sexta-feira, abril 24, 2026

André Mendonça manda soltar preso de esquema do INSS que tenta fazer delação premiada

 

André Mendonça manda soltar preso de esquema do INSS que tenta fazer delação premiada

Ministro alegou questões humanitárias para mandar Eric Fidelis para prisão domiciliar

Por Constança Rezende/Folhapress

23/04/2026 às 21:00

Atualizado em 23/04/2026 às 20:59

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Imagem de André Mendonça manda soltar preso de esquema do INSS que tenta fazer delação premiada

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça mandou para a prisão domiciliar, nesta quinta-feira (23), o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) André Fidelis. Ambos tentam fechar acordos de delação premiada.

De acordo com a decisão à qual a reportagem teve acesso, o ministro alegou "questões humanitárias" para soltar o advogado, devido ao estado de saúde da esposa.

Mendonça disse que documentos juntados pela defesa do investigado aos autos evidenciaram que sua mulher deu à luz ao segundo filho do casal no último dia 19 e, na sequência, apresentou hemorragia pós-parto e precisou ser internada.

"Embora não haja prova inequívoca de dependência exclusiva da esposa em relação ao requerente, a substituição da custódia pela prisão domiciliar revela-se, na espécie, medida humanitária e proporcional", disse o ministro.

Mendonça escreveu que a situação ganha força "vista a presença de filha de sete anos no núcleo familiar, agora agravada pelo nascimento de um novo filho e pelo grave estado de saúde da cônjuge, submetida a cuidados intensivos".

Apesar disso, o ministro determinou a entrega de seus passaportes, em até 24 horas para a Polícia Federal, a monitoração eletrônica e a proibição de manter contato com qualquer pessoa investigada na Operação Sem Desconto.

O ministro justificou as medidas alegando que os crimes investigados "envolvem o desvio de quantias expressivas de dinheiro público e privado, o que potencializa o risco de práticas destinadas à fuga do país com os recursos ilicitamente obtidos".

Eric Fidelis é filho de André Paulo Felix Fidelis, que foi diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS até julho de 2024. Ele também foi preso durante as investigações do esquema que fraudou descontos associativos da autarquia.

A Diretoria de Benefícios, pasta que comandava, é central na análise dos descontos associativos e administra toda a folha de pagamentos da autarquia.

As apurações mostraram que Eric teria recebido valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como "epicentro da corrupção ativa", "possivelmente a título de vantagem indevida por ato de ofício", segundo a representação da PF sobre a operação.

André Fidelis foi exonerado do órgão em julho de 2024 porque estaria protelando uma auditoria nos descontos associativos intermediados pelo INSS, segundo o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT).

Seu padrinho político foi a Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), uma das 11 associações citadas pela PF no seu relatório sobre o caso.

Procurada, a advogada Clarissa Oliveira, que faz a defesa de Fidelis, disse que a decisão do ministro está correta, "já que Eric preenche todos os requisitos da prisão domiciliar".

André Fidelis segue preso. Sobre terem celebrado delação premiada, a defesa não confirmou nem negou a informação.

Politica Livre

Alcolumbre mantém queda de braço com Lula e segura votos de senadores em Messias para STF

 

Alcolumbre mantém queda de braço com Lula e segura votos de senadores em Messias para STF

Por Mônica Bergamo/Folhapress

24/04/2026 às 07:52

Foto: Carlos Moura/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Alcolumbre mantém queda de braço com Lula e segura votos de senadores em Messias para STF

Davi Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC), manteve até agora a queda de braço com Lula e não liberou seu grupo mais próximo de parlamentares a declararem voto em Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Senadores afirmam que sim, votariam em Messias —mas apenas depois do aval de Alcolumbre. O presidente do Senado até hoje não recebeu o advogado-geral da União para uma conversa.

A sabatina de Messias, indicado por Lula para a Corte, está marcada para o dia 29. Mas a postura de Alcolumbre diminui a margem de segurança desejável no número de votos para a aprovação do nome dele para o cargo.

Ministros do STF, senadores e integrantes do governo já tentaram convencer o presidente do Senado a se posicionar claramente a favor de Messias. Ele, no entanto, vem desconversando. Não faz carga contra, mas tampouco declara apoio.

