terça-feira, julho 13, 2021

É destrutivo dizer que as eleições anteriores foram fraudadas e não exibir nenhuma prova

Publicado em 13 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Aliedo (Arquivo Google)

J. R. Guzzo
Estadão

Só no Brasil um político acusado de corrupção pesada na área da saúde, que teve a própria mulher e três irmãos presos no mesmo caso e pelo mesmo motivo, é o presidente de uma CPI para investigar corrupção na área da saúde – justamente na saúde.

Como ele ficou “contra o governo”, na delegacia de polícia em que se transformou a CPI, todo mundo faz de conta que um negócio desses é a coisa mais normal do mundo.

NÃO ACONTECE NADA – Só no Brasil, portanto, o mesmo cidadão, saído do “bas fond” do Senado Federal, pode acusar as Forças Armadas de ladroagem, sem provar quem são os ladrões, quanto roubaram ou no que, exatamente, meteram a mão – e não acontece absolutamente nada.

O presidente do Senado diz que houve “mal-entendido”. As FA dizem que o caso “está superado”. A politicada diz que os militares estão ameaçando o acusador; este, por sua vez, diz que não “tem medo” – sabendo muito bem que hoje qualquer zé-mané pode xingar a mãe de general na porta do quartel com a certeza de que ninguém vai encostar nele.

Daqui a pouco vão exigir que o ministro da Defesa peça desculpas ao senador – e ninguém vai apurar corrupção nenhuma, nas FA ou em qualquer outro lugar. É onde estamos no Brasil de hoje.

UMA NOTA DURA? – Falou-se que os militares soltaram uma nota “dura”. Bobagem. Não existe nota dura; é só um pedaço de papel, e hoje nem isso. Dura é a ação. Não houve nenhuma.

O presidente Jair Bolsonaro disse que há uma escolha simples a ser feita no ano que vem: ou o Brasil tem eleições limpas, ou não tem eleições. E agora? Está mais do que claro que o presidente acha – ou melhor, tem certeza – que o atual sistema de voto eletrônico “puro”, sem mecanismos de verificação, não é limpo.

Se o sistema for mantido, como querem os ministros do Supremo Tribunal Federal e todos os que se opõem à candidatura de Bolsonaro, não haverá eleições em 2022. Ou é isso, ou não deu para entender nada do que o presidente falou.

VAI TER GOLPE? – Falta explicar, agora, uma porção de coisas. O que precisa ser feito na prática, exatamente, para não haver eleição? O Congresso Nacional e o STF, que em tese seriam os únicos autorizados a aprovar e depois validar uma lei eliminando a disputa, não vão fazer isso – sem chance.

Quem vai, nesse caso, dar a ordem? O próprio presidente, com uma medida provisória? O advogado-geral da União? Uma junta militar, a ser formada daqui até lá? Um comitê na ONU? Para eliminar uma eleição, além disso, é preciso uma série de coisas. Haverá tropa na rua? Vão fechar Congresso, STF e o resto das “instituições” para não ficarem perturbando? Vai ter golpe? E no dia seguinte?

Está claro que o processo de votação e apuração das eleições brasileiras, que deveria ser uma questão apenas técnica, foi envenenado; transformou-se em causa de militância, contra e a favor de Bolsonaro, e o viés é de piora constante e sustentável.

NADA QUE PRESTE – Não vai sair nada que preste de um debate em que só um dos lados pode ter razão – o que nega qualquer mudança num sistema que só é adotado por dois outros países, Butão e Bangladesh, não permite auditagem dos votos e, segundo seus defensores, chegou à perfeição científica, não podendo ser aprimorado em mais nada. É destrutivo para qualquer entendimento, ao mesmo tempo, dizer que as eleições de 2014 e 2018 foram fraudadas e não mostrar nenhuma prova das acusações. Quem fraudou? Como? Foi no TSE? Em que momento da apuração?

Ou o presidente estava falando a sério, quando disse que não haverá eleições se elas não forem limpas, ou estava com conversa fiada. É ruim em qualquer caso.

