da Folha Online
Um ex-marido foi condenado a pagar indenização de R$ 20 mil à mulher por ter cometido infidelidade virtual. A sentença, da 2ª Vara Cível de Brasília, se baseou na troca de e-mails entre o acusado e sua amante.
As provas foram colhidas pela própria ex-mulher, que descobriu os e-mails arquivados no computador da família. Ela entrou na Justiça com pedido de indenização por danos morais.
Ela também afirmou que precisou passar por tratamento psicológico, pois acreditava que o marido havia abandonado a família devido a uma crise existencial, e que jamais desconfiou da traição.
Em sua defesa, o ex-marido alegou invasão de privacidade e pediu a desconsideração dos e-mails como prova da infidelidade.
De acordo com a sentença, não houve invasão de privacidade porque os e-mails estavam gravados no computador de uso da família e a ex-mulher tinha acesso à senha do acusado.
"Simples arquivos não estão resguardados pelo sigilo conferido às correspondências", diz o texto. A decisão cabe recurso.
Fonte: Folha Online
sábado, maio 24, 2008
'Há ações de improbidade de encomenda e com fins partidários'

EntrevistaGilmar Mendes, vice-presidente do STFRISCO: “A ação de alguns membros do Ministério Público atenta contra a relevância institucional do órgão”MORAL: “Um fato grave e relevante do ponto de vista moral e administrativo pode não configurar um crime”CHEFE DE ESTADO: “O presidente pode ser afastado por um promotor de 1.º grau e um juiz substituto?”
Rui Nogueira
Gilmar Ferreira Mendes, de 51 anos, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), não tem dúvida de que o País enfrenta um problema na aplicação da Lei de Improbidade. Em síntese, diz que há muitas ações “feitas de encomenda”, além de denúncias que sofrem pura e simplesmente de um mal jurídico que ele chama de “inépcia absoluta”.Na visão do ministro, a embocadura político-partidária de procuradores que durante muito tempo se especializaram em alvejar integrantes do primeiro e segundo escalões do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) banalizou o uso da Lei de Improbidade Administrativa, aprovada em 1992. Essas ações estão hoje no centro de um julgamento no Supremo, sem data prevista para o término, mas com 7 dos 11 votos já proferidos.O STF está julgando o caso do embaixador Ronaldo Sardenberg, ex-ministro de Ciência e Tecnologia (1999-2002) e atual presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), acusado pelo Ministério Público de improbidade por ter usado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar em férias a Fernando de Noronha (PE). Sardenberg quer anular a ação, sob o argumento de que ela só poderia ter sido aberta no Supremo, não na primeira instância - seis votos da corte concordam com a defesa. O ex-ministro alega que manteve direito a foro privilegiado porque o ato foi praticado quando estava no governo.Entidades de juízes, dos membros do Ministério Público (Conamp) e dos procuradores da República (ANPR) dizem que a vitória de Sardenberg vai invalidar cerca de 10 mil processos contra políticos e outros agentes públicos processados sob acusação de corrupção e desvio de dinheiro. Para o ministro Gilmar Mendes, o julgamento do Supremo sobre o caso Sardenberg não extingue as ações de improbidade administrativa. “Pode, isso sim, botar ordem nas coisas”, afirmou.Na opinião dele, transformar faltas relevantes e graves do ponto de vista moral e administrativo em crimes de improbidade “é uma apropriação de instituições para fins político-partidários”. Na entrevista ao Estado, ele chegou a citar o caso do processo em que os procuradores pedem que o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan (1995-2002) “devolva milhões” ao erário por ter autorizado pagamentos a correntistas de bancos que haviam sofrido intervenção a partir de 1995, em operação ligada ao Proer, o Programa de Reestruturação do Setor Financeiro.“O ministro (Malan) agiu como agente do Estado”, diz Mendes, que não deixa de considerar o Ministério Público uma instituição “relevantíssima e indispensável”. A seguir, os principais trechos da entrevista:Quando o sr. fala em “inépcia” nas denúncias oferecidas por alguns procuradores, a que tipo de denúncia está se referindo?O Artigo 41 do Código do Processo Penal é muito preciso ao enunciar os requisitos para que alguém seja denunciado. É preciso expor o fato supostamente criminoso, qualificar o acusado e sua responsabilidade. Prevê ainda que a denúncia será rejeitada se, entre outros motivos, o fato narrado não constituir crime. Não raro, denúncias são apresentadas sobre fatos que podem ser relevantes e graves do ponto de vista moral e administrativo, mas que não configuram crimes. Outras vezes, não se consegue imputar qualquer nexo de responsabilidade entre o autor e o suposto fato criminoso. No Estado de Direito não existem soberanos. Todos, felizmente, estão submetidos às regras previamente fixadas, sejam eles juízes, policiais ou membros do Ministério Público. É provável que parte da opinião pública tenha dificuldade em entender esse complexo mecanismo. O Estado acusador não pode, porém, desconhecer as regras e oferecer denúncia inconsistente, precipitada ou sem prova, pois ela será fatalmente rejeitada.Pode dar um exemplo que retrate a natureza desse tipo de erro?O caso Collor (1990-1992) tornou-se emblemático. O STF não identificou em toda a denúncia oferecida pelo Ministério Público o ato de ofício que comporia o conceito legal de corrupção passiva praticada pelo então presidente.Alguns procuradores alegam que o sr. estaria combatendo as ações contra autoridades por improbidade administrativa.Em verdade, já em 1998, em artigo doutrinário, suscitei problemas com a aplicação da ação de improbidade em relação a agentes políticos, tendo em vista o regime de responsabilidade a que estão sujeitos. É fácil ver essa questão se se considera a situação do presidente da República. Segundo a Constituição, ele somente pode ser processado criminalmente pelo STF após a licença concedida por dois terços da Câmara. O mesmo ocorre no crime de responsabilidade, quando deverá ser processado pelo Senado, após licença outorgada pela Câmara. Porém, a subsistir a tese sustentada por alguns, o presidente poderia ser afastado também no caso de ação de improbidade oferecida por um promotor de primeiro grau, após decisão cautelar de um juiz substituto. Será isso que a Constituição autoriza? Não preciso me embrenhar na discussão política. É fácil ver também que essa concepção de uso universal da ação de improbidade permite a utilização dessas ações para fins político-partidários. Temos muitos exemplos de instauração de inquéritos civis e de ações de improbidade a pedido de determinados parlamentares. Era um tipo de ação “encomendada”, na qual o procurador atuava como braço judicial de partido político. A motivação era aparecer na mídia, depois, algo assim: “Fulano de tal, que está sendo processado por improbidade...” Na Advocacia-Geral da União, tive oportunidade de denunciar e questionar o mau uso da ação de improbidade. E, claro, como era de se esperar, também fui alvo desse tipo de ação pelos motivos mais ridículos, como, por exemplo, por me negar a entregar a um procurador (Aldenor Moreira) uma lista com nomes e endereços dos ocupantes de cargos em comissão na AGU.Por que o procurador Luiz Francisco de Souza abriu uma ação de improbidade contra o sr., acusando-o de enriquecimento ilícito?Infelizmente, alguns membros do Ministério Público se tornaram os mais eminentes símbolos negativos de uma instituição importantíssima do modelo constitucional de 1988. Imaginavam-se a serviço de uma grande causa partidária. As estatísticas mostram cabalmente que se tratavam de ações orquestradas. Isso não tem nada a ver com a atividade institucional do Ministério Público, que é relevantíssima e indispensável. Esse tipo de prática é um desserviço que partidos políticos e seus simpatizantes prestam ao Ministério Público. Evidentemente, pela minha atuação na AGU, pelas críticas que sempre fiz a esse tipo de conduta, não poderia deixar de ser vítima de “ações encomendadas”. Nada proíbe que eu dê aulas em um instituto de Direito que ajudei a organizar.Além do seu, há mais casos recentes emblemáticos?Também no governo FHC, os então ministros Martus Tavares (Planejamento) e Pratini de Moraes (Agricultura) autorizaram a contratação de fiscais sanitários em caráter emergencial por causa do surto de aftosa. A medida era fundamental para assegurar a continuidade da exportação de carne para a Europa. Os dois foram processados por improbidade administrativa. O ato poderia até ser questionado em eventual ação civil pública, mas improbidade?! Tem-se um notório abuso. A ação foi julgada improcedente, após alguns anos.Mas isso é tão freqüente, a ponto de configurar ação política?Sim, é freqüente. Muito mais do que se imagina. Repito: há algo organizado, ainda que esse tipo de conduta seja imputável não ao Ministério Público enquanto instituição, mas a um dado grupo. É uma faceta do “aparelhamento”, apropriação de instituições para fins político-partidários. Não é admissível que um servidor do Estado use a função para fazer perseguição política ou de outra índole. A corregedoria tem de dar resposta e punir os abusos notórios em defesa da própria instituição. Também as representações criminais que se fazem contra os autores desse abuso não podem redundar em arquivamento sistemático.Mas o Supremo, última instância para repor a verdade jurídica, digamos, não existe para isso mesmo?Esse é o difícil papel de quem decide em última instância. Acredito que o Supremo não tem falhado na sua missão de aplicação adequada dos poderes que a Constituição lhe conferiu. A formulação de denúncias inconsistentes e a aceitação dessas denúncias pelas instâncias iniciais tornam a sua responsabilidade política ainda maior. Não raras vezes o Supremo é apontado por órgãos da mídia como aquele que impediu a punição devida. Em verdade, ele está apenas contribuindo para uma adequada evolução do nosso processo civilizatório. Esquece-se de que estamos em um Estado de Direito e não em um “Estado de força” ou “Estado do grito mais alto”.O papel do STF não é entendido, parece que reforça injustiças?A superficialidade das críticas é absurda. Recentemente, uma procuradora (Ana Lúcia Amaral) que atuou em um desses processos rumorosos criticava uma decisão do STF, dizendo que ela contrariava decisões de dois outros tribunais. Era uma situação, dizia a procuradora, de duas opiniões contra uma. Isso é uma teoria futebolística aplicada ao direito.Por que o sr. se expõe nessa crítica ao Ministério Público?O STF tem uma missão institucional que não se exaure na aplicação formal do direito às situações que lhe são oferecidas. É preciso que sua atuação contribua para a criação de uma cultura de respeito às garantias básicas do Estado de Direito. Daí dirigir as minhas críticas não apenas à atuação de alguns órgãos do Ministério Público, mas também à conduta de diversos setores da administração em geral. Devo dizer, porém, que a crítica à qualidade da acusação oferecida em muitos casos analisados não é minha, mas do Supremo, da instituição. Levantamento recente mostra que, só no ano passado, foram trancadas no STF pelo menos 18 ações por inépcia absoluta da denúncia. Em outras palavras, coube ao tribunal o ônus de cassar um elevado número de decisões, após longo período de tramitação e das ações, em razão da má qualidade da acusação. Quem é:Gilmar MendesMestre e doutor pela Universidade de Münster (Alemanha), professor de Direito Constitucional da UnB e vice-presidente do STF. Foi procurador da República (85-88), consultor Jurídico da Presidência (91-92) e advogado-geral da União (2000-2002)
18.03.2007.
Do Presidente da Câmara de Vereadores -A corrupção do Carlos Dentista é muito mais relevante

Nada é impossível de Mudar
Brecht
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.
Brecht
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.
Devido à boataria aqui existente concernente ao Presidente da Câmara de Vereadores Josadilson Nascimento de que estaria foragido, encontramos com seu irmão o “Leão” o qual nos informou que o mesmo permanecia em Salvador participando de um congresso , e que na próxima segunda-feira retornará para assumir suas atividades.
Semana passada o Presidente da Câmara nos informou que toda essa fofoca, sensacionalismo e o alarde substituem os fatos e a realidade.
Que praga da mentira na política, e em todos os setores de atividades públicas leva as pessoas a duvidarem de tudo, e essa é a preocupação de Carlos Dentista, para desviar a atenção de todos no que se diz respeito aos seus atos de improbidade quando presidente daquela casa legislativa.
