sexta-feira, dezembro 03, 2021

Moro vai passar Bolsonaro nas pesquisas até fevereiro, avaliam presidentes de partidos

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

À XP, Moro cita governo FHC como exemplo de relação com o Congresso |  Poder360

Sérgio Moro conduz sua campanha sem ataques nem ofensas

Deu no Painel da Folha

Os presidentes de alguns dos principais partidos do país atualizaram os diagnósticos eleitorais nas últimas semanas e avaliam que Sergio Moro (Podemos) tem grandes chances de ultrapassar Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto dos próximos meses.

Os contrastes entre os movimentos dos dois têm chamado a atenção das lideranças: o ex-juiz cresce ao participar de eventos públicos e firmar-se como candidato, enquanto o presidente derrete em meio à crise econômica e social.

A CURTO PRAZO – Para essas lideranças, a troca de posições já tem prazo para acontecer: Moro estará à frente de Bolsonaro antes de fevereiro de 2022.

Eles dizem, em caráter reservado, que têm ouvido ponderações de parlamentares bolsonaristas em relação ao que fazer caso o cenário se confirme, ou seja, se pulam do barco ou seguem com o presidente até o fim.

Bolsonaro tem dado sinais claros de que se vê afetado pelo crescimento de Moro. No ato de filiação ao PL, Flávio Bolsonaro (RJ) se referiu a ele como “traidor”. Nesta quinta-feira (dia 2), o presidente chamou Moro de “palhaço” e “sem caráter”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O Planalto tem seu próprio Instituto de Pesquisa, que funciona acoplado ao Gabinete do Ódio, no terceiro andar do Planalto, sob comando de Carluxo Bolsonaro e do assessor presidencial Tércio Arnaud. As indicações mais recentes assustaram Bolsonaro, que bateu pesado na live desta quinta-feira, soltando desesperadas fake news contra a honra do ex-juiz e ex-ministro da Justiça. E como Moro não responde, esses ataques de Bolsonaro acabam caindo no vazio. A estratégia de Bolsonaro está errada, devia se preocupar em divulgar os feitos administrativos de seu governo, que até existem, mas ele não sabe como faturar. (C.N.)


Planalto manda exonerar mais uma servidora envolvida na extradição de Allan dos Santos

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Moraes determina prisão e extradição do blogueiro Allan dos Santos -  Politica - Estado de Minas

Allan dos Santos, quando ainda achava (?) que era poderoso…

Natália Bosco
O Globo

A chefe da Assessoria Especial Internacional do Ministério da Justiça, Georgia Renata Sanchez Diogo, foi exonerada do posto. A informação foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira. Georgia teve participação no processo de extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

No início de novembro, a delegada da Polícia Federal Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, então responsável pela Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), também perdeu o posto. Depois,  foi afastada a delegada Dominique de Castro Oliveira, que atuava na Interpol.

SUBSTITUIÇÃO – Georgia Diogo será substituída por Lauro de Castro Beltrão Filho, que atuava como conselheiro da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. O Globo revelou no final de novembro que Georgia seria mais uma a perder função na pasta. Na ocasião, ela disse que, embora fosse deixar a chefia do departamento, seguiria trabalhando noutro posto da assessoria internacional.

Naquela ocasião, Georgia disse à reportagem que achava que sua saída do cargo não guardava relação com o caso Allan dos Santos. Ela não é a primeira envolvida no caso a ser exonerada.

No início de novembro, a delegada da Polícia Federal Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, então responsável pela Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), também foi retirada do cargo, assim como a delegada Dominique de Castro Oliveira, recordista de produtividade da Interpol.

ALLAN DOS SANTOS – O blogueiro, dono do canal Terça Livre e apoiador de Bolsonaro, é alvo de dois inquéritos que investigam suposto esquema de divulgação de informações falsas. Ambas as ações tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos inquéritos apura ameaças a ministros do tribunal e disseminação de conteúdo falso na internet, as chamadas fake news. O outro investiga o financiamento de atos antidemocráticos.

