domingo, junho 19, 2022
Contra as mentiras, nada mais que os fatos
O historiador Francisco Doratioto diz que analisar os acontecimentos em ordem cronológica derruba as conspirações sobre as origens das guerras.
Entrevista a Duda Teixeira
O historiador Francisco Doratioto mudou a maneira como se entende a Guerra do Paraguai (1864-1870) ao lançar seu livro Maldita Guerra, há vinte anos. Com base em fontes brasileiras e paraguaias, ele derrubou diversos mitos, como o de que o imperialismo inglês é que teria começado o conflito ou o de que a economia paraguaia era um modelo de sucesso autônomo. Como ele bem mostra em sua extensa obra, o ditador Solano López manteve a sua população isolada na miséria e deflagrou o conflito, invadindo o Brasil e a Argentina. Cerca de 100 mil pessoas morreram. Quando soldados brasileiros finalmente o encontraram, não tiveram dificuldade em reconhecer o ditador: ele era o único gordo em meio a famélicos.
Atento aos acontecimentos na Ucrânia, Doratioto traça vários paralelos entre o conflito atual e o que aconteceu no final do século XIX. Ambas as guerras saíram de “um cérebro só“, que fazia pouco caso das vidas de seus soldados. Além disso, ao redor dos dois conflitos, surgiram teses para explicá-los a partir de eventos externos. No caso do Paraguai, o imperialismo britânico. Na guerra da Ucrânia, seria a narrativa do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que a expansão da Otan para o leste teria causado tudo. “Não há qualquer base factual, documental ou lógica para a acusação de Putin. Por outro lado, a análise historiográfica da política externa de Putin demonstra, sim, que ele tem um projeto expansionista“, diz Doratioto, que acaba de lançar uma segunda edição de Maldita Guerra, com 80 páginas adicionais. O autor conversou com Crusoé.
Putin esperava ganhar a guerra da Ucrânia em poucos dias. Como explicar que ele tenha errado tão feio nesse cálculo?
Cálculos militares de regimes autoritários ou ditaduras costumam ser desastrosos. Há diversos exemplos disso na história. A decisão de atacar Pearl Harbor, tomada pelo primeiro-ministro japonês Tojo e pelo imperador Hiroíto, fez os Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial. O nazista Adolf Hitler errou ao invadir a União Soviética. O ditador paraguaio Solano López pecou ao invadir a Argentina e o Brasil, iniciando a Guerra do Paraguai. Nesses casos, a decisão basicamente saiu de um cérebro só. É muito diferente do que acontece nos demais regimes políticos. Mesmo nos sistemas oligárquicos, pode-se falar que há um debate interno antes de se tomar uma decisão de grande envergadura. A imprensa e o Congresso debatem o tema e o governante tem de considerar a opinião pública, mesmo que seja de uma elite restrita. A possibilidade de cometer um erro drástico ainda existe, mas é menor. No Paraguai de Solano López não havia opiniões divergentes, inexistiam Parlamento e imprensa, não havia conselheiros e seus interlocutores mais próximos eram alguns familiares, todos muito cautelosos em não descontentá-lo. Ninguém ousava discordar dele, pois quem o fizesse seria punido com a prisão ou a morte. Putin, por sua vez, prendeu ou eliminou fisicamente opositores e jornalistas independentes. O chefe do serviço de inteligência russo foi constrangido por Putin em transmissão televisiva, ao titubear em ratificar a análise que o governante fez no início da invasão. Em uma ditadura, não há discussão real sobre os prós e os contras de uma iniciativa do governante, mas sim o reforço dela. Tudo isso limitou a visão e os cálculos de Putin.
Isso teve consequências negativas no campo de batalha?
Não há dúvida. É difícil explicar a lógica daquela coluna de tanques russos, de 65 quilômetros, na direção de Kiev. Mesmo uma pessoa sem conhecimento militar, um neófito, constataria que enviar blindados em fila, em uma estrada estreita, com vegetação ou construções nos dois lados, era fornecer alvos fáceis ao exército ucraniano. Por que ninguém avisou Putin disso? Esse alerta provavelmente não ocorreu porque contrastaria com a análise do governo russo, de que suas forças seriam recebidas como um Exército libertador e o presidente ucraniano seria derrubado por seus próprios militares. Essa falha provavelmente ocorreu porque os serviços diplomático e de informação fizeram chegar a ele só o que ele queria ouvir ou, então, eles se abstiveram de apresentar objeções ao plano de invasão. Além disso, pelo menos no início da guerra, os comandantes russos podem ter seguido adiante com operações demasiadamente arriscadas ou inviáveis, com medo de serem punidos se não o fizessem. Na Guerra do Paraguai, a batalha naval mais importante foi a do Riachuelo, em 1865, que impediu o acesso dos paraguaios ao Atlântico pelo Rio Paraná. O Brasil a venceu porque o comandante paraguaio não ousou abandonar o plano original de Solano López, que era o de atacar a esquadra brasileira, fundeada no rio Paraná, na altura do Riachuelo, pouco antes do nascer do sol. Neste momento, as caldeiras dos navios brasileiros ainda estariam sendo acesas, impedindo que as embarcações reagissem. Era um bom plano. Contudo, durante a navegação rio abaixo, um dos barcos da flotilha paraguaia quebrou a hélice, o que atrasou o ataque. Perdeu-se, assim, o fator surpresa. O mais sensato seria o comandante dessa flotilha abortar a operação. No entanto, as ordens de Solano López não eram questionadas e adaptadas. Seguir adiante foi uma decisão militar errada, mas nas ditaduras um comandante no campo de operações evita tomar iniciativas para além das ordens recebidas.
