sábado, agosto 17, 2019

Cármen Lúcia arquiva pedido de investigação de Moro por abuso de autoridade

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PT questionou atuação de Moro na Operação Spoofing
Reynaldo Turollo Jr.
Folha
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia arquivou, nesta semana, um pedido formulado pelo PT para investigar o ministro da Justiça, Sergio Moro, em razão de ele ter informado a autoridades que destruiria as mensagens de Telegram apreendidas com um hacker preso pela Polícia Federal em 23 de julho. Na petição ao Supremo, o PT sustentou que as mensagens apreendidas são de interesse de Moro, pois revelam detalhes de sua atuação como juiz da Lava Jato, e há indícios que ele tenha abusado de suas funções como ministro da Justiça tendo acesso a informações privilegiadas da investigação.
O partido requereu investigação dos supostos crimes de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e supressão de documento. Na quarta-feira, dia 14, a Procuradoria-Geral da República, manifestou-se contra a abertura de inquérito, afirmando que as condutas atribuídas a Moro não se enquadram na lei de abuso de autoridade vigente. Para a PGR, não há nenhum elemento que indique que Moro “tenha obtido conhecimento do teor dos dados telemáticos ilegalmente captados”.
ARQUIVAMENTO  – “Por fim, não há dúvidas de que não houve configuração do crime de supressão de documento público. Conforme nota à imprensa […], a Polícia Federal comunicou a preservação do conteúdo das mensagens, salientando que caberia à Justiça, ‘em momento oportuno, definir o destino do material, sendo a destruição uma das opções’”, continuou a PGR. Em sua decisão, a ministra Cármen Lúcia considerou que, em geral, a jurisprudência do STF é “no sentido de ser irrecusável o pedido de arquivamento do procurador-geral da República, como decorrência da prerrogativa constitucional da exclusiva titularidade da ação penal”.
“Pelo exposto, acolhendo o parecer da procuradora-geral da República [Raquel Dodge], determino o arquivamento desta petição”, decidiu Cármen Lúcia. Em 25 de julho, como a Folha antecipou, Moro avisou autoridades que teriam tido seu Telegram hackeado que as mensagens capturadas seriam destruídas. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, disse na ocasião que a informação foi dada a ele pelo próprio ministro da Justiça por telefone, o que a assessoria de imprensa de Moro confirmou.
CÓPIAS – Além do PT, o PDT também acionou o Supremo para preservar as mensagens apreendidas pela PF. O relator da ação ajuizada pelo PDT, ministro Luiz Fux, proibiu eventual destruição do material e pediu cópias para ficar sob a guarda do Supremo. No âmbito de outro procedimento na corte —um inquérito aberto para apurar fake news e ofensas contra os magistrados—, o ministro Alexandre de Moraes também determinou a remessa de cópias das mensagens apreendidas para o Supremo.

A Lava Jato foi um sucesso internacional, mas o Brasil recua e pode voltar tudo atrás


Resultado de imagem para charges LAVA JATO
Charge do Pelicano
Eliane CantanhêdeEstadão
O ministro Paulo Guedes recebeu um ofício do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), vinculado à OCDE, estranhando a decisão do Supremo de vetar investigações com base em dados do Coaf, do BC e da Receita. Desrespeitar as 40 normas do Gafi projeta dificuldade de crédito, de comércio e de relações com organizações e demais países, além de ameaçar a aproximação com a OCDE. É isso mesmo que o Brasil quer?
Não adianta fingir que não sabe, não viu, não ouviu o ataque de forças poderosas e variadas às frentes de combate à corrupção no Brasil, que não se resumem à Lava Jato. Ela é a maior e mais reluzente, não a única.
PRINCIPAIS ALVOS – Na linha de tiro estão o Ministério Público, a Receita, o Coaf (que identifica movimentações atípicas) e o Cade (que, por exemplo, avalia fusões). A Justiça não passa incólume. Veja as tentativas de desgastar Sérgio Moro e as ameaças ao Supremo – que tanto participa dos ataques como é alvo deles.
As investidas não partem só do Congresso e de ministros do Supremo, têm a participação direta do governo. O próprio presidente Jair Bolsonaro, que já deu um jeito de intervir no Coaf e dar um chega pra lá na Receita Federal, ontem causou grande alvoroço na Polícia Federal, ao anunciar: “Vou mudar o diretor da PF no Rio. Motivos? Gestão e produtividade”.
MAIS UMA CONFUSÃO – Tudo no Rio é mais complicado mesmo, com todos os ex-governadores vivos entrando e saindo da cadeia, por exemplo, mas quem muda superintendente é o diretor-geral da PF, um órgão de excelência que tem mantido invejável independência até no turbilhão do mensalão e do petrolão na era PT. Para que o presidente se meter na PF e criar mais uma confusão desnecessária?
Na versão oficial, a troca do delegado Ricardo Saadi por Carlos Henrique Sousa já estava definida havia tempos, sem dor, sem trauma, como deve ser. Com a interferência de Bolsonaro, que já ataca o Coaf e a Receita, a suavidade foi para o espaço e a corporação chiou.
O curioso é que Bolsonaro fez toda a sua campanha em cima do combate à corrupção e não titubeou ao aceitar a sugestão do economista Paulo Guedes para nomear justamente Moro para a Justiça. Um golaço. Mas, com a posse, a caneta Bic na mão e as notícias nada edificantes sobre os gabinetes políticos da família, tudo mudou.
PACTO DE PODERES – Mais curioso, ainda, é a aliança tácita entre setores do Executivo, do Judiciário e do Legislativo. Ora eles enfraquecem ostensivamente o Coaf. Ora fazem um conchavo para montar a equipe do Cade. Agora aprovam, em tempo recorde e sem votação nominal, a síntese de tudo isso: a lei de combate ao abuso de autoridade.
O derrotado nesses três exemplos é sempre Sérgio Moro, que deixou de ser superministro e troféu. Perdeu o Coaf, fundamental contra a lavagem de dinheiro, perdeu o direito de nomear metade dos integrantes do Cade, vê o presidente metendo a mão na PF e, em vez de aprovar seu pacote anticorrupção e anticrime, tem de engolir goela abaixo o oposto: a lei do abuso, com alta carga de subjetividade.
E O PACOTE – Há, sim, exageros de agentes de Estado que se sentem acima das leis e normas e se escudam na máxima de que “os fins justificam os meios”. Logo, uma lei contra abusos, fabricação de provas, exposição desnecessária de investigados, uso de algemas a torto e a direito… faz sentido. A questão, porém, é outra.
Por que agora e tão rápido? E por que engavetar as dez medidas contra a corrupção, depois o pacote Moro e colocar no lugar justamente o oposto? A resposta é clara: a gangorra inverteu. A Lava Jato perdeu fôlego, as forças inimigas dela se fortaleceram. Não se combate a corrupção, combate-se quem e o que combate a corrupção. Isso pode sair muito caro, inclusive internacionalmente. Atenção ao Gafi. Isso é sério.

