segunda-feira, abril 20, 2026

Gilmar pede a Moraes que Zema seja investigado no inquérito das fake news

 

Gilmar pede a Moraes que Zema seja investigado no inquérito das fake news

Por Mônica Bergamo/Folhapress

20/04/2026 às 07:01

Foto: Victor Piemonte/Arquivo/STF

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Gilmar Mendes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes enviou uma notícia-crime contra o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) ao ministro Alexandre de Moraes e pediu que ele seja investigado no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso.

Moraes enviou a notícia à PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda não se manifestou.

Gilmar Mendes tomou a iniciativa depois que Zema divulgou, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli.

Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, pede "só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana", referindo-se ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.

Na notícia-crime, Gilmar Mendes afirma que Zema "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa".

"Valendo-se de sofisticada edição profissonal e de avançados mecanismos de 'deep fake', o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal", segue o ministro.

Mendes ressalta que o "referido vídeo" foi divulgado nas redes do então governador, "que conta com mais de 2,3 milhão de seguidores na plataforma Instagram e 570 mil na plataforma X, tendo sido republicado em diversos veículos de imprensa, atingindo, portanto, elevadíssimo número de visualizações".

Zema tem criticado os magistrados dizendo que eles não podem ser intocáveis. Na semana passada, ele disse que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli "não merecem só impeachment, eles merecem prisão".

Politica Livre

Projeto de lei no Senado propõe medidas contra assédio judicial e ameaças a jornalistas

 

Projeto de lei no Senado propõe medidas contra assédio judicial e ameaças a jornalistas

Por Julia Gouveia/Folhapress

20/04/2026 às 06:36

Foto: Carlos Moura/Arquivo/Agência Senado

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Alessandro Vieira

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o PL (Projeto de Lei) nº 1647/2026, que propõe medidas para proteger profissionais e veículos de imprensa no Brasil. A iniciativa tem como base uma proposta elaborada pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) em parceria com a organização Fiquem Sabendo.

O texto propõe medidas para resguardar jornalistas de assédio judicial e estabelece que agentes públicos deverão adotar ações para prevenir ameaças e ataques contra a integridade desses profissionais, incluindo a garantia do acesso a fontes de informação, documentos e bases de dados.

Além disso, o projeto garante ao jornalista o livre acesso a prédios e repartições públicas e a inviolabilidade de sua sede de trabalho. A peça também prevê a proteção a profissionais da imprensa mulheres e LGBTQIA+ que sejam alvo de violência de gênero.

O PL modifica o artigo 158 do Decreto-Lei nº 3.689, que trata do Código de Processo Penal, para dar prioridade a profissionais de imprensa na realização de exame de corpo de delito em caso de violência. Ele também altera a lei nº 7.347/1985, que regula a ação civil pública, para que a liberdade de imprensa seja uma das áreas inclusas nessa legislação.

O projeto de lei foi protocolado em 7 de abril, em que se comemora o Dia do Jornalista. Agora, o texto aguarda o despacho do senador Davi Alcolumbre (União-AP).

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Nota ad Redação Deste Blog - 

EDITORIAL: O Judiciário sob Lupa – O "Chamamento à Ordem" Necessário nas Comarcas do Interior

Por José Montalvão

O fortalecimento da democracia brasileira não se faz apenas com o voto; faz-se, principalmente, com o equilíbrio entre os poderes e a garantia de que ninguém — absolutamente ninguém — esteja imune à lei. No atual momento institucional do Brasil, torna-se urgente aplicar um "freio de arrumação" ou, no jargão jurídico, um chamamento do feito à ordem no Poder Judiciário, especialmente nas instâncias inferiores e nos rincões do interior.

A democracia é como um carro em movimento que precisa trocar os pneus sem parar; se o sistema de freios falha, o veículo capota. E o sistema de freios do Judiciário precisa de uma revisão imediata.


1. O Coronelismo de Toga no Interior

Ainda persiste, em diversas cidades do interior, a figura do "Juiz TQQ" (que só aparece na comarca às terças, quartas e quintas). Mas a irregularidade não para no descaso com a carga horária. O que assistimos, muitas vezes, é um cenário degradante onde magistrados se sentem "donos da cidade", chegando ao ponto de acobertar servidores comprovadamente corruptos.

O crime maior, contudo, é a tentativa de amordaçar quem fiscaliza:

  • A Retaliação: Quando um cidadão ou um jornalista ousa denunciar os desmandos, torna-se alvo de processos por "abuso" ou danos morais, em uma inversão completa de valores.

  • A Imprensa Subjugada: A liberdade de expressão não pode ser refém de magistrados que utilizam a caneta para proteger privilégios e perseguir a verdade.

2. O CNJ e a Eficácia do Controle Social

Há um apelo crescente para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) atue com maior rigor e menos corporativismo. A credibilidade do Judiciário está em crise justamente porque a punição máxima para falhas graves, muitas vezes, é a "aposentadoria compulsória" com salários mantidos.

  • Transparência Real: É preciso combater os privilégios e garantir que a fiscalização chegue às pequenas comarcas, onde o abuso de autoridade floresce longe dos olhos da capital.

  • Punições Efetivas: A democracia exige que o juiz responda por seus atos como qualquer outro servidor público, sem o escudo de proteções arcaicas.