Seu livro Maldita Guerra derrubou a interpretação de que a Guerra do Paraguai foi causada pelo imperialismo inglês. Como o sr. vê o discurso de Putin de tentar colocar a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, como o fator que desencadeou a guerra na Ucrânia?
Vê-se com alguma frequência surgirem teorias conspiratórias ou análises conscientemente falsas para explicar guerras e outros eventos históricos. Para desnudá-las, deve-se obedecer à sequência cronológica dos fatos e analisar a lógica e os interesses envolvidos. No caso da Guerra do Paraguai, nas últimas décadas do século XX afirmou-se que o Brasil teria iniciado o conflito, estimulado pelo imperialismo britânico. Os ingleses teriam ficado incomodados com um bem-sucedido modelo de desenvolvimento autônomo implementado pelo ditador Solano López e por seus antecessores. No meu livro, demonstrei que esse modelo nunca existiu e que Solano López tinha relações econômicas com o Reino Unido. Não havia lógica para o imperialismo inglês voltar-se contra o Paraguai. Ademais, foi Solano López quem atacou o Brasil e, depois, a Argentina. Não dá para dizer que a Grã-Bretanha ou o Brasil começaram a guerra. Putin quer responsabilizar a Otan, mas é necessário lembrar que, em 1994, a Ucrânia costurou um acordo com os Estados Unidos, com o Reino Unido e com a Rússia, pelo qual os ucranianos abriram mão do seu arsenal militar, o terceiro maior do mundo. Em troca, americanos e russos garantiram a soberania, a integridade e a independência da Ucrânia. No entanto, em 2014, Putin rasgou esse acordo diplomático, invadiu a península ucraniana da Crimeia e incentivou o separatismo do leste ucraniano. Foi isso o que aconteceu. A reação da Ucrânia em seguida foi buscar apoio nos países que poderiam fazer algum contraponto ao agressor, a Rússia. Não se pode saber se a Ucrânia entraria na Otan, mas um estreitamento de relações com essa aliança seria claramente de se esperar, pois a Rússia invadiu o país vizinho, descumprindo o tratado que tinha assinado, e poderia voltar a atacar, como ocorreu agora. Não há qualquer base factual, documental ou lógica para a acusação de Putin. Por outro lado, a análise historiográfica da política externa de Putin demonstra, sim, que ele tem um projeto expansionista.
Por que muitas pessoas acreditam nas mentiras de Putin?
Estamos vivendo um período de muita insegurança, com populistas de esquerda e de direita ameaçando a democracia, bem como outras conquistas civilizacionais. A economia mundial também está passando por incertezas e, neste momento, com más perspectivas. Parte das pessoas, angustiadas com a situação, tendem a acreditar em um político com personalidade forte. Um “dono da verdade”, com “mão forte”, capaz de resolver os problemas cotidianos é uma figura sedutora para muitos setores. Vimos isso com o nazismo, quando Adolf Hitler se apresentou para os alemães extenuados com a hiperinflação e humilhados pelas perdas impostas pelo Tratado de Versalhes, após a Primeira Guerra. Aparentemente, boa parte da população russa apoia Putin.
Mas esse apelo do Putin também ocorre fora da Rússia, não? Muitos brasileiros parecem acreditar nas coisas que ele fala.
