sexta-feira, agosto 23, 2019

Moro é promovido da frigideira para o micro-ondas

Moro é promovido da frigideira para o micro-ondas
Já se sabia que Bolsonaro havia jogado Sergio Moro na frigideira. Descobre-se agora que o presidente aderiu à cozinha experimental. Implantou no seu governo uma inovação culinária. Depois de verificar que o ex-juiz da Lava Jato exibe uma resistência incomum ao óleo quente, Bolsonaro decidiu testar a fritura por micro-ondas.
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Justiça rejeita embargo do MP em julgamento por improbidade de prefeito de Santa Brigída

por Cláudia Cardozo / Nuno Krause

Justiça rejeita embargo do MP em julgamento por improbidade de prefeito de Santa Brigída
Foto: Reprodução / Henrique Mendes / G1
A  2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) rejeitou, nesta quinta-feira (22), um embargo apresentado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). O pedido era para que o Tribunal não encaminhasse à Justiça Federal os processos envolvendo o prefeito de Santa Brigída, Carlos Clériston Santana Gomes (PT). 

O gestor da cidade do interior baiano foi acusado pelo próprio MP de ter utilizado verbas advindas do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para fazer propaganda de sua própria gestão em uma rádio local. Em abril deste ano, o relator do caso, desembargador Júlio Travessa, do TJ-BA, determinou que o caso fosse remetido para a Justiça Federal.
No entendimento do TJ-BA, por ter sido dinheiro advindo de um fundo nacional, o caso deve ser julgado pela Justiça Federal, não sendo competência de órgãos estaduais. No entanto, para o MP-BA, o que foi apresentado nos autos não configuram "prova ou indício de atuação criminosa do mandatário no âmbito de atribuição e/ou competência da Justiça Federal".

Ainda assim, a decisão aponta que cabe ao embargante (MP) alegar a existência de omissão, obscuridade, contradição ou erro material, o que, para o TJ, não foi o caso. O órgão também ressalta que o embargo do MP causou "estranheza", já que, em tese, o encaminhamento do caso à Justiça Federal não causa nenhum prejuízo ao Ministério. No voto, o relator afirma que, "em verdade, a única contradição vislumbrada na hipótese é do próprio Parquet, pois, embora indique nessa oportunidade que os documentos de fls. 26, 28 e 29 não dão base à denúncia, em outras dois momentos processuais, antes da prolação do acórdão atacado, salientou exatamente o contrário". Em outro trecho, ele destaca apesar de o Ministério Público frisar nos aclaratórios que os documentos mencionados não servem de base à denúncia, é contraditório a cisão do processo, antes, deixou transparecer o contrário. "Aliás, se tais documentos não estivessem dentre aqueles que davam base à imputação penal certamente sequer teriam instruído a denúncia" , assinala. No voto, é dito que o MP destacou que as provas "não se prestam a robustecer a acusação que promove" e os que documentos "de nada servem para o presente processo".

Por fim, o Tribunal decidiu que votou pelo não acolhimento dos embargos de declaração, "devendo a Secretaria da Segunda Câmara Criminal, portanto, dar efetivo cumprimento ao comando de enviar o caso à Justiça Federal". Com a atribuição da Justiça Federal, a investigação cabe ao Ministério Público Federal (MPF). O gestor ainda responde a outra ação penal, que também teve a remessa dos autos remetida para Justiça Federal em julho deste ano. O caso foi relatado pelo desembargador Eserval Rocha (veja aqui). (Atualização na sexta-feira às 23/08/2019, às 8h08)

Bahia Notícias

Palmas de Monte Alto: Prefeito tem sigilo fiscal e bancário quebrado após indícios de desvios

por Cláudia Cardozo / Francis Juliano

Palmas de Monte Alto: Prefeito tem sigilo fiscal e bancário quebrado após indícios de desvios
Folha: Reprodução / Folha de Condeúba
O prefeito de Palmas de Monte Alto, no sudoeste baiano, Manoel Rubens Vicente da Cruz, teve o sigilo bancário e fiscal quebrado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Em decisão desta quarta-feira (21), a Corte baiana atendeu pedido do Ministério Público do Estado (MP-BA) que apontou “fortes indícios de um esquema de desvios de recursos” operado pelo prefeito.

Segundo o MP-BA, a suspeita partiu de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontava movimentações suspeitas que envolveriam ainda a esposa do gestor, uma empresa em que os dois são sócios, outras quatro pessoas e um posto de combustíveis.

