sábado, junho 18, 2022

Tarcísio Freitas não mora no imóvel que indicou ao transferir domicílio eleitoral


***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 15.03.2022 - O pré-candidato ao Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

TRE já arquivou o processo aberto contra o candidato

Artur Rodrigues e Bruno B. Soraggi
Yahoo Notícias

O ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), pré-candidato ao Governo de São Paulo apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL-SP), não mora no endereço que declarou como seu domicílio no estado de São Paulo. Tarcísio indicou à Justiça Eleitoral um apartamento em um bairro nobre de São José dos Campos, no interior de SP, que, segundo os papéis, foi alugado diretamente de seu cunhado.

A Folha esteve no local e ouviu do porteiro que o apartamento está desocupado, em reforma. Questionado pela reportagem, Tarcísio admitiu não viver atualmente na cidade e que seus vínculos com o estado já foram comprovados à Justiça Eleitoral.

TEMPO MÍNIMO – Para transferência do título de eleitor, a legislação exige a residência mínima de três meses no novo domicílio (no caso de Tarcísio, o estado). O contrato de aluguel foi firmado em setembro do ano passado, e a transferência do documento, anteriormente registrado em Brasília, ocorreu em janeiro deste ano.

Com isso, Tarcísio, que nasceu no Rio de Janeiro e vivia em Brasília, ficou apto a concorrer ao governo paulista. A ligação dele com o estado, porém, tem sido questionada por rivais.

O assuntou ganhou novo fôlego após o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo decidir que o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) não poderia concorrer pelo estado, por considerar irregular a transferência do título de eleitor do também ex-ministro de Bolsonaro para o estado de São Paulo.

EM OBRAS – O apartamento indicado por Tarcísio fica no bairro da Vila Ema, um dos mais caros em São José dos Campos. O imóvel tem 176 m² e três vagas na garagem e foi comprado pelo cunhado dele em 2015, segundo matrícula do cartório. O imóvel está avaliado em cerca de R$ 1,6 milhão, usando como base apartamentos similares anunciados à venda.

A reportagem foi ao local na terça-feira (14), tocou o interfone a procura do ex-ministro e ouviu do porteiro que não era possível encontrar ninguém ali. “Tarcísio? Mas você é de obra?”, perguntou o porteiro. “O apartamento 112 está em obra. Só tem os prestadores [de serviço]”.

A reportagem perguntou se não conseguiria nunca encontrar alguém no local. “É”, respondeu o porteiro. Momentos depois, a reportagem voltou ao local e questionou na portaria se Tarcísio já havia sido visto ali.

DISSE O PORTEIRO – Após a Folha explicar que se tratava de um pré-candidato e que o prédio constava como endereço dele, o porteiro fez uma pausa e afirmou: “Reside aqui sim, mas o apartamento está em reforma”.

O porteiro ainda citou que parentes de Tarcísio viviam nesse prédio. Procurado por meio de sua assessoria, o ex-ministro admitiu que não está vivendo ali e justificou seu domicílio no estado de São Paulo devido a seus parentes na cidade.

“Tarcísio de Freitas tem residência reconhecida pela Justiça Eleitoral em São José dos Campos, onde familiares residem há mais de 20 anos. Em razão dos diversos compromissos profissionais e de pré-campanha, Tarcísio tem mantido base na capital, pois precisa se deslocar constantemente por todo estado de São Paulo”, diz a nota da assessoria do pré-candidato.

ARQUIVAMENTO – O Ministério Público paulista arquivou questionamento sobre a falta de vínculos do candidato com o estado. Em nota, afirma que a documentação apresentada já havia sido julgada satisfatória pela Justiça Eleitoral, entendimento que reiterou desta vez à reportagem.

“Vale ressaltar que Tarcísio de Freitas comprovou a existência de parentes na cidade, comprovou locação de imóvel em prazo hábil, promoveu a juntada de título de cidadão joseense, outorgado pela Câmara Municipal, lembrando que o artigo 23 da Resolução TSE 23.659/2021 exige apenas a comprovação alternativa, não cumulativa de quaisquer dos vínculos”, diz nota do Ministério Público.

Na manifestação feita ao Ministério Público, para justificar seu vínculo com São Paulo, Tarcísio elenca que foi aluno da Escola de Cadetes [em Campinas, a 170 km de São José dos Campos) e que, na época em que estudava no Instituto Militar de Engenharia, no Rio, frequentava São José dos Campos porque seus familiares trabalhavam lá.