Segundo o Presidente Josadilson, o Carlos Dentista está mais enrolado do que papel higiênico; tem bronca na Justiça do Trabalho, na Justiça Federal, denuncias graves no Ministério Público de Jeremoabo, oferecidas pelo seu irmão Messias, e agora por ele, solicitando o ressarcimento de dinheiro recebido irregularmente; aliás o que disse ser seu costume.
Diz o Presidente Josadilson que no dia 14 de fevereiro de 2007, o seu irmão Messias ofereceu representação formal por improbidades praticadas por Carlos Evangelista quando presidente; representação essa recebida por Dr. Leonardo Candido Costa, Promotor de Justiça.
Representação em andamento composta por 09 (nove) itens de irregularidades graves, sendo que dentre essas irregularidades a mais leve é semelhante a que suspendeu os direitos políticos do ex-prefeito Tista de Deda, ou seja: pagamento efetuado por Carlos Dentista de folhinhas com o erário público, onde efetuou promoção pessoal.
Diz ainda o Senhor Josadilson que acionou a sua assessoria Jurídica para ingressar em Juízo com Ação contra Carlos Evangelista – Carlos Dentista – que ocupa indevidamente o cargo de dentista deste Município, pelos motivos abaixo descritos:
Que o Carlos Dentista vem há muito exercendo as funções de dentista nessa Municipalidade de forma indevida, vez que, o referido cidadão não ingressou através de concurso público e sim através contrato de prestação de serviços, com cláusulas não uniformes aos demais cidadãos que querem também prestar os mesmos serviços ao Município, contrariando assim o art. 37, inciso XVI da CF...
Diz que o mesmo labora como pessoa física e não através de pessoa jurídica, qualificando ainda mais a ilicitude do ato.
Fala ainda o Presidente Josadilson, que esse é o motivo principal de todo ódio, calúnia e agitação contra sua Permanência como Presidente naquela casa Legislativa, pois não acobertou as falcatruas praticadas por Carlos Dentista, e além do mais vai fazer com que o mesmo seja demitido da prestação de serviço irregular no Posto Médico, com a devolução do erário recebido de modo fraudulento e irregular, ato esse de improbidade e falta de decoro parlamentar.
PSDB e PRB: o bastidor de um acordo estéril
Até o mundo cair sobre os ombros de Antonio Imbassahy e Raimundo Varela, muitas pedras rolaram no caminho da sucessão municipal. A dobradinha, que começou a ser costurada na semana passada, por pouco, muito pouco, pouco mesmo saía do campo das intenções e se tornava realidade. Varela vice de Imbassahy durou menos de 24 horas. A pedra no caminho foi o presidente nacional do PRB, Vitor Paulo dos Santos. Ele foi claro no encontro que teve em São Paulo na presença de Varela, Imbassahy, e dos tucanos Marcelo Nilo (presidente da Assembléia Legislativa) e do deputado federal Jutahy Magalhães Jr. Em Salvador, o partido teria candidatura própria a prefeitura. Em Sampa estiveram também Fabiano de Freitas, diretor da Rede Record local e Alexandre Raposo, diretor nacional. Mesmo assim, o PRB bateu na mesa: nada de vice. E Ponto final. Resultado: tudo volta a ser como antes nos quartéis do PRB e do PSDB. Ambos permanecem isolados à busca desesperada de parcerias. Mas a história começa mais atrás. No domingo passado, o deputado federal e prefeiturável Antonio Carlos Magalhães Neto procurou Varela e lhe ofereceu a vaga de vice na sua chapa. A resposta foi negativa. Segundo uma fonte ligada aos dois, Varela teria ponderado que fora desaconselhado por seu médico a participar da corrida sucessória em função de ser duplamente transplantado - rins e fígado. Inclusive teria exposto esta situação à direção local e à direção nacional da TV Record. Na segunda-feira, portanto 24 horas após a conversa com ACM Neto que foi ao seu encontro, houve um almoço entre Fabiano de Freitas e Imbassahy, no restaurante Alfredo di Roma. Fabiano estaria autorizado a manter negociações em nome de Alexandre Raposo. Ia tudo muito bem, até que o processo apresentou uma falha tida como crucial para a não concretização do acordo. Surgiu a especulação de que o governador de São Paulo, José Serra, participaria do entendimento. Foi o bastante para acender a luz vermelha no Palácio do Planalto. Potencial candidato a presidente da República, Serra, com Imbassahy e Varela, teria, em tese, um forte palanque na capital. Para evitar confrontos com Brasília, Serra tirou o time de campo. Até porque já sabia que o vice-presidente da República, uma espécie de figura maior do PRB, José Alencar, também havia sido pressionado para impedir a dobradinha baiana. O curioso é que o PRB, embora seja considerado uma legenda apêndice da Igreja Universal do Reino de Deus, não segue a sua linha como manda os mandamentos da Iurd. Ante à sucessão de notícias desagradáveis, Imbassahy, Varela, Jutahy, Raposo e Fabiano rumam para Brasília, mas, mais uma vez, em vão. O PRB baiano ameaçou contrariar a orientação nacional do partido para recusar a vice tucana, mas perdeu o rebolado com a severa advertência de Vitor que mostrou-se disposto a intervir no diretório estadual da sigla e dissolvê-la. Por debaixo do pano, o PR do senador César Borges, esteve presente nos principais lances da aliança que não deu certo. O PR se propôs a entrar no samba prol Imbassahy-Varela. Em troca, teria deles a garantia de apoio amplo e irrestrito na campanha de César à reeleição para o Senado em 2010. (Por Janio Lopo - Editor de Política)
Governador acompanhou articulações
As articulações patrocinadas por Marcelo Nilo, tucano que teve no governador Jaques Wagner um aliado para ocupar a presidência da Assembléia Legislativa, não chegaram a preocupar nem a chatear o Palácio de Ondina. Todos os passos de Nilo foram monitorados por Wagner, já que entendia que a aliança que se esboçava com Varela não traria perdas do ponto de vista político para o PT. No mais, o PSDB nacionalmente tem um presidenciável (Serra) e é com ele que os tucanos baianos devem bailar em 2010. Os que foram voltaram, mas não estiveram dispostos a fornecer detalhes da melancólica transação. Há, porém, um motivo para tanto: o PRB baiano ainda vai continuar insistindo na composição com o PSDB. Tem um trunfo nas mãos: Na última segunda-feira, Varela teria ido pessoalmente à casa de Imbassahy. Em bom português, teria afirmado que não seria candidato, mas admitido, mais de uma vez, aceitar a condição de vice. Para complicar ainda mais o quadro político, o colóquio amoroso PRB-PSDB quase destrói as núpcias entre os tucanos e o PPS. A bala estava na agulha para ser detonada e anunciada oficialmente a candidatura de Miguel Kertzman na vice de Imbassahy. O PPS, ao saber que havia sido traído pela plumagem tucana, virou o cão. Habilidosos, dos experientes políticos tucanos - Arnando Lessa e Nestor Duarte - entraram no canal e tentam, a duras penas, repor a casa em ordem. Se nada der errado agora, Kertzman deve mesmo ser o vice de Imbassahy. (Por Janio Lopo - Editor de Política)
PT realiza debate hoje. As prévias ocorrerão domingo
A Secretaria de Organização do PT divulgou o calendário aprovado pela executiva municipal, confirmando as suas prévias para este domingo, 25, a partir das 9 horas, nas vinte zonais de Salvador. Antes das prévias, o PT realiza hoje, às 19 horas, na Faculdade de Arquitetura da Ufba, um debate entre os seus dois postulantes que ainda disputam a vaga para representar o partido na corrida ao Palácio Thomé de Souza, os deputados federais Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro. O debate desta sexta-feira servirá para que os militantes com direito a voto decidam qual deles tem melhores condições de representar o PT. De um lado estará um pré-candidato que representa o “consenso” desejado pela cúpula do partido, e do outro aquele que, aparentemente, tem mostrado mais força junto à militância. Antes consideradas como um instrumento democrático e a melhor forma para escolher os seus representantes nas disputas eleitorais, as prévias agora não estão sendo encaradas com esta mesma importância. Muitos vêem com cautela a sua realização, e temem os efeitos nocivos que elas podem trazer para o partido num momento delicado. O debate, que acontece antes, pode provocar um clima mais acirrado ainda para as prévias. Um exemplo claro de que as prévias podem representar desavenças dentro do PT neste momento foi o resultado das que foram realizadas durante o PED para escolha dos dirigentes estaduais e municipais, que precisou de interferência da direção nacional. Outros exemplos vêm do interior, como as prévias para escolha do candidato em Feira de Santana, onde até hoje José Neto não digeriu a vitória de Sérgio Carneiro. Em Itamaraju, as prévias deste domingo deverão ser realizadas sob um clima bastante acirrado. Corre uma notícia na cidade de que o atual prefeito Dilson Santiago teria “comprado” o apoio de um filiado da legenda para reverter o resultado que lhe foi desfavorável no primeiro turno. A acusação partiu de aliados de Dalvadísio Lima, o outro pré-candidato e adversário de Santiago. Portanto, aqui em Salvador, embora o clima aparente mais tranqüilidade, não se sabe qual será o saldo desta eleição. Alguns simpatizantes ligados ao deputado Nelson Pelegrino, por exemplo, têm usado alguns meios de comunicação para antecipar perguntas que gostariam que fossem feitas ao deputado Walter Pinheiro. Uma deles indaga por que Pinheiro antes era a favor de o partido apoiar a reeleição do prefeito João Henrique e agora mudou de idéia. Se contar com o apoio da militância, como aconteceu na plenária que realizou no Colégio das Mercês recentemente, Pelegrino poderá marcar pontos, mas sabe que enfrentará um adversário preparado, que já conta com o apoio do secretário estadual Luiz Alberto e do deputado estadual J. Carlos, que retiraram as suas pré-candidaturas para lhe apoiar. (Por Evandro Matos)
Bahia lidera crescimento de arrecadação no Nordeste
Crescimento da economia, ampliação das ações de combate à sonegação e a presença mais ativa das equipes de fiscalização junto aos contribuintes do Estado. Estas foram as principais ações que fizeram com que a Bahia liderasse o crescimento da arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na região Nordeste, no primeiro trimestre de 2008 em comparação com o mesmo período do ano passado. O Estado obteve variação positiva de 24,20% (em valores nominais), mais de um ponto percentual a frente do segundo colocado da região, o Ceará, que ficou com 23,12%. No ranking geral das dez maiores arrecadações do país, a Bahia ficou em terceiro lugar, atrás apenas do Espírito Santo e de Minas Gerais. As informações são da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe), obtidas no Portal do Ministério da Fazenda. “O resultado comparativo positivo no desempenho da arrecadação do Estado pode ser justificado pelos bons desempenhos dos segmentos de Serviços de Transporte, Petróleo, Agroindústria, Bebidas e Serviços de Utilidade Pública. Além disso, a intensificação das operações de fiscalização tem sido fundamental”, explica o secretário da Fazenda, Carlos Martins.