Em outubro, o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva do blogueiro além de ordenar, ao Ministério da Justiça, início imediato do processo de extradição.

DE FORMA TÉCNICA – Em uma entrevista ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que o processo de Allan dos Santos seria tratada de “uma forma técnica”.

O bolsonarista teria deixado o Brasil e entrado nos Estados Unidos em julho. A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), porém, não atendeu aos pedidos de autoridades brasileiras para incluir bolsonaristas investigados pelo STF na lista internacional de procurados.

Segundo o jornal “Folha de S. Paulo”, a Interpol rejeitou o leito de adicionar o caminhoneiro Zé Trovão e ainda não respondeu se vai incluir Allan dos Santos na difusão vermelha, categoria usada pela instituição internacional para notificar as demais polícias sobre foragidos procurados. É comum que a inclusão na lista ocorra de maneira rápida, o que não aconteceu dessa vez.

COOPERAÇÃO MUNDIAL – A Interpol reúne representantes de cerca de 200 países e é uma organização internacional que facilita a cooperação policial mundial e o controle do crime.

A lista de difusão vermelha funciona como um alerta para que os aproximadamente 190 países-membros da instituição saibam que há mandados de prisão pendentes contra criminosos procurados em seus países de origem, permitindo que sejam presos e extraditados.

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NOTA DE REDAÇÃO DO BLOG
 – Antes de autorizar a extradição, a Interpol apura o caso, para verificar se há perseguição política, como alega o blogueiro Allan dos Santos, que se diz vítima, reproduzindo o que aconteceu com Lula ao ser processado, e com os filhos de Bolsonaro, ao serem investigados. Todos são “inocentes” e merecem canonização… (C.N.)


Sérgio Moro também é um candidato com pés de barro, que tem muito a explicar

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro durante filiação do general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz ao Podemos, em Brasília

Sérgio Moro não é mais aquele herói impecável que parecia ser

Malu Gaspar
O Globo

A intensa movimentação no cenário político nas últimas semanas sugere que a entrada de Sergio Moro (Podemos) na corrida presidencial tem potencial para alterar a correlação de forças na eleição. Mas o crescente interesse pela candidatura também o colocou bem cedo diante da pergunta que o acompanhará enquanto tiver alguma chance no pleito: de que forma Moro lidará com o Congresso, caso seja eleito?

Que tipo de negociação o ex-juiz da Lava-Jato pretende fazer com as lideranças de partidos que foram alvo da operação conduzida por ele?

CONVENCER ELEITORES – Como pretende convencer os eleitores de que, se eleito, terá mais sucesso do que quando era ministro da Justiça na aprovação de seus projetos? Qual a garantia de que a relação conflituosa entre o ex-juiz e a classe política não paralisará um eventual governo seu (e o país) por mais quatro anos?

Sempre que confrontado com essas questões, Moro recorre a declarações de livro-texto. Numa reunião com investidores da corretora XP, em São Paulo, afirmou que é um “homem do diálogo” e que considera possível negociar em torno de projetos. De acordo com ele, o absoluto fracasso de Jair Bolsonaro em ter uma relação livre do fisiologismo e do toma lá dá cá com o Parlamento é fruto da falta de liderança do presidente.

Também disse que, embora não vá abandonar o combate à corrupção, tem consciência de que o papel de um presidente da República é garantir a governabilidade.

PESSOAS BOAS – Numa entrevista à Bloomberg, falou que “há pessoas boas no Centrão” e que “dentro de cada partido tem bons indivíduos que podem somar com projeto e diálogo republicano”.

Não há dúvidas de que um governo republicano e democrático pressupõe uma relação de respeito entre Legislativo, Executivo e Judiciário, nem de que não há nada de intrinsecamente errado em fazer coalizões políticas — desde que sejam limpas — para governar.

