domingo, abril 05, 2026

Trump reforça ultimato de 48 horas antes que 'inferno se abata' sobre o Irã

 

Trump reforça ultimato de 48 horas antes que 'inferno se abata' sobre o Irã

Por Folhapress

04/04/2026 às 17:21

Foto: Reprodução

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o ultimato para que o Irã reabra o estreito de Hormuz em 48 horas. Caso contrário, diz o americano, "todo o inferno" cairá sobre o país persa.

"Lembre-se de quando eu dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o estreito de Hormuz. O tempo está se esgotando -faltam 48 horas antes que todo o inferno se abata sobre eles", escreveu Trump nas redes sociais, recordando o ultimato mais recente que impôs ao inimigo.

A via marítima, que é a principal rota de navios-tanque de petróleo do mundo, está bloqueada por Teerã desde o início da guerra com os EUA e Israel.

A República Islâmica autorizou a passagem de navios que transportam bens essenciais para seus portos pelo estreito de Hormuz, informou a agência de notícias estatal Tasnim neste sábado.

Segundo o anúncio, a partir de agora, embarcações com destino ao país persa devem coordenar a travessia com as autoridades do regime e seguir os protocolos estabelecidos. A decisão inclui embarcações que estejam estacionadas no Golfo de Omã, mas não representa uma reabertura completa, apenas uma flexibilização pontual.

A decisão ocorre em um momento em que o Conselho de Segurança da ONU avalia votar uma resolução proposta pelo Bahrein para permitir o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito. O bloqueio da rota elevou preços do petróleo mundialmente, e diversos países começaram a engajar-se para tentar reabrir a passagem.

A mídia estatal informou que o Irã atacou uma embarcação ligada a Israel no estreito de Hormuz neste sábado, incendiando o navio, citando o comandante da marinha da Guarda Revolucionária. Tel Aviv não havia comentado o incidente até a publicação desta reportagem.

Horas antes do anúncio de Trump, um bombardeio perto da usina nuclear de Bushehr, no sudoeste do Irã, matou um funcionário e obrigou a Rússia a evacuar 198 trabalhadores russos, elevando as tensões no ORiente Mpedio.

A chancelaria russa e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condenaram o ataque.
A agência de notícias Tasnim informou que o bombardeio não danificou as partes principais da usina e que a produção não foi afetada. Segundo a AIEA, um dos funcionários de proteção física foi morto por um fragmento do projétil que atingiu um prédio auxiliar da complexo.

"Não houve aumento nos níveis de radiação", afirmou a agência da ONU. A mídia estatal disse que outras cinco pessoas ficaram feridas.

A Rússia evacuou 198 funcionários do local após o ataque, informou o diretor-geral da agência nuclear russa Rosatom, Alexei Likhachov. Essa foi a terceira evacuação da usina, que foi construída com ajuda de Moscou.

A área ao redor de Bushehr foi atacada pelo menos quatro vezes no conflito. "Cerca de 20 minutos após esse infeliz ataque, os ônibus partiram da estação de Bushehr rumo à fronteira entre o Irã e a Armênia", afirmou Likhachov.

A Rosatom planeja manter apenas uma equipe mínima em Bushehr diante da ameaça de novos ataques. "A probabilidade de risco de danos ou de um possível incidente nuclear, infelizmente, não para de aumentar, como confirmaram os acontecimentos desta manhã", disse o diretor-geral da agência.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou uma suposta falta de reação da comunidade internacional.

"Lembram da indignação ocidental sobre hostilidades perto da usina nuclear de Zaporíjia na Ucrânia? Israel e EUA já bombardearam nossa usina de Bushehr quatro vezes. Uma contaminação radioativa acabará com a vida nas capitais do Golfo, não em Teerã", escreveu o chanceler em um post na rede X.

As ofensivas também atingiram um centro petroquímico, uma fábrica de cimento e um terminal comercial na fronteira entre o Irã e o Iraque. O Exército de Israel afirmou ter realizado também "uma onda de ataques" contra Teerã.

O ministro da Ciência do Irã, Hosein Simai Sarra, visitou a Universidade Shahid Beheshti, na capital do país, que havia sido alvo de um ataque no dia anterior. Segundo ele, ao menos 30 instituições de ensino superior foram atingidas desde o início do conflito.

