domingo, setembro 11, 2022

Baixíssimo nível da campanha está exibindo a patética decadência da política brasileira


Altamiro Borges: pesquisa atiça o golpismo de Bolsonaro - PCdoB

Charge do Duke (domototal.com)

Carlos Newton

Em agosto, o ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já tinha atendido pedido feito pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e mandou retirar da internet vídeos em que Lula da Silva (PT) chama Bolsonaro de genocida. Mesmo assim, em discurso feito neste sábado em Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo, o candidato petista voltou a classificar Bolsonaro de genocida, atribuindo a ele o assassinato de um camponês no interior de Mato Grosso, em briga causada por discussão política.

Isso significa que Lula extrapolou deliberadamente os limites da campanha, porque tem pleno conhecimento da decisão do ministro do TSE, mas está se recusando a cumpri-la.

EQUILÍBRIO EMOCIONAL – O incidente comprova que Lula não está bem, como diz o rival Ciro Gomes (PDT), pois demonstra que não consegue manter o equilíbrio emocional necessário a esta fase da campanha.

Em sua recente decisão, o ministro Raul Araújo já havia reiterado que “imputar a Bolsonaro o atributo de genocida poderia configurar crime de injúria ou difamação”, assinalando que “cabe aos candidatos orientar suas condutas para evitar discurso de ódio”.

Nas ocasiões anteriores, Lula se referia à pandemia de Covid, e o ministro considerou exagerado acusar Bolsonaro de genocida, pois significava que o presidente teria agido propositadamente para causar as mortes pela Covid. Tanto é assim que, na mesma decisão, o magistrado liberou que o chefe do governo fosse chamado de “covarde” e “mentiroso”.

BRIGA DE RUA – A nova acusação de Lula também soa exagerada, porque o camponês petista foi morto numa briga de rua regada a cachaça, depois de tentar esfaquear o adversário bolsonarista, que era seu colega de trabalho no corte de árvores para expandir uma fazenda mato-grossense.

O fato concreto é que os dois candidatos favoritos estão transformando a própria campanha numa briga de rua. E quem mais tem contribuído para o acirramento do radicalismo é justamente Lula, numa atitude injustificável, porque vem liderando com facilidade as pesquisas eleitorais e está numa situação bem mais confortável do que o principal adversário.

Esta é a realidade da atual política brasileira, onde a campanha eleitoral é movida a ódio, para que os eleitores desprezem os melhores candidato e acabem por escolher o “menos ruim”, entre os dois piores.

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P.S.
 – Assim, ao analisar o “novo normal” da política brasileira, pode-se dizer, sem medo de errar, que nisso tudo há algo de podre, mas muito podre mesmo. No horário gratuito, fica demonstrado o baixíssimo nível dos candidatos. No caso dos supostos políticos que concorrem a senador, deputado federal e deputado estadual, a campanha fica parecendo um programa de humorismo que não tem a menor graça. Dá até vontade de chorar. (C.N.)


Observem a insensatez de uma gestão despreparada que sobrevive da propaganda enganosa e autopromoção à custa do dinheiro público.

Essa pavimentação é proveninente de recursos do Governo do Estado da Bahia conseguido pelo prefeito de Jeremoabo, cujas obras estão sob  a fiscalização e supervisão da gestão Deri do Paloma.
Observe que a emulsão, óleo de petróleo está sendo colocado de maneira imprópria e arcaica, através de um pulverizador plástico(bomba manual de pulverizar venebo), não sei se por descaso ou despreparo.

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Enquanto isso, prestem atenção como funciona outra pavimentação de uma avenida na cidade de Jeremoabo, com recursos oriundos do Governo do Estado da Bahia, conseguido por Tista de Deda juntamente com seu Senador Otto Alencar, o Deputado Federal Otto Filho e vereadores da oposição.
A diferença é está obra está sendo fiscalizada pelos vereadores do Grupo de Deda, verdadeira inversa´de valores e responsabilidade para com a coisa pública.





sábado, setembro 10, 2022

Bolsonaro só mantém chances no 2º turno se retomar votos que hoje estão com Lula

Publicado em 10 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Jair Bolsonaro: Notícias sobre Jair Bolsonaro | Folha Tópicos

Segundo o Datafolha, Jair Bolsonaro continua longe de Lula

Bruno Boghossian
Folha

Jair Bolsonaro precisa roubar mais do que um punhado de votos de Lula para ter a chance de um novo mandato. Se a disputa for ao segundo turno, o presidente só vence se conquistar 100% dos indecisos, virar todos os votos nulos e ainda tomar do petista 4 milhões de eleitores. Sem os nulos, a tarefa é mais difícil: Bolsonaro teria que atrair 9 milhões de eleitores que estão com Lula —mais de 1 milhão por semana.

