Posted on by Tribuna da Internet
Moro se aborreceu coma insistência dos repórteres sobre o caso
Deu em O Globo
Em Manaus (AM), onde participou de um evento com secretários de segurança pública, o ministro da Justiça Sergio Moro disse nesta segunda-feira que “não tem nenhuma orientação” nas trocas de mensagens divulgadas no domingo pelo site “The Intercept Brasil”. A afirmação se refere aos diálogos entre ele e o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol sobre temas ligados à Operação Lava-Jato.
Na reportagem do site, as conversas sugerem uma suposta combinação de atuações entre os dois.
HÁ ANOS ATRÁS — “Não tem nenhuma orientação ali naquelas mensagens. Eu nem posso dizer que são autênticas porque, veja, são coisas que aconteceram há anos atrás. Não tenho mais essas mensagens. Eu não guardo, não tenho registro disso. Agora, ali não tem orientação nenhuma“ — disse o ministro, de acordo com informações do portal G1.
“O que há ali é uma invasão criminosa de celulares de procuradores. Pra mim, esse é um fato bastante grave, ter havido essa invasão e divulgação. Quanto ao conteúdo, no que diz respeito à minha pessoa, não vi nada de mais” — disse o ministro .
Ainda sobre o caso, Moro afirmou que considera a relação entre magistrados e procuradores, advogados e policiais é comum: “Juízes conversam com procuradores, juízes conversam com advogados, juízes conversam com policiais. Isso é algo normal”.
APENAS LOGÍSTICA – Questionado se chegou a orientar a força-tarefa da Lava-Jato sobre em que ordem as fases da operação deveriam ocorrer, Moro disse que, caso isso tenha acontecido, teria sido em relação a operações autorizadas por ele previamente e apenas por uma “questão de logística”.
“Olha, se houve alguma coisa nesse sentido, são operações que já haviam sido autorizadas. É uma questão de logística de ser discutido com a polícia de como fazer ou não fazer. Isto é absolutamente normal”, explicou.
FIM DA COLETIVA – Diante da insistência no assunto, Sérgio Moro repetiu que a ida dele a Manaus foi motivada pela crítica situação que a segurança pública do Estado passa no momento, após o massacre nas unidades prisionais que resultou na morte de 55 detentos.
“Eu vim falar sobre questões do Amazonas. Se não quiserem me perguntar mais nada a esse respeito, estarei encerrando”, frisou o ministro, deixando a coletiva de imprensa enquanto os jornalistas continuavam a fazer questionamentos sobre o vazamento das conversas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como diria Lula, o tsunami está se transformando numa “marolinha”. O pessoal achava que tinha incriminado Moro, as condenações seriam anulados, Lula e José Dirceu ganhariam liberdade e tudo o mais. Sonhar ainda não é proibido. Mas o sonho acabou rapidinho. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como diria Lula, o tsunami está se transformando numa “marolinha”. O pessoal achava que tinha incriminado Moro, as condenações seriam anulados, Lula e José Dirceu ganhariam liberdade e tudo o mais. Sonhar ainda não é proibido. Mas o sonho acabou rapidinho. (C.N.)