O arranjo serviria para financiar campanhas eleitorais, nomeações de servidores, pagamentos de “vultosos valores públicos”, contratos com “prestadores coniventes”, além de transações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica de quem estava envolvido e depósitos elevados – na casa ou superior a R$ 100 mil.

Conforme o MP-BA, um estudante chegou a fazer um depósito de R$ 40 mil para a conta do prefeito, sem nenhuma justificativa. Em outro caso, um motorista teria recebido do prefeito, também sem justificativa, R$ 8,7 mil. O MP-BA também aponta suspeita de enriquecimento ilícito do gestor. Manoel Rubens teria um acréscimo de 1,2 mil% no patrimônio, conforme comparativo das declarações de bens nas eleições de 2008 e 2016.

Neste período, o capital do prefeito subiria de R$ 771 mil para a soma de R$ 10 milhões, respectivamente. O processo corre em segredo de justiça no tribunal baiano.

Bahia Notícias

BN/Paraná: Entre baianos, Bolsonaro perderia para Rui em 2022 e empataria com Haddad

BN/Paraná: Entre baianos, Bolsonaro perderia para Rui em 2022 e empataria com Haddad
Foto: Reprodução / Montagem / Agência Brasil / GOVBA
Se as eleições para presidente do Brasil de 2022 fossem hoje, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), sairia na frente de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pelo Palácio do Planalto. Pelo menos entre o eleitorado baiano.

Uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias divulgada nesta sexta-feira (22), testou a intenção de votos do governador baiano em um cenário estimulado de 2022, em que são citados os candidatos aos entrevistados. 

Como candidato ao Planalto, Rui teria o eleitorado baiano neste momento 32% dos votos contra 21,8% de Bolsonaro, que acabaria na segunda colocação. O cenário também testou Ciro Gomes (PDT), que terminou na terceira colocação com 18,6%, o governador de São Paulo João Dória (PSDB), que aparece na quarta colocação com 4,1%, e João Amoedo (Novo), com 3,5%. Candidato pelo PSOL em 2018, Guilherme Boulos ficou na última colocação neste cenário com 1,7%. 


Quando Rui é substituído por Fernando Haddad (PT), o ex-prefeito de São Paulo e candidato do PT em 2018 aparece empatado tecnicamente com o atual presidente. Neste cenário, Bolsonaro teria 22,9% e Haddad 22,8%. Com Haddad, Ciro Gomes, do PDT, fica também à frente pela margem de erro com 22,5%. Também pontuam na estimulada o governador de São Paulo João Doria ´(4,5%), João Amoedo (4%) e Guilherme Boulos (1,6%). 


A pesquisa ouviu 1544 eleitores da Bahia em 66 municípios durante os dias 17 a 21 de agosto. O nível de confiança é de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,5%. 

Bahia Notícias

Lua de mel entre Bolsonaro e baianos acabou mais rápido do que o esperado

Sexta, 23 de Agosto de 2019 - 07:20

por Fernando Duarte

Lua de mel entre Bolsonaro e baianos acabou mais rápido do que o esperado
Foto: Alan Santos/Presidência da República
Eleitores baianos encerraram cedo a lua de mel com o presidente da República, Jair Bolsonaro. Se em fevereiro cerca de 57% aprovavam a nova administração do Palácio do Planalto, passados seis meses esse percentual caiu para pouco mais de 38%. Os números são inversamente proporcionais à desaprovação. Um sinal claro de que durou muito pouco o período do “voto de confiança” dado pela população a um novo dirigente.

Bolsonaro faz por merecer. Veio à Bahia apenas em julho e deu declarações facilmente enquadradas como preconceituosas contra o Nordeste. Mesmo que haja certa campanha “anti-Bolsonaro” mobilizada pela oposição, a queda foi vertiginosa para um espaço tão curto de tempo. Nem o governador Rui Costa, do campo político oposto ao do presidente, e sua ampla aprovação justificariam essa disposição dos baianos a rejeitarem o presidente. Os dados da pesquisa sugerem que o morador da Alvorada anda em baixa – e tende a cair ainda mais.

Em fevereiro, dois meses após o início do governo, era natural que o presidente tivesse uma boa aprovação. À época, apenas 25,3% consideravam o governo ruim ou péssimo. Agora esse número chegou a 44,9%. Sinal de que as declarações e as ações dos primeiros meses de administração tiveram um impacto negativo na percepção dos baianos. E, até o presente momento, vê-se pouco empenho para reverter esse quadro.