Fonte: Tribuna da Bahia
Governador acompanhou articulações
As articulações patrocinadas por Marcelo Nilo, tucano que teve no governador Jaques Wagner um aliado para ocupar a presidência da Assembléia Legislativa, não chegaram a preocupar nem a chatear o Palácio de Ondina. Todos os passos de Nilo foram monitorados por Wagner, já que entendia que a aliança que se esboçava com Varela não traria perdas do ponto de vista político para o PT. No mais, o PSDB nacionalmente tem um presidenciável (Serra) e é com ele que os tucanos baianos devem bailar em 2010. Os que foram voltaram, mas não estiveram dispostos a fornecer detalhes da melancólica transação. Há, porém, um motivo para tanto: o PRB baiano ainda vai continuar insistindo na composição com o PSDB. Tem um trunfo nas mãos: Na última segunda-feira, Varela teria ido pessoalmente à casa de Imbassahy. Em bom português, teria afirmado que não seria candidato, mas admitido, mais de uma vez, aceitar a condição de vice. Para complicar ainda mais o quadro político, o colóquio amoroso PRB-PSDB quase destrói as núpcias entre os tucanos e o PPS. A bala estava na agulha para ser detonada e anunciada oficialmente a candidatura de Miguel Kertzman na vice de Imbassahy. O PPS, ao saber que havia sido traído pela plumagem tucana, virou o cão. Habilidosos, dos experientes políticos tucanos - Arnando Lessa e Nestor Duarte - entraram no canal e tentam, a duras penas, repor a casa em ordem. Se nada der errado agora, Kertzman deve mesmo ser o vice de Imbassahy. (Por Janio Lopo - Editor de Política)
PT realiza debate hoje. As prévias ocorrerão domingo
A Secretaria de Organização do PT divulgou o calendário aprovado pela executiva municipal, confirmando as suas prévias para este domingo, 25, a partir das 9 horas, nas vinte zonais de Salvador. Antes das prévias, o PT realiza hoje, às 19 horas, na Faculdade de Arquitetura da Ufba, um debate entre os seus dois postulantes que ainda disputam a vaga para representar o partido na corrida ao Palácio Thomé de Souza, os deputados federais Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro. O debate desta sexta-feira servirá para que os militantes com direito a voto decidam qual deles tem melhores condições de representar o PT. De um lado estará um pré-candidato que representa o “consenso” desejado pela cúpula do partido, e do outro aquele que, aparentemente, tem mostrado mais força junto à militância. Antes consideradas como um instrumento democrático e a melhor forma para escolher os seus representantes nas disputas eleitorais, as prévias agora não estão sendo encaradas com esta mesma importância. Muitos vêem com cautela a sua realização, e temem os efeitos nocivos que elas podem trazer para o partido num momento delicado. O debate, que acontece antes, pode provocar um clima mais acirrado ainda para as prévias. Um exemplo claro de que as prévias podem representar desavenças dentro do PT neste momento foi o resultado das que foram realizadas durante o PED para escolha dos dirigentes estaduais e municipais, que precisou de interferência da direção nacional. Outros exemplos vêm do interior, como as prévias para escolha do candidato em Feira de Santana, onde até hoje José Neto não digeriu a vitória de Sérgio Carneiro. Em Itamaraju, as prévias deste domingo deverão ser realizadas sob um clima bastante acirrado. Corre uma notícia na cidade de que o atual prefeito Dilson Santiago teria “comprado” o apoio de um filiado da legenda para reverter o resultado que lhe foi desfavorável no primeiro turno. A acusação partiu de aliados de Dalvadísio Lima, o outro pré-candidato e adversário de Santiago. Portanto, aqui em Salvador, embora o clima aparente mais tranqüilidade, não se sabe qual será o saldo desta eleição. Alguns simpatizantes ligados ao deputado Nelson Pelegrino, por exemplo, têm usado alguns meios de comunicação para antecipar perguntas que gostariam que fossem feitas ao deputado Walter Pinheiro. Uma deles indaga por que Pinheiro antes era a favor de o partido apoiar a reeleição do prefeito João Henrique e agora mudou de idéia. Se contar com o apoio da militância, como aconteceu na plenária que realizou no Colégio das Mercês recentemente, Pelegrino poderá marcar pontos, mas sabe que enfrentará um adversário preparado, que já conta com o apoio do secretário estadual Luiz Alberto e do deputado estadual J. Carlos, que retiraram as suas pré-candidaturas para lhe apoiar. (Por Evandro Matos)
Bahia lidera crescimento de arrecadação no Nordeste
Crescimento da economia, ampliação das ações de combate à sonegação e a presença mais ativa das equipes de fiscalização junto aos contribuintes do Estado. Estas foram as principais ações que fizeram com que a Bahia liderasse o crescimento da arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na região Nordeste, no primeiro trimestre de 2008 em comparação com o mesmo período do ano passado. O Estado obteve variação positiva de 24,20% (em valores nominais), mais de um ponto percentual a frente do segundo colocado da região, o Ceará, que ficou com 23,12%. No ranking geral das dez maiores arrecadações do país, a Bahia ficou em terceiro lugar, atrás apenas do Espírito Santo e de Minas Gerais. As informações são da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe), obtidas no Portal do Ministério da Fazenda. “O resultado comparativo positivo no desempenho da arrecadação do Estado pode ser justificado pelos bons desempenhos dos segmentos de Serviços de Transporte, Petróleo, Agroindústria, Bebidas e Serviços de Utilidade Pública. Além disso, a intensificação das operações de fiscalização tem sido fundamental”, explica o secretário da Fazenda, Carlos Martins.
Fonte: Tribuna da Bahia
Entenda o que é a Unasul
Marcia CarmoDe Buenos Aires, para a BBC Brasil
Unasul passará a ser um organismo internacional
Presidentes e representantes dos 12 países da América do Sul assinaram em Brasília, nesta sexta-feria, o tratado de criação da União das Nações Sul-americanas, a Unasul.
Entenda como o grupo surgiu e quais são seus principais objetivos.
O que é a Unasul?
A Unasul (União das Nações Sul-americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região.
Por suas riquezes naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.
Como a Unasul nasceu?
A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru.
O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado na Venezuela.
O nome Unasul – Unasur para os países de língua espanhola - surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.
Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?
Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região.
Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.
O que se define em Brasília?
A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser um organismo internacional.
Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas.
Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira, mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.
O que mais é discutido em Brasília?
Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia.
A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.
Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?
Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo.
A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.
Qual o tamanho da Unasul?
Os países que farão parte do grupo têm cerca de 360 milhões de habitantes e, de acordo com dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), tinham um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões em 2006.
Ainda de acordo a Cepal, só o PIB do Brasil era de US$ 1,06 trilhão em 2006. Segundo dados mais atualizados, o PIB do Brasil é de US$ 1,3 trilhão, o oitavo do mundo.
Mas este é um grupo desigual, que conta com 180 milhões de habitantes do Brasil e três milhões do Uruguai, por exemplo.
Quais são os desafios da Unasul?
Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul.
O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social.
Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da "união dos povos".
Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Chile – ainda não foi resolvido.
Questões bilaterais – ou trilaterais – também estão na lista de desafios da região.
Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reinvidica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico.
Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.
Quais são os próximos passos?
No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile.
Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados.
Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.
Fonte: BBC Brasil
Unasul passará a ser um organismo internacional
Presidentes e representantes dos 12 países da América do Sul assinaram em Brasília, nesta sexta-feria, o tratado de criação da União das Nações Sul-americanas, a Unasul.
Entenda como o grupo surgiu e quais são seus principais objetivos.
O que é a Unasul?
A Unasul (União das Nações Sul-americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região.
Por suas riquezes naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.
Como a Unasul nasceu?
A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru.
O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado na Venezuela.
O nome Unasul – Unasur para os países de língua espanhola - surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.
Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?
Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região.
Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.
O que se define em Brasília?
A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser um organismo internacional.
Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas.
Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira, mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.
O que mais é discutido em Brasília?
Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia.
A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.
Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?
Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo.
A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.
Qual o tamanho da Unasul?
Os países que farão parte do grupo têm cerca de 360 milhões de habitantes e, de acordo com dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), tinham um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões em 2006.
Ainda de acordo a Cepal, só o PIB do Brasil era de US$ 1,06 trilhão em 2006. Segundo dados mais atualizados, o PIB do Brasil é de US$ 1,3 trilhão, o oitavo do mundo.
Mas este é um grupo desigual, que conta com 180 milhões de habitantes do Brasil e três milhões do Uruguai, por exemplo.
Quais são os desafios da Unasul?
Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul.
O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social.
Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da "união dos povos".
Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Chile – ainda não foi resolvido.
Questões bilaterais – ou trilaterais – também estão na lista de desafios da região.
Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reinvidica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico.
Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.
Quais são os próximos passos?
No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile.
Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados.
Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.
Fonte: BBC Brasil
Ex-blog de Cesar Maia entra na corrida à prefeitura
Para TRE, prefeito fez campanha de Solange Amaral em seu informe
Fernanda Thurler
Apesar de não poder se candidatar à reeleição, o prefeito Cesar Maia parece que não quer perder espaço no cenário político da cidade, e já começou a divulgar o nome daquela que supostamente representará o Democratas (DEM) nas eleições municipais. Ontem, em seu ex-blog, Maia postou o link de um vídeo com o perfil da correligionária e pré-candidata à prefeitura do Rio, Solange Amaral. O problema é que no texto de apresentação das imagens o alcaide usou a expressão "deputada Solange Amaral, lançada pelo DEM a prefeitura do Rio". O Tribunal Regional Eleitoral interpretou que a frase faz propaganda antecipada da suposta candidata, caracterizando propaganda extemporânea.
– Estamos em um período pré-eleitoral. Para o TRE ainda não existem candidatos, são todos pré-candidatos. Então o prefeito Cesar Maia não poderia referir-se à deputada Solange como a representante do DEM. Ele está divulgando o nome dela antes do prazo permitido – explicou o chefe de fiscalização da propaganda no Rio, Luiz Fernando Santa Brígida.
Segundo o Tribunal, a dificuldade da punição de irregularidades encontradas em sites é descobrir quem é o responsável pelo conteúdo postado. Como, nesse caso, quem assina o ex-blog é o próprio prefeito, tanto Maia quanto Solange – citada de maneira inadequada na matéria – vão ser notificados.
– Pode ser que a pré-candidata não tenha conhecimento da divulgação do vídeo, mas, mesmo assim, ela vai ser informada de que há irregularidade. E o prefeito vai ser notificado para que ele se abstenha a não repetir o feito, sob pena de multa que pode chegar a R$ 53 mil – alertou Santa Brígida.
"Não é o DEM", diz Maia
O prefeito defende-se respondendo que seu ex-blog é um meio de comunicação não-partidário.
– O ex-blog é um informativo não-partidário do qual eu participo com outros. Não é o DEM – enfatizou o alcaide. – Ela é pré-candidata como todos os demais e com direito a cobertura da imprensa.
O vídeo mostra a trajetória política de Solange Amaral sempre atrelada a do prefeito Cesar Maia. Nos dois minutos de imagens, os parceiros políticos aparecem juntos em 10 cenas, sempre mostrando o trabalho da dupla na cidade. Solange começou sua carreira política na década de 90, no primeiro governo de Maia, quando foi nomeada subprefeita da Zona Sul. Com dezoito anos de fidelidade, ela conseguiu eleger-se a deputada federal, em 2006, com mais de 100 mil votos.
Mais uma vez a fiscalização do TRE esbarrou na dificuldade em controlar o que é publicado na internet. Um problema reconhecido pelo Tribunal e que foi uma das questões que motivou a criação de uma portaria para regulamentar e ampliar a propaganda on–line, que só será permitida a partir do dia 6 de julho, como qualquer outro meio de divulgação do candidato.
Fonte: JB Online
Fernanda Thurler
Apesar de não poder se candidatar à reeleição, o prefeito Cesar Maia parece que não quer perder espaço no cenário político da cidade, e já começou a divulgar o nome daquela que supostamente representará o Democratas (DEM) nas eleições municipais. Ontem, em seu ex-blog, Maia postou o link de um vídeo com o perfil da correligionária e pré-candidata à prefeitura do Rio, Solange Amaral. O problema é que no texto de apresentação das imagens o alcaide usou a expressão "deputada Solange Amaral, lançada pelo DEM a prefeitura do Rio". O Tribunal Regional Eleitoral interpretou que a frase faz propaganda antecipada da suposta candidata, caracterizando propaganda extemporânea.
– Estamos em um período pré-eleitoral. Para o TRE ainda não existem candidatos, são todos pré-candidatos. Então o prefeito Cesar Maia não poderia referir-se à deputada Solange como a representante do DEM. Ele está divulgando o nome dela antes do prazo permitido – explicou o chefe de fiscalização da propaganda no Rio, Luiz Fernando Santa Brígida.
Segundo o Tribunal, a dificuldade da punição de irregularidades encontradas em sites é descobrir quem é o responsável pelo conteúdo postado. Como, nesse caso, quem assina o ex-blog é o próprio prefeito, tanto Maia quanto Solange – citada de maneira inadequada na matéria – vão ser notificados.
– Pode ser que a pré-candidata não tenha conhecimento da divulgação do vídeo, mas, mesmo assim, ela vai ser informada de que há irregularidade. E o prefeito vai ser notificado para que ele se abstenha a não repetir o feito, sob pena de multa que pode chegar a R$ 53 mil – alertou Santa Brígida.