 

Prefeito de Jeremoabo é acusado de falsificar exames de Covid-19 de adversários

 



Ao Metro1, TRE informou que o caso está concluso para decisão; Derisvaldo José dos Santos, o  Deri do Paloma (PP), foi reeleito no ano passado

Prefeito de Jeremoabo é acusado de falsificar exames de Covid-19 de adversários

Foto: Reprodução/TSE

Por: Alexandre Santos no dia 13 de julho de 2021 às 08:50

A Justiça Eleitoral da Bahia deve proferir ainda neste mês decisão sobre uma ação de impugnação de mandato contra o prefeito de Jeremoabo, Derisvaldo José dos Santos, o  Deri do Paloma (PP). A campanha do político é acusada de falsificar exames para detecção de Covid-19 durante a corrida eleitoral em que ele acabou reeleito, em outubro do ano passado.

Segundo denúncia ajuizada em dezembro, a suposta fraude teria como finalidade impedir que eleitores da candidata adversária Anabel de Sá Lima Carvalho (PSD) comparecessem às sessões de votação.

Articulada pela bancada de oposição na Câmara de Vereadores, a ação pede que Deri do Paloma tenha o mandato cassado por abusos de poder político e econômico e fique inelegível por oito anos. 

Consultado pelo Metro1 sobre o andamento do processo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou que o caso está concluso para decisão  —significa que está à disposição do juiz aguardando decisão inicial, intermediária ou mesmo final. 

Metro1 tenta contato com o prefeito Deri do Paloma desde a manhã de segunda-feira (12), mas ele não atendeu aos telefonemas da reportagem. Por meio do telefone fixo de seu gabinete, uma secretária informou que repassaria o contato do Metro1 para a procuradora-adjunta do Município se manifestar a respeito da denúncia. Até a publicação da reportagem não houve retorno.  Em caso de eventual resposta, o texto será atualizado.

Testes manipulados

Ainda de acordo com a denúncia protocolada no TRE-BA, ao menos dez pessoas tiveram exames com resultado positivo para o novo coronavírus em testes realizado por determinação da gestão municipal. As contraprovas, entretanto, indicaram diagnósticos negativos. 

Na peça judicial consta que moradores relataram que profissionais da Saúde fizeram busca ativa informando que haveria um surto de Covid-19, embora a população estivesse assintomática. 

Os autores da ação afirmam que os resultados dos testes rápidos foram manipulados pela Secretaria Municipal da Saúde, que recomendou aos moradores quarentena de 14 dias, período que coincidiu com a eleição municipal de 2020. Os moradores se submeteram a testes em clínicas particulares e tiveram resultado negativo.

A eleição em Jeremoabo foi decidida por uma diferença de 159 votos. "Temos certeza de que esta mesma prática foi adotada em outros locais da cidade, mas os moradores ficaram com medo de denunciar. O dinheiro para combate à Covid foi utilizado para fins eleitorais", diz o bloco de oposição na Câmara de Vereadores.

https://www.metro1.com.br/noticias/politica/109182,prefeito-de-jeremoabo-e-acusado-de-falsificar-exames-de-covid-19-durante-campanha-em-2020


Nota da redação deste Blog -  O prefeito de Jeremoabo pode alguma coisa, mas não pode tudo.

Os aculturados de Jeremoabo principalmente aqueles que acreditam que o prefeito está acima da lei, quando disseram que o gestor terminaria o mandato e o Pedido de Impugnação não seria julgado, devem agora enterrar a cara no chão. 

 As supostas fraudes eleitoral praticadas nas últimas eleições em Jeremoabo, pipocou na imprensa baiana e consequentemente a nível nacional, onde o próprio TRE já se manifestou a respeito da tramitação da AIJE .

A população de Jeremoabo espera apenas que o caso seja julgado e a justiça prevaleça.


No feudo medieval Jeremoabo tudo só acontece atrasado, no fim do túnel


 Não sei se na categoria de feudo ou colônia, em Jeremoabo a impunidade campeia, tudo só acontece depois de muita cobrança e já no final do túnel, quando o prejuízo  tornou-se praticamente insanáveis, a exemplo dos fura-filas.

