sábado, junho 26, 2021

Petrobrás gasta R$ 3 bilhões/ano para alugar gasodutos que foi obrigada a privatizar


Venda dos gasodutos da Petrobras, o pior negócio do mundo

Do site da Aepet

A Petrobras está pagando cerca de R$ 3 bilhões ao ano para utilizar os gasodutos da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), empresa que a estatal vendeu por cerca de R$ 36 bilhões mesmo sabendo que iria aumentar a produção, ou seja, ia precisar ainda mais dos gasodutos para distribuir petróleo e gás.

Com a privatização, em pelo menos 10 anos, a petroleira vai gastar todo o ‘lucro’ com a venda do ativo em pagamento de aluguel do gasoduto que antes fazia parte do seu patrimônio. E vai continuar gastando, já que a sua distribuição passa pela TAG.

MENOS DE 10 ANOS – Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) /Subseção da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cloviomar Cararine, a Petrobras pode gastar o que conseguiu vendendo a empresa em menos tempo ainda porque, além da produção aumentar ano a ano e a estatal precisar escoar o gás e o petróleo, tem os reajustes no preço do aluguel.

“A Petrobras produz mais de 90% do petróleo do país e é responsável por 100% do refino, ela mais produz do que exporta, e o transporte do gás é feito pela TAG e a NTS [Nova Transportadora do Sudeste], ambas vendidas. A Petrobras sabia, antes de vender as transportadoras, que iria aumentar a produção e as usaria ainda mais, e mesmo assim vendeu”, diz.

Cloviomar Cararine faz uma analogia com a venda de uma casa. Segundo ele, é como se uma pessoa construísse a própria casa e a vendesse, em vez de ampliá-la porque esperava mais um filho, ainda a aluga de volta, pagando em torno de 10% ao ano do valor que recebeu.

PRIVATIZAÇÃO RUINOSA – “A Petrobras é como o dono da casa. Ela construiu toda a malha de gasodutos e para utilizar o que construiu paga um aluguel”, diz o economista.

Essa “lógica” faz parte da estratégia do governo federal, que teve início no governo de Michel Temer (MDB-SP), e se aprofundou com Jair Bolsonaro (ex-PSL), de transformar a Petrobras apenas numa empresa produtora de petróleo, saindo de negócios como o mercado de gás, das refinarias e do transporte, pondo fim ao slogan utilizado no governo Lula: “do poço ao posto”.

O ex-presidente da Petrobras e atual pesquisador do Instituto de Estudo Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), José Sérgio Gabrielli, diz que a venda da TAG foi uma decisão de mudança de estratégia, sem lógica econômica, mas que atende ao mercado, que culminou com a aprovação da nova lei do gás.

CONCORRÊNCIA? – “Eu discordo desta movimentação, que vem a partir de 2016, de mudar profundamente a regulação do gás natural no Brasil. Esta é a intenção. Por isso, a Petrobras foi proibida de ser distribuidora, de dominar o mercado, porque empresários acham que é preciso ter concorrência”, diz, acrescentando que não há concorrência, os gasodutos são monopólios.

De acordo com Gabrielli, o governo decidiu pulverizar os ativos logísticos da Petrobras esperando que o mercado funcione e invista no setor. O que para ele é um erro, pois são necessários bilhões em dólares de investimentos que a estatal fez ao longo de anos.

“A venda da TAG foi o ativo que mais interessou ao mercado. Quem comprou tem uma renda fixa, sem concorrentes“, salienta. (fonte: 247)

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A venda dos gasodutos foi um crime de lesa-pátria, cometido num governo paramilitar. E lembrar que os militares pressionaram Getúlio Vargas e o Congresso para criar a Petrobras e até 1986 (Osires Silva) a grande maioria dos presidentes da estatal eram militares. Eu trabalhei na Petrobras e tinha um baita orgulho disso. Agora tenho nojo desses militares que destroem o patrimônio do povo. (C.N.)


Governo tenta tumultuar a CPI da Covid, mas só piorou a situação


Governistas apelaram para o grito e o descrédito dos depoentes

Pedro do Coutto

Na sessão desta sexta-feira da CPI da Pandemia, os senadores da bancada do governo, sobretudo os parlamentares Marcos Rogério e Fernando Bezerra, tentaram tumultuar o depoimento do servidor Luis Ricardo Miranda e do seu irmão, o deputado federal Luis Miranda, sobre a proposta de venda de vacina Covaxin por preço muito maior do que os oferecidos por diversos laboratórios internacionais, incluindo pagamento antecipado.

