sexta-feira, setembro 10, 2010

PR investe R$ 516 mil e aposta alto em Tiririca


Divulgação
Tiririca, candidatura debochada e polêmica

A repercussão da campanha do humorista Tiririca, candidato do PR a uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo, não aconteceu só nas rodas de amigos e nos papos de padaria. Ecoou também nos cofres do palhaço. Tiririca foi um dos que mais arrecadaram verba para a eleição, segundo declaração ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, encheu o cofrinho com R$ 593,9 mil. Muitos colegas de partido ficaram com pouco dinheiro. O cantor Aguinaldo Timóteo, que também concorre a uma vaga em Brasília, declarou ter recebido R$ 184 mil.

A verba de Tiririca foi praticamente toda bancada pelo partido, o PR. Foram R$ 516 mil, discriminados como R$ 350 mil do fundo partidário e R$ 166 mil de "outros recursos". Tamanho investimento demonstra que a legenda aposta no humorista como puxador de votos. "O PR acha natural investir em um candidato que tem a abrangência que o Tiririca tem", informou o partido por meio de sua Assessoria de Imprensa. "Temos levantamentos internos que apontam que ele terá boa votação em todos os municípios do Estado."

Valdemar Costa Neto, um dos responsáveis pela criação do PR - que nasceu da fusão do PL com o Prona -, recebeu do partido pouco mais que o comediante: R$ 600 mil. Mas tem o prejuízo de aparecer bem menos do que Tiririca no horário eleitoral gratuito. Já o também humorista e veterano Juca Chaves, ou Jurandir Czaczkes, arrecadou apenas R$ 1,2 mil, sendo que nenhum centavo veio do partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


NOTÍCIAS RELACIONADAS


Aneel reduz prazos para ligação e religação de energia

Agência Estado

A resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que unifica e cria novas regras na relação entre distribuidoras e consumidores de energia reduz os prazos para ligação e religação do fornecimento de energia para consumidores em áreas urbanas. Assim, no caso de clientes residenciais que precisam de uma nova ligação, seja por mudança de endereço ou aquisição de imóvel, o prazo de ligação caiu de três para dois dias úteis. Já novas ligações para grandes consumidores, como indústrias, o prazo foi reduzido de dez para sete dias úteis.

A Aneel também reduziu o tempo para religação de energia para clientes que já possuem uma conta, mas por algum motivo tiveram uma interrupção. O prazo caiu de 48 para 24 horas após a solução do problema que gerou o corte, que pode ser, por exemplo, o pagamento de uma conta vencida.

A Aneel também mudou as regras para o corte da energia no caso de não pagamento da conta. Ficou mantida a determinação de que o corte só pode ocorrer após 15 dias da notificação do atraso. A diferença é que a Aneel criou um prazo máximo de 90 dias para que um boleto não pago gere um corte de energia. Ou seja, se um consumidor não paga uma conta deste mês, mas quita as próximas e não é notificado do débito anterior em, até 90 dias, o corte não pode mais ser feito. A distribuidora pode cobrar a conta, mas não pode cortar mais a luz do consumidor. Essa regra entrará em vigor a partir do dia 1º de dezembro.
Fonte: A Tarde

Aposentados do INSS terão benefícios atualizados

Xando Pereira/Agência A TARDEGeraldo Papá disse que foi prejudicado pela mudança do teto  da aposentadoria


Thais Rocha l A TARDE

O INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) será obrigado a pagar, retroativamente, uma diferença a todos os aposentados que deixaram a ativa até 2003 recebendo benefício próximo ao teto máximo. Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para uma ação em tramitação há 15 anos consolidou o entendimento da Justiça brasileira sobre o direito de aproximadamente 6% dos aposentados brasileiros (cerca de 1,38 milhão de segurados).

O Ministério da Previdência informou na quinta-feira, 9, que aguarda a publicação do acórdão da decisão antes de calcular o impacto financeiro desta decisão. O INSS não pode mais recorrer.