Por outros Brasis ninguém está acima da lei; como um dentre inúmeros exemplos cito o caso acima, onde o MPF está apurando se servidores das Forças Aramadas e Abin, furaram fila da vacina contra o COVID-19.

Em Jeremoabo a Câmara de Vereadores através do seu Presidente denunciou uma relação com mais de 20(vinte)fura-filas,  até a presenta data não chegou ao conhecimento público se qualquer providência tenha sido tomada.

Caso não fosse permitido a pratica antirrepublicana e criminosa dos fura-filas em Jeremoabo, com certeza os 44(quarenta e quatro) cidadãos não tivesse chegado a óbito. 

segunda-feira, julho 12, 2021

A VIDA NÃO ACABA EM UMA SEPULTURA!!!



Por : Marcelo do Sindicato


A VIDA NÃO ACABA EM UMA SEPULTURA!!!
O MUNDO HOJE É UM LUGAR MELHOR PORQUE VOCÊ EXISTIU E O TORNOU MAIS BELO E FELIZ,
UM SER HUMANO AMIGÁVEL E JUSTO PARA COM QUEM UM DIA SE CRUZOU NO SEU NA SUA VIDA.
HOJE O SEU CORAÇÃO NÃO BATE MAIS NESTE MUNDO, MAIS VOCÊ SERÁ PRA SEMPRE RECORDADO COMO UM GRANDE HOMEM! FOI UM GRANDE PRIVILÉGIO CONHECER UMA PESSOA TÃO MARAVILHOSA COMO VOCÊ MEU VELHO E ETERNO AMIGO IRMÃO (RAIMUNDO CARPINTEIRO).
VOCÊ FOI SIMPLESMENTE O SER HUMANO MAIS ÍNTEGRO E HONESTO QUE ALGUM DIA CONHECI. JAMAIS O ESQUECEREI. POIS PESSOAS ASSIM ESPECIAS ACABAM POR SE TORNAREM IMORTAIS.
DESCANSE EM PAZ E, SE PODER SINTA ORGULHO DO BEM E DE TODOS OS ENSINAMENTOS VALIOSOS QUE DEIXOU A TANTAS PASSOAS DE SEU CONVÍVIO ASSIM COMO EU. ATÉ UM DIA SEU RAIMUNDO.
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Faroeste: MP denuncia advogados, empresário e juiz por corrupção e lavagem de dinheiro

 

Faroeste: MP denuncia advogados, empresário e juiz por corrupção e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou nesta segunda-feira (12), o juiz Sérgio Humberto, os advogados Júlio César e Vanderlei Chilante e o empresário Nelson José Vigolo, por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. Todos são investigados no âmbito da Operação Faroeste, e as denúncias são por meio da Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). 

 

A investigação aponta um esquema criminoso criado para blindar grupo econômico que disputava propriedades de terras na região oeste da Bahia. Segundo a denúncia, foi ajustado pagamento de R$ 1 milhão ao magistrado para que ele se declarasse suspeito nos processos de interesse do Grupo Bom Jesus Agropecuária, com o objetivo de o juiz não proferir novas decisões desfavoráveis. O MP requereu a prisão preventiva do juiz, além da perda de função pública e decretação de perdimento de produtos dos crimes no valor mínimo de R$ 1,5 milhão.

 

Conforme a petição inicial enviada ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, os denunciados integraram organização criminosa, em conjunto com uma desembargadora e o filho dela, para enfrentar grupo econômico liderado pelo “falso cônsul” Adailton Maturino. O pagamento da propina ao juiz teria sido realizado em espécie. Segundo a denúncia, o saque foi realizado pelo advogado Júlio César da conta bancária de Nelson Vigolo e o dinheiro depositado, de maneira fracionada, na conta de um “laranja”. Só depois o valor teria sido transferido para parentes ou empresas vinculadas aos parentes do magistrado.