O servidor Luis Ricardo Miranda confirmou a sua versão à Comissão de Inquérito já anteriormente apresentada, uma vez que foi objeto de sua entrevista ao jornal O Globo desta semana. O deputado Luis Miranda também confirmou integralmente o diálogo mantido com Bolsonaro sobre o assunto quando o próprio presidente disse que determinaria a investigação pela Polícia Federal, mas que não foi realizada.

TRANSAÇÃO SUSPENSA – Quando cito que a tentativa de tumultuar os depoimentos piorou a situação é porque coloco a seguinte pergunta, e que deve estar sendo posta por todos os leitores: se a proposta de contrato era legítima, por qual motivo o próprio governo, como ficou claro pelas declarações do ministro Marcelo Queiroga, suspendeu a transação?

Se fosse legítima, como Marcos Rogério e Fernando Bezerra buscaram fazer crer, não havia motivo nenhum para que a operação de compra de vacinas com a intermediação da empresa Precisa fosse interrompida.

BLINDAGEM – O presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez, irritou-se com a imprensa, culpando os jornais e as emissoras de televisão. Na minha opinião, trata-se de uma pessoa que se investe de uma blindagem que não existe, como se ele estivesse fora de qualquer julgamento em quaisquer circunstâncias que lhe fossem desagradáveis. Em síntese, ele se esforça para criar uma realidade própria, acima da verdade que é colocada de modo geral no país.

Todos perceberam após o dia de ontem que o contrato era totalmente absurdo. O cenário da CPI do Senado  mostrou que, ao contrário do que deveria ser, o governo Bolsonaro não se vacinou contra lances de dados financeiros próprios a relacionamentos entre empresas privadas e administrações públicas. Bolsonaro não utilizou a máscara de proteção para evitar que seu governo fosse contaminado pelo vírus eterno da corrupção.


Relatório do TCU também denuncia as ‘possíveis impropriedades’ em compra da Covaxin

Publicado em 26 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

 o ministro das Letras - Brasil News

Ministro Bruno Dantas apontou “as questões nebulosas”

Julia Affonso
Estadão

Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) encontraram suspeitas de irregularidades envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro. Relatório produzido pela área técnica da Corte de Contas apontou “possíveis impropriedades” no processo de contratação de 20 milhões de doses do imunizante a R$ 1,6 bilhão.

O Ministério Público Federal e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado também investigam o negócio. O Ministério da Saúde ainda não pagou pelas doses, mas o valor do contrato já foi empenhado.

TRÊS PONTOS SUSPEITOS – A análise feita pelos técnicos indicou três pontos que deverão ser avaliados pelos ministros do tribunal:

1) Não houve qualquer tentativa de negociação do preço proposto pela empresa, de US$ 15 a dose, o mais alto entre as seis vacinas adquiridas pelo governo brasileiro até agora;

2) A falta de documentos que demonstram a busca por eventuais preços internacionais da vacina, para saber se o Brasil pagaria mais caro que outros países;

3) Uma avaliação, por parte do Ministério da Saúde, dos riscos de o contrato não ser cumprido pela contratada.

SEM GARANTIAS – A área técnica do TCU registra que, embora haja “necessidade de atuação proativa e eficiente” do Ministério da Saúde na compra por vacinas contra a covid-19, a atuação “não pode ser feita com prejuízo da segurança, qualidade e risco/benefício da vacina a ser adquirida, o que só pode ser garantido mediante autorização do órgão técnico competente, no caso a Anvisa”.

O relatório traz conclusões prévias da análise feito pela Corte de Contas, feitas no mês de março, após a assinatura do contrato entre a Precisa Medicamentos, representante no Brasil do laboratório indiano Bharat Biothec, e o Ministério da Saúde, no dia 25 de fevereiro.

O processo que avalia as suspeitas ainda será avaliado pelo plenário do TCU, o que não tem data para acontecer. Em audiência na quarta-feira, 23, o ministro Bruno Dantas afirmou que “as questões nebulosas que cercam esse contrato precisam ser esclarecidas”.

