domingo, janeiro 27, 2019

Planalto insiste em montar gabinete no hospital para Bolsonaro despachar após cirurgia


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Hospital vai isolar várias salas para Bolsonaro trabalhar
Guilherme Mazui e Fabiano Costa,G1 — Brasília
A cirurgia a que o presidente Jair Bolsonaro será submetido nesta segunda-feira (28) para retirar a bolsa de colostomia vai alterar a rotina do governo federal nas próximas semanas. Por recomendação médica, Bolsonaro ficará 48 horas desligado das atividades de Estado a partir desta segunda, e o país será comandado interinamente neste período pelo vice-presidente Hamilton Mourão.
Conforme a previsão médica, Jair Bolsonaro deverá ter condições de retomar as atividades de presidente da República a partir de quarta-feira (30). No entanto, após o afastamento de 48 horas por ordem médica, ele ainda terá que permanecer em São Paulo por até 10 dias para monitoramento. Neste período, Bolsonaro vai trabalhar no próprio hospital em uma espécie de gabinete que foi montado para dar suporte ao presidente. A intenção é que ele consiga receber ministros e se atualizar sobre os assuntos de Estado.
NO HOSPITAL – Ministros viajarão até São Paulo para reuniões no hospital e também manterão contato por telefone com o presidente. Bolsonaro assinará atos formais, como despachos e eventuais sanções de leis, a partir do hospital.
A colostomia é um procedimento que encaminha as fezes e os gases do intestino grosso para uma bolsa fora do corpo, na região abdominal. Com a cirurgia desta segunda-feira, a equipe médica religará as partes do intestino do presidente que estão separadas.
Segundo o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, Hamilton Mourão ficará interinamente no comando da Presidência durante a cirurgia de Bolsonaro e nas 48 horas seguintes ao procedimento.
48 HORAS – O presidente da República comunicou formalmente a Câmara e o Senado sobre a realização da cirurgia. Em mensagem publicada no “Diário Oficial da União” na sexta-feira (25), ele informou que ficará “sob efeito de anestesia geral” durante o procedimento cirúrgico e que o atestado médico o impedirá de exercer a Presidência por 48 horas.
Essa será a segunda passagem de Hamilton Mourão pela Presidência no governo Bolsonaro. Na semana passada, o vice comandou o país de segunda-feira (21) até a madrugada de sexta, no período em que Bolsonaro viajou a Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial.
A previsão é de que Mourão comande uma reunião ministerial na terça-feira (29) no Palácio do Planalto. Bolsonaro costuma reunir o “conselho de governo” uma vez por semana, às terças-feiras. A pauta do encontro desta semana prevê uma apresentação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre governança.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essa insistência em escantear Mourão é bem esquisita. De início, Bolsonaro nem se licenciaria, apesar de a operação ser de risco, com anestesia geral. Agora, evoluiu para a licença de 48 horas. Na verdade, esses despachos no hospital serão uma pantomima, apenas isso. (C.N.)

