domingo, dezembro 15, 2019

Bolsonaro planeja reforma ministerial no alto escalão para o início de 2020


Comportamento de Weintraub nas redes sociais o desgastou
Gustavo Uribe
Paulo Saldaña
Talita Fernandes
Folha
O presidente Jair Bolsonaro quer iniciar 2020 com um mapa definido da reestruturação no primeiro escalão de seu governo para ser anunciado até fevereiro. Em seus planos estão três nomes que devem ser trocados: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Abraham Weintraub (Educação) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).
Onyx passa por um longo processo de desgaste desde o início do governo. Perdeu funções relevantes, como a articulação política, transferida para Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), e a coordenação jurídica da Presidência, hoje subordinada à Secretaria-Geral, sob o comando do ministro Jorge Oliveira.
APOIO FRÁGIL – Pesa contra ele também o fato de Bolsonaro estar insatisfeito com o apoio frágil do DEM à pauta governista no Congresso. Onyx é um dos três ministros da legenda, junto com Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).
O DEM tem hoje o comando da pauta legislativa, já que são filiados ao partido os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (AP).
ATÉ O FIM DE JANEIRO – De acordo com interlocutores do presidente, as mudanças na equipe devem ter início no final de janeiro, antes da retomada das atividades do Congresso, em fevereiro. Bolsonaro não pretende fazer uma reforma ampla. Um aliado disse à reportagem que as trocas devem ser graduais.
Onyx ainda não tem destino certo. Uma possibilidade é voltar à Câmara, para a qual foi reeleito deputado. Outro cenário é que o ministro assuma uma assessoria especial.A mudança na Casa Civil impacta diretamente uma pasta estratégica para Bolsonaro, o Ministério da Educação, hoje comandado por Abraham Weintraub.
ENFRAQUECIMENTO – Weintraub também se enfraqueceu na medida em que Onyx foi perdendo prestígio no Planalto. O ministro é próximo ao chefe da Casa Civil, de quem foi secretário-executivo.
Uma possível saída dele tem sido aventada pelo menos desde novembro. Sua postura ideológica agrada ao presidente e seus filhos, mas o comportamento agressivo nas redes sociais e a capacidade de criar crises na área o desgastaram em alguns núcleos do governo, como a área moderada, formada pelo comando militar e pela equipe econômica.
TOM AGRESSIVO –  Um exemplo foi a ida do titular da Educação ao Congresso na última quarta-feira, dia 11. Weintraub atendeu a uma convocação da Comissão de Educação, mas seu tom agressivo causou desconforto em aliados. Congressistas indicam que o ministro virou motivo de piadas na Casa, o que desmoraliza o Planalto.
A exoneração na quinta-feira, dia 12, de sua principal assessora, Priscila Costa e Silva, serviu de pista para que aliados e grupos que buscam influência no MEC intensificassem as articulações para uma troca.
TV ESCOLA – Causou mal-estar a forma como o ministro decidiu não renovar o contrato de gestão com a Associação Roquette Pinto, que gerencia a TV Escola. Weintraub determinou um despejo da TV Escola das dependências do MEC, cumprido na sexta-feira, dia 13.
Não há certeza sobre a continuidade do canal. De acordo com relatos à Folha, Weintraub teria tentado indicar pessoas para a associação e influenciar nos rumos na TV. O ministro entrou em férias a partir deste sábado, dia 14, o que tem sido visto nos bastidores com presságio de uma saída definitiva. A previsão de volta é só no dia 4 de janeiro.
OPÇÕES – Ele teve uma reunião com Bolsonaro no Planalto na sexta, em agenda não prevista. O assunto não foi informado. Entre as opções de substitutos passam indicações de um nome evangélico, o que garantiria a visão ideológica de Bolsonaro à frente da Educação.
A saída de Weintraub, se confirmada, será a segunda baixa na pasta vista como chave por Bolsonaro desde a campanha eleitoral. O presidente é crítico das universidades públicas por entender que há uma dominação da ideologia de esquerda.
VEXAME – Na última quinta-feira, dia 12, em viagem ao Tocantins, o presidente fez um discurso duro, criticando publicamente a educação no país. Bolsonaro disse ser um vexame que universidades brasileiras não estejam entre as melhores do mundo.
“Todos nós aqui somos responsáveis pela educação”, disse a uma plateia de prefeitos da região. “E como está a educação no Brasil? Péssima”, disse. Mesmo que deixe o MEC, a aposta é que Weintraub possa ocupar outro cargo na gestão Bolsonaro. Ele chegou à pasta em abril para ocupar o lugar que era de Ricardo Vélez Rodríguez, demitido após um processo de disputas internas.
ECONOMIA – Na equipe econômica, é dada como certa a saída do almirante de esquadra Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Com ele, o segundo escalão também deve ser trocado, com mudanças nas quatro secretarias (Óleo e Gás, Energia, Mineração e Planejamento), coordenadas pela secretaria-executiva.
Como uma saída honrosa, Bolsonaro estuda indicar o ministro para a vaga destinada à Marinha no Superior Tribunal Militar (STM). O posto será aberto em maio do ano que vem com a aposentadoria do ministro Alvaro Luiz Pinto, que completará 75 anos.
PRÉ-REQUISITO – Bento preenche quase todos os pré-requisitos: é almirante de esquadra, está na ativa e é um dos veteranos. No entanto, não é o mais antigo na carreira, critério que costuma ser levado em conta na escolha.
Para o comando de Minas e Energia, o nome mais forte, no momento, é o do deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE), ex-ministro da pasta no governo de Michel Temer. Embora seja alvo de críticas de parlamentares, a saída do general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, é vista como remota.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Sobre o mal-estar causado por Abraham Weintraub em relação ao fato de não renovar o contrato de gestão com a Associação Roquette Pinto, que gerencia a TV Escola, vale destacar que foi enviado um caminhão de mudança ao prédio da emissora para a retirada de todos os móveis e equipamentos. Muita gente foi pega de surpresa. (Marcelo Copelli)