Com isso, coloca dificuldades adicionais no caminho de Messias. Pelos cálculos de apoiadores do advogado-geral da União, ele já tem 48 votos favoráveis —ou sete a mais do que os 41 necessários para a aprovação.

O ideal para eles, no entanto, seria ter o apoio de Alcolumbre e garantir desde já uma vantagem mais larga. Isso evitaria surpresas, já que o voto é secreto. Além de senadores, Messias tem o apoio de diversos ministros do STF, como André Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Conta também com o engajamento de lideranças evangélicas. Nesta semana, os apóstolos Estevam Hernandes, da igreja Renascer em Cristo, e César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, decidiram abrir à coluna seu apoio a Messias, que é diácono da Igreja Batista Cristã de Brasília.

Politica Livre

Justiça determina afastamento do presidente da Fecomércio

 

Justiça determina afastamento do presidente da Fecomércio

Por Política Livre

24/04/2026 às 08:06

Imagem de Justiça determina afastamento do presidente da Fecomércio

Em sentença proferida nesta quinta-feira (23), a Justiça do Trabalho determinou a suspensão imediata do processo eleitoral da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (FECOMÉRCIO-BA), quadriênio 2026-2030, inclusive, da eleição designada para 29/04/2026, até outra deliberação. E, além disso, afastou o atual presidente da entidade, Kelsor Fernandes, de suas atribuições como presidente, até o julgamento definitivo. Ele também é candidato à reeleição pela Chapa 01.

A ação foi impetrada pela Chapa 02, encabeçada pelo vice-presidente da entidade, Allison Ferreira. No documento enviado à Justiça, é comprovada a existência de manipulação do processo eleitoral da FECOMÉRCIO-BA com a finalidade de beneficiar exclusivamente a Chapa 01.

Entre os pontos colocados em análise, ficou verificado vício procedimental e fraude processual, consubstanciados nos seguintes tópicos:1) Abuso do Poder de Condução: na condição de candidato à reeleição e condutor do pleito, Kelsor Fernandes é acusado de reter indevidamente o julgamento de impugnação dirigida contra sua própria chapa (Chapa 01); 2) Descumprimento de Prazos Peremptórios:
Conforme o art. 6º, §1º do Regulamento Eleitoral, o prazo para julgamento de impugnações pela Diretoria é de 05 dias. No entanto, o presidente afastado nesta quinta-feira teria retido o procedimento por 18 dias, decidindo apenas após a apresentação das contrarrazões; 3) Inversão Estratégica da Ordem Deliberativa: os integrantes da Chapa 02 sustentam que o réu pautou, para a mesma data (27/02/2026), o julgamento da exclusão da Chapa 02 (autores) em horário anterior ao julgamento da impugnação da Chapa 01; e 4) Fraude à Legitimidade: ao excluir a Chapa 02, minutos antes de apreciar a impugnação contra a Chapa 01, o réu provocou o arquivamento desta última sem análise do mérito, sob o argumento de que os impugnantes não eram mais candidatos.


Politca Livre

Sem Bolsonaro no jogo, Flávio enfrenta rebelião interna e vê alianças ruírem pelo país



EDITORIAL: Memórias de Jeremoabo – O Clube, a Igreja e a Maçonaria: Uma História de Dois Pesos e Duas Medidas

 

EDITORIAL: Memórias de Jeremoabo – O Clube, a Igreja e a Maçonaria: Uma História de Dois Pesos e Duas Medidas


Por José Montalvão

A história de Jeremoabo é rica em detalhes que o tempo, por vezes, tenta apagar, mas que a memória de quem viveu os bastidores se encarrega de preservar. Hoje, trago um relato fascinante sobre como a política, a religião e os interesses sociais se entrelaçaram no passado da nossa cidade, revelando uma curiosa contradição que até hoje faz refletir.


1. Do Elitismo da Filarmônica ao Povo no DAR

Antigamente, a elite jeremoabense se reunia no Clube Social da Filarmônica. Como tudo que não se renova, o clube chegou ao fim, dando lugar ao DAR (Clube Democrático Atlético Recreativo)). O DAR era democrático: ali, a população em geral podia associar-se sem as exigências rígidas de outrora. Foi palco de festas memoráveis e bandas de renome, mas, com o passar dos anos, começou a enfrentar o declínio e, principalmente, a vizinhança.

