determinados grupos e a Constituição, não atribui a eles essa responsabilidade, você vai se igualando a essas republiquetas que são governadas por tiranetes ou ditadores corruptos, como a Nicarágua e a Venezuela”, completou.

A Informação divulgada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo diz que os militares fizeram acordo com o TSE para fazer uma contagem paralela dos votos, em tempo real, em algumas urnas eletrônicas nas eleições de outubro. O número de urnas checadas seria de, inicialmente, 385.

Em nota, porém, o tribunal negou tal acordo, garantindo que os militares não terão “acesso diferenciado”.

LULA E BOLSONARO – No encontro, Ciro também aproveitou para atacar os seus principais adversários, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o pedetista, Bolsonaro sempre foi um “deputado cretino, do baixo clero”.

Ao ser questionado por jornalistas sobre seus vídeos que circulam em redes bolsonaristas, nos quais ataca Lula, Ciro disse “que os petistas usam de munição aquilo que eu digo do Bolsonaro, que é um desastre para o Brasil, que é um fascista, que é um genocida”.

Segundo ele, contudo, “Lula é quem criou o Bolsonaro e mantém o Bolsonaro cevado como fez em 2018. Agora os petistas querem transferir para os outros as responsabilidades que são deles. São ou não são a organização criminosa mais corrupta da história moderna brasileira?”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Ciro Gomes caiu numa armadilha de O Globo, que não aceitou o furo da Folha e arranjou uma nota do TSE que foi indevidamente usada como “desmentido”. Na verdade, em reunião com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e outros oficiais superiores, dia 31 de agosto, o novo presidente do TSE, Alexandre de Moraes, explicou como é fácil auditar a eleição eletrônica brasileira. Os militares indagaram se poderiam fazê-lo, e Moraes respondeu que qualquer instituição ou cidadão tem esse direito, basta apenas conferir o boletim impresso pela urna e o resultado eletrônico que está disponível na internet. Foi apenas isso, mas Ciro Gomes, na correria na campanha, acabou se deixando enganar pela matéria ardilosa montada por O Globo, que nem nos interessou publicar aqui na Tribuna. Apenas isso. (C.N.)


TSE nega haver acordo e gera mal-estar com Defesa, que manterá a amostragem dos votos

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Entenda por que as urnas eletrônicas são confiáveis e podem ser auditadas | A Gazeta

A urna imprime o resultado e qualquer pessoa pode acessar…

Cézar Feitoza e Mateus Vargas
Folha

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou nesta segunda-feira (12) que tenha feito acordo com as Forças Armadas para facilitar o envio de dados compilados públicos sobre a totalização de votos das eleições de outubro. A reação gerou mal-estar entre militares, que reservadamente dizem terem recebido a promessa do presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, em reunião feita no último dia 31.

No mesmo dia em que disse não ter feito o acordo, Moraes suspendeu um novo encontro com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira. Havia expectativa de integrantes do TSE e das Forças Armadas de que Nogueira fosse recebido nesta terça-feira (13) para conversar sobre os pedidos dos militares para as eleições.

APENAS CONFERIR – As Forças Armadas planejam acompanhar etapas da totalização e apuração dos votos. A ideia é enviar militares para tirarem fotos de 385 boletins de urna que são colados nas portas das seções eleitorais. Em paralelo, conferir se os dados são os mesmos que chegam ao TSE para a soma dos votos.

Os militares mantêm esse plano mesmo após o tribunal negar o acordo para receber os dados brutos de forma facilitada. Na leitura de militares que acompanham as discussões, o encontro foi adiado como parte da reação do tribunal para rechaçar o discurso de que o ministro teria cedido aos pedidos da Defesa.

Procurado, o TSE não se manifestou sobre a suspensão da reunião. A agenda da semana de Moraes foi divulgada nesta segunda sem previsão de encontro com a Defesa.

DISSE BOLSONARO – “Amanhã espero que seja a última reunião do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, com o ministro Alexandre de Moraes. Onde, obviamente conversei com a Defesa, não posso negar isso daí, como ele deve se comportar neste momento. Eu espero que tudo seja acertado lá”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira (12), em fala transmitida pela CNN Brasil.