Não há caminho possível para Bolsonaro nesta corrida que não passe pela tomada de pelo menos alguns territórios pintados de vermelho. A missão é particularmente complicada numa eleição marcada por uma cristalização do voto e um alto índice de rejeição ao presidente.

MIGRAÇÃO DE VOTOS – O primeiro fator até deu uma ajuda a Bolsonaro. O apoio firme acima dos 30% bloqueou a ascensão de desafiantes e permitiu que o presidente reivindicasse um monopólio da oposição ao PT. Mas o quadro consolidado do outro lado da disputa atrapalha a migração de votos de que ele precisa para superar Lula.

A rejeição é o quesito determinante para travar esse movimento. De acordo com o Datafolha, 52% dos eleitores dizem não votar em Bolsonaro de jeito nenhum. Não por acaso, Lula aparece com 53% na simulação de segundo turno.

A conexão entre esses números mostra que uma fatia considerável do eleitorado não vê Bolsonaro como opção razoável, o que torna muito mais custoso o esforço para roubar votos que estão com Lula.

PENSAR DIFERENTE – Em seu primeiro discurso no 7 de Setembro, Bolsonaro disse que era preciso “convencer aqueles que pensam diferente”. Mais tarde, pediu que ninguém tente persuadir “um esquerdista”. E acrescentou: “Não têm argumentos, são cabeças vazias”.

O eleitor que Bolsonaro tenta roubar de Lula realmente não é “um esquerdista”. O presidente investe no antipetismo para ampliar a rejeição ao rival e buscar um voto não ideológico, que flutua da esquerda à direita, principalmente ao sabor dos ventos da economia.

Ele ainda depende de uma rajada a seu favor.


Com ofensiva no limite, Bolsonaro usa todas as armas, mas não conseguiu virar a eleição

Publicado em 10 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Falo palavrões, mas não sou ladrão”, diz Bolsonaro sobre Lula | Brasil |  Pleno.News

O próprio Bolsonaro ficou surpreso com a enorme multidão

William Waack
Estadão

No jargão militar a palavra “culminar” significa atingir o ponto máximo, mas sem ter alcançado o objetivo. Nesse sentido, o que aconteceu no 7 de Setembro foi um sinal de que a atual ofensiva de Jair Bolsonaro culminou. A demonstração de força gerou as pretendidas imagens de nutrido apoio.

E a sensação, entre apoiadores de Bolsonaro, de que as pesquisas “mentem”. Como não acreditar que está com a reeleição garantida, se foi capaz de colocar tanta gente na rua?

RISCO DA IMAGINAÇÃO – Manifestações dessa magnitude ajudariam, teoricamente, a virar um jogo eleitoral até aqui desfavorável para Bolsonaro. O problema é a distância em que ele se encontra de um ponto de inflexão em relação a Lula.

Essa distância está bastante clara em dois números. O primeiro é a taxa de rejeição. Nunca antes neste País alguém se elegeu com uma taxa de rejeição como a de Bolsonaro (a de Lula é mais baixa). E que teima em permanecer alta.

Seus apoiadores podem se perguntar como é possível, olhando em volta, acreditar numa taxa de rejeição tão alta. O problema para eles é que, olhando em volta, só enxergam outros apoiadores.

PRÓXIMOS DO TETO – O segundo número é igualmente eloquente. É pequena a distância que separa a intenção de voto estimulada da intenção de voto espontânea, tanto para Lula como para Bolsonaro. Séries históricas confiáveis demonstram que ambos estão bem próximos de seus respectivos “tetos” de votos. O “teto” é atingido quando é pequena a distância entre o voto espontâneo e o estimulado.

Ou seja, chegaram até onde dava, e não existe muito espaço para Lula e Bolsonaro alterarem o que as pesquisas dizem que eles possuem hoje.

Ocorre que é grande a vantagem do “teto” de Lula em relação ao “teto” de Bolsonaro. Essa vantagem tem variado (nos últimos tempos em favor de Bolsonaro), mas se manteve sólida nos últimos 12 meses.