A decisão do Supremo – que só contou com o voto contrário do ministro Dias Toffoli – tem repercussão geral. O professor de direito previdenciário do curso Jus Podium, Ivan Kertzman, autor de diversas obras sobre o tema, explica que, apesar de a decisão do STF ter sido sobre uma ação individual em tramitação, ela servirá como parâmetro para futuros julgamentos e para a argumentação de advogados nas demais ações.

Segundo o professor Ivan Kertzman, o número de ações na Justiça pedindo o pagamento desta diferença pode gerar a chamada “súmula vinculante” sobre o tema, ou seja, uma forma única de a Justiça decidir sobre o caso. “Com isso, não seria mais necessário requerer judicialmente este pagamento”, explica o professor.

Por enquanto, porém, para receber será necessário o ingresso de um pedido judicial para o pagamento desta diferença, o que não é um processo rápido. “Vale lembrar que a ação original tramita desde 1998”, lembrou Kertzman. Mesmo com a tendência de agilidade nas decisões depois da decisão do STF, a estimativa é de anos de tramitação antes de qualquer definição de pagamento.

A decisão, em Brasília, animou os aposentados baianos que também foram prejudicados com a mudança do teto. É o caso, por exemplo, do petroquímico aposentado Geraldo Papá, diretor do departamento de aposentados do Sindiquímica na Bahia. Ele conta que se aposentou em 1989, justamente no ano em que houve a mudança de teto. Hoje, Papá, recebe um benefício em torno dos R$ 1.600, muito distante dos R$ 3.400 do teto atual.

“Não entrei com uma ação pedindo do pagamento da diferença naquela época, mas agora vou consultar a assessoria jurídica do sindicato para ver qual a melhor forma de pedir esta diferença”, disse. O sindicalista estima que, na Bahia, cerca de dois mil petroquímicos estejam enquadrados nesta situação. “Nossa contribuição era equivalente a 20 salários mínimos, depois é que este valor baixou para dez”, disse.

Quem tem direito à revisão do teto

Quem se aposentou com o teto máximo de R$ 1.081 até 1998. Também será beneficiado quem se aposentou com o teto máximo de R$ 1.869
até 2003.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta sexta-feira,

quinta-feira, setembro 09, 2010

TJ-BA abre seleção para juízes e conciliadores

Juracy dos Anjos l A TARDE

Nei Pinto/Divulgação
O juiz leigo preside audiência, mas não julga o processo

Para atender ao quadro de conciliadores e juízes leigos dos juizados especiais do Estado, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) lançou, ontem à tarde, o edital para a seleção pública de 426 profissionais. As inscrições serão abertas no dia 16 deste mês e seguem até o dia 4 de outubro. Os candidatos deverão se inscrever exclusivamente pela internet (clique aqui para acessar).

As vagas para contratação imediata (378) e para cadastro de reserva (48 – essas somente para cidades do interior ) serão distribuídas por 64 municípios. Para Salvador, foram reservadas 170 vagas (50 para juízes leigos e 120 para conciliadores).

A remuneração máxima para conciliador será de R$ 1.538,38, enquanto a de juiz leigo será de R$ 2.709,61. De acordo com o edital, “os valores referentes à prestação de serviços sem vínculo empregatício, pelos conciliadores e juízes leigos, serão regulados por ‘unidade de valor’, a qual fica instituída, para os fins da Resolução nº 7/2010, no valor de R$ 10”.

O edital especifica, ainda, que “o conciliador receberá uma ‘unidade de valor’ por conciliação realizada, e o juiz leigo, por audiência de instrução presidida e outra por decisão homologada”.

A jornada de trabalho, para ambos os cargos, será de 30 horas semanais. As provas, que serão divididas em duas partes (escrita e de título), estão marcadas para o dia 24 de outubro.

Taxas de inscrição - Os candidatos interessados em concorrer a uma das vagas para conciliador deverá desembolsar R$ 60 – valor referente à taxa de inscrição. Já os que concorrerão ao cargo de juiz leigo pagarão R$ 75.