Previdência Social completa 96 anos


Na mesma data é celebrado o Dia do Aposentado     

A Previdência Social Brasileira completa hoje (24) seus 96 anos de existência. Nesta mesma data, também é celebrado o Dia do Aposentado, em referência à entrada em vigor da Lei Eloy Chaves (Lei 4.682) de 24 de janeiro de 1923, marco histórico do início da previdência brasileira.
Considerada a maior distribuidora de renda do país, a Previdência só tem o que comemorar. Nos últimos anos, passou por uma revolução no atendimento dos segurados. As ações de gestão implementadas agilizaram os atendimentos, reduziram as filas e ampliaram os canais remotos.  
Os serviços da autarquia além de crescer, tornaram-se mais acessíveis à população. Tudo isso vem sendo acompanhado pela modernização e investimento tecnológico. Um exemplo disso é o MEU INSS – ferramenta criada pra facilitar a vida dos segurados. A implantação da nova medida permitiu ao segurado marcar dia e hora, sem sair de casa para ser atendido. Tudo de forma prática e rápida.
A ferramenta é acessível por meio de computador ou celular e permite, entre outros serviços, agendar atendimento, acompanhar dados cadastrais, fazer simulação de aposentadoria, entre outras.
Atualmente, a Previdência paga por mês 30 milhões de benefícios, somente no Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Ações de comemoração
A Anasps (associação que representa os servidores da maior distribuidora de renda do país), também comemora essa data especial. Em parceria com o Serviço de Qualidade e Vida da Superintendência Regional Norte/Centro-Oeste, realiza durante todo o mês de janeiro, uma campanha, por meio da distribuição de informativo, para ser fixado nas extremidades dos computadores.  
A Gerência Executiva do INSS de Ribeirão Preto – SP celebra a data com a divulgação do MEU INSS. Um dos focos dessa ação é orientar e informar o público que aparece nas agências.
No estado do Mato Grosso, os aposentados que forem nas APS hoje (24) receberão cartão comemorativo, além de brindes como bonés, sacolas, portas moedas e estojos. No dia 30, a Gerência Executiva de Cuiabá realiza um momento de interação com os estagiários e uma palestra sobre a importância da Previdência Social na vida dos trabalhadores.
Panfletagens, orientações e informações sobre o Programa de Educação Previdenciária (PEP), devem marcar o dia 25 em Boa Vista/RR. As atividades serão direcionadas ao público em geral.
A programação de todas as ações que serão realizadas se encontra disponível no site do INSS, acessado em: www.inss.gov.br

Nessa data importante, reafirmamos o papel fundamental que a Previdência Social tem na vida dos brasileiros. A Anasps parabeniza a todos que trabalham para oferecer uma Seguridade Social de qualidade.

BC lança assistente virtual de atendimento ao cidadão

O Banco Central lançou nesta quinta-feira (24), um assistente virtual de atendimento ao cidadão batizado de “Din”. Nessa primeira versão, o assistente vai auxiliar na consulta de dívidas e empréstimos, operações de câmbio, contas e investimentos e também para quem precisar de uma certidão de que não possui relacionamento com a instituição financeira, servindo para comprovar, por exemplo, carência financeira, necessária para ter direito a acesso gratuito à Justiça e também para receber financiamento estudantil.
Segundo o BC, o novo canal de comunicação tem como objetivo facilitar o acesso do cidadão aos próprios dados.
O assistente virtual funciona mediante conversa guiada, utilizando tecnologias de inteligência artificial e machine learning (aprendizado de máquina).          

Janaina critica Flávio e Mourão, dizendo que não vai se calar por ser fiel ao presidente


