sábado, abril 25, 2026

STF se vê na mira de candidatos, e reação de ministros gera nova divisão interna

 

STF se vê na mira de candidatos, e reação de ministros gera nova divisão interna

Por Luísa Martins / Folhapress

25/04/2026 às 10:40

Foto: Antonio Augusto / STF

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Há um consenso entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de que as críticas à atuação da corte entraram de vez na pauta dos pré-candidatos da direita em 2026, mas os magistrados se dividem sobre qual a melhor forma de atravessar a campanha eleitoral e evitar um agravamento dos desgastes.

Cinco ministros avaliam que é preciso um enfrentamento mais incisivo, com posicionamentos públicos que traduzam intransigência com eventuais ataques e deixem claras as possíveis consequências. Outros cinco entendem que o melhor cenário é agir com discrição, fugir dos holofotes e submergir.

As discussões internas vêm na esteira de dois episódios recentes: a proposta de indiciamento de magistrados pelo relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que vai disputar a reeleição, e a série de vídeos contra o STF publicada pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência.

O grupo capitaneado pelo ministro Gilmar Mendes defende respostas veementes. No dia em que foi divulgado o relatório da CPI, o decano fez um duro discurso na Segunda Turma e entrou com representação na PGR (Procuradoria-Geral da República) para investigar Vieira por crime de abuso de autoridade.

Depois, em uma maratona de entrevistas à imprensa nesta semana, Gilmar reforçou sua posição também em relação a Zema. Ele pediu ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-governador fosse incluído no inquérito das fake news. "Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la", escreveu nas redes sociais.

Gilmar tem o apoio de Moraes e dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli. Eles avaliam que o STF está na mira do mundo político e que os ataques podem atrair dividendos eleitorais para os candidatos, especialmente entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao mesmo tempo, as declarações recentes do decano, que zombou do uso da língua portuguesa por Zema e questionou se seria ofensivo retratá-lo como um homossexual -fala pela qual se desculpou-, preocupam seus aliados, que temem um possível efeito reverso.

A leitura é de que é preciso ser firme, mas moderar o tom e evitar resvalar para ironias, sob pena de fortalecer o discurso de perseguição política pelo Supremo, dar munição aos opositores da corte e aumentar o engajamento de candidatos considerados, até o momento, irrelevantes para a corrida eleitoral.

Toffoli -que junto a Moraes é um dos personagens centrais na crise de imagem da corte, devido às ligações com o caso do Banco Master-- chegou a falar que o voto obtido a partir de críticas infundadas ao STF é fraudulento e capaz de ensejar declaração de inelegibilidade pela Justiça Eleitoral.

O grupo de Gilmar se opõe ao do presidente da corte, Edson Fachin, que prega um STF mais autocontido, defende a implementação de um código de conduta para os ministros da corte e é refratário a responder ou alimentar qualquer polêmica trazida pelos pré-candidatos.

Ao lado de Fachin estão a ministra Cármen Lúcia, relatora do código de conduta, e os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. A pessoas próximas eles sinalizaram que as reações de Gilmar foram figadais demais e deixaram a corte ainda mais exposta em meio à crise.

Esses magistrados também avaliam que Gilmar e Dino, por discordarem da gestão de Fachin, estão buscando um lugar de protagonismo na condução de assuntos institucionais, como o pacto costurado para restringir os penduricalhos e a proposta de uma reforma mais ampla no Judiciário, que vá além das regras para participação em palestras e eventos.

Conforme mostrou a Folha, Gilmar, Dino, Moraes e Zanin, com apoio lateral de Toffoli, formaram uma espécie de aliança para se contrapor a Fachin em meio às repercussões negativas da investigação do Master. Eles entendem que o presidente do STF quer deixar um legado em defesa da ética, mas ao custo de desgastar os colegas em praça pública.

Os ministros afirmam que a insistência de Fachin no código de conduta, declarações de que "juízes precisam responder pelos seus erros" e a demora em dar respostas institucionais (a nota da presidência repudiando o relatório da CPI do Crime Organizado só foi divulgada após a rejeição do documento pelo Congresso) acabam aumentando a vulnerabilidade do tribunal.

O presidente da corte tem dito a auxiliares que mantém diálogo periódico com os colegas e que divergências são normais em um colegiado, sem necessariamente significar uma ruptura interna. Ele também afirma que a defesa da integridade moral do tribunal e da imparcialidade dos ministros é uma bandeira inegociável da sua gestão.