 

A denúncia aponta as provas reunidas ao longo das investigações ocorridas no âmbito da ‘Operação Faroeste’ e compartilhadas pela Procuradoria-Geral da República, após autorização do Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as provas apontadas, estão as obtidas por meio de interceptações telefônicas, ações controladas, escutas ambientais, relatórios de inteligência do Coaf, quebras de sigilos bancários, bem como as colaborações premiadas firmadas pelos denunciados Júlio César, Vanderlei Chilante e Nelson Vigolo com o Ministério Público Federal.

Bahia Notícias

Diretor da Polícia Federal afasta mais um delegado para blindar ex-ministro Ricardo Salles

Publicado em 12 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Paulo Gustavo Maiurino é o novo diretor-geral da PF

Maiurino está cumprindo bem sua missão de blindar Salles

Malu Gaspar
O Globo

A diretoria-geral da Polícia Federal concluiu no final de semana a última etapa do processo de desmonte da equipe de investigação de crimes ambientais que tocou os inquéritos sobre o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Depois de exonerar os delegados responsáveis pelos dois inquéritos que acusam Salles de favorecer madeireiras clandestinas que atuam na Amazônia, o diretor-geral Paulo Maiurino decidiu tirar do cargo o chefe da Divisão de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Dmaph), Rubens Lopes da Silva.

GRANDE ESPECIALISTA – Na chefia da divisão, Lopes deu sustentação aos inquéritos contra Salles, que nem chegaram a passar pelo crivo de Maiurino. Foi ele quem fez o contato com os investigadores americanos que constataram problemas de documentação no desembarque da madeira contrabandeada em um porto dos Estados Unidos.

Ele é um dos mais experientes delegados da área de repressão aos crimes ambientais e fez parte da primeira leva de chefes de delegacias especializadas nesse tipo de delito.

Além de exonerar Lopes, a direção-geral da PF vai tirar a divisão de meio ambiente da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária, que investiga crimes financeiros, e subordiná-la à área de repressão a crimes contra direitos humanos e cidadania, que lida mais com questões indígenas na Amazônia.

MUDANÇA DE VIÉS – Embora ambas sejam ligadas à diretoria de investigação e combate ao Crime Organizado, a reordenação indica uma mudança de viés nas investigações de crimes ambientais, de crime econômico para crime humanitário. Na estrutura da Polícia Federal, isso representa um rebaixamento, uma vez que a coordenação de direitos humanos tem menos recursos e uma equipe menor. 

A direção da Polícia Federal, no entanto, afirma que a mudança tem como objetivo aumentar a eficiência das investigações. Segundo a nota, ela “visa evitar a sobreposição de esforços e sinergia entre áreas da PF que cuidam do mesmo tema, uma vez que grande parte dos crimes ambientais são cometidos em Terras Indígenas, da mesma forma que áreas degradadas são objeto de conflitos agrários, sem falar no fato de vários trabalhadores forçados foram resgatados em garimpos ilegais e em terras ocupadas irregularmente (objeto de grilagem).”

DE VOLTA A CURITIBA – Embora a exoneração de Lopes não tenha sido publicada ainda no Diário Oficial da União, o delegado já se despediu dos subordinados e já voltou para Curitiba, sua cidade de origem.  Segundo ele informou à equipe, na sexta-feira em seu lugar ficará interinamente o delegado Marco Ghandi.

O primeiro delegado a ser exonerado antes de Lopes foi Alexandre Saraiva, que apresentou uma notícia-crime contra Ricardo Salles ao Supremo Tribunal Federal pelos crimes de organização criminosa, advocacia administrativa e obstrução de fiscalização.

Saraiva comandou, em dezembro de 2020, uma operação que apreendeu 200 mil m³ de madeira na divisa do Amazonas com o Pará, à qual Salles se opôs publicamente. O ministro chegou a viajar para o local da apreensão a gravar vídeos dizendo que a madeira apreendida era legal. No dia seguinte à apresentação da notícia-crime ao Supremo, em 15 de abril. Saraiva foi exonerado.

MAIS UM CORTADO – Outro que teve a cabeça cortada depois de investigar Ricardo Salles foi o delegado Franco Perazoni, que em maio comandou a Operação Akuanduba. A investigação apurou o envolvimento de Salles e da cúpula do Ibama com um esquema de propina para facilitar o contrabando de madeira ilegal.