Bolsonaro gastou mais de R$ 200 mil dos cofres públicos para ver os jogos do Brasil

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Em média, um gasto de R$ 67,2 mil a cada jogo
Luís Adorno
Folha
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) gastou R$ 201,6 mil para assistir, no estádio, três partidas da seleção brasileira durante a Copa América realizada no país entre junho e julho deste ano. Os dados são da Secretaria Especial de Comunicação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República e foram obtidos com exclusividade pelo UOL via LAI (Lei de Acesso à Informação), Bolsonaro assistiu ao jogo de abertura, em São Paulo, a semifinal, em Minas Gerais, e a final, no Rio de Janeiro. Um gasto de R$ 67,2 mil em média, por jogo.
GASTOS – A reportagem perguntou à Casa Civil e às secretarias Geral, de Governo e de Comunicação da Presidência se o montante gasto para o presidente acompanhar a seleção brasileira nas três partidas foi bem investido. Foram enviados quatro e-mails, entre quinta (15) e sexta-feira (16), mas, até esta publicação, os órgãos não se manifestaram sobre o assunto. As despesas contemplaram gastos com a equipe de segurança, saúde, transporte, cerimonial, imprensa, comunicações e apoio técnico necessário ao presidente, segundo a secretaria.
O presidente participou das cerimônias de abertura e de premiação, no primeiro e no último jogo da competição, e acompanhou a semifinal das tribunas. No primeiro jogo, o Brasil venceu a Bolívia no estádio do Morumbi por 3 a 0. Na semifinal, no Mineirão, a seleção brasileira venceu a argentina por 2 a 0. E na final, no Maracanã, o Brasil venceu o Peru por 3 a 1.
CRÍTICA – Nas vezes em que foi mencionado ou apareceu, Bolsonaro foi recebido com vaias e aplausos. Na semifinal, contra a Argentina, Bolsonaro afirmou que as vaias foram direcionadas aos hermanos, não a ele. Na ocasião, a federação de futebol da Argentina formalizou uma crítica à presença de Bolsonaro no estádio.
Questionado sobre o fato, Thiago Jannuzzi, gerente de competições do Comitê Organizador Local da Copa América, afirmou considerar a presença como normal. “Sobre a presença do presidente, eles vão ao campo, isso é normal. No pré-jogo ou no intervalo, isso é normal.” Não é uma exclusividade do presidente Bolsonaro, no entanto, ir a jogos da seleção em campeonatos realizados em território nacional. Durante a Copa do Mundo de 2014, por exemplo, a ex-presidente Dilma Rousseff também acompanhou partidas. Na estreia do Mundial, ela foi vaiada quatro vezes pela torcida.
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OS GASTOS DO PRESIDENTE, JOGO A JOGO
Brasil x Bolívia, em 14 de junho
Alimentação: R$ 12.900
Hospedagem: R$ 42.654
Diárias: R$ 42.693,88
Brasil x Argentina, em 2 de julho
Alimentação: R$ 5.472
Hospedagem: R$ 8.137,50
Diárias: R$ 23.761,74
Brasil x Peru, em 7 de julho
Alimentação: R$ 19.980
Hospedagem: R$ 17.412,96
Diárias: R$ 28.672,35 

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Intervenção no comando da PF, aparelhamento da Receita Federal, censura no cinema, ataque às universidades, perseguição de jornalistas, nepotismo e eliminação da oposição. Esses são apenas alguns dos exemplos de um estado autoritário que a mídia tradicional já não consegue mais esconder.

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Simulação aponta que se país tivesse garantido educação secundária para a população desde 1994, disparidade da renda do trabalho teria caído apenas 2%. "[Neste sentido], a educação pode ser vista como uma alternativa apenas num prazo muito longo", explica um dos responsáveis pela pesquisa #arquivoelpais

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https://reinaldoazevedo.blogosfera.uol.com.br/…/bolsonero-…/
E aí? Morominions e bolsominions estão satisfeitos? E os nefelibatas que julgavam possível uma convivência civilizada com Jair Bolsonaro, na suposição de que ele se deixaria moldar pelas instituições? E os idiotas que viam em Sergio Moro a chance de haver um xerife incorruptível no comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública? Em oito meses, o que se tem é desordem, entropia e desfiguração de organismos d...
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