terça-feira, junho 18, 2019

Novo presidente do BNDES tem pinta de playboy e foi condenado por arrombar condomínio


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No BNDES, Montezano é o homem certo no lugar errado
Ivan Martínez-Vargas
Folha
O novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, 38 anos, foi condenado a pagar indenização por danos materiais e morais a um condomínio em que morou em São Paulo. Ele arrombou dois portões do edifício no meio de uma madrugada em outubro de 2015, de acordo com decisões judiciais de primeira e segunda instâncias, porque queria dar continuidade à sua festa de aniversário, com mais de 30 convidados, que havia sido iniciada em outro local.
Segundo o juiz Guilherme Ferreira da Cruz, as imagens de câmeras de segurança do local mostraram cenas “similares às de um arrastão” e revelaram um “comportamento incivil”. 
ACORDO JUDICIAL – O processo foi movido pelo condomínio em 2016. Para dar fim ao caso, foi fechado um acordo. Em junho de 2018, Montezano pagou R$ 28 mil, valor referente a um mês de aluguel do apartamento onde vivia, no Itaim Bibi (zona oeste), com um amigo.
Na madrugada de 4 de outubro de 2015, segundo a queixa-crime do condomínio, os portões foram arrombados após uma discussão de Montezano com o porteiro e o zelador do prédio.
Foi então registrado um boletim de ocorrência, e, após assembleia geral, foi aplicada, por unanimidade, multa de R$ 37,3 mil, o equivalente a dez vezes a taxa de condomínio à época. A ata da assembleia afirma que era a terceira festa feita por Montezano em seus até então 80 dias como morador do local.
CASO ENCERRADO –  A defesa de Montezano, também à Justiça, negou se tratar de uma festa, mas de uma reunião. Em seu pedido, ele disse que se “pôde constatar […] que, por trás das reclamações” feitas na assembleia do condomínio que o multou, “parece existir um preconceito velado de alguns condôminos contra seu estilo de vida e de seus amigos, o que é inaceitável, principalmente na moderna sociedade brasileira em que vivemos hoje em dia”. Montezano afirma que pagou os débitos e que o caso está encerrado.
Nesta segunda-feira (dia 17), ele foi escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar o maior banco de fomento do país, após a crise em torno da demissão de Joaquim Levy, 58 anos. Antes, era secretário-adjunto de Desestatização e Desinvestimento.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Em tradução simultânea, Bolsonaro está nomeando um playboy para presidir um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo, que é principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. Desse jeito, aonde iremos parar? Será que é indicação de Guedes ou mais um dos amigos dos filhos de Bolsonaro, que se comportam como príncipes-regentes de uma República falida. (C.N.)

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