
Raquel Dodge enfrenta o Supremo e exige cumprimento das leis
Bruno GóesO Globo
A Procuradoria-Geral da República recorreu nesta terça-feira contra decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF ) que suspendeu investigação da Receita Federal contra 133 pessoas, incluindo ministros da Corte. Na última quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a medida e o afastamento de dois servidores que participaram da apuração.
O caso está sob análise no âmbito do inquérito aberto pelo presidente do STF, Dias Toffoli , para apurar ofensas à Corte, prorrogado por mais 180 dias. No recurso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, diz que o caso não tem relação com o objeto do inquérito.
DIZ DODGE – “Estes fatos não foram indicados na portaria inaugural do INQ 4781, que referia-se a investigação de fake news contra ministros do STF”, diz Dodge.
O Ministério Público alega ainda que o inquérito “não observa o sistema penal acusatório”, “que tem como pilar o princípio da separação de funções processuais”.
“Além de exercer o papel processual de investigador e julgador, o ministro relator é a potencial vítima do fato investigado (…) Não há como imaginar situação mais comprometedora da imparcialidade e neutralidade dos julgadores”.
SEM JUSTIFICATIVA – Na ação, a PGR sustenta ainda que não foi demonstrada uma justificativa plausível para o afastamento dos servidores na decisão proferida por Alexandre de Moraes. Para Dodge, não há indícios de ilícitos penais praticados pelos servidores.
Na segunda-feira, integrantes da Receita Federal pediram, em carta assinada por quase 200 auditores, incluindo funcionários da alta cúpula do órgão, que o STF reveja a decisão. Os auditores dizem que “todos os procedimentos de fiscalização executados observam rigorosamente os preceitos constitucionais da impessoalidade”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A procuradora-geral da República faz bem o seu papel, investindo contra a Ditadura do Supremo. Seus pareceres e suas manifestação são bem fundamentados, ao apontar a inconstitucionalidade dos atos de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. E Raquel Dodge ainda nem alegou que não houve perseguição contra Gilmar Mendes ou quem quer que seja, pois a investigação da Receita e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) é feita exclusivamente por inconsistência na declaração de renda do contribuinte, identificada e localizada aleatoriamente em programa de computador. Ou seja, nenhum auditor está perseguindo Gilmar, Toffoli e as esposas, ao contrário do que alegam os ministros do Supremo. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A procuradora-geral da República faz bem o seu papel, investindo contra a Ditadura do Supremo. Seus pareceres e suas manifestação são bem fundamentados, ao apontar a inconstitucionalidade dos atos de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. E Raquel Dodge ainda nem alegou que não houve perseguição contra Gilmar Mendes ou quem quer que seja, pois a investigação da Receita e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) é feita exclusivamente por inconsistência na declaração de renda do contribuinte, identificada e localizada aleatoriamente em programa de computador. Ou seja, nenhum auditor está perseguindo Gilmar, Toffoli e as esposas, ao contrário do que alegam os ministros do Supremo. (C.N.)