quinta-feira, novembro 18, 2010

A culpa é de Gilmar Mendes

Pesquisa do Ipea mostra que Judiciário é mal visto pela população

Desonesta, lenta, cara, parcial e injusta. É essa a visão da Justiça brasileira na opinião de 2.770 pessoas entrevistadas em todas as unidades da Federação pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Divulgado ontem, o levantamento é o primeiro grande panorama do Poder Judiciário brasileiro, pois a pesquisa leva em consideração não só o desempenhos de magistrados, mas também de defensores públicos e de membros do Ministério Público.


Diante da pergunta: “De zero a 10, que nota você daria para a Justiça brasileira?”, a nota média dos cidadãos foi 4,5. Conforme o estudo, é essa a avaliação da maioria esmagadora dos entrevistados, independentemente de classe social, raça, grau de escolaridade e sexo.

Quem já precisou recorrer à Justiça tem uma visão ainda mais crítica em relação à sua eficácia. De zero a 10, a nota alcançada foi 3,7, em média. Ou seja, os autores de ações judiciais têm uma visão mais negativa que os próprios réus ou mesmo quem nunca precisou da Justiça. “A avaliação, de um modo geral, é bastante negativa e generalizada entre a população brasileira”, concluiu Fábio de Sá e Silva, técnico de Planejamento e Pesquisas do Ipea.

Foram analisados seis aspectos: rapidez na decisão dos casos, facilidade no acesso, baixo custo, capacidade de produzir decisões boas e justas, honestidade e imparcialidade. O quesito honestidade foi o pior avaliado. Em média, recebeu nota de 1,17, dentro de uma escala de 0 a 4 pontos. Imparcialidade e rapidez nas decisões dos casos ficaram com 1,18. Baixo custo, com 1,45, e facilidade no acesso, 1,48. Mais bem avaliada, embora com média 1,60, vem a dimensão da capacidade da Justiça de produzir “decisões boas, que ajudem a resolver os casos de forma justa”.

Em outro recorte, a pesquisa analisou a percepção da Justiça por regiões. Ainda em média, com 5,30 de 0 a 10, a população do Centro-Oeste tem a visão mais positiva. No Sudeste, o Poder Judiciário alcançou a nota de 4,07, a pior entre as regiões. A margem máxima de erro é de 5%. A pesquisa do Ipea foi realizada em visita às residências dos entrevistados.

Fonte: Ipea

Secretário Municipal de Jeremoabo no xilindró...

Atualmente estou residindo em Aracaju e para informar notícias de Jeremoabo se torna difícil, pois grande parte da população depende de emprego da prefeitura, e os órgãos de divulgação alí existentes, não sabem, não ouviram não tão pouco viram, pois a renda principal sai do cofre da viúva, embora até irregular.

Hoje recebi um email de uma pessoa que pediu para não ser identificada por medo de represálias, porém, me informava que foram presos e continuam presos, um SECRETÁRIO MUNICIPAL DA PREFEITURA DE JEREMOABO e um MILITAR, por portarem armas privativas das forças armadas.

Entrei nos sites locais e nada encontrei noticiando o fato!!!

Manchetes dos jornais: Dilma convida Mantega a ficar

FOLHA DE S. PAULO

Dilma convida Mantega a ficar
A presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiu convidar Guido Mantega a permanecer no Ministério da Fazenda em seu futuro governo.
O convite estava programado para ser feito ontem à noite, em jantar entre os dois na Granja do Torto -residência de campo da Presidência, cedida à eleita na transição.
Em reunião anteontem à noite no Palácio da Alvorada, Lula voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.
Segundo a Folha apurou, Lula e Dilma discutiram uma lista de nomes que a presidente eleita pretende convidar para montar o seu primeiro escalão.
Dilma planeja anunciar sua equipe econômica na próxima semana. Pode divulgar também nomes de ministros com gabinetes no Palácio do Planalto.
Além da permanência de Mantega, ela passou a cogitar a hipótese de manter Henrique Meirelles no Banco Central ao menos até fevereiro do próximo ano, aguardando a posse do novo Congresso Nacional.
Segundo a Folha apurou, Dilma preferia trocar a presidência do BC, mas diminuiu sua resistência em manter Meirelles porque está preocupada com uma piora da economia mundial e seus efeitos no Brasil no começo de seu governo.
Ela voltou de Seul, onde participou de reunião do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), disposta a reavaliar a sugestão de Lula para manter Meirelles no BC.
A presidente eleita pediu à sua equipe para sondar Henrique Meirelles sobre a possibilidade. O problema é que Dilma deseja mantê-lo temporariamente.
O presidente do BC respondeu que não descarta discutir sua permanência no banco, mas não numa condição provisória. Ele também gostaria de manter a mesma autonomia que a instituição tem no governo Lula.

Eleita revela ideia de nomear mulher para Itamaraty
A presidente eleita, Dilma Rousseff, tem revelado a alguns de seus principais interlocutores o desejo de nomear uma mulher para o Ministério das Relações Exteriores.
A decisão passa pela dificuldade de encontrar um nome para assumir o posto ocupado por Celso Amorim nos últimos oito anos.
A petista já manifestou sua vontade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não se colocou, num primeiro momento, contrário à ideia.
A avaliação geral é que não há muitas opções na "prateleira" do Itamaraty. Dilma quer renovação lá.

Governo Lula organiza grupos para o trem-bala
A 12 dias do maior leilão dos oito anos de governo Lula, o de concessão do trem-bala ligando Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro, o governo articula com multinacionais e construtoras brasileiras consórcios para a disputa da licitação.
O objetivo do governo é que haja pelo menos dois grupos disputando o ativo, cujo investimento atinge R$ 33,1 bilhões. Mas o tempo é curto: a entrega das propostas está marcada para o próximo dia 29.
Mais de 15 empresas procuraram escritórios de advocacia e consultorias demonstrando interesse no leilão.
A Folha apurou, no entanto, que hoje apenas o consórcio liderado por empresas da Coreia do Sul está pronto para a disputa. Com isso, há o risco de que apenas ele apresente proposta, o que poderia levar a não haver redução na tarifa máxima, de R$ 199.

Eleita pede que Temer abafe blocão criado pelo PMDB
A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), pediu ontem para que seu vice, Michel Temer (PMDB-SP), abafe o blocão anunciado pelo PMDB.
Após o encontro, Temer seguiu para reunião na Câmara com os líderes do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), e do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Pediu que ambos acabem com "o tiroteio entre as legendas" e convidou oficialmente o PT a se juntar ao grupo. Em vão.
Vaccarezza não só negou o convite como atacou o bloco. A avaliação de petistas é a de que a ofensiva do PMDB foi "um tiro no pé" que não vai surtir efeitos concretos.
O bloco, formado por PR, PTB, PSC e PP (que anteontem chegou a anunciar que estava fora da coalizão, para depois recuar), terá 202 deputados e tem como objetivo ganhar espaço na composição do governo e força nas decisões do Congresso.
"Vocês sabem que esse bloco não existe. Existe apenas uma intenção e apenas isso já deu problema. O PT não vai entrar nisso", afirmou Vaccarezza.

Para relator do Orçamento, é viável mínimo subir a R$ 570
O relator do Orçamento no Congresso, senador Gim Argello (PTB-DF), disse ontem que há margem para elevar a R$ 570 o salário mínimo.
A afirmação foi feita em reunião fechada do Conselho Político da Presidência, que reúne líderes no Congresso.
"Tem margem para aumentar um pouquinho o salário mínimo? Tem. Agora, é o correto fazer isso? Se aumentar para R$ 560, R$ 570, no repique do ano que vem vai bater perto de R$ 700", disse, referindo-se ao salário de 2012, discutido em 2011.

Campanhas de Dilma e Serra devem deixar dívidas de R$ 10 mi
As campanhas da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e do candidato derrotado José Serra (PSDB) deverão deixar dívidas de R$ 10 milhões cada uma para seus respectivos partidos, segundo integrantes que comandaram as duas candidaturas.
De acordo com dirigentes ouvidos pela Folha, nenhuma das campanhas conseguirá fechar zerada até o dia 30, prazo para quem disputou o segundo turno prestar contas à Justiça Eleitoral.
No caso da petista, há dez dias seus auxiliares trabalham para reduzir o deficit de cerca de R$ 25 milhões a um patamar similar ao deixado pelo presidente Lula em 2006 -R$ 10 milhões.
Segundo petistas, há casos de doadores que prometeram complementar repasses, e de outros que surgiriam após o sucesso nas urnas.