Em nota, o tribunal disse que não houve qualquer acordo com os militares ou entidades fiscalizadoras para “permitir acesso diferenciado em tempo real aos dados enviados para a totalização”.

Militares que acompanham as discussões com o TSE manifestaram à Folha receio de que Moraes, agora, também recuse a principal proposta das Forças Armadas para as eleições deste ano, que é a reformulação de parte do teste de integridade das urnas eletrônicas.

DOIS ENCONTROS – Moraes recebeu duas vezes o ministro da Defesa desde que tomou posse. O último encontro ocorreu em 31 de agosto, quando o presidente do TSE disse que iria avaliar a possibilidade de aceitar o pedido dos militares sobre a auditoria da urna.

Dois militares e um integrante do tribunal com conhecimento do que foi discutido na reunião afirmaram à Folha que as Forças Armadas também pediram ao TSE que disponibilizasse os dados compilados da totalização às entidades fiscalizadoras.

Trata-se dos dados que são disponibilizados pelo TSE em seu site durante a contagem dos votos. Os militares pediram o acesso direto para facilitar o acompanhamento dessa parte do processo eleitoral, sem ter de buscar os dados na Internet. Segundo os três interlocutores, Moraes concordou em autorizar o envio dos dados compilados. Mas em nota divulgada na manhã desta segunda-feira o TSE negou que tenha ocorrido esse acerto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Epa! Estão fazendo uma tremenda tempestade num copo d’água. Não houve, não há nem haverá acordo do TSE com as Forças Armadas, porque os dados que interessam aos militares para fazerem a auditagem estão disponíveis a qualquer pessoa, em tempo real, após as 17 horas, quando termina a votação. O
utras entidades, como a Transparência Eleitoral Brasil, já fizeram essa conferência dos dados e não foram encontradas inconsistências. Portanto, os repórteres da Folha e dos outros jornais estão forçando um barra para criar uma crise que não existe, alegando que houve “um acordo para o TSE facilitar o acesso dos militares aos dados”, mas isso não ocorreu, por ser totalmente desnecessário. O tal “acesso diferenciado em tempo real” sempre existiu, conforme já informamos várias vezes aqui na Tribuna. A confusão toda é que a imprensa diz que os militares farão uma “apuração paralela”, e isso não existe. Eles farão uma “amostragem dos votos”. E a quem interessa essa polêmica? Ora, apenas a Bolsonaro, que pretende vencer no voto e no tapetão. E o mais incrível é ver os jornalistas fazendo esse jogo perigoso. (C.N.)

" Toda Ação tem uma Reação", Tista de Deda e todo seu grupo está apoiando ACM NETO.



Agora é oficial, Tista de Deda está apoiando ACM Neto, em Jeremoabo os eleitores de Tista não aceitaram reviver o período da Arena I e Arana II, principalmente não havia a minima condição de compartilhar no mesmo palanque em comapanhia do prefeito Deri do Paloma.

A gota d'água foi a útima estada do Governador Rui Costa e o candidato ao Governo Jereônimo Rodrigues em Jeremoabo,  quando o grupo de Tista de Deda foi hostilizado assim como os seus simpatizantes, que só não foram as vias de fato porque o pessoal de Tista é da paz.

Mesmo assim a unimidade do grupo de Tista continuará apoiando para Presdente Lula, para Sdnador Otto Alencar e para Deputado Federal Otto Filho.

A qualquer momento publicarei informações com maiores detalhes.

STF tem placar de 5 a 2 a favor da suspensão do piso nacional da enfermagem

Segunda, 12 de Setembro de 2022 - 13:20


por José Marques | Folhapress

STF tem placar de 5 a 2 a favor da suspensão do piso nacional da enfermagem
Foto: Marcos Corrêa / PR

Com os votos divergentes dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, o STF (Supremo Tribunal Federal) registra um placar de cinco a dois a favor da suspensão do piso nacional da enfermagem, conforme decidido pelo ministro Luis Roberto Barroso.
 

O tribunal analisa, em sessão do plenário virtual, se mantém a decisão de Barroso que determinou a suspensão da lei que estabeleceu uma remuneração mínima para enfermeiros e auxiliares e técnicos em enfermagem "até que seja esclarecido" o impacto financeiro da medida para estados e municípios e para os hospitais.
 