O rumo do inquérito das fake news, que mira bolsonaristas e foi aberto em 2019, é outro ponto de divergência entre as duas alas do STF. Enquanto Fachin defendeu publicamente o encerramento da investigação no curto prazo, Gilmar avalia que o caso de Zema é um exemplo de que os ataques à corte vão dominar a campanha eleitoral e que seria temerário não haver um instrumento para contê-los.

As diferenças entre os dois grupos também devem ficar em evidência no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob a presidência de Kassio, que assume o cargo em maio. Se nas eleições de 2022 Moraes, no comando da corte, defendia uma intervenção maior da Justiça Eleitoral, o novo presidente deve adotar uma estratégia mais minimalista em 2026.

Segundo relatos feitos à Folha por interlocutores de Kassio, muitos conteúdos que seus colegas classificam como ataques ao Supremo são, para ele, mero exercício da liberdade de expressão. O ministro entende que o debate público durante a eleição, ainda que atinja o Judiciário, deve fluir sem interferências do TSE, exceto em casos de extrema gravidade.

Politica Livre

Flávio critica provocações entre bolsonaristas, e Nikolas reclama de quem 'mina a própria base'

 

Flávio critica provocações entre bolsonaristas, e Nikolas reclama de quem 'mina a própria base'

Por Marina Pinhoni / Folhapress

25/04/2026 às 13:20

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou "provocações e cobranças" entre aliados após novo episódio de troca de ofensas entre um de seus irmãos e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais.

"Fica aqui meu pedido sincero: não precisa 'pressionar' ninguém ou me 'defender' de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República. Já disse algumas vezes e repito, cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar", escreveu Flávio em publicação na noite desta sexta-feira (24).

Mais cedo, Nikolas havia afirmado que, se a capacidade cognitiva do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) e a de outro influenciador de direita que o critica fossem somadas, ainda assim não alcançariam a de uma "toupeira cega".

Depois da postagem do pré-candidato à Presidência, o deputado mineiro respondeu ao apelo e afirmou que sofre provocações "há três anos" e permanecia calado. "Mas como todo ser humano, tenho um limite.

E com o passar do tempo, vários aliados de longa data, leais e íntegros tem sido alvo da mesma turma que nada agregam, a não ser gerar divisão e até mesmo fiscalização/perseguição a quem não posta uma porcentagem que eles desejam."

Nikolas também citou correligionários na Câmara, afirmando que eles têm se tornado "alvo diário" de perseguição, "minando a própria base que o seu pai criou".

"Isso tem gerado um clima que ninguém mais suporta. Poucos tem coragem de enfrentar, e quando enfrentam, recebem o rótulo de 'traidores'", disse.

No início do mês, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que "os holofotes e a fama" fizeram mal ao parlamentar mineiro.

"Você continua colocando Flavio numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou."

Politica Livre

Câmara acelera o PL da misoginia e debate opõe proteção e liberdade de expressão


Ilustração DA Editoria de Arte/CB/D.A Press

Anna Júlia Lopes
CNN

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), instituiu nesta sexta-feira (24) a criação de um grupo de trabalho para debater o PL (projeto de lei) da Misoginia, que equipara o ódio ou a aversão a mulheres ao crime de racismo.

O grupo terá um prazo de 45 dias para concluir seus trabalhos e será coordenado pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP). Cada um dos partidos presentes na Casa Baixa poderá indicar um deputado para integrar o colegiado. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Hugo afirmou que a criação do grupo tem o objetivo de promover um debate “técnico e profundo”, ao mesmo tempo que agiliza a tramitação da pauta para que seja votada em plenário.

PROPOSTAS – “Proteger as brasileiras é prioridade absoluta nessa casa. Por isso, faço questão de dar celeridade a todas as matérias que tratam da segurança das nossas mulheres”, declarou o presidente da Casa Na publicação, Hugo citou ainda uma série de propostas aprovadas nos últimos meses pela Câmara.

Diante de um cenário de aumento de violência contra as mulheres em todo o país, o Congresso Nacional aprovou, por exemplo, o porte de spray de pimenta para defesa pessoal para mulheres; a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica para agressores; e a tipificação do crime de vicaricídio (quando há o assassinato de filhos ou parentes com o intuito de causar sofrimento à mulher).

Escolhida para comandar o grupo, Tabata foi uma das deputadas que comemorou o avanço da pauta. Defensora de pautas relacionadas às mulheres, a congressista é autora de um projeto que propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.

PL DA MISOGINIA – O PL da Misoginia propõe a tipificação do crime envolvendo a misoginia (palavra utilizada para definir o ódio às mulheres). Até o momento, a misoginia não é tipificada como um crime específico no Código Penal brasileiro, sendo muitas vezes equiparada a delitos de injúria e difamação, que possuem penas mais brandas.

