sábado, fevereiro 19, 2011

Risco de ataque de tubarões é mínimo


Thiago Pereira

O vídeo de um suposto tubarão nadando próximo a um píer no Corredor da Vitória, nas imediações do Yacht Clube da Bahia, em Salvador, tem causado pânico entre banhistas soteropolitanos. A filmagem que circula na internet desde o último dia 2 mostra a sombra de um animal com aproximadamente dois metros de comprimento se movimentando na localidade em que alguns moradores da região costumam tomar banho de mar.

Assustadas, muitas pessoas deixaram de frequentar o local. O medo é de que haja ataques semelhantes aos que ocorreram nas praias de Recife nos últimos anos. Para especialistas, no entanto, o risco de acidentes com tubarões nas praias da capital baiana é mínimo.

De acordo com o professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Everaldo de Queiroz, especialista em peixes cartilaginosos, o risco de um tubarão atacar uma pessoa nas praias de Salvador é semelhante ao de alguém ser atingido por um raio. “Não vou dizer que é uma ameaça totalmente descartada. Mas é muito difícil, até porque os seres humanos não são presas naturais dos tubarões. Os ataques geralmente são acidentais. Trata-se do acaso da natureza”. Conforme o professor aposentado, a presença do animal na orla soteropolitana pode ser indício de dois fatores distintos.

“Sempre houve tubarões no litoral baiano. Com a pesca predatória, alguns deles foram sumindo. A filmagem que está na internet é muito sugestiva e uma das hipóteses é de que o ecossistema está se recuperando, por isso os tubarões estão voltando a frequentar os locais que antes eram seu habitat. Há dois anos esses animais também foram vistos em Piatã e no Porto da Barra. A outra teoria é mais negativa. Sem fartura de peixes em áreas profundas, os tubarões podem estar se aproximando da costa para se alimentar”.

O diretor de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, também considera normal a presença de tubarões no litoral do estado. Os animais são até mesmo alvo de estudo no Sul da Bahia. “Os registros de tubarões na Baía de Todos os Santos não são inusitados. Chamaria a atenção se os avistamentos ocorressem de forma mais frequente nas imediações das praias, o que demandaria uma avaliação do equilíbrio do ecossistema marinho. Mas, em geral, a presença de tubarões no litoral baiano é muito comum. Alguns deles costumam até se alimentar de carcaças de baleias.

Já achamos várias com marcas de mordidas de tubarão”. Ainda conforme Marcondes, as condições que englobam as orlas de Salvador e Recife são distintas, o que reduziria as chances de ataques como os que ocorreram na capital pernambucana.

“Em Recife, eles aterraram um mangue para construir o Porto de Suape. A região era área de reprodução para diversos peixes, que acabaram sem um local para procriar, reduzindo a oferta de alimento para o tubarão. Outro fator era a presença de um abatedouro bovino que descartava resíduos sem tratamento no mar. Os restos de carne descartados atraíam os tubarões para a praia e os ataques aconteciam. Em Salvador não há isso”, completou.

Para Marcondes, é necessário desmistificar a figura do tubarão. Segundo o diretor do Instituto Baleia Jubarte, o cinema criou uma imagem negativa para o animal.

“São 400 espécies e algumas poucas atacaram homens comprovadamente. Destas, apenas três são realmente violentas. O tubarão-branco, o tubarão-tigre e o cabeça-chata. O resto apenas defende seu território e só ataca quando se sente ameaçado”.

Na Bahia, alguns acidentes envolvendo tubarões foram registrados nos últimos anos. A última notificação foi em 2008, quando um tubarão mordeu a prancha do surfista Ricardo Garcia na praia de Guarajuba.

Dados do Registro Internacional de Ataques de Tubarão (International Shark Attack File – Isaf) dão conta de que, no Estado, houve somente quatro ataques entre 1931 e 2010, sem vítimas fatais. Um dos casos mais graves ocorreu em 2005, na paria de Luzimares, litoral Norte de Ilhéus. Um menino de apenas 13 anos de idade foi atacado por um animal de aproximadamente três metros e levou mais de 300 pontos na perna direita.

Tubarão ou beijupirá

Apesar de toda polêmica, a definição da espécie do animal que apareceu no Corredor da Vitória ainda é um mistério. Para algumas pessoas, a criatura do vídeo não é um tubarão. “Pode ser também um beijupirá”, comentou Rodrigo Maia Nogueira, da ONG Biota Aquática, que pesquisa e promove a conservação de ecossistemas aquáticos. O beijupirá, também conhecido como cobia, é um peixe que atinge o comprimento máximo de 2 metros e pode chegar a pesar 80 kg. Eles costumam frequentar áreas portuárias e podem ser encontrados em diversas regiões do Nordeste brasileiro.

Entretanto, para Everaldo de Queiroz, as dimensões da criatura e o modo como ela nadava indicam realmente se tratar de um tubarão. “As pessoas até costumam confundir os tubarões como outros animais, como botos. Mas os mamíferos possuem a cauda na horizontal, ao contrário dos peixes, com rabo na vertical.

O animal do vídeo possui todas as características de um tubarão. Nada sinuosamente e de forma lenta. Ouvi essa história do beijupirá, mas acho grande demais para ser ele. No entanto, também não posso identificar a espécie com precisão pela filmagem. Mesmo assim, acho que é um tubarão”, afirmou.

