segunda-feira, julho 05, 2021

Nenhuma dessas múltiplas versões do governo para o caso Covaxin faz o menor sentido

Publicado em 5 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Lézio Jr. (IstoÉ)

Vera Magalhães
O Globo

Trata-se de um escândalo de fácil compreensão para a totalidade da população. Existem duas testemunhas, entre elas um deputado bolsonarista, que alertaram o presidente a respeito das inconsistências de um contrato bilionário para o qual houve intensa movimentação política.

O aviso se deu em março, e de lá para cá Bolsonaro nada fez. O empenho para o pagamento de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin foi feito. Por fim, para piorar a situação de Bolsonaro, as versões para sua inação e para esse contrato com cheiro, cor e cara de irregular se sucedem sem que haja nexo entre a nova e a anterior.

PRIMEIRA VERSÃO – A primeira delas veio em tom triunfalista, dada por um Onyx Lorenzoni mais canastrão que o usual. Ele acusou o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, de forjar ou adulterar um documento, anunciou investigação da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal contra ele e ameaçou abertamente o deputado Luis Miranda com o castigo destinado aos “traidores”. Por fim, negou o superfaturamento no preço fechado com a Precisa, a intermediária da vacina, ignorando os telegramas do Itamaraty em que o mesmo imunizante era oferecido bem mais barato pelo laboratório Bharat Biotech.

Essa versão foi solapada no depoimento cinematográfico (o gênero oscilando entre o suspense e a comédia pastelão) dos irmãos Miranda na CPI, com a revelação de que o presidente teria dito aos dois, na conversa de março, que aquelas acusações deveriam ser “rolo” de seu líder na Câmara, Ricardo Barros.

Foi um curto-circuito na máquina bolsonarista de produzir versões. Diante da rapidez de senadores em apresentar uma notícia-crime contra Bolsonaro por suspeita de prevaricação, o presidente se encolheu.

OUTRAS VERSÕES – Saiu-se com a explicação de que não tem como saber o que acontece em todos os ministérios, prontamente confrontada com a afirmação que ele adora fazer de que quem manda é ele e em seu governo não existe corrupção.

À CPI, passou a versão de que cobrou de Eduardo Pazuello, que por sua vez teria acionado o secretário executivo Elcio Franco, que por fim teria mandado apurar e constatado que nada havia de errado. Ora, se era assim, por que o mesmo Franco, que estava ao lado de Onyx Lorenzoni no teatro da ameaça, não disse que havia sido acionado e havia agido?

Diante do prazo correndo para responder ao STF a respeito das providências que não tomou a partir do alerta do servidor e do deputado, Bolsonaro finalmente mandou a CGU suspender temporariamente o contrato.

NADA DE ERRASO? – Ora, ora, se não havia nada de errado com a compra, por que suspendê-la? Ou, se havia indícios, por que essa providência não foi tomada três meses atrás, quando o presidente da República foi avisado?

Por que até hoje Bolsonaro não negou que tenha lançado suspeita sobre Ricardo Barros? Ou, se lançou, por que ele segue líder de seu governo?

Todas essas perguntas restam sem resposta porque se trata de uma colcha de retalhos de versões arranjadas às pressas, por um presidente em pânico e um entorno altamente incompetente. Incompetente e, como mostra este caso, permeável aos vícios que Bolsonaro disse que combateria se eleito.

MAIS UMA MENTIRA – E é esse aspecto, desnudar mais uma mentira da construção do “mito”, que mais apavora o bolsonarismo. A ponto de o mais reativo dos filhos, Carlos Bolsonaro, ter acionado a “bomba H” nas redes sociais: a foto de Bolsonaro com a barriga costurada logo após a facada de que foi vítima em 2018.

Depois de dois anos e meio de mandato, o que se espera do presidente da República são explicações claras e transparência nas ações de governo. O teatro de vitimização denota desespero. E não responde a nenhuma das questões em aberto do caso Covaxin.