Só nesse inquérito, o delegado Perazzoni elencou nove crimes que teriam sido cometidos pelo grupo: corrupção passiva e ativa, contrabando e facilitação de contrabando, prevaricação, advocacia administrativa, crimes contra a administração ambiental, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e obstrução de justiça.

A ministra do Supremo Cármen Lúcia acatou as denúncias dos delegados, transformando Salles em réu após o ministro Alexandre de Moraes autorizar a quebra do seu sigilo bancário e fiscal. Em junho, dois meses depois, ele deixou o governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Este governo é um vexame. E causa espanto o diretor-geral da Polícia Federal se submeter a esse tipo de jogo político, destinado a blindar autoridades que favoreceram empresários corruptos e também se corromperam. (C.N.)

‘Crime de responsabilidade de Bolsonaro cada vez mais claro’, diz Aziz sobre caso Covaxin

Publicado em 12 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

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Não há mais dúvidas sobre crimes de Bolsonaro, diz Aziz

Matheus Lara
Estadão

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o silêncio de Jair Bolsonaro sobre a acusação de ter ignorado suspeita de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin deixa “cada vez mais claro” o cometimento de crime de responsabilidade por parte do presidente.

Em entrevista à Rádio Eldorado, ele afirmou que o presidente tem o direito de não responder à CPI, que pede explicações sobre a denúncia do deputado Luis Miranda (DEM-DF), mas que é necessário esclarecer a situação à população.

RÉU CONFESSO – “Ele mesmo (Bolsonaro) admite que recebe mais de cem pessoas por mês e que nem tudo ele encaminha”, disse Aziz, em referência à entrevista à Rádio Gaúcha em que o presidente afirmou, ao ser perguntado sobre o caso Covaxin, que não pode “tomar previdência sobre qualquer coisa” que chega até ele.

“Um deputado leva a ele uma denúncia falando de irregularidade na compra de vacina e ele ignora… Se isso não é grave, se isso não for prevaricar, temos que mudar a Constituição, as leis”, disse Aziz nesta segunda-feira.

Aziz também cobrou um posicionamento do presidente a respeito do suposto envolvimento do deputado Ricardo Barros (PP-PR) no caso Covaxin. De acordo com Luis Miranda, Bolsonaro teria citado o parlamentar paranaense ao tomar conhecimento das suspeitas de corrupção envolvendo a vacina indiana, dando a entender que seria um “rolo” do deputado.

PEDIR A BOLSONARO – “Ricardo Barros tem que pedir ao presidente para desmentir o Luis Miranda, não é para a CPI que ele tem que desmentir. Não acusamos Ricardo Barros de nada. Quem o acusou foi o presidente, segundo o Luis Miranda”, disse Aziz.

“O que ele falar para a gente tem pouco ou quase nada de valor. Deputado, peça ao presidente uma nota de desagravo dizendo que o deputado Luis Miranda é um mentiroso.”

Aziz afirmou que o relatório da CPI, que será elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), deverá citar, para além do caso Covaxin, “crimes contra a vida e crime sanitário”.

OUTROS ERROS – “Temos questões muito sérias já. Tratamento precoce, imunização de rebanho, propagação de remédios que não tinham efeito nenhum, determinação para que ministro da Saúde estude tirar a obrigatoriedade de máscaras… São coisas que estão claras para a gente. A tipificação do crime será feita no relatório. Tem muita coisa aí que não ficará sem resposta à sociedade.”

Na semana passada, a senadora Simone Tebet (MDB-MT) afirmou ao Estadão que a CPI já reuniu elementos suficientes para pedir o impeachment de Bolsonaro por crime de responsabilidade. Para ela, mesmo que o impedimento do presidente ainda não tenha os 342 votos necessários na Câmara, esta situação pode mudar nas próximas semanas, conforme as investigações da CPI se aprofundem.