"Não é o DEM", diz Maia
O prefeito defende-se respondendo que seu ex-blog é um meio de comunicação não-partidário.
– O ex-blog é um informativo não-partidário do qual eu participo com outros. Não é o DEM – enfatizou o alcaide. – Ela é pré-candidata como todos os demais e com direito a cobertura da imprensa.
O vídeo mostra a trajetória política de Solange Amaral sempre atrelada a do prefeito Cesar Maia. Nos dois minutos de imagens, os parceiros políticos aparecem juntos em 10 cenas, sempre mostrando o trabalho da dupla na cidade. Solange começou sua carreira política na década de 90, no primeiro governo de Maia, quando foi nomeada subprefeita da Zona Sul. Com dezoito anos de fidelidade, ela conseguiu eleger-se a deputada federal, em 2006, com mais de 100 mil votos.
Mais uma vez a fiscalização do TRE esbarrou na dificuldade em controlar o que é publicado na internet. Um problema reconhecido pelo Tribunal e que foi uma das questões que motivou a criação de uma portaria para regulamentar e ampliar a propaganda on–line, que só será permitida a partir do dia 6 de julho, como qualquer outro meio de divulgação do candidato.
Fonte: JB Online
Orfandade de um país que acredita na retidão
Num país cuja política tem se tornado um terreno fértil para o desencanto, a morte do senador Jefferson Péres configura para os cidadãos de bem uma nota lamentável. Ele representava o triunfo individual da ética, da seriedade e da dignidade num ambiente repleto de pilantras, figurões de interesses subalternos e comparsas em geral que fazem feio diante do distinto eleitor.
Péres, não. Soube preservar-se de vícios públicos forjados em favor de benefícios privados. Jamais abdicou, como fazem alguns, da própria integridade em nome de dividendos pessoais. Acima de tudo, manteve a capacidade de indignar-se – independentemente de que força política se tratasse. Foi assim que abandonou o PSDB por discordar do governo Fernando Henrique. Foi assim também que, tendo apoiado a eleição de Lula em 2002, passou a um dos mais vigorosos combatentes contra o escândalo do mensalão, em 2006.
Farto das batalhas políticas perdidas, o senador anunciara a retirada de cena em 2010. A morte precipitou não só a aposentadoria, mas a orfandade de um país que ainda quer acreditar na retidão de seus representantes.
Fonte: JB Online
Péres, não. Soube preservar-se de vícios públicos forjados em favor de benefícios privados. Jamais abdicou, como fazem alguns, da própria integridade em nome de dividendos pessoais. Acima de tudo, manteve a capacidade de indignar-se – independentemente de que força política se tratasse. Foi assim que abandonou o PSDB por discordar do governo Fernando Henrique. Foi assim também que, tendo apoiado a eleição de Lula em 2002, passou a um dos mais vigorosos combatentes contra o escândalo do mensalão, em 2006.
Farto das batalhas políticas perdidas, o senador anunciara a retirada de cena em 2010. A morte precipitou não só a aposentadoria, mas a orfandade de um país que ainda quer acreditar na retidão de seus representantes.
Fonte: JB Online
Revendo Montesquieu
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIA - E ontem? Ontem, sexta-feira, dia de trabalho após um feriado, o Congresso não trabalhou. Pelo menos, não houve quórum para qualquer votação, na Câmara e no Senado. Nem para que se reunissem as comissões técnicas. Poucos parlamentares passaram pelos respectivos plenários. Como ninguém é de ferro, o funcionalismo das duas casas também se escafedeu, em boa parte.
Nos tribunais superiores, a mesma coisa. Desde quarta-feira que não se julga nada. Coisa parecida aconteceu na Esplanada dos Ministérios. Os ministros com residência fora de Brasília voaram para seus estados. Os daqui, em grande parte, aproveitaram para passear longe da capital federal. País rico é assim mesmo. Além do farto número de feriados, é praxe enforcar o dia subseqüente ou o dia anterior, conforme se situe diante do fim de semana.
Em termos de funcionalismo público, é claro, porque, nas demais atividades, trabalharam. Um ou outro empresário viajou para o exterior, alguns ficaram na casa de praia ou na casa de campo, mas a imensa maioria enfrentou o batente.
Todo esse preâmbulo se faz para uma constatação maior: o Brasil real é um, o Brasil formal, outro bem diferente. O problema localiza-se na dependência da população que trabalha frente à elite que folga. São estes que legislam, executam e julgam. Montesquieu precisa ser revisto, porque cada vez menos o Estado se distancia do Legislativo, do Executivo e do Judiciário.
Porque o Estado é a nação politicamente organizada, quer dizer, nós também, do lado real, fazemos parte dele, ainda que desamparados todas as sextas-feiras seguintes a um feriado. O poder popular precisa ser institucionalizado, como os três clássicos poderes. Uma de suas primeiras iniciativas seria estabelecer que todo mundo tem que trabalhar, em dia de trabalho...
Guerra à impunidade
Insiste o senador Pedro Simon em que o maior entrave ao desenvolvimento nacional é a impunidade. Praticam-se horrores, todos os dias, mas só os ladrões de galinha vão parar na cadeia. O tal pacote de segurança nacional aprovado no Senado e agora debatido na Câmara pode constituir um bom começo, mas, sem ampla revisão do Código Penal e do Código de Processo Penal, nada feito. Não se trata de transformar o País numa imensa penitenciária, mas de chamar às falas quantos se envolvem com o crime. Tanto faz se for o crime hediondo, violento, ou o crime enrustido, da corrupção.
O senador gaúcho insiste, não desiste. Na próxima semana fará, da tribuna, novo apelo ao Congresso para não deixar escoar mais um ano sem a aprovação de drásticas iniciativas. Apesar das dificuldades, estamos aparelhados para combater o crime na medida em que o Ministério Público, a Polícia Federal e as polícias estaduais cumprem suas obrigações. O diabo é quando os processos ganham o Judiciário. Não por culpa dos juízes, mas pela fragilidade da lei, mais preocupada em criar montes de artifícios e recursos beneficiando o criminoso.
Quem sabe, indaga Pedro Simon, meio em tom de malícia, o ministro Tarso Dutra, da Justiça, não se empenhe numa campanha contra a impunidade? Olhem que com isso poderia, teoricamente, ultrapassar a ministra Dilma Rousseff nas pesquisas sobre o futuro...
Curto-circuito
A demissão abrupta da ministra Marina Silva, a pedido, desarticulou parte da estratégia em gestação no Palácio do Planalto, que previa para julho sensível reforma no ministério, quando da desincompatibilização dos ministros candidatos nas eleições municipais. Dirão os obstinados da objetividade que seriam apenas dois, Marta Suplicy, do Turismo, e Luiz Marinho, da Previdência Social, disputando as prefeituras de São Paulo e de São Bernardo.
Pode ser assim, mas não é bem assim, porque a oportunidade ensejaria ao presidente Lula retificações paralelas, dando até a ministros com bilhete azul na mão a possibilidade de pensar em alguma prefeitura de importância, como alternativa ou como desculpa.
Marina Silva, apesar de senadora, jamais candidata à prefeitura de Rio Branco, seria então dispensada com toda pompa e circunstância. Como saiu antes, e atirando, prejudicou os planos do presidente Lula. Agora, depois da entrada de Carlos Minc, é possível que novos ministros, este ano, só mesmo os do Turismo e da Previdência Social. Ficou para o ano que vem a tão propalada formação do ministério dos sonhos, capaz de ir até o final do atual período presidencial, e de permanecer, no caso do terceiro mandato. Deu curto-circuito.
Coincidências
Há quem imagine não ter sido por mera coincidência que os Estados Unidos criaram a sua Quarta Frota da Marinha de Guerra, destinada a atuar no Atlântico Sul com dois porta-aviões nucleares e montes de navios e submarinos. A decisão veio logo depois do anúncio, pelo Brasil, da descoberta de reservas imensuráveis de petróleo, maiores que as da Arábia Saudita. Essa riqueza situa-se debaixo da plataforma submarina e até lá no fundo, em alto-mar.
A ninguém será dado duvidar de que os americanos, faz muito, entenderam dominar direta ou indiretamente todas as maiores províncias petrolíferas do planeta. Trata-se de controle ligado à própria sobrevivência dos Estados Unidos, explicando-se por isso as invasões do Afeganistão e do Iraque, assim como os pretextos que, não demora muito, embasarão igual ação bélica contra o Irã.
No nosso caso, da bacia de Santos e extensões, é claro que não se supõe a Quarta Frota acionando seus aviões, mísseis, torpedos, fuzileiros navais e sucedâneos. O domínio das reservas recém-descobertas pode ser conseguido por via econômica. Afinal, a Petrobras já é quase estrangeira. Mesmo assim, apenas para o caso de surpresas, os habitantes da imensa costa que vai do Amapá ao Rio Grande do Sul devem preparar-se para ver navios. Muitos navios...
Fonte: Tribuna da Imprensa
BRASÍLIA - E ontem? Ontem, sexta-feira, dia de trabalho após um feriado, o Congresso não trabalhou. Pelo menos, não houve quórum para qualquer votação, na Câmara e no Senado. Nem para que se reunissem as comissões técnicas. Poucos parlamentares passaram pelos respectivos plenários. Como ninguém é de ferro, o funcionalismo das duas casas também se escafedeu, em boa parte.
Nos tribunais superiores, a mesma coisa. Desde quarta-feira que não se julga nada. Coisa parecida aconteceu na Esplanada dos Ministérios. Os ministros com residência fora de Brasília voaram para seus estados. Os daqui, em grande parte, aproveitaram para passear longe da capital federal. País rico é assim mesmo. Além do farto número de feriados, é praxe enforcar o dia subseqüente ou o dia anterior, conforme se situe diante do fim de semana.
Em termos de funcionalismo público, é claro, porque, nas demais atividades, trabalharam. Um ou outro empresário viajou para o exterior, alguns ficaram na casa de praia ou na casa de campo, mas a imensa maioria enfrentou o batente.
Todo esse preâmbulo se faz para uma constatação maior: o Brasil real é um, o Brasil formal, outro bem diferente. O problema localiza-se na dependência da população que trabalha frente à elite que folga. São estes que legislam, executam e julgam. Montesquieu precisa ser revisto, porque cada vez menos o Estado se distancia do Legislativo, do Executivo e do Judiciário.
Porque o Estado é a nação politicamente organizada, quer dizer, nós também, do lado real, fazemos parte dele, ainda que desamparados todas as sextas-feiras seguintes a um feriado. O poder popular precisa ser institucionalizado, como os três clássicos poderes. Uma de suas primeiras iniciativas seria estabelecer que todo mundo tem que trabalhar, em dia de trabalho...
Guerra à impunidade
Insiste o senador Pedro Simon em que o maior entrave ao desenvolvimento nacional é a impunidade. Praticam-se horrores, todos os dias, mas só os ladrões de galinha vão parar na cadeia. O tal pacote de segurança nacional aprovado no Senado e agora debatido na Câmara pode constituir um bom começo, mas, sem ampla revisão do Código Penal e do Código de Processo Penal, nada feito. Não se trata de transformar o País numa imensa penitenciária, mas de chamar às falas quantos se envolvem com o crime. Tanto faz se for o crime hediondo, violento, ou o crime enrustido, da corrupção.
O senador gaúcho insiste, não desiste. Na próxima semana fará, da tribuna, novo apelo ao Congresso para não deixar escoar mais um ano sem a aprovação de drásticas iniciativas. Apesar das dificuldades, estamos aparelhados para combater o crime na medida em que o Ministério Público, a Polícia Federal e as polícias estaduais cumprem suas obrigações. O diabo é quando os processos ganham o Judiciário. Não por culpa dos juízes, mas pela fragilidade da lei, mais preocupada em criar montes de artifícios e recursos beneficiando o criminoso.
Quem sabe, indaga Pedro Simon, meio em tom de malícia, o ministro Tarso Dutra, da Justiça, não se empenhe numa campanha contra a impunidade? Olhem que com isso poderia, teoricamente, ultrapassar a ministra Dilma Rousseff nas pesquisas sobre o futuro...