 

CPI agora vai investigar aumento de preço da Covaxin durante negociação com governo

Publicado em 5 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Breno Pires
Estadão

Integrantes da CPI da Covid no Senado vão investigar a elevação do preço das doses da vacina Covaxin durante as negociações entre o Ministério da Saúde e as empresas Bharat Biotech – a fabricante indiana – e Precisa Medicamentos, a intermediária brasileira. O valor global do contrato, de R$ 1,614 bilhão (já convertida a moeda), saiu R$ 534 milhões mais caro do que o preço original.

O Estadão revelou no último sábado, 3, documento do Ministério da Saúde contendo a informação de que o valor da dose era US$ 10 por unidade, de acordo com reunião realizada em 20 de novembro entre representantes do governo e das empresas. Porém, o preço fechado no contrato foi de US$ 15, um porcentual 50% maior.

DÓLARES A MAIS – “Nós vamos ter que investigar quem pediu para botar cinco dólares a mais nessa. Essa é uma denúncia muito séria, seríssima. A CPI tem que investigar a fundo quem é que está tirando essas vantagens. Com certeza não é só o cara da Precisa”, disse o presidente da comissão, Omar Aziz, ao Estadão.

Para esta semana, a CPI agendou depoimentos de pessoas envolvidas nas negociações, como o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, e a servidora da pasta Regina Célia de Oliveira, apontada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão dele, o também servidor da pasta Luis Ricardo Miranda, como responsável por autorizar a importação das vacinas. 

“A pressa em fazer a compra da vacina Covaxin, porque tinha essas vantagens, não era a mesma com a Pfizer, porque não tinha essas vantagens”, disse Omar Aziz, que disse que desconhecia o preço de US$ 10 por dose.

ACESSO AOS DOCUMENTOS – O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que a CPI requisitará o acesso aos documentos revelados pelo Estadão. “Essa informação fortalece os indícios de corrupção que avaliamos que existem no caso Covaxin/Precisa”, afirmou.

“Mais um indício de sobrepreço na compra de vacina. Não faço pré-julgamentos nem para condenar, nem para absolver. Agora, denúncia de roubo em vacina não é algo que se possa deixar de investigar”, completou o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM).

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) ressaltou que ainda existem fatos que precisam ser esclarecidos bem como toda a rede de pessoas envolvidas. Ele destacou que a Covaxin alterou o preço de comercialização da vacina no mercado internacional e chegou a informar ao Ministério da Saúde, mas a mudança só foi feita após assinatura de contrato com o Ministério da Saúde. “O que chama a atenção é a cronologia”, comentou.

INFORMAÇÃO GRAVE – A senadora Simone Tebet, que tem participado dos depoimentos da CPI da Covid-19, disse que a informação da elevação do preço é grave.

“Os elementos probatórios só crescem. O aumento do preço da dose da Covaxin no meio da transação é um forte indício de esquema fraudulento, superfaturado, da tentativa de compra dessa vacina desconhecida”, disse a senadora ao Broadcast/Estadão. “O aumento faz parte dos esquemas de propina. Crescendo o número de envolvidos, cresce o valor combinado”, comentou.

Para a senadora, o conjunto de informações já colhidas pela CPI aponta múltiplas irregularidades no processo de aquisição da Covaxin. Ela destaca como ilegal a assinatura do contrato no dia 25 de fevereiro, antes da autorização legal para compra da vacina indiana. “Você assina contrato antes de ter uma lei garantindo a possibilidade de assinatura do contrato. Estamos com um contrato ilegal”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Quanto mais mexe, mais podridão aparece. Como dizia Tom Jobim, é a lama, é a lama, é a lama… (C.N.)

Qualquer comparação com Nero, o imperador romano insano, poderá ser mera coincidência.,

 A pérola  abaixo trata-se de grande atrocidade, é a   maneira mais branda que posso qualificar, tudo isso para não supor que estamos diante de  uma encarnação do anticristo .

No seco, poeira que causa sujeira nas casas e para quem é alérgico vários problemas respiratórios. Na chuva, um verdadeiro lamaçal digno de Rali dos sertões. Dinheiro jogado no lixo. Seria mais trágico se não tivessem avisado o que iria acontecer".













