Adiberto de Souza
em 15 jul, 2025 7:32
Anunciada com estardalhaço no começo da gestão do presidente Lula da Silva (PT), a sonhada duplicação do trecho da BR-235 entre Aracaju e Itabaiana parece ter caído no esquecimento dos políticos sergipanos. Aliás, a gestão petista não tem mais tempo para concluir a promessa. O silêncio sobre o assunto também é visível no governo federal, agora muito mais preocupado em aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e se blindar contra o tarifaço dos Estados Unidos. Publicado no começo do ano passado, o edital visando a contratação dos projetos para a obra também prevê a readequação do trecho entre Itabaiana e Carira, totalizando 114,8 quilômetros de extensão. Trata-se de um empreendimento da maior importância, principalmente para os municípios do agreste sergipano, prejudicados pela dificuldade de escoamento da produção por uma rodovia que vive permanentemente congestionada de veículos pesados. Apesar disso, o silêncio das autoridades permite suspeitar que esta será mais uma obra que não sairá do papel, até mesmo para alimentar os inflamados discursos dos políticos durante as campanhas eleitorais. Home vôte!
A caminho do recesso
Os deputados estaduais vão entrar em recesso na próxima sexta-feira, suspendendo as sessões na Assembleia por 14 dias. Nesta última semana de trabalhos em plenário estão previstas uma sessão especial, nessa terça-feira, para discutir sobre os serviços de abastecimento e esgotamento sanitário prestados pela empresa Iguá Sergipe, e uma audiência pública para tratar sobre as violações dos direitos humanos em ações da polícia sergipana. Pelo visto, os três projetos autorizando o governo Mitidieri fazer empréstimos de cerca de R$ 1,5 bilhão só deverão ser voltados quando os deputados retornarem do recesso. Ah, bom!
Desigualdade absurda
O sistema tributário brasileiro provoca um tipo mais profundo de injustiça, pois onera proporcionalmente os mais pobres em relação aos mais ricos. Recente estudo do Instituto de Estudos Socioeconômicos revela que os 10% mais pobres da população comprometem 32% da renda com o pagamento de impostos. Para os 10% mais ricos, o peso dos tributos cai para 21%. Nos 10% mais pobres da população, 68,06% são negros e 31,94%, brancos. A faixa mais desfavorecida é composta por 45,66% de homens e 54,34% de mulheres. Êita Brasilzão desigual!
https://infonet.com.br/blogs/adiberto/os-politicos-de-sergipe-ja-esqueceram-a-duplicacao-da-br-235/