O saudoso Padre Francisco, que residia próximo ao clube, era o maior crítico do local. Nas missas, não poupava fôlego: pregava que o DAR era o "cancro de Jeremoabo", um "antro de perdição". Dizia ele, com seu jeito incisivo, que as moças que ali frequentavam eram "mais exibidas que bezerro novo". O barulho incomodava a paróquia e o discurso religioso era de combate total ao clube.

2. A Estratégia da Permuta e o "Recuo" do Padre

Naquela época, precisávamos de um local para instalar a Loja Maçônica de Jeremoabo. Surgiu, então, uma ideia estratégica: nós, os irmãos, compraríamos o terreno onde funcionavam os "Cajueiros", entregaríamos o alicerce pronto para o clube e, em troca, ficaríamos com a sede do DAR.

Para viabilizar o plano, candidatei-me à presidência do clube. Contei com o apoio fundamental de Antônio Geraldo (Antônio do Cantinho), que morava vizinho ao barulho e agiu nos bastidores para garantir nossa eleição. Fui eleito presidente e Antônio, tesoureiro. A proposta de permuta foi apresentada e aprovada por quase absoluta maioria dos sócios.

Foi então que a "conveniência" aconteceu. Assim que o Padre Francisco soube que o antigo "antro de perdição" viraria uma Loja Maçônica, sua pregação mudou 180 graus. De repente, o DAR passou a ser descrito no altar como "o único local de diversão para a juventude". Esqueceu-se o "cancro", esqueceu-se a "perdição". O reboliço foi tanto, com beatos e beatas inflamados pela nova retórica, que meu pai me aconselhou a desistir da ideia para evitar um conflito maior.


3. A Solução de Vicente e a Ironia da Rádio Vaza Barris

Nesse impasse, surgiu o espírito pacífico de Vicente de Paula Costa, que doou o espaço para a Maçonaria, solucionando o caso. Mas a moral da história veio logo depois e com um requinte de ironia que Jeremoabo não esquece.

O mesmo prédio do DAR, que o Padre tanto criticava pelo barulho, acabou sendo objeto de um "arranjo" com outra diretoria e foi doado para a Igreja. E o que aconteceu com o antigo "antro de perdição"? Tornou-se a sede da Rádio Vaza Barris, a emissora subordinada à própria Igreja. Em contrapartida a Igreja permutou um terreno que serviu de Sede para a Associação Jeremoabense de Futebol.


Conclusão: Dois Pesos e Duas Medidas

A história revela a face do poder local: o que era pecado quando interessava à Maçonaria, tornou-se santificado quando passou para as mãos da paróquia. O barulho das festas incomodava, mas o som da rádio, no mesmo local, tornou-se a voz da verdade.

Fica o registro de como dois pesos e duas medidas moldaram o patrimônio de Jeremoabo. O clube acabou, a rádio se instalou, e a Maçonaria ergueu suas colunas em solo próprio, longe das intrigas de sacristia, mas com a memória bem viva.


Blog de Dede Montalvão: Resgatando a história, denunciando as contradições e mantendo viva a memória de nossa terra.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

Gilmar Mendes X Alessandro Vieira: inconveniências e contradições

em 24 abr, 2026 2:00   

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

A recente entrevista do ministro Gilmar Mendes ao Jornal da FAN FM de Aracaju (nesta quinta-feira, 22) é mais um exemplo dessa hiper-exposição, onde magistrados descem à arena pública para debater pautas políticas. Apesar dessa inadequação institucional, não se pode deixar de concordar com um ponto do discurso de Gilmar Mendes. Mesmo que o ministro tenha recorrido a ilações e até fantasias — como insinuar que o senador Alessandro Vieira poderia estar atuando como um “protetor” do crime organizado —, há uma crítica válida na sua fala.

 Pode-se até não concordar com o texto do relatório da CPI do Crime Organizado, da qual o parlamentar foi relator, especialmente em relação ao pedido de indiciamento de ministros do STF e do Procurador-Geral da República. No entanto, está na cara que o senador comprou uma briga com “gente grande” ao, propositadamente, “esquecer” os bandidos que de fato comandam facções como o Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando Puro (PCP) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, é inegável que o relatório acabou poupando uma penca de políticos com ligações para lá de suspeitas com o crime organizado.