Líderes defendem que bingo financie saúde
Líderes da base do governo no Congresso discutem propor que a criação de um novo imposto para financiar a saúde seja substituída pela aprovação do projeto de lei que legaliza os bingos.
A Folha apurou que a solução, apesar de polêmica, é mais palatável para a maioria dos líderes do que a criação do novo imposto.
O tema foi levantado ontem em reunião do Conselho Político da Presidência da República, diante dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Boa notícia: Senado aprova inclusão de três novas vacinas no SUS
O Senado ampliou o calendário básico de vacinação das crianças, que passa a contar com mais três vacinas que devem obrigatoriamente ser aplicadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo o projeto de lei, que segue para sanção presidencial, os hospitais da rede pública de saúde vão ter de disponibilizar as vacinas contra catapora, hepatite A e um tipo de bactéria causadora da pneumonia.
O Senado também aprovou a inclusão de outras duas vacinas no calendário básico, mas elas já se tornaram obrigatórias este ano por decisão do Ministério da Saúde: as vacinas meningogócica conjugada C e pneumocócica conjugada valente. O projeto tramita no Congresso desde 2008.
Segundo o ministério, as três novas vacinas já são aplicadas na rede pública para os chamados "casos especiais" -crianças que necessitam se prevenir das doenças. A partir da sanção da lei, elas passam a ser obrigatórias para todas as crianças.
Relator do projeto, o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que as doenças pneumocócicas estão entre as que mais matam crianças no mundo, e que por isso devem ser prevenidas com as doses.

Primeiro réu do caso Celso Daniel será julgado hoje
Será julgado hoje em Itapecerica da Serra (região metropolitana de São Paulo) o primeiro dos sete denunciados sob a acusação de envolvimento no assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), morto com oito tiros em janeiro de 2002.
O réu é Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos, que teria dirigido um dos carros usados para sequestrar o prefeito. Ele será julgado por júri popular e, se condenado, poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão.
Marquinhos, que não foi localizado pela Justiça, poderá ser julgado à revelia. Ontem, por causa de seu desaparecimento, o réu teve a prisão decretada.

Capiberibe acusa Sarney de compra de testemunhas
Ex-governador do Amapá, João Capiberibe (PSB) acusou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de envolvimento na compra de testemunhas em processo que levou à cassação de seu mandato e do de sua mulher, Janete Capiberibe.
Eles foram enquadrados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na Lei da Ficha Limpa e aguardam definição do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o caso.
O político ainda briga na Justiça para ter direito ao mandato de senador para o qual foi eleito.
O presidente do Senado nega e diz que as acusações são "absurdas".
Reportagem da Folha revelou ontem que um ex-funcionário de uma TV da família do senador Gilvam Borges (PMDB-AP) acusou o político de comprar testemunhas para depor contra o casal. Isso resultou na cassação dos mandatos deles, pela Justiça Eleitoral, em 2004.

AGU dá benefício à mulher de Gilmar Mendes
Cotado para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, aprovou a concessão de benefício, contrariando a lei, à mulher de um ministro do tribunal. A decisão é inédita na Advocacia-Geral da União.
Adams revogou um entendimento anterior da própria AGU para conceder, em agosto deste ano, um benefício a Guiomar Feitosa de Albuquerque Mendes, mulher do ministro e ex-presidente do STF Gilmar Mendes. Ela era funcionária da AGU e se aposentou em maio de 2009.
O advogado-geral converteu dois meses de licença-prêmio não usufruídos em dinheiro, o que fere a lei 9.527, de 1997.

Conclusão de sindicância do caso Erenice ficará para abril de 2011
A conclusão da apuração interna da Casa Civil sobre o suposto tráfico de influência praticado pela ex-ministra Erenice Guerra e por ex-assessores da pasta, e a eventual punição aos envolvidos, não acontecerá antes de abril do ano que vem.
Desde 17 de setembro, a ex-braço direito da presidente eleita, Dilma Rousseff, e dois ex-assessores da pasta são investigados em uma sindicância instaurada pelo ministro Carlos Eduardo Esteves Lima.
A comissão responsável pela sindicância, porém, não tem poder punitivo. O que o grupo pode fazer é "sugerir" a abertura de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar), este de caráter punitivo.

Auditoria nega erro em rombo no banco de Silvio Santos
A Deloitte, que audita os balanços do Banco PanAmericano desde 2004, nega ter maquiado rombo de R$ 2,5 bilhões na instituição financeira de Silvio Santos.
Segundo Mauricio Pires Resende, sócio da Deloitte, "auditor não fecha balanço. A responsabilidade é da empresa. O nosso trabalho é verificar se o dado está correto. Se alguém maquia, não é o auditor".

Justiça ordena que prejudicados refaçam o Enem
Nova decisão da Justiça Federal no Ceará ordenou que sejam reaplicadas provas para todos os estudantes que se sentiram prejudicados pelas falhas no Enem, como cabeçalhos invertidos e erros de impressão. O MEC diz que vai recorrer.



O GLOBO

Governo quer parcelar as perdas do Rio com pré-sal em 10 anos
O governo está finalizando uma proposta alternativa para a distribuição de royalties e participações especiais de petróleo, que reduz gradualmente o percentual de receita destinada aos estados e municípios produtores - principalmente o Rio de Janeiro e suas cidades -, mas mantém para cada um deles uma porção diferenciada desses recursos. Ao mesmo tempo, os demais estados e municípios brasileiros vão ter elevação gradativa em sua arrecadação, garantindo maior participação no bolo.
Discutida no âmbito do Comitê de Articulação Federativa (CAF), ligado à Presidência da República, a proposta prevê um período de transição de dez anos - haveria o convívio de duas formas de remuneração por uma década. Os estados receberiam, desta forma, parte da compensação pelo modelo atual e parte pelo novo. Os entes com compensação diferenciada perderiam um décimo de sua participação atual por ano.
Isso significa que, no primeiro ano de vigência do acordo, a participação do Rio seria formada por 90% do que recebe atualmente e 10% pelos novos cálculos. Esta proporção vai se invertendo ao longo da década, de forma que no décimo ano o Rio receberia apenas 10% pelo método atual e 90% pelo novo. No ano 11º, apenas a nova fórmula estaria em vigor - incluindo um tratamento diferenciado, conforme a Constituição determina.
Vantagem a cidades populosas e pobres
Estudo que observa as projeções de arrecadação do Estado do Rio de Janeiro e seus municípios entre 2011 e 2020 dá uma ideia da magnitude da perda imposta pelo modelo. A arrecadação fluminense, que chegaria a R$168,7 bilhões apenas com as áreas já licitadas do pós e do pré-sal, ao fim de dez anos cairia a R$75,2 bilhões - uma redução de R$93,5 bilhões, se for aplicada a redução escalonada conforme a proposta. Apenas uma parte desta garfada seria compensada pela nova fórmula e pela arrecadação com novas áreas.
O modelo, que está sendo elaborado por técnicos de vários ministérios, sob a supervisão do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o acompanhamento de entidades municipais, prevê a aplicação da nova metodologia nos casos de royalties destinados aos estados e municípios confrontantes e cidades com operações de embarque e desembarque; e da Participação Especial (PE) para os estados e municípios.

Pressão aliada por gastos e mais cargos
Líderes da base do governo sugeriram ontem, durante reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, a legalização dos bingos como forma de o futuro governo obter recursos extras para o aumento real do salário mínimo ou para garantir um orçamento maior para a Saúde, defendido por vários setores do Congresso. Ao abordar a chamada PEC-300, uma outra proposta polêmica que cria piso salarial para policiais e que, se aprovada, aumentaria em R$30 bilhões os gastos anuais dos estados e da União, líderes afirmaram que policiais militares de todo o Brasil estão articulando uma greve geral para o início do governo da presidente Dilma Rousseff. O anúncio da greve já seria uma forma de pressioná-la a aceitar o piso de R$3.200 para a categoria.
A despeito da ideia dos líderes de legalizar os bingos para aumentar a receita do governo federal, o relator do Orçamento 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), revelou que há margem na proposta orçamentária para que o mínimo chegue a R$570 no ano que vem - uma ideia da qual o governo não quer nem ouvir falar. O problema, segundo afirmou Argello, são as pequenas prefeituras, que, em abaixo-assinado, afirmam que não têm como absorver o impacto do aumento.