Tenho dúvidas de que são muitos. Aqui, isso ocorre por diversas razões, como o antiamericanismo e o antiliberalismo, que existe tanto na extrema-esquerda como na extrema-direita. Em 1941, o filósofo e psicanalista alemão Erich Fromm publicou nos Estados Unidos o livro O medo à Liberdade. Nele, Fromm argumenta que desde que nascemos temos várias pessoas — pais, parentes, professores, religiosos etc. — dizendo o que podemos fazer ou não. Essas pessoas dão as respostas para nossos problemas até que nos tornamos adultos e temos de tomar nossas próprias decisões. Em condições normais, a partir daí nossas ações estão balizadas pelo que aprendemos, pelas instituições, pela cultura, pela vida civilizada. Mas, em momentos de crise profunda, perdemos esses referenciais e temos medo de exercer a liberdade. Não sabemos o que fazer com ela para solucionar nossos problemas. Não há como trabalhar, porque não há emprego. O dinheiro ganho some com a hiperinflação. Há miséria, e a vida parece não fazer sentido. As pessoas querem, então, alguém que diga o que elas devem fazer e dê esperança. É aí que surge a figura do populista ou do ditador dizendo: abra a mão da sua liberdade para mim que eu resolvo para você.
Os militares russos estão escondendo os corpos dos soldados mortos na Ucrânia. O que isso significa?
Se isso for verdade, logo mães russas estarão protestando, pedindo notícias de seus filhos combatentes. Na Argentina, a ditadura não conseguiu impedir que, em 1977, as mães que tiveram filhos assassinados pela repressão política protestassem na Praça de Maio. Na Rússia seria diferente? No aspecto militar, a Rússia sempre trabalhou com o fato de ter superioridade demográfica sobre seus inimigos e suas ações nos campos de batalha. Nunca se preocupou muito em poupar a vida dos soldados. É uma característica que vem da época czarista, quando o Exército russo era composto basicamente por camponeses, considerados pela nobreza quase como animais. Os oficiais geralmente não eram formados em academias militares, mas ocupavam seus postos apenas por sua condição social e tinham horror dos agricultores. Na Primeira Guerra, esse descaso com as vidas dos soldados foi um dos motivos do levante contra o czar, que culminou na Revolução Russa. Quando os nazistas invadiram a União Soviética, o ditador Josef Stálin jogou multidões em cima do inimigo. Foi assim que ele reverteu a guerra. O custo em vidas foi enorme, tanto que a União Soviética foi o país que mais mortes teve na Segunda Guerra.
Se o descaso pelas vidas é uma cultura bem enraizada, por que esconder as baixas na Ucrânia?
A diferença neste momento é que a Rússia é a agressora. Stálin defendeu seu país de um ataque. O enorme sacrifício humano, portanto, pôde ser justificado de alguma maneira. A invasão da Ucrânia, contudo, é uma guerra por opção. As perdas de vida dos soldados russos são de responsabilidade de Moscou. A responsabilidade histórica é dos governantes russos.
As Forças Armadas russas ampliaram o uso da tecnologia para poupar vidas humanas?
Enquanto os países do Ocidente desenvolveram tecnologia militar para proteger os soldados, isso não aconteceu com a Rússia. Os tanques usados na guerra têm tecnologia da década de 1970. Os homens ficam no mesmo compartimento das munições. Quando um míssil atinge o tanque, a munição explode e incinera os soldados. O tanque, que custa milhões de dólares, vira uma garrafa de champanhe, que estoura para cima e libera a rolha. E tudo isso pode ser provocado por um míssil antitanque que custa 40 mil dólares.
Que lições essa guerra deve deixar?
A primeira é que tratados diplomáticos, como o feito entre a Ucrânia e a Rússia, em 1994, podem ser desrespeitados. Portanto, um país deve exercer uma eficiente presença internacional, com diplomatas bem preparados e motivados. A segunda lição é sobre a necessidade de ter Forças Armadas organizadas e bem preparadas para combate, com poder dissuasivo. Mesmo que não se tenha como vencer o oponente, é preciso ter capacidade de impedir sua vitória. É o que a Ucrânia está fazendo agora, desgastando o inimigo. Como regra geral, nenhum país inicia uma guerra sabendo que ela será longa e desgastante.
Revista Crusoé
Amazônia registra desmatamento de 2.000 campos de futebol por dia em 2022
Sábado, 18 de Junho de 2022 - 17:00
por Samuel Fernandes | Folhapress

Foto: Agência Brasil
A floresta amazônica perdeu 3.360 km² nos cinco primeiros meses de 2022, maior valor registrado para o período em 15 anos de monitoramento. A área corresponde a cerca de 2.000 campos de futebol de mata nativa desmatados por dia. Os dados são do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).
Em 2021, o desmatamento acumulado para o período entre janeiro e maio foi de 3.088 km². Já em 2020, o total desse intervalo de meses foi bem menor, 1.740 km².
No mês de maio de 2022, foi registrado o desmatamento de 1.476 km², correspondendo a 44% do total de área perdida nos cinco primeiros meses do ano. Esse valor é o pior para esse mês nos últimos 15 anos.
