quarta-feira, agosto 07, 2019

Dodge recorre para reabrir investigação dos contribuintes e ministros do Supremo


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge 27/06/2019Foto: Jorge William / Agência O Globo
Raquel Dodge enfrenta o Supremo e exige cumprimento das leis
Bruno GóesO Globo
A Procuradoria-Geral da República recorreu nesta terça-feira contra decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF ) que suspendeu investigação da Receita Federal contra 133 pessoas, incluindo ministros da Corte. Na última quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a medida e o afastamento de dois servidores que participaram da apuração.
O caso está sob análise no âmbito do inquérito aberto pelo presidente do STF, Dias Toffoli , para apurar ofensas à Corte, prorrogado por mais 180 dias. No recurso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, diz que o caso não tem relação com o objeto do inquérito.
DIZ DODGE – “Estes fatos não foram indicados na portaria inaugural do INQ 4781, que referia-se a investigação de fake news contra ministros do STF”, diz Dodge. 
O Ministério Público alega ainda que o inquérito “não observa o sistema penal acusatório”, “que tem como pilar o princípio da separação de funções processuais”. 
“Além de exercer o papel processual de investigador e julgador, o ministro relator é a potencial vítima do fato investigado (…) Não há como imaginar situação mais comprometedora da imparcialidade e neutralidade dos julgadores”. 
SEM JUSTIFICATIVA – Na ação, a PGR sustenta ainda que não foi demonstrada uma justificativa plausível para o afastamento dos servidores na decisão proferida por Alexandre de Moraes. Para Dodge, não há indícios de ilícitos penais praticados pelos servidores.
Na segunda-feira, integrantes da Receita Federal pediram, em carta assinada por quase 200 auditores, incluindo funcionários da alta cúpula do órgão, que o STF reveja a decisão. Os auditores dizem que “todos os procedimentos de fiscalização executados observam rigorosamente os preceitos constitucionais da impessoalidade”.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A procuradora-geral da República faz bem o seu papel, investindo contra a Ditadura do Supremo. Seus pareceres e suas manifestação são bem fundamentados, ao apontar a inconstitucionalidade dos atos de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. E Raquel Dodge ainda nem alegou que não houve perseguição contra Gilmar Mendes ou quem quer que seja, pois a investigação da Receita e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) é feita exclusivamente por inconsistência na declaração de renda do contribuinte, identificada e localizada aleatoriamente em programa de computador. Ou seja, nenhum auditor está perseguindo Gilmar, Toffoli e as esposas, ao contrário do que alegam os ministros do Supremo. (C.N.)

Em destaque

Mulher está engasgada com osso de galinha há cerca de 24 horas no hospital do BTN

  Mulher está engasgada com osso de galinha há cerca de 24 horas no hospital do BTN Bob Charles DRT BA 3.913 Ilustração Uma dona de casa, de...

Mais visitadas