De acordo com informações constantes no edital, no caso de alguém disputar ambas as vagas, ele terá desconto na taxa: “O candidato que realizar duas inscrições (ao mesmo tempo) pagará taxa de inscrição no valor de R$ 105. Se o candidato realizar as inscrições, em momentos distintos, deverá fazer o complemento da taxa já paga para o valor de R$ 105”. Não haverá isenção de taxa.

Poderão concorrer às vagas de conciliador bacharéis em direito, administração, psicologia e serviço social ou acadêmicos que estejam regularmente matriculados a partir do 4º ano ou do 7º semestre letivo nos mesmos cursos mencionados acima.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta quinta-feira

Nós apoiamos Emiliano (PT) para deputado federal

Se tantas personalidades ilustres, cultas, insuspeitos cidadãos do bem, apoiam Emiliano (1331), para deputado federal, boas razões eles têm. Veja a relação anotada aleatoriamente:

Waldir Pires – ex-governador da Bahia, ex-ministro de Lula
Ubiratan Castro de Araújo - historiador
Ordep Serra – sociólogo
Cláudia Cunha – cantora
Edil Pacheco – sambista e compositor
Xangai – cantador
Osvaldo Barreto – Secretário da Educação da Bahia
Paulo Gabriel – Reitor da Universidade Federal do Recôncavo
Naomar de Almeida Filho – Ex-reitor da UFBA
Valentim da Silva – Reitor da UNEB
Aurina Santana – Reitora do Instituto Federal da Bahia (Cefet)
Penildon Silva Filho – Professor, presidente do Instituto Anísio Teixeira
Tuna espinheira – cineasta
Guido Araújo – cineasta e criador da Jornada de Cinema da Bahia
Zenildo Barreto – artista plástico
Guilherme Menezes – Prefeito de Vitória da Conquista
José Ivaldo – Ex-prefeito de Paulo Afonso
Marília Muricy – Advogada, professora e ex-Secretária da Justiça da Bahia
Alberto Dourado – Veterinário, fundador do PT, sindicalista
Fernando Alcoforado – Engenheiro, ex-Secretário do Planejamento da Bahia
Ronald Lobato – Economista, ex-Secretário do Planejamento da Bahia.
Adelmo Oliveira - Advogado, poeta, ex-deputado estadual.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Fotos do Dia

A gata Luiza Altenhofen é capa da revista 'Dieta já' A gata voltou rapidamente à forma, após dar à luz Greta A bela tem 58 kg distribuídos em 1,72 m
Larissa Riquelme fala sobre experiência de posar nua durante lançamento da sua Playboy Fonte luminosa é inaugurada ao lado de Torre de TV, em Brasília Blitz em São Paulo fiscaliza cadeirinhas nos carros

Leia Notícias do seu time


Remédio diário contra impotência chega ao mercado

Rafael Italiani
do Agora

Um novo tipo de remédio contra a impotência sexual chega na semana que vem ao mercado brasileiro. Como o próprio nome diz, o Cialis Diário é um comprimido para ser tomado pelos homens diariamente --assim como as mulheres tomam diariamente pílulas anticoncepcionais.

A farmacêutica norte-americana Eli Lilly anunciou que lançará o remédio no próximo dia 15. De acordo com a empresa, o comprimido vai resgatar a "naturalidade do sexo".

Serão 28 comprimidos por caixa, com 5 mg cada, que devem ser rotina na vida dos homens para fazer efeito.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta

STF dá revisão do teto a aposentado até 2003

Gisele Lobato e Paulo Muzzolon
do Agora

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu ontem que quem pediu a aposentadoria entre julho de 1988 e dezembro de 2003 e teve o benefício limitado ao teto da época tem direito à revisão, que pode conceder um reajuste de até 28,4% no benefício, ou R$ 700 a mais por mês.

Nesse caso, os atrasados (diferenças que não foram pagas nos últimos cinco anos) podem chegar a R$ 45.500, segundo cálculos do advogado Daisson Portanova, do escritório Gueller e Portanova Sociedade de Advogados.

A decisão do STF deverá ser seguida por todas as instâncias da Justiça. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não pode mais recorrer.

