sábado, setembro 26, 2026

Supremo resolveu acumular poder demais e agora paga o preço da própria crise

Publicado em 25 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet


Lula mantém vantagem sobre Flávio na última semana antes da eleição, aponta Datafolha

Publicado em 25 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

 

Às vésperas da eleição, Lula proíbe bets e abre nova frente na disputa pelo eleitor

Publicado em 25 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Piada do Ano! Conselho considera que Gonet não é “suspeito” para julgar Vorcaro

Publicado em 25 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Quatro homens vestidos formalmente estão sentados ao redor de uma mesa redonda com copos e garrafas, em ambiente interno com iluminação baixa e luzes decorativas. Ao fundo, outras pessoas estão em pé, em área pouco iluminada.

A foto leviana com Vorcaro pagando tudo nada significou…

Isadora Albernaz, Anna Júlia Lopes e Ana Pompeu
Folha

O Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal) negou nesta sexta-feira (25) a abertura de uma investigação contra Paulo Gonet pela atuação no caso do Banco Master. O órgão também manteve o procurador-geral à frente das investigações envolvendo a instituição de Daniel Vorcaro, após a revelação de elo entre o ex-banqueiro e o PGR.

O placar em relação à instaurar uma apuração foi de 5 votos contrários e 4 favoráveis. Durante a sessão extraordinária, realizada na sede do MPF, em Brasília, os nove conselheiros foram unânimes para defender que Gonet não deve ser afastado dos processos por não ser competência do órgão analisar essa medida.

CORPORATIVISMO – Houve críticas em relação à postura de Gonet, com parte dos subprocuradores entendendo que ele deveria ter se afastado do caso pela mera existência de citação ao seu nome envolvendo Vorcaro. Mas prevaleceu uma argumentação que minimizou os elementos sob a alegação de que os fatos não são suficientes para indicar sequer proximidade ou favorecimento ao ex-banqueiro.

Gonet é o presidente do Conselho Superior do MPF, mas, por ser o alvo da análise, a sessão foi presidida pelo vice-presidente do órgão, subprocurador-geral da República Nicolao Dino – que é irmão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.

Nicolao foi o último a se manifestar e desempatou a votação pró-Gonet. Ele afirmou que não há nada que “permita extrair uma possível prática que leve à satisfação de interesse ou sentimento pessoal” do procurador-geral na condução do caso Master.

PLENÁRIO DIVIDIDO – O relator do procedimento no órgão, subprocurador-geral Francisco Sanseverino, foi o primeiro a votar, sendo contra a abertura de uma apuração. Ele foi seguido por Celso de Albuquerque Silva, Alexandre Camanho de Assis e pelo vice-PGR, Hindenburgo Chateaubriand.

A subprocuradora Janice Agostinho Barreto Ascari abriu uma divergência e foi acompanhada por Samantha Chantal Dobrowolski, José Adônis Callou de Araujo Sá e Ana Borges Coelho Santos para instaurar uma apuração preliminar.

O procedimento envolvendo Paulo Gonet foi aberto no início de setembro pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal para apurar menções ao PGR em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro.

DIZ O RELATOR – Em seu voto, o relator afirmou que não foram encontradas mensagens diretas ou contato do PGR na lista telefônica do ex-banqueiro e que os registros envolvendo terceiros não podem ser analisados “de forma isolada e ou descontextualizada para não criar uma situação artificial que não corresponda à realidade”.

Segundo o subprocurador, isso já enfraqueceria a tese de que existiria uma “amizade íntima” com o dono do Master.

 

Próximo de Gonet, o vice-PGR reiterou o argumento: “Nunca vi amizade íntima de alguém que nem tem meu telefone”.

O entendimento foi compartilhado por Alexandre Camanho. “Se o conselho numericamente entender que o procurador-geral da República oficiou no caso que ele está suspeito, o conselho, sem ter atribuição para esse julgamento, está dizendo para o Senado: ‘Sim, o procurador-geral da República [atuou] em um caso que ele estava suspeito’. Estamos dizendo que se cometeu um crime de responsabilidade. Estamos dando o pressuposto para a abertura de um processo por crime de responsabilidade”, disse Camanho.