O estado que registrou maior desmatamento nesse intervalo de meses em 2022 foi o Amazonas, onde foram perdidos 553 km², 38% do total de desmate no Brasil no período. No ano passado, esse valor foi de 264 km² -ou seja, o desmatamento no estado mais que dobrou em 2022.
Outro estado que também registrou desmatamento alto foi o Pará, com 471 km². Segundo o Imazon, um grande problema do estado é a devastação em unidades de conservação (UCs) e em terras indígenas (TIs). O instituto afirma que 6 das 10 UCs e 4 das 10 TIs mais desmatadas da floresta ficam no Pará.
O SAD utiliza imagens de satélites para monitorar mensalmente a degradação ou o desmatamento da Amazônia. O sistema identifica a degradação na floresta por meio de danos que ocorrem no solo em razão de atividades de madereiros ou de fogo. Já o desmatamento é observado quando ocorre o corte raso da floresta, algo comumente associado à pecuária, agropecuária ou garimpo.
Outras medições Números preocupantes de desmatamento da floresta amazônica já foram registrados também recentemente por outras organizações que monitoram a região. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou que em maio de 2022 houve quase 900 km² de desmatamento -um número menor, portanto, que aquele observado pelo Imazon.
Segundo os dados do Inpe, a área de desmatamento foi a segunda maior para o mês de maio em comparação a série histórica, que começou em 2015/2016.
Além disso, recentemente o Brasil foi apontado como líder na perda de florestas tropicais no mundo em 2021. Sozinho, ele respondeu por 40% da derrubada registrada, segundo dados da Global Forest Watch, ferramenta da organização não governamental WRI (World Resources Institute) em parceria com a Universidade de Maryland, nos EUA.
No total, os dados indicaram que o desmatamento dessas florestas no ano passado foi de 37,5 mil km² em todo o mundo, sendo que o Brasil registrou cerca de 15 mil km² desse total.
Bahia Notícias
No AM, Bolsonaro desfila de moto sem capacete e ignora Dom e Bruno em fala
Domingo, 19 de Junho de 2022 - 07:20
por Folhapress

Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto
O presidente Jair Bolsonaro (PL) visitou neste sábado (18) Manaus, capital do Amazonas. De tarde, o chefe do Executivo participou de uma motociata, novamente sem capacete. Ao falar com apoiadores, ele ignorou os assassinatos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, que ocorreram este mês no estado.
"Motociclistas aqui presentes: muito obrigado por essa gigantesca motociata que acabamos de realizar, dando mais luz e vida a esse momento de adoração", falou em seu pronunciamento no palco.
Bolsonaro disse que o uso de motocicletas tem impactado positivamente a economia do estado "aumentando a montagem e a produção de motos na Zona Franca de Manaus".
O presidente chamou atenção para "como temos tratado os motociclistas" e reforçou sua intenção de impostos zerados para quem viaja com esse meio de transporte. "Estimulamos o uso desse veículo e Manaus ganha com isso", afirmou.
Na live desta quinta-feira (16), o mandatário mencionou rapidamente o caso de Bruno e Dom, mas sem citar o nome deles, ao criticar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições deste ano.
"O Lula acabou de falar que, aproveitando esse caso lamentável, onde os corpos apareceram, gostaria que encontrassem vivos as pessoas, mas apareceram os corpos do inglês e do brasileiro, o Lula falando que caso eleito ele vai impor desmatamento zero na Amazônia", falou.
ANDAMENTO DO CASO BRUNO E DOM
Neste sábado, a PF (Polícia Federal) prendeu o terceiro suspeito de envolvimento nas mortes de Bruno e Dom. Jefferson da Silva Lima, conhecido também como "Pelado da Dinha", se entregou para as autoridades hoje após saber pela sua família que a polícia o procurava.
Segundo a corporação, ele será interrogado e, em seguida, encaminhado para audiência de custódia. Ele é apontado como alguém que participou diretamente do duplo homicídio e ajudou na ocultação dos corpos. Lima se apresentou por volta das 6h na Delegacia de Atalaia do Norte, no extremo oeste do Amazonas.
Além de Lima, a PF prendeu primeiro o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como "Pelado", que confessou ter esquartejado e enterrado os corpos. Depois, o irmão dele, Oseney de Oliveira, foi preso, mas negou envolvimento no duplo homicídio.
O pescador que levou a polícia até o local onde estavam os restos dos corpos de Dom e Bruno. O material foi enviado para análise na quinta-feira (16). Nesta sexta-feira (17), a PF confirmou que as partes encontradas eram de Dom e neste sábado o outro corpo foi identificado como de Bruno.