SEGUNDA CASA – Ele ainda chamou a cidade de “segunda casa” e afirmou que, enquanto ministro de Bolsonaro, viajava ao município para visitar “sobrinhos, cunhados, familiares e amigos de longa data”.

“A estreita relação com este estado, especialmente com a cidade de São José dos Campos, fez com que, em 2021, estabelecesse residência na cidade, junto à minha família que aqui vive há mais de 20 anos, para nela fixar-me após o ministério”, afirma Tarcísio.

O ex-ministro afirmou ainda que “seja pela comprovação de residência, seja pelo meu vínculo familiar e social com São José dos Campos, em São Paulo, devidamente justificado está” o domicílio eleitoral nesta cidade.

PSOL INSISTE – Após o arquivamento de questionamento sobre o domicílio eleitoral pelo Ministério Público, ainda corre um outro procedimento sobre o caso.

Trata-se de pedido protocolado pelo presidente do diretório nacional do PSOL, Juliano Medeiros, na corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, buscando apuração de “irregularidades nas operações do cadastro eleitoral do ex-ministro da Infraestrutura”.

O documento enviado ao TRE pelo presidente do PSOL afirma que o ex-ministro de Bolsonaro “transferiu seu domicílio eleitoral indicando o endereço mencionado por razões desconhecidas, mesmo sendo público e notório que vive, trabalha e que tem seus laços sociais especialmente em Brasília”. Segundo ele, o ex-ministro “pode não ostentar” os requisitos para justificar a transferência da sua atuação política para São Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  –
 Sabe-se que, em matéria de eleição, quanto mais livre, melhor. Essa burocratice que caracteriza o sistema eleitoral brasileiro não tem o menor significado. Cada um deveria se candidatar onde achasse que teria votos. O resto é só bobajada. (C.N.)

FORRÓ NA FEIRA - JEREMOABO/BA 2022 🎶🥁🪗

Lula diz ficar triste com relação das Forças Armadas com Bolsonaro

 VICTORIA AZEVEDO E ELIANE ANDRADE

*ARQUIVO* Brasília, DF, 28/04/2022 - Ex-presidente Lula comparece ao congresso do PSB em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)
*ARQUIVO* Brasília, DF, 28/04/2022 - Ex-presidente Lula comparece ao congresso do PSB em Brasília. (Foto: Antonio Molina/Folhapress)

SÃO PAULO, SP, E ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que fica "triste" com a relação entre as Forças Armadas e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em seu discurso em ato em Aracaju (SE), neste sábado (18), o petista fez uma série de críticas a Bolsonaro, citando que o atual mandatário foi expulso do Exército.

"Eu fico triste, [senador Jacques] Wagner, você foi ministro da Defesa. Fico triste quando vejo as Forças Armadas batendo continência para um cara que foi expulso do Exército brasileiro por mau comportamento. Não é possível", afirmou Lula.

"Ele é de uma geração, e aqui deve ter muitos companheiros militares, que as pessoas pobres colocavam os filhos para servir o Exército para que o filho aprendesse a ser homem, porque significa que não era boa coisa dentro de casa. E esse cidadão não aprendeu nada, porque foi expulso porque ele queria fazer greve dentro dos quartéis", afirmou o petista.

Como a Folha mostrou, aliados de Lula reconhecem a resistência de militares, alinhados a Bolsonaro, como um obstáculo a ser transposto.

Embora publicamente minimizem a necessidade de diálogo com representantes das Forças Armadas ainda na pré-campanha, colaboradores do ex-presidente admitem preocupação com a falta de canais com militares, especialmente os da ativa.

Ainda em sua fala no evento deste sábado, o ex-presidente defendeu aumentar o leque de alianças em torno de sua pré-candidatura.

"Não é possível a gente imaginar que a gente pode recuperar esse país sozinho. É importante que a gente tenha a sabedoria de trazer junto conosco todas as pessoas que democraticamente querem reconstruir o país."

O petista também voltou a dizer que o Brasil era feliz quando "a polarização era entre o PT e o PSDB", porque era uma "disputa civilizada".

"Depois de Bolsonaro que saudade dos debates com o Alckmin, com o Serra, com o Fernando Henrique Cardoso, porque a democracia prevalecia naquele momento", afirmou.

