domingo, janeiro 16, 2022

Avanço da ômicron não estava nos planos e pode desgastar ainda mais Bolsonaro na eleição

Publicado em 15 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Melhores charges Bolsonaro x Covid 19

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Valdo Cruz
G1 Brasília

O avanço da variante ômicron do coronavírus não estava nos planos do governo e pode desgastar ainda mais a imagem do presidente Jair Bolsonaro, agora em pleno ano eleitoral. Por isso, o ideal seria o Palácio do Planalto parar de errar em temas relacionados à pandemia, e o presidente passar a defender a vacinação.

A avaliação é de líderes do Centrão, preocupados com as polêmicas levantadas por Bolsonaro, principalmente relacionadas à imunização de crianças, e com as evidências de que a pandemia pode continuar assustando o dia a dia dos eleitores até perto da eleição presidencial, marcada para outubro.

MAIS INTERNAÇÕES – Até aqui, o governo trabalhava com um cenário menos grave para a pandemia no Brasil diante do avanço da vacinação, que derrubou o número de internações e obtidos.

Só que o surgimento da ômicron mudou o panorama. As internações aumentaram e há risco de colapso no sistema de saúde em algumas capitais.

 “O governo trabalhava com um cenário de pandemia no fim neste início de ano, o que poderia contribuir para reduzir o desgaste do presidente, que insiste no seu negacionismo. Agora, o risco é de a pandemia ficar entre nós até perto da eleição. Isso vai aumentar o desgaste do Bolsonaro”, disse ao blog um líder do Centrão. Segundo ele, o ideal seria o governo parar de errar no combate à pandemia, como ocorreu agora com a vacinação de crianças.

VACINAÇÃO INFANTIL – Para esse líder, o governo sabia desde o início que teria de incluir a imunização infantil no seu programa nacional e ficou se desgastando ao criar polêmicas sobre o tema. Resultado: saiu com a imagem arranhada, e a vacinação vai acontecer.

Por isso, os assessores de Bolsonaro já começaram a trabalhar para evitar que a oposição no Senado consiga assinaturas para criar uma nova CPI da Covid, cujo requerimento já foi protocolado.

Até agora, o requerimento já conta com dez assinaturas. São necessárias 27. Uma CPI funcionando no ano eleitoral aumentaria ainda mais o desgaste de Bolsonaro em relação ao coronavírus.

Moro ironiza o Supremo e mostra a diferença entre ele, Lula e alguns ministros…

Publicado em 16 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Sergio Moro fez teste de Covid porque visitaria mãe | Bela Megale - O Globo

Sérgio Moro diz que pode sair às ruas sem temer hostilidades

Deu na Veja

O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, candidato à Presidência pelo Podemos, afirmou em entrevista à revista Veja que, ao contrário do ex-presidente Lula e de determinados ministros do Supremo Tribunal Federal, não tem o menor problema em lidar com o povo brasileiro.

“O Supremo, com essas decisões, reacendeu a crença de que não se pode confiar na Justiça para punir poderosos. As pessoas sabem quem está do lado certo dessa história, quem combateu a corrupção, quem cometeu corrupção e quem favoreceu a corrupção”, disse, acrescentando:

“Prova disso é que eu posso sair às ruas com tranquilidade, mas tem corrupto com condenação anulada e magistrado que anulou essas condenações que não podem fazer isso nem aqui nem no exterior”.

SEM DIÁLOGO – O ex-juiz afirmou também à revista Veja que não há qualquer possibilidade de ‘diálogo’ com Ciro Gomes (PDT) em 2022. Para ele, os projetos diferentes e a postura ofensiva do candidato pedetista impedem qualquer tipo de aproximação.

“É preciso dialogar com as pessoas para ver que tipo de aliança podemos construir. Não dá para fazer uma aliança quando os projetos são diferentes. Não há possibilidade de diálogo com o Ciro Gomes, por exemplo”, respondeu ao ser questionado sobre a terceira via.

Segundo a repórter Clarissa Oliveira, da Veja, Ciro quer debate com Moro por saber que o ex-juiz não tem conhecimento profundo de economia e pode ficar em inferioridade.

