sábado, abril 25, 2026

Sessão dos 66 anos de Brasília no Senado tem memórias e cobranças pelo BRB-Master

 

Sessão dos 66 anos de Brasília no Senado tem memórias e cobranças pelo BRB-Master

Por Maria Magnabosco / Estadão Conteúdo

25/04/2026 às 08:40

Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

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O Senado realizou nesta sexta-feira, 24, uma sessão especial para celebrar o aniversário de Brasília. A cidade completou 66 anos na terça-feira, 21. A sessão foi marcada por discursos sobre a memória da capital federal e também por cobranças sobre a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB), que precisa encontrar uma solução para cobrir perdas com a compra de créditos podres do Banco Master.

Senadores da bancada do Distrito Federal usaram a data para cobrar responsabilização pelo escândalo financeiro. Autora do requerimento que originou a sessão, a senadora Leila Barros (PDT-DF) cobrou a punição dos responsáveis pelo envolvimento do BRB com o Banco Master, atribuindo a situação a decisões tomadas por interesse pessoal.

"Quando uma instituição como o BRB é colocada sob questionamento, quem sofre é a cidade. Quem sofre são os mais vulneráveis", afirmou a senadora.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que Brasília vive uma crise grave e que os três senadores do DF seguirão buscando respostas por meio de CPIs, comissões e requerimentos de informações.

Damares reconheceu que os últimos dois anos foram especialmente difíceis para quem representa o Distrito Federal no Senado. Ela afirmou que os parlamentares enfrentam "uma luta diária por verbas públicas e pela defesa do fundo constitucional".

O senador Izalci Lucas (PL-DF), que pretende concorrer ao governo distrital nas eleições deste ano, alertou que o escândalo financeiro em curso vai dificultar ainda mais a já complexa relação do DF com o governo federal e o Congresso em torno da autonomia da unidade federativa.

Para corrigir o que chama de distorção da Constituição de 88, disse ter apresentado uma PEC que transfere ao DF os recursos para manter e organizar áreas como polícia civil, militar, bombeiros e educação, sem depender de autorização federal para reajustes salariais ou concursos.

"Vai ser muito difícil, depois desse escândalo todo que está acontecendo, não receber críticas dos Estados e municípios", diz o senador.

O BRB passa por uma crise após ter comprado R$ 12,2 bilhões em carteiras de créditos do Master, que depois o Banco Central identificou que não tinham lastro. Conforme o Estadão revelou, o governo distrital começou o ano sem dinheiro em caixa para pagar despesas do ano anterior e enfrenta um aumento crescente de gastos e endividamento.

Em março deste ano, o hoje ex-governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC para fazer um aporte no BRB e cobrir os prejuízos. Ibaneis ofereceu imóveis do Distrito Federal e ações de empresas como garantia para o empréstimo.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, após a Polícia Federal investigar as fraudes da instituição, incluindo suspeita de manipulação de balanços e operações financeiras irregulares envolvendo outras instituições, dentre elas, o BRB. O banqueiro voltou a ser preso no mês passado.

Em março de 2025, o governo do DF chegou a fazer uma oferta para tentar comprar o Master. O Banco Central, contudo, reprovou o negócio em setembro, depois de se debruçar sobre o balanço dos dois bancos e encontrar indícios de crimes financeiros, com a descoberta das carteiras podres vendidas ao BRB pelo Master.

Assim, o Distrito Federal entrou no centro do escândalo, sob a suspeita de que o BRB estava ciente de que estava adquirindo "ativos podres", sugerindo uma possível participação no esquema

Durante a sessão, além dos discursos em prol da resolução da crise, parlamentares e personalidades também destacaram a história de Brasília, construída por brasileiros de todas as regiões e inaugurada em 1960 sob o comando de Juscelino Kubitschek.

 Politica Livre

Governo Trump aprova pelotão de fuzilamento para pena de morte e a volta da injeção letal

 

Governo Trump aprova pelotão de fuzilamento para pena de morte e a volta da injeção letal

Relatório do Departamento de Justiça expande métodos de aplicação da sentença e critica restrições da gestão Biden

Por Folhapress

24/04/2026 às 20:30

Foto: Reprodução/Instagram

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O presidente dos EUA, Donald Trump

O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (24) que permitirá pelotões de fuzilamento e voltará a adotar a injeção letal como parte de um esforço mais amplo para restabelecer a pena de morte nos Estados Unidos.