Há ainda quem ache que o animal é um tubarão-galha-preta, popularmente conhecido como cação. Ele é comum em todo o litoral brasileiro, pode medir até 1,5 metro e se alimenta de peixes, incluindo outras espécies de tubarões.

Fonbte: Tribuna da Bahia

STF se nega a julgar pedido contra pensão de viúvas de ex-deputados


Nélson Júnior/STF

Nélson Júnior/STF / Ellen Gracie: ministra sugere que OAB entre com nova ação Ellen Gracie: ministra sugere que OAB entre com nova ação
paraná

O Diário da Justiça Eletrônico publicou ontem decisão da ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), negando pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para julgar as pensões das viúvas de ex-deputados estaduais paranaenses. A Ordem tentou incluir o caso das viúvas na Ação Direta de Inconstitucio­­­nalidade que já tramita no tribunal contra aposentadoria de ex-governadores do Paraná.

A OAB entrou nas últimas semanas com ações no Supre­­­mo contra as aposentadorias de ex-governantes do Paraná e de mais seis estados, alegando que o pagamento dos benefícios é inconstitucional. Um dos argumentos é a ausência de contribuição dos governadores enquanto eles estão no cargo.

A ministra considerou que o caso das viúvas de deputados não pode ser julgado na mesma ação. Segundo ela, toda a argumentação da OAB foi voltada contra o artigo 85 da Consti­­tuição Estadual paranaense, que permite o pagamento de benefícios vitalícios a ex-governantes do estado. como a lei que garante pagamento a viúvas de parlamentares é outra, Ellen Gracie disse que não poderia incluir o assunto no julgamento.

“Melhor será, certamente, o enfrentamento dessa específica questão numa ação direta de inconstitucionalidade autônoma, a ser eventualmente ajuizada perante esta Suprema Corte”, disse a ministra em seu despacho. As viúvas de deputados estaduais recebem desde 2002, por lei, um terço do salário dos deputados.

Por outro lado, a ministra acei­­­tou incluir no processo um pedido de extinção das pensões viúvas de ex-governadores. O assunto não estava na ação original, mas agora vai ser julgado junto com as pensões vitalícias dos ex-governadores.

Fonte: Gazeta do Povo

Nos jornais: 17% dos professores não têm formação ideal para dar aula

Folha de S. Paulo

17% dos professores não têm formação ideal para dar aula

No Brasil, 16,8% dos professores da rede pública não têm formação suficiente para exercer a profissão e estão em situação irregular.
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) exige que os docentes do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio tenham formação superior, mas 208 mil professores dessas séries concluíram apenas o fundamental ou o médio.

Por Estado, a pior situação é na Bahia, onde 50,8% dos 96,5 mil docentes dessas séries não completaram o ensino superior. Já São Paulo tem a melhor taxa nacional: 2,25% dos 238.667 professores dessa fase do ensino não terminaram a faculdade.

O levantamento, feito com base em dados do Inep (instituto ligado ao MEC) reunidos em 2009 e atualizados em janeiro deste ano, abarca o total de 1,2 milhão de professores que dão aulas nas séries em que há essa exigência.

Aécio vê "autoritarismo" de Dilma no mínimo; PT reage

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem à Folha que o governo começou de forma "autoritária" sua relação com o Congresso Nacional. O ataque de Aécio provocou reação imediata do alto comando petista.

O tucano mineiro apontou ao menos duas manifestações que, na sua opinião, demonstram autoritarismo. A primeira foi uma declaração do ministro de Assuntos Institucionais, Luiz Sérgio, segundo a qual "a ordem" era que a base votasse os R$ 545 do salário mínimo.

No Senado, PMDB não votará unido com o governo

Depois de conquistar 100% de apoio ao salário mínimo de R$ 545 na Câmara, o PMDB não vai repetir o placar pró-governo no Senado.
Dos 19 senadores peemedebistas, pelo menos dois votarão contra esse valor. O partido admite que não tem forças para controlar os "rebeldes" -mesmo com as negociações em curso por cargos no Executivo.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) apoiará emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) que eleva o mínimo para R$ 560. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) votará a favor de R$ 600. O número de dissidentes pode crescer, já que Pedro Simon (PMDB-RS) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) ainda estão indecisos.

Lula quer memorial interativo inspirado no Museu do Futebol

O museu que contará a história do primeiro governo petista terá inspiração tucana. O ex-presidente Lula definiu os museus do Futebol e da Língua Portuguesa, em São Paulo, como modelos para o memorial que abrigará o acervo do seu mandato. Ambos foram construídos em gestões do PSDB e usados por José Serra na campanha presidencial de 2010.

Empresários reagem a aumento de salário mínimo dos Estados

Enquanto o salário mínimo nacional deve subir para R$ 545, os cinco Estados que adotam salários mínimos regionais têm pisos de até R$ 663. E ainda há a expectativa de reajuste acima da inflação para este ano, o que preocupa os empresários locais.

Esses pisos só se aplicam a categorias não organizadas em sindicatos e são maiores que o mínimo nacional. Por isso entidades empresariais dizem que o piso regional prejudica a indústria local, que tem de disputar com Estados em que a folha de pagamento é mais baixa.

Corte deve afetar projeto da Embraer, diz comando da FAB

O corte de R$ 4 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa vai afetar o programa de desenvolvimento do avião de transporte militar KC-390, principal projeto da Embraer na área, disse ontem o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.