A economia ainda patina. O desemprego segue em alta. A comunicação direta entre o presidente e a população, que funcionou bem no período pré e pós-eleitoral, começa a dar sinais de que pode não funcionar a longo prazo. Bolsonaro segue com uma metralhadora de impropérios e dificilmente vai mudar de posicionamento. Como disse o vice-presidente, Hamilton Mourão, o titular vai seguir usando “sujeito, verbo e predicado” para falar e ninguém vai conseguir controlar ou coibir. O resultado prático pode ser a implosão de uma relação já conturbada por conta de toda a tensão no período das eleições.

O levantamento feito pelo Paraná Pesquisas sob encomenda do Bahia Notícias mostra ainda que Bolsonaro tem um percentual cristalizado de intenções de voto na Bahia para 2022. Tanto enfrentando Fernando Haddad (PT), derrotado ano passado, quanto no embate com um virtual Rui Costa (PT), o presidente da República mantém os cerca de 22% de intenções de voto. Se o percentual de aprovação cair abaixo desse número, é sinal que nem entre os eleitores que tendem a votar nele o otimismo permanece. Os alertas deveriam então estar acesos, ainda que os aliados do presidente insistam em fingir que ele ainda nada em águas tranquilas.

Dada a estratégia regular de manter o acirramento dos ânimos, não chega a ser surpresa que aconteça o aumento da reprovação a Bolsonaro. É límpido como água pura que o pleito de 2018 ainda não acabou. O questionamento a ser feito é: até quando seguiremos nesse ritmo? Entre os baianos, parece que não está funcionando tão bem...

Este texto integra o comentário desta sexta-feira (23) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Clube FM, Líder FM e RB FM.

Bahia Notícias

Após STF, Maia diz que redução de jornada e salário de servidor deve ser feita por PEC

por Angela Boldrini | Folhapress

Após STF, Maia diz que redução de jornada e salário de servidor deve ser feita por PEC
Foto: Carolina Antunes/PR
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (22) que caso o STF (Supremo Tribunal Federal) mantenha a decisão de declarar inconstitucional dispositivo da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) que permite aos governos reduzir a jornada de trabalho e o salário dos servidores em momentos de ajuste dos gastos com pessoal, a mudança só poderá ser feita por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

"Se o Supremo derrubou a lei complementar, só PEC", afirmou. Maia afirmou à reportagem, porém, que se trata apenas de uma avaliação sobre o assunto, sem calendário previsto para um projeto neste sentido. O tribunal atingiu maioria na questão nesta quinta, mas o julgamento foi suspenso e os ministros ainda podem mudar de opinião.

Votaram para declarar o dispositivo inconstitucional os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio. Além do presidente do tribunal, Dias Toffoli, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes votaram por possibilitar que União, estados e municípios reduzissem a jornada e o salário de servidores quando tivessem estourado o limite de gastos com pessoal.

Nesta quarta (21) e nesta quinta, o plenário do Supremo julgou oito ações que questionavam trechos de 26 artigos da LRF. O mais polêmico é o artigo 23, que diz que, se a despesa total com pessoal ultrapassar os limites legais, “o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes” adotando-se providências, que incluem “a redução temporária da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos à nova carga horária” (parágrafo segundo).

Maia tem discutido mudanças nas normas para os servidores dentro da própria Casa. No dia 15, declarou que pretende incluir um "novo marco de estabilidade" de servidores do legislativo durante a reforma administrativa da Câmara. Segundo ele, a medida não afetará os servidores já concursados. "Para os futuros é claro que a gente quer constituir um novo marco de estabilidade do servidor público. O que é estabilidade, em que condições?", disse.

"Não é porque é carreira de estado que você vai ter a prerrogativa de não poder ser demitido em todas as condições", afirmou ele após palestra para alunos do UniCeub, universidade particular de Brasília. "É claro que você não pode mudar o governo e mudar todos os auditores fiscais, você tem que ter regras que garantam a estabilidade dele para a função. Mas a eficiência tem que fazer parte da carreira."

Para promover a reforma, Maia escolheu o MBC (Movimento Brasil Competitivo) e empresa de consultoria de gestão Falconi. "Queremos organizar daqui para frente uma Câmara dos Deputados que custe menos, que garanta maior eficiência", afirmou.

Segundo informações da Câmara, há 2.830 servidores ocupando cargos com estabilidade na carreira legislativa em 2019, na Casa.

