sexta-feira, abril 15, 2022

Piada do Ano! Sem Moro, diferença de Lula sobre Bolsonaro desaba para cinco pontos

Publicado em 14 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Mercado já vê em Bolsonaro opção contra Lula em 2018

Ilustração reproduzida do site O Elefante

Caio Matos
Congresso em Foco

Em uma nova rodada da pesquisa PoderData, realizada entre os dias 10 e 12 de abril, a diferença do ex-presidente Lula (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) caiu para apenas cinco pontos. O candidato petista tem 40% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 35%.

Esta é a menor diferença que já foi registrada entre os dois candidatos pelo PoderData. Na última rodada realizada, entre os dias 27 e 29 de março, Luta tinha 50% das intenções de voto, contra 38% de Bolsonaro.

MORO DE FORA – Nesta nova rodada, o ex-juiz Sergio Moro (União) foi retirado da lista de pré-candidatos. Nessa terça-feira (12), a legenda anunciou que o presidente do partido, Luciano Bivar, será lançado como pré-candidato à presidência da República.

Os integrantes da chamada “terceira via” seguem distantes de Lula e Bolsonaro. Ciro Gomes (PDT) ficou com 5% das intenções; seguido por João Doria (PSDB) e André Janones (Avante), empatados com 3%; e Simone Tebet (MDB), com 2%.

O nome de Eduardo Leite (PSDB) também foi retirado desta rodada da pesquisa. O levantamento foi realizado com 3 mil ligações de telefone, em 322 municípios nas 27 unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mais uma pesquisa da conspiração contra a terceira via. Primeiro movimento: Sérgio Moro e Eduardo Leite foram alijados da disputa pelas pesquisas. Segundo movimento: União Brasil decide que Luciano Bivar será seu candidato, alijando Moro da sucessão. Terceiro movimento: pesquisas dizem que os votos de Moro vão para Bolsonaro. Movimento final: os jornalistas e os tais institutos de pesquisa forçam a barra ao extremo, para que o eleitor acredite que tem de votar em Lula ou Bolsonaro, cinco meses antes da eleição.

É uma armação que realmente menospreza a inteligência alheia. Querem que acreditemos que não há mais aquela massa enorme de eleitores que não aceitam votar em Lula ou Bolsonaro. Mas a maioria silenciosa existe e pode decidir essa eleição. (C.N.)   

Comprovado! Principal pastor lobista do MEC esteve 35 vezes no Palácio do Planalto

Publicado em 14 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

O presidente Jair Bolsonaro em reunião com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura Foto: Carolina Antunes/Presidência/18/10/2019

Bolsonaro e Ramos posavam junto com os pastores lobistas

Daniel Gullino, Patrik Camporez e Aguirre Talento
O Globo

O pastor Arilton Moura Correira esteve 35 vezes no Palácio do Planalto desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, enquanto o pastor Gilmar Silva dos Santos esteve outras 10 vezes no mesmo período. Os dois são investigados por atuarem como lobistas no Ministério da Educação. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), um dia após O GLOBO revelar que o governo federal havia recusado um pedido para apresentar as informações.

Arilton esteve pela primeira vez no Planalto ainda no primeiro mês de governo, em 16 de janeiro de 2019, com destino ao GSI. Gilmar, por sua vez, foi à Presidência pela primeira em 21 de fevereiro de 2019, para visitar a Casa Civil, na época comandada por Onyx Lorenzoni. Os dois estiveram pela última vez no Planalto no dia 16 de fevereiro de 2022, na Casa Civil, que hoje é chefia por Ciro Nogueira.

SIGILO DE 100 ANOS – A imposição de sigilo nos registros de acesso ao Palácio do Planalto não se limitou aos pastores investigados no caso do escândalo no Ministério da Educação.  Segundo informações disponíveis no portal da Controladoria-Geral da União, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também atuou para manter em segredo visitas de Jair Renan e de um empresário ligado filho mais novo do presidente, às dependências da sede da Presidência da República.

O expediente usado para o GSI, nos dois casos, foi o mesmo: alegar que a publicidade das informações afronta a Lei Geral de Proteção de Dados, além de ter potencial para colocar em risco a vida do presidente e seus familiares.

