quinta-feira, julho 01, 2021

CPI, manifestações e recuo do Centrão podem elevar o risco do impeachment de Bolsonaro

Publicado em 1 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

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Charge do Son Salvador (Charge Online)

Fernando Luiz Abrucio
Portal Terra

A mistura de um populismo voltado à manutenção de seu eleitorado, com uma base aliada parlamentar garantida com a distribuição de cargos, verbas e poder clientelista ao Centrão – esta tem sido foi a fórmula adotada por Bolsonaro para manter seu posto. Até o momento, esse objetivo vem sendo alcançado.

Porém, três fenômenos colocam em risco o projeto político bolsonarista. Em primeiro lugar, a CPI da Covid tornou-se mais perigosa com a denúncia de prevaricação do presidente da República no caso da vacina Covaxin.

INCORRUPTÍVEL – Qualquer caso de suposta corrupção sempre é grave, mas duas coisas tornam esse fato ainda mais inflamável: o bolsonarismo mantinha sua aura de incorruptível até agora, mesmo com as rachadinhas de Flávio Bolsonaro ou as negociatas do então ministro Ricardo Salles com madeireiros, e isso, provavelmente, não se sustentará mais, pois o que está em jogo agora é que se planejou roubar dinheiro público na compra de algo que faltou aos brasileiros: a vacina.

Um segundo fenômeno é o crescimento paulatino das manifestações pedindo a saída do presidente. As últimas já foram maiores do que as anteriores, e as próximas tendem a ter maior expressão ainda, sobretudo por conta do novo escândalo do Covaxingate.

Não são apenas eleitores de esquerda que estão indo às ruas e, com o cheiro de corrupção que custou vidas ficando cada vez mais forte, mais gente tenderá a ignorar o isolamento social para gritar contra Bolsonaro.

SAÍDA ESTRATÉGICA – Um terceiro fator pode ampliar a adesão ao impeachment: o Centrão pode recuar de seu apoio incondicional a Bolsonaro e afotar uma forma mais branda de oposição. No caso do Centrão, o temor é que o presidente, para se livrar do escândalo, coloque toda a culpa na base aliada. Desse modo, talvez seja melhor sair antes que a casa caia.

Já para os que advogam a chamada terceira via, fica cada vez mais claro que só há uma chance de evitar a polarização no segundo turno: derrubar Bolsonaro em um processo que mostre que ele é culpado por mortes e irregularidades administrativas. E Se os partidários de um candidato centrista não abraçarem o impeachment logo, podem perder relevância política na eleição de 2022.

O prefeito de Jeremoabo e seus aloprados insatisfeitos com os óbitos causado pelo COVID-19, instalou no centro da cidade um criadouro de mosquitos


 Só mesmo através de um desastroso e sem noção gestor poderia surgir uma iniciativa tão nefasta como a que estamos documentando, em pleno inverno o prefeito de Jeremoabo auxiliado por algum aloprado, instalou na rua principal de Jeremoabo um criadouro de mosquitos, verdadeiro laboratório para produzir mosquitos  dos gêneros Aedes, Chikungunya, Zika Vírus, Dengue, etc.
O criadouro do mosquito, está colocado com a boca para cima, para não perder qualquer gota de chuva,
Nessas alturas do campeonato não sei se estamos diante das maldições dos capuchinhos ou diante do apocalipse.
O cidadão Jeremoabense que preza pela vida, além de máscara tem que andar dentro de um mosquiteiro, ou então, além do álcool gel,  tem que usar repelente.
Por onde anda a vigilância sanitária, que não denuncia esse crime contra a saúde pública?
Senhores vereadores que omissão é essa?

Barros se encontrou dez vezes com Bolsonaro e diz que ele jamais tocou no assunto


Jair Bolsonaro e Ricardo Barros. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Bolsonaro e Barros, tido como o homem que sabia demais

Amanda Audi
Congresso em Foco

Jair Bolsonaro e o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), se encontraram presencialmente ao menos dez vezes desde 20 de março, data em que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) diz ter apresentado ao presidente a denúncia sobre a compra da vacina Covaxin. De acordo com Miranda, Bolsonaro teria dito a ele que “o rolo era coisa do Ricardo Barros”.

O líder do governo na Câmara afirmou ao Congresso em Foco que o presidente não tratou do assunto com ele em nenhuma das ocasiões em que se viram. Os encontros foram registrados na agenda oficial de Bolsonaro e em fotos nas redes sociais do deputado.