EVENTO DECISIVO – Portanto, para ser o “evento decisivo” numa corrida eleitoral, a mobilização do 7 de Setembro em favor de Bolsonaro teria de conseguir alterar o quadro mais geral. E a persistente liderança de Lula nas camadas mais pobres, inclusive no Sul e Sudeste. Dependendo da base de dados que se utiliza, essa faixa supera a metade do eleitorado – e é justamente a faixa menos envolvida ou “arrebatada” nos embates político-eleitorais.

E a mais suscetível ao custo de vida e bondades do governo, algo que até aqui não funcionou (pelo menos não na proporção esperada) em favor de Bolsonaro. As ferramentas da ofensiva já foram todas colocadas em campo: ajuda emergencial, uso da máquina pública, maciça barragem de artilharia de propaganda e, culminando no 7 de Setembro, a grande mobilização de rua.

A esperança agora é o tempo até o segundo turno.

Petista assassinado foi vítima do “genocida chamado Bolsonaro”, diz Lula num comício

Publicado em 10 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Lula diz que 'ninguém quer saber' se Bolsonaro é 'brocha', mas se vai ter  emprego e educação | Eleições 2022 em São Paulo | G1

Em Taboão da Serra, Lula colocou a culpa em Bolsonaro

Guilherme Caetano
O Globo

Em comício em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, na tarde deste sábado, Lula (PT) afirmou que “morreu mais um companheiro do PT, vítima do genocida chamado Bolsonaro”. O ex-presidente também disse que tentou localizar a família de Benedito Cardoso dos Santos, sem sucesso, para prestar auxílio.

— O PT tem a obrigação de saber de todas as coisas para ajudar a família do (…) que foi vítima do genocida chamado Bolsonaro — afirmou Lula.

PRETOS E PARDOS – Lula também defendeu seu governo, lembrando que “criou as oportunidades” para que a maioria dos matriculados no ensino superior público, pela primeira vez, fosse de pretos e pardos.

— Não existe ninguém inferior a ninguém. Não existe branco melhor do que preto. Não existe rico melhor do que pobre. O que existe é oportunidade.

Sobre o 7 de Setembro, o ex-presidente criticou o discurso de Bolsonaro em ato em Brasília: “Ninguém quer saber se ele é brocha, isso não interessa. As pessoas querem saber é se vai ter emprego” — afirmou o candidato do PT.

DINHEIRO VIVO – Lula também cobrou do presidente a explicação sobre os imóveis comprados com dinheiro vivo por Bolsonaro e sua família.

— Quando ele chamar alguém de ladrão, ele precisa lavar a boca. Ele não tem autoridade moral pra falar isso. Vou acabar com o sigilo de 100 anos assim que assumir o governo — afirmou.

Mais cedo, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, já havia subido o tom das críticas aos bolsonaristas, afirmando que “aqui não é uma eleição. Em eleição você escolhe um governo. A gente vai decidir um regime”, em referência às ameaças à democracia feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

USURPAÇÃO – “Bolsonaro usurpou o 7 de Setembro — disse Haddad,  tratando em seguida da violência política nas eleições — “Já mataram 2 petistas. Assassinatos que Bolsonaro promoveu. Essa palhaçada acaba no dia 2 de outubro”.

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula, por sua vez, comparou Haddad e Márcio França (PSB), candidato da coligação de esquerda ao Senado, a Coutinho e Pelé, a dupla de atacantes que brilhou no Santos e na seleção brasileira nos anos 1960.

— Bolsonaro é ‘incivilizatório’. Presidente que tem saudade da tortura não pode pedir voto do povo — afirmou Alckmin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Isso não significa subir o tom. Os dois candidatos favoritos na verdade já estão apelando, de forma patética e irresponsável. O próximo passo é um xingar a mãe do outro, para em seguida saírem na porrada, como se diz popularmente. (C.N.)

Constituição é necessária? Se o argumento for apenas estatístico, é melhor mantê-la…

Publicado em 10 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

No Chile, o eleitor preferiu rejeitar a mais nova Constituição

Hélio Schwartsman
Folha

Os chilenos deram um sonoro “não” à proposta de Constituição que lhes foi apresentada. O texto, que trazia mesmo alguns aspectos caricaturais, como mencionar a palavra “gênero” nada menos do que 39 vezes, foi rechaçado por 62% dos eleitores. A pergunta que proponho hoje é se países precisam de constituições escritas.

Elas talvez não sejam imprescindíveis. Reino Unido e Israel, por exemplo, não possuem um documento desses. Mas basta uma rápida contagem para constatar que a grande maioria das democracias avançadas exibe, sim, uma Carta política, que quase sempre enuncia também os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos.

