Charge do Gilmar (Arquivo Google)
Gerson CamarottiG1 Política
A equipe econômica do governo avalia uma ofensiva contra o que chama de “lobby de servidores” na reforma da Previdência. O objetivo é reintroduzir na proposta itens retirados ou modificados pelo relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), entre os quais, o trecho sobre a regra de transição.
O governo avalia que, se retomar a regra proposta, gerará de economia algo em torno de R$ 100 bilhões para os cofres públicos, fazendo com que a reforma gere uma economia total de R$ 960 bilhões. O valor inicial previsto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, era de R$ 1,2 trilhão, em dez anos.
GUEDES X MAIA – Segundo relatos, quando foi informado sobre a mudança na regra de transição, Paulo Guedes enviou uma mensagem ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Disse que teria de atacar a mudança. E recebeu uma resposta de Maia. O deputado disse que, se Guedes atacasse, iria defender o Congresso.
Nesta sexta-feira (14), Guedes disse em uma entrevista que, se os deputados aprovarem o relatório de Samuel Moreira, irão “abortar a nova Previdência”.
Em resposta, Maia afirmou que o governo se transformou em uma “usina de crises permanente” e que a Câmara irá aprovar a reforma da Previdência (relembre no vídeo abaixo).
HAVIA RECUO – Conforme relatos de integrantes da equipe econômica, Paulo Guedes já havia aceitado recuar nos trechos que previam mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural.
Mas a retirada de estados e de municípios, além do “lobby de servidores”, fizeram com que Guedes considerasse isso negativo para a Previdência.
“Fizeram a reforma do Temer, mas com a popularidade do Bolsonaro”, resumiu ao blog um integrante do governo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Paulo Guedes é um pobre menino rico, cheio de vontades. Achou que ia mandar uma proposta ao Congresso e seria aplaudido de pé. Não é assim que a coisa funciona. Os parlamentares são representantes do povo e têm de escolher a proposta que melhor atenda ao interesse público. Mas Guedes se recusa a entender essa realidade.
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Paulo Guedes é um pobre menino rico, cheio de vontades. Achou que ia mandar uma proposta ao Congresso e seria aplaudido de pé. Não é assim que a coisa funciona. Os parlamentares são representantes do povo e têm de escolher a proposta que melhor atenda ao interesse público. Mas Guedes se recusa a entender essa realidade.
Se é assim, vamos dar uma dica ao ministro – Bolsonaro odeia quando Guedes critica o Congresso. (C.N.)