LOGO EM SEGUIDA – O primeiro deles aconteceu apenas dois dias depois da conversa entre Bolsonaro e Miranda, na segunda-feira (22). Conforme a agenda do presidente, ele se reuniu no Palácio do Planalto com Barros, o então ministro da Secretaria de Governo Luiz Eduardo Ramos e os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO) e Fernando Bezerra (MDB-PE).

Em 6 de abril, Bolsonaro e Barros voltaram a se ver durante o evento de posse de Flávia Arruda na secretaria de governo. No dia seguinte, ele acompanhou o presidente em viagem a Chapecó (SC) e Foz do Iguaçu (PR), onde participaram da posse do general João Francisco Ferreira na presidência da Itaipu Binacional.

A agenda de Bolsonaro mostra outra reunião no Palácio do Planalto, desta vez somente entre os dois, das 16h20 às 16h40 de 22 de abril. Em 5 de maio, Barros postou uma selfie com o presidente em seu perfil no Twitter durante solenidade do programa Wi-Fi Brasil.

NOMEAÇÃO DA MULHER – Um dia depois, Bolsonaro nomeou a esposa de Barros, a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti, como conselheira de Itaipu. Os conselheiros se reúnem a cada dois meses e recebem salário de cerca de R$ 27 mil.

Barros voltou a tietar Bolsonaro no dia 12,  quando postou outra selfie de uma reunião no Planalto junto com o vice Hamilton Mourão. A legenda diz que os três estavam “tratando da articulação política”.

Três dias depois, Barros posou com Bolsonaro, o ministro Marcos Pontes e o embaixador dos Estados Unidos Todd Chapman durante assinatura de participação do Brasil no programa espacial Artemis.

NO GABINETE – No dia 17, Barros e o presidente voltaram a se encontrar no gabinete de Bolsonaro no Planalto. O deputado postou fotos no Twitter no dia seguinte, dizendo que Bolsonaro estava analisando “a agenda da Câmara dos Deputados, que tem capitalização da Eletrobras, reformas administrativa e tributária, regularização fundiária, ensino domiciliar e mineração de terras indígenas pela frente”. A reunião também constou da agenda do presidente, que registrou o compromisso com 25 minutos de duração.

Em 25 de maio, novo encontro dos dois políticos ocorreu durante evento com representantes de hospitais filantrópicos, também publicado por Barros no Twitter. Em 10 de junho, o deputado compareceu em solenidade no palácio junto com Bolsonaro e Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Apesar de tantas oportunidades, Barros disse que o assunto envolvendo a denúncia de Luis Miranda nunca foi mencionado a ele por Bolsonaro. O parlamentar foi convocado para depor na CPI da Covid na semana que vem. Tentamos contato com a assessoria do governo, que não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto para manifestações.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Depois da denúncia, Bolsonaro nomeou a mulher de Barros para o conselho de Itaipu (R$ 27 mi por um dia de trabalho a cada dois meses). E Barros, após dez encontros, garante que Bolsonaro jamais conversou com ele sobre a denúncia dos irmãos Miranda. Ou seja, Barros parece uma nova versão hitchcockiana do homem que sabe demais. (C.N.) 

Militares mergulharam na corrupção e Heleno devia cantar de novo: ”Não fica um, meu irmão!”

Publicado em 1 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Malu Gaspar (O Globo) – Charge do Brum (Tribuna do Norte)

Foi o general Augusto Heleno quem aplicou ao Centrão a trilha sonora celebrizada pelo Exporta Samba, na convenção que escolheu Jair Bolsonaro candidato a presidente da República pelo PSL. “Se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão”, cantou o general, todo animadinho, ao microfone. A plateia veio abaixo. Eu estava lá para fazer uma reportagem e vi, mas não seria preciso ter testemunhado para citar a cena de memória. Está no YouTube para quem quiser conferir.

É uma lembrança do tempo em que os bolsonaristas se sentiam no direito de gritar “eu vim de graça” num centro de convenções lotado, promovendo a arauto da verdade e da ética um grupo de militares que louvava a ditadura e hostilizava a imprensa, as minorias e os adversários.

PETISTAS ARREPENDIDOS – No meio do povo, muitos dos que entrevistei se diziam arrependidos de ter votado em Lula e Dilma, sentindo-se traídos pelos escândalos de corrupção dos governos petistas. Achavam, então, que votando em Bolsonaro acertariam a mão.

