segunda-feira, abril 27, 2020

Pesquisa mostra que 65% acreditam na acusação feita por Moro contra Bolsonaro


Charge do Amarildo (agazeta.com.br)
Deu no Correio Braziliense
Uma pesquisa instantânea feita pelo instituto Ideia Big Data para o site BR Político depois do pedido de demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública mostra que 65% dos entrevistados acreditam na acusação feita pelo ex-juiz da Lava Jato de que houve interferência política do presidente Jair Bolsonaro no Ministério da Justiça.
A pesquisa foi realizada por telefone na sexta-feira, dia 24, – dia do anúncio da demissão -, com 1.615 respostas. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos para mais ou para menos. A primeira pergunta diz respeito à saída de Moro do governo e suas acusações de interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal.
INTERFERÊNCIA POLÍTICA – Sobre isso, 65% disseram acreditar nas acusações de Moro de que o presidente tentou interferir politicamente na PF. Em contrapartida, 35% afirmaram não acreditar nas declarações do ex-ministro.
A segunda questão feita pelo instituto a pedido do BRP era se os entrevistados acreditavam que as acusações de Moro poderiam ser o estopim para um pedido de impeachment de Bolsonaro. Para 61% dos ouvidos, Moro pode ser pivô de um processo de impedimento do presidente. Outros 39% discordaram dessa possibilidade.
A terceira pergunta apresentada foi sobre o futuro do ex-titular da Justiça. Diante do questionamento de que a saída de Moro o torna um candidato importante para a eleição presidencial de 2022, 66% responderam que sim, ante 34% que disseram que não. Bolsonaro já disse publicamente que pretende disputar a reeleição.
IMPACTO –  Um outro levantamento também realizado durante a crise envolvendo a saída de Moro do governo também indica que a demissão do ex-juiz foi considerada negativa. Pesquisa da XP/Ipespe feita com 800 entrevistados, em todo o País, na quinta-feira e na sexta, perguntou sobre os efeitos para o Brasil da decisão de Moro de deixar o Ministério da Justiça. Do total de entrevistados pela consultoria, 67% afirmaram que o impacto será negativo. Para 16%, a demissão não terá impacto e, para 10%, o impacto será positivo.
Apesar do entendimento da maioria sobre o impacto negativo da saída de Moro, a pesquisa apontou um empate técnico, considerando a margem de erro, quanto à aprovação da decisão do ex-juiz de deixar o cargo. Do total, 44% disseram aprovar a escolha de Moro, ante 42% que desaprovaram (14% não responderam ou disseram não saber responder).
Como parte da pesquisa da XP/Ipespe foi feita um dia antes da demissão ser anunciada, 77% responderam ter conhecimento da saída de Moro do Ministério da Justiça, enquanto 22% disseram não ter tomado conhecimento até a realização da sondagem.
POPULARIDADE –  No mesmo período, o porcentual de entrevistados que consideram a gestão de Bolsonaro ótima/boa (31%) permaneceu estável em relação ao levantamento realizado ainda em abril. Os que consideram o governo ruim/péssimo também se mantiveram: 42%. Outros 24%% disseram avaliar o atual administração federal como regular.
Outro ponto questionado durante a pesquisa foi sobre a expectativa dos entrevistados para o restante do governo de Bolsonaro. Do total, 49% disseram que esperam um mandato ruim/péssimo, 25% acreditam que será um governo regular, enquanto 18% afirmaram ter uma expectativa ótima/boa. Outros 9% não souberam ou não quiseram responder.
CRISE NA SAÚDE – O mesmo instituto realizou pesquisa sobre a condução de Bolsonaro durante a crise na Saúde. A atuação do presidente foi considerada ruim ou péssima por 44% dos entrevistados. Outros 29% enxergaram o desempenho do presidente durante a pandemia como “ótimo ou bom” e 21%, como “regular”.
Em suas declarações públicas, Bolsonaro vem minimizando os efeitos do coronavírus e defendendo o chamado isolamento vertical – segundo o qual somente idosos e pessoas no grupo de risco deveriam ficar em casa.