Dos R$ 4 bilhões congelados, a Aeronáutica deve responder por R$ 1,2 bilhão. O orçamento inicial previsto para a área em 2011 era de R$ 4,6 bilhões (somados os gastos para o funcionamento do ministério e investimentos).

Kassab troca assessoria para tentar melhorar aprovação

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), vai trocar toda a sua estrutura de assessoria de imprensa no ano pré-eleitoral. A reestruturação -que requer a abertura de processo de licitação em 24 secretarias municipais- acontece num momento em que pesquisas internas apontam uma estagnação do índice de popularidade de Kassab.

Segundo pesquisa Datafolha feita em novembro, Kassab tinha 37% de aprovação contra 31% de reprovação. E até agora não se recuperou, de acordo com aliados.

Ministro minimiza benefícios do uso de passaportes diplomáticos

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, minimizou ontem as vantagens do uso de passaportes diplomáticos. Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", veiculado pela estatal Empresa Brasil de Comunicação, ele disse que "o passaporte diplomático não traz grande benefício adicional [em relação] ao passaporte comum". "O passaporte comum já é muito respeitado no exterior", afirmou.

Os benefícios concedidos pelo passaporte diplomático são acesso à fila de entrada separada e dispensa de visto em alguns países que o exigem -além de ser tirado sem custo.

Ministério Público pede cassação de senador e governador do Acre

O Ministério Público Eleitoral entrou ontem com recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a cassação do governador do Acre, Tião Viana (PT) e do seu irmão, senador Jorge Viana (PT), eleitos em 2010.
Eles são acusados de abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso irregular de meios de comunicação.

Segundo a acusação, eles teriam atuado para conduzir a linha editorial de jornais e de emissoras de rádio e televisão da região, fortalecendo suas imagens por meio de matérias jornalísticas positivas e com críticas aos adversários.

Temer quer mudar regra para a eleição de deputados

O vice-presidente da República, Michel Temer, tenta convencer seu partido, o PMDB, a patrocinar uma reforma política idealizada por ele. E, embora não tenha apoio unânime na própria sigla, já busca outras legendas e entidades sociais para bancar a proposta.

Temer defende que a eleição de deputados e vereadores obedeça o mesmo sistema que define a escolha dos ocupantes de cargos majoritários. Ele também prega a abertura de uma janela na regra da fidelidade partidária, que viabilizaria a troca de partido sem punição seis meses antes das eleições.

Enfraquecer os partidos não ajuda a fortalecer a democracia

O debate sobre a reforma política está de volta. Entretanto, não se discute alterações profundas ou iniciativas que possam tornar a atividade política mais sensível aos interesses da sociedade.

O que está em jogo é o fim das eleições proporcionais para deputado federal (que se estenderá a deputados estaduais e vereadores) com a possível apreciação da PEC conhecida como distritão.

O que uma mudança dessa natureza poderia afetar os partidos, a maneira como estes recrutam seus candidatos e os resultados das eleições parlamentares?

Senador nega ter subornado testemunhas

O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) disse que os ex-funcionários de empresas de sua família que afirmam ter participado de um esquema para subornar testemunhas a mando dele estão mentindo. Segundo Gilvam, eles foram "comprados" pelo grupo político de seu rival João Capiberibe (PSB-AP).

Nos últimos três meses, Gilvam Borges, 52, foi acusado por ex-funcionários de ter solicitado a eles que providenciassem, em 2002, testemunhas para depor contra Capiberibe, então recém-eleito para o Senado, e sua mulher, Janete, que havia sido eleita deputada federal.

Capiberibe diz que vai à Justiça contra Gilvam

O ex-senador e ex-governador do Amapá João Capiberibe (PSB), 65, negou que tenha "comprado" os depoimentos de ex-funcionários de empresas da família de Gilvam Borges (PMDB).

Capiberibe afirmou que "comprar testemunhas" é prática "do grupo deles", referindo-se a Gilvam. O ex-governador disse que seu partido pretende entrar com uma ação no Conselho de Ética do Senado contra o peemedebista acusando-o de quebra de decoro parlamentar.

Reportagem que levou à queda de ministra ganha Prêmio Folha

A reportagem vencedora do Grande Prêmio Folha de Jornalismo de 2010 é daquelas que provam -como se houvesse ainda necessidade- que o furo tem pressa.

"Por gentileza, envie esse e-mail aos jornalistas que fizeram a reportagem da empresa Capital. Obrigado." Com essa frase, o consultor Rubnei Quícoli deu a senha sobre o conteúdo-bomba dos dados de que dispunha.

A Capital Consultoria, de Saulo Guerra, filho da então ministra da Casa Civil Erenice Guerra, era investigada sob suspeita de tráfico de influência no ministério.

Fernando Rodrigues - O poder de Dilma

A votação do salário mínimo comprovou na prática o já conhecido em tese. Dilma Rousseff começa seu mandato com mais poder real sobre os congressistas do que os seus dois antecessores imediatos, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O tucano FHC estava no auge ao tomar posse, em 1995. Surfava na onda do Plano Real. No dia 19 de abril daquele ano, a Câmara votou um projeto de lei elevando de R$ 70 para R$ 100 o salário mínimo. Era um ganho inédito de 42,9%. O Planalto venceu na única votação nominal naquela data com o apoio de 339 deputados -o PT e a oposição queriam uma correção diferente no valor das aposentadorias.