Em um relatório, Todd Blanche, o secretário de Justiça interino, afirmou que as decisões do ex-presidente democrata Joe Biden de recuar da pena de morte "causaram danos incalculáveis às vítimas de crimes e, em última instância, ao próprio Estado de Direito".

O Departamento de Justiça, disse ele, voltou a autorizou o uso de pentobarbital para executar presos do sistema federal e também permitirá métodos adicionais de execução, como o uso de pelotões de fuzilamento.

O relatório de 48 páginas acrescentou que o Escritório Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês) deveria seguir o exemplo de estados que expandiram seus protocolos de execução em meio a disputas sobre a legalidade e disponibilidade de drogas para injeção letal.

"Os métodos adicionais de execução que o BOP deveria considerar adotar incluem o pelotão de fuzilamento, a eletrocussão e o gás letal —todos considerados consistentes com a Oitava Emenda pela Suprema Corte", disse o relatório, referindo-se à parte da declaração de direitos que proíbe "punições cruéis e incomuns".

O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, chamou as medidas de "uma mancha na história da nossa nação".

Durbin acusou o Departamento de Justiça de "voltar no tempo ao fortalecer a prática bárbara da pena de morte federal —uma forma de punição cruel, imoral e frequentemente discriminatória".

Trump havia sinalizado as medidas em seu primeiro dia no cargo, assinando um decreto para reinstituir a pena capital no sistema prisional federal. Durante o primeiro mandato de Trump, 13 pessoas foram executadas no corredor da morte nacional.

Em 2021, o então secretário de Justiça, Merrick Garland, emitiu uma moratória sobre execuções de presos federais e suspendeu o uso de um protocolo de uso de droga letal para o pentobarbital. Em seus últimos dias no cargo, Biden comutou as sentenças de morte de 37 dos 40 condenados no corredor da morte federal.

O governo Trump enfrenta um obstáculo significativo. Segundo a lei, o governo federal só pode realizar execuções em estados que permitem a pena capital e executá-las de acordo com os protocolos estaduais. Por anos, as execuções federais ocorreram em Indiana, que só permite a pena capital por injeção letal.

O Departamento de Justiça, reconhecendo essa limitação em seu relatório, recomenda que o governo federal encontre um novo local para realizar execuções, em um estado que permita outros métodos. O Mississippi, afirma o relatório, permite execuções por eletrocussão ou pelotão de fuzilamento se a injeção letal ou outros métodos não estiverem disponíveis.

O texto pediu que o Escritório de Prisões apresente um relatório "detalhando as opções para realocar ou expandir o corredor da morte federal, ou para construir uma segunda instalação de execução federal em um estado que permita métodos adicionais de execução".

O pelotão de fuzilamento raramente foi usado nos EUA, mas recentemente foi autorizado por vários estados como método alternativo caso caso as unidades federativas não consigam obter as substâncias usadas na injeção letal. Antes do ano passado, as únicas execuções por pelotão de fuzilamento no país em tempos modernos haviam sido realizadas por Utah, em 1977, 1996 e 2010, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte, um grupo de pesquisa.

Mas em 2025, a Carolina do Sul, que havia autorizado o pelotão de fuzilamento em 2021, executou três prisioneiros usando esse método.

Em seu anúncio nesta sexta-feira, o governo Trump disse que estava trabalhando em uma regulamentação destinada a reduzir o processo de apelação federal para casos de pena de morte estaduais, embora, em última instância, os tribunais tenham a palavra final.

O departamento também afirmou que planejava emitir uma regulamentação que imporia novos limites à capacidade de presos condenados à morte de buscar clemência ou indultos do governo federal.

O relatório sugeriu, ainda, expandir os tipos de crimes e os tipos de criminosos elegíveis para a pena de morte federal a fim de "corrigir lacunas e deficiências" na lei atual. O Congresso teria que aprovar qualquer mudança desse tipo com nova proposta legislativa.

Segundo o relatório, o governo federal deveria considerar propor legislação que tornaria elegíveis para a pena de morte "assassinatos de policiais; assassinatos por estrangeiros ilegalmente nos EUA; e assassinatos constituídos ou cometidos na prática de crimes de ódio, perseguição, apoio material ou violência doméstica".

Robin Maher, diretora do Centro de Informações sobre Pena de Morte, disse que o relatório parecia mais focado em queixas contra o governo Biden do que em uma análise direta do protocolo de injeção letal.

