terça-feira, setembro 12, 2023

Moraes impede que a defesa de Bolsonaro tenha acesso ao depoimento de Mauro Cid


PF intercepta WhatsApp de senador: “Trabalhando para prender Moraes” |  Metrópoles

Moraes alega que o sigilo é por causa da delação de Cid

Julia Duailibi
g1 Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro o acesso ao depoimento prestado pelo tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal (PF), no inquérito que apura a venda ilegal de joias recebidas por comitivas do governo Bolsonaro durante viagens oficiais.

O acesso da defesa ao depoimento de Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi negado por causa do acordo de delação celebrado por ele com a Polícia Federal e homologado pelo ministro do STF no último sábado (9).

OUTROS DEPOIMENTOS – Também no sábado, Moraes liberou à defesa o acesso aos depoimentos prestados pelo general Mauro Lourena Cid, Osmar Crivelatti e Frederick Wassef. Fabio Wajngarten e Marcelo Câmara ficaram em silêncio naquele dia, assim como o casal Bolsonaro, mas Mauro Cid, segundo apuração

Na sexta-feira (1º), dia seguinte aos depoimentos, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) o acesso à integra do que foi dito à PF pelos demais convocados.

Na petição direcionada a Moraes, os defensores do casal afirmam que os depoimentos “constituem elementos já efetivamente documentados” e pedem “acesso imediato a esses documentos”, além de sua inclusão nos autos do processo.

OITO INTIMADOS – O casal Jair e Michelle Bolsonaro faz parte da lista de oito citados no inquérito das joias que foram convocados pela PF a depor.

Além deles, foram intimados: Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e seu pai, Mauro Lourena Cid, general da reserva que foi colega de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras; Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro; Fabio Wajngarten, advogado e ex-chefe da comunicação do governo Bolsonaro; coronel Marcelo Câmara, ex-assessor especial de Bolsonaro; e tenente Osmar Crivellati, que continua a assessor de Bolsonaro.

As defesas de Bolsonaro, Michelle, Wajngarten e Câmara informaram antes dos depoimentos que eles ficariam em silêncio. Agora, serão novamente intimados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Moraes não pode manter indefinidamente sob sigilo o depoimento de Mauro Cid. Há algo de errado na justificativa de que seria por causa da delação. (C.N.)

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