quinta-feira, setembro 25, 2025

Reforma Tributária: Estados e municípios podem perder R$ 46 bilhões com Imposto sobre Bens e Serviços

 Associação dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de São Paulo alerta que o texto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tem esse potencial

Por ECONOMIA JB com Agência Estado
redacao@jb.com.br

Publicado em 25/09/2025 às 06:02

Alterado em 25/09/2025 às 08:05

Senador Eduardo Braga, relator da Reforma Tributária Foto: Lula Marques/ Agência Brasil


Por Eduardo Rodrigues - Com o relatório da regulamentação da reforma tributária pronto para ser votado no plenário do Senado, a Associação dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de São Paulo (Afresp) alerta que o texto aprovado pelos senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada pode resultar em uma perda anual de R$ 46 bilhões para os Estados e municípios brasileiros.

De acordo com a entidade, uma mudança incluída no texto pelo relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), alterou a forma de cálculo da alíquota de referência do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Pelas contas da Afresp, apenas o Estado de São Paulo e os municípios paulistas terão uma perda anual estimada em R$ 14 bilhões.

“A Reforma Tributária é vital para o Brasil e para São Paulo. Mas não podemos aceitar mudanças de última hora que punem o nosso Estado, gerando perdas bilionárias e violando o princípio da neutralidade fiscal. Defendemos uma transição justa, que preserve a capacidade de investimento em saúde, educação e segurança”, afirmou, em nota, o presidente Afresp, Rodrigo Spada.

A proposta original previa que a alíquota do IBS fosse calibrada entre 2029 e 2033, mantendo a arrecadação igual à receita corrente de ICMS e ISS. “Ou seja, no primeiro ano de introdução do IBS seria utilizada a receita de ICMS e ISS de 2027 como referência, em 2030 seria utilizada a média de 2027 e 2028, e assim por diante, até o final da transição em 2033”, explicou a Afresp.



Já o relatório de Braga que vai hoje ao plenário do Senado prevê que a calibragem do novo imposto irá mirar a receita média de ICMS e ISS entre 2012 e 2021.

“Isso porque os dois impostos atuais renderam, em média, 7,8% do PIB entre 2012 e 2021, mas hoje já estão no patamar de 8,13% do PIB (dado de 2024). Essa diferença de 0,33% do PIB, projetada para 2033, quando o IBS estiver plenamente em vigor, representará uma perda de R$ 46 bilhões anuais para todos os Estados e municípios brasileiros”, acrescentou entidade.

Em destaque

[pauta] Após proibição do abate, workshop internacional em Salvador discute futuro dos jumentos no Brasil

  Após proibição do abate, workshop internacional em Salvador discute futuro dos  jumentos no Brasil Evento reúne especialistas entre 6 e 8 ...

Mais visitadas