Enquanto o
Império Romano adotou a politica do " pão e circo" , o prefeito de Jeremoabo está adotando uma outra política com oa mesma intenção, muda apenas o "modus operandi".


A política do pão e circo atualmente é uma metáfora para denunciar ou alertar atitudes de governantes que pretendem distrair a população com a distribuição de algum benefício.


Talvez agora no próximo dia 06(seis)o prefeito não distribua "pão ou cachaça", mas apresentará música, para tripudiar sobre os músicos de Jeremoabo, a cultura, os lesados da Lei Blanc, e tentar desviar atenção dos desmandos contra esse povo humilde que saiu do asfalto para conviver dentro da lama.

CÂNCER E METÁSTASE – O prefeito é uma espécie de câncer. o Vice-prefeito, sua metástase. E o povo de Jeremoabo é o doente terminal que insiste em não se tratar nem em não morrer.

O remédio seria o voto, mas, como as vacinas contra a Covid, ou é ausente ou está estragado. E o pouco que resta é insuficiente para imunizar o município contra os vírus do prefeito e do vice-prefeito, já que juntos formam um rebanho impossível de vacinar. E de curar (parafraseando Ricardo Kertzma - IstoÉ)



Enquanto os Vereadores de Jeremoabo discutem o " sexo dos anjos" a boiada consegue passar, levando no meio a Pousada, a distribuição do peixe, o nepotismo e agora medicamentos.



Mistério!!! 
Estamos diante de um caso tenebroso onde o mínimo que os vereadores deveriam fazer seria uma auditagem.
Além de ilógico não tem cabimento no Hospital Geral de Jeremoabo, que subtende-se  tratar-se de um nosocômio que presta assistência médica ao município e demais cidade circunvizinhas, segundo constantes e ininterruptas denúncias dos vereadores da oposição, faltar dipirona nos PSFs, luvas, gases, medicamentos, copos plásticos, lençóis, medicamentos, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os profissionais da linha de frente que combatem o COVID-19; enquanto isso a Secretaria de Educação estourar R$ 17.101,68(dezessete mil cento e umreais sessenta e oito centavos)com " EPI e Material de Higiene", numa pequena loja  instalada com um capital de R$ 20.000,00(vinte mil reais), localizada na Rua das Pedrinhas próximo ao Bairro Nordeste de Amaralina.

Red Med Farmarede Comercial Farmaceutica LTDA 05.009.228/0001-66

Informações de Registro

CNPJ: 05.009.228/0001-66 - 05009228000166

Razão Social: Farmarede Comercial Farmaceutica LTDA

Nome Fantasia: Red Med

Data da Abertura: 05/04/2002 há 19 anos e 3 meses

Porte: Empresa de Pequeno Porte

Natureza Jurídica: Sociedade Empresária Limitada

Opção pelo MEI: Não

Opção pelo Simples: Não

Data Opção - Esclusão Simples: 01/07/2007 - 31/12/2017

Capital Social: R$ 20.000,00

Tipo: Matriz

Situação: Ativa

Data Situação Cadastral: 03/11/2005

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Localização

Logradouro: Avenida Vale das Pedrinhas (V Pedrinhas), 130

Complemento: Terreo

Bairro: Nordeste

CEP: 41905-615

Município: Salvador

Estado: Bahia

Para correspondência:
Red Med Farmarede Comercial Farmaceutica LTDA
Avenida Vale das Pedrinhas (V Pedrinhas) 130 Terreo
Nordeste
Salvador BA
41905-615

Atividades - CNAES

Principal: 47.71-7-01 - Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas
Secundária(s):
47.72-5-00 - Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal

47.29-6-99 - Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente


Fiscalizem vereadores, cumpram com sua missão antes que o município requeira falência...
 

AIJES CONTRA LUIZ DE DEUS E MARCONDES JULGADAS IMPROCEDENTES.