Aumento à vista para os parlamentares
Os líderes partidários querem votar, até o final deste ano, o aumento nos subsídios dos parlamentares, que hoje recebem R$16,5 mil, além de uma série de benefícios e vantagens. O percentual de reajuste ainda será definido em reuniões formais das mesas diretoras da Câmara e do Senado. Entre os deputados, a proposta que tem maior apoio até o momento é a que equipara os subsídios parlamentares aos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$26,7 mil.
Além dos próprios vencimentos, a negociação inicial na Câmara inclui o aumento nos salários do presidente da República, do vice-presidente e de ministros de Estado. O assunto foi formalmente apresentado ontem pelos líderes aos integrantes da Mesa da Câmara, em almoço na casa do presidente da Câmara e vice eleito, Michel Temer (PMDB-SP).
Segundo o deputado Marco Maia (PT-RS), vice-presidente da Casa e um dos candidatos à sucessão de Temer, um grupo de parlamentares vai discutir opções para os reajustes. Há outra proposta que defende a equiparação com os R$26,7 mil do Judiciário, mas com redução no valor da verba de gabinete, que paga os funcionários não concursados: passaria de R$60 mil para R$50 mil.

Ao velho estilo, a volta de Severino Cavalcanti
Na guerra de foice entre os partidos da base de Dilma Rousseff, um personagem polêmico reapareceu ontem em Brasília para reforçar as trincheiras de seu partido, o PP: o prefeito de João Alfredo (PE) e ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE) - que já exigiu do presidente Lula "a diretoria da Petrobras que fura poço de petróleo" para um apadrinhado seu. Circulando pelo salão verde da Câmara, Severino disse que Dilma tem de ser dura e mostrar que ela é quem manda na formação de seu governo. Mas aos outros partidos aliados avisou: ninguém tira do PP o Ministério das Cidades. Ministério que dá voto, acrescentou.
A pasta das Cidades está na mira do PT, que já tem 17 pastas; do PMDB, que já tem seis; e do PSB, que quer crescer sua cota de dois ministérios.
- Está todo mundo de olho no Ministério das Cidades, mas ele já tem dono e o ministro será Márcio Fortes. O ministro deu a eleição a Dilma porque fez tudo que Lula mandou ele fazer. É uma pasta que dá emprego, dá condições ao povo, por isso, automaticamente, dá voto - disse Severino.

Ministério deve ser anunciado até 15 de dezembro
O vice-presidente eleito, Michel Temer, informou ontem - após encontro com a presidente eleita, Dilma Rousseff - que a expectativa é que o primeiro escalão do futuro governo esteja definido até 15 de dezembro. No entorno de Dilma, chegou-se a cogitar que ela anteciparia as escolhas para a área econômica, mas, até o momento, não há decisão sobre quando será anunciada a composição da equipe econômica.
É praticamente certo que esse grupo poderá ser anunciado antes. Embora sejam grandes as chances de o ministro Guido Mantega permanecer no governo, não é certo que ele continuará na Fazenda.
- Conversamos sobre a formação de governo, mas é a longo prazo. Até dia 15 estará tudo acertado - disse Temer.

Governo barra convocação de Erenice
O governo barrou ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado requerimento que a oposição pretendia aprovar para que a ex-ministra Erenice Guerra comparecesse à Casa, para esclarecer denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. Convencido de que seria derrotado em outro requerimento para também convocar a presidente eleita, Dilma Rousseff, o autor da proposta, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), atendeu a apelo do líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP). Dias retirou o requerimento sobre a convocação de Dilma, que não chegou a ser votado:
- Não há nenhuma razão para manter esse requerimento, pois não há possibilidade de sucesso - disse o tucano.
Na votação simbólica, a maioria governista derrotou o requerimento para convocar Erenice. Dias disse que a ideia da oposição era dar chance para que as ex-titulares da Casa Civil - Erenice e Dilma - dessem suas versões sobre as denúncias.

Lula quer consenso sobre novo ministro do STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vai conversar com a presidente eleita, Dilma Rousseff, para decidir, ainda antes do fim do ano, o nome do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele pretende também saber do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se ainda há tempo, antes do recesso, para que o novo ministro seja sabatinado e aprovado pelos senadores, como exige a legislação. Mas, sobre a equipe de Dilma, Lula voltou a dizer que vai mais ouvir do que falar, e que só dará conselhos se eles forem pedidos.
- Não tenho pressa (sobre a escolha do ministro do STF). Eu, de forma muito prudente, não quis escolher alguém no meio do processo eleitoral, porque queria respeitar, de forma republicana, quem quer que fosse eleito. Eu queria conversar sobre a indicação porque a pessoa vai exercer a sua função na Suprema Corte por alguns anos no mandato de outras pessoas. Vou conversar com a Dilma, mas tem que dar um tempo, porque ela agora está preocupada com a montagem do governo, é a prioridade dela - disse Lula. - Estou sabendo que o Congresso vai funcionar até o dia 17 de dezembro. Vou conversar com o presidente Sarney (sobre) a possibilidade de mandar e ser votado (o nome escolhido).

Enem: prova será para todos os prejudicados
A Justiça Federal do Ceará determinou que todos os candidatos que se sentiram prejudicados no primeiro dia do Enem têm o direito à nova prova, desde que façam o requerimento administrativo. O MEC vai recorrer.



O ESTADO DE S. PAULO

Lula intervém para barrar a criação de 'blocão'
Foi rápida e forte a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à montagem de um "blocão" na Câmara dos Deputados liderado pelo PMDB, com 202 deputados, do qual participariam também o PR, PP, PSC e PTB. Menos de cinco horas depois do anúncio do bloco, o presidente Lula deu o troco. E arrancou de lá o PR e o PP.
Primeiro, Lula convocou ainda na noite de terça-feira ao Palácio da Alvorada a presidente eleita, Dilma Rousseff, e o ex-ministro Antonio Palocci, para orientá-los a não ceder espaço no futuro governo aos partidos que formaram o bloco. Depois, foi deflagrada uma operação nos partidos médios para desfazer o que havia sido montado pelo PMDB.
"O PR é aliado do governo e da presidente Dilma. Faz parte do governo. Não faremos nada em desacordo com o governo", declarou a seus comandados o senador Alfredo Nascimento (AM), presidente da legenda e ex-ministro de Lula. Ele disse que qualquer decisão terá de passar pela Executiva e não está nos planos a formação de um bloco.
Nascimento teve o cuidado de não desautorizar publicamente o líder do partido na Câmara, Sandro Mabel (GO), que participara da formação do bloco na terça-feira, ao lado do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Mas deixou claro que não haverá nenhuma decisão agora, taxando a hora de "inoportuna".
De acordo com um interlocutor de Lula, o presidente falou a Dilma das armadilhas que são preparadas pelos aliados no Congresso - como a da formação do blocão - e a orientou a evitar reação mais forte, pois ele trabalharia para abortar o movimento.
Ao receber o futuro vice-presidente e presidente do PMDB, Michel Temer, na Granja do Torto, ontem, para um café da manhã, Dilma ouviu as justificativas para a criação do bloco, mas minimizou a importância da notícia.
O próprio Lula aproveitou uma entrevista coletiva para advertir o PMDB. Indagado sobre o bloco, ele afirmou: "Primeiro que não aconteceu. Parecia que ia acontecer, mas não aconteceu". E emendou: "A política é como um leito de um rio. Se a gente não for um desmancha-ambiente, se a gente deixa a água correr tranquilamente, tudo vai se colocando de acordo com que é mais importante. Se as pessoas tentam de forma conturbada mexer na política pode não ser muito bom". Soou como um alerta.

PT faz contas e acredita que faria grupo maior
O PT adotou a estratégia de minar, na base, a tática do PMDB de formar um blocão com outros quatro partidos aliados, para exigir espaço no primeiro escalão do governo e isolar o partido na disputa pela presidência da Câmara. Após reuniões da cúpula petista que atravessaram a madrugada de ontem, o PT avaliou que o PMDB não sustentará a formalização do bloco com 202 deputados, como anunciou na terça-feira, com o PR, o PP, o PTB e o PSC.
Mesmo assim, setores do PT chegaram a fazer cálculos e concluíram que, se necessário, poderiam buscar outros partidos da base - PSB, PDT, PCdoB, PV, PMN e outras legendas menores -, e com elas formar outro bloco com um número maior de deputados. A reação mostra a guerra fria existente entre PT e PMDB pela hegemonia de poder na Casa e no governo da futura presidente Dilma Rousseff.
A certeza do PT de que conseguiria desativar a arma peemedebista veio com as manifestações de dirigentes como o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR), e o ex-presidente do partido, deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), além de integrantes da cúpula das outras legendas, contrárias ao blocão.