Em 1988, foi instituído um valor máximo para os benefícios concedidos pelo INSS. Não é possível contribuir com valores acima do teto, mas alguns segurados, devido aos índices usados na correção das contribuições, podem ter ficado com uma média salarial superior ao teto. Nesses casos, o benefício foi limitado.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta

Hora do vale tudo pelo mandato

Em localidades distantes do interior baiano, apesar da tentativa de camuflagem, algumas dobradinhas não passam despercebidas. Em Vitória da Conquista, no povoado conhecido como Batuque, uma dobradinha que tem sido apontada como “curiosa” é entre os candidatos vereador Jean Fabrício (PCdoB) e Hezer Rocha (PMDB).

No “vale tudo” pela primeira vitória, ambos rejeitaram a orientação de suas coligações e têm apresentado ao eleitorado dois candidatos ao governo. O PCdoB é aliado histórico do PT e apoia a reeleição de Wagner, enquanto o PMDB tem como candidato Geddel Vieira Lima.

Segundo o presidente do PCdoB baiano, Daniel Almeida, a orientação do partido é a de que seja priorizada a coligação, “que haja dobradinhas dentro do time de Wagner, mas existem alianças que extrapolam. Com isso, em alguns lugares ocorrem parcerias pontuais”.

Ainda conforme o comunista, em Conquista, a prioridade da parceria começa em primeiro lugar por Edson Pimenta (PCdoB) e Alice Portugal (PCdoB) e em seguida por ele próprio, “mas que em alguns casos contra a vontade do candidato, mas pela ligação com a liderança política local ocorre parceria com candidatos de outros partidos”.

Laços de família - No meio das dobradinhas entre os postulantes a deputado estadual e federal aparecem ainda aquelas traduzidas pelos laços familiares. Nestas eleições, algumas parcerias têm se destacado a partir da ligação consanguínea. Uma das mais novas é a do deputado federal João Leão (PP), que apresentou o seu filho Cacá Leão como concorrente a uma vaga na Assembleia.

Nesse processo, ainda se apresentam, lado a lado nas urnas, o deputado estadual e candidato à reeleição Carlos Gaban (DEM) e o seu filho Luiz Gaban, que disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara; o deputado estadual Junior Magalhães (DEM) e a sua mãe, a deputada federal, Tonha Magalhães (DEM); o deputado federal, Mário Negromonte (PP) e o candidato Mário Negromonte Filho.

Segundo a especialista em Direito Eleitoral Deborah Guirra, o Tribunal Superior Eleitoral não interfere nas “dobradinhas”, mas os próprios partidos é quem devem definir a questão e - se considerarem necessário - punir os candidatos por “infidelidade partidária”.

Fonte: Tribuna da Bahia

Wagner: tempo do chicote já passou

Fernanda Chagas

Fica cada vez mais acirrada a “guerra” entre o PT e o PMDB baianos. Em meio ao fogo cruzado, o governador Jaques Wagner, entretanto, acabou por surpreender ao atacar de forma direta o ex-aliado Geddel Vieira Lima. Ontem, ao final da carreata em Governador Mangabeira, cuja prefeita peemedebista Domingas Oliveira declarou apoio a sua candidatura, o líder petista, num claro sinal de afronta ao PMDB, disse que é um grande prazer estar ao lado dela.

“Pois, Domingas tem trajetória semelhante ao povo do Brasil, povo negro que já foi escravo. Desde que a conheci, me apaixonei pela figura humana e política, pela sua coragem e destemor de não aceitar que lhe coloquem cabresto ou ordem. Tenho muito orgulho dessa parceria”.

Por tabela, Wagner aconselhou a prefeita a não ligar para as ‘bobagens’ ditas pelos adversários. “Obra para mim não tem nada a ver com partido político. A mãe de todas as obras é a necessidade do povo, que é o dono delas, porque paga os impostos. Durante a minha gestão, eu sempre trouxe o que a cidade precisou, sem olhar para o partido de prefeito A, B ou C.

Alguns não querem entender que o mundo mudou e que política não se faz mais com chicote na mão e dinheiro na outra. O dinheiro de emergência que foi liberado para a cidade é o do povo e não tem por que ninguém capitalizar”, disparou num claro recado ao PMDB.