Lula participou do ato em Aracaju ao lado do senador Rogério Carvalho (PT), pré-candidato ao Governo de Sergipe.

O petista estava acompanhado do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), que será seu vice na chapa presidencial, da presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, e da socióloga Rosângela da Silva, a Janja, mulher de Lula.

Em seu discurso, Alckmin voltou a criticar as declarações de Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas dizendo que ele não está desconfiado das urnas, mas que ele não confia no "voto do povo, porque sabe que não merece um segundo mandato".

O ex-governador disse ainda que o Brasil tem pressa para que Lula volte à Presidência afirmando que Bolsonaro "tirou o Brasil do mapa do mundo e incluiu no mapa da fome".

O senador Jacques Wagner (PT), o deputado federal Marcio Macedo (PT), a presidente do PC do B, Luciana Santos, a vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino, e o presidente do PSB em Sergipe, Valadares Filho, também participaram do evento.

Lula cumpriu agenda em cidades no Nordeste nesta semana. Ele esteve em Maceió na sexta (17) e em Natal na quinta (16). No Rio Grande do Norte, participou de ato no qual Alckmin foi vaiado por seus apoiadores.

https://br.yahoo.com/noticias/lula-diz-ficar-triste-com-180500954.html

Disparos de armas de caça mataram Bruno Pereira e Dom Phillips, aponta perícia da PF

 sáb., 18 de junho de 2022 1:42 PM

Ativistas indígenas protestam contra morte de Bruno Pereira e Dom Phillips neste sábado (18), em São Paulo - Foto: AP Foto/Andre Penner
Ativistas indígenas protestam contra morte de Bruno Pereira e Dom Phillips neste sábado (18), em São Paulo - Foto: AP Foto/Andre Penner

A Polícia Federal informou neste sábado (18) que o outro corpo encontrado na quarta (15), na região do Vale do Javari, é do indigenista Bruno Pereira, 41. Nesta sexta, a PF já tinha confirmado que o outro corpo era do jornalista britânico Dom Phillips, 57.

Ainda de acordo com a perícia, eles foram assassinados com armas de caça. Bruno foi atingido por três tiros, enquanto Dom foi morto com um tiro.

O exame, realizado pelos peritos da PF, indica que a morte de Dom foi causada por "traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins [chumbinhos presentes em cartuchos de espingarda], ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica".

Segundo a perícia, ele foi atingido por um tiro.

Já a morte de Bruno Pereira, segundo a PF, foi "causada por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins".

A PF diz ainda que, segundo a perícia, o indigenista foi atingido por dois tiros no tórax/abdômen e um outro tiro na face/crânio.

Neste sábado, a Polícia Federal prendeu mais um suspeito de ter participado do assassinato dos dois. Jefferson da Silva Lima, que tem o apelido de Pelado da Dinha, é o terceiro investigado preso no caso.

Segundo a PF, Jefferson se encontrava foragido e se entregou na Delegacia de Polícia de Atalaia do Norte. Ele será interrogado e encaminhado para audiência de custódia.

Dois homens já estavam detidos pela morte de Bruno e Dom: Amarildo Oliveira, conhecido como Pelado, e o irmão dele, Oseney Oliveira, o Dos Santos.

Pelado prestou depoimento na terça (14) e confessou ter participado da morte do indigenista e do jornalista, de acordo com a polícia. No diante seguinte, ele levou os investigadores ao local do crime. Dois corpos foram localizados na região.

Sobre os depoimentos até aqui, a Folha apurou que Pelado mudou sua versão dos fatos. Em um primeiro momento, ele apontou duas pessoas como autoras do assassinato e disse ter participado da ocultação dos cadáveres. Agora, afirma que ele também realizou os disparos contra Bruno e Dom.

Nesse segundo depoimento, Pelado afirmou ter se juntado a Jefferson, com quem seguiu o barco da dupla e deu tiros de espingarda.

Fontes ouvidas pela reportagem dizem que a confissão só foi feita por Pelado. Dos Santos disse não ter participação no assassinato. Pelado também nega que seu irmão tenha agido no caso.

A polícia ainda apura a motivação do crime. Como mostrou a Folha, investigadores que atuam no caso têm afirmado reservadamente que as evidências e provas até o momento reforçam a hipótese de que as atividades ilegais de pesca e a caça na região são o pano de fundo do caso.

