segunda-feira, março 30, 2026

A resposta de Gleisi ao discurso de Flávio Bolsonaro: “vendilhão da pátria”

 Flávio sugeriu beneficiar EUA nas terras raras brasileiras em evento da extrema direita estadunidense

Por: Yuri Ferreira

A ministra Gleisi Hoffmann - (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Neste sábado (28), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou publicamente o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a participação do bolsonarista na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no estado do Texas, nos Estados Unidos, durante o fim de semana.

Em publicação nas redes sociais, Gleisi também mencionou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e acusou ambos de atuarem no exterior alinhados a interesses estrangeiros.

As declarações ocorrem após a participação de Flávio Bolsonaro no palco da extrema direita global, anunciando que vai planeja entregar as terras raras brasileiras aos EUA para reduzir a influência chinesa no Brasil.

“Os vendilhões da pátria não tomam jeito. Flavio Bolsonaro e seu irmão Eduardo, foragido da Justiça, estavam neste sábado nos EUA fazendo juras de subserviência a Donald Trump e espalhando mentiras sobre o Brasil. Eles nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos interesses estrangeiros”, afirmou a ministra.

Flávio Bolsonaro ainda criticou medidas adotadas durante a pandemia e alegou, sem apresentar provas, que houve interferência externa nas eleições brasileiras de 2022.

Gleisi reforçou a importÂncia da memória dos fatos do governo Bolsonaro: “Imaginam que o povo brasileiro esqueceu que essa família levou o país para o Mapa Fome, destruiu nossa economia e é responsável pela morte de centenas de milhares de vítimas da Covid. E que conspiraram com os EUA para impor o tarifaço contra nosso país”, declarou.

“Tal pai, tal filho: o negócio deles é mentir e desafiar a democracia e a Justiça”, disse.

Lula acertará se mantiver Alckmin como seu candidato a vice-presidente

 

Lula acertará se mantiver Alckmin como seu candidato a vice-presidente

Com Alckmin, Lula conseguiu reduzir resistências

Pedro do Coutto

Em política, decisões aparentemente simples costumam carregar grande densidade estratégica. A sinalização de que Luiz Inácio Lula da Silva deve manter Geraldo Alckmin como seu vice na campanha à reeleição em 2026, segundo o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, vai exatamente nessa direção: mais do que uma escolha natural, trata-se de uma decisão politicamente madura — e, ao que tudo indica, a mais acertada.

Desde 2022, a composição entre Lula e Alckmin não foi apenas uma aliança eleitoral, mas uma engenharia política cuidadosamente desenhada para ampliar o campo de apoio do governo. Ao trazer um nome historicamente ligado ao centro e ao eleitorado paulista, Lula conseguiu reduzir resistências, dialogar com setores mais moderados e construir uma base mais ampla em um país profundamente polarizado. Essa lógica não perdeu validade — ao contrário, tornou-se ainda mais relevante.

ESTABILIDADE – A manutenção de Alckmin transmite um sinal claro de estabilidade. Em um cenário político marcado por volatilidade, ruídos institucionais e disputas narrativas intensas, a previsibilidade se torna um ativo valioso. O eleitor médio, especialmente aquele mais distante da militância ideológica, tende a valorizar arranjos que indicam continuidade, equilíbrio e ausência de sobressaltos.

Além disso, há um fator eleitoral decisivo: São Paulo. Maior colégio eleitoral do país, o estado segue sendo peça-chave em qualquer disputa presidencial. Alckmin, com sua longa trajetória política e forte identificação regional, continua sendo um ativo importante para Lula nesse território. Substituí-lo, a esta altura, significaria abrir mão de uma vantagem concreta sem garantia de compensação equivalente.

FRAGMENTAÇÃO – Outro ponto que reforça a correção da escolha é o cenário do campo adversário. O bolsonarismo, que já se apresentou como força coesa e disciplinada, hoje enfrenta sinais de fragmentação e disputa interna. Nesse contexto, a estratégia mais eficiente para o governo não é reinventar sua fórmula, mas consolidar aquilo que já demonstrou funcionar. Manter Alckmin é, portanto, uma aposta na racionalidade política.

Isso não significa ausência de desafios. O próprio Partido dos Trabalhadores enfrenta tensões internas em alguns estados, e a construção de alianças regionais continuará exigindo habilidade e negociação. Mas esses são elementos inerentes ao jogo político — e não se resolvem com mudanças bruscas na chapa presidencial.

Há também o papel de outras lideranças, como Fernando Haddad, que devem atuar de forma complementar na estratégia eleitoral, seja fortalecendo palanques regionais, seja contribuindo para a narrativa econômica do governo. O equilíbrio entre essas forças é justamente o que dá consistência ao projeto.