Bahia Notícias

Luís Eduardo Magalhães: Ex-prefeito é multado por irregularidades em 2015


Luís Eduardo Magalhães: Ex-prefeito é multado por irregularidades em 2015
Foto: Reprodução / Classe A
O ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no extremo oeste, Humberto Santa Cruz, foi multado em R$ 8 mil. A punição foi estabelecida em sessão desta quinta-feira (22) do Tribunal de Contas dos Municípios. Segundo a Corte de Contas, o ex-gestor teria cometido irregularidades na condução de duas licitações, e em contratos estabelecidos, em 2015.

Os contratos envolveram cerca de R$15 milhões, levantados em operação financeira realizada com a Desenbahia. Ainda conforme o TCM-BA, as irregularidades iam da contratação de serviços de urbanização, pavimentação, drenagem pluvial, regularização e rejuvenescimento de pavimentação, calçadas, meio-fio, bem como obras de acessibilidade e sinalização.

O órgão disse que o ex-gestor foi notificado, mas não apresentou defesa. Ainda cabe recurso da decisão.

Bahia Notícias

Lava Jato: ex-presidente da Petrobras Graça Foster também é alvo da operação

Lava Jato: ex-presidente da Petrobras Graça Foster também é alvo da operação
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
A Polícia Federal também mira, na manhã desta sexta-feira (23), a ex-presidente da Petrobras, Graças Foster. Ela presidiu a estatal no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o jornal O Globo, os agentes da Polícia Federal fazem buscas na casa dela, no Rio de Janeiro. Além dela, o banqueiro André Esteves é alvo da PF (veja aqui). 

A investigação decorre do acordo de delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci, identificado nos sistemas de propina da companhia com o codinome "Italiano". 

Bahia Notícias

Procuradoria pede informações sobre desmatamento e incêndios na Amazônia


As fotos aéreas mostram que o desmatamento está prosseguindo
Luiz Vassallo, Pedro Prata, Ricardo Brandt e Fausto MacedoEstadão
A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (4CCR/MPF) enviou nesta quinta-feira, 22, ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), chefiado por Ricardo Salles, assim como ao Ibama e ao ICMBio, ofício requisitando informações sobre as ações concretas realizadas pelos órgãos para a prevenção de desmatamentos e incêndios na Amazônia Legal.
Segundo a Procuradoria, a ‘4CCR pede o demonstrativo do planejamento das ações de fiscalização para 2019, com o seu percentual de execução’.
PRAZO CURTO – “Os ofícios foram dirigidos ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; ao presidente do Ibama, Eduardo Bim; e ao presidente do ICMBio, Homero Cerqueira. O prazo para resposta é de 10 dias úteis, no caso do MMA, e cinco dias úteis, no caso do Ibama e ICMBio”.
“A 4CCR expediu também ofício ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), requisitando cópia digitalizada de todas as imagens das queimadas na Amazônia detectadas em 2019, mês a mês. Além disso, solicitou informações à Força Nacional sobre a existência ou não de pedido de apoio formulado pelos estados, pelo MMA ou pelo Ibama para conter a crise na Amazônia”, a
De acordo com o Ministério Público Federal, as informações serão analisadas e irão subsidiar a atuação do MPF em relação ao aumento no número queimadas na região amazônica’. “Dados do Inpe mostram que os incêndios cresceram 82% em relação ao ano passado, com mais de 71.497 focos registrados entre 1º de janeiro e 18 de agosto deste ano”.
FALTA FISCALIZAR – “No Pará, procuradores da República já instauraram investigações em três municípios e na capital paraense, para apurar a diminuição no número de fiscalizações ambientais, a ausência de apoio da Polícia Militar às equipes de fiscalização e as denúncias relativas ao “Dia do Fogo”, convocado por meio de anúncio veiculado em jornal da região de Novo Progresso (sudoeste do estado).
No Amazonas, foi instaurado inquérito pela Força Tarefa Amazônia para apurar responsabilidades pelos incêndios”, diz o Ministério Público Federal.
A Procuradoria diz que a ‘Câmara de Meio Ambiente convocou reunião com procuradores da República de todos os estados da Amazônia Legal’. “O encontro acontecerá na sede da PGR em Brasília, no dia 4 de setembro, quando será discutida a atuação coordenada frente ao problema.
UNIR ESFORÇOS – “Nesse momento crítico, é essencial conjugar esforços e articular ações para proteger esse imenso patrimônio nacional que é a Amazônia”, explica o subprocurador-geral da República Nívio de Freitas, coordenador da 4CCR”.
“A Câmara de Meio Ambiente vem acompanhando a execução de ações de fiscalização e combate ao desmatamento desde o ano passado. Em dezembro de 2018, requisitou ao Ibama o planejamento detalhado das atividades de fiscalização e licenciamento para 2019. Os dados foram remetidos sob sigilo aos procuradores da República em todo o país, para apuração, no âmbito de inquérito civil público, de eventual redução das atividades fiscalizatórias dos órgãos ambientais”, diz o MPF.
Segundo a Procuradoria, o ‘órgão também está monitorando as nomeações para os quadros dos órgãos ambientais, com o objetivo de averiguar se elas estão de acordo com os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade e da eficiência administrativa’.
NOMEAÇÕES – “Por meio de ofício circular, solicitou aos representantes da 4CCR em todo o país providências para averiguar se as recentes nomeações atendem aos preceitos constitucionais e dispositivos legais. Os dados serão compilados pela 4CCR, com o objetivo de subsidiar uma atuação unificada do MPF na questão”.
Na semana passada, em razão das notícias sobre a contratação de novo sistema para monitoramento via satélite do desmatamento na Amazônia, a 4CCR questionou o ministro do Meio Ambiente sobre as razões técnicas para a decisão, a forma de contratação do novo sistema, os custos envolvidos e a origem dos recursos a serem empregados.
No documento, o coordenador da 4CCR pergunta se os sistemas atualmente disponibilizados pelo Inpe serão de fato descontinuados e se serão adotados critérios que permitam a comparação histórica dos dados monitorados.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro está brincando com fogo sem saber pular fogueira. Vai sair chamuscado, é claro, porque suas declarações são cada vez mais incendiárias. E onde há fumaça, também há fogo.Vai fazer pipi na cama, mas cocô ele só faz de dois em dois dias.(C.N.)