Em 22 de março do ano passado, o órgão comandado pelo general Augusto Heleno se recusou a informar os registros de entrada e saída de Jair Renan, que na época passou a ser alvo da Polícia Federal. O inquérito apura se o caçula do presidente cometeu tráfico de influência ao abrir as portas do governo para o empresário, em troca de um carro elétrico. Na mesma ocasião, o GSI também se recusou a informar os registros de entrada e saída do empresário Wellington Leite, que atua na área de créditos imobiliária e automotivo, nas dependências da Presidência da República. Wellington é investigado no mesmo inquérito que o filho “Zero Quatro”.

RISCO DE VIDA – Para se negar a fornecer os registros, o GSI alegou que a publicização dessas informações poderia colocar em risco a vida do presidente da República, além de ferir a Lei Geral de Proteção de Dados, aprovada em 2018, mas que só passou a vigorar em agosto do ano passado. Ou seja, o argumento da nova lei foi usado antes de ela entrar em vigor.

 A justificativa foi a mesma usada pelo Planalto para negar ao GLOBO a relação de visitas dos pastores investigados no caso do MEC. As negativas do GSI foram parar na Controladoria-Geral da União. O órgão é a instância que decide sobre a transparência ou não em casos como esse.

Em parecer datado de 23 de abril de 2021, o ouvidor-geral da União, Valmir Goes Dias, definiu que o GSI deveria tornar públicas eventuais visitas ao Palácio do Planalto. No parecer, o ouvidor disse que o direito de acesso à informação pública é uma garantia fundamental e que “deixar de fornecer as informações requeridas seria um retrocesso”.

SEM TRANSPARÊNCIA – O órgão que cuida da segurança institucional também tentou esconder os nomes de quem entra e quem sai da sede do Executivo em outras ocasiões. Em 2020, ao menos oito pedidos feitos pela Câmara para saber se houve acesso de lobistas foram negados pela Presidência sob o argumento de que a informação coloca em risco a segurança de Bolsonaro.

No ano passado, o governo também impôs sigilo de cem anos sobre informações dos crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente.

Na ocasião, a Presidência da República alegou que as informações dizem respeito “à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares do Senhor Presidente da República, que são protegidas com restrição de acesso, nos termos do artigo 31 da Lei nº 12.527, de 2011″.

FILHO INVESTIGADO – Nesta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro comentou o caso do filho Jair Renan, que, na semana passada, prestou três horas de depoimento à Polícia Federal, em Brasília. O filho “Zero Quatro” é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e de tráfico de influência. Bolsonaro disse que “ninguém conhece” o rapaz e que “há muito tempo está longe” do jovem, que mora com a mãe, Ana Cristina Valle.

O inquérito foi aberto em março do ano passado, a pedido do Ministério Público Federal, com base em uma denúncia apresentada por parlamentares da oposição ao governo. A PF investiga se Jair Renan atuou, em novembro de 2020, para que a empresa Gramazini, do ramo de mineração e construção, conseguisse duas reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para falar sobre um projeto de construção de casas populares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Apesar de estar mais recheado de militares do que os governos da ditadura de 1964, os atuais generais do Planalto deveriam se lembrar de que se trata de um governo civil. E o presidente deveria se lembrar de que se trata de um governo laico. No entanto, os generais e o presidente agem como se fossem ditadores. Isso, realmente, é muito triste e desanimador, porque não existe Viagra nem prótese peniana que possa levantar a moral de quem se comporta assim. (C.N.)

TCU está investigando superfaturamento e “desvio de finalidade” na compra de Viagra

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

FRAGADESENHOS on Twitter: "Charge desta terça-feira em GZH e Zero Hora. # charge #desenhodeimprensa #fragadesenhos #humor #pfizer #militares  #forçasarmadaas #viagra #exercitobrasileiro #brasil🇧🇷 #picanhaacimadetudo  https://t.co/0a4KbOjPux" / Twitter

Charge do Miguel Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Mariana Muniz
O Globo

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu nesta terça-feira uma representação para apurar a suspeita de superfaturamento de 143% na compra de 35.320 comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas. Dados do Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal mostram que oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A informação foi revalada pela colunista Bela Megale.

