sábado, dezembro 07, 2019

O fim está chegando para mim, diz Tarcísio Meira após passar 11 dias internado

O ator Tarcísio Meira, 84, fez um desabafo ao falar sobre morte. O artista ficou 11 dias internado por conta de uma pneumonia. À revista Veja, disse que a morte o assusta.

Deltan sugeriu que Moro protegeria Flávio Bolsonaro para não desagradar o presidente

#ParabensCasoQueiroz: "É óbvio o q aconteceu". Em chats, Deltan sugeriu que Moro protegeria Flávio Bolsonaro no caso Queiroz, que hoje completa um ano, para não desagradar o presidente. #VazaJato

Pesquisa mostra Lula na frente!

ASSISTA HOJE (7/12/2019) AO MEIO-DIA --- --- Após quase 2 anos preso, Lula é libertado e sua popularidade dispara. Um mês depois, pesquisa eleitoral da Veja entre os mais ricos (por telefone) mostra ex-presidente como o único político capaz de enfrentar a máquina fascista em 2022. E mais: a pesquisa mostra Lula na frente de TODOS
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Datafolha: Quatro em cada cinco brasileiros desconfiam das declarações de Bolsonaro

Segundo levantamento da agência de checagem de notícias Aos Fatos, em 337 dias, o presidente deu 522 declarações falsas ou distorcidas
BAHIA.BA
Quatro em cada cinco brasileiros dizem ao menos desconfiar das declarações do presidente Jair Bolsonaro, aponta a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (7).

Apenas 17,7% das cidades brasileiras têm livrarias, aponta estudo do IBGE


por Gustavo Fioratti | Folhapress
Apenas 17,7% das cidades brasileiras têm livrarias, aponta estudo do IBGE
Foto: Divulgação
O número de cidades brasileiras que têm ao menos uma livraria está em queda. É o que aponta uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quinta-feira (5), com índices de um amplo estudo sobre o consumo de cultura em todo o país. Segundo os dados, em 2001, as livrarias estavam presentes em 42,7% dos municípios. Daquele ano até 2018 esse número caiu para 17,7%. 

Um levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) já havia apontado que entre 2007 e 2017 o número de estabelecimentos classificados como livraria ou papelaria havia encolhido 29% em todo território nacional.

A mesma pesquisa do IBGE revela que as lojas de fitas, CDs e DVDs conseguiram ganhar mais espaço até 2006, quando chegaram a 59,8 % dos municípios brasileiros. Depois, em período que coincide com o crescimento dos serviços de streaming, iniciou-se uma queda que leva à redução deste índice para 23,1%.

No ano passado, o IBGE divulgou pesquisa mostrando que serviços de streaming estavam em expansão entre brasileiros: foram utilizados por 16,1% dos domicílios que acessaram a internet em 2017, acima do registrado no ano anterior, 11,7%. Também é apontado que 81,8% dos brasileiros que acessaram a internet no ano retrasado declararam que uma das finalidades era assistir a vídeos, incluindo séries e filmes.

Houve menos impacto, porém, nos cinemas. O número de cidades com salas cresceu até 2012, ainda segundo o estudo do IBGE divulgado agora, tendo chegado a 10,7% dos municípios naquele ano (em 2001, eram 7,5%). Hoje, após uma pequena redução, esse índice chegou a 10%.

No caso de livrarias, é mais difícil atribuir o decréscimo ao crescimento nas vendas de versões digitais. Uma das pesquisas mais recentes sobre o consumo de e-books é de 2016, do Ibope, e mostra que 26% dos brasileiros já haviam lido algum livro em versão online. Ao mesmo tempo, para o mercado de livros, esse consumo representa pouco mais de 1% do que é comercializado, segundo o Censo do Livro Digital, estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

A nova pesquisa do IBGE também se dedica a um panorama do consumo de cultura pela população do país, e destaca algumas defasagens em grupos específicos, determinados por classificação de raça e faixa etária, por exemplo. Negros, segundo o estudo, têm menos acesso a cinemas e museus do que brancos no país, pois 37% da população brasileira preta ou parda reside em municípios onde não há nenhum museu -44%, onde não há cinema. Esse número cai para 25,4% em relação a brancos sem acesso a museu e 34,8% no caso de cinema.