QUEM SÃO AS VÍTIMAS?
Dom era correspondente do jornal The Guardian. Britânico, ele veio para o Brasil em 2007 e viajava frequentemente para a Amazônia para relatar a crise ambiental e suas consequências para as comunidades indígenas e suas terras.
O jornalista conheceu Bruno em 2018, durante uma reportagem para o Guardian. A dupla fazia parte de uma expedição de 17 dias pela Terra Indígena Vale do Javari, uma das maiores concentrações de indígenas isolados do mundo. O interesse em comum aproximou a dupla.
Bruno, servidor licenciado da Funai (Fundação Nacional do Índio), era conhecido como um defensor dos povos indígenas e atuante na fiscalização de invasores, como garimpeiros, pescadores e madeireiros. Em entrevista ao UOL, o líder indígena Manoel Chorimpa afirmou que o indigenista estava preocupado com as ameaças de morte que vinha sofrendo.
Bahia Notícias
Em Aracaju, Lula reforça apoio a Rogério e faz críticas a Bolsonaro

em 18 jun, 2022 17:46
Em Aracaju neste sábado, 18, para o lançamento oficial da pré-candidatura do senador Rogério Carvalho ao governo do Estado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao governo Bolsonaro e defendeu a união do povo para reconstrução do país. Lula também reforçou o apoio a Rogério e disse que voltará a Sergipe para “um palanque aberto”. O ato de hoje ocorreu no Centro de Convenções de Aracaju e foi o terceiro no Nordeste.
Em seu discurso, Lula disse que pretende voltar à Presidência porque quer ajudar a restabelecer a harmonia entre os brasileiros e garantir que todos tenham oportunidade de uma vida digna. “É esse país que eu quero reconstruir, esse país da tolerância, esse país da harmonia. A gente tem que fazer esse país voltar a ser feliz”
Segundo o ex-presidente, a união de diferentes forças políticas é fundamental nessa tarefa. “Não é possível a gente imaginar que pode recuperar este país sozinho. É importante que a gente tenha sabedoria de trazer junto conosco todas as pessoas que, democraticamente, querem reconstruir o país.”
Lula destacou que o Brasil era feliz quando a polarização era entre PT e PSDB. “Era uma disputa civilizada. A gente falava até mal um do outro, mas não virava inimigo. A gente saía da disputa e continuava como brasileiros tentando construir o melhor para o país. Depois do Bolsonaro, que saudade do debate com o Alckmin, com o Serra, com o Fernando Henrique Cardoso, porque a democracia prevalecia naquele momento”.
O petista também criticou o governo Bolsonaro “Veja essa coisa que está governando o Brasil. Já vai fazer quatro anos que ele está destruindo o Brasil. Ele nunca recebeu estudante, ele nunca recebeu sindicalista, nunca recebeu movimentos de saúde, nunca recebeu prefeitos, nunca recebeu governadores, nunca recebeu ninguém, porque ele não tem ouvido. Ele foi preparado para falar bobagem todo santo dia”, criticou.
Ainda em seu discurso, Lula disse que “fica triste” com a relação entre as Forças Armadas e Bolsonaro, já que o atual presidente foi expulso do Exército por querer fazer greve. “Fico triste quando vejo as forças armadas batendo continência para um cara que foi expulso do Exército Brasileiro por mau comportamento. Isso não é possível”, lamentou.
O ex-presidente também fez questão de reforçar o apoio a Rogério Carvalho nas eleições para o Governo de Sergipe. Sei que vai ter uma convenção oficial e sei que você vai ser indicado candidato a governador. Então, eu quero voltar a Sergipe, não para um ato fechado, mas para um palanque aberto. Vou voltar porque quer contribuir com o povo de Sergipe e para que você possa ser governador do Estado”.
No evento, também estavam presentes a esposa de Lula, Janja Lula; o pré-candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin; a vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino (PT); o senador Jaques Wagner (PT-BA); o deputado federal Valadares Filho (PSB); a presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos; João Daniel, deputado federal e presidente do PT-SE; Reinaldo Nunes, presidente do PV-SE; Sonia Meire, do Psol; e Vovô Monteiro, presidente do Solidariedade-SE.
Por Verlane Estácio com informações do PT
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‘Não vou bater em retirada, vamos até o fim’, diz Bolsonaro sobre a briga com TSE
Publicado em 18 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

“Ser presidente é uma missão do criador”, diz Bolsonaro
Dimitrius Dantas
O Globo
O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que não irá “bater em retirada” em relação aos questionamentos que as Forças Armadas têm feito ao processo eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Em discurso durante um culto evangélico em Manaus, o presidente negou que queira dar um golpe e diz que entregaria o poder “em eleições limpas”.