De acordo com o TCU, o objeto do processo é apurar “desvio de finalidade em compras de 35.320 comprimidos de Citrato de Sildenafila, popularmente conhecido como Viagra, e a comprovação de superfaturamento de 143%”.

PROCESSOS DE COMPRA – O caso está sob a relatoria do ministro Weder de Oliveira e será conduzido pela Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas (Selog).

As informações sobre as compras obtidas pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) mostram que os processos de compra foram homologados em 2020 e 2021 e seguem válidos neste ano.

Nesses processos de compra, o medicamento é identificado pelo nome do princípio ativo Sildenafila, composição Sal Nitrato (Viagra), nas dosagens de 25 mg e 50 mg. O maior volume, de 28.320 comprimidos, tem como destino a Marinha. Outros cinco 5 mil comprimidos foram aprovados para Exército e outros 2 mil, para Aeronáutica. Após a revelação, a Marinha e a Aeronáutica informaram que as licitações são para tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), e o Exército não respondeu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Além do superfaturamento, o processo no TCU vai investigar ‘desvio de finalidade’ na aquisição dos medicamentos usados para disfunção erétil. Ou seja, a Marinha e a Aeronáutica alegam que era para ser usado contra “hipertensão”, mas o Exército se cala, por saber que a finalidade era mesmo causar “hipertesão”, desculpem a franqueza. (C.N.)


Bolsonaro diz ter vencido a corrupção, mas a afirmação é desmentida pela realidade dos fatos

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Cade deve intervir o mínimo possível no mercado, diz novo chefe da autarquia | CNN Brasil

Nogueira chama o presidente do CADE de “meu menino”

Roberto Nascimento

Estamos diante de um governo atolado em esquemas pesadíssimos. No entanto, o presidente da República insiste em alardear que venceu a corrupção. Como se vê, Jair Bolsonaro é igual a Lula e também não lê jornais nem assiste programas de televisão. Mas a verdade é implacável e os fatos diários sinalizam o contrário do que o chefe do governo apregoa.

É um nunca-acabar de “toma lá dá cá”, iguaizinho a governos anteriores, à exceção de Itamar Franco, faça-se a ressalva. Mas todos os governos mais recentes desta República, incluindo o de Itamar, privatizaram importantes ativos do Estado. Todos. Inclusive os ditos da “esquerda que a direita gosta”, como Leonel Brizola costumava ironizar.

LULA DE ESQUERDA? –  Interessante notar que muitos analistas políticos consideram Lula de esquerda, mas é apenas uma fachada, ele nem sabe o que significa ser de esquerda. Os banqueiros nunca faturaram tanto como no governo de Lula, que sempre se orgulhou disso.

Na verdade, trata-se de um líder metalúrgico, que por ironia do destino virou presidente, após ter entrado na política pelas mãos do general Golbery do Coutto e Silva, mentor intelectual do regime militar, que foi buscá-lo em São Bernardo para criar o PT e se contrapor aos exilados que estavam voltando em 1979, beneficiados pela anistia aprovada no governo de João Figueiredo.

Na época, voltaram Luiz Carlos Prestes, Leonel Brizola e Miguel Arraes, que eram os líderes políticos mais temidos pelo chamado Sistema que dominava o país.

CORRUPÇÃO ATUAL – Olhem agora o caso do atual presidente do importantíssimo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Matéria de capa do Estadão desta quinta-feira, dia 14, revela que Alexandre Cordeiro, atual presidente do CADE é um apadrinhado do chefe da Casa Civil de Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira, de quem foi chefe de gabinete.

A reportagem informa que Joesley Batista, da J&F, gravou conversa com Ciro Nogueira, que fala sobre o seu indicado: ”Botei ele lá”.

O CADE é uma autarquia que investiga carteis e avalia fusões bilionárias de empresas. Esse Alexandre Cordeiro já fazia parte da instituição como conselheiro, nomeado por Dilma Rousseff, e depois passou a superintendente-geral na gestão de Michel Temer. Em 2021 foi promovido por Bolsonaro ao posto de presidente do CADE, por sugestão de Ciro Nogueira.