Estado de S. Paulo

Após sete anos, STF retoma processo que autoriza aborto de anencéfalo

Há quase sete anos tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), o processo que autoriza o aborto em casos de anencefalia deve voltar à pauta do plenário até o final de março. É o que afirma o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello. A interrupção da gravidez nesses casos se tornou praticamente uma regra no Judiciário enquanto o País espera uma palavra final do STF, de acordo com advogados, procuradores e magistrados.

"Vou liberar o processo neste trimestre, até o mês que vem", adiantou ao Estado o ministro Marco Aurélio Mello. Seu voto está praticamente pronto. Será apenas "burilado", nas palavras do ministro. Depois disso, caberá ao presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso, marcar a data da sessão para o julgamento.

A nova guerra do mínimo

Apesar da facilidade com que ganhou a batalha do salário mínimo na Câmara dos Deputados, com a base aliada passando como rolo compressor sobre a oposição e as centrais sindicais, a presidente Dilma Rousseff tem ainda de superar mais dois obstáculos para completar a sua primeira grande vitória nos embates que terá com o Congresso.

O primeiro obstáculo - a votação do projeto do salário mínimo no Senado, prevista para a próxima quarta-feira - não causa maior temor, tal a amplitude da maioria governista naquela Casa. Já o segundo obstáculo - o questionamento, pela oposição, da constitucionalidade do projeto aprovado na Câmara, que prevê a fixação do salário mínimo por decreto presidencial até 2015 - é um problema bem mais complicado.

Em outras palavras, o que ficou valendo como lei até o fim do mandato de Dilma é o que foi pactuado entre o governo Lula e as lideranças sindicais, isto é, o reajuste anual do mínimo seria calculado com base no índice de inflação do exercício precedente mais a variação do PIB de dois anos antes - dispensado o voto do Congresso.

Minha Casa só supera meta em 9 Estados

Apenas 9 das 27 unidades da Federação conseguiram atingir, até 27 de dezembro, a meta de construção de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida. A situação mais grave foi verificada no Amapá, Ceará e Distrito Federal, que contrataram apenas 40% do que estava previsto.

O pior resultado do programa foi verificado no Amapá. Do total de 4.590 moradias previstas, foram contratadas 1.645 unidades (35,8%). O balanço da Caixa, obtido pelo Estado, mostra que o segundo pior desempenho foi o do Ceará (37,6%), seguido pelo Distrito Federal (41,3%). Até 27 de dezembro, o País havia contratado 937.250 mil unidades. Dois dias depois, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o cumprimento de 1 milhão de moradias contratadas.

Justiça expulsa quem vendeu casas do programa na BA

Duas liminares expedidas ontem pela Justiça Federal determinam que dois apartamentos do Residencial Nova Conceição, de Feira de Santana (BA), 110 quilômetros a oeste de Salvador, primeiro conjunto do programa Minha Casa, Minha Vida a ser entregue no País, sejam desocupados em até 30 dias pelos moradores e devolvidos à Caixa Econômica Federal. Segundo a decisão, foi comprovado, como denunciou o "Estado" em 21 de janeiro, que os imóveis foram ilegalmente revendidos. A Caixa deverá repassá-los a outros inscritos.

Em comunicado, a Caixa informa que nem ela nem o governo federal "vão tolerar" atitudes que "pretendam desviar a finalidade" do programa. Há outros nove pedidos similares de liminar já sendo julgados.

Lixo jogado nas estradas paulistas enche 10 mil caminhões por ano

No ano passado, foram recolhidas nos 22,9 mil quilômetros de rodovias paulistas 41,5 mil toneladas de lixo. O volume equivale à carga de 10 mil caminhões. É como se todo o lixo produzido por uma cidade do porte de Araraquara fosse espalhado pelas estradas.

Só nos 5,4 mil km de rodovias administradas por 18 concessionárias foram coletadas 17,8 mil toneladas. A maioria registrou aumento no volume. As estradas federais sob concessão produziram 6,1 mil toneladas. A malha administrada por empresas responde por 68% do tráfego .

Jogar objeto pela janela rende multa e 4 pontos

Jogar lixo ou objetos do carro é falta média, punida com 4 pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 85, pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Dependendo do volume e do material, o infrator pode ser enquadrado por crime ambiental.

O motorista ainda corre o risco de ser autuado por fiscais das prefeituras. De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, 90% das cidades de portes médio e grande (acima de 100 mil habitantes) têm leis que punem com multas o lançamento de lixo em margens de estradas. A secretaria não dispõe de dados sobre as cidades menores. O valor das multas é fixado com base na Unidade Fiscal do Município (UFM), que varia de cidade para cidade - a de São Paulo, por exemplo, é de R$ 102,02.

Mantega quer pôr o real na cesta de moedas do FMI

O governo brasileiro vai voltar a insistir hoje, no G-20 ministerial de Paris, pela inclusão do real na cesta de moedas do Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de que a divisa, assim como o yuan chinês, passe a fazer parte das moedas que servem de referência para Direitos Especiais de Saque (SDRs), ao lado do dólar, do euro, da libra esterlina e do iene.

A intenção foi reafirmada por Mantega aos seus colegas da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul durante a reunião dos Brics. A revisão dos SDRs é um dos aspectos da reforma do sistema monetário internacional, negociada no G-20. A ideia é que novas moedas se somem às quatro que formam a atual cesta, de forma a diluir o peso do dólar como moeda de referência internacional.