PEDIDO DE NEGOCIAÇÃO – Segundo os auditores do TCU, o próprio ministério reconheceu, em documentos internos, a necessidade de tentar negociar o valor que seria pago. Em 17 de fevereiro, o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis (DEIDT) citou em nota técnica que “o valor apresentado pela empresa foi de US$ 15,00 por dose”. O setor sugeriu, no entanto, ao Departamento de Logística (DLOG) da pasta que avaliasse “a possibilidade de realização de negociação com o fornecedor, a fim de apurar melhores preços”.

“Não consta dos autos do processo administrativo nenhum documento que evidencie qualquer tentativa de negociação do preço proposto pela empresa, ou busca por eventuais preços internacionais da vacina, em eventuais vendas para outros países”, aponta o TCU.

AGU TAMBÉM INDAGOU – Em outro parecer, desta vez, em 24 de fevereiro, a Advocacia-Geral da União afirmou que “não observou a estimativa de preços” prevista em lei e “nem mesmo a justificativa para a sua dispensa excepcional”.

O órgão informou, então, que era necessário que a “autoridade competente” juntasse uma manifestação para dispensar a pesquisa de preços, o que também não ocorreu.


Bolsonaro citou líder do governo ao ouvir denúncia sobre pressão na compra da Covaxin, diz deputado


Barros, o líder do governo, já vinha sendo investigado

André Souza, Julia Lindner e Dimitrius Dantas
O Globo

O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor de carreira Luis Ricardo Miranda, lotado no Departamento de Logística do Ministério da Saúde, prestaram depoimento na CPI da Covid, no Senado, nesta sexta-feira. Entre o que foi dito, o parlamentar afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) citou o nome do deputado Ricardo Barros (PP-PR) ao ouvir denúncia sobre irregularidades na compra da vacina Covaxin. Os irmãos haviam denunciado pessoalmente a Bolsonaro suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

A confissão de Miranda sobre o nome do deputado citado pelo presidente só foi feita já no final da noite, horas após o início da sessão, e após diversos momentos em que afirmou não se lembrar do nome do parlamentar que foi mencionado pelo mandatário como responsável pelos casos de corrupção no Ministério da Saúde. Barros já é alvo de investigações por sua ligação com a Precisa.

MEDO DE PERSEGUIÇÃO – Pressionado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS), Luís Miranda afirmou que seria perseguido caso falasse mas, ao fim, revelou o nome de Barros.

— Foi o Ricardo Barros que o presidente falou, foi o Ricardo Barros. Eu não me sinto pressionado para falar, teria dito desde o primeiro momento, mas vocês não sabem o que eu vou passar. Apontar um presidente da República que todo mundo defende como uma pessoa correta honesta. Que sabe que tem algo errado, sabe o nome e não faz nada por medo da pressão que ele pode tomar do outro lado. Que presidente é esse que tem medo de pressão de quem está fazendo algo errado? De quem desvia dinheiro público das pessoas morrendo na porra desse Covid? — disse Luis Miranda.

PEDIDO DE PROTEÇÃO – Após a confissão de Miranda, o presidentae da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), reclamou da demora da Polícia Federal em fornecer proteção ao deputado e o irmão dele, e prometeu responsabilizar o próprio diretor da corporação, o delegado Paulo Maiurino.

— Caso aconteça alguma coisa, o diretor da Polícia vai responder — disse o senador, acrescentando: — Tem que parar o governo de manter pessoas sob seu controle. Isso é aparelhamento de polícia, de instituições, que não podemos permitir. Senhor diretor-geral, o ofício está na sua mão.

Depois, Aziz disse ter sido informado que CPI mandou ofício comunicando que o deputado tem que pedir proteção à Polícia Legislativa da Câmara. Luis Miranda disse que já fez isso, mas não houve resposta ainda. Diante disso, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sugeriu que a Polícia Legislativa do Senado faça a proteção dos dois. Aziz também fez um apelo ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que dê uma resposta ao pedido de Luis Miranda.

DENÚNCIA DE PROPINA – O servidor Luis Ricardo afirmou ter sido informado que alguns gestores do Ministério da Saúde estavam recebendo propina em troca de vacinas. Luis Ricardo, que trabalha há mais de uma década na pasta, apresentou prints de mensagens que mandou ao irmão falando sobre o suposto esquema. Aziz perguntou:

— Que servidor pediu propina?