"Eles pertencem à Idade da Pedra por atacarem instituições científicas. Um país civilizado, um governo civilizado, jamais tem como alvo instituições de conhecimento, laboratórios ou centros de pesquisa", afirmou o ministro, em referência às ameaças de Trump de bombardear o país "de volta à Idade da Pedra".
A República Islâmica revidou contra o Estado judeu e continuou seus ataques no Golfo. No Bahrein, a queda de destroços de drones interceptados deixou quatro feridos. Em Dubai, dois edifícios foram danificados , incluindo o da empresa americana Oracle.

Politica Livre

Colegiado do PT no Semiárido critica articulações e reage a filiação de deputados à sigla

 

Colegiado do PT no Semiárido critica articulações e reage a filiação de deputados à sigla

Por Política Livre

04/04/2026 às 14:20

Foto: Divulgação

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O Colegiado do PT do Semiárido Nordeste II divulgou nota pública manifestando “profunda indignação” diante de articulações internas que, segundo o grupo, buscam abrir espaço no partido — ou na federação — para a entrada de parlamentares oriundos de outras legendas.

No documento, o colegiado cita diretamente os nomes dos deputados Eduardo Salles e Fabíola Mansur, além da possibilidade de filiação de Ângelo Almeida, como exemplos de movimentações consideradas inadequadas pela base partidária na região.

Segundo a nota, essas articulações representam uma tentativa de uso do partido como “mero instrumento eleitoral”, em desconsideração à militância histórica da sigla. O colegiado afirma que não aceitará que interesses eleitorais de ocasião se sobreponham à trajetória de filiados que constroem o PT no cotidiano.

“Não aceitaremos que interesses eleitorais de ocasião se sobreponham à defesa dos mandatos dos deputados e deputadas petistas. O partido não pode servir de abrigo para projetos pessoais”, diz um trecho do posicionamento.

O grupo também critica a possibilidade de filiações realizadas sem debate interno, especialmente às vésperas do encerramento do prazo da janela partidária. Para o colegiado, esse tipo de movimentação desrespeita as instâncias partidárias e fragiliza a organização política.

“Rechaçamos, de forma veemente, qualquer tentativa de filiação no apagar das luzes, sem debate e sem respeito às instâncias partidárias”, acrescenta a nota.

Ao final, o colegiado reforça a defesa da identidade histórica do partido e do vínculo com sua base social. “O PT tem história, tem base e tem lado. E não será transformado em legenda de conveniência”, conclui o documento.

Politica Livre

INSS sob Bolsonaro alterou regras e contemplou Credcesta 16 dias após ofício do Master

 

INSS sob Bolsonaro alterou regras e contemplou Credcesta 16 dias após ofício do Master

Por Vinícius Sassine / Folhapress

05/04/2026 às 07:40

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

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O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fez alterações em regras sobre o crédito consignado para permitir o funcionamento de um cartão de benefícios que impulsionou o Banco Master entre 2022 e 2025, até a derrocada da instituição financeira. Uma dessas mudanças foi implementada pelo órgão federal 16 dias após o recebimento de um ofício do Master com a intenção de operação do cartão.

A criação de normas específicas para o funcionamento do chamado cartão consignado de benefício, no último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), alavancou as operações do Credcesta, do Master, uma modalidade de crédito consignado levada para o banco de Daniel Vorcaro por Augusto Lima –os dois viriam a se tornar sócios.

O Credcesta –um cartão consignado que incluía serviços adicionais, como desconto em farmácia e auxílio-funeral– funcionou como um motor do Master, praticamente até a liquidação pelo Banco Central, em novembro do ano passado. Expandiu-se por 24 estados e 176 municípios, com foco em servidores públicos nas esferas estaduais e municipais.

Com a alteração de regras no INSS, o Credcesta passou a operar junto a aposentados e pensionistas do regime geral de previdência, além de beneficiários do BPC (benefício de prestação continuada). Dados compilados pelo INSS, extraídos pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), mostram que os contratos saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024.

