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Por Fábio Zanini, Folhpress
20/04/2026 às 14:20
Foto: Anderson Barbosa/Divulgação PT/Arquivo
O presidente do PT, Edinho Silva, durante o 17º Encontro Nacional do partido, em agosto
Em seu novo programa político, que deve ser aprovado em congresso partidário nesta semana, o PT defende a aliança com setores liberais comprometidos com a democracia, e diz que ela é importante para isolar a extrema direita.
"É necessário reconhecer que o avanço da extrema direita não eliminou a existência de setores liberais comprometidos, ainda que de forma limitada, com a legalidade constitucional e com a estabilidade democrática", afirma o documento, que é resultado de uma comissão coordenada pelo ex-ministro José Dirceu.
De acordo com o texto, "a distinção entre extrema direita autoritária e direita liberal é decisiva para a tática política, ainda que não elimine as divergências estruturais em torno do modelo de desenvolvimento, da distribuição de renda e do papel do Estado".
Embora não cite nominalmente, o partido se refere ao bolsonarismo ao citar a extrema direita, e a setores de centro quando fala dos liberais. O raciocínio está por trás da chamada "frente ampla", que a candidatura de Lula construiu na eleição de 2022 e quer retomar, ao menos em parte, neste ano.
"Setores da direita liberal e democrática podem, em determinados contextos, compartilhar convergências em defesa da legalidade constitucional e da soberania nacional –sem que isso implique diluição programática ou subordinação estratégica do projeto democrático-popular", segue o texto.
O documento é uma espécie de "Constituição" do partido, que o PT atualiza de tempos em tempos. O 8º congresso nacional vai ocorrer entre sexta (24) e domingo (26), em Brasília, com o mote "Soberania, Reconstrução e Futuro"
Politica Livre

Prisão de Paulo Henrique será analisada pela 2ª Turma
Fernanda Fonseca
CNN
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode se declarar impedido no julgamento que vai analisar a prisão do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, marcado para começar na próxima quarta-feira (22).
O julgamento acontece no plenário virtual da Segunda Turma, com término no dia 24. Nessa modalidade, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico da Corte, sem debate presencial. Costa foi preso na última quinta-feira (16) dentro da quarta fase da operação Complience Zero, que investiga os crimes relacionados ao Caso Master
COMPOSIÇÃO – O colegiado é composto pelo relator do caso, André Mendonça, responsável pelas investigações envolvendo o Banco Master no STF e autor da decisão que determinou a prisão, além dos ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Toffoli.
Pelo rito da Corte, decisões individuais que impõem medidas cautelares, como prisões, podem ser submetidas ao colegiado para confirmação. Caberá à Segunda Turma decidir se mantém ou revoga a medida. Toffoli, no entanto, pode não participar do julgamento. O ministro já se declarou impedido em processos anteriores relacionados ao Banco Master.
Antes de Mendonça assumir a relatoria, Toffoli era responsável pelo caso no STF, mas deixou a função em fevereiro, após a PF (Polícia Federal) encaminhar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório com dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
PAGAMENTOS – As mensagens periciadas mencionam supostos pagamentos direcionados a Toffoli. A divulgação do material levou a questionamentos sobre uma eventual suspeição do ministro para conduzir o processo e aumentou a pressão sobre o tribunal.
Em 11 de março, o magistrado também se declarou suspeito para analisar uma ação que pedia ao STF a instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar o banco. Na ocasião, afirmou que a decisão se dava por “motivo de foro íntimo”, sem detalhar as razões.
A ação foi apresentada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar pedia que o STF determinasse que a Câmara instale uma comissão parlamentar de inquérito para investigar supostas fraudes envolvendo o Master e o BRB. O processo foi redistribuído e passou a ser relatado por Cristiano Zanin.
CORRELAÇÃO – Já no mesmo dia, Toffoli informou que não participaria do julgamento sobre a prisão de Vorcaro. Em despacho, afirmou que havia “correlação entre as matérias” e declarou a suspeição com base no Código de Processo Civil.
“Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa”, afirmou.