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Janaina acha que Flávio não pode agir como Aécio ou Lula
Luiz Maklouf CarvalhoEstadão
A advogada, professora universitária e deputada estadual do PSL Janaína Conceição Paschoal, eleita com mais de dois milhões de votos, disse ao Estado, em entrevista na última segunda, 21, que o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, “tem todo o direito à defesa, a entrar com todas as medidas, mas me parece complicado ver uma reação parecida com a que foi a do Aécio (Neves), e com a que é a do Lula até hoje”.
Disse, ainda, que “foi um erro” o senador ter concordado com o pedido ao Supremo Tribunal Federal para que suspendesse a investigação, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, concedido em liminar do ministro Luiz Fux. “Foi um erro, porque ainda que não tenha nada errado, isso gerou uma situação, um sentimento, ‘poxa, por que ele não explica logo?’. E é um sentimento legítimo”, explicou. “O sigilo sobre a investigação não pode haver”, disse a deputada.
 A deputada também falou sobre o momentoso caso do filho do general da reserva Hamilton Mourão, vice-presidente da República, promovido com o triplo do salário no Banco do Brasil, que já havia criticado de passagem em sua conta do Twitter. “Fiquei chocada”, disse na entrevista. “Não pela promoção em si, porque não é ilícito, mas porque é incompatível com o que a gente quer. Mostra mais permeabilidade do que deveria haver. Não deveria nem passar pela cabeça do general”.
Como é que a senhora está vendo o cenário político do momento?Você sonhar um país, e ver esses acontecimentos todos. Sabe o que é jogarem um balde de água gelada em cima de você?
De quais acontecimentos a sra. está falando?Tudo. Investigação, denúncia, que pode ser, pode não ser, colegas viajando para a China, xingando eleitor pela internet. Eu acho isso tudo tão surreal, que me pergunto: será que eu ajudo mais dentro, ou se eu fico fora? Essa dúvida eu confesso que eu tenho.
Qual é o problema com os que foram à China, ou parte deles?É diferente ser um ativista e ser um parlamentar.
Para quem é o recado?Para todos. Eu estou muito preocupada, porque estou observando muitas pessoas eleitas que não estão conseguindo fazer a transição entre o ativismo e o cargo, qualquer que seja ele. Quando você passa a ser um parlamentar, tem que estudar, tem que entender que uma fala sua pode ter uma repercussão, pode gerar uma situação.
A sra. já criticou, na rede social, um deputado que gravou vídeos agressivos…Um deputado xingou as pessoas pela internet, porque foi criticado na viagem para a China. Você não pode esperar isso de um parlamentar. Isso não pode ocorrer.
O que é que não pode ocorrer?Tenho a impressão de que ainda não perceberam a seriedade do que é exercer um cargo, a seriedade do momento que a gente está atravessando, a expectativa que o País colocou em cima dessas pessoas. Não foi uma eleição como outra qualquer. Foi uma eleição que veio depois de um sofrimento. E esse pessoal está com palhaçada. É muito grave. Eu não tenho como dizer que não estou preocupada.
Quem é esse pessoal que está com palhaçada?Esse momento político é muito determinante para o País. Se esse pessoal que entrou, todos nós, não mostrar diferença, não mostrar o comprometimento com as coisas positivas, com o futuro do País, o resultado catastrófico que isso pode ter é muito grande.
A senhora tem feito críticas a episódios como os da promoção do filho do general da reserva Hamilton Mourão, vice-presidente, no Banco do Brasil, triplicando o salário, e as complicações do senador Flávio Bolsonaro…Eu acho que a gente não pode fazer acusações precipitadas contra ninguém. Tem que dar a chance para a pessoa se manifestar, e tudo o mais. Agora, eu não acho que a gente possa minorar as situações.
No caso do senador eleito Flávio, o que é que a senhora está achando?Ele já explicou a situação dos tais depósitos. É factível? É factível. Não é ilícito. É diferente. Tanto é que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indicou uma movimentação atípica, não necessariamente ilícita. Por que dividiu (os depósitos)? Para não chamar a atenção? Na medida em que ele vem e explica que foi uma negociação – acredito que demonstrará isso para o Ministério Público – eu estou imaginando, porque não vi, que isso tenha sido uma coisa isolada, naquele mês. Não obstante não seja uma coisa tão típica, em termos de transferência.
A senhora criticou o ministro Luiz Fux, do Supremo, por ter dado a liminar em que Flávio pedia a suspensão da investigação.A decisão do ministro está errada, juridicamente errada.
Por quê?Porque eles, Supremo, acabaram de decidir que se não fosse fato ocorrido no curso do mandato, e inerente ao mandato, não ficaria com foro privilegiado. Para mim é absolutamente límpido que não é caso para análise do Supremo. Se não é, o ministro não poderia ter dado essa liminar. Se o advogado orientou corretamente, ou não, é outra história.
Advogado à parte, o que a sra. achou do próprio senador concordar e defender o pedido?Foi um erro. Porque ainda que não tenha nada errado, isso gerou uma situação, um sentimento, “poxa, mas por que não explica logo?”. E é um sentimento legítimo.
O que é que está lhe incomodando especificamente no caso do senador eleito Flávio Bolsonaro? Onde é que ele não está fazendo diferente do que deveria fazer, na sua avaliação?Ele tem todo o direito à defesa, a entrar com todas as medidas, mas me parece complicado ver uma reação parecida com a que a foi a do Aécio (Neves), com a que é a do Lula até hoje. Com isso eu não estou dizendo que as autoridades sempre tenham razão. Mas eu não endeuso ninguém. “É só porque eu sou filho do presidente.” Não é só, pô. Teve lá um apontamento. Talvez a divulgação seja até excessiva, vamos dizer assim, mas houve um apontamento.
O que é que a senhora quer saber, então?Se tem fundamento ou não tem fundamento. Por isso é que eu decidi me manifestar. Tem que investigar. O sigilo sobre a investigação não pode haver. Vamos imaginar que haja alguma coisa errada com o senador. Se isso tivesse aparecido antes da eleição, ele provavelmente não teria sido eleito.