ALIANÇA – No fim das contas, a manutenção de Alckmin ao lado de Lula revela uma compreensão clara do momento político: em vez de arriscar em movimentos incertos, o presidente opta por preservar uma aliança que amplia, equilibra e agrega.

Em eleições apertadas — como têm sido as brasileiras —, não se trata apenas de conquistar novos votos, mas de não perder aqueles que já foram conquistados. E, nesse aspecto, Alckmin continua sendo um dos principais fiadores dessa base ampliada.

Se a política é, em grande medida, a arte de escolher riscos, Lula parece ter feito aqui uma escolha consciente: reduzir incertezas e apostar na estabilidade. Em tempos de polarização e imprevisibilidade, isso não é pouco — é estratégia.

EDITORIAL: Jeremoabo em Oração – A Fé que se Renova no Domingo de Ramos

 


EDITORIAL: Jeremoabo em Oração – A Fé que se Renova no Domingo de Ramos


Por José Montalvão

Neste último domingo, 29 de março, as ruas e paróquias de Jeremoabo foram preenchidas por um sentimento de profunda devoção. O Domingo de Ramos abriu oficialmente as portas da Semana Santa, o período mais sagrado do calendário cristão, e a nossa comunidade católica deu uma demonstração emocionante de fé e união.

Muitos fiéis se reuniram para relembrar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi aclamado com ramos de oliveira e palmeiras. Em Jeremoabo, essa tradição se mantém viva e pulsante, servindo como um convite ao recolhimento e à reflexão sobre os valores que sustentam a nossa caminhada.


A Força das Tradições em Nossa Terra

As missas celebradas nas paróquias do município não foram apenas ritos religiosos, mas momentos de reencontro espiritual. Para o povo jeremoabense, a Semana Santa representa muito mais que um feriado; é um tempo de:

  • Penitência e Oração: Um olhar para dentro de si em busca de renovação.

  • Solidariedade: O momento de lembrar dos ensinamentos de Cristo sobre o amor ao próximo.

  • Identidade Cultural: Nossas procissões e celebrações litúrgicas são a alma da nossa cidade, preservadas de geração em geração.


O Caminho da Paixão até a Páscoa

A celebração de Ramos é o portal que nos conduz pelos últimos passos de Cristo. A grande participação da comunidade neste domingo evidencia que, mesmo em tempos de tanta tecnologia e correria, o povo de Jeremoabo não abre mão de suas raízes espirituais.

A programação religiosa segue intensamente ao longo desta semana:

  1. Missas e Confissões: Momentos de purificação e escuta.

  2. Procissões Tradicionais: Onde a fé ganha as ruas em atos públicos de adoração.

  3. Vigílias: O acompanhamento silencioso do sacrifício de Jesus.


Conclusão: Um Tempo para a Paz

Como sempre defendemos aqui no Blog, a fé é um dos pilares que mantém uma sociedade equilibrada e esperançosa. Que esta Semana Santa em Jeremoabo seja marcada pela paz, pelo perdão e pelo fortalecimento dos laços familiares.

Que cada ramo erguido neste domingo simbolize a vitória da vida sobre a morte e da luz sobre as trevas em nossos corações. Que tenhamos todos uma semana de muita luz e reflexão.


Blog de Dede Montalvão: Valorizando a cultura e a religiosidade do nosso povo. 

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

Saída de Ratinho embaralha o jogo e racha o PSD entre Caiado e Leite


PSD busca tempo para aplacar as divergências

Dora Kramer
Folha

A saída de Ratinho Júnior da cena presidencial embolou o jogo e tensionou o ambiente no PSD. Dada como certa num primeiro momento, a candidatura de Ronaldo Caiado deslocou-se para o terreno da incerteza.

O anúncio, antes previsto para o final da semana, foi adiado, podendo se estender para 3 de abril, a depender das tratativas. É que Eduardo Leite decidiu reivindicar a vaga. Pior: poderia não apoiar o colega. Pediu a Gilberto Kassab o adiamento porque se Caiado fosse anunciado de imediato, daria a impressão de que o papel dele, Leite, fora desde sempre decorativo.

MAIS TEMPO – Combinou-se, então, que seria dado ao governador do Rio Grande do Sul um tempo, uma chance de se posicionar publicamente para mostrar que teria condições de ser o candidato a presidente e, assim, tentar mudar internamente o rumo das águas correntes em favor do governador de Goiás.