Luis Ricardo respondeu: — O ministério estava sem vacina. E um colega, Rodrigo, servidor, disse que um rapaz vendia vacina. E esse rapaz disse que alguns gestores estavam recebendo propina. Ele não disse nomes.

Numa sessão tumultuada, sobretudo por senadores governistas,  foi sugerida a convocação do servidor identificado por Luis Ricardo com Rodrigo.

PRESSÃO PELA IMPORTAÇÃO – Luis Ricardo também mostrou à CPI da Covid as mensagens que recebeu de seus superiores pressionando pela liberação da Covaxin. As cobranças, conforme ele mostrrou, foram feitas à noite e aos domingos. De acordo com os irmãos Miranda, houve uma pressão atípica para a importação do imunizante.

Em uma das mensagem, na qual o servidor avaliou ter havido pressão fora do normal para assegurar a autorização da importação, o coronel Marcelo Bento Pires, que trabalhava como assessor na Secretaria-Executiva da Saúde, chegou a compartilhar o contato do sócio da Precisa, Emerson Maximiano.

No texto, disse que o representante da empresa conversou com o secretário-executivo Elcio Franco naquela mesma sexta-feira (19 de março) para “agilizar” a liberação ainda naquela semana.

ALTA PRESSÃO — Durante toda a execução desse contrato, diversas mensagens recebi, ligações, chamadas no gabinete sobre o status do processo desse contrato — contou Luis Ricardo.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), perguntou se ele reportou a pressão que sofria por causa da Covaxin a seus superiores no Ministério das Saúde. O servidor disse que não, porque a pressão partiu justamente de dois superiores dele na pasta.

— Com essa pressão e a forma como a gente recebeu os documentos, toda a equipe do setor não se sentiu confortável com essa pressão, a falta de documentos. Como os meus dois superiores estavam pressionando, eu conversei com meu irmão, que passou para o presidente — disse Luis Ricardo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A que ponto chegamos. Enquanto os brasileiros morriam, seus representantes faziam a partilha do butim.  (C.N.)

Presidente da Câmara descumpre Lei e não coloca contas rejeitadas do prefeito David Cavalcanti (PP) para julgamento.

 

Caso seja interpelado o TCM, o órgão deve aplicar multa e encaminhar ao MP para abertura de procedimento de Improbidade, fato ocorrido em outras Câmaras.



25/06/2021 21h59Atualizada há 9 horas
Por: RedaçãoFonte: D4
Edmilson Missao Presidente da Camara de Vereadores de Gloria-BA e Prefeito David Cavalcanti (PP) - Foto D4noticias
Edmilson Missao Presidente da Camara de Vereadores de Gloria-BA e Prefeito David Cavalcanti (PP) - Foto D4noticias










 Com inúmeras denúncias de irregularidades 

em seu governo, o prefeito David Cavalcanti (PP), 

continua a praticar certo da impunidade, para isso

 conta com o apoio do presidente da Câmara de

 Vereadores Edmilson Afonso  (Missão) do mesmo


 partido do prefeito e contando com a maioria

 na câmara, parece que vão usar a mesma tática do

 ex-prefeito Jose Policarpo (Atual aliado do

 prefeito e ex-adversario), deixar terminar o mandato

 para então julgar as contas.

Denúncias de Contratações de veículos irregulares

 através de empresas de fachada, 

Construtoras proibidas de prestar serviços, pagamento 

irregular de precatórios, pagamento a

 menor salários de professores (FUNDEB), desvio de

 dinheiro da ex-prefeita Ena Vilma Negromonte (PP) que

 deveria a prefeitura acionar na justiça para devolver, 

nesse caso o prazo para enviar a justiça é de 05 anos e o 

prefeito deixou prescrever.

A história pode mudar se apenas 01 (UM) 

vereador solicitar ao Tribunal de Contas dos

 Municípios essa agilização, fato que aconteceu

  nas cidades de Ribeira do Amparo e Ubaitaba,

 após denúncia de protelação da análise das contas

 o TCM multou os presidentes das câmaras

 e enviou  ao  Ministério Público para abertura de 

processo de improbidade administrativa.