Paulo Guedes aceita a nova CPMF e defende que empresas paguem menos ao INSS

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Pedro do Coutto
O ministro Paulo Guedes, apesar da rejeição anunciada por Rodrigo Maia, defendeu a recriação da nova CPMF com o nome de Contribuição Social Sobre Transações e Pagamentos. O presidente Jair Bolsonaro, por mais de uma vez, tinha negado a possibilidade de o governo adotar essa forma de tributo. Entretanto, na tarde de ontem, recuou e admitiu que a matéria poderá ser estudada pelo Planalto.
A diferença entre a CPMF e a CSTP está na percentagem: a CPMF fixava alíquota em 0,25%. O novo tributo prevê 0,22%, segundo reportagem do Estado de São Paulo nesta quinta-feira, por Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues.
IDEIA FIXA – A mim parece que Paulo Guedes tem uma ideia fixa relativa a contribuição das empresas para o INSS. No início do mês admitia desonerar totalmente a responsabilidade empresarial do tributo. Agora ele passou a admitir uma ressurreição do mesmo imposto na base de 0,22%. A diferença como se constata é mínima. Mas para os empregadores a diminuição de 20 para 12% sobre a folha de salários para o INSS terá um efeito enorme.
Basta observarmos o seguinte. Os empregadores recolhem hoje 20% sobre os salários. A contribuição de empregadores e empregados para com a Previdência Social oscila em torno de 600 bilhões de reais anuais. Desse total a maior fonte vem dos recolhimentos dos empregadores. Na minha impressão as empresas participam com algo em torno de 400 bilhões, e os empregados com cerca de 200 bilhões de reais. Se acontecesse o que os números de hoje indicam, a Previdência Social fecharia na semana seguinte.
INSS FALIDO – Vamos observar: se os empregadores pagam 400 bilhões ano, receita decorrente da fração de 20% das folhas, adotada a diminuição para 12% constatamos que o INSS perderia em torno de 200 bilhões ano.
Como poderia sobreviver? A meu ver, resposta será: é impossível sobreviver. Além disso, há duas outras contradições: ao mesmo tempo em que propõe reduzir a contribuição patronal, o ministro Paulo Guedes mantém firme sua meta de economizar 100 bilhões por ano, chegando ao total de 1 trilhão de reais em 10 anos. A segunda contradição encontra-se na sua ideia de através de um novo sistema tributário, destinar aos estados e municípios um total de 500 milhões de reais em 15 anos. É o caso de buscar confirmação através do tempo nos fatos.
Como disse um dia Nelson Rodrigues, se os fatos não confirmarem sua ideia, pior para os fatos. Neste caso, será pior para a economia brasileira. Ela não está em condições de perder mais um centavo em sua arrecadação. Já perdeu muito com as desonerações concedidas pela ex-presidente Dilma Rousseff, que, somadas alcançam 479 bilhões de reais.

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