Igreja dá salto em ranking de confiança
A confiança da população nas instituições sofreu mudança importante no último trimestre. É o que revela pesquisa do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), produzido pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (Direito GV). Enquanto o Judiciário ficou em situação desconfortável, empatada com a polícia e à frente apenas do Congresso e dos partidos políticos, a Igreja saltou do 7.º lugar para a segunda posição.
Para Luciana Gross Cunha, professora da Direito GV e coordenadora do ICJ Brasil, a controvérsia sobre o aborto travada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais pesou decisivamente para o aumento do índice de confiança na Igreja.
A questão foi levantada por d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos. Ele mandou produzir 1 milhão de cópias do "apelo a todos os brasileiros" com recomendação expressa para que não votassem em candidato ou partido que defendesse o aborto - referência direta à Dilma Rousseff e ao PT.
Os folhetos foram confiscados pela Polícia Federal, por ordem do Tribunal Superior Eleitoral que acolheu ação do PT, mas d. Luiz não se intimidou e insistiu em sua cruzada.
"A Igreja estava em um grau baixo de avaliação quando foi feita a apuração no segundo trimestre, muito perto da crise envolvendo a instituição com denúncias de pedofilia", observa Luciana. "A última fase da coleta coincidiu com a discussão sobre o aborto nas eleições presidenciais. Isso fez a diferença."

Promotores do DF agiram com 'sordidez', diz denúncia
Investigação da Procuradoria da República que o ‘Estado’ teve acesso mapeou a extensão da corrupção envolvendo a cúpula do Ministério Público do Distrito Federal. "Sordidez, cumplicidade, ousadia, traição e desrespeito" são palavras usadas em duas denúncias contra os promotores Leonardo Bandarra, ex-chefe do MP local, e Deborah Guerner sobre a ligação deles com o esquema de corrupção no DF, batizado de "mensalão do DEM".
A mais recente denúncia, por crime de extorsão, foi entregue à Justiça Federal na última sexta-feira. A primeira - feita há duas semanas - aponta indícios da prática dos crimes de formação de quadrilha, concussão e violação do sigilo profissional. E, em breve, uma terceira denúncia deve ser protocolada.
Essas são as primeiras denúncias sobre o esquema de corrupção em Brasília, caso que tomou proporções de escândalo nacional há cerca de um ano. As ações chamam atenção porque atingem integrantes do Ministério Público, instituição que deveria zelar pela atuação legal dos órgãos públicos. Bandarra e Deborah tiveram, segundo a investigação, uma atuação "nefasta" como promotores. De acordo com a apuração, cobraram e receberam propina em troca de proteção do Ministério Público ao governo do DF.
As denúncias - reunidas numa investigação de 100 páginas assinada pelo procurador federal Ronaldo Albo, que conduz o caso - estão nas mãos do desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. "A ousadia, a ganância e o desrespeito às instituições do Estado marcaram todo o iter criminis (caminho do delito) percorrido", diz a denúncia. "Salta aos olhos que todos os passos executados pelos ora denunciados foram cuidadosamente engendrados", reforça o documento, sustentado por vídeos, perícias, sigilos telefônicos e depoimentos.

Gabrielli ganha força para ficar na Petrobras
O Planalto sinalizou ontem que o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, permanecerá à frente da estatal no governo Dilma Rousseff. Ministros influentes afirmaram que são remotas as chances de mudança no comando da empresa.
Na noite de terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se com a sucessora, Dilma Rousseff, na residência oficial do Alvorada, para discutir nomes do primeiro escalão e dos comandos das estatais no próximo governo. Pela manhã, a presidente eleita telefonou para o futuro vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, para informar que anunciará no dia 15 a lista do novo ministério.

Salários de deputados devem subir neste ano
Os parlamentares deverão aprovar o aumento no valor de seus próprios salários até o fim do ano. O vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), propôs a criação de um grupo de trabalho para analisar as propostas em discussão. A pressão na Câmara é para equiparar o rendimento dos parlamentares com o dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente de R$ 26,7 mil. Mas há um projeto na Câmara, enviado pelo Supremo e à espera de votação pelos deputados, elevando esse valor para R$ 30,6 mil.
"O tema dos salários está na pauta. Os líderes têm intenção de pautar o assunto até o final do ano, mas não há ação mais concreta", afirmou Maia. Ele disse que a proposta é fazer o reajuste salarial dentro do orçamento da Casa. Para isso, uma das sugestões é reduzir o valor da verba de gabinete de R$ 60 mil, que cada deputado tem para pagar funcionários contratados sem concurso público.
Para evitar críticas e desgaste político, outra alternativa em estudo pelos deputados é o corte de parte dos benefícios, como as verbas usadas com passagens aéreas e com telefone. A equiparação salarial dos parlamentares com o dos ministros do STF significa aumento de 61,83%.

Câmara discute capital estrangeiro na mídia
O deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) propôs ontem que a Câmara faça, com a ajuda do Tribunal de Contas da União (TCU), uma auditoria especial para saber como o governo fiscaliza a participação de capital estrangeiro nas empresas jornalísticas.
A Proposta de Fiscalização e Controle, apresentada pelo deputado na Comissão de Ciència e Tecnologia, Comunicação e Informática, pode ser votada na próxima quarta-feira.
Se a proposta for aprovada, a Câmara vai designar uma comissão de três membros para checar se o governo está mesmo fiscalizando a participação do capital estrangeiro nó setor de mídia. Ele afirmou que a ideia é acabar com o "jeitinho estrangeiro" de driblar a Constituição - hoje, apenas 30% do capital dos veículos de comunicações podem ser de grupos internacionais.

Começa hoje júri de acusado no caso Celso Daniel
O primeiro julgamento do caso Celso Daniel - prefeito de Santo André pelo PT executado a tiros em janeiro de 2002 -, expõe teses distintas acerca do crime, uma do Ministério Público, que considera ter havido crime político, e outra da Polícia Civil de São Paulo, que afirma ter ocorrido crime comum.
Para o Ministério Público, o assaltante Marcos Roberto Bispo dos Santos - que hoje vai ser julgado no Fórum de Itapecerica da Serra - fazia parte de uma organização contratada por corruptos para eliminar Celso Daniel porque ele teria tentado dar fim a amplo esquema de desvios de recursos e pagamento de propinas na administração municipal.
Para a polícia, Bispo é "bandido pé-de-chinelo" que integrava quadrilha da Favela Naval, de Diadema, especializada em sequestro sem conotação política.

Justiça garante novo Enem para todos
Os candidatos que quiserem refazer o exame terão apenas de preencher um requerimento no site do Enem, diz juíza. O Ministério da Educação previa aplicar a prova apenas aos estudantes que registraram problemas em ata (cerca de 3,3 mil).



CORREIO BRAZILIENSE

“O plano era não matar ninguém”
Preso em Brasília desde a tarde de ontem, Leonardo Campos Alves detalhou como teria cometido o triplo homicídio na 113 Sul em agosto de 2009. O ex-porteiro revelou que tinha mágoa de José Guilherme Villela — ele o teria humilhado meses antes — mas pretendia apenas assaltar a casa do advogado.“O plano era não matar ninguém”. O assassino confesso disse que entrou no apartamento dos Villelas pela porta da cozinha, utilizou duas facas da própria casa para desferir 73 golpes nas vítimas e saiu de lá sem alterar a cena do crime. O caso que mobilizou três investigações distintas e já teve 10 pessoas presas e libertadas em seguida ainda apresenta muitos pontos obscuros.“O crime não está completamente esclarecido. Temos que confrontar todas as provas testemunhais e materiais”, afirmou o diretor da Polícia Civil, Pedro Cardoso.

Sem rodeios, base do governo cobra a conta da eleição
A fatura eleitoral cobrada, até então, de maneira velada por integrantes de partidos da base governista tornou-se pública, ontem, durante uma reunião originalmente privada do Conselho Político. O órgão é composto por presidentes e líderes das siglas aliadas ao governo federal, pelos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento; e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais; além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a primeira hora do encontro, o áudio do evento, que deveria ser ouvido somente na sala de audiências do terceiro andar do prédio, vazou em uma caixa de som instalada no comitê de imprensa, no térreo do Palácio do Planalto. O resultado: uma enxurrada de pedidos, questionamentos e até ameaça velada de greve aos dois chefes de pasta que têm relação direta com a transição e são nomes certos no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff.

Promotores em atitude e dia suspeitos
O vídeo da visita de Leonardo Bandarra a Deborah Guerner foi gravado 48 horas após a divulgação da Caixa de Pandora.

Enem tem nova reviravolta na Justiça
Os participantes prejudicados pela edição 2010 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão à mercê de um imbróglio judicial. Ontem, uma nova decisão trouxe ainda mais dúvidas ao trâmite que envolve a reaplicação da prova: uma liminar da 7ª Vara da Justiça Federal do Ceará determinou que qualquer candidato que se sinta prejudicado pelos dois erros já reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) — a inversão dos cabeçalhos no cartão-resposta e os erros de impressão na prova amarela — terão o direito de fazer uma prova substituta (leia fac-símile abaixo). Com isso, o MEC, que teria o controle de quais alunos poderiam refazer o teste, agora não sabe quantos estudantes, de fato, têm direito à reaplicação, nem tampouco para quando o novo exame poderá ser marcado. No fim das contas, o ministério anunciou ontem mesmo que vai recorrer da decisão, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU).