"As investigações também apontam que os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito", afirmou a PF em nota .

Esse comunicado da Polícia Federal indignou a Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), que afirma que a corporação ignorou as denúncias feitas por eles. De licença não remunerada da Funai, Bruno trabalhava como fomentador da vigilância indígena na instituição.

"O requinte de crueldade utilizado na prática do crime evidencia que Pereira e Phillips estavam no caminho de uma poderosa organização criminosa que tentou a todo custo ocultar seus rastros durante a investigação", afirmou a entidade indígena.

"A PF desconsidera as informações qualificadas, oferecidas pela Univaja em inúmeros ofícios, desde o segundo semestre de 2021 [...] Tais documentos apontam a existência de um grupo criminoso organizado atuando nas invasões constantes à terra indígena Vale do Javari, do qual Pelado e Dos Santos fazem parte", completou.

A Univaja alega ainda que o grupo criminoso é formado por caçadores e pescadores profissionais e foi descrito em documentos enviados ao Ministério Público Federal, à própria PF e à Funai.

Policiais federais também buscam formas de encontrar o barco que era utilizado por Bruno e Dom. A embarcação foi afundada com sacos de terra, segundo divulgado pela PF.

Em nota nesta quinta, a Polícia Federal afirmou que não ainda foi encontrada a embarcação, "apesar de exaustivas buscas" realizadas na área indicada pelo pescador preso.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), após dizer que a dupla desapareceu em meio a uma "aventura não recomendada" pelo Vale do Javari, desejou sentimentos e confortos aos familiares dos dois.

"Nossos sentimentos aos familiares e que Deus conforte o coração de todos", escreveu ele no Twitter, respondendo a uma nota de pesar pela morte da dupla publicada pela Funai.

Essa foi a primeira declaração de Bolsonaro após a PF divulgar que Pelado havia confessado ter assassinado Bruno e Dom. Antes, quando comentou o caso, por diversas vezes o presidente minimizou o desaparecimento dos dois no Amazonas.

Já o ministro da Justiça, Anderson Torres, classificou o provável assassinato como "crime cruel" e "uma maluquice".

Bolsonaro foi alvo de críticas feitas por Bruno Pereira em entrevista por telefone à Folha em abril passado, cerca de um mês e meio antes do fatídico domingo (5) em que ele desapareceu.

"O presidente não demarcou um centímetro como ele prometeu. O presidente da Funai, o [Marcelo] Xavier, está lá para isso. É a administração do caos. Não sei não [suspiro]. Difícil, cansativo, perigoso. Vamos simbora", respondeu ele na conversa.

https://br.noticias.yahoo.com/disparos-armas-ca%C3%A7a-mataram-bruno-164200892.html

Terceiro suspeito de envolvimento na morte de Dom e Bruno é preso

 Sábado, 18 de Junho de 2022 - 10:45

Terceiro suspeito de envolvimento na morte de Dom e Bruno é preso
Foto: Divulgação/PC-AM

A Polícia Federal prendeu, na manhã deste sábado (18), Jeferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha. Ele é suspeito de ter envolvimento nas mortes do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira, na terra indígena Vale do Javari. A informação foi confirmada pela coluna com fontes da corporação.

 

O suspeito se entregou ao saber que estava sendo procurado pelo crime. Um quarto homem também é procurado. Duas pessoas já estão presas pelos assassinatos: os irmãos Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, que confessou o crime, e seu irmão, Oseney da Costa de Oliveira, ou Dos Santos.

 

Segundo o portal Metrópoles, a PF informou nessa sexta-feira (17) que as investigações sobre a morte do jornalista e do indigenista levantaram indicativos da participação de mais pessoas nos assassinatos.

 

Entretanto, a corporação afirma que “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.

 

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) contestou a versão anunciada pela Polícia Federal de que não há mandante. “O requinte de crueldade utilizado na prática do crime evidenciam que Pereira e Phillips estavam no caminho de uma poderosa organização criminosa que tentou a todo custo ocultar seus rastros durante a investigação”, frisou nesta sexta, em nota, a Univaja.

 

Para a entidade, o posicionamento da Polícia Federal “desconsidera as informações qualificadas” oferecidas pela associação.

 

Desde o segundo semestre de 2021, de acordo com a Univaja, ofícios apontam a existência de um grupo criminoso organizado atuando nas invasões constantes na reserva do Vale do Javari.

