quarta-feira, fevereiro 26, 2020

Não há parlamentarismo branco, mas governo pálido

Não há parlamentarismo branco, mas governo pálido
Jair Bolsonaro afeiçoou-se à marcha da insensatez. Sempre que lhe apertam os calos, atiça as ruas. Fez isso, por exemplo, ao trombetear no ano passado o texto apócrifo que dizia que o Brasil é "ingovernável fora dos conchavos". Ou ao difundir o vídeo em que desempenhava o papel de um leão cercado pelas hienas do STF, da imprensa e dos partidos. Requentou novamente o truque..

Cachê de Ivete Sangalo e Bell Marques pagaria plantonista por 20 anos no HGE, desabafa médico - Jornal Ação Popular

CBN 2 h · A inspiração do ato é numa fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. Ele disse que o governo não podia aceitar chantagem do Congresso. #CBN #NoArNaCBN https://glo.bo/2PnZPze A manifestação incentivada por parlamentares bolsonaristas e ativistas conservadores está marcada para 15 de março. A inspiração do ato é numa fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, que disse que o governo não podia aceitar chantagem do Congresso. CBN.GLOBORADIO.GLOBO.COM Líderes políticos e OAB repudiam apoio de Bolsonaro a ato contra o Congresso e STF A manifestação incentivada por parlamentares bolsonaristas e ativistas conservadores está marcada para 15 de março. A inspiração do ato é numa fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, que disse que o governo não podia aceitar chantagem do Congresso.

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A inspiração do ato é numa fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. Ele disse que o governo não podia aceitar chantagem do Congresso. #CBN #NoArNaCBN https://glo.bo/2PnZPze
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A manifestação incentivada por parlamentares bolsonaristas e ativistas conservadores está marcada para 15 de março. A inspiração do ato é numa fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, que disse que o governo não podia aceitar chantagem do Congresso.

Brasil confirma primeiro caso do novo coronavírus


por Folhapress
Brasil confirma primeiro caso do novo coronavírus
Foto: Reprodução / G1
O Brasil registrou nesta terça (25) o primeiro caso de coronavírus. A Folha apurou que o teste de contraprova de um paciente que já havia sido notificado como caso suspeito nesta noite também deu positivo.

A informação foi confirmada com uma fonte envolvida no processo. Mais cedo, o homem havia testado positivo para o vírus no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e sido submetido ao teste de contraprova no Instituto Aadolfo Lutz, cujo resultado deve ser anunciado nesta quarta (26) pelo Ministério da Saúde.

Com isso, o Brasil passa a ser o primeiro país da América Latina com um caso confirmado do novo vírus que já matou 2.708 pessoas no mundo.

Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, o paciente foi atendido na segunda (24), e a Vigilância Epidemiológica estadual foi notificada nesta terça (25). “O paciente encontra-se em bom estado clínico e sem necessidade de internação, permanecendo em isolamento respiratório que será mantido durante os próximos 14 dias”, afirma o hospital em nota. O homem está em casa.

Na terça (25), a pasta havia divulgado que o primeiro teste realizado no paciente tinha dado positivo para o Sars-CoV-2. As amostras foram enviadas ao laboratório de referência nacional, o Instituto Adolfo Lutz, para realização da contraprova que confirmou a infecção. ?

Até esta quarta, mais de 80 mil pessoas foram infectadas e 2.708 morreram em decorrência da doença Covid-19.

O período em que o homem esteve na Itália a trabalho (do dia 9 a 21 de fevereiro) coincide com a explosão de casos no país europeu, quando mais de 220 pessoas foram infectadas.

Até esta quarta, mais de 320 pessoas foram infectadas e 11 morreram na Itália. O aumento no número de casos pode ter relação com falhas de procedimento em um hospital na região e Milão, onde foi internado um paciente considerado "número um", segundo informou o primeiro-ministro Giuseppe Conte.