Só aval de Dilma libera capitalização do BNDES

A eventual alienação, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), das ações da Petrobrás usadas pelo Tesouro para capitalizar o banco em R$ 6,5 bilhões só poderá ser feita com autorização expressa da presidente Dilma Rousseff. É a primeira vez que um decreto subordina à decisão presidencial um movimento corriqueiro de compra e venda de papéis pelo banco.

A exigência consta do decreto 7.439, publicado anteontem, que determinou o aporte. Vale também para a decisão sobre o destino das ações ordinárias da Petrobrás, recebidas pela Caixa Econômica como parte da sua capitalização de R$ 2,2 bilhões. O decreto não menciona a mesma obrigatoriedade para as ações da Eletrobrás repassadas à Caixa.

'Não se trancam portas em política. Só faz isso quem mente', afirma Marta Suplicy

BRASÍLIA - Vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) não para. Ao mesmo tempo em que cobra a fixação de um quadro na parede de seu gabinete, herdado de Aloizio Mercadante, ela acompanha o tititi em busca de nomes para disputas eleitorais e frequenta as reuniões das comissões de Constituição e Justiça e Direitos Humanos. Apesar de satisfeita na nova atividade, porém, garante não ter feito acordo com Mercadante, hoje ministro de Ciência e Tecnologia, para que ele seja o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, em 2012.

"Não se trancam portas em política", afirma Marta, sem pestanejar. "Só faz isso quem é mentiroso, quem não pretende cumprir a promessa."

Psicóloga conhecida por dizer tudo o que pensa "na lata", a senadora também tem a mesma resposta na ponta da língua quando questionada se o governo paulista está no seu horizonte, na eleição de 2014. Nem mesmo os movimentos do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que negocia sua ida para o PSB, de olho no Palácio dos Bandeirantes, fazem Marta especular sobre uma possível candidatura pelo PT. "Só se eu fosse vidente para saber", desconversa. Mas, em relação à disputa presidencial de 2014, ela arrisca uma previsão. "É Dilma, não tem nenhuma dúvida", diz, numa referência a Dilma Rousseff.

Presidente vai ter avião de príncipe árabe à disposição

SÃO PAULO - Dilma Rousseff vai ter um avião de príncipe árabe no hangar do Grupo de Transporte Especial, o esquadrão da Força Aérea responsável pelo frota da Presidência da República. É um Lineage, o mais caro e o maior jato da Embraer, uma versão especial para 19 passageiros do modelo 190, que normalmente leva até 122 pessoas.

Cheio de eletrônica e luxo, cada Lineage não sai por menos de US$ 50,4 milhões. Dilma, no entanto, não está comprando a aeronave, nem vai pagar pelo uso - a Embraer está emprestando o modelo para o GTE sem custos. Sob a matrícula FAB 2592, o grande jato será usado para substituir os dois Emb-190 comprados pelo ex-presidente Lula para viagens locais e regionais.

O Globo

Manobra petista

A indicação, pelo PT, do deputado João Paulo Cunha como presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, além de ser um menosprezo da opinião pública e uma demonstração de que a Câmara já não tem mais força moral para impedir gestos que a desmoralizem, faz parte de uma ampla manobra petista para constranger o Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão que se avizinha, tratando os acusados como virtualmente absolvidos.

Dessa manobra participa, sobretudo, o ex-presidente Lula, que depois de ter feito um discurso à nação dizendo-se traído, ainda em 2005, tem se dedicado nos últimos anos a tentar apagar da história do país o maior escândalo de corrupção já registrado, alegando que se tratou de uma tentativa de golpe para tirá-lo do governo.

Depois da votação do mínimo, lista de pedidos de indicação de peemedebistas tem 19 nomes

Concluída a votação do salário mínimo no Senado, na próxima quarta-feira, o PMDB espera que o governo faça sua parte e retome as nomeações de segundo e terceiro escalões.

A unidade demonstrada pela bancada peemedebista da Câmara - 100% dos votos - fez com que os deputados do partido aumentassem suas expectativas e a lista de demandas.

Embora a presidente Dilma Rousseff já tenha dado sinais que quer fazer uma limpa em indicações do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em seu governo, como fez em Furnas, fontes ligadas ao Planalto e ao partido revelaram nesta sexta-feira que ele não desistiu: teria encaminhado - e o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN), estaria negociando - uma lista com 19 nomes para acomodação no governo.

Casal Capiberibe vai tentar anular julgamento do TSE

O ex-senador João Capiberibe e sua mulher, a ex-deputada Janete Capiberibe, decidiram ingressar com uma nova ação judicial para tentar anular o julgamento em que foram condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por compra de votos.

A decisão do TSE fez com que os dois perdessem seus mandatos parlamentares, em 2005. Com a condenação anterior, acabaram sendo enquadrados, nas eleições do ano passado, na Lei da Ficha Limpa.

Os dois apresentaram requerimentos ao Ministério Público do Amapá solicitando cópia dos depoimentos de três ex-funcionários do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), aliado do senador José Sarney no estado.