VALOR ECONÔMICO

JBS enfrenta o desafio de 'domar' o mercado
Na sexta-feira, após apresentar os resultados do JBS, o próprio presidente do grupo, Joesley Batista, fez perguntas que não foram respondidas por nenhum dos 50 analistas presentes à conferência: por que não decola o valor de mercado da maior empresa de proteínas animais do mundo, com produção em quatro países e presença em todos os mercados globais? Por que esse valor continua girando em torno de seu patrimônio líquido?
Responder a essas questões tornou-se o grande desafio da diretoria da multinacional brasileira. De fato, o valor de mercado da JBS encerrou setembro em R$ 471 milhões, abaixo do valor patrimonial de R$ 18,442 bilhões, segundo cálculos do Valor Data. Essa relação está muito longe da registrada no fim de março de 2007, logo após a abertura de capital do grupo, quando o valor de marcado atingiu R$ 6,460 bilhões, 363,4% superior ao patrimônio líquido.

Câmara põe mais benesses na MP 497
A Câmara ampliou o alcance da Medida Provisória 497, aprovada ontem. O texto final do relator, Arlindo Chinaglia (PT-SP), incorporou 21 emendas dos deputados, contemplando interesses variados. A emenda 55, por exemplo, já havia frequentado a MP 472 e foi vetada pelo governo em junho. Ela exclui da base de cálculo do Imposto de Renda e da Cofins o valor de multas, juros e encargos no caso do parcelamento de dívidas de empresas com autarquias, fundações públicas federais e débitos com a Procuradoria-Geral Federal.
O deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), dono da Globoaves Agroavícola e do frigorífico Diplomata, teve aprovada sua emenda que trata da isenção de PIS/Pasep e Cofins na venda de aves e suínos. A MP também zera alíquotas de PIS e Cofins sobre a receita bruta da venda de “serviços de transporte ferroviário em sistema de trens de alta velocidade". Na prática, favorece a construção do trem-bala.

Ribamar Oliveira: Parecer de relator da proposta de Orçamento de 2011 lista 18 demandas que resultarão em aumento de despesas
O parecer preliminar do relator da proposta orçamentária para 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), aprovado na terça-feira na Comissão Mista de Orçamento, relaciona 18 demandas que serão atendidas e resultarão em aumento das despesas. Algumas delas são inevitáveis e foram acordadas com o próprio governo. Outras, são questionáveis e poderiam ter sido evitadas.
O Orçamento da União do próximo ano passará a contar, por exemplo, com recursos para corrigir os valores das aposentadorias daqueles que ganhavam o teto do INSS antes da reforma previdenciária de 1998. A emenda constitucional 20/1998 estabeleceu um novo teto, mas o Ministério da Previdência entendeu que os benefícios concedidos anteriormente a essa data deveriam permanecer limitados ao teto anterior.
Um aposentado do INSS que ganhasse R$ 1.300 antes de 1998, tinha o seu benefício reduzido ao teto de então, que era de R$ 1.081,50. A emenda 20 estabeleceu um novo teto, no valor de R$ 1.200. Mas a Previdência entendeu que o novo teto só valeria para os benefícios concedidos após a promulgação da emenda.

Estrangeiros barrados no campo
Restrição à compra de terras por estrangeiros, em vigor desde meados de agosto, congelou investimentos de pelo menos R$ 6 bilhões no país, segundo estimativas da Associação Brasileira de Florestas Plantadas (Abraf).

GM sai do purgatório e capta US$ 20 bi
Depois de passar mais de um ano com o capital fechado, a General Motors volta a ser negociada a partir de hoje na Bolsa de Nova York. A empresa finalmente concluiu ontem a reabertura de seu capital, arrecadando US$ 20,1 bilhões em ações ordinárias e preferenciais.
A GM vendeu 478 milhões de ações a US$ 33 cada, um preço maior do que a companhia e seus banqueiros julgavam ser possível há poucos dias antes da emissão. Novos lotes de ações ordinárias e preferenciais podem ser vendidos nos próximos dias, levando o total arrecadado a US$ 23,1 bilhões.

Crise europeia ajuda a segurar a alta do real
A crise financeira europeia, agora focada na Irlanda, ajuda o governo brasileiro a segurar o câmbio. Diante de um cenário incerto, o fluxo de recursos externos ficou mais justo. O dólar já sofreu correção. No último mês, chegou a subir 5% frente ao real. Parte desse ajuste se deve ao aumento do IOF cobrado de investidores estrangeiros na renda fixa, mas também reflete uma maior aversão a riscos.
Ontem, o dólar perdeu fôlego, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicou que não há necessidade de novas medidas cambiais.

Fonte: Congressoemfoco

O que a Folha quer com a ficha da Dilma ?

Na foto, o que a Folha quer fazer da Dilma


A Folha (*) comemora na primeira página: STM concede à Folha o direito de examinar o processo da Dilma no regime militar.

Navalha

Primeiro, o que a Folha (*) queria ?

A Folha queria abrir o passado da Dilma durante a campanha presidencial e ajudar o Serra e o índio a pendurar nas costas da Dilma o estigma de matar adultos, além de matar criancinhas.

O capítulo das criancinhas foi aberto pela Grande Estadista chileno-brasileira Mônica Serra.

O STM não deixou a Folha ajudar o Serra nesse aspecto.

Com a surra que a Dilma aplicou no Serra – 56% a 44% – o que a Folha agora quer ?

Primeiro, ir à forra da ficha falsa.

A Folha publicou uma ficha falsa da Dilma, que se tornou uma das notáveis “barrigas” da Imprensa Mundial.

A Folha vai tentar demonstrar que a ficha falsa é verdadeira.

Segundo, a Folha quer pegar a Dilma na mentira.

A Dilma e inúmeros colegas de militância asseguram que a Dilma não participou de nenhuma ação armada.

A Folha vai querer mostrar que a Dilma pegou em armas, roubou o cofre do Ademar, matou criancinhas, e derrubou as Torres Gêmeas.

Terceiro, a Folha quer desmoralizar a Dilma e reproduzir declarações e situações nascidas no processo de tortura.

Quarto, a Folha quer dar legitimidade a uma máquina repressiva e judicial construída no regime militar.

Quinto, a Folha quer re-instalar o regime militar e seus mecanismos no regime democrático que a Dilma respeitou e no qual se tornou vitoriosa.

Sexto, a Folha quer reestabelecer a legitimidade das práticas do regime militar a que ela, a Folha, serviu com devoção e fidelidade.

Serviu de diversas maneiras.

Serviu quando cedeu os carros de reportagem para transportar torturadores e vítimas de torturadores.

Serviu ao transformar seus jornais em instrumentos da repressão e da ocultação de crimes hediondos.

Sétimo, a Folha quer constranger a Dilma.

A Folha quer fazer o que o senador Agripino Maia não conseguiu: transformar o Regime Militar num regime constitucional inglês e a Dilma numa terrorista.

Oitavo, a Folha avisa à presidente eleita que a combaterá sem tréguas.

Nono, a Folha quer impedir que a Dilma faça uma Ley de Medios.

Décimo, para a Folha, a Dilma é o Marighella, que será abatido num cruzamento dos Jardins, entre a Avenida Paulista e a Rua Estados Unidos.


Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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Devolução da grana na troca do benefício é parcelada

Ana Magalhães
do Agora

A Justiça de São Paulo garante a troca da aposentadoria para quem continua trabalhando e o parcelamento da devolução dos valores que já foram recebidos do INSS.

Decisão da 1ª Vara Previdenciária de São Paulo, publicada na quarta-feira no "Diário da Justiça Eletrônico", garantiu que, para devolver a grana, um segurado terá o desconto mensal de até 20% do valor do novo benefício.

Como continuou trabalhando, ele conseguiu trocar um benefício de R$ 1.700 por outro de R$ 3.467,40 e, mesmo com a devolução, terá uma aposentadoria 63% maior.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora

STF decide troca de benefício neste ano

Ana Magalhães
do Agora

BRASÍLIA - O STF (Supremo Tribunal Federal) poderá julgar ainda neste ano o processo que permite que os aposentados que continuam trabalhando troquem o benefício. A informação é do ministro do STF Dias Toffoli, que pediu para analisar melhor a ação em setembro. Ontem ele disse ao Agora que deverá devolver o texto em breve. "Até o final do mês eu devolvo o processo."

A pauta, no entanto, deverá ficar a critério da Presidência do tribunal.

