quarta-feira, março 25, 2026

Lula era “assessor” da Fictor, a financeira que fingiu “comprar” o banco Master


Tribuna da Internet | CPMI do INSS vota nesta quinta-feira a quebra do  sigilo bancário de Lulinha

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Alexa Salomão
Folha

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, é muito ligado ao empresário Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor, e atuou como consultor do grupo. Nesta quarta-feira (25), Rubini e acionistas da Fictor foram alvos de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bancárias associadas ao Comando Vermelho.

A relação de Lulinha com a Fictor foi mais próxima em 2024, segundo relato de duas pessoas que trabalharam para empresas do grupo e falaram na condição de não terem o nome citado. Contam que, para não chamar a atenção, Lulinha até restringiu visitas aos escritórios. No entanto, ainda foi visto na empresa no ano passado.

SEM COMENTÁRIOS – Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa da Fictor afirmou que esse tema deve ser tratado com Rubini. A assessoria do executivo, por sua vez, disse que ele não vai comentar sobre esse assunto.

Segundo esses executivos, Lulinha foi contratado para fazer a aproximação da Fictor com o governo. Eles também afirmam que foi a partir desse trabalho que Rubini foi indicado para integrar o chamado Conselhão, o Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, um órgão consultivo da Presidência da República.

No entanto, a Secretaria de Relações Institucionais, órgão da Presidência da República, tentou desmentir a informação, dizendo que “Rubini não foi indicado por Fábio Lula da Silva para integrar o Conselhão”.

GANHOU VISIBILIDADE – A relação com o filho do presidente também abriu caminho para Rubini participar do Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics no Senado. Por transitar no mercado financeiro, foi visto como uma pessoa importante para contribuir com temas dessa área.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, criador do Grupo Prerrogativas, que defende o filho do presidente nas investigações sobre fraudes no INSS, confirmou à Folha que Lulinha conhece Rubini, mas negou que ele tenha tido relações de trabalho com a Fictor ou intercedido para que Rubini ocupasse cargos no setor público.

“Essa é mais uma tentativa de colocar Fábio no meio de um escândalo”, afirmou. Carvalho disse ainda que Lulinha vive na Espanha desde 2024.

NO CASO MASTER – Rubini ficou como sócio e no comando da Fictor Invest, braço de investimentos do conglomerado, até abril de 2025 e permaneceu como conselheiro até outubro.

Em novembro, a Fictor anunciou uma tentativa de compra do Banco Master, na véspera de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ser preso pela primeira vez.

Mas o grupo não tinha a menor condição de assumir o Master, pois entrou em recuperação judicial no dia 2 de fevereiro deste ano, declarando dívidas acima de R$ 4,2 bilhões.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, a República está apodrecida. Onde se lê que o filho do presidente “vive na Espanha”, deve-se ler que ele “está foragido na Espanha”, sob os auspícios dos estelionatários internacionais do grupo OEI, que faturaram cerca de R$ 1 bilhão no Brasil em 2025, prestando “serviços” ao governo de Lula, governadores e prefeitos, como Eduardo Paes, do Rio de Janeiro. Somente na organização da COP30, que foi um fenômeno de desorganização, a OEI levou, limpos, cerca de R$ 400 milhões, sem impostos, por ser uma entidade internacional. A coordenadora da OEI no Brasil é Janja da Silva, e fica tudo em família. Mas quem se interessa? (C.N.)

Decisão sobre prisão domiciliar de Bolsonaro fica em segundo plano diante de crise interna no STF


Distante do bolsonarismo, Ratinho Junior se articula contra Moro e Dallagnol


Michelle é recebida no Supremo como mulher de estadista. Por Moisés Mendes

 

Publicado por

 Moisés Mendes

 -

 Atualizado em 24 de março de 2026 às 23:01

                                          Michelle e Jair Bolsonaro – Reprodução


Ilse Pröhl Hess era a mulher de Rudolf Hess, o vice-führer de Hitler. Ilse e Hess eram grandes amigos do líder. Ela não era apenas a esposa, e sim uma voz forte na liderança do nazismo, até com produção literária sobre as ideias do grande chefe.

Mas nenhum alemão imaginaria, em 1945, depois da condenação do temido Hess à prisão perpétua pelo Tribunal de Nuremberg, que Ilse pudesse ser recebida por um dos juízes. E muito menos implorar para que o marido cumprisse a pena em casa. Hess sofria de distúrbios mentais sérios.

Ilse não fez nada até porque logo depois também foi presa. E não poderia fazer, mesmo se estivesse solta, porque Hess não tinha mais, como todos os nazistas depois da guerra, força política alguma. O condenado morreu na cadeia, apesar do poder que havia ajudado a construir durante uma década.