 O fato aqui é que Alessandro Vieira, antes visto como um paladino da moralidade e da técnica jurídica, caiu mais uma vez em contradição. Daí o motivo das palavras duras de Gilmar Mendes contra ele. Mesmo que a postura do ministro esteja fora, digamos, da “ordem normal da natureza” para um magistrado, ela não fere de todo a lei da física política segundo a qual “para toda ação, haverá uma reação contrária e com intensidade semelhante”. Ao focar os holofotes no STF em uma CPI destinada a investigar facções criminosas, o senador atraiu para si a fúria institucional de uma Corte que não hesita em reagir de maneira intensiva aos ataques que sofre.

Diante desse cenário, a pergunta que fica é: Alessandro Vieira morreu politicamente? Talvez seja ainda cedo para cravar esse veredito. Mas, se já era complicado manter-se de pé depois de ter sido limado da chapa governista e de ter a sua imagem pública torpedeada pela mesma imprensa que antes o incensava, agora o caldo engrossou de vez. O embate direto com a turma do STF, somado às críticas sobre a condução da CPI, coloca o parlamentar em uma posição de extrema vulnerabilidade. Será que o senador-delegado tem sete vidas na política? A ver…

Diante desse cenário, a pergunta que fica é: Alessandro Vieira morreu politicamente? Talvez seja ainda cedo para cravar esse veredito. Mas, se já era complicado manter-se de pé depois de ter sido limado da chapa governista e de ter a sua imagem pública torpedeada pela mesma imprensa que antes o incensava, agora o caldo engrossou de vez. O embate direto com a turma do STF, somado às críticas sobre a condução da CPI, coloca o parlamentar em uma posição de extrema vulnerabilidade. Será que o senador-delegado tem sete vidas na política? A ver…

Da segunda a sexta-feira,  final da tarde até às 19h30 é um caos na chamada Avenida Beira Mar, do Bairro Treze de Julho passando ao lado da ponte da Coroa do Meio. E ganha um picolé de graviola quem vê um agente de trânsito. No semáforo de acesso para a Coroa do Meio, motoristas insistem em furar a fila atrapalhando quem vai direto. Quando tem que multar de verdade…. 

Convocados Em continuidade ao fortalecimento da saúde sergipana, o governador Fábio Mitidieri bateu o martelo e convocou mais 315 aprovados no último concurso da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Com nova autorização, o certame, que ofertou quase 900 vagas e foi considerado o maior da saúde estadual nos últimos 15 anos, terá todos os aprovados convocados. Também ficou definido que um Projeto de Lei (PL) para a criação de novas vagas do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da Saúde será enviado à Assembleia Legislativa.

Precatórios do Fundef O Governo de Sergipe inicia, entre 6 e 22 de maio, o pagamento da segunda parcela dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) a profissionais da educação da rede estadual. Neste ano, serão repassados cerca de R$ 51,74 milhões, conforme autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Têm direito os beneficiários definidos na Lei 9.757/2025 e divulgados no Portal da Educação. Os recursos fazem parte de um total superior a R$ 136 milhões. A política garante valorização dos profissionais e investimentos na educação pública.

Tamo Junto Aracaju Moradores do bairro Areia Branca e regiões próximas terão acesso a diversos serviços gratuitos disponibilizados pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) durante a 7ª edição do projeto Tamo Junto Aracaju. Para emitir o cartão de estacionamento para idosos, é necessário apresentar CPF e comprovante de residência. Já no caso das gestantes, além da documentação, é preciso levar também o relatório médico.  A iniciativa, organizada pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Governo (Segov), será realizada no próximo sábado, 25, a partir das 8h, na Escola Municipal Professor Florentino Menezes.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/gilmar-mendes-x-alessandro-vieira-inconveniencias-e-contradicoes/

Em destaque

Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões

  Por HENRIQUE RODRIGUES, da Revista Fórum Publicado em 18/06/2026 às 15:37                                            Ministro André Mendon...

Mais visitadas