Curto-circuito
A demissão abrupta da ministra Marina Silva, a pedido, desarticulou parte da estratégia em gestação no Palácio do Planalto, que previa para julho sensível reforma no ministério, quando da desincompatibilização dos ministros candidatos nas eleições municipais. Dirão os obstinados da objetividade que seriam apenas dois, Marta Suplicy, do Turismo, e Luiz Marinho, da Previdência Social, disputando as prefeituras de São Paulo e de São Bernardo.
Pode ser assim, mas não é bem assim, porque a oportunidade ensejaria ao presidente Lula retificações paralelas, dando até a ministros com bilhete azul na mão a possibilidade de pensar em alguma prefeitura de importância, como alternativa ou como desculpa.
Marina Silva, apesar de senadora, jamais candidata à prefeitura de Rio Branco, seria então dispensada com toda pompa e circunstância. Como saiu antes, e atirando, prejudicou os planos do presidente Lula. Agora, depois da entrada de Carlos Minc, é possível que novos ministros, este ano, só mesmo os do Turismo e da Previdência Social. Ficou para o ano que vem a tão propalada formação do ministério dos sonhos, capaz de ir até o final do atual período presidencial, e de permanecer, no caso do terceiro mandato. Deu curto-circuito.
Coincidências
Há quem imagine não ter sido por mera coincidência que os Estados Unidos criaram a sua Quarta Frota da Marinha de Guerra, destinada a atuar no Atlântico Sul com dois porta-aviões nucleares e montes de navios e submarinos. A decisão veio logo depois do anúncio, pelo Brasil, da descoberta de reservas imensuráveis de petróleo, maiores que as da Arábia Saudita. Essa riqueza situa-se debaixo da plataforma submarina e até lá no fundo, em alto-mar.
A ninguém será dado duvidar de que os americanos, faz muito, entenderam dominar direta ou indiretamente todas as maiores províncias petrolíferas do planeta. Trata-se de controle ligado à própria sobrevivência dos Estados Unidos, explicando-se por isso as invasões do Afeganistão e do Iraque, assim como os pretextos que, não demora muito, embasarão igual ação bélica contra o Irã.
No nosso caso, da bacia de Santos e extensões, é claro que não se supõe a Quarta Frota acionando seus aviões, mísseis, torpedos, fuzileiros navais e sucedâneos. O domínio das reservas recém-descobertas pode ser conseguido por via econômica. Afinal, a Petrobras já é quase estrangeira. Mesmo assim, apenas para o caso de surpresas, os habitantes da imensa costa que vai do Amapá ao Rio Grande do Sul devem preparar-se para ver navios. Muitos navios...
Fonte: Tribuna da Imprensa
STF: qualquer instrumento para recriar CPMF será contestado
BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que qualquer que seja o instrumento usado pelo Congresso Nacional para recriar a CPMF será contestado no Judiciário em ação direta de inconstitucionalidade (Adin). "Vamos ter um estresse do ponto de vista constitucional", afirmou o ministro em entrevista coletiva concedida ontem. "Teremos emoções pela frente", acrescentou.
Como o assunto será levado ao Supremo, Gilmar Mendes se recusou a emitir qualquer juízo de valor sobre o tema. Disse apenas que cabe ao Congresso buscar formas para financiar a seguridade social. Pela Constituição, explicou um ministro no início desta semana, o Congresso tem poderes para propor a criação de novos tributos.
Na Constituição anterior, de 1967, essa prerrogativa era apenas do Poder Executivo. A base aliada vem discutindo na Câmara a idéia de recriação da contribuição sobre movimentação financeira por meio de um projeto de lei complementar e não por uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), como foi o caso da CPMF.
Para aprovar um projeto de lei complementar são necessários 257 votos dos deputados e uma emenda constitucional, 308. A proposta em estudo é criar uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) destinada à área de Saúde com uma alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Como o assunto será levado ao Supremo, Gilmar Mendes se recusou a emitir qualquer juízo de valor sobre o tema. Disse apenas que cabe ao Congresso buscar formas para financiar a seguridade social. Pela Constituição, explicou um ministro no início desta semana, o Congresso tem poderes para propor a criação de novos tributos.
Na Constituição anterior, de 1967, essa prerrogativa era apenas do Poder Executivo. A base aliada vem discutindo na Câmara a idéia de recriação da contribuição sobre movimentação financeira por meio de um projeto de lei complementar e não por uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), como foi o caso da CPMF.
Para aprovar um projeto de lei complementar são necessários 257 votos dos deputados e uma emenda constitucional, 308. A proposta em estudo é criar uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) destinada à área de Saúde com uma alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Crescem ameaças à liberdade na internet
Estudo revela que pelo menos 24 países praticam hoje algum tipo de filtragem
NEW HAVEN - As iniciativas de controle da internet por governos aumentam em todo o mundo. A OpenNet Initiative - uma parceria entre a Universidade de Toronto, Harvard, Cambridge e Oxford - identificou que pelo menos 24 países praticam hoje algum tipo de filtragem da rede mundial, bloqueando conteúdo considerado inadequado. Em 2002, eram somente dois.
"A internet é uma força para a abertura da sociedade", afirmou Karin Karlekar, editora da Freedom of the Press, pesquisa anual da Freedom House sobre liberdade de imprensa. "Por causa disso, vários governos estão expandindo seus métodos para controlar e monitorar a internet." Karin participou ontem do evento Computers, Freedom, and Privacy 2008.
O Brasil é considerado parcialmente livre, na pesquisa Freedom of the Press. Mesmo com as garantias constitucionais de liberdade de expressão e de imprensa, tem havido decisões judiciais que punem a divulgação de notícias contra políticos e pressões de grupos criminosos contra a imprensa. "Não há restrições à internet (no Brasil)", diz o relatório. "Existem muito pouca, se houver alguma, restrição à liberdade da internet nas Américas", disse Karlekar.
"A exceção é Cuba. "Apesar disso, a editora da Freedom of the Press apontou que está havendo uma pequena mudança, com alguns blogueiros cubanos que conseguiram furar o controle estatal. O acesso, no entanto, continua a ser um problema sério em Cuba. "Ainda é quase impossível conseguir um computador. A internet é muito restrita".
A dificuldade de acesso pode ser uma ferramenta importante para a censura na rede. "A forma mais efetiva de controle de internet é impedir que as pessoas tenham acesso, como em Cuba e na Coréia do Norte", afirmou Robert Faris, pesquisador da OpenNet Initiative.
"O Vietnã justifica a filtragem como uma forma de proteger as crianças da pornografia. Na prática, eles bloqueiam conteúdo político e a maioria da pornografia ainda está disponível. "A Ásia tem países onde a internet é extremamente livre, como Coréia do Sul, Japão e Taiwan, e países onde ela é extremamente controlada, como China, Coréia do Norte e Mianmar.
No ano passado, Mianmar chegou a cortar toda a conexão com a internet, como uma forma de conter os protestos contra a ditadura militar. A China tem uma política nacional de filtragem da internet, chamada Projeto Escudo Dourado. Internacionalmente, o sistema foi apelidado de Grande Firewall da China. Firewall é o nome da tecnologia que permite o bloqueio de conteúdo da internet.
O alvo do sistema são conteúdos que questionem a autoridade governamental ou que incentivem o descontentamento social. "De 26 jornalistas presos na China, 18 estão atrás das grades por causa de atividades relacionadas à internet", apontou Robert Dietz, coordenador do Programa para a Ásia do Comitê de Proteção aos Jornalistas. Na maioria dos países, os provedores de acesso recebem uma lista do governo com os sites que precisam ser bloqueados.
Essa estratégia não funciona muito bem, porque pode haver diferenças de acesso de um provedor para outro. "Existem exceções, como a Arábia Saudita e Marrocos, onde o controle é centralizado na operadora estatal de telecomunicações", disse Faris.
Fonte: Tribuna da Imprensa
NEW HAVEN - As iniciativas de controle da internet por governos aumentam em todo o mundo. A OpenNet Initiative - uma parceria entre a Universidade de Toronto, Harvard, Cambridge e Oxford - identificou que pelo menos 24 países praticam hoje algum tipo de filtragem da rede mundial, bloqueando conteúdo considerado inadequado. Em 2002, eram somente dois.
"A internet é uma força para a abertura da sociedade", afirmou Karin Karlekar, editora da Freedom of the Press, pesquisa anual da Freedom House sobre liberdade de imprensa. "Por causa disso, vários governos estão expandindo seus métodos para controlar e monitorar a internet." Karin participou ontem do evento Computers, Freedom, and Privacy 2008.
O Brasil é considerado parcialmente livre, na pesquisa Freedom of the Press. Mesmo com as garantias constitucionais de liberdade de expressão e de imprensa, tem havido decisões judiciais que punem a divulgação de notícias contra políticos e pressões de grupos criminosos contra a imprensa. "Não há restrições à internet (no Brasil)", diz o relatório. "Existem muito pouca, se houver alguma, restrição à liberdade da internet nas Américas", disse Karlekar.
"A exceção é Cuba. "Apesar disso, a editora da Freedom of the Press apontou que está havendo uma pequena mudança, com alguns blogueiros cubanos que conseguiram furar o controle estatal. O acesso, no entanto, continua a ser um problema sério em Cuba. "Ainda é quase impossível conseguir um computador. A internet é muito restrita".
A dificuldade de acesso pode ser uma ferramenta importante para a censura na rede. "A forma mais efetiva de controle de internet é impedir que as pessoas tenham acesso, como em Cuba e na Coréia do Norte", afirmou Robert Faris, pesquisador da OpenNet Initiative.
"O Vietnã justifica a filtragem como uma forma de proteger as crianças da pornografia. Na prática, eles bloqueiam conteúdo político e a maioria da pornografia ainda está disponível. "A Ásia tem países onde a internet é extremamente livre, como Coréia do Sul, Japão e Taiwan, e países onde ela é extremamente controlada, como China, Coréia do Norte e Mianmar.
No ano passado, Mianmar chegou a cortar toda a conexão com a internet, como uma forma de conter os protestos contra a ditadura militar. A China tem uma política nacional de filtragem da internet, chamada Projeto Escudo Dourado. Internacionalmente, o sistema foi apelidado de Grande Firewall da China. Firewall é o nome da tecnologia que permite o bloqueio de conteúdo da internet.
O alvo do sistema são conteúdos que questionem a autoridade governamental ou que incentivem o descontentamento social. "De 26 jornalistas presos na China, 18 estão atrás das grades por causa de atividades relacionadas à internet", apontou Robert Dietz, coordenador do Programa para a Ásia do Comitê de Proteção aos Jornalistas. Na maioria dos países, os provedores de acesso recebem uma lista do governo com os sites que precisam ser bloqueados.
Essa estratégia não funciona muito bem, porque pode haver diferenças de acesso de um provedor para outro. "Existem exceções, como a Arábia Saudita e Marrocos, onde o controle é centralizado na operadora estatal de telecomunicações", disse Faris.
Fonte: Tribuna da Imprensa
sexta-feira, maio 23, 2008
Jefferson Péres morre aos 76 anos; corpo é velado em Manaus

da Folha Online
O líder do PDT no Senado, Jefferson Péres (PDT-AM), 76, morreu nesta sexta-feira em Manaus (AM), vítima de um infarto fulminante.
O corpo do parlamentar é velado no Palácio Rio Negro, em Manaus. O enterro deve ocorrer amanhã após a chegada do filho do senador que mora nos Estados Unidos.
Ueslei Marcelino/Folha Imagem
Senador Jefferson Péres morre aos 76 anos em Manaus
Péres morreu na casa onde morava, no bairro de Adrianópolis. O senador passava o feriado de Corpus Christi com a família.
Ele nasceu em 19 de março de 1932, em Manaus. Professor e advogado, ocupava vaga no Senado desde 1995, e exercia seu segundo mandato na Casa. Ele era filiado ao PDT desde o início de 1999.
Péres participou, na década de 50, da campanha "O Petróleo É Nosso" e, em 1988, foi eleito para seu primeiro cargo público: o de vereador em Manaus, cargo para o qual foi reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua cadeira no Senado.