A pesquisa ressalva que não são considerados outros fatores que também possam incidir sobre o acesso da população a equipamentos culturais, como sistema de transporte.

Crianças e adolescentes até 14 anos também são um grupo com menos acesso a alguns equipamentos culturais, como cinemas e museus, quando o estudo faz comparações por faixas etárias. São 35,9% aqueles que são menores de 14 anos e que moram em uma cidade onde não há nem mesmo um museu, índice que o estudo classifica como "preocupante", dada a importância de instituições voltadas às artes na formação dos jovens. O estudo aponta que a média mensal para a despesa com cultura na família brasileira é de R$ 282,86.

Fica abaixo de outros grupos de despesas de consumo como habitação, transporte, alimentação e assistência à saúde, porém à frente, por exemplo, de "higiene e cuidados pessoais". A importância dos gastos no setor varia de acordo com a oferta e a facilidade no acesso, com reflexos nos índices distribuídos pelo território nacional. Na região Sudeste, uma família gasta em média 7,9% de sua renda com cultura. Esse número cai para 7,5% na região Centro-Oeste (7,5%), para 7,4% no Sul, 6,9% no Norte e 6,8 % no Nordeste.

Uma contradição apontada pela pesquisa é que nem sempre quem ganha mais consome mais cultura. Famílias que ganham de R$ 5.724 a R$ 9.540 e que ganham de R$ 9.540 a R$ 14.310 são as que mais gastam com esse item (8,1% e 8,2%, respectivamente). Elas gastam proporcionalmente mais do que as  que ganham mais de R$ 23.850 (7,9%).

Famílias que ganham até R$ 1.908 gastam 5,9% de seus rendimentos com cultura. No total, a família brasileira gasta 7,5 % de seus rendimentos com itens relacionados à área. Também vale destacar que o setor empregava mais homens até 2014, e essa condição foi mudando. A proporção era de 52,4% de homens para 47,6% de mulheres. 

Em 2018, a participação feminina cresceu 2,9 pontos percentuais, para 50,5%, apresentando participação maior que a dos homens desde 2017. Em termos salariais, em 2017, no setor cultural, os homens receberam um salário mensal médio superior ao das mulheres. Eles tiveram média salarial de R$ 4.127, enquanto elas ficaram com R$ 2.798, ou 67,8% do salário dos homens.

Bahia Notícias

Wagner precisou chegar ao Senado para ter certeza que quer ser governador em 2022

Sexta, 06 de Dezembro de 2019 - 19:40
Wagner precisou chegar ao Senado para ter certeza que quer ser governador em 2022
Foto: Reprodução / PR
O senador Jaques Wagner teria contado a um amigo que precisou se eleger ao Senado para confirmar que nada lhe atrai tanto quanto ser governador na Bahia. De acordo com o jornal o Globo, por vontade, Wagner é candidatíssimo ao governo do estado em 2022, informação confirmada ainda em outubro pela reportagem do Bahia Notícias com correligionários do petista (leia mais aqui).

BAHIA NOTÍCIAS

Após depoimento de Joice, CPMI das Fake News investigará 'gabinete do ódio


Após depoimento de Joice, CPMI das Fake News investigará 'gabinete do ódio'
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias
O depoimento da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) na CPMI das Fake News, no Congresso, na última quarta-feira (4), colocou o “gabinete do ódio” do Palácio do Planalto sob investigação da comissão. Segundo o Estadão, deve ser solicitado o acesso aos IPs e dados dos computadores usados por servidores na suposta organização, que está no mesmo andar do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A informação foi dada à publicação pelo presidente da comissão, o senador Angelo Coronel (PSD-BA). “Vamos pedir a quebra dos IPs para localizar as máquinas. Se por um acaso tiver requerimento, e tiver provas concretas que existe computador dentro do Palácio do Planalto que faz a divulgação, claro que pode ser quebrado. Não podemos quebrar se não tiver prova. Tendo provas, nós vamos correr atrás”, afirmou.

De acordo com o parlamentar da Bahia, o haverá investigação para apurar se há dinheiro público bancando a disseminação de notícias falsas a partir do Planalto. “Obviamente, nós vamos correr atrás para ver se é dinheiro público que está sendo investido nessa prática. Se for, nós vamos indiciar os culpados e encaminhar para o Ministério Público Federal. E que aí se puna os verdadeiros culpados”, disse.