Esses arrependidos estavam entre os que mais aplaudiam Heleno quando ele disse: “O Centrão é a materialização da impunidade. O primeiro ato do presidente que for eleito carimbado de Centrão vai ser uma anistia ampla, geral e irrestrita”.

E eis que chegamos a 2021 no seguinte cenário: o maior líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), é presidente da Câmara dos Deputados com o apoio empenhado de Bolsonaro, que liberou bilhões em emendas parlamentares para elegê-lo. Há poucos dias, Lira comandou na Câmara a votação de mudanças que restringem o alcance da Lei de Improbidade Administrativa ao ponto de ela ter sido apelidada de “lei da impunidade”.

LÍDER ENROLADO – Outro chefe desse conglomerado político-fisiológico, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) — que já apoiou Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff, foi ministro de Michel Temer e agora é líder de Jair Bolsonaro — está enredado até o último fio de cabelo nas denúncias de cobrança e oferta de propina nas negociações para compra de vacina pelo governo.

Jair Bolsonaro foi avisado há três meses da pressão mais do que suspeita que os apadrinhados de Barros e os coronéis do Ministério da Saúde faziam sobre o servidor público Luis Ricardo Miranda. Quem estourou tudo não foi nenhum oposicionista, e sim o bolsonarista inveterado, irmão do servidor e também deputado Luis Miranda (DEM-DF).

E o presidente que combateria a corrupção? Mandou apurar o caso? Chamou Ricardo Barros à fala? Demitiu seus apadrinhados? Nada disso. Mesmo deixando claro que sabia que aquilo tudo era “rolo” de seu líder na Câmara, Bolsonaro o presenteou com um mimo: a nomeação da mulher, Cida Borghetti, para um cargo no conselho de Itaipu.

MAIS DENÚNCIAS – Mas não acabou aí. Nesta semana, vieram à tona novas denúncias. Nelas, fica ainda mais claro que o grupo de Barros na Saúde não era composto apenas de seus apadrinhados, como o diretor de logística Roberto Dias, mas também de vários militares, fardados e ex-fardados, como Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro.

Segundo um intermediário que ofereceu ao governo 400 milhões de doses de AstraZeneca contou à repórter Constança Rezende, da Folha de S.Paulo, no mesmo encontro em que Dias cobrou propina de US$ 1 por vacina estava um tenente-coronel chamado Marcelo Blanco, anotando números e fazendo contas.

Os Mirandas já haviam comprometido em seus relatos outro tenente-coronel, Alex Lial Marinho, também nomeado por Pazuello para o ministério. Elcio Franco, ex-secretário executivo, se apressou a negar que houvesse qualquer irregularidade e a jogar a sujeira para debaixo do tapete.

CONSÓRCIO PARAMILITAR – Quanto mais a CPI avança, mais fica claro que o Centrão formou um consórcio com os militares na Saúde, agindo como se não houvesse amanhã enquanto milhares de pessoas sucumbiam à Covid-19 em hospitais Brasil afora.

O general Heleno é hoje ministro no Palácio do Planalto. O que será que pensa disso tudo? No fim de maio, ele desdisse na Câmara dos Deputados tudo o que falara lá atrás sobre o Centrão:

“Naquela época era uma situação. A evolução de opinião faz parte da vida do ser humano. Isso aí faz parte do show, do show político”.

UM NOVO NORMAL – No show político de Jair Bolsonaro, é normal aceitar cheque de acusado de rachadinha, acobertar ministro investigado por autorizar exportação de madeira ilegal, fechar os olhos para denúncias de corrupção em compra de vacinas, preocupar-se mais em perseguir quem aponta o malfeito do que quem o pratica.

No show político do governo Bolsonaro, a morte de quase 520 mil brasileiros é mero efeito colateral. No show político de Jair Bolsonaro, nenhuma trilha sonora cai tão bem quanto a do general Heleno de 2018. “Não fica um, meu irmão!”

(artigo enviado por Celso Serra)


SE libera aulas presenciais, eventos e abertura de bares aos domingos

  

Reunião do Comitê Técnico-Científico (Foto: Mário Sousa)

A abertura das atividades e serviços não essenciais aos domingos em Sergipe foi autorizada pelo Governo do Estado, durante reunião do Comitê Técnico- Científico nesta quinta-feira, 1º de julho. O retorno das atividades acontece a partir deste final de semana.