Segundo o ministro, a decisão valeria “a partir desta fase investigativa”. Por isso, agora, no julgamento sobre a prisão de Paulo Henrique Costa — apontado nas investigações como possível mandatário de Vorcaro —, Toffoli pode voltar a se declarar impedido. Se isso ocorrer, a decisão ficará a cargo dos demais integrantes da Turma. Em caso de empate, prevalece o entendimento mais favorável ao réu, o que pode levar à revogação da prisão.
PRISÃO – Costa foi preso em sua casa, no Setor Noroeste, em Brasília, e levado para a Superintendência da PF. A transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda foi feita ainda na tarde de quinta-feira. A prisão foi decretada no âmbito de investigação da PF que apura um esquema de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a compra de carteiras de crédito fraudulentas.
Como mostrou a CNN Brasil, a PF investiga se Costa recebeu R$ 140 milhões de Daniel Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília.
A operação de quinta cumpriu dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão, em São Paulo e no Distrito Federal. Estão sendo investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.
Flávio fez menção à revisão da Reforma Tributária
Fabio Graner
O Globo
Com a crescente competitividade mostrada nas pesquisas mais recentes, a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República está reforçando os cuidados nos temas da seara econômica.
Por enquanto, o trabalho é basicamente se colocar como oposto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em alguns tópicos, como a questão do aumento de impostos e do nível de gastos públicos, mas sem descer em minúcias para evitar problemas como os da disputa à reeleição do seu pai, Jair Bolsonaro, em 2022.
DESGASTE – Naquele ano, discussões sobre desindexação ou desvinculação do salário mínimo, que já eram teses defendidas previamente pela equipe econômica de Bolsonaro, voltaram ao debate faltando pouco tempo para o pleito e geraram desgaste ao então presidente.
Nesse sentido, causou preocupação em aliados de Flávio o movimento nas redes sociais sobre uma declaração dele na qual menciona a possibilidade de revisão da Reforma Tributária. A referência, segundo pessoa próxima a ele, era à reforma do consumo, aprovada em 2024 e cuja implementação efetiva começa a partir de 2027 até 2033.
Mas um mapeamento interno das redes da equipe do senador mostrou que estava crescendo um movimento de dizer que ele iria revogar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
DESMENTIDO – Foi detectado que o movimento era crescente, embora relativamente limitado a perfis de esquerda, de acordo com integrantes da campanha. Nesse contexto, agências de checagem de fatos foram acionadas para desmentir as insinuações. O monitoramento, porém, continua e a situação reforça essa lógica de pisar em ovos para evitar polêmicas que possam tirar votos.
Apesar disso, nos bastidores, há equipes discutindo um programa e até a possibilidade de um novo arcabouço de regras fiscais. Outras pessoas próximas ao senador também trabalham na formatação de textos que poderão ser enviados ao Congresso para acelerar uma “revogaço” de legislações que supostamente prejudicam a competitividade econômica, caso Flávio consiga vencer a disputa ao Planalto.
Por enquanto, a lógica de definir uma espécie de porta-voz econômico, similar ao papel de Paulo Guedes (o Posto Ipiranga de Bolsonaro em 2018), não é o caminho considerado para o curto prazo, segundo interlocutores do senador.
Publicado em 20 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Zema tem afirmado que ministros não são intocáveis
Mônica Bergamo
Folha
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes enviou ao colega Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) e pediu que ele seja investigado no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso.
Moraes enviou a notícia à PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda não se manifestou. Gilmar tomou a iniciativa depois que Zema divulgou, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli.
QUEBRA DE SIGILOS – Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, pede “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana”, referindo-se ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.
Na notícia-crime, Gilmar Mendes afirma que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. “Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”, segue o ministro.
REPUBLICAÇÕES – Mendes ressalta que o “referido vídeo” foi divulgado nas redes do então governador, “que conta com mais de 2,3 milhão de seguidores na plataforma Instagram e 570 mil na plataforma X, tendo sido republicado em diversos veículos de imprensa, atingindo, portanto, elevadíssimo número de visualizações”.
Zema tem criticado os magistrados dizendo que eles não podem ser intocáveis. Na semana passada, ele disse que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli “não merecem só impeachment, eles merecem prisão”.
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EDITORIAL: Ana Josefina – O Sorriso da Lealdade e o Coração que Pulsa por Jeremoabo Por José Montalvão Existem laços que nem o tempo, nem a ...