Wagner citou ainda como exemplo algumas obras que já estão com verba liberada, entre elas a reforma do Centro Médico Otto Alencar, a construção do Posto de Saúde da Família, a revitalização da Fonte das Cabeças e a construção de uma quadra poliesportiva. Por fim, o governador, fugindo ao seu tom habitual, reiterou o profundo orgulho que sente pela amizade com a prefeita. “Negra, ex-doméstica e mulher, ela se fez respeitar nessa cidade”.

Domingas Oliveira, por sua vez, reiterou que tem sofrido muito com as pressões que vem recebendo, mas enfatizou que todas as obras dessa cidade vieram através de Wagner e Lula. “Está forte a pressão porque eles querem o meu mandato, mas eu não vou largar Wagner e estou tomando todas as providências para responder a eles. Não tenho medo de nada e peço para vocês me presentearem votando em Wagner”, disse, complementando ter sido destratada pelos irmãos e humilhada, por apoiar o governador.

“Mas não arredarei o pé do PMDB. Em 2008, fui eleita com o apoio do PMDB e do PT, que estavam unidos. Portanto, não podem me acusar de infidelidade”, reforçou.

Gestor de Cachoeira reforça crise

A Executiva Estadual do PMDB recorreu ao Conselho de Ética ameaçando Domingas de expulsão. O partido suspendeu a gestora por 60 dias até o julgamento da questão e quer ainda a perda do seu mandato pelo mesmo motivo. Para tanto, recorre à Resolução Nº. 03/2010, que diz: “Todos os filiados do PMDB deverão respeitar os candidatos escolhidos na convenção, inclusive participando da campanha, vedando o apoio direto ou indireto a candidatos que não sejam da coligação”. Em entrevista recente à Tribuna da Bahia, o secretário geral do partido, Almir Melo, disse que “tantos que cometerem infidelidade serão expulsos”.

Reforçando a crise, ontem mais um prefeito do PMDB aderiu à campanha do PT. Tato Pereira, líder do Executivo de Cachoeira, externou seu apoio a Wagner, Pinheiro, Lídice e Otto em meio a uma carreata pelas principais ruas da cidade. “O governo do estado foi um verdadeiro parceiro de Cachoeira através do PAC das cidades históricas, além de trazer universidades para a região.

Por isso eu confio no time de Wagner. Tenho certeza que ele fará um governo ainda melhor que o primeiro, e Pinheiro e Lídice serão essenciais para esse trabalho”, declarou o prefeito.

Wagner, sem esconder a satisfação do crescente apoio de prefeitos que não fazem parte da coligação, ressaltou mais uma vez a importância de eleger os dois senadores da sua chapa, Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSC). “É importante lembrar que precisarei de Pinheiro e Lídice no Senado. São eles que, com João Durval, vão ajudar meu governo e o de Dilma”. (FC)

Fonte: Tribuna da Bahia

Mortes quase dobram na estrada no feriado


Hedeson Alves/Gazeta do Povo

Hedeson Alves/Gazeta do Povo / Ontem, fluxo era de 2,2 mil veículos por hora na BR-277 na volta para Curitiba Ontem, fluxo era de 2,2 mil veículos por hora na BR-277 na volta para Curitiba
Balanço


Número de óbitos nas rodovias do Paraná passou de 19, no ano passado, para 35 agora. Um terço deles ocorreu apenas no sábado

Publicado em 09/09/2010 | Paola Carriel, Fernanda Trisotto e Vítor Geron

O número de mortos em acidentes de trânsito no feriado de 7 de setembro quase dobrou em relação ao ano passado. Passou de 19 para 35, aumento de 84%. Ao todo, foram 18 mortes nas estradas estaduais e 17 nas federais. Os óbitos ocorreram entre sexta-feira, dia 3, e terça-feira, dia 7. O balanço ainda é parcial, já que os dados de ontem ainda não haviam sido computados. Ao todo foram 565 acidentes e 414 feridos.