Sindipema protesta contra o retorno das aulas presenciais em Aracaju.

em 12 jul, 2021 11:59
Professores reivindicam pagamento do piso nacional e continuidade das aulas remotas no segundo semestre (Foto: Sindipema)

O Sindicato dos Profissionais do Ensino de Aracaju (Sindipema) realizou um ato no início da manhã desta segunda-feira, 12, em frente a Prefeitura de Aracaju, para protestar contra o retorno das aulas presenciais na rede municipal de ensino e também para pedir melhores condições de trabalho.

De acordo com o presidente do Sindipema, Adelmo Meneses, os profissionais do magistério querem garantir aulas remotas com tecnologia adequada, e aulas presenciais com condições sanitárias, escolas equipadas e direitos para todos.

“Não as aulas presenciais nesse momento. Muitas escolas não têm condições estruturais de funcionar nem de forma remota, muito menos de maneira presencial. Retornar dessa maneira é matar os professores e os alunos que ainda não se vacinaram. Nesse momento é necessário que a gente mantenha a vida”, ressaltou o presidente durante discurso no ato em frente à Prefeitura.

Adelmo fala ainda que o município precisa ouvir a categoria, mas que durante a atual gestão isso não tem sido feito. “A Secretaria de Educação tem um programa que não atende a realidade de tecnologia de ensino e que precisa ser substituído. Nós precisamos ser ouvidos, afinal, nós sabemos o que é preciso para um ensino de qualidade. Os alunos precisam de aparato tecnológico, assim como os professores que estão gastando do próprio salário para investir em tecnologia para dar uma aula digna aos estudantes. As unidades de ensino também precisam ter um espaço tecnológico”, aponta o presidente que finaliza falando sobre o piso nacional do magistério.

“O poder público recusa a dignidade de salário ao negar o pagamento do piso do magistério. Vários municípios sergipanos estão garantindo que o piso salarial dos professores seja pago, mas em Aracaju o magistério está sendo massacrado”, conclui.

Semed

A Secretaria Municipal da Educação informa que a Prefeitura de Aracaju vem atendendo as solicitações dos professores e adotando todas as medidas necessárias para garantir um retorno seguro da comunidade escolar para as salas de aula. No mês de maio, o Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema) solicitou ao prefeito da capital que todos os profissionais da educação fossem vacinados antes da volta às aulas e assim está sendo feito. Até o momento, 1.910 profissionais da Educação de Aracaju já foram vacinados. Ao todo, 3.014 profissionais da área serão imunizados contra covid-19, sendo 1.601 professores, 258 membros da equipe diretiva, 908 terceirizados e 247 pessoas em outras funções.

As escolas municipais de Aracaju, segundo a Semed, estão todas equipadas com em itens de proteção de combate ao vírus. Foram adquiridos insumos como álcool 70%, hipoclorito, termômetros infravermelho e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além da sinalização para orientação, as escolas também já estão equipadas com dispensers de álcool, papel toalha, luvas, tapetes sanitizantes e sabonete líquido. As unidades também já se organizam com delimitação de espaço entre as carteiras e os alunos receberão equipamentos de proteção individual.

A Semed considera ainda o retorno importante neste momento, no que se refere ao aprendizado e desenvolvimento educacional dos alunos. Principalmente, para assegurar que não tenhamos maiores déficits educacionais no futuro. Além do respeito ao cumprimento dos protocolos sanitários, o retorno pode ocorrer de maneira gradual. “Caso o estudante ou responsável não queira retornar presencialmente para a sala de aula, pode optar por permanecer estudando em casa, por meio das aulas virtuais”, pontua a secretária municipal da Educação, Cecília Leite.

Sobre o piso salarial do magistério, a Semed afirma que nenhum professor da rede municipal de ensino recebe menos que o piso salarial do magistério, e que o cenário atual das contas do Município evidencia a impossibilidade de concessão do reajuste salarial pleiteado pelos professores da rede. A concessão do reajuste impactaria, significativamente, a folha de pagamento da Prefeitura de Aracaju e comprometeria a regularidade do pagamento da folha salarial, tanto desta categoria, quanto dos demais servidores públicos municipais.

Por Karla Pinheiro

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