Os 34 brasileiros que foram evacuados de Wuhan, epicentro da doença, e ficaram em quarentena por 18 dias em uma base militar de Anápolis (GO) foram liberados no domingo (23) após testes indicarem que não foram contaminados pelo novo coronavírus.

O grupo deixou a base militar com destino a oito estados e ao Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Pará, Maranhão e Rio Grande do Norte.

O deslocamento foi feito por duas aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira), sendo que uma delas foi utilizada também para transportar a comitiva do governo federal de volta a Brasília. ?
Bahia Notícias

Manifestação com grupos pró-presidente é incentivado por Bolsonaro e gera repúdio


por Renato Onofre e Camila Mattoso | Folhapress
Manifestação com grupos pró-presidente é incentivado por Bolsonaro e gera repúdio
Foto: Reprodução / G1
Incentivados por parlamentares bolsonaristas e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, ativistas conservadores preparam um ato que tem provocado reações de repúdio ao pregar bandeiras de extrema direita, contrárias ao Congresso e em defesa de militares e do atual governo.

A manifestação, marcada para 15 de março, é uma reação à fala do ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, que chamou o Congresso de "chantagista" na semana passada.

O ato estava previsto desde o final de janeiro, mas acabou mudando de pauta para apoio a Bolsonaro e encorpando insinuações autoritárias após Heleno atacar o Legislativo.

Pelas redes sociais e por WhatsApp, apoiadores do presidente postam imagens de ataque ao Congresso, retirada dos comandantes da Câmara e do Senado e de alusão ao uso das Forças Armadas no movimento.

O próprio presidente Jair Bolsonaro encaminhou a amigos um vídeo que convoca a população a ir às ruas no dia 15 de março para defendê-lo. A informação foi confirmada à Folha de S.Paulo pelo ex-deputado federal Alberto Fraga (DF).

"Eu recebi um vídeo, ele [presidente] me encaminhou. Mas não foi ele que fez o vídeo. Confesso que não entendi assim [como um incentivo]. Ele nunca fez esse tipo de pedido. Quem está fazendo isso são os bolsonarianos pelas redes sociais. Para mim, mesmo, ele não falou absolutamente nada", disse Fraga, que é amigo pessoal do presidente.

Um outro vídeo, diferente do recebido por Fraga, mas exaltando a manifestação do dia 15 e adotando tom mais dramático, também foi compartilhado por Bolsonaro, conforme revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Ao menos seis congressistas bolsonaristas já manifestaram apoio à mobilização: Carla Zambelli (PSL-SP), Filipe Barros (PSL-PR), Guiga Peixoto (PSL-SP), Aline Sleutjes (PSL-PR), Delegado Éder Mauro (PSD-PA) e a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).

Os atos podem azedar ainda mais a relação entre o governo e o Congresso.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse na semana passada que "nenhum ataque à democracia será tolerado pelo Parlamento".

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que na última semana já havia afirmado que o ministro-chefe do GSI havia se transformado em um "radical ideológico contra a democracia", afirmou à Folha nesta segunda (24) que a atuação do Legislativo não é de parlamentarismo branco, mas "apenas responsabilidade com os brasileiros".

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), já chamou a manifestação do dia 15 de "inoportuna".

O general da reserva Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo na gestão Bolsonaro, criticou a mobilização e a classificou como irresponsável ao usar imagens de Heleno e do vice-presidente, general Hamilton Mourão.

"Exército Brasileiro --instituição de Estado, defesa da pátria e garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem. Confundir o Exército com alguns assuntos temporários de governo, partidos políticos e pessoas é usar de má-fé, mentir, enganar a população", escreveu Santos Cruz.

Nas redes sociais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou o ato de Bolsonaro de compartilhar um vídeo com convocações para o protesto.

"A ser verdade, como parece, que o próprio Pr [presidente da República] tuitou convocando uma manifestação contra o Congresso (a democracia) estamos com uma crise institucional de consequências gravíssimas. Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto de tem voz, mesmo no Carnaval, com poucos ouvindo."