Brasão da República

JUSTIÇA ELEITORAL
 181ª ZONA ELEITORAL DE PAULO AFONSO BA
 

 

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL (11527) Nº 0600552-10.2020.6.05.0181 / 181ª ZONA ELEITORAL DE PAULO AFONSO BA

AUTOR: DANIEL LUIZ DA SILVA

Advogado do(a) AUTOR: THIAGO SANTOS BIANCHI - BA29911

INVESTIGADO: MARCONDES FRANCISCO DOS SANTOS, LUIZ BARBOSA DE DEUS

Advogados do(a) INVESTIGADO: JUREMA MATOS MONTALVAO - BA46002, ANTONIO FERNANDO DANTAS MONTALVAO - BA4425
Advogados do(a) INVESTIGADO: JUREMA MATOS MONTALVAO - BA46002, ANTONIO FERNANDO DANTAS MONTALVAO - BA4425

O ex-vereador e candidato a vereador derrotado nas últimas eleições municipais em Paulo Afonso, Daniel Luiz da Silva, ingressou perante o Juízo da 181ª Zona Eleitoral com sede em Paulo Afonso com duas AIJEs – Ação de Investigação Judicial Eleitoral - pleiteando a cassação dos diplomas do Prefeito e Vice de Paulo Afonso, eleitos no último pleito eleitoral, Luiz de Deus e Marcondes, cujas ações autuadas sob nºs. 0600552-10.2020.6.05.0181 e 0600535-71.2020.6.05.0181 foram julgadas improcedentes, transitado em julgado as respectivas sentenças nos dias 12.05.2021 e 04.06.2021, respectivamente. Atuou nos processos a Juíza Eleitoral e titular da 181ª Zona, a Dra. Janaína Medeiros Lopes, o Promotor Eleitoral Dr. Leonardo de Almeida Bitencourt, enquanto atuaram como defensores dos investigados os Drs. Antonio Fernando Dantas Montalvão e Jurema Matos Montalvão. Os processos poderão ser consultados no sistema PJe-Eleitoral.

Nota da redação deste Blog - É bom lembrar que cada caso é um caso; portanto vamos aguardar o desenrolar de Jeremoabo.

Guaratinga: Prefeita exonera parentes após recomendação do MP-BA

Guaratinga: Prefeita exonera parentes após recomendação do MP-BA
Foto: Divulgação

A prefeita Marlene Dantas (DEM), de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, exonerou ao menos três parentes que ocupavam cargos comissionados na prefeitura. Segundo reportagem deste domingo do portal G1, as exonerações se deram após recomendação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

 

Segundo a reportagem, as exonerações ocorreram na última quarta-feira (30). A recomendação foi feita promotor de justiça Rafael Andreazi, que responde pela comarca de Guaratinga.

 

Os exonerados são:
•    Edney de Almeida Gomes: genro (diretor de departamento de compras);
•    Isabella Dantas da Silva: sobrinha (chefe de divisão - Secretaria de Administração);
•    Raimundo Vicente da Silva: cunhado (coordenador de transporte escolar).

 

Na recomendação, o parquet também citou Marta Moreira Martins, sobrinha da prefeita, que também é diretora do departamento de RH. O nome dela, no entanto, não consta na lista das exonerações da prefeitura.

 

A gestora tem até esta terça-feira (6) para exonerar a sobrinha, sob pena de incorrer em ato de improbidade administrativa. Além disso, ela tem 30 dias para comunicar as exonerações ao MP-BA.

 

O parquet também recomentou que sejam exonerados parentes do vice-prefeito, de secretários, do procurador do município e do chefe de gabinete.

 

No período da recomendação, a assessoria de imprensa da prefeita confirmou que a gestora foi notificada e disse que enviou o documento para a procuradoria, para que todas as medidas possam ser adotadas dentro do prazo. O G1 não conseguiu contato neste domingo.