Caiado ainda é o preferido dos conselheiros encarregados de fazer a escolha, mas o grupo começou a receber pressões de fora, de setores mais identificados com o centro por onde transitam empresários, intelectuais, ex-ministros, políticos e personalidades de peso na vida nacional.

Esse pessoal considera que Eduardo Leite estaria mais apto do que Caiado para carregar a bandeira da reconstrução do caminho do meio entre as correntes representadas por Lula (PT) e Bolsonaro (PL). Não necessariamente para vencer agora, mas para acumular forças com vista à disputa em 2030.

VANTAGEM – Nessa perspectiva, o gaúcho levaria vantagem em dois aspectos: de geração (acabou de fazer 41 anos) e de visão de mundo mais próxima do chamado centro-democrático com um misto de pitadas de esquerda e plumagem tucana. O goiano tem 77 anos de idade e carreira política na direita.

Os argumentos, se não sensibilizam completamente o entorno de Kassab, são suficientes para funcionar como alerta na condução do processo, de maneira que do dissenso se chegue a um razoável entendimento com o mínimo possível de vidros quebrados pelo caminho.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Eduardo Leite cometeu um gravíssimo erro ao ingressar no PSD de Gilberto Kassab. Não percebeu que o dono do partido jamais permitiria sua candidatura nem autorizaria a realização de prévias. Kassab acha que o governador gaúcho é independente demais e vai lhe causar problemas. Agora, Leite está procurando uma saída honrosa, mas não há nenhum partido decente que possa acolhê-lo como candidato. O melhor seria entrar no MDB e sair candidato ao Senado, uma vitória certa. (C.N.)

 

Flávio pede interferência dos EUA na eleição brasileira

 

Flávio pede interferência dos EUA na eleição brasileira

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Foto: Leandro Lozada/AFP

Depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro lutar arduamente para que os Estados Unidos atuassem contra a Justiça brasileira para libertar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, agora é a vez de Flávio Bolsonaro voltar a pedir a interferência americana no País. Desta vez o pré-candidato à Presidência da República pediu para que haja pressão internacional para que as eleições de 2026 no Brasil ocorram sob o que ele chamou de “valores de origem americana”. Dirigindo-se ao público americano, o parlamentar pediu que os EUA e o “mundo livre” acompanhem o processo eleitoral brasileiro, com atenção à liberdade de expressão nas redes sociais, e atuem institucionalmente para garantir eleições “livres e justas”. (g1)

No discurso que fez
 na CPAC, o principal evento da extrema direita internacional, que aconteceu neste final de semana no Texas, Flávio também deu a entender que os Estados Unidos teriam acesso ilimitado às reservas de terras raras brasileiras em seu eventual governo. Segundo ele, o “Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam da China” no acesso aos minerais. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou o episódio como o mais grave até agora no debate eleitoral de 2026 e acusou Flávio de se comprometer com a entrega desses recursos aos EUA. (Metropoles)

Por aqui, a corrida pelo Planalto segue em ritmo acelerado, com alianças sendo criadas e outras sendo desfeitas. O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse que MDB e PSD não devem integrar uma aliança nacional pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Segundo Edinho, as negociações com essas siglas devem se concentrar nos estados, diante das divergências internas. (Folha)

E enquanto Flávio Bolsonaro segue estável no topo das pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumula números ruins em sua popularidade. Levantamento do Poder360 mostra que Lula registra hoje nível de desaprovação semelhante ao do ex-presidente Jair Bolsonaro no mesmo estágio de governo. A pesquisa indica que 51% dos entrevistados avaliam a gestão de Lula como “ruim” ou “péssima”, enquanto 26% a consideram “ótima” ou “boa”. O recorte temporal coincide com 3 anos e 3 meses de mandato — mesma fase em que Bolsonaro apresentava índices semelhantes. (Poder360)

Já o PSD deve encerrar hoje a novela da escolha de seu candidato ao Planalto. Segundo Natuza Nery, o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será anunciado em uma entrevista coletiva às 16h. (g1)

  

O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para flexibilizar o horário de visitas de seus filhos que não vivem com ele, em Brasília. Bolsonaro queria “livre acesso” dos filhos, o que foi rejeitado pelo ministro. Segundo Moraes, a prisão domiciliar não altera o regime de cumprimento da pena, que segue sendo fechado. Dos cinco filhos, apenas Laura Bolsonaro reside na casa. A decisão impacta os demais — Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro — que seguem sujeitos às limitações de horário para visitas. (CNN Brasil)

Moraes também proibiu o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. Moraes também determinou que a Polícia Militar abata e apreenda drones que invadam a área e prenda em flagrante seus operadores, com comunicação imediata ao STF. Segundo o ministro, o sobrevoo de drones em áreas residenciais configura violação à intimidade e à vida privada, além de representar risco à integridade física dos moradores. (g1)