 

A Univaja afirma que os dois principais suspeitos de envolvimento no assassinato, os irmãos Pelado e Dos Santos, fazem parte desse grupo criminoso.

Bahia Notícias

GO: Bolsonaro tem vantagem sobre Lula e Ciro em todos os cenários, aponta Paraná Pesquisas

 Sábado, 18 de Junho de 2022 - 11:00

GO: Bolsonaro tem vantagem sobre Lula e Ciro em todos os cenários, aponta Paraná Pesquisas
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Dando seguimento para a rodada de pesquisas que medem as intenções de voto do eleitorado, a Paraná Pesquisas divulgou, neste sábado (18), o resultado de um levantamento aplicado em Goiás.

 

No estado, dois cenários estimulados, quando os entrevistadores citam quais são os nomes que podem ser escolhidos, foram testados.

 

O primeiro levantamento apontou que 42,4% dos goianos votam em Jair Bolsonaro (PL), 32,1% em Lula e 6,0% em Ciro Gomes (PDT).

 

Simone Tebet (MDB) tem 1,6%, Pablo Marçal (Pros) tem 1,1% e Vera Lucia (PSTU) soma 1,0%.

 

Logo abaixo estão André Janones (Avante), com 0,8%, Felipe D'Ávila (Novo) e Luciano Bivar (UB), ambos com 0,4%, e Eymael (DC), que consegiu a preferência de 0,3% dos entrevistados.

 

Os que não souberam em quem votar ou não responderam somam 5,4%, enquanto 8,6% disseram que vão registrar o voto em branco, não escolherão nenhum candidato ou apenas irão anular.

 

Já no seguno cenário, que mostra uma disputa direta entre Lula e Bolsonaro, o candidato liberal tem uma vantagem. O atual presidente obteve 47,8% das respostas, enquanto o petita obteve 38,5%.

 

Nulos e brancos são 10,1% e os que não sabem ou não quiseram responder são 3,6%.

 

POTENCIAL DE VOTO
Também foi mensurado o potencal eleitoral de Bolsonaro, Lula e Ciro, os três mais bem avaliados na fase de entrevistas.

 

Ao Paraná, 36,1% disseram que com certeza votaram no candidato do PL, 26,8% no postulante do PT e 3,8% no pedetista.

 

Outros 15,6% afirmaram que poderiam votar em Bolsonaro para presidente, 19,5% sustentaram o mesmo sobre Lula e 34,7 apontaram isso para Ciro.

 

Quando perguntados sobre sua rejeição aos três, 46,8% argumentaram que não vorariam em Jair de maneira alguma. Lula tem 51,9% dos acenos contrários e Ciro teve a maior taxa entre os demais, cerca de 53%.

 

Ao todo, 0,5% alegaram que não conhecem o capitão da reserva o suficiente para opinar, 0,6% justificaram o mesmo quando questionados sobre o ex-líder metalúrgico e 6,9% comentaram isso sobre o ex-governador do Ceará.

 

No quesito potencial, 1% preferiu não opinar ou não sabe nada sobre Bolsonaro, 1,1% sobre Lula e 1,6% acerca de Ciro Gomes.

 

Para chegar a esses resultados, as equipes do Instituto Paraná Pesquisas entrevistou 1540 pessoas, de diferentes municípios de Goiás, entre os dias 13 e 17 de junho. 

 

O levantamento tem 95% de confiança e uma margem de erro de 2,5%. Ele está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n.º BR-09554/2022 para o cargo de presidente.

Bahia Notícias

Restos mortais encontrados no Amazonas são de indigenista Bruno Pereira, diz PF

 Sábado, 18 de Junho de 2022 - 13:01

Restos mortais encontrados no Amazonas são de indigenista Bruno Pereira, diz PF
Foto: Reprodução / TV Globo

A Polícia Federal confirmou, neste sábado (19), que os restos mortais encontrados no Amazonas são do indigenista Bruno Araújo Pereira. A identificação foi possível após exame da arcada dentária no Instituto Nacional de Criminalística. As informações são do G1.

 

Em nota, a PF informou que Dom e Bruno foram atingidos por tiros: o indigenista foi baleado na cabeça e no tórax, já o jornalista, apenas no tórax. Três suspeitos estão presos pelo crime. Um deles, que era considerado foragido, foi detido neste sábado.