Bahia Notícias

Parentes de presidentes da ditadura militar recebem até R$ 43 mil em pensão do governo

 

Parentes de presidentes da ditadura militar recebem até R$ 43 mil em pensão do governo
Foto: Reprodução / Metrópoles

Netas, filha, sobrinha e nora de presidentes do regime militar recebem pensão vitalícia de até R$ 43 mil mensais do governo federal. As informações são do colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

A lista de pensionistas também inclui filhas e viúvas de sete ex-ministros e um ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI). Em 2020, a União desembolsou R$ 19,3 bilhões para dependentes de militares.

 

O levantamento, baseado em dados inéditos, é fruto da colaboração entre a coluna e a agência Fiquem Sabendo, especializada na Lei de Acesso à Informação, com apoio técnico de Fernando Barbalho e Brasil.io.

 

O governo federal divulgou a relação completa de pensionistas de militares por ordem do Tribunal de Contas da União, após uma denúncia da Fiquem Sabendo. O tribunal havia determinado que o governo Bolsonaro publicasse na íntegra os dados em janeiro de 2020, o que só aconteceu agora, um ano e meio depois. Os pensionistas recebem esses pagamentos, via de regra, por um direito adquirido. Não há ilegalidade nesses repasses.

 

O general Emílio Médici presidiu o país de 1969 a 1974. Sua neta, que adotou como filha, recebeu R$ 392 mil como pensionista em 2020. A quantia transferida a Cláudia Candal Médici equivale a R$ 32,6 mil ao mês, em média.

 

O marechal Humberto Castello Branco, primeiro presidente da ditadura militar, de 1964 a 1967, é quem mais tem parentes pensionistas. As pensões são pagas a dependentes de um filho, que era militar. Suas três netas — Heloisa, Cristina e Helena Alvim Castello Branco — auferem os valores em nome de seu pai, o capitão Paulo Vianna Castello Branco, filho do ex-presidente. Cada uma das três obteve R$ 92 mil em 2020, uma média de R$ 7,6 mil mensais.

 

Já o general Ernesto Geisel, que ocupou o Planalto de 1974 a 1979, tem uma sobrinha pensionista, com proventos de R$ 384 mil no ano passado, uma média de R$ 32 mil por mês. Lydia Geisel recebe o recurso em nome de seu pai, o general Orlando Geisel, irmão do ex-presidente e que foi ministro do Exército na gestão Médici, de 1969 a 1974.

 

Signatário do Ato Institucional nº 5 em 1968, que fechou o Congresso, cassou mandatos e suspendeu direitos, o general Artur da Costa e Silva possui uma nora na lista de pensionistas. Anna Eulina da Costa e Silva recebeu R$ 524 mil em 2020 como dependente de seu marido, Álcio Barbosa, filho do ex-presidente. Em média, auferiu R$ 43,6 mil a cada mês.

 

Pelo menos outros oito militares de alta patente, também da cúpula da ditadura militar, têm filhas ou viúvas como pensionistas. Um deles é o tenente-brigadeiro Joelmir Campos de Arararipe Macedo, ministro da Aeronáutica entre 1971 e 1979, nas gestões Médici e Geisel. Sua filha, Isis Araripe Souza Oliveira, recebeu R$ 421 mil em 2020, ou R$ 35 mil a cada mês.

 

O general Fernando Belford Bethlem, por seu turno, foi ministro do Exército no governo Geisel. Sua filha, Maria Regina Bethlem Monteiro, obteve R$ 397 mil em 2020, uma média de R$ 33 mil mensais.

 

A chefia da Marinha é representada pelo almirante Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, que foi ministro da Força no governo Figueiredo, no início dos anos 1980. Sua filha Márcia Palmer Fonseca obteve em média R$ 32,5 mil por mês, um total de R$ 391 mil.

 

A tabela inclui ainda quatro ministros militares que despachavam no Planalto. Um exemplo é o general Hugo de Andrade Abreu, que comandou o Gabinete Militar de 1974 a 1978, sob Geisel. Duas filhas de Abreu são pensionistas do governo federal. Maria Cecília Abreu de Azevedo Garcia e Maria Christina Procópio de Abreu receberam R$ 203 mil cada em 2020, a uma média de R$ 17 mil por mês.