Governador Rui Costa abre cisão no PT e propõe que Lula “ajuste” o discurso


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Rui Costa acha que o radicalismo prejudica o partido
Pedro do Coutto
Numa entrevista de página inteira ao repórter Igor Gielow, Folha de São Paulo de sábado, o governador da Bahia Rui Costa abriu praticamente uma cisão no seu partido, o PT, na medida em que acha que o ex-presidente Lula deve alterar seu discurso político e passar a pregar a pacificação do país. Assim, o ex-presidente da República tornar-se-ia o alvo central de um projeto de realinhamento da legenda, abandonando a polarização com o presidente Jair Bolsonaro. Rui Costa, portanto, propõe uma alteração no foco central do debate político.
O novo posicionamento na visão de Rui Costa deve incluir também uma proposta de pacificação do país, realizando ao mesmo tempo um ajuste fino na posição econômica.
PAPEL DE LULA – Rui Costa destaca também que Lula precisa assumir um papel preponderante nesse processo, equivalendo a uma conciliação e não mais a radicalização que predominou na legenda de 2003 a 2010.
Com isso, o governador baiano exclui a presença da ex-presidente Dilma Rousseff no panorama que ele traçou como ideia de rumo a ser percorrido pelo ex-presidente da República.
O governador, reeleito no ano passado com 75% dos votos, reflete em si, sem dúvida alguma, um êxito administrativo que o levou a reeleição.
SERÁ CANDIDATO – Sobre a possibilidade de ser o candidato da legenda a sucessão de 2022, acrescentou que se encontra à disposição do partido. Costa, por exemplo, critica a posição do PT em relação a economia por considerar que a negação permanente a qualquer mudança representa um choque com a realidade brasileira. É preciso refinar o discurso, diz ele.
Na minha opinião, o radicalismo foi a causa principal do desabamento do Partido dos Trabalhadores nas urnas da sucessão. O partido perdeu muitos acentos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas, somando-se a isso a larga margem de Jair Bolsonaro em relação a Fernando Haddad.
Rui Costa em parte tem razão, porém é preciso levar-se em conta que a onda de corrupção que marcou os governos Lula e Dilma Rousseff forneceram combustível para a viagem de Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
DANÇA DOS CORRUPTOS – O PT perdeu as eleições porque principalmente seu comportamento tentando encobrir a dança dos corruptos e corruptores transformou-se num principal fator da vitória de Bolsonaro.
A ideia contida na entrevista de Rui Costa é a de que, sem dúvida, a continuar a polarização a legenda que deveria ser a dos trabalhadores, como está escrito em sua página, transformou-se na legenda do fracasso eleitoral. Sem dúvida alguma, o governador da Bahia tocou no ponto mais sensível da estrutura da agremiação. Deseja um debate em nível alto sem a agressividade que Lula vem demonstrando nos seus mais recentes pronunciamentos políticos.
Rui Costa está propondo, penso eu, um título inspirado num filme famoso: “E o Vento Levou…”.