O ministro do STF Marco Aurélio Mello, relator do processo, afirmou ontem ao Agora que é favorável à nova conta. A decisão do STF deverá ser seguida pelos outros tribunais.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta

PMDB do Pará pede anulação de eleições para senador no estado

Agência Brasil

O PMDB do Pará entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) para pedir a anulação das eleições para senador no estado. O partido argumenta que mais de 50% dos votos para o cargo foram considerados nulos, uma vez que o segundo e o terceiro colocados – Jader Barbalho (PMDB-PA) e Paulo Rocha (PT-PA), respectivamente – tiveram o registro negado por causa da Lei da Ficha Limpa.
Além da nulidade das eleições para o Senado, o PMDB-PA pede um novo pleito e a não diplomação dos candidatos Fernando de Souza Flexa Ribeiro (PSDB) e Marinor Brito (PSOL). Segundo a legislação eleitoral, a diplomação deve ocorrer até o dia 17 de dezembro.
“Inicialmente, esperávamos que o tribunal agisse de ofício e não proclamasse o resultado, pois a própria legislação impede que isso aconteça. Mas já que a proclamação aconteceu no último dia 11, decidimos agir para que não haja diplomação e não se crie um ambiente de ainda mais insegurança jurídica no estado”, explica Sávio Melo, um dos advogados do escritório que defende o PMDB no Pará.
O advogado ainda explica que a proclamação não poderia ser feita porque mesmo que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já tenha se posicionado sobre Barbalho, o caso ainda está em fase de recurso. O político foi o primeiro enquadrado na Lei da Ficha Limpa pelo STF por ter renunciado ao cargo de senador em 2001 para escapar de possível processo de cassação por quebra de decoro. O recurso contra decisão que negou registro de Paulo Rocha ainda aguarda julgamento no STF.
Dias antes do segundo turno das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, afirmou que caberia ao TRE-PA decidir se convocaria ou não novas eleições para o Senado no estado. “A lei prevê que, quando a maioria dos votos for nula em eleição majoritária, há a possibilidade de convocar novas eleições”, disse Lewandowski. Ao ser informado que o presidente do TRE, João Maroja, dissera que não convocaria novas eleições, o ministro afirmou: “Então, cabe a algum inconformado recorrer”.
Na época, a justificativa do presidente do TRE-PA para não convocar novas eleições é que a regra que possibilita novo pleito quando há 50% ou mais de votos nulos se aplica a cargos do Executivo e não aos do Legislativo. “Para esses a regra que prevalece [para eleger os senadores] é a de maioria simples. Ou seja, quem obtiver a maior quantidade de votos será eleito”.
Fonte: Tribuna da Bahia

Justiça é reprovada pela população

Lentidão e falta de imparcialidade e de honestidade são os principais problemas apontados

Publicado em 18/11/2010 | Vinicius Boreki

Em uma escala de zero a 10, a Jus­­tiça brasileira recebeu nota média de 4,55 da população, mostra pes­­quisa realizada pelo Ins­­tituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada ontem. Con­­si­­de­­rando a avaliação como “crítica”, o estudo indica a demora para resolver casos aliada à falta de imparcialidade e de honestidade dos integrantes do sistema judiciário como principais falhas. Não é a primeira vez que a justiça fica “abaixo da média”: no ano passado, o sistema judiciário alcançou 5,6 pontos (em escala de 0 a 10) no Índice de Con­­fiança na Justiça (ICJ Brasil), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em razão da falta de qualidade e dificuldade de acesso.

No recorte por regiões, a Centro-oeste atribuiu a maior nota à Justiça (5,30) e a Sudeste, a pior (4,07). A pesquisa não explica os motivos para tal divergência. Nos números, o estudo não apresenta diferenças consideráveis na análise levando em conta aspectos específicos, como renda, escolaridade, sexo, idade e raça/etnia. Os brasileiros de renda menor, po­­rém, deram notas maiores à Justiça: 4,61 para classe E (renda de até dois salários mínimos); 4,62 para classe D (entre dois e cinco salários); enquanto a classe B (entre 10 e 20) atribuiu nota 4,5; e a classe A (mais de 20) deu a nota 4,43.

Não por acaso, quem já precisou do sistema judiciário dá notas menores do que aqueles que apenas ouviram falar das experiências alheias. Quem já teve ação em trâmite como autor deu nota de 3,79 e os réus atribuíram nota 4,43, en­­quanto as pessoas que não precisaram da justiça consideraram o sistema com média 4,86. “Tão importante quanto o rápido trâmite dos processos é a produção de resultados que ajudem na resolução dos conflitos e afirmem um sentido de justiça nos casos concretos”, esclarece o texto da pesquisa quanto às perspectivas da população.

O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Gil Francisco Xavier Guerra, admite a dificuldade para agilizar o julgamento de processos. “Isso está li­­gado principalmente à Justiça de 1.º grau, que tem uma das piores estruturas físicas do país. Há co­­mar­­cas no interior em que a estrutura é a mesma de 40 anos atrás, como em Pru­­dentópolis”, diz. Para Guerra, os mecanismos para buscar a justiça aumentaram, como a criação dos Juizados Especiais, e o próprio Ministério Público impetra muitas ações. “Não aceito que a crítica seja direcionada apenas ao juiz, pois ele precisa ser gestor e ter uma equipe para potencializar seu rendimento”, afirma.

Áreas diferentes

O fato de a pesquisa analisar a mé­­dia do sistema judiciário co­­mo um todo foi alvo de críticas. O presidente da Ordem dos Ad­­vo­­gados do Brasil Seção Paraná (OAB-PR), José Lucio Glomb, diz que não é possível incluir todas as áreas da justiça na mesma ba­­lança. “A Justiça Eleitoral, por exemplo, é referência para o mundo inteiro. Deu uma prova de eficiência na última eleição”, afirma. A Justiça do Trabalho e a Justiça Fe­­deral também recebem elogios de Glomb. “No Para­­ná, o que deixa a desejar é a Justiça co­­mum, mas em comparação com outro estados vinha recebendo valores insuficientes do governo estadual”, diz.

O desconhecimento da população quanto às atribuições de cada membro do Poder Judiciário coloca a média de avaliação pa­­ra baixo, na opinião do presidente da Asso­­cia­­ção dos Magis­­trados Bra­­sileiros (AMB), Mozart Valada­­res Pires. “Nas pesquisas da AMB, percebemos que a população não consegue distinguir o juiz do promotor de justiça. Por isso toda lentidão é atribuída ao po­­der judiciário”, ar­­gumenta. Pi­­res de­­fen­­de a reforma dos Códigos de Processo Civil e Pe­­nal, diminuindo o número de re­­cursos possíveis em um processo.

Os magistrados estranham as reclamações referentes à honestidade e imparcialidade do trabalho. “A população que imagina existir algum favorecimento não tem co­­nhecimento da legislação, que di­­ficulta as punições em razão do excesso de recursos”, opina Pires.

Fonte: Gazeta do Povo

Volta dos bingos vira alternativa à criação de nova CPMF

Dinheiro arrecadado com tributos sobre os jogos seria destinado à saúde e até para financiar o aumento real do salário mínimo

Publicado em 18/11/2010 | Brasília - André Gonçalves, correspondente


Líderes de partidos da base governista na Câmara dos Deputados voltaram a se mobilizar pela aprovação do projeto de lei que legaliza os bingos, videobingos, e videoloterias no Brasil. Eles defendem uma alteração na proposta para garantir que a maior parte dos tributos arrecadados com os jogos seja destinada à saúde e até para financiar o aumento real do salário mínimo. A medida substituiria a criação de um novo imposto, nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF).

Após nove meses esquecido, o tema entrou na pauta da reunião de líderes da Câmara na semana passada. “A ideia foi muito bem aceita porque é mais interessante do que uma nova CPMF. Se colocar em votação, não tenho dúvida de que passa”, diz o deputado paranaense Fernando Giacobo (PR), que participou do encontro.

Ontem, o colega de legenda dele, deputado Sandro Mabel (PR), reforçou a sugestão em reunião do conselho político do governo. Já o líder do PDT e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, afirmou que os recursos ajudariam até a garantir o aumento do salário mínimo. As declarações dos dois vazaram pelo sistema interno de som do Palácio do Planalto (leia mais nesta página).

Jogo liberado

O que diz o projeto:

Legalizados

- Bingos, videobingos e videoloterias. Os cassinos permanecem ilegais.

Vício

- Proíbe as apostas feitas por viciados em jogo, que serão cadastrados nacionalmente pelo governo.

Escolas e igrejas

- Prevê a fixação de 500 metros de distância mínima das casas de jogos de estabelecimentos de ensino.

