segunda-feira, junho 17, 2019

Polícia Federal extrai dados do celular de Moro para investigar ataques de hacker


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Raquel Dodge se omitiu e ainda não apreendeu as gravações
Aguirre TalentoO Globo
Para dar início ao inquérito sobre os ataques de hacker contra o ministro da Justiça, Sergio Moro  peritos da Polícia Federal foram à sede do ministério para realizar a extração de dados do celular dele. Esse processo permite obter o histórico de ligações e da utilização dos aplicativos, com o objetivo de tentar rastrear a origem dos ataques. O ministro seguiu o conselho do presidenye do Senado, Davi Alcolumbre, e vai comparecer espontaneamente ao Senado nesta quarta-feira (dia 19) para prestar esclarecimentos.
A tentativa de invasão foi informada por Moro à PF na terça-feira passada. Após suspeitar dos ataques, o ministro trocou de aparelho celular. É este aparelho antigo que teve seus dados extraídos para permitir o avanço da investigação, que foi aberta na semana passada pela PF.
HACKER LIGOU – Depois de invadir o celular de Moro, o hacker ligou para o próprio ministro. Moro achou estranho mas, mesmo assim, atendeu. Momentos após essa ligação, o invasor acessou o Telegram de Moro. Há pelo menos dois anos o ministro não usava ao aplicativo. A partir daí, o ministro não teve dúvidas de que poderia estar sendo vítima de um golpe. Moro repassou a informação para a PF investigar o caso e trocou de linha.
De acordo com peritos da PF, só depois da análise dos dados do aparelho celular é que será possível saber se o hacker conseguiu ou não copiar o conteúdo das conversas do ministro.
Com o rastreamento das origens do telefonema e dos acessos ao aplicativo Telegram do celular de Moro, cujos dados ficam armazenados no sistema e nas operadoras de telefonia, seria possível chegar ao autor dos ataques, avalia a PF.
PROCURADORES – A PF também investiga casos de ataques hacker contra procuradores da Lava-Jato, como o coordenador da força-tarefa de Curitiba Deltan Dallagnol, e também tentativas contra procuradores do Rio de Janeiro.
Após a onda de ataques, o site “Intercept Brasil” divulgou uma série de diálogos entre Moro e Dallagnol. Nas reportagens, o site ressalta que obteve o material de uma fonte anônima antes dos relatos de ataques hacker.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 A atitude de Moro, ao entregar seu celular à Polícia Federal na última terça-feira (dia 11), demonstra o caráter do ministro e mostra que ele nada tem a temer a respeito das acusações de ter fraudado provas, manipulado procedimentos do Ministério Público Federal e exercido perseguição política contra Lula. O Brasil deve muito a Moro e devia respeitá-lo.
E como indaga o jurista Jorge Béja, por que a Procuradoria-Geral da República está omissa diante dessas agressões ao ministro Moro? Por que ainda não pediu a expedição de mandado de busca e apreensão do material utilizado pelo The Intercept?
Causa muita estranheza esse comportamento da procuradora-geral Raquel Dodge, que é paga pelo povo para trabalhar em defesa do interesse público e não para se omitir. E ainda quer ser reconduzida ao comando da Procuradoria, sem ter se candidatado… Era só o que faltava, diria o Barão de Itararé. (C.N.)

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