Lava Jato aponta apartamento de luxo em SP como indício da ligação entre verba da Oi e família de Lula


Apartamento ocupa sozinho um andar em área nobre de SP
José Marques
Estadão
Além do sítio de Atibaia (SP), um apartamento de 335 m² em região nobre da Zona Sul de São Paulo é apontado pela Lava Jato como um dos principais indícios de que o empresário Jonas Suassuna usou dinheiro de contratos com a Oi para beneficiar a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Comprado por Suassuna em 2009 por R$ 3 milhões (R$ 1,9 milhão de entrada, e o resto parcelado), o imóvel foi reformado e mobiliado por ele ao custo de, segundo estimativa da Polícia Federal, ao menos R$ 1,6 milhão. Foram colocados revestimentos de piso e de parede, forro de gesso, condicionadores de ar e armários planejados.
ANDAR INTEIRO – Alugado em 2013 por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o apartamento ocupa sozinho o 23º andar de um dos dois edifícios do condomínio Hemisphere. Ele tem três suítes (uma master e duas de tamanho padrão), terraço gourmet, escritório, cozinha, sala de estar e de almoço.
Suassuna também é dono de parte do sítio usado por Lula. A PF desconfia que tanto o apartamento quanto o terreno em Atibaia foram comprados com dinheiro de contratos comerciais feitos sem lógica econômica, uma fachada para dar aparência legal às transferências.
ALETHEIA – Em 2016, durante a 24ª fase da Lava Jato, batizada de Aletheia, que investigou Lula, o apartamento foi alvo de busca e apreensão. Informações obtidas a partir daquela operação foram usadas para justificar as ações da Mapa da Mina, fase deflagrada na última terça-feira (10), que tem Lulinha como principal alvo.
Apesar de ter comprado o imóvel, antes de escolher a planta do apartamento Suassuna mandou um email sobre o assunto a Lulinha. A PF suspeita que essa decisão tenha partido do filho de Lula.
ELETRODOMÉSTICOS – Há suspeita também de que eletrodomésticos usados por Lulinha tenham sido comprados pelo dono do apartamento e também por Kalil e Fernando Bittar —que também é dono do sítio de Atibaia.
“Seguem os orçamentos dos produtos escolhidos pelo Fabio e esposa. Preciso transformá-los em pedido e negociar com você a forma de pagamento e desconto”, diz um email enviado a Kalil em outubro de 2013, acessado após busca e apreensão da PF.
Na residência foram periciados eletrodomésticos, como forno elétrico, refrigerador de quatro portas, adega climatizada, lavadora e secadora, refrigerador de cervejas, televisão e equipamentos de áudio e vídeo. À época, eles tinham custo de R$ 130 mil.
ALTO PADRÃO – O imóvel é descrito pela PF como “um residencial de alto padrão” que “possui localização privilegiada, com predomínio de imóveis residenciais”. Já o condomínio Hemisphere “possui ampla estrutura de lazer, dispondo de academia, lounge, quadra poliesportiva, piscinas coberta e descoberta, sala de recreação, dentre outros ambientes”.
Lulinha alugou o imóvel por R$ 15 mil mensais. A perícia da Receita diz que um imóvel similar na região, mobiliado, custava R$ 40 mil mensais. Além disso, quebra de sigilo bancário apontou que de outubro de 2013, quando Lulinha alugou o apartamento, a fevereiro de 2016, pouco antes da deflagração da Aletheia, só houve 13 dos 28 pagamentos que deveriam ter sido feitos ao longo do período.
MORADIA DE LULINHA – “Há indícios de que esse imóvel possa ter sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia depois para Fábio Luís Lula da Silva”, disse o procurador Roberson Pozzobon na última terça, após a operação. “É muito semelhante ao que aconteceu também no sítio de Atibaia.”
Ele aponta a proximidade das datas das compras: o sítio de Atibaia foi comprado em outubro de 2010. As duas condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato, até agora, são relacionadas a reformas em imóveis atribuídos a ele: o tríplex em Guarujá (SP), que levou à sua prisão, e o sítio. O petista sempre negou que tivesse cometido qualquer irregularidade.
MENOS DE 1%  – Como apontado pela Folha, o valor de compra do sítio de Atibaia representa menos de 1% do total de repasses suspeitos investigados pela Lava Jato na fase que investiga Lulinha. O imóvel, porém, é o elo para que o caso seja apurado pela força-tarefa de Curitiba.
A investigação é diretamente vinculada à que originou o processo que condenou Lula por corrupção e lavagem de dinheiro e aponta que o petista foi o principal beneficiado com a compra e obras no sítio.
Uma das evidências é que vários produtos criados pelas empresas de Lulinha e Suassuna não obtiveram resultado comercial relevante, como a “Bíblia na Voz de Cid Moreira”. A Oi teve uma receita de R$ 21 mil com a comercialização do produto, mas repassou R$ 16 milhões à Goal Discos, de Jonas Suassuna, pelo serviço.
PROVAS – A força-tarefa da Lava Jato tem elencado, além do sítio, outros fatores para que a investigação sobre o caso seja tocada por Curitiba, como a utilização de “dezenas de provas obtidas ao longo da operação”, em buscas e apreensões, quebras de sigilo e inquéritos policiais.
A força-tarefa também argumenta que uma agência de publicidade que fez pagamentos à empresa de Lulinha e Suassuna, a PPR Profissionais de Publicidade, teve atuação também junto à Petrobras, que é o foco da Lava Jato no Paraná, além de ter feito pagamentos a firmas do operador financeiro Adir Assad, hoje delator.
ANULAÇÃO – Na sexta-feira, dia 13, a defesa de Lulinha pediu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região que retire a investigação da vara federal de Curitiba e anule a decisão. Eles afirmam que “nada há na fase 69ª da Operação Lava Jato que aponte algum mínimo resquício de fraude ou desvio na Petrobras”.
Lula tem negado ter cometido qualquer irregularidade e disse nas redes sociais que a operação que investiga seu filho é uma “demonstração pirotécnica de procuradores viciados em holofotes”.