Visualização

- O interior das salas de jogos não poderá ser visto desde a rua, à exceção dos bingos filantrópicos, como os realizados em igrejas.

Apostas

- Todas devem ser pagas à vista e fica proibido conceder crédito aos apostadores para evitar o endividamento.

Fiscalização

- Homologação dos equipamentos, programas e sistemas informatizados pelo Ministério da Fazenda, com dispositivo que permita cálculo de tributação imediata no pagamento do prêmio.

- Todos os premiados serão identificados imediatamente por meio do Cadastro de Pessoa Física (CPF), mas não terão os nomes divulgados na internet, como sugerem alguns deputados.

Cartelas

- As cartelas deverão ser feitas pela Casa da Moeda do Brasil.

Funcionários

- As empresas devem manter pelo menos 50 empregados para os estabelecimentos com 350 lugares, 75 empregados para os estabele­­cimentos com 351 a 400 lugares; 100 empregados para os estabeleci­­mentos com mais de 400 lugares.

Criminalização

- O descumprimento da lei e casos de fraude de resultados seriam punidos com multa e prisão de 1 a 5 anos.

Distribuição

- Em cidades com até 500 mil habitantes, só poderá ser instalada uma casa de bingo para cada 100 mil pessoas. Nas cidades que possuem mais de 500 mil habitantes, pode funcionar um estabelecimento para cada 150 mil habitantes.

Autorização

- Máximo de três autorizações de abertura de estabelecimentos por empresa. A autorização para cassinos passará por concorrência pública.

A última etapa de tramitação do projeto ocorreu em setembro de 2009, quando o texto foi aprovado por 40 votos a 7 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Os votos contrários foram liderados pelos petistas Antonio Carlos Biscaia e José Eduardo Cardozo (integrante do governo de transição) e por setores da bancada evangélica. Os governistas, porém, se posicionaram em peso a favor da proposta.

Pronto para ser votado em plenário, o projeto já prevê a criação de um fundo para a saúde, cultura, esporte e segurança pública. Os recursos viriam do pagamento de royalties. Segundo estimativas da Força Sindical, “madrinha” da legalização dos jogos, seriam arrecadados ainda mais R$ 6,5 bilhões em tributos por ano. A entidade também prevê a criação de até 250 mil empregos.

O relator da matéria, Régis de Oliveira (PSC-SP), diz que não vê problemas em uma possível alteração. “O projeto é bom, mas pode ser alterado. Tudo que for negociado e chegar a um consenso é possível fazer”, explica.

Ele nega que a legalização vá estimular o vício em jogo e a lavagem de dinheiro. Entre outras regras, o projeto prevê uma série de restrições às novas casas de bingo e veda, por exemplo, a criação de estabelecimentos a uma distância inferior a 500 metros de escolas e igrejas.

Histórico

A legalização dos bingos passou por uma série de idas e vindas durante o governo Lula. Ao assumir a Presidência, em 2003, ele elaborou um decreto para a formação de um grupo de trabalho interministerial para formular uma proposta definitiva sobre o tema. Tudo mudou quando Waldomiro Diniz, que era assessor do então chefe da Casa Civil, José Dirceu, apareceu em uma gravação na qual supostamente extorquia o empresário do setor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Depois do episódio, Lula editou uma medida provisória que proibia a exploração de qualquer jogo de azar. O presidente chegou a comparar a prática à prostituição infantil. As últimas casas de bingo foram fechadas em 2006. A partir de 2007, após a reeleição dele para o Planalto, o tema voltou a tramitar sem resistências por parte da base governista na Câmara.

* * * *

Interatividade

A liberação dos bingos para repassar recursos à saúde pode ser uma boa saída para evitar a volta da CPMF?

Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br

As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Fonte: Gazeta do Povo

A força do dinheiro na escravidão universal. Prudente de Moraes, o único presidente que não “renegociou” a DÍVIDA EXTERNA, de 300 mil reais em 1822 a 287 BILHÕES agora. Vergonha e covardia.

Helio Fernandes

Neste momento em que alguns países descobrem que centenas e centenas de milhões de pessoas trabalham para 4 ou 5 potências, o Brasil não acredita que é o dinheiro que domina, controla e subverte o mundo.

Nossas DÍVIDAS vão aumentando, nos queixamos do que chamamos de GUERRA CAMBIAL, mas somos tão burros, que não percebemos que essa GUERRA CAMBIAL é criada, estimulada e aumentada por nós mesmos. Mandamos montanhas de dólares para o exterior, “remunerada” a 2 por cento ao ano, ao ano. E esses dólares-bumerangues voltam imediatamente, recebendo 10,75% de juros.

Por que a choradeira, se não têm coragem de enfrentar o problema? Com a colaboração de muitos comentaristas que me escrevem, informação e reflexão, tratemos do assunto mais de morte do que de vida.

Felicidade rima com coragem, resistência e convicção. Não há um pingo de desacerto. E posso citar muitos freqüentadores deste blog, que concordam inteiramente.

GUERRA CAMBIAL

Não se fala em outra coisa, alguns acham que é inteiramente fundamental para a importância da moeda. Até concordo. E sugeriria a criação do Ministério dos Investimentos Novos. A chave está na duração dos recursos, o que pagam na entrada e na saída do país.

Nos EUA (a maior potência mundial), os investidores são taxados na entrada, dependendo do tempo de permanência do dinheiro. E na saída, qualquer que tenha sido a duração do investimento, o desconto é de 35 por cento. Não do lucro, mas do que está saindo.

Do leitor-comentarista Carlo Germani, sábia e antecipadamente, complementando o assunto, antes de eu escrever: “É oportuno destacar que “os senhores do mundo”, dinastias de megabanqueiros internacionais (13 dinastias), liderados há séculos por Rothschild, são os judeus responsáveis pelo sionismo financeiro mundial. Os judeus de Israel não têm nenhum elo com esse poder global (são na verdade “inocentes úteis”), nem com o que estes satânicos fazem e pretendem fazer com o projeto da Nova Ordem (desordem) Mundial.

DINHEIRO DOMINA TUDO

A primeira parte destas apreciações foi escrita antes de ler o comentário de Carlo Germani. O final, obviamente, depois de conhecer o que ele escreveu. É possível que o dinheiro seja dominado em grande parte pelos judeus, mas não apenas por eles. Só que os judeus têm uma capacidade e uma habilidade fora do comum para acumular dinheiro, distribuí-lo em troca de Poder, e utilizar os dois, dinheiro e Poder em benefício pessoal.

Como ele falou em Rotschilds, examinemos a participação deles, pessoalmente os mais importantes e poderosos. Eram 5 irmãos, todos cuidando apenas de finanças. Um na Inglaterra (a origem), outro na Alemanha, o terceiro na França, o quarto na Itália. O quinto e mais moço foi para os EUA, depois da Guerra Civil, quando o país mergulhava na maior turbulência. O Norte, próspero e riquíssimo, o Sul, pobríssimo, pela própria concepção de que, com o fim da escravidão, iriam à falência.

Ganharam fortunas em todos os negócios em que se meteram, compravam e vendiam dinheiro, não podiam perder. Digamos que compravam por 2 ou 3 e vendiam por 10, o lucro era mais do que certo. É evidente que corriam o risco da inadimplência, da falta de pagamento. Mas lidavam muito bem com isso.

E os americanos foram os “tomadores” mais inteligentes. Iam investindo o dinheiro “emprestado”, mas não deixavam que a dívida fosse se eternizando. De tempos em tempos (6 ou 7 anos, por aí) chamavam o Rotschild para conversar. Diziam invariavelmente. “Já pagamos muitos juros, vamos liquidar essa dívida”. Não havia o menor protesto, o Rotschild apenas perguntava: “Vocês continuarão negociando conosco?” Diante da resposta afirmativa, concordava, “começavam outra operação, que logo ficava altíssima. Até o surgimento dos grandes bancos no mundo inteiro (inclusive nos EUA), os “devedores” passaram a “emprestadores”. (Menos no Brasil, claro, que tem medo de tomar providências salvadoras financeiramente).

Fonte: Tribuna da Imprensa

A hora do murro na mesa

Carlos Chagas

Ou Dilma Rousseff dá um murro na mesa, já, ou assumirá o governo pela metade, ou menos, no primeiro dia de janeiro. Tornaram-se atrevidos os urubus que até agora voavam sobre a Granja do Torto: dos vôos rasantes passaram a descer nos jardins, a quebrar vidraças com seus bicos afiados e a ocupar os cantos obscuros das salas de reunião.