A sra. disse que também devem ser investigados deputados de outros partidos.Tem também o deputado do PT, que vai ser presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). E a gente não sabe o que tem lá. É um direito da população ter acesso a isso. A minha abordagem é: vamos pegar todo mundo. Se pegar todo mundo, vamos fechar e começar de novo.
A diferença, no caso do senador eleito Flávio Bolsonaro, é que ele é filho do presidente.Não estou antecipando culpa de ninguém. Mas eu não gosto deste tom: “É um absurdo”, “Não vou falar”, “Só vou falar para autoridade”. Isso relembra o passado. Para mim foi uma coisa muito triste. Quando eu era pequena tinha a história de um vereador que pedia dinheiro pros funcionários. Na minha cabeça isso era um negócio do passado. Essa fala do vice-presidente, essa semana, “temos que ver até onde é corrupção, e até onde é ‘Rachid’, rachadinha”. A rachadinha é crime! Será que ele falou isso mesmo?
A senhora também se manifestou no episódio em que o filho do vice-presidente, general Hamilton Mourão, foi beneficiado com uma promoção no Banco do Brasil, que triplicou o salário.Fiquei chocada. Não pela promoção em si, porque não é ilícito, mas porque é incompatível com o que a gente quer. Mostra mais permeabilidade do que deveria haver. Não deveria nem passar pela cabeça do general.
Mas promovido ele está, que se saiba, e ficou por isso mesmo.Entraram com uma ação na justiça. Como não é nepotismo, juridicamente falando, o que é que a gente faz? Não tem muito o que fazer, além de protestar.
E qual é a sua preocupação?O meu temor é que se começar a ter episódios de muita permissividade, sejam episódios que se caracterizem como algo ilícito, ou episódios que tragam uma decepção, a gente vai perder força. Não só para fazer o que é necessário, em termos de melhoras para o País, mas também para eventualmente combater pessoas e práticas que precisam ser combatidas.
Explique melhor.Na minha cabeça a gente estava entrando com um grupo que podia ter as brigas ideológicas, as divergências, mas um grupo que num determinado núcleo duro estava alinhado. E aí vêm esses sinais. E, sem fazer juízo de antecipação de culpa, esses sinais me preocupam.
No caso do filho do general Mourão não caberia ao presidente Jair Bolsonaro uma manifestação pública a respeito?Eu não sei como é que funcionou isso na cabeça dele. Eu acho que ele parou, refletiu, e decidiu não dar uma de capitão, como a gente diz, e dizer “Olha, o menino não vai ficar no cargo”. Ele preferiu não falar nada.
O presidente deveria ter se manifestado publicamente – contra ou a favor do general?Eu não sei qual seria o impacto, publicamente, de ele passar um sabão no vice. Talvez tivesse sido melhor chamar o vice e pedir para voltar à situação anterior. Mas tinha que chamar, e dizer: “Olha, tem que mudar isso aí, não tem jeito”. Teria sido melhor se o presidente tivesse se posicionado nessa situação.
No dia 1.º de janeiro, dia da posse, a senhora escreveu em seu Twitter desejando um bom governo e vida longa ao presidente. E também: “desejo muita lealdade por parte dos membros da sua equipe”. Por que esse preocupação com a lealdade da equipe num momento em que o governo mal estava começando?Muita vaidade, muita disputa de poder. Eu vivi um pouco aquilo ali (durante a montagem do governo). É assustador. Se ele não tiver esse grupo leal, não a ele, mas aos princípios que fizeram toda essa mudança, leal ao trabalho de equipe, nós estamos perdidos. Isso me preocupa muito. Muito.
Por quê?Nas conversas com a equipe, as pessoas me trataram muito bem. O que era presidente do partido e agora é ministro (Gustavo Bebianno, secretário-geral da Presidência), com o qual eu tive um excelente trato, ele e o deputado Julian (Lemos, do PSL-PB) me perguntavam muito assim: “Você é fiel ao Jair Bolsonaro? Ele é o seu líder?” Eu disse para eles: “Vocês querem que eu minta?” Por que uma pergunta dessas para uma pessoa que acabou de conhecer a outra?
O que a senhora respondeu?Que eu sou fiel ao meu País, acho que ele gosta do meu País, vejo nele hoje a pessoa que tem condição de fazer frente ao PT. Então eu sou fiel a essa ideia, a este plano, e estou disposta a trabalhar com ele para isso. Mas eu quero que fique claro que eu sou fiel ao País.
E como eles reagiram à sua resposta?Disseram que achavam que eu era uma pessoa muito boa. A maneira que eles tinham de me dizer que eu não servia muito era me elogiando, e eu não sentia que era sincero. “Você é uma pessoa muito boa, muito idealista…”
Qual tem sido a reação às críticas que a sra. já tem feito?O que eu recebo de alguns eleitores é: “Você não está apoiando suficientemente o governo, você nunca elogia”. Mentira. Eu elogiei várias coisas. Talvez eu seja uma pessoa insuportável. Mas a nossa ajuda é para fazer a pessoa ficar melhor. Eu vejo que esse é o meu papel. É assim que eu colaboro com o meu país. Mas o brasileiro – não só o povo do Bolsonaro, mas o povo do PT – tem na cabeça que ou você fecha com tudo, ou você é inimigo. Isso é atrasado.
A sra. já pressente que pode virar um problema para o governo, no curto, médio prazo?Esse fim de semana meu pai me chamou e me perguntou: “Filha, você vai se desfiliar?” Eu pensei: “Será que é uma pergunta, ou uma ordem?” Eu falei: “Por que pai?” Ele disse: “Por causa dessas coisas todas”. Eu respondi, depois de conferir a legislação: “Pai, a questão é a seguinte: se eu me desfilio eu perco o mandato”.
A sra. não pode sair e ficar com mandato?Não mais. A jurisprudência mudou. Mas eu ainda estou pesquisando.
Isso pouco antes de tomar posse, porque não está gostando do filme.Mas quem é que está gostando? Eu imaginava ter embates de ideias. Então, por exemplo, se o presidente saísse com uma ideia, qualquer coisa contra os casais homossexuais, eu já estava preparada para combater. Se o presidente tivesse uma ideia de colocar mais ministros no Supremo, e eu falei para ele que não podia, eu já estava preparada. Mas eu não imaginava esse tipo de problema no núcleo duro.
Que tipo de problema?Possíveis ilicitudes. Não estava no meu radar. Eu estou rezando para que esses documentos (do caso Flávio) venham, para que eles mostrem que está tudo correto. Tem gente que diz que é uma guerra, que não pode criticar, que não pode nos enfraquecer. Mas isso é PT. Já mostrei que não vou deixar de fazer críticas por uma fidelidade pessoal ao presidente. Esse governo foi eleito por causa de um núcleo duro de valores, e não de um núcleo duro e pessoas. A população votou em valores.