Seguiram o voto de Barroso os ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia. Ainda faltam votar os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Gilmar Mendes e Luiz Fux.
 

O julgamento, porém, só será encerrado na sexta-feira (16), e os ministros podem modificar os seus votos ou interromper a votação. No plenário virtual, cada integrante do Supremo deposita seu voto na plataforma, durante um período determinado de tempo.
 

A norma aprovada pelo Congresso fixou o salário mínimo de R$ 4.750 para os enfermeiros. Técnicos em enfermagem devem receber 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiros, 50%.
 

Desde que decidiu pela suspensão do piso, Barroso tem reiterado que a sua decisão tem o objetivo de criar, de forma consensual, uma fonte de custeio que a viabilize o cumprimento da lei.
 

"Minha posição é que é muito justa a instituição de um piso para a enfermagem e para outros profissionais de saúde. Portanto, eu estou empenhado em viabilizar a concretização desse piso", afirmou Barroso após a sessão do STF na última quinta-feira (8).
 

"[Mas] Minha visão e a de muitos é de que, sem se construir uma fonte de custeio, seria muito difícil tirar do papel esse piso salarial", argumentou. De acordo com Barroso, havia um risco real e iminente de descumprimento geral da lei.
 

"Muitos hospitais já estavam demitindo por antecipação pela dificuldade em cumprir o piso. Obras sociais importantes avisaram que iam fechar. As Santas Casas, se conseguissem não fechar, já acenavam com redução de serviço. Os hospitais conveniados do SUS acenavam com demissão em massa", afirmou o ministro.
 

A decisão do ministro foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que afirmou que a suspensão foi tomada por "capricho pessoal".
 

"Uma pessoa que foi escolhida por Dilma Rousseff para ser ministro do Supremo contraria uma unanimidade, 594 parlamentares e um presidente, no meu bem entender, por capricho pessoal dele. Não devia se meter nessas coisas, no meu entender, não é ação dele, não é isso, não tem nada de inconstitucional nisso aí", afirmou Bolsonaro durante sabatina do jornal Correio Braziliense.
 

"Não sei como vão votar [no plenário virtual] o Kassio [Nunes Marques] ou o André Mendonça, botei [esses ministros] lá dentro, mas acho que eles devem estar ao lado dos trabalhadores", completou, citando os integrantes do STF que foram indicados pelo presidente.
 

De acordo com Mendonça, apesar das peculiaridades do caso em julgamento, os precedentes do Supremo vão de encontro ao voto de Barroso.
 

Segundo o ministro, em hipóteses semelhantes, o STF reconheceu a constitucionalidade do piso salarial nacional dos profissionais do magistério público da educação básica e que, apesar de ainda estar pendente de julgamento a lei sobre piso salaria dos agentes comunitários de saúde, "não se tem notícias de decisão (...) que tenha determinado a suspensão de sua eficácia".
 

A ação pela suspensão da lei foi apresentada ao Supremo pela CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde), que representa hospitais e estabelecimentos da área.
 

O advogado da entidade, Alexandre Pacheco Bastos, afirmou que a realidade dominante no país não é a dos hospitais de ponta de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, mas a de estabelecimentos endividados no interior e "dos mais de 825 municípios em que a respectiva santa casa é o único equipamento de saúde à disposição da população".
 

"Essas instituições, como é sabido, já têm contas bastante combalidas pela defasagem da tabela de contraprestação do SUS", afirmou o advogado. 

Bahia Noticias

Tebet usou R$ 28 milhões de emenda exclusiva para aliados de Bolsonaro

 Segunda, 12 de Setembro de 2022 - 14:40

por Renato Machado | Folhapress

Tebet usou R$ 28 milhões de emenda exclusiva para aliados de Bolsonaro
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado

Crítica do "toma lá, dá cá" e da distribuição de recursos sem transparência, a senadora e candidata à Presidência Simone Tebet (MDB) indicou para cidades de seu estado, Mato Grosso do Sul, R$ 28 milhões de uma cota criada pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para beneficiar aliados no Congresso.
 

Os repasses destinados por Tebet para 29 municípios aconteceram em julho de 2020. À época, como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo Bolsonaro havia oferecido até R$ 30 milhões para que parlamentares alinhados enviassem para as suas bases recursos para o enfrentamento da Covid-19.
 