Um terço das mortes ocorreu no sábado, com 13 casos. Só nesse dia, 59 acidentes resultaram em cinco mortes e 64 feridos nas rodovias estaduais. Nas federais foram oito mortes, cinco em apenas um acidente, no km 395 da BR-376, em Imbaú, nos Campos Gerais.

De acordo com os dados disponíveis, foram 4.745 autuações realizadas pelas duas polícias rodoviárias. A PRF ainda informou que foram fiscalizados 9.781 veículos, sendo que 97 ficaram detidos. Houve ainda 51 casos em que o índice verificado no bafômetro estava acima do permitido, o que resultou em multa e prisão. Nas estradas estaduais o número de autuações caiu de 3 mil para 2,1 mil.

Somados, 2009 e 2008 haviam registrado 38 óbitos nas estradas do Para­­­ná no feriado de 7 de setembro. No restante do país, o número também foi alto. São Paulo registrou 43. Já em Mi­­nas houve queda de 54% em relação ao ano anterior, caindo de 24 para 11. Em ambos os estados o feriadão teve um dia a menos do que em Curitiba.

Para o tenente da Polícia Rodo­viária Estadual Sheldon Vortolin, uma das explicações para o aumento no número de acidentes é o feriadão prolongado na capital. “Mais pessoas ficam dispostas a viajar e o fluxo pode propiciar maior número de colisões. Mas ainda assim o principal motivo é a imprudência.”

Movimento

Ontem, a expectativa era de que 55 mil veículos retornassem a Curiti­ba, com 30 mil vindos de Santa Cata­­rina e 25 mil do litoral do estado. Na BR-277, sentido capital, o fluxo normal é de 500 veículos por hora, mas ontem chegou a 2,2 mil. Na BR-376 chegou a 3 mil. Segundo a concessionária Ecovia, sete mil carros passaram pela PR-407 entre 13h30 e 18 horas. A partir desse horário, o fluxo diminuiu. Muitos motoristas já haviam retornado na segunda-feira, que também registrou mais de 2 mil veículos por hora entre 16 e 19 horas.

Fonte: Gazeta do Povo

Adversários, não: inimigos

Carlos Chagas

Na guerra, sempre. Na política, muitas vezes. É preciso demonizar o adversário. Transformá-lo de inimigo em réprobo cruel, malvado e sanguinário, daqueles que fritam criancinhas e estupram velhinhas. Os nazistas agiram assim contra os russos e estes, depois, contra aqueles, na Segunda Guerra Mundial.

Na presente sucessão presidencial o risco é de acontecer coisa parecida. Ou melhor, já está acontecendo. Lula acusa Serra de partir para a baixaria, de tentar atingir Dilma com mentiras e calúnias e de praticar crimes contra o Brasil e a mulher brasileira. A candidata pega mais leve, anuncia a disposição de não descer ao nível do tucano, enquanto Serra denuncia o uso da Receita Federal contra seus correligionários e sua filha como golpe baixo e abominável.

O que a gente se pergunta é onde as coisas vão parar, faltando três semanas para a eleição. Mais ainda, se seria justificável tamanha indignação por parte do governo, reagindo à acusação de flagrante utilização da máquina pública por um novo grupo de aloprados, importa menos se petistas do andar de baixo, estimulados ou não por companheiros de andares intermediários.

Teria o presidente Lula motivo para bater tão forte numa candidatura que, salvo engano, já se encontra derrotada? Não que as pesquisas sejam totalmente confiáveis, mas todos os institutos divulgam Dilma Rousseff com 55% das preferências populares, ao tempo em que José Serra não passa dos 25%. Estaria o presidente Lula temeroso de que a eleição não se resolva no primeiro turno? Ou será da essência do grupo encastelado no poder a ânsia de esmagar os adversários?

A marcha da insensatez

A ninguém será dado insurgir-se contra a obrigatoriedade do uso da cadeirinhas especiais para bebês e crianças, nos automóveis particulares. Trata-se de uma importante conquista, mesmo fica do no ar a evidência de que os fabricantes dessas peças devem estar enriquecendo. Tomara que apenas eles.