Mas não deixa de ser irônico que um personagem que se fez popular combatendo o “sistema” agora tenha como uma de suas missões provar que poderá conviver harmonicamente com esse mesmo sistema em nome da governabilidade.

OUTRO MOMENTO – É verdade que o discurso antissistema perdeu o apelo e a credibilidade desde 2018. O momento histórico é outro. Bolsonaro, que se elegeu prometendo governar diretamente com o povo e dar uma banana ao “sistema”, foi fagocitado por ele e por seu orçamento secreto. Lula, por sua vez, conduziu seus governos do mensalão ao petrolão, e não consta que teria problemas em se relacionar com esse mesmo Congresso.

O próprio Moro se viu acuado pelo caso Vaza-Jato, aderiu ao governo Bolsonaro e perdeu a aura de herói impoluto.

Nessa troca de pele de juiz para político, Moro diz que venderá um “sonho” ao país e se propõe a ser diferente dos principais competidores. Como ele pretende fazer isso, não se sabe. O que ele diz no livro que acaba de lançar, “Sergio Moro contra o sistema da corrupção”, não ajuda a dissipar as dúvidas.

COMPROMISSO FAKE – Ao relatar sua experiência no governo, Moro diz que mais de uma vez acreditou que Bolsonaro cumpriria a promessa de punir Flávio e Fabrício Queiroz, se fosse preciso. Enumera situações em que o presidente deu provas de que o compromisso com o combate à corrupção era tão fake quanto algumas das notícias que espalhou na campanha eleitoral.

“Se não vai ajudar, não atrapalhe”, teria dito Bolsonaro quando Moro lhe pediu para ajudar a derrubar a liminar de Dias Toffoli que suspendeu todas as investigações do Coaf, incluindo as que flagraram a rachadinha de Flávio e Queiroz.

É o ex-juiz da Lava-Jato quem escreve: “Por uma questão pessoal, o presidente pedia a mim que ignorasse aquela séria ameaça ao sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro”.

AGUENTOU HUMILHAÇÕES – Ainda assim, Moro ficou no governo, aguentando mais humilhações. Engoliu o abandono de Bolsonaro ao pacote anticrime, aceitou trocar um superintendente da Polícia Federal e só saiu quando o próprio presidente tornou sua permanência inviável.

Difícil acreditar que alguém que diz ter o couro grosso e está habituado a situações difíceis, como Moro, tenha realmente sido tão ingênuo com Bolsonaro como ele diz que foi. É ele mesmo quem admite que, enquanto pôde, ficou em silêncio. Hoje, diz que errou ao aceitar o convite de Bolsonaro. Não se pode saber o que mais o ex-ministro viu no governo que não contou, nem qual sua solução para lidar com o “sistema” sem confrontá-lo, como fez na Lava-Jato, ou se calar, como fez com Bolsonaro.

Mas é certo que, enquanto persistir a contradição entre o que Moro diz que fará e o que de fato fez no governo, ele continuará sendo um candidato a presidente com pés de barro.


Se não preservar a Amazônia, Brasil sofrerá boicotes e embargos, prevê agência Moody’s

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

A imagem do Brasil inclui hoje desmatamento e queimadas

Rosana Hessel
Correio Braziliense

O desmatamento no Brasil é um problema sério para o meio ambiente e também para as empresas brasileiras. O aumento da devastação das florestas deve afetar negativamente a reputação, inclusive, reduzindo a oferta de crédito e a receita dessas corporações, de acordo com relatório da Moody’s divulgado nesta quinta-feira (2/11).

“O desmatamento e os riscos relacionados ao clima podem, rapidamente, se tornarem significativos para a qualidade de crédito, se o escrutínio regulatório e da sociedade se intensificar”, disse Barbara Mattos, vice-presidente sênior da Moody’s, em nota da instituição financeira internacional.