UM HOMEM-CHAVE – Então, conclui-se que o CADE – tanto no governo Dilma, passando por Temer e por fim Bolsonaro – tinha esse elemento como uma raposa para defender os interesses de empresas bilionárias, esses polvos que eliminam a concorrência, criando monopólios privados.

Quando se trata de empresas estatais monopolistas, como Petrobras, Eletrobrás, Infraero etc., os empresários e parlamentares defendem a privatização, a pretexto de possibilitar a concorrência.

Há lógica nisso? Claro que não. O Estado deve investir em setores estratégicos e que envolvam responsabilidade social, porque nesses casos o interesse nacional é mais importante do que lucro. Mas isso não existe na iniciativa privada, cujo objetivo maior é sempre o lucro. Ou seja, dar a presidência do CADE a um serviçal de Ciro Nogueira, que é um corrupto mais do que conhecido, torna-se uma vergonha sem tamanho.


Era só o que faltava! União Brasil fará megaevento para a festejar filiação de Moro

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Notícias de Santos e da Baixada Santista | Santa Portal

A festa está sendo organizada por Bozzella, aliado de Moro

Bela Megale
O Globo

Cinco meses depois de Sergio Moro protagonizar um evento de filiação com pompa e circunstância no Podemos, em Brasília, o ex-juiz ganhará outro grande ato nos mesmos moldes organizado pelo União Brasil. Dessa vez, porém, seu discurso não terá os traços de um pré-candidato à Presidência, como foi aquele feito meses atrás. O cargo a que Moro vai concorrer não deve ser falado na cerimônia.

O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, participará do ato e será tratado como o nome da sigla para disputar o Palácio do Planalto.

NO FIM DO MÊS – Organizada pelo deputado federal Junior Bozella, um dos principais aliados de Moro, a cerimônia está prevista para o fim deste mês e deve reunir de 2 mil a 3 mil pessoas em São Paulo. O ex-juiz mudou seu domicílio eleitoral para a capital paulista. A mudança de endereço, inclusive, está sendo questionada na Justiça.

Hoje, algumas opções estão colocadas no cenário do União Brasil. Parte da legenda apoia uma chapa puro sangue, com Bivar como candidato a presidente e Moro como vice. Esse segmento avalia que tanto o MDB de Simone Tebet, quanto o PSDB de Eduardo Leite e João Doria, não conseguirão viabilizar esses nomes devido às disputas internas dos partidos.

Uma parcela significativa do União Brasil, porém, avalia que o melhor cenário seria rifar Moro e relegá-lo à disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados, para trabalhar em uma chapa com Simone Tebet e Bivar. O ex-juiz, no entanto, ainda segue acreditando que conseguirá se viabilizar como o principal nome da terceira via.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A política vive sob o signo da esculhambação. Especula-se que, no Dia D e na Hora H, Luciano Bivar submeterá o nome de Moro aos partidos que negociam a candidatura do chamado “centro democrático”. Com essas maluquices, é claro que a terceira via não avança e a polarização já festeja o duplo ingresso no segundo turno, vejam a que ponto chegamos, ainda longe da eleição. (C.N .)


Bolsonaro propõe reajuste de 5% para servidor, mas inflação acumulada é de 19,9%

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Guedes queria aumentar apenas o vale-alimentação 

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro acertou com o ministro Paulo Guedes a concessão de um reajuste de 5% ao funcionalismo federal, incluindo os militares e os Poderes Legislativo e Judiciário a partir de 1º de julho. Mas o Sindicato dos Servidores do Banco Central afirmou que a taxa inflacionária acumulada de 2020 a dezembro de 2021 é de 19,9% e por isso a iniciativa de Bolsonaro não deve ser aceita porque é insuficiente.

No mesmo sentido, pronunciou-se o Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais e também os delegados da Polícia Federal, que inclusive fizeram uma nota de protesto divulgada na manhã de ontem, quinta-feira, pelo jornalista Otávio Guedes na GloboNews. O ministro Paulo Guedes foi contrário aos 5%. Queria apenas aumentar de R$ 400 para R$ 800 o vale-alimentação mensal destinado ao funcionalismo, que não incluía os aposentados.