Com a liberação, shoppings, bares, restaurantes, lanchonetes, praias, parques e demais serviços não essenciais poderão funcionar neste domingo, dia 4, com capacidade de público de 50%, atendendo as medidas sanitárias e de distanciamento.

O toque de recolher está mantido em todo o Estado, de quinta-feira a domingo, das 22h às 5h, ficando os estabelecimentos condicionando a encerrar o atendimento às 21h.

Aulas presenciais

Também foi autorizado o retorno das aulas presenciais na rede pública e privada de Sergipe. Os estudantes da rede particular de ensino já podem voltar a escola para aulas presenciais, a partir do dia 21 de julho. Já em relação ao retorno das aulas presenciais da rede pública, o Governo anunciou o retorno para o mês de agosto. Também ficam autorizadas, a partir do dia 21, o retorno dos cursos livres, incluindo preparatórios para concursos e pré-vestibulares, idiomas e outros.

Ainda com relação às atividades educacionais, os estabelecimentos de ensino público ou privado deverão, sempre a critério dos pais e responsáveis, oferecer aos alunos a opção pelo ensino presencial ou remoto, sendo garantida, para os que assim optarem, a permanência na modalidade integralmente remota. Em todos os casos, o retorno às atividades educacionais presenciais deve respeitar o cumprimento dos protocolos sanitários e a limitação da capacidade de alunos por sala obedecerá ao espaçamento mínimo entre carteiras de 1,5 m. Permanecem autorizadas, sem limitação de capacidade operacional, as atividades administrativas de apoio.

Praias e academias

O Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (Ctcae) também optou pela liberação do funcionamento das academias e das praias aos domingos em todo o estado.

Eventos

Quanto aos eventos em geral, também está autorizada a realização presencial de eventos técnicos, científicos, corporativos, condominiais, comerciais, culturais e sociais, limitados à capacidade de 200 pessoas em ambientes internos e de 300 pessoas em ambientes externos a partir de 10 de julho de 2021.

Eventos de lazer coletivo, a exemplo de shows, blocos e micaretas continuam proibidos.

No que diz respeito aos eventos esportivos, fica autorizada a realização de competições e eventos esportivos em geral, profissionais ou amadores, vinculados ao cumprimento de protocolos sanitários específicos, sem a presença de público. Também fica autorizada a atividade de vaquejada, vinculada ao cumprimento de protocolos sanitários específicos, sem a presença de público.

Por Karla Pinheiro com informações da ASN

 

A matéria foi alterada às 16h para acréscimo de informações. 
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Jair Bolsonaro não deve se reeleger e a crise fortalece pedido de impeachment, diz Kassab


Gilberto Kassab sabe “farejar” para onde deve ir o poder

Igor Gielow
Folha

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, acredita que o agravamento da crise política reforça o movimento em favor do impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem vê longe da reeleição em 2022. “Não se pode banalizar o impeachment, é preciso ter cuidado. A base governista é grande e não pode ser menosprezada também. Mas quando é inevitável, é inevitável”, afirmou Kassab, 60 anos, ressalvando que não vê a situação neste ponto ainda.

A sequência de acusações de corrupção nos negócios com vacinas contra Covid-19 no Ministério da Saúde pioraram a situação de Bolsonaro, que vive seu pior momento em pesquisas de popularidade e de intenção de voto. “Há mais circunstâncias para a defesa [do impeachment]. Seja como for, vejo uma dificuldade muito grande de ele se reeleger”, disse.

SEM SENTIMENTO – “A marca de Bolsonaro é a postura na pandemia. Na hora em que não usa máscara, em que tira a máscara da menina [episódio em palanque na semana passada], dá a impressão de que não tem sentimento. Imagina a pessoa que perdeu um parente vendo aquilo. Gera um descontentamento.”

Considerado uma bússola da política nacional, Kassab também lembra que surgem dificuldades econômicas e há a volta de protestos de rua contra Bolsonaro, fatores usualmente essenciais na equação dos impedimentos presidenciais.

Os golpes mais duros contra o Planalto saíram a partir da CPI da Covid, que ouviu citação ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Isso abriu a porta para novas revelações, como a acusação de um empresário de que houve pedido de propina numa tratativa sobre imunizantes, revelada pela Folha.

VERSÕES CONTRADITÓRIAS – A reação de Bolsonaro tem sido defensiva, alternando contradições de versões a acusações contra senadores da CPI e a imprensa.