Documentos do acordo de cooperação técnica firmado entre o INSS e o Master, obtidos pela reportagem, mostram que as regras adotadas sob medida em 2022 permitiram o funcionamento do Credcesta no mesmo ano, com expansão acelerada nos anos seguintes e de forma irregular, conforme a interpretação da atual gestão do INSS.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que o Master sempre atuou em observância a normas e procedimentos estabelecidos pelo INSS para a concessão de crédito consignado, "incluindo os requisitos de formalização, identificação do contratante e comprovação de consentimento".

Em 25 de março de 2022, o então presidente do INSS, José Carlos Oliveira, assinou uma instrução normativa que passou a permitir operações com cartão consignado de benefício, como o Credcesta, junto a aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC. A instrução normativa alterou regras vigentes desde 2008 e não detalhou como se daria essa operação.

Com base nessa norma, o Master buscou o INSS para que fosse feito um aditivo no acordo de cooperação voltado a operações de crédito consignado. Esse acordo vigorou entre 2020 e 2025, e deixou de ser renovado diante das suspeitas de fraudes em carteiras do banco de Vorcaro, investigadas pela PF (Polícia Federal).

Em um ofício ao INSS em 7 de junho de 2022, o Master pediu "aditamento do acordo de cooperação técnica para inclusão do cartão consignado de benefício". O banco citou, como base para o pedido, a instrução normativa publicada em março.

Até então, não havia um detalhamento sobre como esse cartão deveria operar, o que passou a estar previsto em nova instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União em 23 de junho, 16 dias após o envio do ofício do Master.

Essa segunda norma sobre cartões consignados, como o Credcesta do Master, foi assinada por uma presidente substituta do INSS, Larissa Mora, servidora efetiva do órgão. José Carlos Oliveira havia sido nomeado por Bolsonaro, em 30 de março, para o cargo de ministro do Trabalho e Previdência.

O termo aditivo para inclusão do Credcesta no escopo do acordo de cooperação técnica com o INSS foi assinado em 13 de julho. Quem assinou o aditivo pelo Master foi o diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do banco, Luiz Antonio Bull.

O INSS não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem por e-mail e por WhatsApp na tarde de segunda-feira (30).

A reportagem buscou a defesa de Oliveira na segunda, mas não conseguiu contato. O ex-gestor esteve acompanhado do advogado durante o depoimento prestado na CPMI do INSS em setembro do ano passado.

No depoimento no Senado, o ex-presidente do INSS disse que o órgão não tinha capacidade de fiscalizar acordos de cooperação técnica firmados e que esses processos se davam de forma "mecânica", após passarem por diversos setores da autarquia.

O Master foi a primeira instituição financeira a fazer uso do novo regramento, com início das operações do cartão consignado de benefício, conforme acordos ou aditivos publicados no Diário Oficial da União, referentes a outras instituições financeiras.

Ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro, Oliveira mudou de nome e passou a se chamar Ahmed Mohamad Oliveira. A PF afirma que ele teve participação, de forma estratégica, no esquema de desvio de dinheiro de aposentadorias por meio de descontos fraudulentos. A polícia diz ter existido recebimento de propina pelo ex-gestor.

Bull, por sua vez, foi preso pela PF junto com Vorcaro, na primeira prisão do ex-banqueiro, em 17 de novembro de 2025. Naquele momento, as principais suspeitas investigadas eram de fraude na venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco de Brasília), com créditos inexistentes no valor de R$ 12,2 bilhões.

Vorcaro voltou a ser preso preventivamente, no último dia 4, e negocia um acordo de delação premiada com a PF e com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em 13 de fevereiro mostrou a explosão dos contratos do Credcesta –um aumento de 2.500% em dois anos, com base em dados extraídos pela Dataprev– e o padrão reiterado de "desconformidades", além do risco de danos aos beneficiários, elencados pelo INSS. A atual gestão do órgão decidiu não renovar o acordo de cooperação.

Em 2 de março, em outra reportagem veiculada no jornal, o atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que o Credcesta operou de forma irregular, sem amparo legal e com possibilidade de incidência de juros sobre juros nos contratos firmados.

"Quando se faz um [contrato de] Credcesta, ele começa com o empréstimo pessoal. Havendo margem, esse crédito pessoal migra para o crédito consignado. Na visão do INSS, isso é irregular", disse Waller Júnior. "Nosso aposentado e pensionista têm de assinar um crédito consignado do INSS com todas as cláusulas e informações específicas."

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