— Eu não vou bater em retirada, nós vamos até o final. Veio o sr. Fachin dizer que eleições são questões para forças desarmadas. Ué, me convidou para entrar na tua casa, só vou sair daqui depois que comer um salgadinho e tomar uma tubaína — afirmou.
PROPOSTAS MILITARES – As Forças Armadas foram convidadas no ano passado pelo então presidente do TSE, o ministro Luis Roberto Barroso, para compor a Comissão de Transparência Eleitoral e, desde então, fizeram 15 recomendações para o Tribunal em relação às eleições. Bolsonaro, entretanto, tem afirmado que o Tribunal ignorou as decisões.
Um relatório produzido pelo ministro Edson Fachin, entretanto, apontou que apenas uma das sugestões foi rejeitada. Segundo Bolsonaro, após o convite feito por Barroso no ano passado, ele participou de uma reunião com o então ministro da Defesa, Braga Netto, em que afirmou que não aceitaria que as Forças Armadas servissem de “moldura” para a fotografia das eleições de 2022.
— Apresentamos uma dúzia de sugestões que dá para resolver muita coisa. Ainda não perfeito, mas era o que podíamos apresentar. O que o TSE fez? Começou a ignorar as Forças Armadas, dando a entender que seria bom a gente se retirar — afirmou Bolsonaro neste sábado.
ELEIÇÕES LIMPAS – Durante o discurso, Bolsonaro negou que tenha o objetivo de dar um golpe para permanecer no poder e disse que suas críticas não são causadas por um possível medo de uma derrota nas eleições de outubro. O presidente afirmou ainda que entregaria o poder, mas fez questão de frisar a condição de “eleições limpas”.
— Entrego sem problema nenhum. Como diz, numa eleições limpas. Como diz um ditado por aí. Na democracia é comum perder uma eleição. Mas não podemos perder a democracia numa eleição — afirmou.
Bolsonaro lembrou que, durante os protestos de 7 de Setembro de 2021, quando chegou a dizer que não cumpriria mais decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, muitos dos seus apoiadores defenderam medidas mais drásticas.
ACORDO COM MORAES – De acordo com o presidente, dois dias após os atos, em ligação entre ele e o ministro, na presença do ex-presidente Michel Temer, os dois fizeram um acordo de pacificação que incluía a promessa de Bolsonaro de cessar seus ataques à Corte e a promessa de Moraes de arquivar os inquéritos sobre os atos antidemocráticos no Supremo.
— A carta eu assinei, vocês viram. Eu me descapitalizei politicamente. Fui ofendido por palavras as mais variadas possíveis. Mas o que eu conversei com o Alexandre de Moraes foi uma pacificação, eu entro com a carta, ele entrava com outras coisas. Entre elas, em poucas semanas, o arquivamento dos inquéritos de fake news e atos antidemocráticos. Ele cumpriu algo? Não — afirmou Bolsonaro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro, Fachin e Moraes não cedem um só milímetro e conseguem realimentar diariamente uma crise institucional que parece não ter fim e só interessa a Bolsonaro. (C.N.)
Pesquisas indicam que a terceira via pode vencer eleição da Colômbia neste domingo
Publicado em 19 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Candidato independente, Hernández quebrou a polarização
Carolina Riveira
Exame
A Colômbia realiza neste domingo, 19, o segundo turno de suas eleições presidenciais com um cenário imprevisível. O senador de esquerda Gustavo Petro e o ex-prefeito e empresário de direita Rodolfo Hernández aparecem com empate técnico na maioria das últimas pesquisas, e as próximas horas até a votação serão decisivas na disputa pelos últimos votos.
Nas últimas pesquisas principais, os candidatos aparecem, no geral, separados por cerca de dois pontos de diferença, dentro da margem de erro.
EMPATADOS – Uma das sondagens com vantagem para Hernández é na pesquisa Guarumo y EcoAnalítica (encomendada pelo jornal El Tiempo), em que o empresário tem 48,2% contra 46,5% de Petro, na publicação em 11 de junho.
Já na pesquisa da espanhola GAD3 (encomendada pelo consórcio RCN Radio, Noticias RCN, La Fm e La República), Petro aparece com 48,1%, contra 46,8% de Hernández, na publicação em 10 de junho.
A aposta dos analistas é que grupos que ainda estão indecisos podem decidir a eleição, o que se espera que seja em torno de 5% dos votos. O voto na Colômbia não é obrigatório, mas, diante do empate nas pesquisas, especialistas também dizem não saber precisar a quem um maior comparecimento beneficiaria.
