terça-feira, setembro 12, 2023

Tarcísio, Sergio Moro e Michelle: os mais cotados para enfrentar Lula nas urnas de 2026


Pesquisa aponta permanência de cenário de polarização

Pedro do Coutto

Uma pesquisa do Instituto da Democracia, objeto de reportagem de Bianca Gomes, Marlen Couto e Nikolas Yury, publicada nesta segunda-feira pelo O Globo, revela que o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, o senador Sergio Moro e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro são os três mais cotados na oposição para enfrentar o presidente Lula da Silva nas urnas de 2026, quando ele buscará a reeleição.

Surpreende a boa aceitação de Michelle Bolsonaro junto ao bolsonarismo, pois ela registra 11% das intenções de votos, enquanto o governador Tarcísio de Freitas alcança 17 pontos e Sergio Moro 12%. Romeu Zema registrou seis pontos. Michelle Bolsonaro surge bem entre os números do Instituto da democracia porque ela não tem a mesma exposição na imprensa do que o governador de São Paulo e o ex-juiz da Lava Jato.

PROJEÇÃO – O seu percentual, assim, quase igual ao de Moro, está bem projetado na corrente bolsonarista que fatalmente está em busca de um candidato ou candidata, já que Bolsonaro foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral. O governador de Minas, Romeu Zema, está fraco, e uma das principais razões de seu enfraquecimento está nas declarações que fez contra as populações do Norte e do Nordeste do Brasil.

A oposição está em busca de um candidato, pelos números talvez uma candidata, pois ao meu ver a candidatura de Tarcísio de Freitas vai depender dos números do Datafolha e do Ipec no ano da própria sucessão presidencial…

Se Lula estiver muito forte, como é o esperado, Tarcísio de Freitas deve preferir disputar a eleição ao governo de São Paulo, aguardando mais quatro anos para o voo rumo ao Planalto. Nesta altura do tempo, tem que se imaginar qual será o candidato do próprio Lula à sua sucessão.

CONFRONTO  – A pesquisa do Instituto da Democracia parece basicamente lógica, pois de acordo com o que o termômetro de hoje apresenta, o bolsonarismo não possui nomes fora do contexto assinalado para escolher. Sob o ângulo de Lula, o seu sonho provavelmente é enfrentar Sérgio Moro nas urnas populares; oportunidade que vai abrir espaço para que destaque fortemente como o juiz da Lava Jato o condenou, mas a sua condenação foi anulada por parcialidade pelo Supremo Tribunal Federal.

Dificilmente Michelle Bolsonaro, que no passar do tempo deve superar Sergio Moro, poderá emocionar os eleitores e eleitoras ao ponto de um embate intenso com o atual presidente da República. Enquanto não há dúvida sobre o candidato do PT e de sua aliança com Geraldo Alckmin, sobretudo em razão da base paulista, não vejo como possível o surgimento de qualquer outro candidato pela legenda do PL comandada por Valdemar Costa Neto. Com a pesquisa do Instituto da Democracia, e com as pesquisas que o Datafolha e o Ipec farão nas próximas semanas, teremos desde agora uma visão bastante nítida do futuro próximo em matéria de eleições.

CASO MAURO CID –  Reportagem de Julia Chaib, Folha de S. Paulo de ontem, destaca que a cúpula do Exército, tendo à frente o general Tomás Paiva, está interpretando o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid como uma etapa positiva traduzindo uma oportunidade e viabilizando a possibilidade de o fato transformar-se numa página virada na história atual, abrindo um novo caminho para uma pacificação necessária ao equilíbrio político e ao jogo democrático.

O Exército cumpriu a decisão do ministro Alexandre de Moraes afastando o tenente-coronel Mauro Cid de qualquer cargo ou função na Força, mas mantendo a moradia militar a que tem direito e a sua remuneração, aliás como é natural, pois ele ainda não foi julgado.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi recebida com naturalidade pelo Exército, uma vez que Mauro Cid responde a vários inquéritos por fatos simultâneos. Os meios militares certamente repudiam tais atitudes, de acordo inclusive com manifestação do general Tomás Paiva, destacando que o Exército não aprova desvios de conduta.

INSEGURANÇA –  Na Folha de S. Paulo, edição de ontem, Rogério Pagnan, Daniel Mariani e Augusto Conconi publicaram reportagem sobre a decisão dos Correios de evitarem a entrega de correspondência em várias zonas da cidade de São Vicente que se demonstram inseguras para a entrada de funcionários em suas ruas.

O governador Tarcísio de Freitas afirmou que está concluindo um plano para reverter essa situação e ampliar o número de soldados na Polícia Militar. No Rio, a cautela dos Correios é a mesma em relação a vários Ceps.


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