O dinheiro inicialmente seria repassado diretamente pelo Ministério da Saúde aos municípios, levando em conta as demandas existentes e a situação da pandemia em cada região. Mas parte do montante acabou partilhada entre parlamentares, que direcionaram a verba a diferentes municípios do país sem a exigência de critérios técnicos. Partidos da oposição e independentes foram excluídos da divisão.
 

Procurada, Tebet reconhece que indicou os repasses, mas nega irregularidades e a prática de "toma lá, dá cá". A emedebista diz que a negociação com o governo foi feita pela liderança do MDB no Senado e que apenas atendeu à solicitação de "designação dos municípios a serem atendidos em Mato Grosso do Sul".
 

O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), confirma que a oferta dos recursos foi feita pela liderança do governo no Senado e, depois, levou a possibilidade de indicação aos parlamentares emedebistas. Braga nega que interesses políticos tenham sido uma condição para que os senadores tivessem direito à verba.
 

"Isso não nos foi colocado em qualquer momento, até porque, como líder do MDB, jamais aceitaríamos tal condição. O que ficou claro, na época, foram os critérios técnicos para o repasse dos recursos, de acordo com as necessidades emergenciais dos serviços de saúde", declarou o senador.
 

Em 2020, surgiram denúncias de que o governo usava parte dos recursos contra a Covid para fidelizar sua base no Congresso. Senadores puderam indicar, sem critério técnico, aonde os recursos iriam.
 

As indicações também eram feitas sem transparência. Os autores das indicações, por exemplo, não tiveram seus nomes divulgados em nenhum canal oficial do Executivo ou do Legislativo.
 

Os municípios beneficiados pelos parlamentares foram incluídos numa portaria do Ministério da Saúde. A publicação continha a relação dos valores e as cidades contempladas -tanto os definidos por critérios técnicos da pasta como os indicados pelos parlamentares.
 

Recentemente, senadores passaram a lembrar nos bastidores que Tebet foi contemplada nesse processo, para criticar suas declarações na campanha. Um parlamentar relata que ela está sendo "hipócrita" ao dizer que muitos senadores foram comprados pelo chamado orçamento secreto -enquanto ela mesma fez uso de outra verba articulada nos bastidores, sem transparência e distribuída seletivamente.
 

No Senado, ela acompanhou o governo na maior parte das votações, em particular na pauta econômica.
 

Ao se lançar à presidência do Senado, no início de 2021, contra um candidato apoiado pelo Planalto, evitou ataques a Bolsonaro e disse que buscaria "independência harmônica". Ao ser abandonada pelo próprio partido, subiu o tom. Depois, na CPI da Covid, tornou-se adversária ferrenha do Planalto.
 

Senadores apontam que era largamente conhecido que a partilha de recursos só privilegiava aliados e excluía parlamentares de Podemos, Rede e PT. Outro banido do processo foi o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE). "Nunca recebi qualquer oferta de recursos dessa natureza", afirma Vieira.
 

O líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), membro da campanha de Lula (PT), também afirma que todos sabiam que a verba era apenas para aliados. "Todos sabemos que os recursos foram oferecidos e para quais bancadas e quais senadores. Nunca fui procurado e nunca me foi oferecido nada", afirma.
 

O senador Major Olímpio (PSL-SP), morto em março de 2021 em decorrência do coronavírus, denunciou publicamente a distribuição por critérios políticos de recursos contra a Covid. Em julho de 2020, revelou ter recebido a oferta, mas a recusou porque que nem todos os parlamentares foram contemplados.
 

Em julho daquele ano, mês em que o parlamentar indicou que os pagamentos foram feitos, Tebet viajou a algumas cidades de seu estado para anunciar os repasses. Em Dourados, entregou um cheque simbólico no valor de R$ 5 milhões para o combate à Covid. Ela também participou de evento em sua cidade natal, Três Lagoas, onde anunciou o repasse de R$ 5 milhões ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.
 

"Consegui reforço de caixa de cerca de R$ 29 milhões a municípios-polo de MS gastarem com remédios, testes rápidos de Covid, equipamentos, contratação temporária de pessoal, treinamento etc. Hoje fui a Três Lagoas anunciar a liberação de R$ 5 milhões ao Hospital Auxiliadora", escreveu nas redes sociais.
 