Eduardo Paes tem suspeita de infarto e se interna no Albert Einstein para exames


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Eduardo Paes está cheio de acusações para responder na Justiça
Natuza NeryGloboNews
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes teve um princípio de infarto na manhã deste domingo (27) em Campinas, interior de São Paulo, e foi levado para o Hospital Albert Einstein, Zona Sul da capital. Apesar de ter passado mal, Paes ficou estável em seguida. A assessoria de imprensa do Albert Einstein confirmou a entrada de Paes no hospital e informou que ele realizaria exames, mas não divulgou boletim médico até a última atualização desta reportagem.
Eduardo Paes foi prefeito do Rio de Janeiro por dois mandatos, tendo assumido o posto pela primeira vez em 2009 e reeleito em 2012. Ele permaneceu no cargo até o fim de 2016.
DERROTADO – Nas eleições de 2018, Paes se candidatou a governador do Rio de Janeiro pelo DEM, mas foi derrotado no segundo turno por Wilson Witzel (PSC). Após a derrota, ele declarou que não queria cargo político, e que voltaria para a iniciativa privada.
Na última terça-feira (22), a Justiça do Rio determinou, de modo cautelar, o bloqueio de bens no valor de até R$ 7.434.466,51 do ex-prefeito e mais seis pessoas por suposta fraude em licitação para serviços de emergência médica durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013.
A denúncia oferecida contra o prefeito pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) foi aceita pela juíza Ana Helena Mota Lima Valle, da 26ª Vara Criminal da capital. Paes, aliás, além de responder por crime licitatório, também é acusado pelo MP de crime de responsabilidade de prefeito.
FOI UM PEDIDO… – O ex-prefeito disse que o aluguel das ambulâncias pela Prefeitura do Rio foi feito para atender um pedido do Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude e também para garantir o atendimento à população.
No último dia 10, o ex-prefeito também virou réu numa ação de improbidade administrativa segundo a qual a Prefeitura do Rio aplicou, sem licitação, R$ 1,6 milhão no evento religioso Marcha Para Jesus, em 2012.
Paes declarou que se trata apenas do recebimento de uma ação e que, no “curso do processo, ficará claro que a Prefeitura do Rio sempre apoiou eventos pra estimular o turismo religioso na cidade” – nesse caso, um evento evangélico – “sem qualquer discriminação de credo ou fé”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Foi para o mesmo hospital que atende Bolsonaro. Espera-se que se recupere rapidamente, para poder prestar contas à Justiça dos homens, como dizem os religiosos, cujos eventos ele fazia questão de apoiar em todos os sentidos, claro.  (C.N.)