Após o depoimento da ex-aliada do governo federal, será feita uma apuração técnicos do Ministério Público Federal (MPF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do próprio Congresso. A partir daí, que se substancie a relatora. Vamos tentar fazer de tudo para fazer o banimento no País das fake news e dos perfis falsos. Não podemos mais permitir que as pessoas criem um perfil falso para atacar seus alvos. Temos é que fortalecer a democracia”, concluiu Coronel.

De acordo com Joice, o “gabinete do ódio” é integrado por três servidores ligados ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho “02” do presidente – são eles os assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz. Além disso, conforme a parlamentar, o assessor especial da Presidência da República Filipe Martins, também participa da rede. Ele é próximo ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho “03” do presidente da República.

Bahia Notícias

Ameaça de taxação mostra que “era uma grande ficção” o canal direto de Bolsonaro com Trump, diz Ricupero


Ex-ministro diz que governo foi ingênuo ao tentar se alinhar aos EUA
Douglas Gavras
Estadão
No início desta semana, o governo do presidente Jair Bolsonaro foi surpreendido por uma mensagem publicada pelo colega dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu perfil no Twitter. Trump anunciava a retomada  imediata das tarifas americanas sobre o aço e o alumínio brasileiros e argentinos, em resposta à desvalorização das moedas dos dois países, que estaria sendo patrocinada pelos governos.
Na avaliação do ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente Rubens Ricupero, o governo tem colecionado derrotas na condução dos interesses do Brasil no exterior e foi ingênuo ao imaginar que seria vantajoso se alinhar aos Estados Unidos.
EFEITO LIMITADO – Ricupero, que também foi embaixador do Brasil em Washington e representante na Organização das Nações Unidas (ONU), avalia que a economia tem dado sinais de recuperação, mas que as medidas tomadas até agora, como a redução dos juros e a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), têm efeito limitado e devem durar até o início do ano que vem.
A seguir, trechos da entrevista ao Estado:
Que lições a  ameaça de taxação ao Brasil, feita pelo presidente Donald Trump, deixa  em relação à condução atual da política externa do Brasil?  
Esse episódio tornou patente o que já sabíamos: que era uma grande ficção a ideia de que o presidente Bolsonaro e seu filho Eduardo tinham canal direto com Trump. O que podemos notar é que as nossas relações internacionais estão baseadas em premissas totalmente falsas, é uma visão alienada em relação ao mundo e em relação ao Brasil. O governo precisa perceber que, neste mundo de competição pelo comércio internacional, o interesse do Brasil é permanecer autônomo e ter o máximo de ganhos em cada negociação. É ingênuo se alinhar com uma potência.
O governo se precipitou ao abrir mão da exigência de vistos para turistas americanos sem contrapartida ou abrir mão do tratamento especial na Organização Mundial do Comércio (OMC)?
No caso dos vistos, é possível justificar um pouco pelo interesse brasileiro no turismo, que pode ser facilitado. Mas as outras medidas são mais graves, como abrir mão do tratamento especial diferenciado na OMC e nas negociações comerciais em troca do apoio pela entrada na OCDE (espécie de clube dos países ricos). Não tem cabimento abrir mão de uma vantagem que é dada a países com o status do Brasil, que é um país em desenvolvimento e precisa de prazos mais amplos ou de menores concessões de tarifas. China e Índia jamais aceitaram isso. Em troca de um apoio incerto dos Estados Unidos, o governo abriu mão de vantagens concretas.  
Entrar na OCDE, como defende o ministro Paulo Guedes, é realmente vantajoso para o Brasil?
Caso não fosse acompanhada dessas exigências, teria um efeito positivo, mas a ideia de que ser membro seria uma vacina contra políticas econômicas equivocadas é errada. A Grécia sempre foi parte da OCDE, o México também. Não significa grande coisa.
Que preço o Brasil pode pagar por um alinhamento automático aos EUA?