Ele também foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na chapa do também senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Péres era o líder da bancada do PDT no Senado.
Homenagens
O Senado Federal aprovou hoje requerimento de pesar e decretou luto de três dias pela morte do senador.
Depois de uma rápida sessão de homenagens ao líder do PDT, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), suspendeu os trabalhos da Casa Legislativa como previsto pelo regimento interno em caso de morte de parlamentares. O Senado também decidiu encaminhar condolências à família de Péres.
O governo do Estado do Amazonas também decretou luto oficial por três dias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, divulgou uma nota lamentando a morte do senador.
"Recebi com tristeza a notícia do falecimento do senador Jefferson Péres e transmito à sua família meus sentimentos. Jefferson Péres foi um político que sempre pautou suas ações pela defesa intransigente da democracia e da ética. Sempre procurou guiar-se pelo que julgava ser o interesse público, mesmo nos momentos de divergências com o Governo. É uma grande perda para o Brasil, para a Amazônia e para o Senado brasileiro."
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Lula diz que morte de Peres é uma grande perda para o Brasil
Senado suspende trabalhos após morte de Jefferson Peres
Presidente em exercício do PDT diz que Peres se pautou pela moralidade
Lupi diz que morte de Peres representa uma perda "insubstituível"
Presidente do Senado lamenta morte de Jefferson Peres e destaca sua luta pela democracia
Fonte: Folha Online
Em Jeremoabo o "caolho" é rei, e o "cego" a sua corte.

Por: J. Montalvão
A politicagem de Jeremoabo sempre teve como ponto de apoio a Prefeitura (viúva).Quase todos governantes deixavam os guetos da miséria entregues ao Deus dará e quando se aproxima o período eleitoral começava a distribuição de remédios, próteses dentárias, botijão de gás, consultas médicas e todo tipo de malandragem para angariar o voto do eleitor menos esclarecidos, pois mesmo essas benesses sendo custeadas com o dinheiro do próprio povo eles tomavam isso como caridade, esmola ou favor.
Ou o candidato contava com a benção da Prefeitura, suas benesses e seu patrocínio, ou não conseguia vencer nenhum pleito eleitoral, já que não existe cultura ou discernimento do que seja, voto de cabresto, fanatismo ou oportunismo.
No pleito passado o Dr. Spencer venceu essa barreira e conseguir se eleger mesmo contrariando o “pequeno príncipe”ou o “poderoso chefão”.
Desmanchado essa panelinha oriunda do coronelismo, e principalmente agora a porta das próximas eleições, vendo o dinheiro que está chegando para beneficiar a população Jeremoabense, perderam a noção e apelaram para que a manutenção do próprio enteresse se sobreponha a verdade.
Apelaram para a mentira contra o Prefeito e de olho em mais de 80.000 (oitenta mil)mensais que entram nos cofres da Câmara, tentaram envolver também o Presidente daquela casa, na esperança de que: “A mentira dita repetidas vezes, com convicção, chega a parecer verdade para aqueles que não têm discernimento para distinguir o que é verdade e o que é mentira.
Na esperança que nem tudo aqui esteja perdido, ofereço aos políticos de Jeremoabo/Bahia:
A implosão da mentira
Mentiram - me.
A politicagem de Jeremoabo sempre teve como ponto de apoio a Prefeitura (viúva).Quase todos governantes deixavam os guetos da miséria entregues ao Deus dará e quando se aproxima o período eleitoral começava a distribuição de remédios, próteses dentárias, botijão de gás, consultas médicas e todo tipo de malandragem para angariar o voto do eleitor menos esclarecidos, pois mesmo essas benesses sendo custeadas com o dinheiro do próprio povo eles tomavam isso como caridade, esmola ou favor.
Ou o candidato contava com a benção da Prefeitura, suas benesses e seu patrocínio, ou não conseguia vencer nenhum pleito eleitoral, já que não existe cultura ou discernimento do que seja, voto de cabresto, fanatismo ou oportunismo.
No pleito passado o Dr. Spencer venceu essa barreira e conseguir se eleger mesmo contrariando o “pequeno príncipe”ou o “poderoso chefão”.
Desmanchado essa panelinha oriunda do coronelismo, e principalmente agora a porta das próximas eleições, vendo o dinheiro que está chegando para beneficiar a população Jeremoabense, perderam a noção e apelaram para que a manutenção do próprio enteresse se sobreponha a verdade.
Apelaram para a mentira contra o Prefeito e de olho em mais de 80.000 (oitenta mil)mensais que entram nos cofres da Câmara, tentaram envolver também o Presidente daquela casa, na esperança de que: “A mentira dita repetidas vezes, com convicção, chega a parecer verdade para aqueles que não têm discernimento para distinguir o que é verdade e o que é mentira.
Na esperança que nem tudo aqui esteja perdido, ofereço aos políticos de Jeremoabo/Bahia:
A implosão da mentira
Mentiram - me.
Mentiram - me ontem e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma completamente.
E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente.
Mentem sobretudo impunemente.
Não mentem tristes,alegremente mentem.
Mentem tão nacionalmente que acho que mentindo história a foravão enganar a morte eternamente.
Mentem, mentem e calam mas nas frases falam e desfilam de tal modo nuas
que mesmo o cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
que mesmo o cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura,
mas não se chega à verdade pela mentira nem à democracia pela ditadura.
mas não se chega à verdade pela mentira nem à democracia pela ditadura.
Evidentemente crer que uma flor nasceu em Hiroshima e em Auschwitz havia um circo permanentemente.Mentem, mentem caricaturalmente,
Mentem como a careca mente ao pente,
Mentem como a dentadura mente ao dente,
Mentem como a carroça à besta em frente,
Mentem como a doença ao doente,
Mentem como o espelho transparente.
Mentem como a careca mente ao pente,
Mentem como a dentadura mente ao dente,
Mentem como a carroça à besta em frente,
Mentem como a doença ao doente,
Mentem como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente como nenhuma lavadeira mente ao ver a nódoa sobre o rio
Mentem com a cara limpa e na mão o sangue quente.
Mentem com a cara limpa e na mão o sangue quente.
Mentem ardentemente como doente nos seus instantes de febre,
Mentem fabulosamente como o caçador que quer passar gato por lebre
e nessa pilha de mentiras a caça é que caça o caçador e assim cada qual mente indubitavelmente.Mentem partidariamente,
Mentem fabulosamente como o caçador que quer passar gato por lebre
e nessa pilha de mentiras a caça é que caça o caçador e assim cada qual mente indubitavelmente.Mentem partidariamente,
Mentem incrivelmente,Mentem tropicalmente,
Mentem hereditariamente,Mentem, mentem e de tanto mentir tão bravamente
constroem um país de mentiras diariamente.
Afonso Romano de SantAnna
Prev: Jefferson Perez
constroem um país de mentiras diariamente.
Afonso Romano de SantAnna
Prev: Jefferson Perez
Embolaram o meio campo da Câmara de vereadores de Jeremoabo.

Por: J. Montalvão
Como Jeremoabo/Bahia é a capital da fofoca, desviaram toda atenção para a cobiçada Presidência da Câmara, com os respectivos esquemas patrocinados por pessoas que nada tem a ver com Câmara, a não ser enteresses próprios.
Inclusive eu pessoalmente tenho as minhas dúvidas se o Josadilson está foragido, pois o mesmo desde a semana passada que havia me informado sua ausência da cidade para um Congresso a respeito das próximas eleições.
Como não disponho no momento da Lei Orgânica do Município de Jeremoabo/Bahia, nem tão pouco do Regimento Interno daquela Casa Legislativo, vamos apelar para o bom senso e para a lógica.
O responsável pelo andamento dos Trabalhos Legislativo no município chama-se Presidente, cuja bússola que orienta toda o andamento é a Lei Orgânica, que poderíamos chamá-la de Constituição Municipal.
Então como poderá haver eleições na próxima terça-feira como foi anunciado nos quatro cantos da cidade, se o Presidente não convocou de acordo com a Lei.
Quem tem competência para convocar tais eleições se até o Primeiro Secretário renunciou ao Cargo?
A Câmara não possui vice-presidente, pois esse automaticamente passou a assumir o Cargo como Presidente.
Se o Presidente não renunciou, nem tão pouco está presente na cidade, como atropelando todos os interstícios e a própria Lei irão fazer eleições, será a ditadura implantada em nossa Jeremoabo.
A ganância cega, e como metem a mão no dinheiro da Câmara e continuam amparados na sombra da impunidade, para eles tudo pode, e o povo que exploda.
Pelo que está pintando é mais ações de nulidades na Justiça, muito barulho, pouca ação e mais um ano perdido, sem que nada seja feito nada em prol do município; e o dinheiro do povo servindo para toda essa anarquia.
Quem menos patrocina toda essa esculhambação não são todos os vereadores, mas terceiros que de fora estão doidos para mamar; pois arranjaram umas tetas excepcionais com mais de 80.000 (oitenta mil) litros de leite mensal. Só que leite demais às vezes pega, causando indigestão, cujo remédio mais apropriado chama-se Polícia Federal com a operação Taturana ou mesmo Gabiru.
Vamos aguardar o próximo capítulo dessa negra novela.
Como Jeremoabo/Bahia é a capital da fofoca, desviaram toda atenção para a cobiçada Presidência da Câmara, com os respectivos esquemas patrocinados por pessoas que nada tem a ver com Câmara, a não ser enteresses próprios.
Inclusive eu pessoalmente tenho as minhas dúvidas se o Josadilson está foragido, pois o mesmo desde a semana passada que havia me informado sua ausência da cidade para um Congresso a respeito das próximas eleições.
Como não disponho no momento da Lei Orgânica do Município de Jeremoabo/Bahia, nem tão pouco do Regimento Interno daquela Casa Legislativo, vamos apelar para o bom senso e para a lógica.
O responsável pelo andamento dos Trabalhos Legislativo no município chama-se Presidente, cuja bússola que orienta toda o andamento é a Lei Orgânica, que poderíamos chamá-la de Constituição Municipal.
Então como poderá haver eleições na próxima terça-feira como foi anunciado nos quatro cantos da cidade, se o Presidente não convocou de acordo com a Lei.
Quem tem competência para convocar tais eleições se até o Primeiro Secretário renunciou ao Cargo?
A Câmara não possui vice-presidente, pois esse automaticamente passou a assumir o Cargo como Presidente.
Se o Presidente não renunciou, nem tão pouco está presente na cidade, como atropelando todos os interstícios e a própria Lei irão fazer eleições, será a ditadura implantada em nossa Jeremoabo.
A ganância cega, e como metem a mão no dinheiro da Câmara e continuam amparados na sombra da impunidade, para eles tudo pode, e o povo que exploda.
Pelo que está pintando é mais ações de nulidades na Justiça, muito barulho, pouca ação e mais um ano perdido, sem que nada seja feito nada em prol do município; e o dinheiro do povo servindo para toda essa anarquia.
Quem menos patrocina toda essa esculhambação não são todos os vereadores, mas terceiros que de fora estão doidos para mamar; pois arranjaram umas tetas excepcionais com mais de 80.000 (oitenta mil) litros de leite mensal. Só que leite demais às vezes pega, causando indigestão, cujo remédio mais apropriado chama-se Polícia Federal com a operação Taturana ou mesmo Gabiru.
Vamos aguardar o próximo capítulo dessa negra novela.
Calendário eleitoral 2008
Pelo menos 13 capitais, além da paulista, devem ter confronto entre PSDB e DEM. Aliança oposicionista só deve se repetir em oito cidades
Erich Decat
A menos de 20 dias do início das convenções partidárias – que começam no dia 10 de junho e definirão as coligações e os candidatos que disputarão as próximas eleições municipais –, o quadro de alianças ainda não está fechado na maioria das capitais brasileiras.Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra, no entanto, que a principal aliança de oposição (PSDB e DEM) ao governo Lula no Congresso Nacional não deverá se consolidar no primeiro turno em pelo menos 14 capitais. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), atribui a falta de sintonia entre os dois partidos às particularidades políticas de cada região. “Cada município tem uma realidade”, se limitou a constatar Guerra.Já o presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ), se espantou diante do número de capitais em que o partido irá se coligar com os tucanos. “Oito? Temos isso tudo?”, brincou. Dentre essas oito, constam também capitais onde os dois partidos irão se coligar para defender a candidatura de uma terceira legenda. É o caso de Manaus, onde o ex-governador Amazonino Mendes (PTB) busca uma ampla aliança para tentar derrotar o atual prefeito, Serafim Corrêa (PSB). Em outras quatro capitais (Belém, João Pessoa, Porto Velho e Aracaju), o cenário de aliança entre os dois partidos ainda está completamente indefinido.