  

Ganhou força ao longo do fim de semana a tendência no Supremo Tribunal Federal (STF) a ideia de uma eleição direta para escolher quem governará o estado do Rio de Janeiro na vacância deixada pela renúncia de Cláudio Castro. Até o PL, que tentou uma manobra relâmpago para que o deputado estadual Douglas Ruas (PL), ocupasse o governo, já admite a votação popular. Quatro ministros do Supremo já votaram em favor da eleição direta, respondendo a uma ação do PSD, partido do ex-prefeito da capital Eduardo Paes, que deve enfrentar Ruas nas urnas. Caso a votação direta se confirme, o pleito extra deve acontecer em 21 de julho. (Globo)

  

O presidente Lula afirmou que o Brasil manterá, ao lado do México, o apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorre quatro dias após o novo governo de direita do Chile retirar seu apoio à candidatura. O principal adversário de Bachelet é o argentino Rafael Mariano Grossi, hoje diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). (g1)

  

O Pentágono prepara uma ofensiva terrestre contra o Irã que pode se estender por semanas, informaram autoridades americanas ao jornal Washington Post. O envio de milhares de soldados e fuzileiros ao Oriente Médio indica uma escalada potencial. A operação não envolveria uma invasão em larga escala, mas ações pontuais, como incursões de forças especiais e tropas convencionais. Os alvos em discussão incluem áreas costeiras estratégicas e a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano no Golfo Pérsico. Os planos também consideram operações próximas ao Estreito de Ormuz, com o objetivo de neutralizar armamentos capazes de atingir rotas marítimas comerciais e militares. A duração estimada varia de semanas a alguns meses. (Washington Post)

Enquanto isso, O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ter ordenado a ampliação da área sob controle israelense no sul do Líbano, em mais um sinal de intensificação do conflito no Oriente Médio. A medida ocorre enquanto cerca de 2,5 mil fuzileiros navais dos Estados Unidos chegam à região. E a ofensiva conjunta de Israel e EUA contra o Irã continuou neste domingo, com ataques a uma emissora de TV em Teerã e a um porto no sul do país, onde ao menos cinco pessoas morreram. Em resposta, o Irã lançou mísseis balísticos contra Israel, sem registro de vítimas, embora um incêndio tenha atingido um parque industrial no sul do país. (New York Times)

E em Jerusalém
 a polícia impediu a entrada do patriarca católico de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, na igreja do Santo Sepulcro para a celebração do Domingo de Ramos, em um episódio considerado inédito em muitos séculos e criticado por autoridades cristãs. Diante da reação internacional, porém, o governo israelense voltou atrás e vai autorizar a missa. (Haaretz)

  

Não brinco mais

Spacca

  

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Viver

Uma nova variante do SARS-CoV-2, vírus causador da covid-19, já foi identificada em ao menos 23 países. Chamada de BA.3.2, a linhagem preocupa por apresentar um maior escape imunológico dos anticorpos do que as cepas predominantes hoje no mundo e alvo das vacinas. Mesmo assim, segundo a OMS, ainda não há evidências de que a nova variante provoque doença mais grave ou que os imunizantes atuais não ofereçam um grau elevado de proteção contra casos graves. O Brasil ainda não tem registro da nova linhagem. (Poder360 e Globo)

  

Florianópolis é a única cidade brasileira entre as 20 reconhecidas pela ONU por ações concretas para reduzir a geração de lixo e melhorar a gestão de resíduos. A lista faz parte de uma iniciativa que destaca municípios que enfrentam o problema do lixo urbano. A capital catarinense aparece junto com cidades como São Francisco (EUA), Bolonha (Itália), Hangzhou (China) e Yokohama (Japão). Há anos, Florianópolis tem estruturado políticas públicas voltadas à redução do lixo e a maneira como os resíduos são coletados e reaproveitados, tendo adotado o conceito de “lixo zero” em 2018. (g1)

  

O Corpo Governante, principal liderança das Testemunhas de Jeová sediada nos Estados Unidos, divulgou uma atualização em suas diretrizes que permite aos fiéis decidir se autorizam a coleta e o armazenamento do próprio sangue antes de cirurgias. Com a decisão, um adepto poderia coletar o próprio sangue para ser usado durante ou após um procedimento programado. Caso não seja necessário, o material coletado poderá ser descartado. Apesar da flexibilização, as Testemunhas de Jeová continuam sendo proibidas de receber transfusões sanguíneas de outras pessoas. (UOL)