INDEFINIÇÃO – Um desafio no cenário colombiano é que as últimas pesquisas foram feitas há quase uma semana, de modo que falas recentes dos candidatos não tiveram medida a repercussão.
Aos 62 anos e ex-prefeito da capital Bogotá, Petro liderou na votação no primeiro turno, com 40% dos votos. Hernández, que cresceu na reta final antes da votação (ultrapassando a direita tradicional), ficou com 28%.
Hernández, no entanto, herdou boa parte dos votos dos demais candidatos, como o direitista Fico Gutiérrez, que apoiou o empresário logo após o fim do primeiro turno, afirmando que uma vitória de Petro seria um “perigo” para a Colômbia.
POLARIZAÇÃO DERROTADA – Essa é também a primeira eleição desde os anos 2000 sem um representante do grupo do ex-presidente Álvaro Uribe e do atual mandatário, Iván Duque, com posições à direita. A tendência é que esses eleitores apoiem Hernández, que representou a terceira via.
Ao mesmo tempo, o grupo de Uribe/Gutierrez também teve a imagem arranhada após uma onda de protestos que varreram a Colômbia nos últimos anos, o que deu espaço à esquerda (e a Petro) para crescerem de forma inédita.
Como em outras eleições latino-americanas recentes, o pleito na Colômbia é marcado por ampla desconfiança dos eleitores com os políticos tradicionais. A confiança dos colombianos na democracia também é uma das piores na região.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê, na Colômbia a polarização foi para o espaço. No segundo turno, tanto Hernández quanto Petro representam promessas de um voto antissistema. Aqui no Brasil, nada impede que a terceira via também consiga chegar ao segundo turno. Basta Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) se unirem, e a eleição deixará de ser polarizada entre Lula e Bolsonaro. Ainda há bastante tempo para que isso aconteça. (C.N.)
Do que Lula tem medo, apesar do festival de pesquisas eleitorais tão favoráveis?
Publicado em 19 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Jindelt (Arquivo Google)
Deu na Gazeta do Povo
O ex-presidente, ex-presidiário e ex-condenado Lula tem evitado aparecer no que, agora, está sendo chamado de “ambientes não controlados” – ou seja, aquilo que, num passado não muito distante, era simplesmente “a rua”. Em suas aparições públicas, o petista tem dado preferência a eventos com rígido controle de acesso de público, resultado em plateias totalmente entusiásticas, com risco zero de contestação ou animosidade que desmintam a sensação de vitória iminente de Lula, quem sabe ainda no primeiro turno.
O partido, obviamente, tem a explicação pronta para que Lula não encare as ruas, e que vai de questões de segurança até o receio de algum ato público acabar caracterizado como propaganda eleitoral antecipada – como se um discurso para uma plateia puramente chapa-branca não pudesse também se encaixar nesse conceito.
MAIS AINDA – O PT e Lula garantem que, a partir de 15 de agosto, quando a campanha eleitoral começar oficialmente, o hoje pré-candidato irá “viajar o Brasil” e “conversar com o povo brasileiro”.
No entanto, mesmo na hipótese de que não haja um “medo das ruas” da parte do petista, há uma outra relutância que deveria ser vista com muita preocupação por todos os que partilham da preocupação com o futuro da economia brasileira.
Os grandes problemas atuais da economia nacional – inflação, desemprego, juros altos, real desvalorizado, saúde fiscal deteriorada – não serão resolvidos com aquilo que Lula vem prometendo; pelo contrário, eles serão agravados
FUGINDO DE TUDO – Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, publicada em 28 de maio, mostra que Lula tem se recusado terminantemente a encontrar empresários para expor sua plataforma econômica.
Membros da pré-campanha de Lula afirmaram que o petista já foi procurado para conversas com integrantes do mercado financeiro, mas já disse que não participará de nenhum evento no qual ele possa ser questionado abertamente sobre suas propostas para a economia. Em vez disso, ele acaba enviando emissários, como empresários amigos e ex-ministros.
Oficialmente, o argumento é o de que o plano de governo ainda não está pronto; mas, neste caso, faltou combinar com o próprio Lula, que já anunciou todo tipo de loucura quando está diante de plateias que aplaudam entusiasticamente tudo o que saia de sua boca.
REVELAÇÕES – Afinal, o ex-presidente já prometeu derrubar o teto de gastos, revogar (ou ao menos “revisar” a reforma trabalhista de 2017 (criação de pessoas com “mentalidade escravocrata”, chegou a afirmar), interferir na política de preços da Petrobras para “abrasileirar” o preço dos combustíveis, e frear ou até mesmo revisar privatizações.