Não é incomum' esconder dinheiro ilícito em valores fracionados, disse Moro em 2017

Domingo, 27 de Janeiro de 2019 - 08:00

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'Não é incomum' esconder dinheiro ilícito em valores fracionados, disse Moro em 2017
Foto: Rafael Carvalho / Governo de Transição
Em uma decisão proferida em 2017, o então juiz Sergio Moro descreveu em detalhes a função do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e artifícios usados para driblar os sistemas de controle do Estado. Na ocasião, ele disse que "não é incomum que criminosos, buscando ocultar transações com dinheiro de origem e natureza ilícita (...) estruturem suas operações em valores fracionados".

"O objetivo seria evitar que a transação seja identificada, comunicada ao Coaf e, sucessivamente, às autoridades", explicou. Segundo informações do blog Painel, da Folha de S.Paulo, essas aspas integram a sentença que condenou o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (MDB), a 14 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Um dos réus nesse caso tentou disfarçar o repasse de R$ 96,6 mil em valores fracionados e sempre inferiores a R$ 10 mil.

A declaração ganha destaque agora no momento em que o Coaf aponta movimentações atípicas nas contas do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. De acordo com a entidade, 48 depósitos de R$ 2 mil cada foram feitos na conta do então deputado estadual ao longo de cinco dias. Apenas em 13 de julho de 2017, foram 16 depósitos em seis minutos.

Moro, que hoje ocupa o posto de ministro da Justiça e Segurança Pública, disse apenas que o governo não vai interferir nas investigações sobre o caso.
Bahia Notícias

Altamente estressado, o general Heleno parece estar à beira de um ataque de nervosAltamente estressado, o general Heleno parece estar à beira de um ataque de nervos