Operação Guilhotina: TJ aceita denúncia contra delegado Carlos Oliveira e mais 43 denunciados por corrupção

O Tribunal de Justiça (TJ-RJ) confirmou na noite desta sexta-feira que aceitou a denúncia do Ministério Público contra 44 investigados - inclusive o ex-chefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio de Oliveira - na Operação Guilhotina.

Com o recebimento da denúncia pela Justiça, será iniciado o processo penal contra os réus acusados dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, peculato e violação de sigilo funcional e outros delitos. A denúncia do MP foi feita ao Juízo da 32ª Vara Criminal da Comarca do Rio.

Cerca de R$ 30 mil somem de cofre na Secretaria de Segurança Pública do Maranhão

Um montande no valor de quase R$ 30 mil do Fundo Penitenciário sumiu de um cofre, dentro da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, em São Luís. O sumiço dos recursos, que deveriam ser pagos a presos que cumprem pena trabalhando, foi percebido na terça-feira, mas divulgado somente hoje.

De acordo com a polícia, a chave que abre o cofre é a mesma que abre a porta da sala. A funcionária responsável por guardar os recursos teria duas cópias dessa chave. Uma delas sumiu, e ela não percebeu. Na terça-feira, a funcionária encontrou o cofre vazio, mas sem sinais de arrombamento.

Lupi diz que governo irá flexibilizar ponto eletrônico

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira que o governo irá flexibilizar o decreto que cria a obrigatoriedade do ponto eletrônico com impressora. A data de implantação, que já havia sido prorrogada em 2010 para 1º de março deste ano, será mantida, mas as empresas que tiverem acordo coletivo com seus trabalhadores fixando outros critérios de controle de presença ficarão isentas da instalação do equipamento.

Mesmo com a mudança prometida, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse que o prazo é "irreal" e que o governo deveria respeitar as empresas.

Correção da tabela do Imposto de Renda, prometida pelo governo, mudará valor do imposto recolhido

A correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda, prometida pelo governo para ser feita após a aprovação do novo salário mínimo, vai reduzir o valor nominal do imposto retido na hora de receber o salário, mas não signfica necessariamnte que os trabalhadores passarão a pagar menos IR. Apenas que deixarão de pagar mais.

Isso porque, como a maioria dos salários é reajustada pela inflação, se as faixas do IR não forem corrigidas na mesma proporção, o peso do IR acaba aumentando.

- O índice de 4,5% não é um bom percentual, porque é centro da meta da inflação e usualmente a inflação tem ficado um pouco acima do centro da meta. Assim, há sempre uma pequena perda, mas mesmo que seja de 1% ano, ao longo de 10 dez anos, você tem 10% a 12% de perda. Mas é melhor corrigir em 4,5% do que não ter correção - diz Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).

Fonte: Congressoemfoco

Guerra ao fator previdenciário

Carlos Chagas

Ontem, no Senado, Paulo Paim foi além do reajuste do salário mínimo, que por sinal será debatido terça-feira pela bancada do PT, quando então o representante do Rio Grande do Sul definirá sua posição.

Mais importante do que dar ao trabalhador 545 ou 560 reais, porém, é atentar para o fato de que em poucos anos todos os aposentados estarão recebendo apenas o salário mínimo, por conta do execrável “fator previdenciário” criado por Fernando Henrique Cardoso. Hoje, quem recebia 3.500 reais trabalhando aposenta-se com no máximo 2.000 reais, e a cada doze meses, com o reajuste do salário mínimo acima da inflação, e as demais aposentadorias apenas pela inflação, será mera questão de tempo que se nivelem. Fora, é claro, as chamadas carreiras de estado e os integrantes do Legislativo e do Judiciário, que se aposentam com vencimentos integrais.

Que um governo neoliberal tivesse imposto essa maldade, explica-se, mas não há como entender que em oito anos um governo dos trabalhadores mantivesse as mesmas diretrizes. O pretexto foi e continua sendo a ameaça de falência da Previdência Social, balela repetida permanentemente. Até porque, se fosse verdade, bastaria lembrar das aulas de ciências de décadas atrás, quando aprendíamos o que eram os vasos comunicantes. Se um setor do governo dá prejuízo, outros rendem lucros olímpicos.

Em suma, a situação dos aposentados que recebem um pouco mais do que o salário mínimo mereceria atenção igual ou maior do Congresso, acima do reajuste anual.

ATENÇÃO AOS EX-PRESIDENTES

Três ex-presidentes da República tem enfrentado as urnas e são senadores: José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco. Falta coragem a Fernando Henrique, mas o problema é dele. Não haverá, assim, nenhum interesse pessoal por parte dos ex-presidentes na proposta de emenda constitucional dormindo nas gavetas do Congresso, que dá aos ex-chefes de governo uma cadeira vitalícia no Senado. Mesmo assim, seria de justiça a sua aprovação, até porque, desde a Constituição de 1988 que eles perderam a aposentadoria concedida aos antecessores.

Quem trouxe o tema à consideração dos colegas foi o senador Roberto Requião, para quem a experiência sistematizada dos ex-presidentes no Senado só enriqueceria a prática política. Eles poderiam, se aprovado o projeto, ter direito à voz, ainda que não ao voto. O Lula, por exemplo, não precisaria onerar a folha de pagamento do PT, do qual recebe 13 mil reais desde janeiro, para enfrentar despesas pessoais e familiares.

Sarney, Collor e Itamar, quando concluídos seus atuais mandatos, teriam direito a continuar, assim como Fernando Henrique e o Lula, a entrar.