É MELHOR TER… – Assim, pelo argumento estatístico, é melhor ter uma Constituição do que não ter. A análise de alguns casos exemplares, porém, ensina que as coisas são mais complicadas. No papel, a União Soviética tinha uma boa Carta.

As belas palavras não impediram o Estado soviético de ser um dos mais opressores da história. Boas constituições também não estão protegendo países como Hungria e Polônia de regressões autocráticas.

No polo oposto temos o próprio Chile. A Carta em vigor é herança da ditadura pinochetista. A origem espúria não impediu o Chile de viver os últimos 30 anos como uma democracia estável e como o país da América Latina que mais fez progressos econômicos.

EXEMPLO DOS EUA – Algo parecido vale para os EUA. O país tem uma Constituição com mais de 200 anos, que recepcionou a escravidão e estimulou a criação de milícias, mas os EUA se mantiveram democráticos porque sucessivas gerações de intérpretes conseguiram atualizar o documento, aproveitando dele mandamentos que faziam sentido para a época.

Constituições escritas facilitam bastante a vida das sociedades modernas, mas elas só significam algo se os principais atores políticos de um país estiverem dispostos a jogar o jogo democrático a sério.

E, se estiverem, as constituições nem precisam ser tão boas.

Sua fortuna pessoal e uma dívida milionária agora atormentam Lula em plena campanha


Lula

Receita cobra de Lula mais de R$ 18 milhões em impostos 

Laryssa Borges e Hugo Marques
Veja

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve bater às portas do Supremo Tribunal Federal (STF) mais uma vez para tentar enterrar um caso que, depois da Lava-Jato, o tem atormentado: a cobrança de uma bolada milionária em impostos. A contenda existe desde os tempos da Lava-Jato, quando policiais federais fizeram buscas e apreenderam documentos no Instituto Lula, em março de 2016.

Na ocasião, após analisarem a papelada, investigadores concluíram que a LILS, empresa de palestras do ex-presidente – e, segundo a acusação, duto pelo qual ele drenava recursos recebidos ilegalmente de empreiteiras investigadas no petróleo – teve sua função desvirtuada e não poderia mais ser tratada como uma entidade sem fins lucrativos.

COBRAR IMPOSTOS – Sem o benefício fiscal, a Receita Federal partiu para cobrar todos os impostos não recolhidos pela entidade.

Em valores corrigidos, a cobrança contra a LILS e o ex-presidente hoje ultrapassa a casa dos 18 milhões de reais. Na última semana, o petista não conseguiu reverter a obrigatoriedade de pagamento no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo.

A tese da defesa, disse a Veja o advogado Cristiano Zanin, é a de que como a ação cautelar fiscal de cobrança é derivada da Lava-Jato, operação sobre a qual o STF já se debruçou e, no caso específico de Lula, anulou suas condenações após considerar o ex-juiz Sergio Moro parcial, qualquer desdobramento de investigações do petrolão seriam automaticamente imprestáveis. Segundo o defensor, o Supremo deverá dar razão a Lula e o isentar de pagar os impostos. 

NO ENTANTO… – Para o tributarista Pedro Lameirão, no entanto, o fato de processos criminais terem sido anulados não invalida a ofensiva tributária contra o ex-presidente.

“A análise de possíveis delitos na esfera penal é realizada de forma independente de eventuais processos para apuração e cobrança de tributos. Assim, os vícios identificados no processo penal, a princípio, não afetam o processo tributário, principalmente se a anulação for por um vício na condução do processo penal, como suspeição do juiz ou vício de competência”, diz.

O ex-presidente faturou 27 milhões de reais com as palestras. E essa acusação analisada pelo TRF3, às vésperas do primeiro turno, engrossa a extensa lista de passivos judiciais relacionados à Lava-Jato, quando o PT, o MDB e o Progressistas foram acusados de lotear a Petrobras para fraudar contratos públicos e recolher percentuais de propina, e deve servir de munição para apoiadores do presidente Jair Bolsonaro para desgastar o petista perante a opinião pública.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sensacional a reportagem de Laryssa Borges e Hugo Marques, enviada à Tribuna pelo sempre atento José Carlos Werneck, jornalista e advogado que atua nos tribunais de Brasília. Já era esperado que, cedo ou tarde, o enriquecimento ilícito de Lula acabasse vindo a furo. Ele banca o “inocente”, mas toda vez que se olha ao espelho percebe que está envelhecido e envilecido, como diria o genial Rubem Braga.  (C.N.)

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