Nossa reportagem enviou aos 11 vereadores de 

Gloria-BA em  11/06, as decisões que rejeitaram as

 contas de David Cavalcanti em 2018 e 2019, acompanhado

 de decisão do TCM, que puniu presidentes das câmaras 

de Ribeira do Amparo e Ubaitaba, observandoo que diz a Lei:

A Lei Complementar Estadual nº 06/91 –

 Lei Orgânica do TCM estabelece através de seu artigo 58,

 parágrafo 1º, que prevalecerá o Parecer Prévio do Tribunal

 se no prazo de 60 dias de seu recebimento

 o Poder Legislativo Municipal não houver deliberado sobre 

a respectiva conta:

 Artigo 58 – o parecer prévio deverá ser elaborado em 180 (cento

 e oitenta) dias a contar do recebimento das contas pelo Tribunal 

de Contas dos Municípios e só deixará de prevalecer  pelo voto

 de 2/3 (dois terços)dos membros do Poder Legislativo Municipal 

§ 1º - Prevalecerá o parecer prévio referido neste artigo se, no prazo

 de 60 (sessenta) dias contados do seu recebimento, o Poder Legislativo

 Municipal não houver deliberado sobre a respectiva conta. Até o

 momento o único que atendeu parcialmente nossa solicitação foi o 

vereador Koka de Henrique (PP), que informou não ter conhecimento

 e que só após analise  iria se pronunciar, questionamos que enviamos

 os processos para analise o mesmo não mais retornou, os demais até o

 momento não se pronunciaram.

Estaremos enviando a matéria ao TCM e Ministério Público para posicionamento.

DiarioD4Noticias – Compromisso com a Verdade

https://www.diariod4noticias.com.br/noticia/15908/presidente-da-camara-descumpre-lei-e-nao-coloca-contas-rejeitadas-do-prefeito-david-cavalcanti-pp-para-julgamento?fbclid=IwAR1zVq3dwuEqIFD-yl9F52qqPh5mnn1FkuPSd3O_LXbTYUBAkKKgqgJl9TE

NOTA DA REDAÇÃO DESTE BLOG - Qualquer semelhança

 com a Câmara de Vereadores de Jeremoabo não será mera

 coincidência.

E as contas de Jeremoabo quando serão  julgadas???

sexta-feira, junho 25, 2021

Deputado diz que Bolsonaro citou nome de Ricardo Barros ao falar suspeitas em compra da Covaxin


por Julia Chaib | Folhapress

Deputado diz que Bolsonaro citou nome de Ricardo Barros ao falar suspeitas em compra da Covaxin
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

O deputado Luis Miranda disse à CPI da Covid nesta sexta-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as suspeitas sobre compra da vacina indiana Covaxin eram coisa do "Ricardo Barros (PP-PR)", líder do governo na Câmara.
 

Miranda disse o nome do parlamentar em resposta à senadora Simone Tebet (MDB-MS).
 

Segundo o depoente, o nome foi mencionado quando ele se reuniu com o presidente para relatar as denúncias feitas pelo irmão Luis Ricardo sobre supostas irregularidades no contrato entre a Precisa e o Ministério da Saúde.
 

"A senhora também sabe que foi o Ricardo Barros que o presidente falou. Eu não me sinto pressionado para falar, eu queria ter falado desde o primeiro momento, mas é porque vocês não sabem o que vou passar".
 

Mais cedo, o deputado havia afirmado que Bolsonaro atribuiu o caso a ações de um parlamentar, mas afirmou que não lembrava o nome citado pelo mandatário.
 

"Vocês sabem quem é, né? Sabem que ali é foda. Se eu mexo nisso aí, você já viu a merda que vai dar, né. Isso é fulano. Vocês sabem que é fulano", disse Bolsonaro, segundo Miranda.

BAHIA  NOTÍCIAS

Histeria governista prova que Covaxin entrou na sala de Bolsonaro para não sair

Publicado em 25 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Flávio Bolsonaro provoca tumulto na CPI da Covid ao xingar Renan Calheiros (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Houve tumulto e o presidente Aziz suspendeu a sessão

Igor Gielow
Folha

O tão antecipado depoimento dos irmãos Miranda à CPI da Covid descambou para uma batalha campal na qual a histeria dos parlamentares bolsonaristas mostrou o quanto o caso Covaxin entrou para ficar no gabinete de Jair Bolsonaro.

Era fogo contra fogo, como a chegada do deputado depoente Luis Miranda (DEM-DF) provou: um espetáculo bolsonarista clássico, o sujeito com passado questionável com um colete à prova de balas e uma Bíblia debaixo do braço.