RÁPIDO, AS COMISSÕES

Já estão compostas as comissões permanentes do Senado e da Câmara, mas, pelo jeito, não começaram a funcionar. Ou então as TVs Câmara e Senado receberam instruções para não cobrir suas atividades, como vinham fazendo desde que criadas. A exceção foi a reunião da CCJ dos senadores, que sabatinou o ministro Fux, indicado para o Supremo Tribunal Federal, apresentado por quatro horas nas telinhas. O trabalho das comissões não raro revela-se superior ao que se passa nos plenários.

TEMPO DE RECICLAR

Nessa vertiginosa transformação da mídia, imprescindível ao aprimoramento político das nações, quem anda devendo são os jornalões. Esta semana, por exemplo, deixaram de noticiar o resultado final das votações dos projetos de reajuste do salário mínimo, na Câmara. Ou, se o fizeram, foi apenas nas últimas folhas impressas, atingindo pequeno número de leitores. A maioria recebeu a clássica e lamentável explicação de que “até fecharmos esta edição o resultado estava em…” Da mesma forma, virou rotina a grande imprensa, com as exceções de sempre, não divulgar no dia seguinte o resultado dos jogos de futebol realizados na véspera, à noite.

Quer dizer, aquilo que o público da televisão já viu colorido e andando, na hora, foi negado ao leitor dos jornais. Nem se fala do acompanhamento on line por essas diabólicas maquininhas que a gente leva no bolso ou na bolsa. Se a tecnologia avança tanto, todos os dias, por que não reduzir o tempo de impressão e de distribuição dos jornais em favor do tempo de apuração e de redação?

Desemprego entre os mais pobres aumentou muito no governo Lula. E Moreira Franco quer demitir o presidente do IPEA (que divulgou os números), alegando que o Instituto é “pouco crítico” ao governo. Era só que faltava.

Carlos Newton

A briga por postos de segundo escalão continua corroendo as bases do governo, e agora o PT investe contra o ministro de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, que é do PMDB e muito ligado ao vice-presidente Michel Temer.

O objetivo dos petistas é evitar a demissão do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Marcio Pochmann. Para retaliar Moreira Franco e enfraquecer seu ministério (que na verdade é uma secretaria inexpressiva e que tem pequeno número de funcionários), o PT quer impedir que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, hoje subordinado à Secretaria de Relações Institucionais, seja transferido para o âmbito dos Assuntos Estratégicos.

E vale tudo para tentar manter o presidente do IPEA. A bancada do PT na Câmara já decidiu mobilizar os parlamentares da base aliada, fazer abaixo-assinado e levar a demanda para o vice-presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, e de Relações Institucionais, Luiz Sérgio.

Marcio Pochmann é economista pela Universidade de Campinas, ligado ao PT e chefia o instituto desde 2007. Antes, foi secretário de Trabalho da Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT). Seu desempenho no IPEA, porém, não pode ser considerado faccioso. Aliás, o instituto acaba de divulgar uma estatística bem desfavorável ao governo Lula, mostrando que o total de trabalhadores desempregados caiu 31,4% no Brasil entre 2005 e 2010, mas aumentou expressivamente entre os mais pobres.

Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com base em dados do IBGE, nas seis principais regiões metropolitanas do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife), o desemprego entre os 10% mais pobres cresceu 44,2% nos últimos cinco anos, embora o então presidente Lula e seus ministros costumassem exaltar um suposto aumento do número de empregos para as camadas menos favorecidas.

Em 2005, por exemplo, terceiro ano da gestão Lula, 23,1% da população mais pobre estavam desempregados. No ano passado, cinco anos depois, esse número saltou para 33,3%, aponta o estudo. Já entre a parcela da população de maior poder aquisitivo, o desemprego diminuiu 57,1% nesses cinco anos. Caiu de 2,1% para 0,9%. O pior é que o desemprego entre os mais pobres é 37 vezes superior ao dos mais ricos em 2010. Em 2005, a taxa era apenas 11 vezes maior.

Moreira Franco quer mostrar força e independência em uma pasta que ele assumiu a contragosto. E não aceita que o principal órgão sob seu comando não tenha um presidente afinado com os seus interesses. O mais incrível é a alegação para afastar Pochmann. O ministro considera o órgão “pouco crítico” e vê em Pochmann uma pessoa que limita o trabalho econômico a levantar dados positivos para embasar o sucesso de programas do governo. Quer dizer, Moreira Franco não sabe nada sobre o trabalho do IPEA, único órgão sob seu comando.

O ministro já avisou ao vice-presidente Michel Temer sobre sua decisão e, se conseguir vencer a pressão do PT, vai demitir Pochmann na próxima quarta-feira, quando o economista voltar de uma reunião sobre Diáspora Africana, em Pretória, na África do Sul.

Os deputados do PT não aceitam a decisão de Moreira Franco. Por isso, resolveram pressionar o governo a não transferir para a Secretaria de Assuntos Estratégicos o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Essa intenção de subordinar o Conselho à Secretaria de Assuntos Estratégicos surgiu na montagem do governo da presidente Dilma, como uma tentativa de agradar o PMDB, o vice Michel Temer e o próprio Moreira Franco, que pretendia ser ministro da Agricultura.

A briga está só começando. Vamos acompanhar para saber como a presidente Dilma Rousseff vai administrar esse problema. Que representa mais um teste nesse início de governo.