Governo remunera R$ 1 trilhão dos bancos todo mês, mas deixa esse dinheirão parado


TRIBUNA DA INTERNET | O esquema internacional das dívidas públicas ...
Charge do Paixão (Gazeta do Povo)
Mathias ErdtmannEspecial para TI
Um trilhão de reais. Este é o saldo, em dinheiro, das operações compromissadas. Estas operações são utilizadas pelo Banco Central do Brasil (BC) para enxugar o excesso de dinheiro nos bancos. O BC recolhe os depósitos nos bancos, e a esse recolhimento é associado a uma dívida pública (do BC em favor dos Bancos). O BC procede, depois, ao pagamento de juros sobre este montante aos bancos, remunerando os bancos sobre esse dinheiro para torná-lo congelado, reduzindo a Base Monetária do país, o que significa um freio na economia, o que, segundo o BC, possibilita controlar o avanço inflacionário.
Se deseja congelar este dinheiro, obviamente que o Estado não pode utilizá-lo para gastar, por exemplo, em obras ou outros desembolsos no mercado físico. E portanto deixa este valor em caixa. A remuneração média da dívida contraída pelo BC, no últimos 12 meses, foi de 8,2% ao ano, pagos sobre um dinheiro que ficou parado, constituindo parte significativa da dívida pública (25,8% da dívida total líquida).
ENXUGAMENTO – A Base Monetária (dinheiro em circulação) no Brasil é muito pequena, resultado deste processo de enxugamento, ficando em meros 4,1% do PIB, tendo assim os bancos pouco dinheiro para (e pouca necessidade de) emprestar. Em contrapartida, tem uma fonte de receita garantida com risco soberano (baixo).
Todos os dados, oficiais de fevereiro de 2020, podem ser conferidos no site do BC (Notas à imprensa das Estatísticas Fiscais).
A título de comparação, nos EUA, a base monetária é atualmente de 8,3% do PIB, e está crescendo, devido ao combate à crise econômica de 2008 e a atual, da Covid-19. O valor mais baixo de toda história dos EUA foi 4,3% do PIB, em 1985 (há 35 anos atrás).
NÃO FALTA DINHEIRO – Há, portanto, dinheiro e poupança no Brasil. Não muito, mas há. São 4% do PIB de “folga”. O caminho natural será desconstruir esta jabuticaba gigante (justificada pelo nosso medo, construído pela experiência relativamente recente da hiperinflação, mas lembrando que hoje o Brasil é outro país, com reserva internacional, inflação abaixo do centro da meta, juro real mais baixo, com excedente energético e alimentar que nos dá certa autonomia, etc…), colocando nossa Base Monetária em um patamar mais convencional, e deixar de viver nesse clima de escassez forçada. A recuperação passará por isso, e no fim teremos um Brasil melhor.
Por outro lado, deixando a inocência pueril, vejamos que no verso desta moeda, de um trilhão de reais, tem uma face desenhada, dos bancos. A César o que é de César. Esse dinheiro, ao ser utilizado, será direcionado rapidamente à ativos gerenciados pelos bancos: Debêntures e/ou mercado acionário, como vemos na última MP tramitando pelo Congresso/Senado.
ESTADOS UNIDOS E JAPÃO – Em tempo: bancos centrais em todo o mundo, comprando debêntures e/ou ações são cada vez mais comuns. A preferência dos EUA são os debêntures (mas sinalizam que devem comprar, por exemplo, ações da Boeing neste momento), já os japoneses preferem as ações. O Banco Central japonês já detém uma participação de aproximadamente 5% das ações das duas mil maiores empresas do Japão. A participação total do estado, quando somada a do fundo de pensão estatal, atinge 11% nestas grandes empresas.
É como uma estatização suave, que vem sendo apoiada pelos capitalistas (conservadores ou liberais), pois estes mantém o controle das empresas e veem a cotação da bolsa na ascensão infinita, e também vem sendo apoiada por alguns social-democratas, pois entendem que a população, na figura do estado, passa a ter cada vez mais participação nos lucros privados, como se fosse uma implantação de imposto sobre grandes lucros, que nunca conseguiriam implantar de outra forma.
USAR ESSE DINHEIRO – Torçamos então para que, ao menos por caminhos tortos, esses valores cheguem ao auxílio da economia física, da produção dos bens essenciais (incentivar agroindústria, energia, saúde), da indústria de base, da eficiência (infraestrutura) e dos empregos com criação de valor.
Estes serão os itens que serão mais importantes para ultrapassar os tempos frugais que veremos a frente, e enfrentaremos todos juntos.