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O ministro não pode encarar os jornalistas como inimigos
Jorge Béja
Augusto Heleno (general da reserva e ministro- chefe do Gabinete de Segurança Institucional da presidência da República) é hoje outro homem. Mudou muito. Mas muito mesmo. No passado recente, quando era o consultor a quem o jornalismo da TV Bandeirantes recorria para ouvi-lo sobre a violência urbana no Rio, ele se expressava com vigor, mas a serenidade era a tônica. Falava pausada e didaticamente. Era a voz da ponderabilidade, da razão cheia, da sensatez, mas sempre sem rancor. Era um mestre.
Agora, além de ter envelhecido em tão pouco tempo, a arrogância passou a ser a sua marca. Na entrevista coletiva no final deste sábado, Augusto Heleno tratou os jornalistas em tom desafiante. Se mostrou ríspido, propenso a um bate-boca, parecia que queria briga, que estava dialogando com inimigos, quando, na verdade, os jornalistas só queriam saber as novidades, saber notícias para divulgar à população sobre a tragédia de Brumadinho.
INUSPORTÁVEL – Seu tom de voz se tornou insuportável. Estava assistindo à entrevista na casa de uma vizinha e sua pequena filha de 1 ano e meio, de repente, começou a chorar, chorar muito quando o general falava. Foi quando o pai da criança teve a idéia de tirar o som da tv. Aí a criancinha parou de chorar. Quando ligou o som outra vez, o berreiro voltou. Sem dúvida, era o tom da voz do general, tom agressivo que fazia a Janaininha (nome dado em homenagem à Janaína Paschoal) que fazia a criança chorar.
Nem com a tropa um comandante fala daquele jeito que Augusto Heleno tratou os profissionais da imprensa. E aquilo também tirou o meu sono, que só veio após eu tomar um Frontal de 2 mg.
General, volte a ser aquele homem que dava entrevista à Band tendo a Rocinha como cenário de fundo: voz enérgica, mas educada. Cabelos muito bem penteados e sempre muito bem vestido de paletó e gravata. Quem viu o senhor e vê agora a transformação é nítida, em todos os sentidos. Parece que o senhor em 2 ou 3 anos envelheceu 30.
TOM DESAFIADOR? – Por que o senhor respondeu aos repórteres em tom raivoso e desafiador? Eles estão no seu ofício. O senhor precisa deles e eles precisam do senhor. General, o senhor não é o dono da razão nem dono do Brasil. O senhor é um brasileiro como todos nós somos. Com uma diferença: o senhor foi chamado pelo presidente que o povo elegeu para um cargo de comando do Estado Brasileiro.
Logo, deve ser muito mais civilizado do que o senhor já era antes, quando consultor da Band para assuntos de segurança. Cuide da sua saúde, general. Todos precisamos do senhor, da sua experiência, da sua honestidade, do seu alto saber no combate aos inimigos da pátria. Mas desse jeito, externando raiva e ódio, sua saúde vai para o brejo. Esse estresse, que sua postura causa ao senhor mesmo, pode lhe custar a perda da saúde e até da vida. Os AVCs estão aí. Não os desafie e nem dê causa para tê-los.
SEJA EDUCADO – Não seja frouxo. Não seja santinho nem bonzinho como o senhor nunca foi. Seja enérgico como o senhor sempre foi. Mas sempre educado, principalmente com os jornalistas que estão trabalhando para bem informar à população. Dê-lhes atenção e toda cortesia. Retorsão adequada a qualquer deslize que deles partam, o que é raro acontecer. Ou quase nunca acontece porque são eles credenciados nos palácios e à mínima falta de urbanidade a credencial é cassada. Bastam os graves e criminosos deslizes da Samarco e agora em Brumadinho.
E por falar em cassação: general, convença o presidente a cassar a concessão que a União deu à Vale S/A para explorar as minas que pertencem à União. Leia o artigo 176 da Constituição Federal. O que está faltando para a cassação, general? Tal como no Direito Privado, que dá ao locador o direito de rescindir o contrato de locação se o locatário(inquilino) destrói o imóvel, com muito mais razão no Direito Público não é diferente. Diz-se com muito mais razão porque as minas (nas Minas Gerais ou em qualquer outra parte do território nacional) são propriedades da União. Do povo brasileiro, portanto.
CASSAR A CONCESSÃO – E se o concessionário (locatário) não cuida do bem a ponto de arruiná-lo, matar centenas de pessoas e devastar e destruir grande parte do chão e dos rios nacionais, o poder-concedente (locador) que é a União deve agir imediatamente rescindindo o contrato. E no Direito Público essa rescisão se chama cassação da concessão.

General, use todo o seu prestígio, sua energia, sua autoridade, sua história de vida e a confiança que o presidente da República deposita no senhor para convencê-lo, já, de assinar decreto cassando a concessão que a União deu à Vale. Só o presidente pode ser o autor desse ato.
General, se o presidente não tomar essa atitude, saiba o senhor que qualquer cidadão-eleitor pode agir ante à inércia presidencial. Basta dar entrada na primeira instância da Justiça Federal com uma Ação Popular contra o presidente da República, a União e a Vale S/A, e pedir que a Justiça decrete a rescisão. O motivo? O motivo é público e notório, o Brasil conhece. O mundo inteiro viu e sabe: desvio de finalidade, imprudência, imperícia, negligência e má exploração no uso e na exploração comercial da coisa pública, que teve como consequência a matança de centenas de brasileiros e a destruição de terras e rios por onde a lama passou.

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