A ideia de o Brasil ser um dos aliados principais fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é um equívoco. Aliado significa escolher um lado – neste caso, o americano, que está em conflito com países como China e Rússia, com os quais o Brasil não está em conflito neste momento. No caso da China, no momento em que se fez o último leilão de petróleo, as únicas empresas estrangeiras que participaram eram chinesas. Quando o Brasil precisou, quem socorreu não foi o governo Trump. Imagine se o deputado Eduardo Bolsonaro tivesse mesmo virado embaixador nos Estados Unidos e a gente acordasse com esse tuíte do Trump? Seria um vexame maior.
O Brasil tem falhado na defesa de seus próprios interesses comerciais?
Eu respondo com uma pergunta: como se explica que, tendo tantos equívocos acumulados, nada mude na política externa? Nem no titular do Ministério das Relações Exteriores, nem na orientação que o ministro (Ernesto Araújo) recebe. O governo está satisfeito com o Paulo Guedes, na Economia, porque há alguns sinais de retomada do crescimento. Na política externa, os resultados são todos negativos. A minha explicação é que, nas áreas que estão mais próximas do núcleo ideológico do governo, o importante não é o resultado, mas o alinhamento com a ideologia de Olavo de Carvalho. No meio ambiente ou na educação, é a mesma coisa, porque esses outros ministros também estão afinados com esse núcleo duro.
O que explica isso?
A meu ver, a explicação é que o presidente é indiferente à esfera internacional. O fato é que políticas de algumas áreas, como o meio ambiente, preocupam compradores internacionais dos produtos brasileiros e tornam mais difícil para o País vender lá fora. Mas têm pouco efeito sobre o presidente. Essas nomeações provocativas em órgãos da cultura e de direitos sociais que o governo faz agradam a esse núcleo mais fanatizado, mas assustam o restante da sociedade. O governo tem uma visão perversamente distorcida da avaliação do seu próprio desempenho.
Na economia, esse desempenho tem sido melhor?
A condução da economia (com juros mais baixos, melhoria do crédito, liberação do FGTS) vai dar uma espécie de alívio para o País respirar. Isso deve durar até março do ano que vem. E, se tudo continuar bem, é bastante plausível que o Brasil cresça 2% em 2020. Mas não é suficiente para reduzir o número altíssimo de desempregados. Precisaria acelerar para 3,5%, 4%, e só com investimento público é que se poderia chegar a isso. Vejo uma melhora da atmosfera, mas muito limitada.
Qual seria a saída?
Não há outra saída sem investimento público. Só pode ter crescimento por investimento ou consumo. O consumo é limitado pelo número de desempregados, e a demanda vai bater logo no teto. E o investimento privado pode aumentar, mas não no nível necessário, sobretudo em infraestrutura, que depende do investimento público. Nenhum investidor de fora vai se arriscar em aportes que demoram 20 ou 30 anos para serem amortizados.
O investidor estrangeiro não está esperando o andamento das reformas para voltar os olhos para o Brasil?
A economia internacional cresce menos do que se esperava, o comércio internacional está caindo e não há perspectivas de melhora. O nosso superávit comercial também está em queda. Do lado externo, não há nada a esperar. E investimentos vultosos do exterior dificilmente virão quando, além das incertezas, fatores como a declaração de um novo AI-5 do ministro Guedes e do filho do presidente vêm a público. Essas coisas causam muita inquietação.
As declarações sobre um novo AI-5 vieram como uma resposta, caso o Brasil enfrente ondas de protestos nas ruas, como os que ocorrem no Chile e na Colômbia. Esse temor do governo é justificado?
Isso só mostra a incapacidade brasileira de captar a realidade à sua volta. O que há na América Latina são manifestações contra políticas econômicas de inspiração ultraliberal, como as que o Brasil adota agora. No Chile e na Colômbia, a insatisfação é com excessos que houve com o liberalismo. O México mudou essa rota, com a eleição de Andrés Manuel López Obrador. A Argentina também está mudando, com a volta do peronismo ao poder. O Brasil precisa de uma dose de liberalismo, mas não se pode fazer isso sem levar em conta o enorme número de desempregados e de pobres que nós temos. Esse tipo de insensibilidade em relação ao lado mais vulnerável é justamente o que acaba alimentando as manifestações. Não é o liberalismo correto, mas uma espécie de cegueira para o lado social.

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