Esse tipo de promessa, aliás, não é feito apenas diante de apoiadores; aparece dia sim, dia também nas mídias sociais de Lula, em artigos de jornal como o assinado por Guido Mantega no início deste ano, e até mesmo em alguns eventos com empresários aos quais o ex-presidente envia representantes.
Um caso emblemático foi o de um jantar ao qual Lula mandou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann – participantes descreveram o conteúdo como “horroroso”, remetendo à “nova matriz econômica” que devastou o Brasil no governo Dilma Rousseff.
PELA MILITÂNCIA – Há quem diga que a retórica do atraso se destina apenas a “eletrizar a militância”, e que o programa de governo será diferente, como aconteceu com o “Lulinha paz e amor” de 2002 – afinal, todos os formadores de opinião que se esforçam diariamente em descrever Lula como um “moderado” teriam dificuldades em sustentar seu discurso diante de cada fala que anuncia a perspectiva de uma guinada tão radical à esquerda.
Mas Lula não tem necessidade de pregar para convertidos. O mais provável é que o ex-presidente e seu partido estejam expondo suas reais convicções num raro rasgo de sinceridade, contando talvez que outra parte do eleitorado apenas associe a figura de Lula a um tempo de bons indicadores econômicos.
Mas sem refletir muito sobre como esses indicadores foram conquistados, sobre como Lula recebeu uma “herança bendita” de FHC e aproveitou um bom momento internacional, e sobre como o desastre veio assim que o PT implantou sua própria política econômica.
RECORDAR É VIVER – Disso tudo os empresários e representantes do mercado financeiro – ao menos aqueles que não foram “amigos do rei” no passado, ou não tenham se deixado cegar pela ideologia – lembram muito bem, e isso pode explicar a relutância de Lula em se encontrar com eles.
Os grandes problemas atuais da economia nacional – inflação, desemprego, juros altos, real desvalorizado, saúde fiscal deteriorada – não serão resolvidos com aquilo que Lula vem prometendo; pelo contrário, eles serão agravados. Isso não é mera hipótese: já foi realidade menos de uma década atrás, quando o programa gastador e estatizante do petismo foi implantado e o resultado foi a maior recessão da história do país.
Mas Lula não quer ter de ouvir isso, pois ele não teria resposta satisfatória a dar. É muito mais simples esconder-se e contar com a memória curta do brasileiro em outubro.
(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)
Alvorada Jeremoabo 2022
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Agora às 08;30 a estimativa é que já tenha 70 mil participantes.
Fonte: Sertão TV
sábado, junho 18, 2022
Líder de caminhoneiros diz que “chilique” de Bolsonaro não vai resolver o problema
Publicado em 18 de junho de 2022 por Tribuna da Internet
Wallace Landim, conhecido como Chorão, defende a greve
Luana Melody Brasil
O Tempo
Diante de mais um reajuste nos preços dos combustíveis feito pela Petrobras, nesta sexta-feira (17), Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e líder da greve dos caminhoneiros de 2018, divulgou nota à imprensa criticando o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e prometendo, mais uma vez, uma greve.
“A verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, o país vai parar novamente. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve é o mais provável. Essa luta não é só dos caminhoneiros, mas de todo o povo Brasileiro”, frisou a nota.
CAOS ECONÔMICO – Como a própria nota lembra, o último reajuste feito pela estatal foi há cerca de 39 dias, em 9 de maio. Neste dia, Wallace também emitiu nota e incitou uma mobilização de caminhoneiros, dizendo “não podemos ficar quietos”.
“Estamos alertando há muito tempo das consequências dessa política de preços da Petrobras e [sobre o] caos econômico que ela está causando na sociedade”, diz outro trecho da nota.
Criticando o que considera “a grande falha e incompetência do governo Bolsonaro”, Landim avalia que o presidente não promoveu mudanças estruturantes na estatal. A crítica também se estendeu ao ministro da Economia Paulo Guedes, considerado uma “ironia do destino” pela Abrava por ter sido apelidado de “Posto Ipiranga”.
FALTA DE DIESEL – “Hoje chegamos nesse ponto crítico, sendo que ainda temos sérios riscos de falta de diesel. Bolsonaro precisa entender que ficar dando ‘chilique’ não vai resolver o problema”, acrescenta a nota.
Uma greve de caminhoneiros em ano eleitoral, como aquela de 2018, está no rol de preocupações de Bolsonaro. No Twitter, nesta sexta-feira, ele e escreveu que a “Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos” e relembrou: “Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo”.
O presidente também disse, nesta sexta-feira, que articula a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar o presidente, os diretores e o conselho administrativo e fiscal da Petrobras.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro está completamente perdido, porque segue a trilha traçada por Paulo Guedes que parece ter sido feita sob medida para inviabilizar a reeleição do presidente. (C.N.)
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