 

Seu sucessor foi o general Gustavo Moraes Rego Reis, que possui duas viúvas registradas no sistema. Maria Lydia Mendonça de Moraes Rego Reis recebeu em média R$ 15,8 mil mensais no ano passado, totalizando R$ 190 mil. Leda Horácio de Barros obteve R$ 39,4 mil, apenas em janeiro de 2020.

 

Em seguida, assumiu a cadeira o general Danilo Venturini, já na gestão Figueiredo, em 1979. Sua viúva, Amarilis Portugal Ferreira Venturini, auferiu R$ 374 mil no ano passado, ou R$ 31,2 mil mensais, em média.

 

Venturini deu lugar ao general Rubem Carlos Ludwig em 1982, o último ministro do cargo na ditadura. Nos dois anos anteriores, Ludwig havia chefiado o Ministério da Educação. Maria Tereza Ludwig Schneider, sua filha, obteve R$ 379 mil, ou R$ 31,5 mil mensais em 2020.

 

A despeito de não ter tido status de ministro, o general Octávio Aguiar de Medeiros contava com prestígio no governo Figueiredo. Comandou o Serviço Nacional de Informações (SNI), de 1979 a 1985. Dois ex-presidentes haviam ocupado o posto: o próprio Figueiredo e Médici. Maria Luisa Barbosa Medeiros, filha do general Medeiros, recebeu R$ 398 mil no ano passado, uma média de R$ 33,2 mil ao mês.

Bahia Notícias

ONG que levou à Saúde denunciante de propina tinha apoio no Congresso

por Lucar Ragazzi e José Marques | Folhapress

ONG que levou à Saúde denunciante de propina tinha apoio no Congresso
Foto: Reprodução/ El País

A ONG que intermediou o contato do policial militar e vendedor de vacinas Luiz Paulo Dominguetti Pereira com representantes do Ministério da Saúde se apresentava como interlocutora entre o governo Jair Bolsonaro e laboratórios para a aquisição de vacinas contra a Covid-19 e tinha apoio no Congresso para desempenhar esse papel.
 

Entidade religiosa comandada por um evangélico, a Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários) foi quem apresentou Dominguetti a representantes do governo federal no início deste ano, segundo o vendedor.
 

Nessa mesma época, a ONG articulava apoio no Congresso e elaborava propostas comerciais para fornecimento de vacinas ao governo, segundo documentos aos quais a Folha teve acesso.
 

Em documentos internos, havia a previsão de que esses imunizantes fossem adquiridos junto à empresa Davati Medical Supply.
 

Em 29 de março, o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos e pela Justiça Social, deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP), assinou um ofício no qual manifesta apoio à Senah na "aquisição de vacinas para o governo brasileiro, a preço humanitário".
 

No documento, ele parabeniza a entidade e o seu presidente, reverendo Amilton Gomes de Paula, na "interlocução entre laboratórios e o governo".
 

Procurado, Lucena diz que foi apresentado ao reverendo Amilton por pastores que estavam com ele e sempre circulam pelo Congresso. Segundo o deputado, os pastores disseram que Amilton desenvolvia um trabalho junto à ONU e pediu para assinar uma carta de apoio.
 

"Eu não vi naquele momento nada que fosse suspeito. Não se tratava de nenhuma iniciativa comercial, era uma iniciativa humanitária", diz o deputado, que também é pastor.
 

"Naquele momento, a nossa crise era pela aquisição de vacinas, e o propósito deles [Senah] era poder conversar com organismos internacionais falando sobre a necessidade de vacinas para o Brasil. Eles me pediram para assinar um apoiamento a eles e disseram que estavam pegando apoiamento de vários parlamentares", acrescenta Lucena.
 

O deputado afirma que em nenhum momento teve diálogos com o Ministério da Saúde ou representantes da pasta sobre esse assunto.
 

