em 15 jul, 2025 4:59
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Não há mais meio-termo. Não tem muro onde os covardes possam se equilibrar. O momento exige firmeza: é agora ou nunca para defender a soberania nacional e, de quebra, separar o joio bolsonarista do trigo republicano. Triste fim — ou seria apenas mais um vexame? — para os golpistas da família Bolsonaro e sua turminha de seguidores que acharam que poderiam chantagear o Brasil como quem pede mesada no grito. Tentaram golpe, fracassaram. E agora querem fazer birra contra a cidadania, como se o Brasil fosse um parquinho particular.
Afinal, quem flerta com a traição deve esperar um final digno É claro que nem o STF nem o governo federal vão se dar ao trabalho de responder às “exigências” do sempre extravagante Donald Trump. E nem precisam. A melhor resposta virá em forma de algemas para o patriota de araque Eduardo Bolsonaro, por crime de lesa-pátria, e com um agrado especial: um agravo penal de cortesia. de novela mexicana — só que sem glamour, sem audiência e, sobretudo, sem indulto.
Aliás, Trump está nos fazendo um favor e tanto. Com esse tarifaço absurdo, abre a porta para que o Brasil produza mais e — quem diria — consuma o que antes era exportado a preço de banana e deixava o povo só com o caroço. Que tal café mais barato? Carnes de primeira no prato? O Brasil para os brasileiros, olha que ideia revolucionária!
O empresariado americano, que não costuma gostar de surpresas nem de perder dinheiro, está rangendo os dentes. A bronca não é só nossa: o tarifaço também ferra os próprios norte-americanos. Agro e indústria brasileiros, claro, também sentem o baque, mas vamos combinar: a chantagem trumpista pode virar oportunidade para ampliar relações com outros parceiros globais, também vítimas do ego inflado de um homem que ainda acha que está filmando um episódio de “O Aprendiz”.
Está mais do que evidente: o tarifaço é político, não técnico. Um capricho de um extremista com saudades do tempo em que os EUA ditavam regras. Um tiro no pé — ou melhor, um míssil no calcanhar — que atinge em cheio a família do capitão-golpista e seus vassalos.
Trump vive de passado, Bolsonaro de fake news, e os dois parecem não ter percebido que o mundo virou a página. O Brasil, ao contrário, segue trabalhando, produzindo, crescendo. Se depender deles, viveríamos de farsa, medo e servidão. Mas o Brasil não aceita cabresto — e quem tentar impor um, vai acabar picado pelo vespeiro que cutucou.
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