Kassab defende que a alternativa a Bolsonaro, caso esteja no cargo, e ao líder de pesquisas Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022 se chama Rodrigo Pacheco, o mineiro presidente do Senado que está de malas prontas do DEM para o PSD.

“Pessoalmente, quero ele candidato, mas o partido ainda vai se definir. Ele encarna renovação com experiência, tem muito talento. Se elegeu deputado e já foi presidir a Comissão de Constituição e Justiça. Logo depois, se elegeu senador e, na sequência virou presidente da Casa.”

Resta saber qual figurino Pacheco envergaria, dada sua pouca projeção nacional e a atitude ambígua ante o presidente, a quem evita criticar. Kassab diz que até maio não deverá haver nenhum nome despontando em pesquisas que não Bolsonaro e Lula.

LULA E OUTROS – Aliados do presidente do PSD dão de barato que, num segundo turno sem Pacheco ou outra alternativa, Kassab irá de Lula —afinal, antes de ser ministro de Michel Temer (MDB), ele ocupara uma pasta sob Dilma Rousseff (PT). Ele desconversa.

Kassab crê que o líder petista “vive um processo de vitimização”, com as sucessivas vitórias judiciais depois que saiu da cadeia. “Mas ele vai ter de apresentar seus projetos ainda”, afirma.

Sobre outros nomes da dita terceira via, vê o governador João Doria (PSDB-SP), de quem foi aliado, como alguém que pena com alta rejeição, apesar de ter a defesa da vacina como ativo. Ciro Gomes (PDT) “tem seus méritos, mas dificuldades de entrar à esquerda devido ao Lula, e com o centro ocupado”. Já outros citados, como o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), ele considera “cedo” para avaliar.

Bolsonaro cometeu um erro colossal ao tentar se blindar atacando a CPI da Covid

Publicado em 1 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Amarildo (diariodocentrodomundo.com.br)

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro e a sua assessoria direta no Palácio do Planalto cometem um erro político colossal ao tentar negar a investida do então diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, tentando concretizar uma proposta de corrupção feita ao representante da Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, gravada tanto por celular quanto pelo circuito interno do restaurante em que se encontraram pela primeira vez em Brasília.

O assunto, como era de se esperar, foi a manchete principal de O Globo e da Folha de São Paulo desta quinta-feira. Bolsonaro atacou todos integrantes da CPI chamando-os de “bandidos” e, ao mesmo tempo, classificou de mentiras as versões que apontam para um lance de corrupção em larga escala numa encomenda de vacinas da ordem de R$ 1,6 bilhão, operação da qual Ferreira Dias teria exigido US$ 1 de propina para cada dose de vacina negociada. Na Folha de São Paulo, a reportagem é de Daniel Carvalho e de Ricardo Della Coletta. No O Globo,  de Jussara Soares e Paula Ferreira.

NEGATIVA – A empresa Davati Medical Supply, através de seu presidente, Herman Cárdenas, nega ter negociado a propina que envolveria a venda de 400 milhões de doses da Astrazeneca para o Ministério da Saúde. A negativa será analisada no inquérito aberto na Polícia Federal com base nos trabalhos da CPI da Pandemia.

O governo resiste também em substituir o deputado Ricardo Barros do posto de líder do governo na Câmara pois ele é o autor da indicação do diretor acusado de negociar a propina com o representante da Davati Medical Supply. Enquanto isso, Raquel Lopes e Renato Machado, também na Folha, destacam que a CPI decidiu convocar o vendedor da vacina Luis Paulo Domingueti Pereira, que depõe nesta manhã à CPI, e também convidar o deputado Ricardo Barros para prestar esclarecimentos.

PREVISÃO – Há cerca de dois meses, eu que não sou profeta, disse nesta coluna que Bolsonaro poderia nao completar o mandato em consequência de suas próprias atitudes e contradições que levaram o candidato vitorioso nas urnas de 2018 a se transformar no presidente que adotou caminhos contrários aos compromissos assumidos com os eleitores e eleitoras.

Argumentei que a crise ocorria dentro de uma atmosfera densa, lembrando a pressão existente que atingia o Planalto. Disse, inclusive, que tudo poderia levar a esse desfecho e que Bolsonaro poderia até não disputar a própria reeleição. Ao que tudo indica, a crise política e administrativa está seguindo a previsão.


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