"Pareceu-me bastante desonesto no que se refere a refletir a realidade dos problemas" com o uso de pentobarbital em execuções, disse Maher.

O pentobarbital foi usado pela primeira vez em uma execução em 2010, em Oklahoma, e logo se tornou um método comum para executar prisioneiros.

Assim como outras drogas usadas em injeções letais, ela enfrentou contestações na Justiça de prisioneiros e seus advogados, que disseram que ela causava sofrimento aos prisioneiros, mas os tribunais permitiram seu uso, e vários estados a usam como método principal para execução da pena. Ainda assim, alguns estados tiveram dificuldade em obter a droga devido à pressão de grupos médicos e de defesa sobre os fabricantes de medicamentos.

Em janeiro de 2025, o Departamento de Justiça sob Garland, pouco antes de Trump assumir para seu segundo mandato, emitiu um memorando dizendo que "ainda há uma incerteza significativa sobre se o uso de pentobarbital como injeção letal causa dor e sofrimento desnecessários".

Politica Livre

Departamento de justiça dos EUA aprova execuções por fuzilamento

 

Departamento de justiça dos EUA aprova execuções por fuzilamento

Por Estadão Conteúdo

25/04/2026 às 09:00

Foto: Reprodução

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O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira, 24, a ampliação dos métodos de aplicação da pena de morte em casos federais, incluindo execuções por pelotões de fuzilamento. A sentença é aplicada normalmente em nível estadual, mas o governo federal também pode solicitar a execução para certos crimes, como terrorismo. Há atualmente 62 condenados no corredor da morte federal.

Em relatório, o secretário de Justiça interino, Todd Blanche, afirmou que as decisões do presidente anterior, Joe Biden, de restringir a pena capital, "causaram danos incalculáveis às vítimas de crimes". Segundo Blanche, o Departamento de Justiça voltou a autorizar o uso de pentobarbital para executar presos e permitirá métodos adicionais, como pelotões de fuzilamento.

O relatório acrescentou que o Departamento de Prisões deveria seguir o exemplo dos Estados que ampliaram seus protocolos de execução em meio a disputas sobre a legalidade e a disponibilidade de drogas para injeção letal. O senador democrata Richard Durbin classificou as medidas como "uma mancha na história" do país.

Trump havia sinalizado essas medidas em seu primeiro dia no cargo, assinando um decreto para restabelecer a pena de morte no sistema federal. Durante seu primeiro mandato, 13 pessoas foram executadas.

Em 2021, o então secretário de Justiça, Merrick Garland, emitiu uma moratória das execuções e suspendeu o uso de drogas letais, incluindo o pentobarbital. Em seus últimos dias no cargo, Biden comutou as sentenças de 37 dos 40 assassinos condenados na esfera federal.

A medida do governo Trump enfrenta um obstáculo significativo. Legalmente, o governo federal só pode realizar execuções em Estados que permitem a pena capital e executá-las de acordo com os protocolos locais. Por anos, as execuções ocorreram em Indiana, Estado que permite apenas a pena por injeção letal.

O relatório solicitou que o Departamento de Prisões apresentasse "opções para realocar ou ampliar o corredor da morte federal, ou para construir uma segunda instalação federal de execução em um Estado que permita formas adicionais de execução".

Atualmente, cinco Estados dos autorizam o pelotão de fuzilamento, mas apenas um - Carolina do Sul - utilizou esse método nos últimos anos. Nove Estados permitem a eletrocução, método que não é usado desde 2020.

Politica Livre

Lucido e atuante, Sarney ainda reina nos bastidores do poder em Brasília


Sarney celebra 96 anos exaltando o amor e a memória

 Sarney ganhou um bolo dos amigos rubro-negros

Vicente Limongi Netto

Os deuses da energia e da lucidez saúdam os 96 anos de idade do ex-presidente José Sarney. Responsável, na chefia da nação, pela transição democrática. Homem telúrico, poeta, escritor lido e consagrado no mundo inteiro.

Como jornalista, ex-deputado federal, ex-senador, ex-governador e ex-presidente do Congresso Nacional, ex-presidente da Repúblca e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o maranhense José Sarney é respeitado por todos os segmentos da sociedade e ainda encontra tempo para ser conselheiro de políticos famosos e consagrados. Entre eles, o presidente Lula.

Nessa linha, analistas do primeiro time da política acreditam que diante da confusa quadra brasileira, Lula precisa tirar um tempo para nova rodada de conversas com o experiente autor de “Marimbondos de Fogo”.

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