 

Em nota a PF, informou que  "a morte do Sr. Dom Phillips foi causada por traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins, ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica (1 tiro)".

 

Já a morte de Bruno Pereira, de acordo com a Polícia Federal, "foi causada por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins, que ocasionaram lesões sediadas no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)".

 

A corporação afirma que "os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística, nos próximos dias, serão concentrados nos exames de Genética Forense, Antropologia Forense e métodos complementares de Medicina Legal, para identificação completa dos remanescentes e compreensão da dinâmica dos eventos".

 

Dom e Bruno estavam desaparecidos desde 5 de junho, enquanto faziam uma viagem na terra indígena do Vale do Javari (AM). Os restos mortais deles foram encontrados na quarta-feira (15), após um dos suspeitos confessar envolvimento (saiba mais aqui).

Bahia Notícias

Paraná Pesquisas: Governo Bolsonaro é apoiado por 50,9% do eleitorado de Goiás

 Sábado, 18 de Junho de 2022 - 13:40

Paraná Pesquisas: Governo Bolsonaro é apoiado por 50,9% do eleitorado de Goiás
Foto: Ascom/Governo de Goias

O cenário de aprovação do presidente Jair Bolsonaro (PL) é positivo entre o eleitorado do estado de Goiás. Um levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas neste sábado (18), mostra que 50,9% dos entrevistados aprovam o governo do capitão da reserva.

 

Outros 44,4% desaprovam a condução do mandatário que está à frente do Palácio do Planalto. Enquanto isso, 4,7% não souberam ou não quiseram opinar.

 

Para chegar a esses resultados, as equipes entrevistaram 1540 pessoas de diferentes municípios de Goiás entre os dias 13 e 17 de junho. 

 

Cerca de  41,5% dos participantes avaliaram como ótima ou boa a direção de Bolsonaro. Os que consideram o governo regular somam 20% e os que acham esse período ruim ou péssimo representam 37,6%.

 

Quase um ponto percentual, 0,9% dos eleitores não souberam ou optarm por não responder o questionário.

 

O levantamento tem 95% de confiança e uma margem de erro de 2,5%. Ele está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n.º BR-09554/2022 para o cargo de presidente.

Bahia Notícias

STF mobiliza professores para combate à desinformação

 Sábado, 18 de Junho de 2022 - 14:20

por Emerson Vicente | Folhapress

STF mobiliza professores para combate à desinformação
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um grupo interdisciplinar formado por docentes de 12 universidades públicas foi convocado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para auxiliar a corte no Programa de Combate à Desinformação. Segundo o órgão, os professores terão a missão de colocar em prática projetos de campanhas, palestras e também pesquisas sobre como o Supremo deve atuar.
 

O tribunal destaca como ponto da estratégia para difundir informações corretas o que ele chama de tripé: explicar, traduzir e humanizar. Serão usados o site, as redes sociais e a TV Justiça como plataformas de relacionamento com o público.
 

"A desinformação está em todos os campos, e cabe a nós da universidade dar esse apoio ao STF, se juntar a outras organizações que estão participando dessa iniciativa para fortalecer essa ação", diz Juliana Marques, da Universidade Estadual da Paraíba e doutoranda em ciência da informação. Ela representa a universidade, ao lado da professora Martha Simone Amorim, no programa do Supremo.
 

O programa foi criado em agosto de 2021 com o objetivo de "coibir práticas que afetam a confiança das pessoas no STF, distorcem ou alteram o significado das decisões e colocam em risco direitos fundamentais e a estabilidade democrática".
 

O STF informou que priorizou a adesão de universidades públicas como parceiras na primeira etapa do programa. Foram enviados ofícios às entidades convidando para a parceria com o tribunal, caso tivessem projetos ou especialistas nessa área.
 

Segundo o tribunal, foram realizadas reuniões individuais com cada instituição para discutir os termos da cooperação, que envolvem diversas ações de acordo com as pesquisas/atividades realizadas pelas respectivas universidades no tema desinformação.
 

De acordo com pesquisa Datafolha de dezembro de 2021, 23% dos brasileiros veem como ótimo ou bom o trabalho do STF, enquanto 37% o consideram regular, e 34%, ruim ou péssimo.
 