SERVIDOR PÚBLICO – Seu irmão, o quase homônimo Luis Ricardo, encarnou o personagem do bom servidor público quase à perfeição. Depôs trêmulo, inicialmente em mangas de camisa, fisicamente moído após acompanhar um voo cheio de vacinas vindo dos EUA.

“Meu partido é o SUS”, foi o ótimo lema de campanha que o funcionário da Saúde enunciou, emulando o “Meu partido é o Brasil” de Bolsonaro em 2018. Estabeleceu empatia, mas foi engolido pela persona bolsonarista do irmão, que o complicou em diversos momentos.

A acusação envolvendo a vacina indiana Covaxin, em si, é grave e foi ratificada pelos dois irmãos. Mas não houve até aqui nada que sugerisse uma novidade fatal para o governo. Não houve um momento Duda Mendonça.

SEM SURPRESAS – Se na CPI de 2005 o marqueteiro de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impressionou o mundo político ao confessar espontaneamente ter recebido milhões no exterior, o caso atual já tinha tido toda sua estrutura delineada quando os irmãos sentaram à mesa.

Culpe-se a velocidade da comunicação em tempo real dos dias de hoje ou a falta de estratégia, mas a sensação de fim de mundo que tomou o governismo naquele 11 de agosto quase 16 anos atrás não compareceu ao Senado, apesar da torcida.

Parte disso pode ser debitado da conta da CPI da Covid, que criou uma jabuticaba parlamentar ao colocar os irmãos falando lado a lado. Por óbvio, depoentes precisam ser expostos a contradições eventuais, e não receber palco para um jogral.

ECOS DESESPERADOS – Não que o estrago que o caso está causando não tenha sido estabelecido. Os perdigotos e os berros dispensados mais cedo pelo presidente Bolsonaro encontraram eco revelador na bancada de seus prepostos, senadores Marcos Rogério (DEM-MG) e o líder Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) à frente.

A dupla beirou a apoplexia no seus embates com o comando da CPI e com os irmãos Miranda. Rogério foi humilhado ao ser questionado pelo presidente Omar Aziz (PSD-AM) qual seria a “motivação conhecida” do deputado Luis para fazer sua denúncia. Calou-se, encolhido sob o manto da imunidade parlamentar.

Os pontos centrais, que emergiram de um depoimento ao Ministério Público de Luis Ricardo, se mantiveram como suspeitas a serem esclarecidas. Mais importante, a entrada de Bolsonaro e seus filhos como personagens ativos da trama não foi desmontada pela tática governista de jogar na confusão.

TUDO JÁ SE SABIA – E que confusão. A gritaria serviu aos governistas, já que tornou uma história intrincada de compreensão impossível para quem não conhecia os detalhes dela previamente.

Se alguém ligou a TV para tentar entender do que estavam falando, se perdeu. Ocorre que, politicamente, aqueles que veem na Covaxin motivo para um impeachment já, ou os que desqualificam de forma liminar os irmãos dificilmente mudarão suas opiniões preexistentes.

Isso não elimina as estranhas lacunas por parte dos depoentes. O teatral deputado Luis Miranda, que parecia querer comandar os trabalhos e até trouxe um Power Point, foi no mínimo inconvincente ao afirmar que não se lembrava o nome de um deputado supostamente corrupto citado pelo presidente em conversa —embora poucos tenham dúvida sobre quem seja.

QUEM SAIU PERDENDO? – Ficaram péssimos na foto o secundário ministro Onyx Lorenzoni e o ex-número 2 da Saúde, Elcio Franco, que acusaram fraude em um documento na entrevista em que ameaçaram usar o peso do Estado contra a dupla Luis e Luis. Se não bastassem os fatos, coube ao próprio Marcos Rogério dizer que o papel era legítimo.

Falta muito a apurar no caso, que traz ao centro a gestão do general Eduardo Pazuello na Saúde. Como apontou o senador Humberto Costa (PT-PE), o centro parece estar na empresa intermediária, a Precisa.

Acuado no caso Covaxin, o presidente tentou mudar o foco demitindo “a pedido” o polêmico Ricardo Salles (Meio Ambiente), viu sua popularidade derreter ainda mais em nova pesquisa de opinião e uma nova rodada de protestos contra si marcada para 24 de julho. Sem implodir a República, como teria dito o deputado Luis, o depoimento duplo coroa uma semana horrenda para o Planalto.


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