Perderam a compostura os partidos da base oficial e até as legendas que ficaram de fora da candidatura vitoriosa. Da imposição de manterem os ministérios de que dispõem no governo Lula, passaram a exigir novas pastas, formalizando a criação de blocos parlamentares destinados a chantagear a presidente eleita.

A pretexto de disputar a presidência da Câmara, PMDB, PR, PSC e até o PP, que não apoiou Dilma, e o PTB, que apoiou Serra, movimentam-se para lotear ministérios e impor ministros. Do outro lado, PT, PDT e PC do B não querem outra coisa, enquanto o PSB imagina-se em condições de agir sozinho, mas com as mesmas intenções.

Quando das eleições em outubro, não houve um só eleitor que tivesse votado para presidente da República levando os partidos em consideração. Tratados como apêndices desimportantes, meros penduricalhos incômodos, os líderes políticos em nada influíram no resultado. Agora, ameaçam com a sombra de impasses legislativos e rejeições de projetos de interesse do palácio do Planalto caso não se vejam contemplados na repartição do pão a que não tem direito.

A hora é de a nova presidente botar as quadrilhas para correr, pela força de seus mais de 50 milhões de votos, compondo o ministério que mais se adaptar a seus planos e projetos, mesmo aproveitando figuras partidárias de capacidade reconhecida. Fora daí, será um péssimo começo.

OS MINISTROS DELES E OS MINISTROS DELA

Enquanto se arrasta a novela da formação da nova equipe de governo, emerge esse critério que seria cômico se não fosse trágico, apesar de não constituir novidade: existem ministérios que são da presidente da República e ministérios que são dos partidos que a apóiam ou chantageiam, Admite-se que no parlamentarismo seja assim, mas no presidencialismo a prática configura uma aberração. Para não falar em sinal de fraqueza do Poder Executivo.

Como a moda é essa desde a posse do presidente Lula, não há como Dilma Rousseff livrar-se sem dar o acima referido murro na mesa e deixar claro que quem manda é ela. Por enquanto, inexistem sinais dessa manifestação de vontade e de poder, apesar de condições não lhe faltarem. O que o país assiste é a impertinência dos partidos, reivindicando pastas pelo número e não pela qualidade dos eventuais indicados. O PMDB tem seis ministérios na atual administração e exige no mínimo permanecer como está. O PT tem dezenove e mantém a goela aberta. O PSB cresceu nas eleições e quer mais, além dos dois que possui. O PDT, com um, está atrás de dois. E assim por diante.

O instrumento de pressão dos partidos vem da maioria de que o governo precisa dispor no Congresso, quer dizer, com todo o respeito, assistimos um ato explícito de vigarice: sem ministérios não haverá apoio parlamentar para os projetos de necessidade do novo governo.

Por conta dessa situação, vale repetir, que não é nova, divide-se o ministério em duas categorias: dos ministros indicados pelos partidos e dos ministros da quota pessoal da presidência da República, como se não fossem todos da livre escolha de seu titular. Um abominável loteamento do poder público.

Passando da teoria à prática, o que se ouve em Brasília é que estariam excluídos da cobiça das legendas governistas a chefia da Casa Civil, a Secretaria Geral da presidência da República, o Gabinete de Segurança Institucional e os ministérios da Fazenda, Defesa, Relações Exteriores, Educação e Saúde, além do Banco Central.

Existem, assim, os ministérios deles e os ministérios dela, em menor número, ainda que a presidente possa selecionar entre as indicações partidárias os nomes de sua preferência.

ABUSO DE PODER

Impossível fugir da evidência de que o Congresso é o retrato da sociedade. Nem melhor nem pior do que ela. Justifica-se, assim, a presença de alguns luminares, tanto quanto de certos lambões, nos extremos. Da mesma forma, surge clara no meio da massa majoritária a explicação de porque o Tiririca foi o deputado mais votado do país: porque o eleitorado, quer dizer, a sociedade, quis assim.

Ontem, tanto na Câmara quanto no Senado, crescia a indignação por conta da perseguição movida contra o singelo vitorioso por parte do Ministério Público e até do Poder Judiciário. Não tinham nada que submeter o Tiririca a um exame de alfabetização, que por sinal ele cumpriu, mas, pior ainda, à segunda época, exigindo que faça uma redação, como exigência para ser diplomado. Não deveria, o novo deputado, submeter-se a essa nova humilhação, exigida pelo promotor Maurício Ribeiro Lopes. A situação lembra os tempos em que, nos Estados Unidos, para evitar os votos da raça negra, exigiam de seus integrantes que resolvessem problemas de álgebra, condição para receberem o título de eleitor…

O CAMINHO NATURAL

Os elogios da semana vão para o presidente do Superior Tribunal Militar, Carlos Alberto Soares, por haver promovido a liberação para o público dos autos do processo que levou Dilma Rousseff e mais 70 pessoas à prisão, nos idos de 1969. Mesmo discutindo-se a argumentação anterior do ministro, de não liberar o material durante a campanha eleitoral, pelo perigo de sua utilização política, prevaleceu na última terça-feira o dispositivo constitucional da liberdade de acesso à documentação processual. Por dez votos a um, o plenário da mais antiga corte nacional de justiça seguiu a orientação de seu presidente. Saber que acusações a ditadura impôs à presidente eleita é direito de todos.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Ex-senador Calixto Filho é preso no aeroporto de SP

Agência Estado

O ex-senador por Rondônia Mário Calixto Filho foi preso na manhã de hoje no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, ao tentar embarcar em um voo para Brasília. O empresário era procurado pela Justiça desde 2008.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra Mário Calixto Filho, que é empresário do ramo de comunicações e dono do jornal O Estadão do Norte. O primeiro mandado é derivado da Operação Titanic, deflagrada nos Estados de Rondônia, Espírito Santo e São Paulo em 2008. Ele é acusado de integrar um grupo criminoso que falsificava documentos relacionados à importação irregular de bens de luxo.

O outro mandado de prisão é resultado da Força Tarefa CC5 (Operação Beacon Hill), que detectou a participação de Mário Calixto Filho na remessa ilegal de divisas ao exterior entre os anos de 1996 e 2002, com movimentações de aproximadamente US$ 900 mil.

O empresário foi senador por Rondônia na condição de 1.º suplente na vaga deixada por Amir Lando (PMDB-RO), que assumiu o Ministério da Previdência Social em 2007.
Fonte: A Tarde

Bahia tem sete mil assassinatos sem solução

Arestides Baptista/Agência A TARDE
Denis Batista mostra foto do filho, assassinado, 30 de outubro, em Camaçari: inquérito parado
Felipe Amorim e Arivaldo Silva l A TARDE

A Bahia tem sete mil homicídios que estão há mais de três anos sem solução, e é o quarto Estado, entre os 20 pesquisados, no número de inquéritos policiais abertos até dezembro de 2007 e até hoje não concluídos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 17 pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e é o resultado preliminar de uma pesquisa nacional sobre a investigação de homicídios. É a partir da conclusão do inquérito policial, que deve identificar o autor do crime, que o Ministério Público pode denunciar o caso à Justiça para que haja a punição.

Os inquéritos encontrados em aberto pelo levantamento deverão ser finalizados até julho de 2011, segundo a meta fixada pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), formada por uma parceria entre o CNMP, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça. A Enasp pretende fazer um diagnóstico nacional sobre a investigação de homicídios, revelar as dificuldades e propor políticas públicas públicas para o setor.

Salvador - Na capital, o número de inquéritos sem conclusão, instaurados até 2007, supera o de homicídios registrados entre 2007 e 2009. A capital concentra 68% dos homicídios sem solução do Estado, com 4.823 inquéritos. Nas cidades do interior, o Ministério Público (MP-BA) encontrou, até o momento, outras 2.202 investigações sem conclusão, o que totaliza 7.035 no Estado.

De acordo com o gestor estadual do Grupo de Persecução Penal da Enasp, o promotor de Justiça Antônio Luciano Assis, a situação da Bahia é preocupante. “Nós já conseguimos reunir uma grande quantidade de informações. Mas os números parciais de inquéritos abertos no nosso Estado são totalmente negativos, e ainda podem ser piores no final do levantamento”, informa Assis.

Alguns estados já começaram a enfrentar o problema. Em Rondônia, onde há 1.991 inquéritos em aberto, este mês foi dado início a um mutirão, resultado de parceria entre o Ministério Público e a Polícia Civil. Em Alagoas, que contabiliza 3.628 investigações pendentes, o Ministério da Justiça designou policiais civis da Força Nacional de Segurança Pública para apoiar o trabalho de análise dos inquéritos antigos.

A TARDE tentou entrar em contato, no final da tarde desta quarta, com o secretário da Segurança Pública, César Nunes, e com o delegado-geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, mas eles não atenderam aos telefones celulares.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde

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