A UEPB tem atuado com dois trabalhos em curso. Um deles é um programa de extensão com escola de ensino médio de João Pessoa com oficinas de combate à desinformação e de letramento informacional. Essas oficinas também são oferecidas para estudantes do nível superior de áreas diversas da comunicação, ciência da informação e biblioteconomia.
 

O outro programa é voltado para ações legislativas, com vereadores de câmaras de municípios da área do brejo paraibano.
 

"Geralmente são vereadores de câmaras de poucos recursos. Alguns não têm nem assessor para orientações básicas, o grau de escolaridade é baixo. São pessoas que estão muito suscetíveis a essas nuances de desinformação sempre presente em nossa sociedade", diz Juliana, da UEPB.
 

As federais do Ceará, do Espírito Santo, do Tocantins, do Mato Grosso e de Roraima; e as estaduais de São Paulo (USP), Londrina, Ponta Grossa, Ceará, Goiás e Santa Catarina também estão no programa.
 

As redes sociais serão um dos principais focos da ação. A ideia é que sejam publicados vídeos nas plataformas, como o TikTok, e haja produção de conteúdos específicos para crianças, jovens e adolescentes.
 

Segundo Rodrigo Messias de Souza, diretor do Instituto Acadêmico de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual de Goiás, representante da entidade no programa, a potencialização das redes sociais faz com que uma desinformação seja replicada de maneira mais ágil.
 

"O que antes ficava por conta do papel, ou da transmissão de uma conversa, hoje nas redes é uma ação que se multiplica de uma maneira muito rápida", diz Souza.
 

Para ele, assim como o uso das redes permite a ação antiética que transmite a desinformação, "também é possível, com essa mesma potencialidade, transmitir a informação".
 

O STF diz que vem mantendo o diálogo com as plataformas e aplicativos desde a criação do programa.
 

"Foram realizadas diversas reuniões com as empresas, mas no primeiro momento, a estratégia do STF foi priorizar as universidades públicas e a sociedade civil. As conversas com as plataformas e aplicativos prosseguem, mas sem previsão de parcerias neste momento."
 

Segundo os docentes, o combate à desinformação deve ser tratado desde a formação educacional. Para eles, a falta de uma formação midiática educativa faz com que o indivíduo não consiga perceber e diferenciar o que é falso.
 

Gabriela Belmont de Farias, docente do programa de pós-graduação em ciência da informação da Universidade Estadual do Ceará, representante da entidade no programa do STF, entende que a liberdade de expressão acaba sendo usada muitas vezes fora do contexto para distorcer uma situação e dar outro entendimento ao que está sendo passado.
 

"Acredito que as pessoas não entendem as responsabilidades quando utilizam a liberdade de expressão. Quando temos a consciência, a ética e a responsabilidade sobre isso, a gente tem mais pudor no sentido de saber o que estamos transmitindo."

Bahia Notícias

Aliados de Marina querem que Lula telefone para obter seu apoio, mas petistas rechaçam

 Sábado, 18 de Junho de 2022 - 15:40

por Fábio Zanini | Folhapress

Aliados de Marina querem que Lula telefone para obter seu apoio, mas petistas rechaçam
Foto: Ricardo Stuckert / EBC

Aliados de Marina Silva (Rede) acreditam que falta um gesto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que a ex-ministra declare apoio ao petista. Por isso, defendem que o ex-presidente telefone para a ex-senadora.
 

A avaliação de que o movimento é necessário vem da constatação de que Marina, que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2014 após perder para Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), tornou-se uma personalidade política e merece a deferência.
 

Petistas, porém, rechaçam a hipótese e dizem que não há motivo para Lula dar o telefonema. A ex-ministra do Meio Ambiente de Lula já declarou apoio a Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo, mas ainda não anunciou apoio à chapa presidencial do petista.
 

Petistas dizem que se o ex-presidente telefonasse para Marina, seria reconhecer que há um atrito entre o petista e a integrante da Rede o que acreditam não haver. Pelo contrário. Aliados de Lula dizem que foi ele quem a projetou como uma das principais ministras do Meio Ambiente do país.
 

O problema dela, avaliam, era com o marqueteiro João Santana e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a quem a ex-senadora culpa por terem feito uma campanha agressiva contra ela em 2014.
 

Além disso, aliados de Lula afirmam que já o petista já fez gestos públicos ao dizer que gostaria que ela estivesse em evento da Rede em maio e também por meio de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo paulista já elogiou e buscou atrair Marina para sua aliança em São Paulo.