PROVOCAÇÕES – “Quem é próximo de Ciro Gomes sabe que o ex-ministro da Fazenda adora a ideia de debater Economia. Não por menos segue convocando Sergio Moro, que entende como seu maior adversário neste momento, para um debate. Pelo tom das  convocações não devem faltar provocações. Mas Ciro tem pelo menos algumas propostas bem ensaiadas”, disse a jornalista, acentuando:

“Uma medida econômica que Ciro adora defender é sair cortando de cara, de forma de reduzir os gastos com subsídios, vistos em muitos casos como mamata pelo presidenciável do PDT. Ele costuma defender que esse dinheiro seja concentrado em medidas de caráter social”.

Clarissa Oliveira afirmou que Ciro também é defensor árduo de medidas como a tributação de dividendos e a taxação de grandes fortunas. “Neste último caso, ele rechaça a tese de que poderia ocorrer uma evasão de investidores, por exemplo. E defende uma alíquota de 0,5% a 1,5% ao ano sobre patrimônios acima de R$ 20 milhões. Ele também prega uma política de valorização acelerada do salário mínimo, como


Candidaturas estaduais do PT estão inviabilizando Alckmin como vice de Lula pelo PSB

Publicado em 16 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

André Ceciliano quer disputar o governo do Rio pelo PT

Thiago Prado, Bianca Gomes e Gustavo Schmitt
O Globo

Depois de lançar nomes para governador em três estados apontados como prioritários pelo PSB, o PT ensaia fazer o mesmo movimento no Rio, onde o partido até o momento afirma que apoiará a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo (PSB). Em São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco, os petistas já têm pré-candidatos, e cogitam ir pelo mesmo caminho no Espírito Santo, o que dificulta a aliança nacional entre as legendas na disputa presidencial e impede a formação de uma federação partidária.

Embora diga em público que é pré-candidato ao Senado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT), vem se movimentando e angariando apoio para uma candidatura ao Palácio Guanabara.

CONVERSAÇÕES – Na última quarta-feira, o tema foi abordado em almoço do deputado estadual Ceciliano com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que hoje afirma publicamente apoiar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz (PSD), para enfrentar o governador Cláudio Castro (PL).

Paes já convidou Ceciliano no ano passado para ingressar no PSD e ser o candidato ao governo do Rio pelo seu partido com apoio de Lula.

O Globo apurou que no encontro em dezembro do grupo Prerrogativas, em São Paulo, quando Lula e Geraldo Alckmin foram fotografados pela primeira vez juntos desde que a chapa unindo os dois começou a ser costurada, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, questionou Ceciliano sobre a negociação com Paes. O presidente da Alerj, contudo, negou que vá deixar o PT. Desde então, porém, Ceciliano parou de dizer categoricamente a interlocutores que jamais será candidato a governador.

JOGO ELEITORAL – Os aliados de Ceciliano e de Paes consideram que o jogo eleitoral pode mudar no Rio se Gilberto Kassab, presidente do PSD, desistir da candidatura à Presidência da República do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), e apoiar Lula já no primeiro turno.

Por um acordo que englobe um palanque no Rio, Paes já deixou claro ao PT nacional que não apoiará Marcelo Freixo para governador, mas Ceciliano poderia ser uma opção.

O movimento recente no Rio se junta ao de outros estados onde o PSB tem nomes viáveis para concorrer, mas ainda assim o PT tem anunciado candidatos próprios. Lula, até aqui, não tem se movimentado para impedir esses movimentos regionais do PT.

FREIXO EM CAMPANHA – Enquanto isso, Freixo reforça sua candidatura cacifado pelas conversas recentes que teve com Lula, em que recebeu promessa de apoio do ex-presidente, e na boa relação com integrantes do PT nacional, especialmente o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Endossado pelo PSB, o deputado Freixo deixou o PSOL, contratou o marqueteiro Renato Pereira e tem feito uma série de movimentos políticos em direção a uma imagem mais moderada, como ir a um culto do Ministério de Madureira da Assembleia de Deus, aliada do presidente Jair Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Caramba! Quer dizer que a Tribuna acertou em cheio, em novembro, ao anunciar o jogo duplo de Gilberto Kassab, que vive a exaltar as chances da “terceira via”, mas na verdade pretende aliar o PSD ao PT e ser candidato a vice na chapa de Lula? Nossos colegas jornalistas estavam bobeando, mas agora perceberam a jogada de Kassab, que é a raposa mais esperta da política nacional, velho corrupto de primeiríssima categoria. Quanto a André Ceciliano, está trabalhando sua candidatura a governador desde o início de 2021. (C.N.)