Sem nenhum evidência, Carlos compartilha vídeo que acusa Witzel de forjar prova contra Bolsonaro


Otoni acusou Witzel de usar a Polícia Civil para forjar conversa
Vinicius Neder
Estadão
O vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, compartilhou em sua conta no Twitter, na noite de sexta-feira, dia 13, um vídeo que acusa o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), de usar a Polícia Civil para envolver a família Bolsonaro no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista, Anderson Gomes, mortos em atentado ocorrido em março de 2018.
No vídeo compartilhado por Carlos, publicado originalmente no YouTube no canal “Folha do Brasil”, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), apoiador da família Bolsonaro, faz um discurso de cerca de 20 minutos com acusações.
ACUSAÇÃO – “O governo do Wilson Witzel está colocando, isso a gente já sabe e estou denunciando isso há muito tempo, a máquina do Estado para forjar provas que envolvam a família do presidente no caso Marielle”, diz o deputado num trecho do vídeo.
“Você tem dúvida de que o governo do Rio está atrás de mim? Eu faria um inquérito melhor”, disse o presidente Jair Bolsonaro, perguntado sobre o vídeo neste sábado em Brasília. Otoni de Paula diz no vídeo que as provas “forjadas” seriam conversas entre milicianos do Rio – a participação de grupos de milícia no assassinato de Marielle está entre as linhas de investigação.
“ARMAÇÃO” – O deputado federal aparece no vídeo dizendo que as conversas são “armadas” para “incriminar a família do presidente” e “o próprio presidente da República”.
“Só que, na verdade, não tem conversa nenhuma. A conversa é totalmente montada”, diz Otoni de Paula no vídeo. Ele ainda afirma que recebeu a informação de uma “fonte muito séria”, mas não menciona nomes.
“PODE SER …” – “Conforme Otoni de Paula, “pode ser que eles estejam preparando uma matéria, igual àquela do porteiro, para o ‘Jornal Nacional’ ou para o ‘Fantástico’”, que seria veiculada neste fim de semana.
A “matéria do porteiro”, veiculada no Jornal Nacional, da TV Globo, no fim de outubro, revelou o depoimento de um porteiro do condomínio de casas onde o presidente Bolsonaro mantém residência e morava antes de assumir o cargo, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Segundo o depoimento, um dos envolvidos no assassinato de Marielle teria dado o nome do presidente ao entrar no condomínio no mesmo dia do crime. Preso sob acusação de matar a vereadora e seu motorista, o ex-agente da Polícia Militar (PM) do Rio Ronnie Lessa morava no mesmo condomínio.
VAZAMENTO – Após a revelação do depoimento do porteiro, o presidente Bolsonaro acusou Witzel de participação no vazamento da informação. O governador refutou a acusação na ocasião. Procurado neste sábado, 14, para comentar as novas acusações do vídeo compartilhado pelo vereador Carlos Bolsonaro, o governo do Estado do Rio ainda não se manifestou.
Ainda no vídeo, Otoni de Paula afirma que a mesma fonte passou a informação sobre as supostas conversas entre milicianos para a família Bolsonaro. Na manhã de sexta-feira, 13, o presidente Bolsonaro voltou a tratar de investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle, sem ser questionado sobre o assunto.
“No caso Marielle, outras acusações virão. Armações, vocês sabem de quem”, disse Bolsonaro, sem especificar quem seria o autor das armações. “Mas a gente tem um compromisso: mudar o destino do Brasil”, completou o presidente, que fez as declarações a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– No vídeo-denúncia, Otoni de Paula tentou apelar para o drama ao estilo João Kléber. Pena que não deixou os internautas avaliarem seus feições durante o inflamado discurso. O deputado federal tentou convencer o compartilhamento e até se colocou com provável vítima dos inimigos atacados, mas em nenhum momento apresentou qualquer evidência. Pelo contrário. Tudo baseado em suposições de uma “fonte confiável”. Misturando o nome de Deus e xingamentos, não conseguiu persuadir. (Marcelo Copelli)

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