Bahia Notícias

Bancado por advogado, Nunes Marques foi de jatinho a Paris para final da Champions

Publicado em 18 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Em nova derrota de Nunes Marques, STF mantém cassação de | Política

Como diria Ibrahim Sued, o ministro “meteu o pé no jato…”

Rodrigo Rangel
Metrópoles

Com despesas pagas por um advogado, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, fez uma viagem bate-e-volta de Brasília a Paris no fim do mês passado para assistir à final da Champions League e a jogos do torneio de tênis de Roland Garros. O tour incluiu, ainda, o GP de Mônaco de Fórmula 1, disputado naquele mesmo fim de semana.

Kassio fez a viagem na companhia de pelo menos um de seus filhos. O jatinho usado pelo ministro é um luxuoso Citation X. O custo da viagem foi de, pelo menos, R$ 250 mil.

ADVOGADO GENEROSO – A aeronave, de prefixo PR-XXI, tem como sócio o advogado Vinícius Peixoto Gonçalves, dono de um escritório no Rio de Janeiro.

Foi o advogado quem pôs o avião à disposição do ministro para a viagem. Vinícius Gonçalves atua em processos em curso no Supremo e já foi denunciado pelo Ministério Público Federal como operador financeiro do ex-ministro das Minas e Energia Edison Lobão. O nome dele apareceu nas investigações sobre pagamentos de propina relacionados às obras da usina nuclear de Angra 3.

Nunes Marques embarcou no setor de aviação executiva do aeroporto de Brasília no fim da tarde de 26 de maio, uma quinta-feira.

ESCALA NA ÁFRICA – Depois de uma escala rápida em Cabo Verde, na costa africana, o jatinho particular seguiu direto para o aeroporto de Le Bourget, nas proximidades de Paris. A viagem de volta a Brasília teve início na segunda-feira, dia 30. O ministro pousou na cidade no início da madrugada de terça.

Procurado pela coluna, inicialmente Kassio Nunes Marques preferiu não se manifestar. Já no início da madrugada deste sábado, ele enviou uma nota em que diz lamentar a publicação do que classifica como “informações falsas”, mas não esclarece por que embarcou em um avião pertencente a um advogado que tem causas no STF.

Ele não nega ter viajado a Paris no jatinho de Vinícius Gonçalves. Sustenta que o advogado não pagou qualquer despesa sua. E dá a entender que o conheceu naquele fim de semana. Novamente, o ministro não explica quem custeou a excursão.

SEM LIGAÇÕES – “Vinícius Gonçalves, citado pela reportagem, não pagou qualquer despesa do ministro. O advogado também nunca pôs avião à disposição do ministro. Nunca tiveram contato anterior à viagem, nem pessoal, nem telefônico”, afirma a nota.

O texto, em seguida, recorre a um tempo verbal incomum, o pretérito mais-que-perfeito, para negar que Kassio Marques tenha aproveitado a oportunidade para ver jogos do torneio de Roland Garros e o GP de Mônaco.

“O jornalista também erra ao afirmar ter ocorrido um tour, pois o ministro jamais fora (sic) a Mônaco ou a Roland Garros. A matéria, portanto, baseia-se em informações erradas para criar um contexto que não existe”, prossegue.

NOTÍCIA CONFIRMADA – A coluna mantém as informações publicadas. Na parte relativa à extensão do tour ao torneio de Roland Garros e ao GP de Mônaco, a programação da viagem incluía, sim, esses dois eventos, para além da final da Champions League.

Espera-se que o ministro, em vez de fazer ginástica com as palavras para tentar desmentir um fato escandaloso, explique o que estava fazendo a bordo de um jatinho privado de propriedade, repita-se, de um advogado que tem causas na Corte da qual Kassio Nunes Marques faz parte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Enviada pelo comentarista José Antonio Perez, sempre atento ao lance, a reportagem indica a que ponto caiu o nível do Supremo, com ministros sem notório saber, sem caráter ilibado e sem vergonha na cara. Por falar nisso, existe uma ação no Supremo contra Nunes Marques, por ter fraudado o currículo vitae, com curso em Salamanca e outros salamaleques. A relatora é Rosa Weber. Será que arquivou, movida pelo corporativismo? Afinal, o Supremo é hoje um mau exemplo para a nação. (C.N.)

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