Dormindo com o inimigo
Apesar do tom irônico, Rodrigo Maia disse que hoje não tem mais o sentimento de estar “dormindo com o inimigo”, como havia dito há dois meses. Na época, o deputado criticava a decisão do diretório tucano do Rio de apoiar a candidatura de Fernando Gabeira (PV-RJ), em detrimento da deputada Solange Amaral (DEM-RJ), pré-candidata do partido à sucessão de seu pai, o prefeito César Maia.
“Acredito que as coisas estão mudando com o atual presidente do PSDB, Sérgio Guerra. A nossa relação tem sido muito positiva”, ressaltou o deputado ao Congresso em Foco.
Clique nos links abaixo para ver como se desenha a disputa nas capitais dos 26 estados brasileiros:
As eleições municipais no Centro-Oeste
As eleições municipais no Nordeste
As eleições municipais no NorteAs eleições municipais no SudesteAs eleições municipais no Sul
Divórcio anunciado
Os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a falta de acordo entre tucanos e democratas nas principais cidades do país não é um fato novo. Nas últimas eleições municipais, em 2004, por exemplo, o PSDB e o então PFL marcharam juntos em 11 das 26 capitais. Ao contrário do ocorrido há quatro anos, desta vez, candidatos dos dois partidos se enfrentarão no maior colégio eleitoral do país, a capital paulista. “A situação de São Paulo não é a ideal, não é boa para ninguém”, ressaltou Rodrigo Maia ao comentar a disputa entre o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Eleito vice-prefeito em 2004, Kassab assumiu a prefeitura em março de 2006, quando José Serra (PSDB) renunciou ao mandato para concorrer, com sucesso, ao governo do estado. Para esquentar ainda mais a atual disputa pela prefeitura paulistana, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), deve confirmar sua candidatura até o dia 4 de julho, prazo para desincompatibilização dos ministros de Estado que queiram disputar as eleições de outubro.
Rodrigo Maia afirma, no entanto, que o cenário de disputa entre PSDB e DEM em São Paulo não irá se repetir num eventual segundo turno caso um deles fique fora da disputa. “Se Alckmin passar com a Marta, lógico que vamos apoiá-lo”, assegurou, acrescentando que espera comportamento recíproco dos “alckmistas” se houver um confronto entre Kassab e a petista. “Não tenho dúvida de que, nessa condição, o Alckmin irá apoiar nosso candidato”, disse.
Segundo ele, logo após a divulgação dos resultados das eleições municipais, caciques dos dois partidos irão se reunir para definir que caminho as legendas tomarão tendo em vista as eleições de 2010.
Caminho de volta
Os palanques municipais também poderão servir de vitrine para muitos candidatos que desejam voltar ao cenário político nacional. Um exemplo disso é a possível candidatura à prefeitura da capital alagoana da ex-senadora Heloísa Helena (Psol). O lançamento do nome de Heloísa contra o atual prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), tem apoio até mesmo de parte dos pedetistas, que ainda estão em cima do muro quanto à candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).
Outra figura conhecida que também pode retornar à vida pública é o ex-senador José Capiberibe (PSB), que deve se candidatar à prefeitura de Macapá. Ele teve o mandato cassado em 2005 após ser acusado de compra de voto nas eleições de 2004. Outro ex-parlamentar cassado e que deve disputar as próximas eleições é o ex-vereador David Chiquilito (PCdoB), de Porto Velho. Chiquilito está na lista composta por mais de 300 vereadores que foram cassados este ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária.
Além de envolver personagens que fizeram carreira na política nacional ao longo dos últimos anos, a próxima eleição também é cobiçada por novos nomes. Como é o caso de Gleisi Hoffman, mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
A primeira eleição disputada por Hoffman foi em 2006, quando perdeu a única vaga então em disputa no Senado para o senador reeleito Alvaro Dias (PSDB-PR). Em Curitiba, ela é a aposta do PT para disputar as eleições contra o atual prefeito, Beto Richa (PSDB).
Petistas em ação
O partido do presidente Lula pretende lançar candidatura em 21 das 26 capitais brasileiras que irão às urnas em outubro. O PT só não deve ser cabeça de chapa em cinco delas: Belo Horizonte, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa e São Luís, onde deve indicar os respectivos vices.
A situação mais inusitada se dá em Minas. Na capital mineira, o diretório local desafia a Executiva Nacional do partido e ameaça ir à Justiça para levar adiante a coligação com o PSB, de Márcio Lacerda, e o PSDB, do governador Aécio Neves. Lacerda é secretário estadual do tucano e nome da preferência do prefeito petista, Fernando Pimentel.
Outros dois candidatos do PSB devem ter o apoio do PT. Um deles é Iradilson Sampaio, prefeito de Boa Vista, e o outro é Ricardo Coutinho, que pretende concorrer à reeleição em João Pessoa. Os petistas também deve indicar o vice em Goiânia, onde Iris Rezende (PMDB) tentará um novo mandato. Em São Luís, o preferido do partido não é o prefeito Carlos Tadeu Palácio, do também aliado PDT, mas o deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA).
Fonte: congressoemfoco
ss
Erich Decat
A menos de 20 dias do início das convenções partidárias – que começam no dia 10 de junho e definirão as coligações e os candidatos que disputarão as próximas eleições municipais –, o quadro de alianças ainda não está fechado na maioria das capitais brasileiras.Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra, no entanto, que a principal aliança de oposição (PSDB e DEM) ao governo Lula no Congresso Nacional não deverá se consolidar no primeiro turno em pelo menos 14 capitais. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), atribui a falta de sintonia entre os dois partidos às particularidades políticas de cada região. “Cada município tem uma realidade”, se limitou a constatar Guerra.Já o presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ), se espantou diante do número de capitais em que o partido irá se coligar com os tucanos. “Oito? Temos isso tudo?”, brincou. Dentre essas oito, constam também capitais onde os dois partidos irão se coligar para defender a candidatura de uma terceira legenda. É o caso de Manaus, onde o ex-governador Amazonino Mendes (PTB) busca uma ampla aliança para tentar derrotar o atual prefeito, Serafim Corrêa (PSB). Em outras quatro capitais (Belém, João Pessoa, Porto Velho e Aracaju), o cenário de aliança entre os dois partidos ainda está completamente indefinido.
Dormindo com o inimigo
Apesar do tom irônico, Rodrigo Maia disse que hoje não tem mais o sentimento de estar “dormindo com o inimigo”, como havia dito há dois meses. Na época, o deputado criticava a decisão do diretório tucano do Rio de apoiar a candidatura de Fernando Gabeira (PV-RJ), em detrimento da deputada Solange Amaral (DEM-RJ), pré-candidata do partido à sucessão de seu pai, o prefeito César Maia.
“Acredito que as coisas estão mudando com o atual presidente do PSDB, Sérgio Guerra. A nossa relação tem sido muito positiva”, ressaltou o deputado ao Congresso em Foco.
Clique nos links abaixo para ver como se desenha a disputa nas capitais dos 26 estados brasileiros:
As eleições municipais no Centro-Oeste
As eleições municipais no Nordeste
As eleições municipais no NorteAs eleições municipais no SudesteAs eleições municipais no Sul
Divórcio anunciado
Os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a falta de acordo entre tucanos e democratas nas principais cidades do país não é um fato novo. Nas últimas eleições municipais, em 2004, por exemplo, o PSDB e o então PFL marcharam juntos em 11 das 26 capitais. Ao contrário do ocorrido há quatro anos, desta vez, candidatos dos dois partidos se enfrentarão no maior colégio eleitoral do país, a capital paulista. “A situação de São Paulo não é a ideal, não é boa para ninguém”, ressaltou Rodrigo Maia ao comentar a disputa entre o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Eleito vice-prefeito em 2004, Kassab assumiu a prefeitura em março de 2006, quando José Serra (PSDB) renunciou ao mandato para concorrer, com sucesso, ao governo do estado. Para esquentar ainda mais a atual disputa pela prefeitura paulistana, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), deve confirmar sua candidatura até o dia 4 de julho, prazo para desincompatibilização dos ministros de Estado que queiram disputar as eleições de outubro.
Rodrigo Maia afirma, no entanto, que o cenário de disputa entre PSDB e DEM em São Paulo não irá se repetir num eventual segundo turno caso um deles fique fora da disputa. “Se Alckmin passar com a Marta, lógico que vamos apoiá-lo”, assegurou, acrescentando que espera comportamento recíproco dos “alckmistas” se houver um confronto entre Kassab e a petista. “Não tenho dúvida de que, nessa condição, o Alckmin irá apoiar nosso candidato”, disse.
Segundo ele, logo após a divulgação dos resultados das eleições municipais, caciques dos dois partidos irão se reunir para definir que caminho as legendas tomarão tendo em vista as eleições de 2010.
Caminho de volta
Os palanques municipais também poderão servir de vitrine para muitos candidatos que desejam voltar ao cenário político nacional. Um exemplo disso é a possível candidatura à prefeitura da capital alagoana da ex-senadora Heloísa Helena (Psol). O lançamento do nome de Heloísa contra o atual prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), tem apoio até mesmo de parte dos pedetistas, que ainda estão em cima do muro quanto à candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).
Outra figura conhecida que também pode retornar à vida pública é o ex-senador José Capiberibe (PSB), que deve se candidatar à prefeitura de Macapá. Ele teve o mandato cassado em 2005 após ser acusado de compra de voto nas eleições de 2004. Outro ex-parlamentar cassado e que deve disputar as próximas eleições é o ex-vereador David Chiquilito (PCdoB), de Porto Velho. Chiquilito está na lista composta por mais de 300 vereadores que foram cassados este ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária.
Além de envolver personagens que fizeram carreira na política nacional ao longo dos últimos anos, a próxima eleição também é cobiçada por novos nomes. Como é o caso de Gleisi Hoffman, mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
A primeira eleição disputada por Hoffman foi em 2006, quando perdeu a única vaga então em disputa no Senado para o senador reeleito Alvaro Dias (PSDB-PR). Em Curitiba, ela é a aposta do PT para disputar as eleições contra o atual prefeito, Beto Richa (PSDB).
Petistas em ação
O partido do presidente Lula pretende lançar candidatura em 21 das 26 capitais brasileiras que irão às urnas em outubro. O PT só não deve ser cabeça de chapa em cinco delas: Belo Horizonte, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa e São Luís, onde deve indicar os respectivos vices.
A situação mais inusitada se dá em Minas. Na capital mineira, o diretório local desafia a Executiva Nacional do partido e ameaça ir à Justiça para levar adiante a coligação com o PSB, de Márcio Lacerda, e o PSDB, do governador Aécio Neves. Lacerda é secretário estadual do tucano e nome da preferência do prefeito petista, Fernando Pimentel.
Outros dois candidatos do PSB devem ter o apoio do PT. Um deles é Iradilson Sampaio, prefeito de Boa Vista, e o outro é Ricardo Coutinho, que pretende concorrer à reeleição em João Pessoa. Os petistas também deve indicar o vice em Goiânia, onde Iris Rezende (PMDB) tentará um novo mandato. Em São Luís, o preferido do partido não é o prefeito Carlos Tadeu Palácio, do também aliado PDT, mas o deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA).