É inimaginável que um alemão pudesse usar o seguinte argumento em nome de concessões a Hess e aos outros chefes nazistas condenados: eles merecem privilégios por terem ocupado altos postos no governo. Deveriam ser respeitados pelo que haviam sido.

É o que prevalece hoje, em boa parte do meio político e jurídico, em relação a Bolsonaro. A Justiça deveria levar em conta sua condição de ex-presidente da República e respeitá-lo institucionalmente.

Nesse contexto, pergunta-se: é razoável, é compreensível, é aceitável ou é grandiosamente humano que um ministro da mais alta Corte do país receba, em audiência cerimoniosa, a mulher do presidiário líder do golpe, com o pedido para que ele retorne para casa em prisão domiciliar?

Não é uma dúvida qualquer: um condenado como chefe de organização criminosa, por ter atentado contra a democracia, pode continuar desfrutando dos salamaleques dedicados a ex-presidentes?

É aceitável que essa visita seja vista como normal, considerando-se que o esposo da visitante era o comandante em chefe de militares encarregados do assassinato do presidente da República eleito, do vice e do próprio ministro que a recepciona?

A comparação aqui não é do nazismo com o fascismo brasileiro, que é outra pauta. É com a condição, tanto de Hess quanto de Bolsonaro, como prisioneiros por crime graves. Hess morreu na prisão porque foi condenado à pena perpétua.

Bolsonaro, se continuasse preso, também envelheceria e poderia morrer encarcerado – mesmo se cumprisse, como manda a lei, no máximo 40 dos 47 anos a que foi condenado. Sua pena integral equivaleria, sem atenuantes e descontos protocolares, a uma prisão perpétua.

Bolsonaro cometeu um conjunto de crimes, alguns ainda sob investigação, como os da pandemia, que deixaria pouco espaço para a sua exaltação como ex-presidente. Bolsonaro é terrivelmente criminoso.

Mas a mulher dele vai ao encontro do juiz que comandou o processo da condenação, por ainda desfrutar dessas concessões do poder. Não é a advogada, é a mulher do golpista.

Tem o que Ilse não teve. Hess foi condenado a morrer na cadeia porque não tinha mais nada, era um fracassado. Bolsonaro vai sair da cadeia porque perdeu, mas ainda tem força política.

Ilse era muito mais do que a mulher de Hess, era uma militante de ponta e pensadora política. Michelle é uma das principais ativistas e lideranças do bolsonarismo, já anunciada como futura senadora por Brasília.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, falando e gesticulando, em pé e sério
O ministro Alexandre de Moraes, do STF – Reprodução

A ex-primeira-dama foi sozinha ao Supremo, sem o suporte de familiares, políticos e advogados, conversar com Moraes. É como se, numa situação em que tudo se normaliza e se naturaliza, os sentimentos prevalecessem em relação a todo o resto.

A intervenção dos afetos, para muito além da interferência das considerações jurídicas, pelos advogados, e técnicas, pelos médicos, pode ter sensibilizado o ministro? Michelle conseguiu o que mulheres de presos comuns dificilmente terão]Teve a chance da conversa com o ministro que condenou o marido e chegou ao êxito pelo convencimento. Ela, e não os advogados ou os médicos, fica com a imagem de vencedora. Bolsonaro voltará para casa.

Certamente deveria voltar, por suas condições físicas precárias e mesmo que tal privilégio não seja concedido a outros presos sem lobby e sem mulheres poderosas. A questão aqui é outra. Seria melhor se a decisão pela prisão domiciliar não ficasse parecendo uma concessão depois dos argumentos de Michelle.

Não há exagero algum na reação de quem não entende essa interferência, o tratamento diferenciado a Michelle – em relação às mulheres dos Zés da Silva – e o próprio tratamento de ex-estadista, acima da condição atual de criminoso e presidiário, para Bolsonaro.

Tudo porque a extrema direita continua viva e o chefe da organização criminosa continua poderoso. É ruim e é constrangedor, mas hoje não há muito o que fazer. Michelle tem a força que Ilse não teve.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/michelle-e-recebida-no-supremo-como-mulher-de-estadista-por-moises-mendes/

EDITORIAL: O TCM/BA e a "Genealogia do Poder" – Quando o Prestígio Político Atropela o Mérito Técnico


TCM/BA - a casa de mãe Joanna

Bob Charles DRT BA 3.913
Divulgação

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), promove um verdadeiro show de generosidades  dentro da instituição, ao indicar nomes que definitivamente estão caminhando para o fim de carreira política, caso de ex-ministro Mário Negromonte (PP), que se afastou recentemente e já pleiteia entrar na vida publica novamente, como candidato a deputado estadual, o ex-deputado estadual, detentor de cinco mandatos consecutivos, Paulo Rangel(PT), o ex-deputado federal, Josias Gomes(PT), o Jojoba, a esposa do ex-governador e atual ministro Jaques Wagner(PT), a esposa do igualmente ex-governador da Bahia e atual, ministro, Rui Costa(PT) e pasmem, acaba e reforçar o esquadrão o ex deputado federal, Otto Filho (PSD), inclusive ex-caçador de votos em Paulo Afonso, com apenas 35 anos de idade. 