O diabo são os excessos e as contradições. Há dois dias, em São Paulo, já sob o regime de multar os infratores sem-cadeirinha, um policial parou uma senhora que transportava outra com um bebê no colo. Obrigou as duas a descer, interditou o automóvel e impôs às duas indigitadas que tomassem um táxi. Nem perguntou se tinham dinheiro para a corrida, mas o fundamental é que a nova lei isenta os veículos de aluguel de portarem cadeirinhas. Neles, os bebês podem ir no colo…

Falta de cuidados

No desfile de Sete de Setembro, em Brasília, houve quem notasse singular falha no cerimonial. Porque historicamente, há décadas, mesmo depois da criação do ministério da Defesa, os comandantes das três forças colocavam-se próximos do presidente da República. Antes até o recebiam na beira do palanque, mas, como norma, ficavam a seu lado quando desfilavam as respectivas corporações. Assim, quando passava o contingente do Exército, antes o ministro, depois o comandante, eles informavam o chefe do governo das peculiaridades de cada tropa. O mesmo acontecia com a Marinha e a Aeronáutica. Desta vez, ficaram os três oficiais-generais misturados aos montes de convidados no palanque oficial. A televisão não mostrou um deles, sequer, próximo do Lula. Nelson Jobim, ministro da Defesa, foi o que chegou mais perto, ainda que D. Marisa, o governador de Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal e o presidente da Câmara mais parecessem sentinelas guardando o comandante maior. São pequenas coisas que de quando em quando tornam-se grandes.

Minas embolada

Erra quem garantir que o novo governador de Minas já está escolhido e será Antônio Anastásia. Ou que será Hélio Costa. A eleição embolou, não obstante a alternância de números divulgados pelos institutos de pesquisa. Nas Gerais, ao menos por enquanto, pode ganhar um como pode ganhar o outro, como diria o Conselheiro Acácio, que os mais jovens ignoram quem foi. Fosse hoje o dia da decisão e a vitória surgiria milimétrica, para o tucano ou o peemedebista.

Quanto à disputa pelo Senado, parece tudo resolvido: Aécio Neves e Itamar Franco sairão vitoriosos. Fernando Pimentel não ficará muito perturbado com a derrota, pois tem lugar certo no ministério de Dilma Rousseff.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Estão com medo da Dilma

Carlos Chagas

Uma pergunta não quer calar: por que a grande imprensa demonstra tamanha má vontade com a candidatura Dilma Rousseff? Do Globo à Folha e ao Estadão, sem esquecer a Veja, sucedem-se manchetes e textos sempre cáusticos para a candidata. Lógico que notícia é notícia, seria impossível omitir denúncias como a da quebra do sigilo fiscal de tucanos ou observações sobre as escorregadelas de Dilma a respeito de números exagerados ou estatísticas duvidosas. Da mesma forma, não há como deixar de lembrar os leitores de faltar a ela experiência política, ou até de que só disputa o palácio do Planalto por imposição do presidente Lula.

Mesmo assim, não há quem deixe de notar o exagero. Os jornalões se dizem isentos, não fazem como o New York Times, que em todas as eleições americanas adota nos seus editoriais posição em favor de um candidato, ainda que procure limitar o noticiário aos fatos de campanha. Os nossos proclamam não tomar partido, mas tomam.

A indagação inicial fica mais profunda quando se atenta para que, exprimindo a opinião das elites, nossa grande imprensa não ignora a lua-de-mel permanente entre elas e o presidente Lula. Afinal, mantendo a política econômica de Fernando Henrique, o primeiro-companheiro vem fazendo a felicidade dos bancos, da grande indústria, das multinacionais e dos especuladores.

Estaria a má-vontade midiática na hipótese de a criatura desligar-se do criador, depois de empossada, assustando o sistema tão bem aquinhoado nos últimos oito anos? É possível. Afinal, com suas virtudes e seus defeitos, Dilma Rousseff tem demonstrado personalidade. Fidelíssima ao presidente Lula, nem por isso poderá imaginar seu mandato como um vídeotape do atual.