Diferentemente do que disse FHC, contudo, Bolsonaro não tuitou o vídeo, mas encaminhou a amigos.

Inicialmente, a manifestação serviria para defender a proposta que determina a prisão após condenação em segunda instância e recolher assinaturas para a Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro tenta criar.

Em áudio da Presidência captado em transmissão ao vivo em cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio do Planalto, na manhã de terça-feira (18), Heleno afirmou que o Executivo não pode aceitar chantagens do Congresso o tempo todo.

"Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se", disse Heleno, na presença do ministro Paulo Guedes (Economia) e Luiz Eduardo Ramos (Governo).

Heleno defendeu que Bolsonaro deixasse claro à população que está sofrendo uma pressão e "não pode ficar acuado". O presidente teria dito a aliados para não avançar na proposta.

Para bolsonaristas, a fala de Heleno foi vista como uma convocação. De acordo com representantes de ativistas conversadores, mais de 60 cidades já confirmaram atos no dia 15.

"Admiro imensamente o general Heleno. Não posso concordar com o Congresso em engessar R$ 30 bilhões do Orçamento. A sociedade mostrará que todo poder emana do povo e para o povo", afirmou o porta-voz do grupo #NasRuas, Marcos Bellizia, que é militar da reserva.

Em uma das postagens de apoiadores de Bolsonaro, a foto de Mourão e de Heleno fardado aparece ao lado de outros dois militares com a frase: "Os generais aguardam as ordens do povo. FORA Maia e Alcolumbre".

Na quarta-feira (19), com a divulgação da declaração de Heleno pelo jornal O Globo, a irritação no Congresso foi generalizada. Deputados e senadores da oposição protocolaram pedidos de convocação do ministro.

Apoiador do ato do dia 15, o deputado Filipe Barros postou que a pauta é uma só, de "apoio ao Presidente @jairbolsonaro". "Em Londrina, assim como em todo Brasil, teremos manifestação dia 15 de março", escreveu no Twitter.

No mesmo tuíte, o deputado federal posta uma imagem com a mensagem "foda-se" em primeira plano com a foto de Heleno fardado. Atrás aparece uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, com o Congresso ao fundo. Procurado pela Folha, Barros não retornou.

De acordo com a deputada Carla Zambelli, os atos representam uma crítica ao Congresso.

"Essa manifestação mostra que o povo não votou em Bolsonaro para ter, de fato, um parlamentarismo branco. A população, em geral, não confia em boa parte do Congresso, infelizmente", afirmou.

Zambelli esteve à frente de um dos movimentos que fizeram, também num 15 de março, só que há cinco anos, um dos maiores atos a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

"As manifestações do impeachment também representavam uma pressão sobre o Congresso", afirmou a deputada.

A senadora Soraya Thronicke usou as redes para atacar os responsáveis pela articulação entre o Executivo e Legislativo.

"Desde o início de 2019 eu já dizia: não é falta de articulação do governo, mas sim falta de caráter daqueles que se comprometeram conosco; o plano era pessoal, caímos como patetas. Vamos pressionar o Planalto pela saída do MDB das lideranças do governo", disse a senadora, endossando Heleno.

"Eu estou nos bastidores e posso dizer com propriedade: não duvidem do general Heleno", afirmou.

O embate entre governo e Congresso começou após a aprovação do Orçamento.

A dificuldade em chegar a um acordo sobre a divisão do dinheiro dentro do chamado Orçamento impositivo elevou a temperatura entre Executivo e Legislativo.

Pessoas ligadas a Bolsonaro chegaram a chamar de "golpe do parlamentarismo branco" a insistência dos congressistas em ficar com a gestão de mais de R$ 30 bilhões do total de R$ 80 bilhões do Orçamento que, pelas projeções, está livre para ser gasto em 2020.