Como não havia critérios técnicos e eram os congressistas que definiam o destino das verbas, houve direcionamento de dinheiro, por exemplo, para remédios sem eficácia comprovada para tratar a Covid.
 

A Folha obteve ofício enviado pelo bolsonarista Marcos do Val, o único do Podemos a ser contemplado na partilha, à Secretaria de Saúde do Espírito Santo detalhando o destino dos R$ 24 milhões que repassou.
 

A planilha mostra que quase metade dos recursos enviados para Vitória se deu com a compra de medicamentos do chamado kit Covid: R$ 5 milhões para a compra de ivermectina, R$ 1,5 milhão para hidroxicloroquina e R$ 4,1 milhões para azitromicina.
 

Tebet informou via assessoria de imprensa que os repasses aconteceram em um momento em que a "situação estava caótica", pois não havia ainda conhecimento do impacto da pandemia no mundo.
 

"Aprovamos medidas provisórias com recursos extraordinários para salvar vidas. Aquilo foi bem no ápice da pandemia, e o Congresso ajudou a distribuir esses recursos para os hospitais em todo o país", afirmou.
 

A emedebista diz ainda que nunca negociou os recursos. "Neste caso específico, o meu gabinete foi procurado pela liderança do MDB no Senado, com a solicitação de designação dos municípios a serem atendidos em Mato Grosso do Sul. Isso ocorreu em maio, e a portaria só foi publicada em julho."
 

A candidata acrescenta que a obtenção dos recursos nunca esteve relacionada a eventual apoio ao governo. "A minha atuação na CPI da Covid é prova concreta de que não houve nenhuma tentativa de toma lá, dá cá entre o meu mandato e o governo federal."

INFONET

Valmir de Francisquinho anuncia que mantém candidatura ao governo

 em 12 set, 2022 10:58

Coletiva foi realizada na manhã desta segunda-feira, 12. (Foto: Assessoria de Imprensa)

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, 12, o candidato ao governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (PL), anunciou que mantém a candidatura ao pleito eleitoral que ocorrerá no dia 2 de outubro.

A decisão foi mantida mesmo após o candidato ter o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE) na semana passada.

“Se existem os ritos processuais a serem cumpridos ou recorridos, nós buscaremos todos os incursos até a última instância, pois é um direito que me cabe pela constituição. Nós vamos continuar a nossa campanha pelas ruas dos municípios sergipanos”, disse Valmir à imprensa.

A coletiva também contou com a presença do advogado Evânio Moura, que apresentará os recursos cabíveis e  trabalha para reverter a decisão do TRE. “Nós estamos a 20 dias da eleição. Hoje é a data limite que pode haver pedido de substituição de candidatura, mas essa interposição de recursos e mais a própria vontade externada de Valmir, deixa claro que nós vamos utilizar todos os recursos cabíveis, das instâncias cabíveis seguindo rito processual cabível. A defesa trabalha para reverter essa decisão, disse o advogado.

Esta segunda-feira, ainda será o último dia de prazo para a substituição de candidaturas. A chapa encabeçada por Valmir, conta com Emília Corrêa (Patriota) como candidata a vice-governadora. A chapa da coligação “O Povo Quer” é formada pelos partidos PTB, PL, Patriota, PROS e PMN.

Por Milton Filho e Aisla Vasconcelos

INFONET

Pesquisa BTG/FSB indica que Bolsonaro cresce e Lula cai, mas há controvérsias…

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge da Semana – Pesquisa eleitoral 2022 - Jornal A Estância de Guarujá

Charge do Babu (A Estância de Guarujá)

Camilla Germano
Correio Braziliense

Na nova rodada de pesquisa eleitoral de intenção de votos no primeiro turno da FSB Comunicação para o banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (12/9), o ex-presidente e candidato pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou o maior percentual entre os candidatos com 41% das intenções.

Em segundo lugar está o presidente Jair Bolsonaro (PL) e candidato à reeleição com 35% das intenções de voto. Ciro Gomes (PDT) manteve o terceiro lugar com 9% e Simone Tebet (MDB) em quarto (7%).

CAEM OU SOBEM – No comparativo com o levantamento anterior divulgado no dia 5 de setembro, Lula e Ciro caíram 1 ponto percentual. O petista tinha 42% e o pedetista 8%.