  

O processo para ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mudou há pouco tempo no Brasil com a promessa de reduzir os custos para os futuros motoristas. Condutores nem são mais obrigados a frequentar uma autoescola e os pedidos pelo documento quadruplicaram. De qualquer forma, as autoescolas continuam oferecendo o serviço. Os candidatos que fazem só duas aulas práticas pagam 54% a menos do que antes, mas quem agendar as mesmas 20 aulas de antes pagará até 57% a mais. A abertura do processo para tirar a habilitação pode ser feita diretamente pelo site do Ministério dos Transportes. (Auto Esporte)

  

Cultura

A banda Guns N'Roses anunciou a saída da tecladista Melissa Reese, de sua turnê mundial de 2026, poucos dias antes do início da série de shows — que inclui nove apresentações no Brasil. No comunicado oficial a banda afirma que ela não participará da turnê por “motivos pessoais imprevistos”. Reese integrava o grupo desde 2016, quando entrou para a tour de reunião Not in this lifetime…, tornando-se a primeira mulher a tocar com a banda. (Globo)

  

A Mubi divulgou na sexta-feira o trailer oficial (YouTube) de Rosebush Pruning, novo filme do brasileiro Karim Aïnouz, que estreou no Festival de Berlim deste ano. Com Elle Fanning, Callum Turner e Pamela Anderson no elenco, o roteiro é de Efthymis Filippou e direção de Aïnouz. O longa é ambientado na Catalunha, onde uma família americana rica vive isolada, até que a chegada de um estranho expõe conflitos reprimidos e as tensões entre os membros se ampliam. A plataforma ainda não anunciou uma data de estreia no streaming. (Omelete)

  

O jornalista Leonencio Nossa lança no dia 7 de abril uma nova biografia de Guimarães Rosa. Fruto de duas décadas de investigação, o livro reúne pesquisa em arquivos públicos e privados, além de depoimentos de familiares e amigos. A obra desmonta a imagem de Rosa como um homem “do lombo do cavalo", como se esperaria de um autor tão associado ao universo rural. O jornalista conta que o escritor mineiro tinha revistas estrangeiras que o deixavam conectado com o mundo e que a família não vivia mais da pecuária e sim do comércio. (Globo)

  

Cotidiano Digital

A Sony anunciou um novo aumento global nos preços do PlayStation 5, elevando o valor do console em até US$ 100 nos Estados Unidos. A medida entra em vigor em 2 de abril e reflete principalmente a pressão dos custos de componentes, especialmente chips de memória, que estão sendo priorizados pelos fabricantes para atender à demanda de inteligência artificial em data centers. Com o reajuste, o modelo padrão passará a custar US$ 649,99 e a versão Pro chegará a US$ 899,99, marcando a segunda alta em menos de um ano. (Reuters)

  

O Google lançou um conjunto de ferramentas para facilitar a migração de usuários de chatbots concorrentes, como o ChatGPT e o Claude, para o Gemini. Os novos widgets permitem a transferência de memórias e históricos completos de conversas, eliminando a necessidade de treinar o assistente do zero com preferências e contexto pessoal. O processo funciona via importação de arquivos ZIP ou comandos sugeridos que orientam o Gemini a absorver informações sobre relacionamentos e interesses compartilhados em outras plataformas. A ofensiva tenta reduzir a distância para a OpenAI, que lidera o mercado com 900 milhões de usuários semanais, enquanto o ecossistema do Google registrou 750 milhões de usuários mensais no último trimestre. (TechCrunch)

  

Uma decisão da Justiça Federal da Califórnia suspendeu a tentativa do governo Trump de banir a Anthropic de contratos federais sob a acusação de risco à segurança nacional. A juíza Rita Lin classificou a medida do Pentágono como arbitrária e sem base legal. Única empresa de IA autorizada para redes classificadas dos militares americanos, a Anthropic alega retaliação após exigir garantias de que sua tecnologia não seria usada em armas autônomas ou vigilância doméstica. O governo tem uma semana para recorrer da ordem, que restaura o status quo das operações da companhia com o setor público enquanto a OpenAI tenta avançar em acordos similares com o Pentágono. (NBC News)

  

A eleição de 2026 pode ser a primeira sem um centro claro. Os nomes estão postos, os campos começam a se organizar e o espaço no meio pode simplesmente não existir. O que isso diz sobre o Brasil de hoje? Na Edição de Sábado, Giullia Chechia conversa com cientistas políticos e lideranças para entender o que está por trás desse momento e o que ele revela sobre o país. Leia. Vai te ajudar a entender o que vem pela frente.

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