Fonte: congressoemfoco
ss
Pelo menos 13 capitais, além da paulista, devem ter confronto entre PSDB e DEM. Aliança oposicionista só deve se repetir em oito cidades
Erich Decat
A menos de 20 dias do início das convenções partidárias – que começam no dia 10 de junho e definirão as coligações e os candidatos que disputarão as próximas eleições municipais –, o quadro de alianças ainda não está fechado na maioria das capitais brasileiras.Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra, no entanto, que a principal aliança de oposição (PSDB e DEM) ao governo Lula no Congresso Nacional não deverá se consolidar no primeiro turno em pelo menos 14 capitais. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), atribui a falta de sintonia entre os dois partidos às particularidades políticas de cada região. “Cada município tem uma realidade”, se limitou a constatar Guerra.Já o presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ), se espantou diante do número de capitais em que o partido irá se coligar com os tucanos. “Oito? Temos isso tudo?”, brincou. Dentre essas oito, constam também capitais onde os dois partidos irão se coligar para defender a candidatura de uma terceira legenda. É o caso de Manaus, onde o ex-governador Amazonino Mendes (PTB) busca uma ampla aliança para tentar derrotar o atual prefeito, Serafim Corrêa (PSB). Em outras quatro capitais (Belém, João Pessoa, Porto Velho e Aracaju), o cenário de aliança entre os dois partidos ainda está completamente indefinido.
Dormindo com o inimigo
Apesar do tom irônico, Rodrigo Maia disse que hoje não tem mais o sentimento de estar “dormindo com o inimigo”, como havia dito há dois meses. Na época, o deputado criticava a decisão do diretório tucano do Rio de apoiar a candidatura de Fernando Gabeira (PV-RJ), em detrimento da deputada Solange Amaral (DEM-RJ), pré-candidata do partido à sucessão de seu pai, o prefeito César Maia.
“Acredito que as coisas estão mudando com o atual presidente do PSDB, Sérgio Guerra. A nossa relação tem sido muito positiva”, ressaltou o deputado ao Congresso em Foco.
Clique nos links abaixo para ver como se desenha a disputa nas capitais dos 26 estados brasileiros:
As eleições municipais no Centro-Oeste
As eleições municipais no Nordeste
As eleições municipais no NorteAs eleições municipais no SudesteAs eleições municipais no Sul
Divórcio anunciado
Os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a falta de acordo entre tucanos e democratas nas principais cidades do país não é um fato novo. Nas últimas eleições municipais, em 2004, por exemplo, o PSDB e o então PFL marcharam juntos em 11 das 26 capitais. Ao contrário do ocorrido há quatro anos, desta vez, candidatos dos dois partidos se enfrentarão no maior colégio eleitoral do país, a capital paulista. “A situação de São Paulo não é a ideal, não é boa para ninguém”, ressaltou Rodrigo Maia ao comentar a disputa entre o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Eleito vice-prefeito em 2004, Kassab assumiu a prefeitura em março de 2006, quando José Serra (PSDB) renunciou ao mandato para concorrer, com sucesso, ao governo do estado. Para esquentar ainda mais a atual disputa pela prefeitura paulistana, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), deve confirmar sua candidatura até o dia 4 de julho, prazo para desincompatibilização dos ministros de Estado que queiram disputar as eleições de outubro.
Rodrigo Maia afirma, no entanto, que o cenário de disputa entre PSDB e DEM em São Paulo não irá se repetir num eventual segundo turno caso um deles fique fora da disputa. “Se Alckmin passar com a Marta, lógico que vamos apoiá-lo”, assegurou, acrescentando que espera comportamento recíproco dos “alckmistas” se houver um confronto entre Kassab e a petista. “Não tenho dúvida de que, nessa condição, o Alckmin irá apoiar nosso candidato”, disse.
Segundo ele, logo após a divulgação dos resultados das eleições municipais, caciques dos dois partidos irão se reunir para definir que caminho as legendas tomarão tendo em vista as eleições de 2010.
Caminho de volta
Os palanques municipais também poderão servir de vitrine para muitos candidatos que desejam voltar ao cenário político nacional. Um exemplo disso é a possível candidatura à prefeitura da capital alagoana da ex-senadora Heloísa Helena (Psol). O lançamento do nome de Heloísa contra o atual prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), tem apoio até mesmo de parte dos pedetistas, que ainda estão em cima do muro quanto à candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).
Outra figura conhecida que também pode retornar à vida pública é o ex-senador José Capiberibe (PSB), que deve se candidatar à prefeitura de Macapá. Ele teve o mandato cassado em 2005 após ser acusado de compra de voto nas eleições de 2004. Outro ex-parlamentar cassado e que deve disputar as próximas eleições é o ex-vereador David Chiquilito (PCdoB), de Porto Velho. Chiquilito está na lista composta por mais de 300 vereadores que foram cassados este ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária.
Além de envolver personagens que fizeram carreira na política nacional ao longo dos últimos anos, a próxima eleição também é cobiçada por novos nomes. Como é o caso de Gleisi Hoffman, mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
A primeira eleição disputada por Hoffman foi em 2006, quando perdeu a única vaga então em disputa no Senado para o senador reeleito Alvaro Dias (PSDB-PR). Em Curitiba, ela é a aposta do PT para disputar as eleições contra o atual prefeito, Beto Richa (PSDB).
Petistas em ação
O partido do presidente Lula pretende lançar candidatura em 21 das 26 capitais brasileiras que irão às urnas em outubro. O PT só não deve ser cabeça de chapa em cinco delas: Belo Horizonte, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa e São Luís, onde deve indicar os respectivos vices.
A situação mais inusitada se dá em Minas. Na capital mineira, o diretório local desafia a Executiva Nacional do partido e ameaça ir à Justiça para levar adiante a coligação com o PSB, de Márcio Lacerda, e o PSDB, do governador Aécio Neves. Lacerda é secretário estadual do tucano e nome da preferência do prefeito petista, Fernando Pimentel.
Outros dois candidatos do PSB devem ter o apoio do PT. Um deles é Iradilson Sampaio, prefeito de Boa Vista, e o outro é Ricardo Coutinho, que pretende concorrer à reeleição em João Pessoa. Os petistas também deve indicar o vice em Goiânia, onde Iris Rezende (PMDB) tentará um novo mandato. Em São Luís, o preferido do partido não é o prefeito Carlos Tadeu Palácio, do também aliado PDT, mas o deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA).
Fonte: congressoemfoco
A menos de 20 dias do início das convenções partidárias – que começam no dia 10 de junho e definirão as coligações e os candidatos que disputarão as próximas eleições municipais –, o quadro de alianças ainda não está fechado na maioria das capitais brasileiras.Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra, no entanto, que a principal aliança de oposição (PSDB e DEM) ao governo Lula no Congresso Nacional não deverá se consolidar no primeiro turno em pelo menos 14 capitais. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), atribui a falta de sintonia entre os dois partidos às particularidades políticas de cada região. “Cada município tem uma realidade”, se limitou a constatar Guerra.Já o presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ), se espantou diante do número de capitais em que o partido irá se coligar com os tucanos. “Oito? Temos isso tudo?”, brincou. Dentre essas oito, constam também capitais onde os dois partidos irão se coligar para defender a candidatura de uma terceira legenda. É o caso de Manaus, onde o ex-governador Amazonino Mendes (PTB) busca uma ampla aliança para tentar derrotar o atual prefeito, Serafim Corrêa (PSB). Em outras quatro capitais (Belém, João Pessoa, Porto Velho e Aracaju), o cenário de aliança entre os dois partidos ainda está completamente indefinido.
Dormindo com o inimigo
Apesar do tom irônico, Rodrigo Maia disse que hoje não tem mais o sentimento de estar “dormindo com o inimigo”, como havia dito há dois meses. Na época, o deputado criticava a decisão do diretório tucano do Rio de apoiar a candidatura de Fernando Gabeira (PV-RJ), em detrimento da deputada Solange Amaral (DEM-RJ), pré-candidata do partido à sucessão de seu pai, o prefeito César Maia.
“Acredito que as coisas estão mudando com o atual presidente do PSDB, Sérgio Guerra. A nossa relação tem sido muito positiva”, ressaltou o deputado ao Congresso em Foco.
Clique nos links abaixo para ver como se desenha a disputa nas capitais dos 26 estados brasileiros:
As eleições municipais no Centro-Oeste
As eleições municipais no Nordeste
As eleições municipais no NorteAs eleições municipais no SudesteAs eleições municipais no Sul
Divórcio anunciado
Os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a falta de acordo entre tucanos e democratas nas principais cidades do país não é um fato novo. Nas últimas eleições municipais, em 2004, por exemplo, o PSDB e o então PFL marcharam juntos em 11 das 26 capitais. Ao contrário do ocorrido há quatro anos, desta vez, candidatos dos dois partidos se enfrentarão no maior colégio eleitoral do país, a capital paulista. “A situação de São Paulo não é a ideal, não é boa para ninguém”, ressaltou Rodrigo Maia ao comentar a disputa entre o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Eleito vice-prefeito em 2004, Kassab assumiu a prefeitura em março de 2006, quando José Serra (PSDB) renunciou ao mandato para concorrer, com sucesso, ao governo do estado. Para esquentar ainda mais a atual disputa pela prefeitura paulistana, a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), deve confirmar sua candidatura até o dia 4 de julho, prazo para desincompatibilização dos ministros de Estado que queiram disputar as eleições de outubro.
Rodrigo Maia afirma, no entanto, que o cenário de disputa entre PSDB e DEM em São Paulo não irá se repetir num eventual segundo turno caso um deles fique fora da disputa. “Se Alckmin passar com a Marta, lógico que vamos apoiá-lo”, assegurou, acrescentando que espera comportamento recíproco dos “alckmistas” se houver um confronto entre Kassab e a petista. “Não tenho dúvida de que, nessa condição, o Alckmin irá apoiar nosso candidato”, disse.
Segundo ele, logo após a divulgação dos resultados das eleições municipais, caciques dos dois partidos irão se reunir para definir que caminho as legendas tomarão tendo em vista as eleições de 2010.
Caminho de volta
Os palanques municipais também poderão servir de vitrine para muitos candidatos que desejam voltar ao cenário político nacional. Um exemplo disso é a possível candidatura à prefeitura da capital alagoana da ex-senadora Heloísa Helena (Psol). O lançamento do nome de Heloísa contra o atual prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), tem apoio até mesmo de parte dos pedetistas, que ainda estão em cima do muro quanto à candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).
Outra figura conhecida que também pode retornar à vida pública é o ex-senador José Capiberibe (PSB), que deve se candidatar à prefeitura de Macapá. Ele teve o mandato cassado em 2005 após ser acusado de compra de voto nas eleições de 2004. Outro ex-parlamentar cassado e que deve disputar as próximas eleições é o ex-vereador David Chiquilito (PCdoB), de Porto Velho. Chiquilito está na lista composta por mais de 300 vereadores que foram cassados este ano pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária.
Além de envolver personagens que fizeram carreira na política nacional ao longo dos últimos anos, a próxima eleição também é cobiçada por novos nomes. Como é o caso de Gleisi Hoffman, mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
A primeira eleição disputada por Hoffman foi em 2006, quando perdeu a única vaga então em disputa no Senado para o senador reeleito Alvaro Dias (PSDB-PR). Em Curitiba, ela é a aposta do PT para disputar as eleições contra o atual prefeito, Beto Richa (PSDB).
Petistas em ação
O partido do presidente Lula pretende lançar candidatura em 21 das 26 capitais brasileiras que irão às urnas em outubro. O PT só não deve ser cabeça de chapa em cinco delas: Belo Horizonte, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa e São Luís, onde deve indicar os respectivos vices.
A situação mais inusitada se dá em Minas. Na capital mineira, o diretório local desafia a Executiva Nacional do partido e ameaça ir à Justiça para levar adiante a coligação com o PSB, de Márcio Lacerda, e o PSDB, do governador Aécio Neves. Lacerda é secretário estadual do tucano e nome da preferência do prefeito petista, Fernando Pimentel.
Outros dois candidatos do PSB devem ter o apoio do PT. Um deles é Iradilson Sampaio, prefeito de Boa Vista, e o outro é Ricardo Coutinho, que pretende concorrer à reeleição em João Pessoa. Os petistas também deve indicar o vice em Goiânia, onde Iris Rezende (PMDB) tentará um novo mandato. Em São Luís, o preferido do partido não é o prefeito Carlos Tadeu Palácio, do também aliado PDT, mas o deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA).
Fonte: congressoemfoco
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