segunda-feira, setembro 29, 2025

Fachin por Fachin: o pensamento do novo presidente do Supremo

 

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TROCA DE COMANDO

Fachin por Fachin: o pensamento do novo presidente do Supremo | O ministro Edson Fachin assume o comando do Supremo Tribunal Federal em momento ímpar da história da corte, sem “receio de olhar o sol de frente” – palavras dele. O golpe de Estado frustrado, as interferências tentadas, por parlamentares e pelo governo americano de Donald Trump, e a condenação de Jair Bolsonaro, o primeiro presidente militar sentenciado por crimes contra a democracia, conferem à missão do novo presidente do STF contornos históricos inéditos. Aos 67 anos, Fachin recebe o cargo de presidente do STF do ministro Luís Roberto Barroso nesta segunda-feira, 29, em solenidade que terá a presença do presidente Lula e dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), entre outras autoridades. LEIA+

POLÍTICA EM MOVIMENTO

Drops da semana: Fachin toma posse, Tarcísio visita Bolsonaro e Câmara deve votar IR | O ministro Edson Fachin assume a presidência do STF nesta segunda-feira, 29, com expectativa de um mandato discreto na relação com a mídia e contido nos confrontos com outros poderes. Ele tem como uma das primeiras missões concluir as decisões sobre os recursos de Jair Bolsonaro e completar o julgamento dos réus da trama golpista. Outro desafio para o novo comandante do Supremo será conduzir a crise com o governo Donald Trump, provocada pela aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do Supremo. O próprio Fachin teve o visto de entrada nos Estados Unidos revogado em julho. Na vice-presidência, toma posse o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre a tentativa de golpe de Estado na última sucessão no Planalto. Pela repercussão dos casos sob sua responsabilidade, Moraes tende a aparecer mais para o público do que o reservado Fachin. LEIA+

OLHO EM 2026

A um ano da eleição, Tarcísio espera aval de Bolsonaro para decidir se será candidato | Faltando um ano para as eleições de 2026, Tarcísio de Freitas (Republicanos) encontrará Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, 29, à espera de uma definição. O governador de São Paulo quer saber se, afinal, terá ou não o aval do ex-presidente para encabeçar a chapa da direita que concorrerá ao Palácio do Planalto. O encontro com Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, foi pedido pelo governador e autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes logo após a decisão da Primeira Turma do STF que condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à trama golpista. Tarcísio e seus aliados esperavam que a visita ocorresse logo na sequência do pedido, mas Moraes fez questão de deixá-la para duas semanas depois. LEIA+

NO PRESÍDIO

Afinal, Zambelli está ou não negociando uma delação? | Decisões da Justiça no Brasil e a atenção que recebeu de aliados nas últimas semanas deram novas esperanças para a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), presa desde o fim de julho na Itália. Nesta semana, ela tem mais uma audiência, que servirá para nova tentativa de sair do presídio feminino do complexo de Rebibbia, nos arredores de Roma. A deputada teve seus perfis nas redes sociais desbloqueados pelo STF na quinta-feira, 25. A decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre os perfis e um relatório da Polícia Federal, dias antes, sobre a tentativa de obstrução à Justiça, que não surtiu efeitos, ajudaram a aumentar as esperanças da deputada de ir para prisão domiciliar, na Itália, enquanto espera o processo de extradição. LEIA+

SUBIU PARA O SUPREMO

Novo foro privilegiado leva ao STF mais um caso contra Cunha, agora sobre Odebrecht | A nova interpretação do STF sobre o foro privilegiado levou a Justiça Federal a enviar de volta à corte mais um caso envolvendo Eduardo Cunha. O inquérito trata de supostas propinas pagas pela Odebrecht em troca da atuação de Cunha em favor de interesses da empreiteira sobre as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, Rondônia. Segundo delatores da Odebrecht, Eduardo Cunha teria cobrado R$ 20 milhões para si, além de 30 milhões a serem distribuídos entre aliados. Em 2021, a PGR denunciou Cunha e o também ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, nesse inquérito. Segundo a acusação, Cunha intermediou pagamentos a Chinaglia que totalizaram R$ 8,7 milhões entre 2008 e 2014. O inquérito acabou sendo enviado à primeira instância. Em março de 2023, Edson Fachin declarou extinta a punibilidade do petista e arquivou o caso em relação a ele. LEIA+

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