Desesperado com o inquérito das fake news, Bolsonaro agora é refém do Supremo


TRIBUNA DA INTERNET | Somente o Senado tem poderes para acabar com ...
Charge do Mariano (Charge Online)
Vera MagalhãesEstadão
Sairá do Supremo Tribunal Federal o caminho para que Jair Bolsonaro enfrente o terceiro processo de impeachment de um presidente eleito em 28 anos. A bola, mais do que nunca nos últimos anos, está com os 11 ministros da principal corte do País. E olha que desde o mensalão o protagonismo do STF tem sido grande. Mas a conjuntura leva a que, desta vez, algumas coisas sejam diferentes.
O primeiro componente inédito é a vigência, há um ano, de um inquérito sigiloso, sem prazo e com abrangência grande e escopo para investigar fake news contra ministros do próprio tribunal. É ele, como escrevi na quarta-feira, que dará o fio da meada para que se trace uma cadeia de comando na rede de destruição de reputações que grassa nas mídias sociais e alimenta o bolsonarismo.
BATEU O DESESPERO – Graças a esse inquérito Bolsonaro perdeu as estribeiras em plena crise do novo coronavírus e decidiu demitir o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, assumindo inclusive o risco de perder Sérgio Moro e ganhar seu mais competitivo rival em 2022. O desespero com o inquérito foi maior que o medo de perder Moro.
Pouco ou nada vai adiantar Bolsonaro ter alguém “seu” no comando da PF para tentar esvaziar o inquérito-bomba: as provas coletadas até aqui estão em poder do ministro Alexandre de Moraes, seu relator, e ele também já se precaveu e também assegurou que os policiais e delegados designados para comandar a investigação não sejam trocados.
O segundo ineditismo do papel do Supremo nessa crise é que são muitas, e de diferentes magistrados, as decisões que tolheram os arreganhos autoritários de Bolsonaro nos últimos meses. O presidente viu caírem desde as tentativas de ditar a estratégia de combate à pandemia do novo coronavírus até as investidas para reduzir acesso da sociedade a informações públicas.
DIVISOR POLÍTICO – Não é obra do acaso. Que integrantes de blocos até ontem conflitantes dentro do STF passem a atuar de forma coesa na contenção do presidente é um divisor de águas político e pode ser determinante para que as investigações em curso – duas delas com Alexandre de Moraes e uma com Celso de Mello – deem ao Congresso, ali do outro lado da Praça dos Três Poderes, o caminho jurídico do impeachment.
E aqui entra o terceiro fator inédito, a saideira do decano. Celso de Mello deixa o Supremo em novembro, depois de 31 anos. Dono de posições que foram paradigmáticas para a Corte em julgamentos como o do mensalão, desde o ano passado ele tem pontuado com ênfase os riscos à democracia representados por ações e palavras de Bolsonaro.
É dele a relatoria de um mandado de segurança questionando a demora da Câmara em analisar pedidos de impeachment e, desde sexta-feira, também está com ele o novo inquérito para apurar as denúncias de Sérgio Moro.
CRAVO E FERRADURA – Candidato à sua cadeira em novembro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, tentou dar uma no cravo e outra na ferradura ao colocar Moro na situação de co-investigado. Acabará por fazer do ex-ministro e ex-juiz da Lava Jato, ao lado do decano, peça fundamental de abrir a picada para o embasamento jurídico do processo de impeachment.
Não é por acaso o silêncio de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Os dois sabem que o enredo, agora, se desenrola no Judiciário. É de lá que sairá o roteiro para que a Câmara, e depois o Senado ajam. Até lá, há fatores políticos a alinhar. O principal é a definição de se o Centrão vai embarcar no governo ou fazer o que fez no impeachment de Dilma: leiloar seu preço com os dois lados até a undécima hora.
Os prazos são exíguos: Mello pendura a toga em novembro, e Maia deixa a cadeira em fevereiro do ano que vem. Por isso, e porque há um vírus a combater e uma economia em frangalhos para tentar recuperar, o ritmo será intenso.

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