O Palácio do Planalto ficaria sem controle de quase metade dos recursos disponíveis, e também do cronogram

Bahia Notícias

Delegação brasileira deixa sessão da ONU em protesto contra Maduro


Delegação brasileira deixa sessão da ONU em protesto contra Maduro
Foto: Divulgação / MDH
Um protesto contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, deixou o salão onde acontece a 43ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) no momento em que o chanceler venezuelano Jorge Arreaza discursava.

Ao se levantar e deixar o recinto, Damares foi acompanhada pelos demais membros da delegação brasileira que participam do principal encontro de líderes internacionais sobre direitos humanos.A sessão é sediada em Genebra, na Suíça, e termina na próxima quinta-feira (27), conta com a participação de mais de 100 ministros e altas autoridades da área dos países-membros da ONU, segundo a Agência Brasil.

Em outubro de 2019, Brasil e Venezuela foram eleitos para ocupar duas das vagas destinadas a países da América Latina e do Caribe no Conselho de Direitos Humanos da ONU para o período 2020-2022. A Venezuela foi eleita com o voto de 105 países-membros, tendo ficado a frente da Costa Rica. Já o Brasil foi reeleito para mais um mandato com 153 votos.

Mais cedo, ao discursar logo após a abertura da sessão, Damares já tinha classificado o atual regime venezuelano como “ilegítimo e autoritário”. Além disso, em um evento paralelo no qual foi discutida a situação na Venezuela, a ministra já tinha declarado que o governo brasileiro “condena com a máxima veemência as graves violações dos direitos econômicos, sociais e culturais” ocorridas no país vizinho.

Damares voltou a manifestar o apoio irrestrito do Estado brasileiro ao que classificou como “as forças democráticas venezuelanas”, e também destacou o empenho brasileiro para recepcionar e oferecer abrigo a milhares de venezuelanos que cruzam as fronteiras fugindo à crise polícia, econômica e humanitária em seu país.

Durante sua fala, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, conclamou a comunidade internacional a enfrentar medidas coercitivas unilaterais contra qualquer país. “Devemos salvar este valioso projeto coletivo, este Conselho, da obstinada e distorcida pretensão de alguns países de usar de forma seletiva aos procedimentos do Conselho para atacar politicamente a alguns dos países-membros.”

Bahia Notícias

Reforma administrativa é uma decepção pior do que a reforma da Previdência


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Charge do Erasmo
Carlos Newton
Depois da Quarta-Feira de Cinzas, vem aí a Quinta-Feira da Decepção, porque o presidente Jair Bolsonaro vai encaminhar ao Congresso a mensagem da ansiada reforma administrativa, que será uma repetição da famosa reforma da Previdência, que praticamente não retirou nenhuma regalia das chamadas nomenklaturas civil e militar, ao contrário do que tem acontecido com outros países em crise, como a velha Grécia, onde as elites perderam privilégios.
A única regalia que a reforma da Previdência tirou foi a extinção do acúmulo de aposentadorias, em caso de viuvez, devendo o cônjuge sobrevivente optar pela pensão mais alta.
EU DISSE PRIVILÉGIO…  – É preciso ficar claro que, no caso na aposentadoria do trabalhador comum pelo INSS, a mudança não atinge privilégios, pois o valor máximo não chega a R$ 6 mil. Para a imensa maioria, a nova regra funcionará como uma punição ao cônjuge sobrevivente.
Porém, no que se refere ao serviço público, que envolve belas aposentadorias de até R$ 39,2 mil, depois de muito pesquisar  só consegui encontrar um caso de privilégio que será atingido, mas provavelmente em futuro remoto.
Como se sabe, o juiz federal Marcelo Bretas é casado com uma juíza. Com a duplicidade do auxílio moradia, ambos estão chegando à remuneração máxima. Se um dos cônjuges morrer, pela nova regra o sobrevivente estará condenado a sobreviver com apenas R$ 39 mil mensais, vejam que sofrimento será.
MILITARES DE FORA – O certo é que a reforma deixará os militares de fora, como já virou praxe. E o pior é que não vai obrigar o cumprimento de um dos mais importantes disposiitivos constitucionais, o artigo 37, inciso XI, que exige:
“A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (…)”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Como se vê, nesse particular, a Constituição Cidadã de Dr. Ulysses Guimarães é irretocável. No entanto, jamais será cumprida. E quem acreditava na reforma administrativa, é melhor já ir caindo na real. Se esse artigo 37 da Constituição vigorasse, Bolsonaro não poderia receber três remunerações simultâneas, como capitão, ex-deputado e presidente da República. E os militares que são ministros ou ocupam outros cargos também teriam as remunerações limitadas ao teto constitucional. Mas isso eles não aceitam, de jeito nenhum. Devem ter passado o Carnaval em casa, guardados por Deus e contando o vil metal, como dizia Belchior, o grande compositor cearense. (C.N.)