Parte desses cargos poderia ter sido ocupado por figuras de destaque que atuam em Paulo Afonso, a exemplo  do ex-prefeito, ex-vice-prefeito, ex-procurador, Dr. Flávio Henrique Maglhães Lima, Dr. Igor Montalvão e dr. José Luiz de Oliveira Neto. Tão simples!

  • Nota da redaçãp deste Blog - 

EDITORIAL: O TCM/BA e a "Genealogia do Poder" – Quando o Prestígio Político Atropela o Mérito Técnico


Por José Montalvao

  • O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) deveria ser, por definição constitucional, o guardião da moralidade administrativa. É lá que as contas das prefeituras são analisadas, onde o dinheiro do povo é rastreado e onde o rigor técnico deveria ser a única lei. No entanto, o que assistimos hoje é a consolidação de uma imagem bem diferente: a de um "Tribunal de Faz de Conta", que mais parece um luxuoso "cabide de empregos" para políticos em fim de carreira ou parentes de figuras influentes.

    Como bem pontuou o colega Bob Charles, o TCM/BA tem se tornado uma espécie de "Casa de Mãe Joana" da política baiana, onde o critério de escolha não é o currículo acadêmico ou a experiência em auditoria, mas sim o sobrenome e a lealdade partidária.


O "Show de Generosidades" com o Dinheiro Público

  • A lista de indicações recentes é um verdadeiro "quem é quem" do poder na Bahia. O esquadrão de conselheiros e cargos de confiança parece uma extensão do gabinete dos governadores e ministros. Vejamos o cenário:

    • Políticos em Transição: Figuras como o ex-ministro Mário Negromonte e os ex-deputados Paulo Rangel e Josias Gomes utilizam o Tribunal como uma sala de espera confortável para seus próximos passos eleitorais.

    • A "Cota das Esposas": É assustador notar que os critérios de "notório saber" parecem ter sido substituídos pelo laço matrimonial, com as esposas dos ministros Jaques Wagner e Rui Costa ocupando espaços estratégicos.

    • O Herdeiro Político: A chegada de Otto Filho, aos 35 anos, reforça a ideia de que o Tribunal serve para abrigar herdeiros políticos que, apesar da juventude, já gozam dos privilégios das cúpulas de poder.


Onde Está o Espaço para a Competência de Paulo Afonso e Região?

  • Enquanto o TCM se fecha em um círculo de nepotismo cruzado e favores políticos, figuras de destaque técnico e jurídico da nossa região são sumariamente ignoradas. Se o critério fosse meritocracia e conhecimento profundo da máquina pública, nomes de Paulo Afonso estariam encabeçando qualquer lista de indicações séria.

    Poderíamos citar nomes com envergadura moral e técnica de sobra para moralizar aquele Tribunal, como:

    • Dr. Flávio Henrique Magalhães Lima: Com sua experiência como ex-prefeito, vice e procurador, conhece as entranhas da administração municipal como poucos.

    • Dr. Igor Montalvão: Advogado com atuação brilhante e técnica refinada, capaz de dar um parecer jurídico com a isenção que falta naquelas cadeiras.

    • Dr. José Luiz de Oliveira Neto: Outro quadro de competência inquestionável que daria ao TCM o brilho que hoje está ofuscado pelo jogo político.


Conclusão: O Mérito no Banco de Reservas

  • É triste constatar que, na Bahia, o "prestígio" vale mais que o "saber". Quando um Tribunal de Contas se torna um retiro para políticos ou um presente para familiares, quem perde é o cidadão, que vê o órgão fiscalizador perder sua independência.

    Não aceitaremos que o TCM continue sendo visto como um prêmio de consolação ou um seguro-desemprego de luxo para a elite política. O povo quer fiscalização de verdade, feita por técnicos de carreira e juristas de renome, e não por quem vai julgar as contas dos próprios aliados.

    No tribunal da opinião pública, o veredito já foi dado: queremos mérito, não privilégio.


    Blog de Dede Montalvão: Onde o prestígio não compra o silêncio e a verdade não tem dono.
    José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

     

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