3. Freios, Contrapesos e o Fim do Ativismo Político

A democracia se fortalece quando o Judiciário se limita ao seu papel constitucional. O ativismo judicial, muitas vezes percebido como político, gera insegurança jurídica e alimenta o descrédito nas instituições. O "despacho saneador" que a vida institucional brasileira exige hoje passa pela democratização das práticas internas e por um controle externo que não tenha medo de enfrentar as togas.


Conclusão: O Carro da Democracia Precisa de Saneamento

Não há democracia plena onde o povo tem medo do juiz. O magistrado deve ser a garantia do direito, não a fonte do temor. É em pleno movimento que precisamos corrigir essas rotas, garantindo que a justiça seja cega para os privilégios, mas tenha olhos atentos para a corrupção dentro de seus próprios muros.

Jeremoabo e todo o interior do Nordeste clamam por um Judiciário que sirva ao povo e não a si mesmo. O "chamamento à ordem" não é um ataque à instituição, mas um remédio necessário para salvá-la de sua própria decadência.


Blog de Dede Montalvão: Vigilante contra os abusos, defensor da transparência e voz da cidadania.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)


PT propõe reforma do Judiciário em meio a estratégia para conter desgaste com o STF

Por Redação

20/04/2026 às 08:24

Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

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Gleisi Hoffmann

O Partido dos Trabalhadores prepara a inclusão, em seu novo programa partidário, de diretrizes para uma reforma do Judiciário, com menção direta ao Supremo Tribunal Federal. A proposta surge em meio a um cenário de desgaste envolvendo a Corte e busca estabelecer normas de conduta, além de reforçar mecanismos de transparência, responsabilidade e controle institucional dentro dos tribunais superiores. A reportagem é do jornal O Globo.

A discussão ocorre enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta se distanciar da crise que atinge o STF, agravada por investigações recentes e repercussão negativa na opinião pública. Pesquisas indicam que a maioria dos brasileiros tomou conhecimento das suspeitas envolvendo integrantes da Corte, o que aumenta a preocupação de aliados com possíveis impactos eleitorais e pressiona o partido a adotar um posicionamento mais claro sobre o tema.

Internamente, o debate é conduzido por lideranças como José Dirceu e Gleisi Hoffmann, que defendem reformas institucionais mais amplas. Apesar do movimento público de distanciamento, integrantes do governo avaliam que a relação com o STF segue ativa nos bastidores, ao mesmo tempo em que o Planalto atua politicamente para evitar o agravamento de tensões entre os poderes.

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Projeto de lei no Senado propõe medidas contra assédio judicial e ameaças a jornalistas

 

Projeto de lei no Senado propõe medidas contra assédio judicial e ameaças a jornalistas

Por Julia Gouveia/Folhapress

20/04/2026 às 06:36

Foto: Carlos Moura/Arquivo/Agência Senado

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Alessandro Vieira

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o PL (Projeto de Lei) nº 1647/2026, que propõe medidas para proteger profissionais e veículos de imprensa no Brasil. A iniciativa tem como base uma proposta elaborada pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) em parceria com a organização Fiquem Sabendo.

O texto propõe medidas para resguardar jornalistas de assédio judicial e estabelece que agentes públicos deverão adotar ações para prevenir ameaças e ataques contra a integridade desses profissionais, incluindo a garantia do acesso a fontes de informação, documentos e bases de dados.

Além disso, o projeto garante ao jornalista o livre acesso a prédios e repartições públicas e a inviolabilidade de sua sede de trabalho. A peça também prevê a proteção a profissionais da imprensa mulheres e LGBTQIA+ que sejam alvo de violência de gênero.

O PL modifica o artigo 158 do Decreto-Lei nº 3.689, que trata do Código de Processo Penal, para dar prioridade a profissionais de imprensa na realização de exame de corpo de delito em caso de violência. Ele também altera a lei nº 7.347/1985, que regula a ação civil pública, para que a liberdade de imprensa seja uma das áreas inclusas nessa legislação.

O projeto de lei foi protocolado em 7 de abril, em que se comemora o Dia do Jornalista. Agora, o texto aguarda o despacho do senador Davi Alcolumbre (União-AP).

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PT propõe reforma do Judiciário em meio a estratégia para conter desgaste com o STF

 

PT propõe reforma do Judiciário em meio a estratégia para conter desgaste com o STF

Por Redação

20/04/2026 às 08:24

Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

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Gleisi Hoffmann

O Partido dos Trabalhadores prepara a inclusão, em seu novo programa partidário, de diretrizes para uma reforma do Judiciário, com menção direta ao Supremo Tribunal Federal. A proposta surge em meio a um cenário de desgaste envolvendo a Corte e busca estabelecer normas de conduta, além de reforçar mecanismos de transparência, responsabilidade e controle institucional dentro dos tribunais superiores. A reportagem é do jornal O Globo.

A discussão ocorre enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta se distanciar da crise que atinge o STF, agravada por investigações recentes e repercussão negativa na opinião pública. Pesquisas indicam que a maioria dos brasileiros tomou conhecimento das suspeitas envolvendo integrantes da Corte, o que aumenta a preocupação de aliados com possíveis impactos eleitorais e pressiona o partido a adotar um posicionamento mais claro sobre o tema.

Internamente, o debate é conduzido por lideranças como José Dirceu e Gleisi Hoffmann, que defendem reformas institucionais mais amplas. Apesar do movimento público de distanciamento, integrantes do governo avaliam que a relação com o STF segue ativa nos bastidores, ao mesmo tempo em que o Planalto atua politicamente para evitar o agravamento de tensões entre os poderes.

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