Cautelosa até demais em suas afirmações de candidata, mantém os conceitos do chefe em gênero, número e grau, a ponto de insurgir-se contra o imposto sobre grandes fortunas e a redução da jornada de trabalho. Mas tem avançado na necessidade de o estado permanecer como fator essencial na distribuição de renda e na condução da política econômica. Jamais admitiu a falácia elitista de que todos devem pagar imposto para que todos paguem menos, eufemismo para fazer os pobres, que não pagam, dividirem com os ricos a diferença capaz de favorecer-lhes.

Em suma, pelo jeito, estão com medo da Dilma, cujo temperamento parece bastante diferente do Lula. Em especial se for verdade o boato de que para cortar gastos públicos, ela limitará a orgia publicitária das estatais como Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica e penduricalhos.

Padrinho rejeitado

Ninguém ignora que José Serra mandou Fernando Henrique para escanteio. Rejeitou a presença constante do ex-presidente em sua campanha e até declarou que personalidades antes no exercício do poder ficam acima de participação em futuros governos. Devem ser reverenciadas, jamais integradas.

É claro que o sociólogo não gostou. Remoeu-se a ponto de jogar farpas na campanha do companheiro tucano. Mandou-se para a Alemanha, de onde já voltou, e cuida de suas palestras.

Ressente-se, porém, o seu ego monumental. Até com certa razão, porque derrotou o Lula duas vezes, enquanto Serra perdeu uma e parece em vias de reconhecer a vitória de Dilma Rousseff.

Esta semana, na propaganda gratuita pelo rádio e a televisão, o candidato tucano tem repetido ser um candidato sem padrinho, referência óbvia à adversária. Dificilmente lamentará não ter escolhido Fernando Henrique para batizá-lo. Mas bem que a convocação de Aécio Neves ajudaria, mesmo mais moço.

Outra declaração discutível de José Serra, em seu afã de bater em Lula, tem sido de que “não ameaça a imprensa, não persegue jornalistas e nem quebrou o sigilo de ninguém”. Noves fora a terceira negativa, há controvérsias quanto às duas primeiras.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Taxa de analfabetismo na Bahia é quase o dobro da média nacional

Filipe Costa l Agência A Tarde

Mais de 12% do total de analfabetos do Brasil (14,1 milhões) está na Bahia: 1,8 milhão de baianos com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever, o que corresponde a 16,7% da população do Estado nesta faixa etária. A boa notícia é que entre 2004 e 2009, houve queda de 4,24 pontos percentuais nesta taxa.

A diminuição é mais significativa do que no Brasil, onde houve recuo de 1,8 ponto percentual, e do que no Nordeste, onde foi registrada a maior queda regional do País no número de analfabetos, 3,7 pontos, chegando a 18,7% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quarta-feira, 8, pelo IBGE. Os números verificados na Bahia e no Nordeste, no entanto, ainda são bem maiores do que a média nacional (9,6%).

Editoria de Arte/A TARDE.

No Estado, o analfabetismo ainda é mais preocupante na zona rural, onde estão concentrados pouco mais de 53% (962 mil) dos moradores com incapacidade de realizar leituras ou escrever. Nas áreas urbanas, os números também impressionam: 845 mil pessoas que vivem nas cidades enfrentam o problema.

“No meio rural ainda há uma grade deficiência na oferta de escolas, de infraestrutura adequada para a alfabetização. Já os números do meio urbano sofrem reflexos da presença das pessoas que saíram da zona rural para as cidades, levando consigo os problemas, como o analfabetismo”, explica Joilson Rodrigues, coordenador de informação do IBGE na Bahia.

Mais de 95% dos analfabetos baianos têm 25 anos ou mais, o que, segundo Rodrigues, mostra que este é um problema histórico, que deve ser superado já nesta geração, uma vez que quase 98% dos baianos com idade entre 7 e 14 anos estão estudando. “Quando nós falamos em analfabetismo, falamos em um passivo histórico. A taxa vai crescendo à medida que se aumenta a idade. O que se espera é que a nova geração não contribua com a ampliação das taxas”, disse.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta quinta-feira,

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