Fotos do dia

Leia Notícias do seu time

vencer



    • Corinthians
    • São Paulo
    • Palmeiras
    • Santos
    • Portuguesa
    • Guarani
    • Ponte preta
    • São Caetano
    • Santo André
    • Prudente
    • Guaratinguetá
    • Bragantino
    • Flamengo
    • Vasco
    • Fluminense
    • Botafogo
    • Grêmio
    • Internacional
    • Cruzeiro
    • Atlético Mineiro

Veja o que muda no fim do horário de verão


Thiago Santos
do Agora

Hoje, à meia-noite, os relógios deverão ser atrasados em uma hora com o fim do horário de verão. Quem vai utilizar alguns serviços próximo a esse horário deve ficar atento a mudanças no atendimento.

O metrô funcionará até a 1h de amanhã (2h para quem não atrasar o relógio à meia-noite). As rodoviárias seguirão o horário de verão para as viagens até as 23h59 de hoje. Viagens marcadas para a partir da meia-noite seguirão o novo horário. Os passageiros que utilizarão os aeroportos devem consultar as empresas aéreas antes de sair de casa.

A Polícia Civil recomendou que não se vá até as delegacias para fazer boletim de ocorrência entre a meia-noite de hoje e as 3h de amanhã. Nesse período, será feita a manutenção do sistema para adequação ao novo horário.

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) vai duplicar as linhas que funcionam entre as 23h e a meia-noite. As partidas vão ocorrer normalmente e serão repetidas após o atraso no horário.

Benefício após 89 tem revisão antecipada




Ana Magalhães
do Agora

A Justiça de São Paulo garantiu um aumento imediato no benefício de um segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que se aposentou depois de 2 de julho de 1989, mas que tinha direito ao benefício antes dessa data.

A decisão pode garantir um aumento aos segurados que reuniram condições de se aposentar antes de 1989, demoraram para fazer o pedido no posto e contribuíam sobre dez salários mínimos.

A correção é devida porque, em 1989, o governo reduziu o teto previdenciário (valor máximo pago pela Previdência) de 20 para dez salários mínimos. A medida prejudicou quem contribuía sobre 20 salários e se aposentou depois das mudanças na lei.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste sábado

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

OS 71 DIAS QUE ABALARAM O MUNDO: VIVE LA COMMUNE!

A primeira experiência de tomada de poder pelos trabalhadores na era capitalista, a heróica Comuna de Paris, ocorreu em 1871, de 18 de março a 28 de maio. Está, portanto, completando 140 anos.

Várias atividades marcarão a efeméride. Vocês encontram a programação completa e muitas outras informações no blogue Amigos da Comuna.

Para relembrar este episódio histórico de extrema relevância para quem luta por uma sociedade livre, justa e solidária, nada melhor do que os textos de Marx e Engels, lançados logo após a sangrenta repressão desencadeada contra os communards. Fiz uma síntese:
"Na alvorada de 18 de março de 1871, Paris foi despertada por este grito de trovão: "VIVE LA COMMUNE!".

Os proletários da capital -- dizia o Comité Central no seu manifesto de 18 de março -- em meio às fraquezas e das traições das classes governantes, compreenderam que chegara para eles a hora de salvar a situação, assumindo a direção dos assuntos públicos. O proletariado compreendeu que era seu dever imperioso e seu direito absoluto tomar nas suas mãos o seu próprio destino e assegurar o triunfo, apoderando-se do poder.

Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de Estado tal como ele é e o pôr a funcionar por sua própria conta.
O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura, órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à sociedade burguesa nascente, como arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.
Face à ameaça de sublevação do proletariado, a classe proprietária unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como o instrumento de uma guerra nacional do capital contra o trabalho. Na sua cruzada permanente contra as massas dos trabalhadores, foi forçada não só a investir o executivo de poderes de repressão cada vez maiores, mas também a retirar pouco a pouco à sua própria fortaleza parlamentar, a Assembleia Nacional, todos os meios de defesa contra o executivo.
O poder de Estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo tempo, o foco de todas as corrupções.

O primeiro decreto da Comuna foi, pois, a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas.

A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. Eram responsáveis e revogáveis a todo o momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna deveria ser não um organismo parlamentar, mas um corpo ativo, ao mesmo tempo executivo e legislativo.

Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários.
Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objetivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o poder dos padres; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos.
Todos os estabelecimentos de ensino foram abertos ao povo gratuitamente e, ao mesmo tempo, desembaraçados de toda a ingerência da Igreja e do Estado. Assim, não só a instrução se tornava acessível a todos, como a própria ciência era libertada dos grilhões com que os preconceitos de classe e o poder governamental a tinham acorrentado.

Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos funcionários públicos, os magistrados e os juizes deveriam ser eleitos, responsáveis e revogáveis.
Após uma luta heróica de cinco dias, os operários foram esmagados. Fez-se então, entre os prisioneiros sem defesa, um massacre como se não tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da República romana.
Pela primeira vez, a burguesia mostrava a que louca crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afrontá-la, como classe à parte, com os seus próprios interesses e as suas próprias reivindicações."

Fonte>

Em destaque

Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular busca e apreensão em residência

  Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular busca e apreensão em residência Por Redação 22/06/2026 às 17:50 Atualizado em 22/06/202...

Mais visitadas