Bernie Sanders será o adversário de Donald Trump nas urnas de novembro?


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Até que ponto o socialista Sanders pode ameaçar Trump?
Pedro do Coutto
Com a vitória por larga margem nas prévias de Nevada, mais uma entre aquelas que já conseguiu, tudo indica que Bernie Sanders será candidato do Partido Democrata a disputar as eleições em novembro contra Donald Trump. É verdade que ainda faltam muitas prévias, mas o fato evidente é que ele despertou a emoção das bases e isso deverá levá-lo a vitória nas eleições partidárias.
O quadro tornou-se francamente favorável a sua indicação, uma vez que Joe Biden não conseguiu decolar. Percebe-se uma situação de frieza dos democratas em relação a ele. Mas ele poderá acrescentar votos a Sanders na campanha eleitoral americana.
UNIR AS BASES – O partido Democrata atravessa uma fase difícil depois da derrota de Hilary Clinton, porém por este aspecto não se pode dizer que a legenda não conseguirá a união de suas bases e a emoção humana que é o ponto primordial dos embates eleitorais.  As campanhas e as urnas surpreendem. Há vários exemplos.
Em 1960, Nixon, favoritíssimo, perdeu para John Kennedy . Dois anos depois, em 1962 disputou o governo da Califórnia contra o democrata Edmond Brien. Perdeu e anunciou aos jornalistas sua saída da política, que teve como ponto marcante ter sido vice-presidente de Eisenhower nos mandatos conquistados em 52 e 56. 
Em 64 o partido Republicano concorreu com Barry Goldwater. Lyndon Johnson venceu disparado. Em 68 o quadro republicano estava vazio. Houve uma divisão dos democratas aberta pelo governador George Wallace. E Nixon derrotou Hupert Humprey. Portanto situações inesperadas ocorrem.
TRUMP FAVORITO – Agora os fados da política destacam favoritismo de Donald Trump. Mas é preciso levar em consideração os aspectos que surgirão ao longo da campanha nos noves meses que faltam para as urnas.
Por exemplo. Depois da convenção, a legenda que foi de Roosevelt e de Kennedy poderá alcançar a unidade na maratona pela Casa Branca. Além disso, é necessário considerar o peso do apoio do ex-presidente Barack Obama que, como é natural, faz parte da ética absoluta que caracteriza seu comportamento. Vale acentuar que a hipótese de tal apoio traz consigo uma conquista social importante, caso do Obamacare.
Obamacare, projeto do ex-presidente incorporado à legislação, permitiu cobertura de serviço de saúde a 20% da população dos EUA. Esses 20%, reduzidos em números absolutos, representam 60 milhões de pessoas, famílias que passaram a contar com uma atenção que antes não recebiam. Pontos como esse logicamente podem acrescentar votos. Donald Trump hoje está forte. Amanhã pode não se ter a mesma certeza.
O aspecto importante em matéria eleitoral é que eleição não se ganha na véspera, como é o caso das partidas de futebol. O voto se conquista nas urnas. A vitória também.

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