CUSTO – O governo anunciou que os 5% nominais de acréscimo vão custar por ano R$ 6,3 bilhões. Mas, digo, como a reposição entraria em vigor a partir de julho, o acréscimo neste exercício teria que ser dividido por dois.

Ao informar que o custo seria de R$ 6,3 bilhões por ano, o ministro Paulo Guedes tacitamente deixou claro que o custo anual de todo o funcionalismo é de R$ 126 bilhões. Basta fazer as contas. O custo do funcionalismo federal em termos percentuais é pequeno, levando-se em consideração que o orçamento para este ano é de R$ 4,8 trilhões, conforme já foi publicado no Diário Oficial da União.

GREVE – O Banco Central informou que permanece em greve parcial, não trabalhando nos cálculos das oscilações inflacionárias e não editando, como faz diariamente, o boletim Focus. No O Globo, a reportagem sobre toda a questão envolvendo o projeto de Jair Bolsonaro é de Manoel Ventura, Geralda Doca e Julia Noia.

Só a inflação de 2021 foi de 10,3%, o que comprova a defasagem salarial na medida em que ela é maior do que o índice previsto na iniciativa do governo que, por outro lado, preocupa-se com as iniciativas dos Poderes Legislativo e Judiciário por um reajuste maior, uma vez que pela Constituição os aumentos anuais têm que ser propostos pelos chefes dos Poderes. Bolsonaro propôs pelo Executivo. Pelo Legislativo a iniciativa cabe a Rodrigo Pacheco e para o Judiciário, pelo ministro Luiz Fux.

Pela legislação em vigor, entretanto, os reajustes não poderão ser diferentes de uma categoria para outra, o que inviabiliza que o aumento pudesse ser destinado apenas às Polícias Federal, Rodoviária e Judiciária, como queria inicialmente o presidente da República. A dúvida existente é se a variação percentual  pode ser aplicada entre os Poderes, o que permite que os aumentos nominais do Judiciário e do Legislativo possam ultrapassar os dos Executivo.

CONTESTAÇÃO –  O Banco Central, a Polícia Federal e a Receita Federal lideram o movimento de rejeição dos 5% e desejam a compensação de 20% para empatar com as taxas inflacionárias acumuladas nos últimos três anos. Se incluído, como foi o caso do funcionalismo do Rio de Janeiro, no período de 2017 a 2021, a inflação acumulada atinge praticamente 25%.

O movimento do BC surpreende porque os analistas do Bacen tem salário inicial de R$ 19,2 mil e pico de carreira em R$ 27,4 mil. Os auditores da Receita Federal que também estão formando no movimento têm salários que variam de R$ 21 mil a R$ 27,3 mil. Apesar disso, estão entregando cargos de Direção em protesto contra a remuneração atual que lhes é destinada.

Entretanto, pela lei em vigor, a matéria terá que ser aprovada pelo Congresso Nacional, podendo portanto receber emendas que alteram o seu conteúdo e o percentual estabelecido pelo governo. A questão deve causar um debate muito intenso porque a insatisfação do funcionalismo público é muito grande, sobretudo porque os preços sobem à vontade e os salários ficam muito abaixo do índice inflacionário que cada vez mais se acumula.

CORRUPÇÃO –  Sem dúvida, os casos de corrupção tornaram-se uma avalanche no Brasil, ultrapassando os limites morais e impostos pela irresponsabilidade com que se joga com o dinheiro público. Nos últimos 15 dias, a avalanche se acentuou e um dos exemplos foi dado na reportagem de Paulo Saldaña e Natália Garcia, Folha de S. Paulo de ontem, focalizando um novo escândalo, desta vez em Alagoas, quando prefeitos municipais de cidades extremamente carentes compraram elevada quantidade de equipamentos de robótica para os setores de Educação.

A empresa fornecedora Megalic adquiriu os aparelhos numa empresa de São Paulo por R$ 2.700 a unidade e os revendeu por R$ 14 mil a um grupo de prefeitos. A matéria acentua que a empresa vendedora é de propriedade de pessoas bastante vinculadas ao deputado Arthur Lira, presidente da Câmara Federal. São escândalos que se sucedem e que estão presentes em todos os setores governamentais.

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