A proposta estabelece penas de dois a cinco anos de reclusão para esse tipo de crime e equipara a misoginia ao crime de racismo. Dessa forma, a misoginia se tornaria um crime inafiançável, ou seja, que não admite fiança e impede que o preso pague para responder o processo em liberdade; e imprescritível, que não perde a validade e pode ser punido a qualquer momento.

“MACHOSFERA” – Diante de uma crescente onda de ódio às mulheres nas redes sociais, incentivada por movimentos como o “Red Pill” e a “machosfera”, o projeto visa combater discursos de ódio e discriminação contra mulheres com base na ideia de uma suposta supremacia masculina.

No Senado Federal, o texto foi aprovado por unanimidade. Na Câmara, no entanto, enfrenta resistência entre parte dos deputados. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) já se posicionou de forma contrária ao texto. Segundo ele, o PL ameaça a liberdade de expressão. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) definiu a proposta como “censura” e disse que ela pode ser usada “por quem se veste de mulher para atacar e calar mulheres”.


Senado, PGR e AGU se unem contra ação do PT no STF à sombra das delações do Master

Publicado em 25 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Michelle se opõe a Frias e acirra disputa do PL pelo Senado em São Paulo

Publicado em 25 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Ex-primeira dama e deputado já trocaram farpas 

Carlos Petrocilo
Folha

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro tem sido contrária à possível candidatura do deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Senado paulista pelo PL. O favorito é o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado, e corre por fora o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo.

A relação entre Frias e Michelle não é boa, principalmente depois que o deputado afirmou, em abril de 2025, que “ladainha da inclusão deve ser eliminada da direita”. Michelle, que tem a inclusão como bandeira, publicou um vídeo em repúdio a Frias, defendendo a acessibilidade.


EDITORIAL: Inauguração do CRIEASS – Onde o Cuidado se Transforma em Esperança Real para Nossas Crianças


EDITORIAL: Inauguração do CRIEASS – Onde o Cuidado se Transforma em Esperança Real para Nossas Crianças


Por José Montalvão 

Existem momentos na gestão pública que ultrapassam a entrega de concreto e tijolos. São momentos em que o governo toca o coração das famílias que mais precisam, oferecendo não apenas um serviço, mas um porto seguro. A inauguração do CRIEASS (Centro de Referência Integrado em Educação e Assistência Social), realizada pelo prefeito Tista de Deda, é exatamente esse marco: um divisor de águas na vida das crianças carentes de Jeremoabo.


1. Acolhimento Além da Estrutura

Mais do que um prédio equipado, o CRIEASS nasce com a missão de oferecer cuidado especializado e acolhimento humano. Em uma cidade que enfrenta desafios sociais históricos, ter um centro dedicado ao desenvolvimento infantil e ao suporte das famílias é um ato de justiça social.

Como bem destacou o prefeito durante o ato inaugural, a emoção de ver o olhar dos pais não tem preço. É um olhar de quem, muitas vezes, sentiu-se invisível e agora encontra uma porta aberta com profissionais capacitados para guiar seus filhos por caminhos de dignidade.

2. Um Compromisso com o Futuro

"Ver o olhar dos pais cheio de confiança me emociona… porque sei que aqui começa um caminho de dias bem melhores. É por momentos assim que a gente trabalha e cuida de perto", afirmou Tista de Deda.

Essas palavras resumem a essência do que deve ser a política: a ferramenta para mudar a realidade de quem vive na ponta, longe dos grandes gabinetes. Quando se investe na base, no desenvolvimento integral da criança, está-se, na verdade, pavimentando uma Jeremoabo menos desigual e mais próspera.


3. Dias Melhores já Começaram

O CRIEASS não é apenas um projeto; é uma esperança real. É o local onde o diagnóstico vira tratamento, onde a dificuldade escolar encontra suporte e onde a vulnerabilidade social é combatida com assistência de verdade.

Para as famílias que dependem exclusivamente do poder público, a inauguração deste centro é a prova de que Jeremoabo está no rumo certo, priorizando as pessoas acima de tudo. É o trabalho silencioso e persistente que, agora, ganha um rosto e um endereço.


Conclusão: O Valor do Cuidado

O Blog de Dede Montalvão parabeniza a gestão municipal por essa iniciativa. Afinal, cuidar das nossas crianças é cuidar do maior patrimônio que possuímos. Que o CRIEASS seja o berço de grandes transformações e que o exemplo de dedicação visto nesta inauguração se multiplique em todas as áreas da nossa administração.

Jeremoabo avança quando o cuidado chega a quem mais precisa.


Blog de Dede Montalvão: Registrando o progresso e cobrando sempre o melhor para o nosso povo.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

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