Câmara exige Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões e o governo é obrigado a conceder

Publicado em 16 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

A campanha eleitoral e o fundo bilionário | Espaço Vital

Charge do Baggi (Arquivo Google)

Ana Flor
G1 Brasília

Fontes da área econômica afirmaram ao blog que foram alertados por técnicos da Câmara dos Deputados sobre a necessidade de “restabelecer” o valor de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, popularmente chamado de “Fundo Eleitoral”, embora o Orçamento de 2022 tenha sido aprovado pelo Congresso com um valor menor, de R$ 4,9 bilhões.

Segundo os técnicos da Câmara, o montante não pode ser reduzido porque os R$ 5,7 bilhões já tinham sido estipulados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa as bases do orçamento.

REDUÇÃO ILEGAL – Assim, ao reduzir o Fundo Eleitoral, segundo essa interpretação, o governo estaria descumprindo as regras do orçamento. Os R$ 5,7 bilhões incluídos na LDO em julho foram vetados pelo presidente Jair Bolsonaro – mas, em dezembro, o Congresso derrubou o veto e restabeleceu esse cálculo.

A LDO prevê que, além de receber parte das emendas das bancadas parlamentares, o Fundo seria composto por 25% dos recursos destinados à Justiça Eleitoral em 2021 e 2022. É este cálculo que resulta nos cerca de R$ 5,7 bilhões.

Durante a votação final do Orçamento de 2022, parlamentares a favor de reduzir o Fundo Eleitoral defendiam que os R$ 5,7 bilhões previstos na LDO eram apenas uma “autorização”, e não uma obrigatoriedade.

MAIS DÉFICIT – O governo debate, agora, de onde sairão os recursos para aumentar o Fundo Eleitoral – o Orçamento aprovado já tem uma defasagem de R$ 9 bilhões. Os técnicos da área econômica sugerem que o Congresso remaneje valores de outros recursos – de emendas parlamentares, por exemplo.

A decisão deve ser tomada até o dia 20, quando o governo pretende concluir o detalhamento do Orçamento de 2022.

Se confirmada, a mudança injetará cerca de R$ 800 milhões adicionais no valor previsto atualmente para o Fundo Eleitoral, que é abastecido com recursos públicos e representa a principal fonte de custeio das campanhas.

DIVISÃO EM COTAS – Todo esse dinheiro é dividido levando em conta, entre outros fatores, os votos para Câmara e Senado recebidos pelos partidos na eleição anterior. Em 2018, o Fundo Eleitoral foi de cerca de R$ 2 bilhões – pouco mais de um terço dos R$ 5,7 bilhões que podem ser, agora, restabelecidos para 2022.

O fundo com recursos públicos para o custeio de campanhas foi instituído pelo Congresso depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o financiamento de campanhas por parte de empresas, em 2015. Esse modelo de financiamento era criticado por abrir espaço para corrupção e troca de favores entre políticos e empresários,

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, a equipe econômica é muito fraca. Não entende o significado de “derrubada de veto”. Ou seja, os técnicos da Câmara estão corretíssimos, o que foi aprovado pelo Congresso para o Orçamento tem de prevalecer, devido à derrubado do veto, o que inclui o valor anterior do Fundo Eleitoral. Para reduzir o Fundo Eleitoral, tem de ser aprovado novo projeto. Apenas isso, mas o Planalto não conseguiu entender. (C.N.)


sábado, janeiro 15, 2022

Em meio a críticas do Centrão, Flávia Arruda tira férias e se licencia por nove dias

Publicado em 15 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Flávia Arruda escolhe novo número 2 para a Secretaria de Governo | VEJA

Ministra estará de férias na Bahia até o próximo dia 21

 

Daniel Gullino
O Globo

Alvo de pedidos de demissão de uma ala da base do governo no Congresso, a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, se afastou temporiamente do cargo por nove dias. De acordo com a autorização assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU), Flávia vai tratar de “assuntos particulares”.

A assessoria da ministra informou que a ministra, na verdade, está de férias, que vão até o próximo dia 21.

INSATISFAÇÃO – Na virada do ano, partidos da base aliada ficaram insatisfeitos com Flávia, por considerar que ela não cumpriu compromissos firmados. O líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), chegou a pediu a demissão da ministra. Bolsonaro, no entanto, defendeu Flávia publicamente e garantiu sua permanência no governo.