A Senah, que antes se chamava Senar (Secretaria Nacional de Assuntos Religiosos), informa em seu site que nasceu em 1999 e tem como objetivo fomentar "apoio ao meio ambiente" e uma "cultura pela paz mundial".
 

A entidade tem bom trânsito também com outros parlamentares em Brasília e foi uma das criadoras da Frente Parlamentar Mista Internacional Humanitária pela Paz Mundial com o deputado Fausto Pinato (PSDB-SP).
 

Segundo o estatuto de fundação da frente, a Senah intermedeia o fomento de cursos de formação "na temática da proteção à liberdade religiosa e aos refugiados" e apoio jurídico "para pessoas e comunidades em situações de guerras, calamidades, e aos refugiados, em ajudas humanitárias nacionais e internacionais".
 

Como a Folha revelou, o policial militar de Minas Gerais Dominguetti, que se apresentava como representante da Davati, disse que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.
 

Dominguetti se dizia representante da Davati e buscou a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta feita de US$ 3,50 por cada (depois disso passou a US$ 15,50).
 

O pedido, segundo o relato, aconteceu no dia 25 de fevereiro, em um restaurante na região central de Brasília.
 

Dias, que foi exonerado do cargo depois da publicação da reportagem, confirma o encontro, mas nega que tenha havido pedido de propina ao vendedor.
 

Emails obtidos pela Folha mostram que o ministério negociou oficialmente a venda de imunizantes com representantes da Davati. As mensagens da negociação foram trocadas entre Dias, o dono da Davati, Herman Cardenas, e Cristiano Alberto Carvalho, que se apresenta como procurador da companhia no Brasil.
 

Apesar desses emails, Cardenas também nega que tenha havido pedido para aumentar o preço do produto e diz que não ocorreram negociações com o governo brasileiro.
 

Em depoimento à CPI da Covid no Senado, na última quinta-feira (1º), Dominguetti afirmou que foi apresentado a representantes do governo pela Senah. "O primeiro contato que eu tive no Ministério da Saúde, eu tive em Brasília, com uma organização não governamental chamada Senah, em que eles propuseram ofertar a vacina num valor humanitário."
 

Ele disse que a ONG agendou um encontro com um diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que o encaminhou para o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel Elcio Franco.
 

"A segunda vez que eu tive em Brasília para tratar de vacina foi também com o Senah para avançar nessa tratativa", acrescentou Dominguetti.
 

Depois do depoimento de Dominguetti à CPI, o site oficial da Senah foi tirado do ar na noite da última sexta-feira (2).
 

Dominguetti (primeiro à esq.) e o reverendo Amilton (segundo), no Ministério da Saúde, em foto publicada em rede social em março Reprodução/Facebook Dominguetti (primeiro, à esq.) e o reverendo Amilton (segundo), no Ministério da Saúde **** Procurado, o reverendo Amilton afirma que conheceu Dominguetti por meio de um empresário de Santa Catarina e diz que não sabia que houve pedido de propina na reunião de fevereiro.
 

Dominguetti esteve com o reverendo Amilton no Ministério da Saúde, e o religioso postou em redes sociais fotos do encontro no dia 4 de março.
 

Oficialmente, a Senah nega qualquer tipo de irregularidade na condução das conversas com a Davati e o Ministério da Saúde. A entidade planeja convocar uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (5) para explicar a negociação e mostrar documentos que indicariam a seriedade do negócio.
 

Como apontou reportagem da Agência Pública, a Senah ofereceu a prefeituras imunizantes da AstraZeneca e da Janssen no valor de até US$ 11 a unidade, três vezes acima do fechado pelo governo federal para a vacina da Astrazeneca com a Fiocruz. A Folha também teve acesso a esses documentos.
 

Reportagem do Jornal Nacional veiculada neste sábado (3) mostrou que emails trocados entre diretores do Ministério da Saúde e a Davati indicam que o governo deu aval para que a Senah negociasse a compra das vacinas.