BOICOTES E EMBARGOS – Embora nem sempre sejam imediatamente relevantes para a qualidade do crédito corporativo, “esses perigos incluem riscos reputacionais e redução de receita devido a boicotes e embargos”, de acordo com o documento.

“Diante do descomprometimento de governos e investidores com mais ações para acabar com o desmatamento, o escrutínio sobre os danos ambientais causados pelo ser humano provavelmente aumentará e pode resultar em riscos reputacionais”, adicionou.

A entidade reforçou que o desmatamento pode ter implicações significativas para as mudanças climáticas, e, por conta disso, destacou que líderes de mais de 100 países, incluindo o Brasil, se comprometeram a acabar com o desmatamento até 2030, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de novembro de 2021 (COP26) em Glasgow, na Escócia.

PROIBIÇÃO DE EXPORTAÇÕES – A Moody’s lembrou que os governos de 28 países também se comprometeram a remover o desmatamento do comércio global de alimentos e outros produtos agrícolas, como óleo de palma, soja e cacau, e mais de 30 instituições financeiras comprometidas com a eliminação desmatamento impulsionado por commodities de seus investimentos e carteiras de empréstimos até 2025.

“Este anúncio, provavelmente, intensificará o escrutínio regulatório e político sobre o desmatamento, e pode resultar em proibições de exportações e riscos de reputação”, alertou.

De acordo com a agência Moody’s, “estudos mostram que o desmatamento na Amazônia já levou a uma queda significativa nas chuvas”.

SITUAÇÃO DA AMAZÔNIA – “O desmatamento no Brasil tem implicações significativas para o balanço global de CO2 na atmosfera. Enquanto a Amazônia tem sido uma importante sumidouro de carbono nas últimas décadas, estudos mostram que o aumento das temperaturas, secas e desmatamento cortam seu orçamento de carbono em cerca de um terço na última década. À medida que o desmatamento no Brasil continua, o mesmo acontece com as emissões da conversão de florestas em terras agrícolas”, destacou o relatório.

O documento acrescentou que, as secas e o estresse térmico aumentaram a extensão e a duração dos incêndios florestais, que também aumentaram aumento das emissões de carbono. 

“Mesmo com um dos setores de energia menos intensivos em carbono do mundo, com energia hidrelétrica compreendendo 80% de sua geração de energia, o contínuo desmatamento do Brasil impedirá o país de atingir sua meta no Acordo de Paris de um Redução de 37% nas emissões em relação aos níveis de 2005 até 2025”, complementou.

No relatório, a Moody’s destacou que a economia brasileira é umas dos maiores exportadoras de produtos agrícolas do mundo e muito dependente de commodities.

CASO DO BRASIL – “As florestas naturais e as plantadas cobrem 59% do território nacional. No ano passado, os setores agrícola e de proteína, cujo crescimento tem sido a causa principal do desmatamento do bioma da Amazônia e do Cerrado, nos últimos 20 anos, representaram 26,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e metade das exportações do país, informou a agência.

No mês passado, dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) revelaram que o desmatamento nos nove estados da Amazônia Legal aumentou 22% entre agosto de 2020 e julho de 2021, somando 13,2 mil km2, a maior devastação para o período desde 2006.

Esse número foi omitido pelas autoridades brasileiras na COP26, o que foi péssimo para a imagem do país no exterior, porque, além das pedaladas nas dívidas judiciais prevista com a PEC dos Precatórios, o governo está pedalando até os números de desmatamento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É uma viagem sem volta. Ou o Brasil preserva a Amazônia e passa a faturar bilhões de dólares em apoio financeiro ou créditos de carbono, ou se torna verdadeiramente um “pária diplomático”, mas o presidente Bolsonaro, infelizmente, não consegue entender a gravidade dessa situação. (C.N.)


Nova briga de Moro e Bolsonaro | Técnico sofre infarto e morre em campo

 

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