Gonet foi citado em relatório da Polícia Federal. No documento, há mensagens que o advogado Ciro Soares encaminha ao ex-banqueiro que supostamente seriam de Gonet. “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma. Manda essa mensagem para ele”, diz um dos trechos.

A investigação também revelou que o filho do procurador-geral teria pedido ao dono do Master para ir a um evento em Londres, com as despesas pagas, e que Vorcaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes que acionasse Gonet e o chefe da PF, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra a instituição financeira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Mais uma decisão corporativa e vergonhosa. Gonet foi flagrado bebendo uísque e fumando charutos com o dono do Master no clube privado George Club, em Londres. E Vorcaro bancou também a viagem do filho de Gonet, o que já bastaria para haver suspeição. Por isso, a subprocuradora Janice Ascari disse ser necessário esclarecer se houve reservas ou pagamentos, qual o conteúdo da ligação entre eles, se houve outras conversas e se os pedidos de Vorcaro chegaram ao procurador Gonet. Mas ninguém se interessou em apurar, e assim o Conselho se desmoraliza junto com o STF. (C.N.)

Celular de Vorcaro põe gabinetes do STF para vasculhar 37,5 mil arquivos de mensagens

Publicado em 25 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Ismecio (Arquivo Google)

Pepita Ortega
O Globo

O acesso à íntegra dos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez alguns dos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal dedicarem equipes, ainda que reduzidas, para analisar as mensagens trocadas pelo ex-dono do Master com autoridades.

Um desafio, no entanto, tem sido levantado por interlocutores de ministros: o tamanho e volume dos diálogos a serem revisados. São cerca de 510 GB que reúnem 32,7 mil arquivos, entre chats, áudios e registros de chamadas telefônicas.

RESTRIÇÃO – Como mostrou O Globo, a primeira medida adotada pelos gabinetes que receberam acesso ao celular do ex-banqueiro foi restringir o acesso ao material, em razão de um grande volume de informações de caráter pessoal e relacionadas à intimidade.

Esta restrição, em alguns dos gabinetes, também tem relação com o tamanho da equipe. Há indicações de que a “falta de braço” nos times impede a escalação de um grupo maior para analisar diálogos, sem prejuízo das demais funções internas.

De outro lado há uma alerta sobre o tamanho dos dados remetidos aos ministros que solicitaram o material: Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Assim, cada equipe tem avaliado diferentes métodos e abordagens para buscar as referências nos diálogos do ex-dono do Master.

CAUTELA – Dentre os ministros que tiveram acesso ao celular de Vorcaro, o mais novo na Corte, Zanin, tem ressaltado a cautela na análise do material e defendido que seja usado somente de acordo com o que foi solicitado: a análise sobre os argumentos levantados pela Procuradoria-Geral da República no pedido de declaração de nulidade do relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Antes de entrar na Corte, Zanin foi responsável pelo pedido de acesso às provas da Operação Spoofing, quando era advogado de Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação tratava sobre o hackeamento de autoridades, entre elas o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro. Com base nos diálogos, a defesa de Lula requereu a anulação de condenações impostas ao petista. A autorização foi deferida por Ricardo Lewandowski, o qual acabou sucedido por Zanin no STF.

CÓPIAS DAS PERÍCIAS – Em abril de 2021, por exemplo, Lewandowski pediu que fosse enviado a seu gabinete cópias das perícias realizadas em cada uma das mídias apreendidas na Operação, assim como o relatório final da investigação. As mídias foram entregues ao gabinete em um CD.

O material apreendido na Operação Spoofing tinha cerca de 7 TB, mas a defesa de Lula teve acesso somente a mensagens que lhe dissessem respeito, direta ou indiretamente, e as que tivessem relação com investigações e ações penais contra ele movidas.

Com base nos diálogos, Zanin apresentou ao STF mais de 15 relatórios, elaborados por peritos, citando diálogos entre Moro e ex-integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

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