Bahia Notícias

Filho de Lula processa Amado Batista após cantor dizer que o petista e a família roubaram


Filho de Lula processa Amado Batista após cantor dizer que o petista e a família roubaram
Amado Batista é bolsonarista | Foto: Marcos Corrêa/PR

O filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, processará o cantor Amado Batista.

 

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o empresário apresentará, nesta segunda-feira (5), no Tribunal de Justiça de Pernambuco, uma queixa-crime por injúria contra o artista, que em entrevista ao programa “Frente a Frente”, da Rede Nordeste de Rádio, disse que o Lula e seus filhos praticaram roubos durante os governos do PT.

 

Segundo a publicação, durante o programa o apresentador Magno Martins afirmou que “antes do Bolsonaro, o dinheiro brasileiro era investido para ajudar países comunistas”. Como resposta, Amado Batista completou: “Além de roubar pra caramba, né? Além de ter roubado pra caramba. Existem pessoas que eram pobres antes do comunismo aqui, antes da esquerda, e que estão milionários hoje.”

 

Em seguida, o jornalista perguntou ao cantor se Lula se encaixava na descrição apontada por ele, que confirmou. “Com certeza. Tanto ele quanto os filhos dele, né?”, respondeu, alegando ainda que um dos filhos do petista é latifundiário.  “É só ir pro Pará, lá pro Mato Grosso, para vocês verem. Ao vivo e a cores”, acusou o cantor bolsonarista, que durante a participação na rádio disse não acreditar nas pesquisas que apontam a vitória de Lula frente a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. “São os órgão de comunicações que deixaram de mamar na teta do governo, né? E agora fica querendo pregar. O Karl Marx e o Stálin disseram que dez mentiras bem contadas viram verdades”, argumentou. “Esse é o país que as pessoas querem, de ladrões?”, questionou, mais uma vez, apontando o petista como criminoso.

 

Segundo a coluna, na queixa-crime apresentada por Lulinha, ele alega que as declarações de Amado Batista são injustas ofensas contra si e seus familiares”. “[Fábio Luís] Sempre se manteve alheio aos holofotes da política, construindo carreira como empresário no segmento de games, mesmo que, vez ou outra, se visse diante dos desafios que a exposição política de seu pai lhe trazia”, diz a ação. 

 

A defesa também não descarta entrar com ações de indenização por danos morais. “Amado Batista, com ausência completa de civilidade, ofendeu a dignidade e o decoro de Fábio Luís. Deve, pois, responder pelas mentiras que veiculou, civil e criminalmente”, afirmou o advogado de Lulinha. 

Bahia Notícia

Gravações indicam envolvimento direto de Bolsonaro em 'rachadinha', diz coluna


Gravações indicam envolvimento direto de Bolsonaro em 'rachadinha', diz coluna
Foto: Marcos Corrêa/PR

Gravações indicam envolvimento direto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no esquema ilegal de entrega de salário de assessores, conhecido como 'rachadinha', na época em que ele exerceu mandatos de deputado federal (entre 1991 e 2018).

 

As informações são da coluna Juliana Dal Piva, do UOL. As declarações, nos áudios, apontam que Bolsonaro participava da prática, que configura crime de peculato (mau uso de dinheiro público).

 

De acordo com a ex-cunhada do presidente, Andrea Siqueira Valle, o irmão dela foi demitido porque se recusou a devolver maior parte do salário de assessor.

 

"O André deu muito problema porque ele nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6.000, ele devolvia R$ 2.000, R$ 3.000. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: 'Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo'", disse Andrea.

 

Ainda segundo troca de áudios, Jair Bolsonaro é tido como o "01" dentro da família Queiroz. Nas mensagens, a mulher e a filha de Fabrício Queiroz chamam o presidente dessa forma.

 

A tarefa de recolher salários não era exclusiva de Queiroz, de acordo com a publicação. A ex-cunhada do presidente diz que um coronel da reserva do Exército atuou no recolhimento de salários de Andrea no período em que ela constava como assessoria do gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

 

O advogado Frederick Wassef, que representa Bolsonaro, negou ilegalidades e disse que existe uma antecipação da campanha de 2022.

 

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