Publicado em 19 de julho de 2026 por Tribuna da Internet
Inquérito vira preocupação eleitoral para o governo
Eduardo Barretto
Estadão
Após a Polícia Federal (PF) concluir o primeiro inquérito do caso INSS e indiciar 48 pessoas, a defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, volta a pressionar pelo arquivamento da investigação contra o filho do presidente Lula (PT). A PF apura, em outro inquérito, se Lulinha foi sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS.
“Esperamos, enfim, que a PF reúna toda a equipe necessária para investigar e encerrar esse assunto o quanto antes. No caso de Fabio, acho que vão arquivar em breve. Ele não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum malfeito do INSS. Coloquei Fabio à disposição da PF e do STF para ser ouvido e não o chamaram”, afirmou à Coluna do Estadão Marco Aurélio Carvalho, advogado de Lulinha.
REUNIÃO – No início do mês a defesa do filho do presidente pediu uma reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O objetivo era alegar falta de justa causa no inquérito e pedir o arquivamento do caso. O encontro ainda não aconteceu por falta de agenda, por causa de uma viagem internacional do diretor da PF.
A Polícia Federal indicou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que só terá condições de compilar, cruzar e analisar dados de evidências dos sigilos de Lulinha e materiais apreendidos na Operação Sem Desconto no ano que vem.
FINAL DA FILA – A mensagem foi lida desta forma em razão da prioridade dada às apurações de investigados que estão presos ou sob medidas restritivas. Como responde ao processo em liberdade e sem restrições judiciais, o filho de Lula ficaria para o final da fila.
Esse período, porém, causa preocupação ao grupo do presidente Lula. A percepção política entre os petistas é de que manter o inquérito em passos lentos é prejudicial para a campanha eleitoral, pois alimenta as dúvidas sobre o filho do presidente e dá munição à oposição.