Em contrapartida, Simone Tebet e Bolsonaro apresentaram um crescimento de 1 ponto percentual. A candidata do MDB tinha 6% das intenções na última pesquisa e o presidente tinha 34%.

Foram entrevistados 2.000 eleitores entre os dias 09 e 11 de setembro de 2022 e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob número BR-06321/2022.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essas pesquisas que dão votos brancos e nulos com apenas 2% dão vontade de rir, parecem Piada do Ano. Em 2018, o número de brancos e nulos chegou a 9,6%. E as abstenções foram de 21,3%. Em tradução simultânea, pode-se dizer que certos pesquisadores deviam procurar outra profissão mais decente. (C.N.)

Militares farão apuração paralela e afastam totalmente qualquer possibilidade de golpe

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Urna eletrônica, um debate sobre segurança usado por Bolsonaro como ameaça | Brasil | EL PAÍS Brasil

Amostragem militar demonstrará a segurança das urnas

Cézar Feitoza
Folha

Dentro da proposta de fiscalizar o processo eleitoral, técnicos das Forças Armadas decidiram investir em um projeto para conferir em tempo real a totalização dos votos feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A medida, inédita na história democrática brasileira, consiste em levar militares em seções eleitorais espalhadas pelo país para tirar e enviar fotos dos boletins de urna para o Comando de Defesa Cibernética do Exército, em Brasília, que fará um trabalho paralelo de contagem dos votos.

AMOSTRAGEM SEGURA – Militares com conhecimento do assunto disseram à Folha que, a princípio, a conferência será feita com 385 boletins de urna —amostragem que, pelas contas dos técnicos, garantiria 95% de confiabilidade. O resultado dos boletins de cada urna será conferido com os dados enviados pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) para o TSE.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, fechou um acordo com os militares em reunião no dia 31 de agosto para liberar às entidades fiscalizadoras os arquivos brutos da totalização enviados pelos tribunais regionais.

Com a concessão de Moraes, os militares terão acesso em tempo real aos dados enviados para a totalização, em vez de ter de coletar as informações na base de dados do TSE disponibilizada na internet.

MAIOR FISCALIZAÇÃO – A conferência da totalização dos votos é uma das fases da fiscalização do processo eleitoral definidas pelo TSE. Em resolução, a corte permite o envio das imagens dos boletins de urnas após a conclusão da totalização dos votos.

Para evitar a demora e fazer o trabalho em tempo real, militares que estarão a serviço em operações de garantia de votação e apuração devem ser escalados para tirar as fotos dos boletins de urna e enviar para o Comando de Defesa Cibernética.

A expectativa de militares ouvidos pela Folha é que, na mesma noite em que o resultado for proclamado, já haja também uma conclusão da análise das Forças Armadas.

MAIS DOIS PONTOS – Além da conferência da totalização dos votos, as Forças Armadas têm outros dois focos na fiscalização do pleito.

O primeiro é acompanhar as discussões no TSE sobre a sugestão de se alterar o teste de integridade. Em aceno na última reunião com o ministro Paulo Sérgio, Alexandre de Moraes indicou a possibilidade de acolher a proposta dos militares. A mudança consiste em realizar o teste de integridade, que confirma se as urnas anotam corretamente os votos, dentro das seções eleitorais.

O segundo ponto é conferir se os sistemas inseridos nas urnas eletrônicas nos estados são os mesmos lacrados e assinados pelas entidades fiscalizadoras no início do mês.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Já havíamos explicado aqui, no artigo “Bolsonaro e militares deviam se envergonhar de suspeitar da urna eletrônica”, que a auditagem dos votos é muito simples. Basta conferir o boletim impresso pela urna e o resultado na  apuração eletrônica. É isso que os militares vão fazer. E assim fica totalmente afastada a possibilidade de golpe. Quando um não quer, dois não brigam. É um final feliz, graças a Alexandre de Moraes, porque Edson Fachin estava se comportando como um idiota em seu relacionamento com os militares. Por fim, O Globo tentou desmentir a reportagem de Cézar Feitoza, descolando uma nota do TSE, mas a matéria da Folha é absolutamente verdadeira.  (C.N.)

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