— A indicação da Flávia Arruda foi minha. Por que eu a indiquei? Não é por ser mulher, por nada. É pela competência dela. Agora, onde a Flávia Arruda está errando? Desconheço. Se por ventura estiver errando, como acontece, né, eu chamo e converso com ela. Ela não será demitida jamais pela imprensa — afirmou Bolsonaro na semana passada.

FRITURA– Como O Globo mostrou no domingo passado, a ministra aponta, nos bastidores, que a sua fritura no Congresso é estimulada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Ele, por sua vez, teria ficado “muito chateado” e “revoltado”, segundo aliados, com a condução das negociações por parte da titular da Secretaria de Governo.

Deputada federal licenciada, Flávia comanda a Secretaria de Governo desde março do ano passado, por indicação do seu partido, o PL. Ela deve deixar o cargo em abril, para concorrer nas eleições, provavelmente por uma vaga no Senado, pelo Distrito Federal.


Nos Estados Unidos, o rigor das leis traz uma lição para o inerte sistema judicial brasileiro

Publicado em 15 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Elizabeth Holmes Theranos case: Projects that have shed light on the  Silicon Valley deceit | Fox Business

Logo de início, a megaempresária foi condenada a 20 anos

Deu em O Globo

Quando apareceu no noticiário no início do século, a americana Elizabeth Holmes era saudada como nova promessa do Vale do Silício. A exemplo de Bill Gates ou Mark Zuckerberg, abandonara uma faculdade de elite — não Harvard, mas Stanford — para perseguir seu sonho de empreendedora.

Na onda do genoma humano, apostava na medicina como nova fronteira da economia do conhecimento. Sua empresa, a Theranos, ofereceria testes indolores, rápidos e baratos para as mais variadas doenças e condições de saúde, disponíveis em qualquer farmácia.

ERA ACLAMADA – Uma gotícula de sangue por dia e você saberia tudo sobre o próprio corpo. Em 2003, aos 19 anos, Elizabeth Holmes era aclamada pela imprensa de negócios como o novo Steve Jobs — usava até as mesmas blusas cacharrel pretas.

Bastou um jornalista investigativo se debruçar sobre a Theranos — John Carreyrou, no Wall Street Journal — para descobrir que a promessa então avaliada em US$ 9 bilhões não passava de cascata.

Em 2015, 12 anos depois de fundada a empresa, ficou claro para todos que as máquinas milagrosas anunciadas por Elizabeth Holmes não passavam de um produto de sua imaginação. Os equipamentos que chegavam às farmácias eram imprecisos, incapazes de identificar de modo confiável se alguém era portador do HIV, tinha câncer ou mesmo colesterol alto.

CONDENAÇÃO – A empresária acaba de ser condenada por ter enganado os investidores que apostaram centenas de milhões de dólares na fantasia, incluindo expoentes do mundo dos negócios como Rupert Murdoch e Larry Ellison, os ex-secretários de Estado Henry Kissinger e George Shultz, o ex-secretário de Defesa James Mattis e a família da ex-secretária da Educação Betsy DeVos.

Com o aval de todos esses nomes, o caso vem sendo considerado um choque de realidade para o Vale do Silício, onde qualquer um munido de credenciais acadêmicas lustrosas, uma boa apresentação de PowerPoint e lábia sedutora consegue tirar dinheiro do bolso de investidores e celebridades.

Cada uma das quatro condenações poderá render a Elizabeth Holmes 20 anos de cadeia (provavelmente não cumulativos).

UMA EXTENSA LISTA – Ela passará a integrar a extensa lista de criminosos corporativos que foram parar atrás das grades nos Estados Unidos, como Martin Shkreli (que aumentou em 5.000% o preço de uma droga contra a toxoplasmose), Adam Neumann (que desviou US$ 700 milhões da WeWork), Andy Fastow e Ken Lay (condenados pela maquiagem contábil na Enron) e tantos outros.

Curiosamente, o júri a absolveu das acusações de lograr os pacientes, incapaz de enxergar crimes nos testes oferecidos pela Theranos.

O julgamento de Holmes traz uma mensagem relevante para o Brasil, onde o desmonte da Operação Lava-Jato deflagrou uma discussão interminável sobre abusos cometidos pela Justiça: o fato de um sistema judicial respeitar o direito de defesa dos réus e o devido processo legal não significa que os criminosos ricos e poderosos devam ter acesso a todo tipo de recurso e manobra para ficar fora da cadeia.

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